Autor: Solange Moll

  • Cata Sílabas

    Cata Sílabas

    O-lá!

    Os equívocos, “erros”, acontecem em qualquer aprendizado, não é mesmo? O ponto é de que maneira nos ensinaram a lidar com eles e como estamos passando isso adiante. Digo isso porque para quem trabalha com educação e, mais precisamente, com crianças que estão em processo de alfabetização (fase importantíssima para qualquer pessoa) e tem o intuito de criar um ambiente propício ao aprendizado talvez precise rever os conceitos sobre “cometer erros”. Sabe, às vezes não precisa falar nada, mas é aquele “olhar torto”, o suspiro profuuundo…

    Os erros são, na verdade, oportunidades de crescimento e, inclusive (!), no processo de construção da leitura e da escrita, precisamos encorajar as crianças a vê-los como uma etapa natural em seu caminho de aprendizado. Esta atitude ajuda a reduzir o medo do fracasso e promove a resiliência.

    Ana Albuquerque (2012, p. 77), diz que:

    “É fundamental valorizar as experiências dos alunos, incentivando a exploração dos sistemas de linguagem (oral e escrito), de forma a encorajar a participação em situações e tentativas de leitura e escrita, olhando para o erro como uma forma natural do processo de aprendizagem”.

    Diante de uma criança frustrada por cometer algum “erro” é preciso mostrar que a escrita é uma habilidade que melhora com a prática e que ela está progredindo a cada tentativa. É preciso elogiar os esforços e a coragem de tentar e, principalmente, destacar que a correção faz parte do processo de aprendizagem.

    O jogo Cata Sílabas pode ser uma boa ferramenta para que as crianças façam suas tentativas de leitura sem medo de errar. Vamos ver com mais detalhes a explicação do jogo?

    Sugestão de Uso:

    A criança sorteia uma cartela e procura no tabuleiro os números e cores indicadas. Em seguida, utiliza as sílabas que estão nos respectivos quadros para descobrir uma palavra.

    Para concluir, que tal instigar a escrita de uma frase?

    Finalizo este texto dizendo que promover uma abordagem positiva em relação aos erros é fundamental, pois eles são oportunidades de crescimento, progresso, e fazem parte do processo de aprendizagem natural.

    Um abraço e até o próximo jogo 🙂

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

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  • Das Três, Uma

    Das Três, Uma

    O-lá!

    A fase de pré-escola e o primeiro ano de escolaridade são períodos importantes no desenvolvimento educacional das crianças, marcados por descobertas incríveis e avanços notáveis em diversas áreas do conhecimento. Um desses avanços, talvez um dos mais significativos, é a aquisição da leitura e da escrita. Embora cada criança tenha seu próprio ritmo de desenvolvimento, essa idade é frequentemente considerada ideal para introduzir os conceitos fundamentais da leitura e da escrita.

    No entanto, a aprendizagem bem-sucedida da leitura e escrita nessa fase depende de um entendimento claro do mapeamento entre a linguagem escrita e a oral. Esse processo envolve compreender de que maneira as letras se combinam para formar palavras e como essas palavras se agrupam em frases coerentes. Para alcançar esse nível de compreensão, é fundamental que as crianças desenvolvam conhecimento sobre as unidades básicas da linguagem escrita: frases, palavras e fonemas.

    “Crianças de pré-escola e de primeiro ano estão na idade ideal para aprender a ler e a escrever. Contudo, compreender o mapeamento entre a linguagem escrita e a oral depende de um claro conhecimento de frases, palavras e fonemas, porque a linguagem escrita é organizada explicitamente segundo essas unidades.” (ADAMS; et al. 2012, p. 31)

    O jogo “Das Três, Uma” contribui para que as crianças desenvolvam a consciência fonêmica, compreendam a estrutura das palavras, expandam seu vocabulário e aprimorem habilidades cognitivas importantes. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    A criança sorteia uma cartela e tem o desafio de descobrir qual das três figuras é possível escrever o nome nos quadros. Deve ser colocada uma letra em cada quadro e não pode faltar ou sobrar nenhum quadro.

    Após, pode conferir no gabarito.

    Agora é hora de encerrar este post. Deixo um abraço afetuoso e aguardo ansiosamente pelo nosso próximo encontro, valeu?! Até o próximo jogo… Hehe!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

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  • Fraseando

    Fraseando

    O-lá!

    A capacidade de ler e escrever é de importância fundamental para a construção de todo aprendizado subsequente. Mais especificamente, no que diz respeito à escrita, é essencial que crianças em processo de alfabetização sejam incentivadas a desenvolver suas habilidades de escrita desde tenra idade. Inicialmente, podemos atuar como escribas, ou seja, transcrever as ideias que emergem delas. Estimular a escrita nessa fase crucial não só contribui para a aquisição da linguagem escrita, mas também fomenta o pensamento crítico, a criatividade e a expressão pessoal.

    O jogo “Fraseando”, que eu trouxe hoje como sugestão, desafia as crianças a criarem frases usando palavras e imagens fornecidas. Isso incentiva a criatividade, bem como, exige que as crianças organizem suas ideias de forma coerente e gramaticalmente correta.

    À medida que as crianças se envolvem na produção de frases, elas são incentivadas a usar as palavras que já sabem e a experimentar com novas palavras e conceitos. Esse processo não apenas fortalece as regras ortográficas que já estão internalizadas, mas também destaca as áreas que requerem mais atenção e aprendizado. Os erros ortográficos que surgem durante a escrita se tornam oportunidades de ensino, onde os educadores podem intervir para corrigir e explicar as regras ortográficas relevantes.

    A produção de textos é uma fonte importante para identificação das regras ortográficas que as crianças já conhecem e das que elas ainda não conhecem. […] (Soares, 2022, p. 148)

    Promover a escrita de maneira lúdica torna esse processo mais envolvente e agradável, concorda? Vamos, então, explorar como podemos utilizar o jogo “Fraseando”.

    Sugestão de Uso:

    Comece organizando o tabuleiro em uma superfície plana.

    Cada jogador deve receber seis cartas com verbos e um peão.

    O objetivo é avançar pelo tabuleiro (usando o peão) de acordo com o número sorteado no dado.

    Quando um jogador para em uma casa, ele deve selecionar um verbo de uma de suas cartas e usá-lo para criar uma frase relacionada ao(s) nome(s) do(s) animal(is) presente(s) naquela casa.

    O vencedor é aquele que conseguir chegar ao final da trilha primeiro. 

    Encerro aqui, na expectativa de que esta sugestão tenha sido valiosa para enriquecer o processo de aprendizado das crianças.

    Um forte abraço e até o próximo jogo…Hehe!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.  

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  • Domiformas

    Domiformas

    O-lá!

    Você já sabe que as experiências que passamos ao longo da vida desempenham um papel fundamental na formação das percepções e compreensões que temos do mundo, não é mesmo? O que vivenciamos e aprendemos hoje irá influenciar no nosso aprendizado futuro. Portanto, toda vivência na vida de uma criança é como uma peça valiosa de um quebra-cabeça que se encaixa em sua mente, complementando as experiências que já estão lá.

    Cada experiência que temos é introduzida na mente e ajustada às experiências que lá já existem. (SIMONS, 2003, p. 33)

    Isso significa que, à medida que uma criança acumula vivências, ela enriquece seu repertório e adquire uma base sólida para enfrentar desafios e situações novas no futuro. Cada novo aprendizado não é apenas uma adição isolada, mas sim uma contribuição valiosa para um todo interconectado. Portanto, é fundamental fornecer oportunidades ricas e diversas para que as crianças construam seu quebra-cabeça de experiências, promovendo um desenvolvimento saudável e adaptativo ao longo de suas vidas.

    O jogo que trouxe hoje como sugestão, o “Domiformas”, contribui para que a criança aprenda a diferenciar as formas geométricas, estimule a atenção, a percepção, o pensamento lógico e enriqueça o vocabulário. Certo? Muito bem, e qual a importância que esses conhecimentos podem ter mais adiante na vida das crianças?

    Um exemplo, quando as crianças aprendem sobre formas geométricas, estão adquirindo uma compreensão fundamental de conceitos espaciais e matemáticos que são essenciais em muitos aspectos da vida. As formas geométricas estão presentes em todos os lugares ao nosso redor, desde edifícios até objetos do cotidiano. Ensinar as crianças a identificar essas formas ajuda a tornar o mundo mais compreensível e permite que elas vejam a matemática em ação no mundo real. Além também de servir para as crianças usarem essas formas como base para criar desenhos, esculturas e projetos artísticos, explorando sua imaginação e habilidades artísticas. À medida que as crianças progridem em sua educação, o conhecimento sobre formas geométricas se torna uma base para conceitos mais avançados, como geometria, trigonometria e álgebra.

    Ufa! Viu só?! E você achando que eu estava só compartilhando um jogo de dominó … Rsrs! Vamos a explicação do jogo?

    Sugestão de Uso:

    Distribua as peças igualmente entre os jogadores.

    Se sobrar, reserve para uma eventual “compra”.

    Sorteie quem colocará a primeira peça no centro da mesa.

    O jogador seguinte deve colocar uma peça que seja o complemento de um dos dois lados do dominó. Ou seja, forma geométrica com seu respectivo nome. 

    Ganha o jogo quem ficar sem nenhuma peça primeiro. 

    É isso! Ah, espera, espera… Tem mais! O jogo PDF com este jogo está gratuitoooo! É um mimo pelo Dia da Criança e Dia do Professor. Gostou? Conta pra mim que eu fico muito feliz em saber.

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SIMONS, Ursula Marianne. Blocos lógicos: 150 exercícios. Curitiba: Hubertus, 2003.

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  • Conte pra Mim

    Conte pra Mim

    O-lá!

    É, já ficou para trás o conceito que tínhamos sobre “ser uma pessoa inteligente”. Hoje há estudos demonstrando que o ser humano é beneficiado por diversas inteligências (se você tiver mais interesse sobre o assunto pode procurar pelos estudos de Howard Gardner). Ou seja, quando dizemos que uma pessoa é inteligente porque se destaca em matemática não está errado, porém está equivocado quando dizemos que “Fulano não é inteligente” só porque não tem este campo do saber bem desenvolvido. Digo isso porque é possível que ele tenha outro tipo de inteligência. Quem sabe, por exemplo, mais voltado para a área musical!

    Resumindo: uma pessoa pode ter uma inteligência mais desenvolvida para um campo do saber do que para outro, e isso as diferencia, mas não desqualifica! 😉

    Entretanto, nosso desempenho sofre influência de ordem genética, interesse e também do meio em que crescemos e nos desenvolvemos. Sendo assim, o estímulo é fundamental para o nosso desenvolvimento emocional, psíquico e intelectual.

    […] Para que esse desenvolvimento cerebral atinja toda a sua potencialidade e multiplique seu poder de conexões, necessita de ginástica e esta é, genericamente, chamada de estímulos. (ANTUNES, p. 14, 2003, grifo do autor)

    O jogo que eu trouxe hoje como sugestão tem como objetivo estimular a criatividade, o aumento do vocabulário, a comunicação, a expressão, a compreensão textual, a produção de texto, dentre outras habilidades.

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe ou sorteia uma cartela.

    Lê e, em seguida, escreve um texto que deve conter as duas palavras indicadas na cartela.

    Ela pode se inspirar nas imagens e também nos textos.

    Detalhe: este jogo também pode ser realizado oralmente. Aproveite para gravar (pode ser só áudio) o que a criança conta. Ah, vai ser uma delícia!

    Por hoje é isso! Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

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  • Sílaba Mix

    Sílaba Mix

    O-lá!

    Certamente, um dos maiores desafios no processo de alfabetização infantil reside na manutenção do engajamento e da motivação das crianças, concorda? Os jogos podem ser aliados valiosos nessa jornada, tornando o conteúdo mais cativante. No entanto, também é importante que, após a utilização dos jogos, o mediador (seja um professor, psicopedagogo, ou outro profissional) avalie se os objetivos estabelecidos foram de fato alcançados. Devemos lembrar que os jogos, por si só, não possuem poderes miraculosos… Rsrs!

    Como mencionado por Batllori (2009, p.16), é fundamental escolher jogos que tornem os tópicos mais atraentes. No entanto, igualmente relevante é a etapa de avaliação posterior, na qual devemos analisar se as metas propostas foram efetivamente cumpridas, identificando o que não funcionou e o que poderia ter sido desenvolvido de forma mais eficaz.

    Portanto, apresento uma sugestão para a utilização do jogo “Silaba Mix” a seguir. No entanto, considero importante  que você avalie se esta é a abordagem mais adequada para as crianças que participarão. Algumas crianças podem se beneficiar da escrita (em uma folha) dos nomes das figuras antes de começar o jogo, enquanto para outras, isso pode torná-lo excessivamente fácil e desprovido de desafio. Sendo assim, é essencial identificar as áreas em que as crianças podem estar enfrentando dificuldades e buscar maneiras de aprimorar o jogo para atender às necessidades específicas do grupo.

    Agora vamos ver a forma que eu pensei para utilizar o jogo?

    Sugestão de Uso:

    Faça três pilhas de cartas viradas com as imagens para baixo. 

    Na primeira pilha, coloque todas as cartas com figuras. 

    Na segunda pilha, coloque todas as cartas com sílabas que correspondem ao início dos nomes das figuras (estão escritas em vermelho, laranja ou azul). 

    Na terceira pilha, coloque as cartas com sílabas que correspondem ao final dos nomes das figuras (estão escritas em verde).

    Para começar o jogo, cada criança vira uma carta com figura, mas não revela para os demais colegas o que pegou. 

    Em seguida, uma das crianças vira uma carta da pilha que corresponde ao início dos nomes das figuras. Se for correspondente ao início do nome da sua figura, fica com a carta. Do contrário, descarta na mesa. 

    A próxima criança a jogar, se houver carta descartada na mesa, deve escolher se fica com a carta ou vira uma nova da pilha. 

    Quando a criança já tem a sílaba para o início do nome da sua figura, ela deve, na sua próxima vez, pegar uma carta da terceira pilha.

    O jogo segue até que um dos jogadores complete por primeiro o nome da sua figura.    

    É isso! Gostou do jogo? Só vou saber se você me contar nos comentários…Hehe!

    Um forte abraço e até o próximo jogo!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 20

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  • Bingoletrando

    Bingoletrando

    Olá!

    Nossa mente é verdadeiramente um cofre repleto de memórias, um tesouro inesgotável de experiências que, de maneira intrínseca, moldam a nossa identidade e a nossa compreensão do mundo que nos cerca. No entanto, o que podemos fazer para potencializar ainda mais o nosso processo de aprendizagem? A resposta reside na conexão emocional. Quando nos engajamos emocionalmente em uma atividade, nosso cérebro se torna naturalmente mais alerta e concentrado. Esse estado de envolvimento profundo torna mais provável que prestemos atenção aos detalhes e que as informações sejam retidas de forma mais eficaz.

    As emoções, de fato, desempenham um papel fundamental na formação de memórias. Eventos marcados por uma carga emocional tendem a ser lembrados com maior clareza e persistência em nossa mente em comparação a eventos neutros. Isso implica que as informações adquiridas em contextos lúdicos e emocionalmente envolventes têm uma probabilidade significativamente maior de serem retidas e, o mais importante, recordadas no futuro.

    Conforme salientado por LAPIERRE e AUCOUTURIER (2012, p. 40, grifo do autor), “Tudo aquilo que é unicamente memorizado a força no nível do córtex, sem ter despertado um eco emocional, é somente um parasita da memória. Desta forma, o esquecimento é sinal de saúde mental!“.

    Portanto, o esquecimento se torna uma parte natural e necessária do processo de seleção de informações relevantes para armazenamento a longo prazo.

    Certamente, não desejamos que o processo de alfabetização das crianças siga esse caminho, não é verdade? Muitas vezes, as crianças não conseguem compreender o quão fundamental será a habilidade de leitura e escrita em seu futuro. Isso parece algo muito distante para elas, que tendem a se concentrar no presente. Portanto, é importante oferecer atividades capazes de despertar o interesse e a curiosidade delas. Os jogos que compartilho neste site foram criados com esse objetivo.

    Então, sem mais delongas, vamos ver como utilizar o jogo Bingoletrando?

    Sugestão de uso:

    Coloque as cartas com letras dentro de um saco.

    Entregue para cada criança uma cartela do bingo e fichas com letras.

    Em seguida, começa o jogo.

    Você retira uma carta do saco. Se for sorteada uma das letras que a criança precisa para escrever o nome da sua figura ela deve pegar, entre as suas fichas, a mesma letra e colocá-la sobre o quadrado correspondente. Se for sorteada uma carta “dança”, todos ao mesmo tempo fazem uma dança rápida. 

    Vence o jogo quem completar primeiro toda a sua palavra.

    Para uma melhor compreensão, assista ao vídeo com a explicação do jogo.   

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    LAPIERRE, Andre; AUCOUTURIER, Bernard. A simbologia do movimento: psicomotricidade e educação. Fortaleza: RDS, 2012.

     

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  • Isto é…

    Isto é…

    O-lá!

    A habilidade grafofonêmica é a capacidade de entender de que maneira as letras do alfabeto estão relacionadas aos sons que emitimos ao falar. Isso ajuda as crianças a transformarem as letras em sons e, depois, em palavras. Quando uma criança consegue ligar a letra “A” ao som “aah”, por exemplo, ela está usando a habilidade grafofonêmica. Isso é importante para aprender a ler, porque permite que as crianças leiam as letras juntas e formem palavras.

    […] para ler, a criança precisa desenvolver a consciência grafofonêmica: relacionar as letras do alfabeto aos fonemas que elas representam. Assim, na leitura, o processo passa dos grafemas para os fonemas, isto é, a criança precisa identificar nos grafemas os fonemas que eles representam para chegar à palavra […] (SOARES, 2022,p.193)

    O jogo “Isto é” traz em cada carta uma figura e uma lista de palavras, sendo que apenas uma delas corresponde ao nome da figura. Perceba que colocamos palavras que começam com a mesma letra (em alguns casos colocamos até a mesma sílaba inicial). Fizemos isso de propósito para que a criança faça uma “varredura” em toda a palavra. Ou seja, decodifique (leia) letra por letra para descobrir qual é a palavra correta. Fato que não aconteceria se tivéssemos colocado palavras com letras iniciais diferentes. No caso, bastaria a criança relacionar a letra ao som inicial da palavra. Na maneira que organizamos, ampliamos sutilmente o desafio…Hehe!

    Ao praticar a identificação de palavras entre aquelas que compartilham a mesma letra inicial, a criança está preparando o terreno para a leitura contextual. Conforme ela avança, começará a reconhecer palavras não apenas pela letra inicial, mas também pela estrutura e contexto da sentença em que estão inseridas.

    Veja agora como pensamos em utilizar este jogo. Faça as adaptações que considerar importantes, ok?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma carta. Lê as palavras e marca aquela que for correspondente ao nome da figura em destaque.

    Após, pode conferir no gabarito.

    Finalizo este post expressando o desejo de que o jogo “Isto é” contribua para despertar o interesse das crianças pela leitura.

    Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.  

      

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  • Olhar Atento

    Olhar Atento

    O-lá!

    Assim como os músculos do nosso corpo, o cérebro também requer estímulo, desafio e atividade regular para se manter saudável e funcionar bem. A neuroplasticidade é o conceito chave aqui, ela se refere à capacidade do cérebro de reorganizar suas conexões neurais em resposta a novas experiências, aprendizado e estímulos.

    E, segundo estudos, podemos ir muito mais longe do que imaginamos! Uhuuu!!!

    […] não devemos ser medrosos: nossa capacidade de raciocínio é, de forma geral, maior do que suspeitamos, e, quando a exercitamos comprovamos com grata surpresa que chegamos muito mais longe do que imaginávamos.  (BATLLORI, 2099, p. 10)

    Agora, imagine no que pode acontecer se a gente fortalecer o cérebro das nossas crianças desde cedo (sem excessos, óbvio)! Isso pode ter impactos significativos nas habilidades cognitivas ao longo da vida de qualquer criança. A exposição a diferentes tipos de exercícios cerebrais ajuda a desenvolver a flexibilidade mental, ou seja, a capacidade de se adaptar a diferentes situações e formas de pensamento. Isso é valioso em um mundo em constante evolução.

    Falando um pouco sobre o jogo que eu trouxe hoje como sugestão, o “Olhar Atento”, ele estimula a atenção e a percepção, com o objetivo de ampliar a capacidade de armazenamento na memória de trabalho. Essa memória permite a realização de tarefas que podem ser esquecidas em breve. Hummm… Será que essa memória é realmente tão importante, já que registra coisas que a gente esquece logo? Com certeza! Vamos dar uma olhada em alguns exemplos simples que recorremos a ela no contexto escolar:

    – Cópia do quadro: A criança lê uma frase e a registra no caderno sem precisar ficar olhando para o quadro palavra por palavra (isso após estar alfabetizada).

    – Leitura: Se a criança não retém na memória de curto prazo o que lê em um texto, como conseguirá compreender o conteúdo? Ao chegar ao final do texto, não se lembrará de nada do que leu.

    – Resolução de problemas: Para a criança resolver exercícios de matemática, ciências ou outras disciplinas requer a retenção temporária de informações relevantes, como dados do problema e passos do processo de resolução. 

    “[…] a memória de curta duração é crucial para o entendimento da linguagem oral e escrita e, também, em última análise, para o aprendizado em si.” (RIESGO, 2007, p. 275)

    É importante deixar claro que a capacidade de memorização de uma criança varia consideravelmente de acordo com vários fatores, tais como:  idade, boa noite de sono, desenvolvimento cognitivo, estado emocional, alimentação, interesse no assunto, treinamento e técnicas de memorização utilizadas. Não há um número exato de objetos que uma criança pode memorizar, pois isso depende de diversos aspectos.

    Em termos gerais, a memória de curto prazo de uma criança pode lidar com um número limitado de itens, geralmente referido como a capacidade da “memória de trabalho”. Estudos sugerem que a maioria das crianças em idade pré-escolar (3 a 5 anos) pode lembrar-se de cerca de 2 a 7 itens. A capacidade da memória de trabalho tende a aumentar à medida que a criança cresce.

    No entanto, a memória não é apenas sobre quantidade, mas também sobre como as informações são organizadas e codificadas. Técnicas como agrupamento (agrupar itens semelhantes) e repetição espaçada (revisitar informações ao longo do tempo) podem melhorar significativamente a capacidade de memorização, independentemente da idade.

    Lembre-se de que esses números são apenas estimativas e podem variar amplamente. Cada criança é única e pode ter suas próprias habilidades e limitações de memorização. Além disso, a capacidade de memorização pode ser desenvolvida e aprimorada ao longo do tempo com prática, treinamento e estratégias eficazes.

    Ai, acho que já me alonguei demais neste post, peço desculpas! É que eu acho fascinante este tema. De qualquer forma, espero que as informações que você leu por aqui tenham sido úteis.

    Agora vamos ao jogo “Olhar Atento”?

    Sugestão de Uso:

    O jogador seleciona uma cartela, observa e descreve o que vê: as formas de cada figura, cores e a sequência.

    Em seguida, você retira a cartela do campo de visão do jogador, que deve selecionar as fichas com as figuras previamente observadas na cartela e organizá-las na mesma sequência.

    Para ampliar o nível de desafio, o jogador pode optar por selecionar mais de uma cartela. Veja o vídeo para completar o entendimento 😉

    Ufa! Terminei… Hehe! Gostou?! Que tal me contar, hein?! Adoro quando vocês deixam comentários.

    Ahhhh… O jogo “Olhar Atento” estará disponível gratuitamente até amanhã (quinta-feira, dia 14/09/2023). Ou seja, aproveiteeeee!!!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtorno da memória. In: ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

     

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  • Bingo dos Bichos

    Bingo dos Bichos

    O-lá!

    Estimular o processo de alfabetização de uma pessoa (criança, jovem, adulto) é um dos trabalhos mais belos, mas que, ao mesmo tempo, traz muitos desafios. Apesar de algumas pessoas poderem achar que qualquer um pode ensinar a ler e escrever, quem trabalha na área sabe que não é bem assim. O estudo sobre os processos que envolvem o ensino/aprendizagem da leitura e escrita são contínuos. Além de ser necessária uma boa dose de sensibilidade para entender de que maneira cada criança aprende e, desta forma, proporcionar a mediação adequada.

    Sabemos que as crianças, durante as tentativas de escrever corretamente, criam suas próprias teorias e estratégias sobre o sistema de escrita da língua. Isso com base nas informações que recebem do ambiente e em suas experiências. Essas hipóteses evoluem à medida que elas se deparam com situações desafiadoras e conflitos cognitivos. Portanto estes conflitos são produtivos e é importante o professor garantir que as crianças se sintam seguras para experimentar e aprender com suas tentativas e erros na leitura e escrita. Obviamente não significa expor a criança o tempo inteiro a desafios extremos e impossíveis de serem superados.

    Em termos práticos não se trata de continuamente introduzir o sujeito em situações conflitivas dificilmente suportáveis, e sim de tratar de detectar quais são os momentos cruciais nos quais o sujeito é sensível às perturbações e às suas próprias contradições, para ajudá-lo a avançar no sentido de uma nova reestruturação. (FERREIRO e TEBEROSKY, 2007, p. 34).

    O jogo “Bingo dos Bichos” traz o desafio da leitura de palavras, mas a criança já vai saber que as cartas trazem nomes de animais. Portanto, é um desafio, mas, ao mesmo tempo, oferecemos uma pista para antecipação: “É um nome de um animal.”  Ele é muito indicado para aquelas crianças que se encontram em uma fase de leitura em que ler uma palavra já representa um desafio significativo. 

    Sugestão de Uso:

    Coloque as cartas com nomes dos animais em um saco.

    Cada criança deve ter sua cartela e marcadores (bolinhas de papel, pedrinhas, miçangas, botões…).

    Uma criança retira uma carta do saco e lê. Todos devem verificar se possuem a figura do animal em suas cartelas para marcar.

    Vence o jogo quem completar primeiro toda uma cartela.

    Obs.: Pode haver mais de um vencedor e isso também é divertido!

    Bom, chegamos ao fim de mais um post. Espero que tenha contribuído! O que você me diz, hein?!…Rsrs

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999

    P.S. Embora eu tenha dito que é ideal para crianças, o “Bingo dos Bichos” não possui imagens infantilizadas, tornando-o perfeito também para adolescentes e adultos em processo de alfabetização.   

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 30 cartelas com imagens de animais;
    • 24 cartas com nomes de animais;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

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    Temos este jogo também em inglês! 🤩 O QR Code servirá para ouvir a pronúncia dos nomes dos animais em inglês. Veja abaixo:

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