Autor: Solange Moll

  • Palavra Oculta

    Palavra Oculta

    O-lá!

    O jogo que eu trouxe de sugestão para vocês hoje é um daqueles que tem muitoooo a contribuir com crianças que estão iniciando o processo de alfabetização ou que estejam apresentando dificuldade na aquisição da leitura e escrita. Digo isso porque ele estimula tanto a consciência fonológica como também o conhecimento de sílabas simples.

    Eu não sei se você que está lendo este post já tem conhecimento sobre o processo de construção da leitura e escrita, mas, como qualquer aprendizado, a alfabetização deve sempre ser apresentada do simples para o complexo. O jogo Palavra Oculta, de maneira lúdica, proporcionará isso.

    Antes de explicar o jogo quero salientar, como já falei em outras publicações, que a consciência fonológica tem papel fundamental na caminhada que levará a criança a ser alfabetizada. Muitos aprendentes, inclusive, apresentam dificuldades neste processo, que poderiam ser evitadas com o desenvolvimento da consciência fonológica. Felizmente, muitas das brincadeiras que são realizadas na educação infantil contribuem com esse conhecimento. É o caso de brincadeiras com ritmos, rimas e sons. No entanto, apesar dessas contribuições, é necessário maior aprofundamento nas habilidades de consciência fonológica para facilitar a alfabetização.    

    […] as pesquisas mostram claramente que a consciência fonológica pode ser desenvolvida por meio da instrução e, mais do que isso, que fazê-lo significa acelerar a posterior aquisição da leitura e da escrita por parte da criança. (ADAMS, et al., 2012, p. 21)

    Agora sim podemos partir para a explicação do jogo.

    Sugestão de uso:

    A criança deve escolher uma cartela e falar o nome da figura que aparece na margem superior. Depois, observar os círculos que estão logo abaixo dela. Eles representam a quantidade de sílabas (você pode dizer “pedaços” para a criança) do nome da figura. Peça para a criança colocar um dedo sobre um dos círculos cada vez que falar um “pedaço” do nome da figura. Depois disso, a criança deve observar que um dos círculos está colorido de verde. Este círculo representa o som que ela deverá usar para descobrir a “palavra oculta”.

    Exemplo: Na carta que tem as figuras de um /BOLO/ e um /CACHORRO/, os círculos que estão coloridos são os primeiros. Sendo assim, a criança deverá prestar atenção aos sons das sílabas iniciais das duas palavras para descobrir a palavra oculta: /BOCA/. Depois que ela descobrir a palavra que formou (apenas falando os sons), você pede para ela tentar escrever utilizando as fichas com as sílabas.

    Ahhhh, ficou bom demais este jogo, você não acha? No vídeo abaixo você conseguirá visualizar melhor a explicação do jogo.

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica: em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Dica importante: Apresente para a criança primeiro as cartelas de que ela tenha que extrair somente os sons das sílabas iniciais, depois somente sons finais e deixe por último as cartelas de que a criança tenha que extrair os sons mediais. Isso é importante, porque os sons mediais são mais complexos em termos de percepção.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 15 cartelas com figuras;
    • 21 fichas com sílabas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

  • Descubra a Mentira

    Descubra a Mentira

    O-lá!

    É sabido que, ao contrário da linguagem oral, a linguagem escrita precisa de instrução para se desenvolver. Veja como é interessante: mesmo sendo um processo mais complexo do que o desenvolvimento da fala (porque não é inato), quando um bebê balbucia as primeiras tentativas de fala os adultos demonstram alegria, entusiasmo e, inclusive, imitam a fala deles; já quando se trata de leitura e escrita as primeiras palavras são consideradas erros e é comum a criança perceber os olhares tortos dos adultos.

    […] a aprendizagem da escrita não é um processo natural, como é a aquisição da fala: a fala é inata, é um instintor; sendo inata, instintiva, é naturalmente adquirida, bastando para isso que a criança esteja imersa em ambiente em que ouve e fala a língua materna. A escrita, ao contrário, é uma invenção cultural, a construção de uma visualização dos sons da fala, não um instinto. (SOARES, 2016, p.45, grifo do autor).  

    Estar preparado para alfabetizar e promover o letramento exige do profissional conhecimento dos processos cognitivos que levam um indivíduo a compreender como o código escrito funciona, a saber e fazer uso social da leitura e escrita, mas, também, exige sensibilidade. Entender que os “erros” fazem parte da caminhada. A criança precisa se sentir segura de que pode se expressar tanto na escrita, quanto na leitura e não sofrerá penalidade por seus “erros” da mesma forma que isso não aconteceu quando ela pronunciou suas primeiras palavras ou deu seus primeiros passos e caiu. Naquelas vezes ela foi acolhida, incentivada a continuar e isso também precisa acontecer na alfabetização.

    O jogo que eu trouxe como sugestão hoje pode contribuir no trecho do caminho em que a criança já lê, porém silabicamente. Para essa, os textos precisam ser curtos. Do contrário, quando chega no final do texto ela já nem lembra mais o que leu no início.

    Vamos ver então?

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe uma carta. Observa a imagem e pode verbalizar o que vê.

    Depois lê e tenta identificar qual parte do texto não combina com a imagem. No caso é “mentira”.

    Ah, eu amei este jogo! E você?!

    Abaixo tem um vídeo para você visualizar melhor o jogo.

    Um forte abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 18 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e usar 😉

  • Dados Espertos

    Dados Espertos

    O post de hoje traz um jogo que há muuuito tempo está na minha lista para compartilhar com vocês. O dia dele chegou! Uhuuu!

    Se você trabalha com crianças, talvez tenha olhado para os dados da foto que são impressos em papel (usamos gramatura 180!) e pensado que eles vão amassar rapidinho…Rsrs! Pois bem, você sabia que a preensão também é uma habilidade que pode e deve ser desenvolvida? Claro que não podemos esperar que dados feitos de papel se conservem por muito tempo… Porém, podemos dizer para as crianças que os dados devem ser girados e manuseados com pouca preensão para evitar que amassem. Isso envolve aprendizado cognitivo e motor! Ah, e as crianças também podem contribuir na montagem dos dados.

    A interação dos aspectos cognitivos associados aos motores são importantes em todas as fases da vida […]. (AMARAL e NASCIMENTO, 2020, p. 19).

    Quando selecionamos um recurso é relevante ficarmos atentos a tudo que ele pode contribuir no desenvolvimento das crianças. Por exemplo, o jogo “Dados Espertos” além do objetivo principal – que é a alfabetização – pode contribuir no desenvolvimento cognitivo – noções antes, depois – e, também, na coordenação motora final – girar, preensão. É um combo maravilhoso 😉

    Vamos ao jogo?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma figura.

    Fala o nome da figura e observa os círculos coloridos que estão na margem inferior da carta. Os círculos representam as cores dos dados que têm as sílabas para formar o nome da figura e também indicam a sequência.

    Sendo assim, a criança pega os dados com as cores indicadas e gira (não joga) para encontrar as sílabas e formar o nome da figura.

    É isso! Gostou do jogo? Conta pra mim 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    AMARAL, Anderson; NASCIMENTO, Adriana Limeira do. Jogos de estimulação cognitiva e motora. Rio de Janeiro: Wak, 2020.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 24 cartas;
    • 6 dados;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar 😉

  • Dominúmero e Cor

    Dominúmero e Cor

    O-lá!

    Para começar este texto, você reparou no nome do jogo? É um dominó, mas eu quis dar uma ludicidade maior ao nome. O que você achou? Ah, ele está disponível gratuito na nossa loja. Esta parte tenho certeza que você amou… Rsrs! Um outro detalhe, eu não sei se você já percebeu, mas os jogos disponibilizados gratuitamente aqui na Psicosol recebem o mesmo cuidado e carinho que os jogos pagos. O nosso intuito é, realmente, contribuir com a educação do nosso país. Na verdade, por este jogo envolver números, pode ser utilizado em qualquer nacionalidade. Assim vamos espalhando nossas sementes de ludicidade pelo mundo afora. Tão gratificante isso!   

    O objetivo do Dominúmero e Cor é instigar tanto a construção do número quanto a atenção, a percepção e o pensamento lógico. Sendo assim, fique atento(a) à sugestão de uso, porque ele há mais regras a serem cumpridas além de organizar números com suas quantidades correspondentes.

    Se, durante o jogo, surgirem divergências entre as crianças, em um primeiro momento, observe as argumentações. Não interfira de imediato. É importante para o desenvolvimento delas que tenham espaço para discordar, colocar seus pontos de vista sem interferência do adulto dizendo quem está certo ou errado.

    […] Com esse feedback direto, vindo de uma fonte externa e com autoridade, evita qualquer possibilidade de discussão entre as crianças, ele é indesejável e desaconselhável, pois destrói a iniciativa e a confiança da criança em sua própria capacidade de pensar. (KAMII; DECLARK, 1997, P. 60).

    Sendo assim, observe as divergências e argumentações das crianças durante o jogo e só interfira quando realmente for necessário para que cheguem a um entendimento. E, ao invés de dizer quem está certo ou errado, peça que cada um diga o motivo de pensar que está certo. Muitas vezes esta simples interferência já pode fazer a criança que está equivocada na sua linha de pensamento perceber o erro.

    Vamos à explicação do jogo agora?

    Sugestão de uso:

    Distribuir igualmente a mesma quantidade de peças entre os jogadores. O que sobrar, deixe de lado para uma eventual “compra”.

    Será sorteado quem irá colocar a primeira peça. O jogador seguinte deve colocar uma peça cujo lado tenha o número ou quantidade correspondente  igual a um dos lados do dado e também a mesma cor. Ou seja, se for de cor diferente, não vale.

    Ganha o jogo quem ficar sem nenhuma peça primeiro.

    Variação: Após as crianças terminarem o jogo, mas com o Dominúmero ainda montado sobre a mesa, peça que fechem os olhos, enquanto isso você retira uma peça. As crianças devem descobrir qual foi o lugar de que você tirou a peça. Ou seja, deverão olhar atentamente onde está o erro! Isso é muito divertido!

    É isso! Gostou do Dominúmero e Cor? Conta pra mim! Assista ao vídeo que está logo abaixo com a explicação do jogo.

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. 13. ed. Campinas: Papirus, 1997.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF (GRÁTIS!) contendo:

    • 30 peças;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar 🙂

  • Sílabas Conectadas

    Sílabas Conectadas

    O-lá!

    O jogo que eu trouxe hoje está tão bacana!!! Com uma pitada de tecnologia, ele está muito mais atrativo para as crianças! O que queremos é despertar o interesse delas para incentivar a alfabetização. Acreditamos que, explorando sua curiosidade inata com ludicidade, alcançaremos o nosso objetivo de maneira mais suave.

    O Saber tem algo de jogo, principalmente quando o aprendiz se dispõe a conhecer o desconhecido, o que pode gerar prazer e despertar a curiosidade. (BARBOSA, 2002, p. 40).

    Afinal de contas, o que é a curiosidade se não o desejo de saber?! Inclusive, aquela criança que você acha que está desmotivada, tente brincar de esconder algo dela. Possivelmente você verá, mesmo que discretamente, um olhar de “quero saber o que tem aí”. Foi pensando nisso que o recurso que trouxemos hoje foi desenvolvido. O uso da tecnologia dará um toque a mais!

    Mas atenção: é só uma “pitada” de tecnologia. Além da alfabetização, este jogo tem como objetivo estimular a coordenação motora fina e o pensamento lógico 😉 Entendemos que a tecnologia pode ser acessada pelas crianças com cautela e sob a supervisão de um adulto.

    Sugestão de Uso:

    Coloque as páginas em uma pasta catálogo (aquelas com plástico).

    Entregue para a criança uma canetinha e diga para ela escolher uma página. Ela deve descobrir o nome de um animal.

    Para isso ela deve partir sempre de uma das sílabas localizadas nas laterais da página (margem superior, inferior, esquerda, direita).

    Ela pode passar a canetinha sobre o plástico seguindo as linhas pontilhadas.

    Após, para verificar se ela descobriu o nome do animal, ative a câmera do seu celular, aponte para o QR code que está no centro da folha e vejam que animal aparece.

    Por fim, pode apagar as marcações feitas com canetinha sobre o plástico com uma flanela.

    Observação! Se no momento do jogo você estiver sem celular ou internet para verificar a imagem do QR code pode utilizar o gabarito impresso.

    Agora eu quero saber, você gostou deste jogo? Para facilitar ainda mais o entendimento eu deixei abaixo um vídeo com a demonstração de uso.

    Um forte abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
    BARBOSA, Laura Monte Serrat. Parâmetros Curriculares Nacionais: o papel da escola no século XXI. Curitiba: Bella Escola, 2002.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 20 páginas com sílabas;
    • 01 gabarito;
    • 01 embalagem para guardar o gabarito;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Uni, Duni, Tê

    Uni, Duni, Tê

    O-lá!

    Sabemos que para uma criança ser considerada alfabetizada e letrada ela já deve ter percorrido um longo caminho. E, obviamente, o local de partida não foi o primeiro ou segundo ano do ensino fundamental. Muito, muito tempo antes, o caminho começou a ser trilhado. Quando ela ouviu a vovó, o vovô, a mamãe, contando uma história ela já estava – mesmo que nenhum dos envolvidos estivesse ciente disso – sendo preparada para a leitura e a escrita. Inclusive, ampliando o vocabulário e o repertório para mais tarde estar apta a escrever uma história com começo, meio e fim!

    Então, alfabetizar e letrar uma criança é um caminho loooongo, cheio de curvas, paradas, retrocessos, avanços até a linha de chegada. Muitos questionamentos sobre qual é o melhor caminho a seguir vão surgindo pela estrada. Em minha singela opinião, o melhor caminho é aquele que promove curiosidade e diversão!

    No jogo que eu trouxe como sugestão hoje nós iremos aliar o uso de cartas impressas com a tecnologia para a escrita de palavras, frases ou histórias! Simmm!!!  A gente é sempre a favor do lúdico no concreto, mas a tecnologia está aí, não conseguimos ficar sem ela e cabe a nós aproveitarmos da melhor forma possível e sem exageros!

    É indiscutível a importância da infância para toda a nossa vida e o nosso desafio é aproveitar o melhor que os recursos tecnológicos possam proporcionar, especialmente, ao desenvolvimento das crianças; mas, jamais, podemos negligenciar a necessidade de relações concretas entre elas e nós para que não nos distanciemos da nossa essência humana.

    “Um jogo serve para que a criança possa elaborar as contingências (o real) do mundo que a atravessam e a ocupam, com a ajuda da linguagem e de seus recursos simbólico e imaginário.” (MENA, 2017, 218).

    O Jogo de hoje possibilita tudo isso e vai ser super divertido! Do jeitinho que a gente gosta! Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    O jogo pode ser realizado oralmente ou por escrito.

    Selecione 12 cartas com figuras e 6 cartas com QRcode. Embaralhe e segure em sua mão em formato de leque ou espalhe sobre uma mesa.

    Cada jogador, em sua vez, enquanto aponta uma das cartas deve dizer: Uni, duni, tê, o escolhido foi você.

    Se for sorteada uma figura, o jogador deve começar a contar uma história na qual o nome da figura esteja inserido.

    Se for sorteada uma imagem de QRcode, você deve ativar a câmera do seu celular e apontar para a imagem e irá aparecer uma palavra. O jogador deve começar ou continuar a história do colega utilizando a palavra que apareceu no QRcode.

    O jogo segue com cada jogador sorteando uma carta e adicionando o nome da figura ou a palavra sorteada à história.

    O  final da história pode ser quando o último jogador selecionar uma carta, ou, se você estiver utilizando com apenas uma criança, pode colocar menos cartas no leque e ir retirando cada uma delas à medida que for sendo utilizada.

    Ah! Caso você não tenha disponível um celular ou estiver sem internet no momento do jogo, pode utilizar o gabarito impresso para ter acesso às palavras do QRcode 😉

    Variação: O jogo pode ser também utilizado para a escrita dos nomes das figuras. Sendo assim, dependendo da carta que a criança sortear, deverá escrever ou ler uma palavra. Depois pode ser instigada a escrever uma frase.

    É isso! Mais uma ideia de jogo compartilhada com muuuito carinho! Espero que contribua!

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    MENA, Luiz. O objeto entre o corpo e a inexistência do Outro. In: BAPTISTA, Angela e JERUSALINSKY, Julieta. Intoxicações eletrônicas: o sujeito na era das relações virtuais. Salvador: Ágalma, 2017, p.211-226. 

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 24 cartas com imagens;
    • 12 cartas com QRcode;
    • 01 embalagem;
    • 01 gabarito;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Zigue-zague das Letras

    Zigue-zague das Letras

    O-lá!

    Hoje quero começar dividindo com vocês um exemplo de mensagem que recebo frequentemente: “Tens atividades para um menino de 7 anos que é autista?”. Eu entendo a angústia de quem me envia essas mensagens. Eles(as) querem fazer um bom trabalho e, geralmente, não sabem por onde começar! A faculdade nem sempre nos prepara para a diversidade com que precisamos lidar em uma sala de aula ou atendimento psicopedagógico, etc. Porém, preciso ser sincera. Eu me formei no magistério em 1989 (sim, no século passado…Rsrs!), fiz faculdade, duas pós-graduações, diversos cursos e na área da alfabetização… São quase 20 anos de experiência. Mesmo assim, digo com convicção: é muito complexo e irresponsável indicar jogo, atividade ou qualquer recurso sem conhecer a criança pessoalmente. Especialmente, se basear em diagnóstico. Tem tanto diagnóstico equivocado por aí!

    A meu ver, o melhor caminho para escolher um jogo, recurso, atividade (independente da criança e qualquer diagnóstico que a família tenha trazido) é alinhar os conhecimentos prévios e interesses da criança com os objetivos que pretendemos alcançar. Fazendo estes questionamentos podemos escolher o recurso com mais assertividade. Em especial os jogos lúdicos, que quando utilizados com responsabilidade, promovem significativas alterações emocionais, físicas e cognitivas! Alguns efeitos são vistos de imediato, outros a médio e longo prazo!

    O jogo é movimento em torno e por dentro do sujeito integral. […]. Por meio dos jogos, abrem-se infinitas possibilidades de estímulos para a aprendizagem. (AMARAL e OHY, 2018 apud AMARAL e NASCIMENTO, 2020, p. 23).

    O jogo que eu trouxe como sugestão hoje é um daqueles simples, mas muito eficiente para estimular a alfabetização e a orientação espacial. Será que ele pode contribuir com a criança que você está pensando utilizar? Espero que sim! Porém, é preciso um olhar e escuta voltados para a criança.

    Vamos ver o jogo?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma carta. Ela deve descobrir uma “palavra secreta”. Como dica ela pega uma ficha com o caminho a seguir (as duas cartas têm o mesmo número).

    Segue a indicação da sequência dos números que aparecem na carta para descobrir a “palavra secreta.”

    Quer ampliar a brincadeira? Vire a carta com as letras, peça para a criança escrever a palavra que ela descobriu. Depois, vire a carta para ela verificar se acertou.

    Gostou do jogo? Conta pra mim!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    AMARAL, Anderson; NASCIMENTO, Adriana Limeira do. Jogos de estimulação cognitiva e motora. Rio de Janeiro: Wak, 2020.

    Veja o vídeo com a explicação do jogo 😉

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 16 cartas com letras;
    • 16 cartas com números;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Letra Faltante

    Letra Faltante

    O-lá!

    Há muitas maneiras de promover a aprendizagem do alfabeto, mas sabemos que as crianças, de uma maneira geral, quando estão curiosas com alguma coisa, gostam de tocar (e nós, adultos, também…Rsrs!). 

    A explicação é muito simples: o tato é um forte canal de investigação do mundo.  Você sabe que todo bebê utiliza muito a boca e as mãos para conhecer os objetos; e, conforme cresce, vai deixando de lado esta necessidade de colocar tudo na boca, mas, as mãos, estão sempre esticadas quando vê algo novo.

    A necessidade do toque, tanto pelos lábios, quanto pelas mãos, é fortemente acentuada na infância quando a criança ainda se encontra em um estágio cognitivo centrado no concreto. […] (FISCHER; TAFNER, 2005, p. 22).

    Sabendo disso, precisamos explorar este canal de aprendizagem. Para a proposta de jogo que eu trouxe hoje, sugiro que você complemente com massinha de modelar ou argila. Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    Entregue para cada criança uma ficha e massinha de modelar ou argila.

    A criança deverá observar as letras que estão dentro dos círculos na parte superior da cartela. Em seguida, irá procurar qual delas está faltando fora dos círculos. Esta será a “letra faltante”.

    Quando ela encontrar, deve fazer a “letra faltante” com massinha de modelar. Depois, você pode pedir para que cada criança diga o nome e o som da “letra faltante”. Além disso, escrever palavras que tenham aquela letra também é uma boa estratégia para internalizar a aprendizagem.

    É isso! Este jogo está disponível gratuitamente para você em nossa loja! Parece que eu estou vendo um sorriso aí?! Conta pra mim se você ficou feliz com o presente!

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    FISCHER Julianne; TAFNER, Malcon Anderson. Alfabetização ao alcance das mãos. Blumenau: Estúdio Criação, 2005.

    Clique no link abaixo para adquirir o jogo GRÁTIS disponível em arquivo digital formato PDF contendo:

    • 32 cartas com letras;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. 

  • Abelhuda

    Abelhuda

    Os jogos lúdicos são excelentes fontes de diversão e aprendizado. Claro, não estou revelando nenhuma novidade para você! Especialmente se você trabalha na Educação. No entanto, será que exploramos este conhecimento o suficiente? Digo em sala de aula mesmo! Tenho a expectativa de que estejamos melhorando, mas ainda fico sabendo de muitas salas de aula pelo Brasil afora que se utilizam apenas do recurso cópia para alfabetizar. Eu entendo que a cópia também contribui para a consolidação da aprendizagem, porém, ela não pode tomar a maior parte do tempo de uma criança na escola.

    Um outro detalhe é que é importante propormos jogos diferentes (sem exageros também!), porque cada jogo estimula uma área do saber. Sendo assim, quando diversificamos estamos promovendo novas conexões cerebrais. A criança sai da zona de conforto daquele jogo que ela já conhece.

    […] cada jogo ou atividade lúdica incide mais sobre umas capacidades que outras […]” (BATLLORI, 2009, p. 16).

    O jogo que eu trouxe hoje como sugestão estimula a atenção, a alfabetização, o pensamento hipotético, a lógica, dentre outras habilidades. Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    Cada criança deve receber 4 fichas de abelha (uma de cada cor).

    Depois você mostra uma cartela. As crianças devem tentar identificar qual sílaba não pertence ao nome da figura. Então elas fazem o seu palpite colocando sobre a mesa uma ficha de abelha na cor da sílaba “Abelhuda”.

    Depois do palpite feito, elas conferem no gabarito quem acertou.

    Obs.: Este jogo não foi organizado para ser uma competição! É mais para ser uma brincadeira mesmo, na qual a criança verifica no gabarito se acertou o palpite. Porém, se você quiser, pode combinar de cada acerto valer um ponto.  

    É isso! Pensou em uma maneira diferente de utilizar este jogo? Conta pra mim 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009.

    A seguir vídeo com explicação do jogo 🙂

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 15 cartelas com imagens e sílabas;
    • 12 fichas com figuras de abelhas;
    • 01 embalagem;
    • 01 gabarito;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Pega Letra

    Pega Letra

    O-lá!

    Despertar a curiosidade da criança é algo que promove significativas aprendizagens! Elas gostam de descobrir, de procurar coisas escondidas. O jogo de hoje segue esta linha: aguçar na criança a curiosidade para tentar resolver um enigma e, claro(!), propositalmente, estimular a alfabetização.

    O jogo que você vai ver a seguir traz dicas para que a criança consiga chegar a solução, mas fique atento(a) a fazer adaptações caso seja necessário. Será muito produtivo se você conseguir estabelecer com a criança uma relação de parceria, confiança e cumplicidade para que ela consiga pedir ajuda se precisar, mas cuide para não exagerar nas intervenções 😉

    Os educadores observam a iniciativa e a atividade das crianças, interferindo apenas quando necessário. […] (SOARES, p. 33, 2017)

    Vamos a explicação do jogo?

    Sugestão de Uso:

    Coloque as cartas com figuras dentro de uma sacola. Sorteie uma carta, mas não revele a figura para a criança. Entregue para ela uma cartela com palavras que tenha o mesmo número.

    A brincadeira será a criança tentar descobrir qual figura você pegou.

    Para isso, ela segue as três dicas:

    1)      Lê o que está escrito no alto da cartela;

    2)      Observa a letra em destaque na primeira palavra (é o início do nome da figura);

    3)      Pega uma letra de cada palavra.

    Depois que ela escrever o palpite dela, você revela a figura.

    É isso! Gostou do jogo? As informações que você acessou aqui vão te ajudar de alguma forma? Conta pra mim! 

    Ah, veja o vídeo a seguir com o passo a passo do jogo!

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Suzana Macedo. Vínculo, movimento e autonomia. São Paulo: Omnisciência, 2017.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 15 cartelas com palavras;
    • 15 cartas com figuras;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.