Categoria: Jogos

  • Bingoletrando

    Bingoletrando

    Olá!

    Nossa mente é verdadeiramente um cofre repleto de memórias, um tesouro inesgotável de experiências que, de maneira intrínseca, moldam a nossa identidade e a nossa compreensão do mundo que nos cerca. No entanto, o que podemos fazer para potencializar ainda mais o nosso processo de aprendizagem? A resposta reside na conexão emocional. Quando nos engajamos emocionalmente em uma atividade, nosso cérebro se torna naturalmente mais alerta e concentrado. Esse estado de envolvimento profundo torna mais provável que prestemos atenção aos detalhes e que as informações sejam retidas de forma mais eficaz.

    As emoções, de fato, desempenham um papel fundamental na formação de memórias. Eventos marcados por uma carga emocional tendem a ser lembrados com maior clareza e persistência em nossa mente em comparação a eventos neutros. Isso implica que as informações adquiridas em contextos lúdicos e emocionalmente envolventes têm uma probabilidade significativamente maior de serem retidas e, o mais importante, recordadas no futuro.

    Conforme salientado por LAPIERRE e AUCOUTURIER (2012, p. 40, grifo do autor), “Tudo aquilo que é unicamente memorizado a força no nível do córtex, sem ter despertado um eco emocional, é somente um parasita da memória. Desta forma, o esquecimento é sinal de saúde mental!“.

    Portanto, o esquecimento se torna uma parte natural e necessária do processo de seleção de informações relevantes para armazenamento a longo prazo.

    Certamente, não desejamos que o processo de alfabetização das crianças siga esse caminho, não é verdade? Muitas vezes, as crianças não conseguem compreender o quão fundamental será a habilidade de leitura e escrita em seu futuro. Isso parece algo muito distante para elas, que tendem a se concentrar no presente. Portanto, é importante oferecer atividades capazes de despertar o interesse e a curiosidade delas. Os jogos que compartilho neste site foram criados com esse objetivo.

    Então, sem mais delongas, vamos ver como utilizar o jogo Bingoletrando?

    Sugestão de uso:

    Coloque as cartas com letras dentro de um saco.

    Entregue para cada criança uma cartela do bingo e fichas com letras.

    Em seguida, começa o jogo.

    Você retira uma carta do saco. Se for sorteada uma das letras que a criança precisa para escrever o nome da sua figura ela deve pegar, entre as suas fichas, a mesma letra e colocá-la sobre o quadrado correspondente. Se for sorteada uma carta “dança”, todos ao mesmo tempo fazem uma dança rápida. 

    Vence o jogo quem completar primeiro toda a sua palavra.

    Para uma melhor compreensão, assista ao vídeo com a explicação do jogo.   

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    LAPIERRE, Andre; AUCOUTURIER, Bernard. A simbologia do movimento: psicomotricidade e educação. Fortaleza: RDS, 2012.

     

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  • Isto é…

    Isto é…

    O-lá!

    A habilidade grafofonêmica é a capacidade de entender de que maneira as letras do alfabeto estão relacionadas aos sons que emitimos ao falar. Isso ajuda as crianças a transformarem as letras em sons e, depois, em palavras. Quando uma criança consegue ligar a letra “A” ao som “aah”, por exemplo, ela está usando a habilidade grafofonêmica. Isso é importante para aprender a ler, porque permite que as crianças leiam as letras juntas e formem palavras.

    […] para ler, a criança precisa desenvolver a consciência grafofonêmica: relacionar as letras do alfabeto aos fonemas que elas representam. Assim, na leitura, o processo passa dos grafemas para os fonemas, isto é, a criança precisa identificar nos grafemas os fonemas que eles representam para chegar à palavra […] (SOARES, 2022,p.193)

    O jogo “Isto é” traz em cada carta uma figura e uma lista de palavras, sendo que apenas uma delas corresponde ao nome da figura. Perceba que colocamos palavras que começam com a mesma letra (em alguns casos colocamos até a mesma sílaba inicial). Fizemos isso de propósito para que a criança faça uma “varredura” em toda a palavra. Ou seja, decodifique (leia) letra por letra para descobrir qual é a palavra correta. Fato que não aconteceria se tivéssemos colocado palavras com letras iniciais diferentes. No caso, bastaria a criança relacionar a letra ao som inicial da palavra. Na maneira que organizamos, ampliamos sutilmente o desafio…Hehe!

    Ao praticar a identificação de palavras entre aquelas que compartilham a mesma letra inicial, a criança está preparando o terreno para a leitura contextual. Conforme ela avança, começará a reconhecer palavras não apenas pela letra inicial, mas também pela estrutura e contexto da sentença em que estão inseridas.

    Veja agora como pensamos em utilizar este jogo. Faça as adaptações que considerar importantes, ok?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma carta. Lê as palavras e marca aquela que for correspondente ao nome da figura em destaque.

    Após, pode conferir no gabarito.

    Finalizo este post expressando o desejo de que o jogo “Isto é” contribua para despertar o interesse das crianças pela leitura.

    Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.  

      

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  • Olhar Atento

    Olhar Atento

    O-lá!

    Assim como os músculos do nosso corpo, o cérebro também requer estímulo, desafio e atividade regular para se manter saudável e funcionar bem. A neuroplasticidade é o conceito chave aqui, ela se refere à capacidade do cérebro de reorganizar suas conexões neurais em resposta a novas experiências, aprendizado e estímulos.

    E, segundo estudos, podemos ir muito mais longe do que imaginamos! Uhuuu!!!

    […] não devemos ser medrosos: nossa capacidade de raciocínio é, de forma geral, maior do que suspeitamos, e, quando a exercitamos comprovamos com grata surpresa que chegamos muito mais longe do que imaginávamos.  (BATLLORI, 2099, p. 10)

    Agora, imagine no que pode acontecer se a gente fortalecer o cérebro das nossas crianças desde cedo (sem excessos, óbvio)! Isso pode ter impactos significativos nas habilidades cognitivas ao longo da vida de qualquer criança. A exposição a diferentes tipos de exercícios cerebrais ajuda a desenvolver a flexibilidade mental, ou seja, a capacidade de se adaptar a diferentes situações e formas de pensamento. Isso é valioso em um mundo em constante evolução.

    Falando um pouco sobre o jogo que eu trouxe hoje como sugestão, o “Olhar Atento”, ele estimula a atenção e a percepção, com o objetivo de ampliar a capacidade de armazenamento na memória de trabalho. Essa memória permite a realização de tarefas que podem ser esquecidas em breve. Hummm… Será que essa memória é realmente tão importante, já que registra coisas que a gente esquece logo? Com certeza! Vamos dar uma olhada em alguns exemplos simples que recorremos a ela no contexto escolar:

    – Cópia do quadro: A criança lê uma frase e a registra no caderno sem precisar ficar olhando para o quadro palavra por palavra (isso após estar alfabetizada).

    – Leitura: Se a criança não retém na memória de curto prazo o que lê em um texto, como conseguirá compreender o conteúdo? Ao chegar ao final do texto, não se lembrará de nada do que leu.

    – Resolução de problemas: Para a criança resolver exercícios de matemática, ciências ou outras disciplinas requer a retenção temporária de informações relevantes, como dados do problema e passos do processo de resolução. 

    “[…] a memória de curta duração é crucial para o entendimento da linguagem oral e escrita e, também, em última análise, para o aprendizado em si.” (RIESGO, 2007, p. 275)

    É importante deixar claro que a capacidade de memorização de uma criança varia consideravelmente de acordo com vários fatores, tais como:  idade, boa noite de sono, desenvolvimento cognitivo, estado emocional, alimentação, interesse no assunto, treinamento e técnicas de memorização utilizadas. Não há um número exato de objetos que uma criança pode memorizar, pois isso depende de diversos aspectos.

    Em termos gerais, a memória de curto prazo de uma criança pode lidar com um número limitado de itens, geralmente referido como a capacidade da “memória de trabalho”. Estudos sugerem que a maioria das crianças em idade pré-escolar (3 a 5 anos) pode lembrar-se de cerca de 2 a 7 itens. A capacidade da memória de trabalho tende a aumentar à medida que a criança cresce.

    No entanto, a memória não é apenas sobre quantidade, mas também sobre como as informações são organizadas e codificadas. Técnicas como agrupamento (agrupar itens semelhantes) e repetição espaçada (revisitar informações ao longo do tempo) podem melhorar significativamente a capacidade de memorização, independentemente da idade.

    Lembre-se de que esses números são apenas estimativas e podem variar amplamente. Cada criança é única e pode ter suas próprias habilidades e limitações de memorização. Além disso, a capacidade de memorização pode ser desenvolvida e aprimorada ao longo do tempo com prática, treinamento e estratégias eficazes.

    Ai, acho que já me alonguei demais neste post, peço desculpas! É que eu acho fascinante este tema. De qualquer forma, espero que as informações que você leu por aqui tenham sido úteis.

    Agora vamos ao jogo “Olhar Atento”?

    Sugestão de Uso:

    O jogador seleciona uma cartela, observa e descreve o que vê: as formas de cada figura, cores e a sequência.

    Em seguida, você retira a cartela do campo de visão do jogador, que deve selecionar as fichas com as figuras previamente observadas na cartela e organizá-las na mesma sequência.

    Para ampliar o nível de desafio, o jogador pode optar por selecionar mais de uma cartela. Veja o vídeo para completar o entendimento 😉

    Ufa! Terminei… Hehe! Gostou?! Que tal me contar, hein?! Adoro quando vocês deixam comentários.

    Ahhhh… O jogo “Olhar Atento” estará disponível gratuitamente até amanhã (quinta-feira, dia 14/09/2023). Ou seja, aproveiteeeee!!!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtorno da memória. In: ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

     

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  • Bingo dos Bichos

    Bingo dos Bichos

    O-lá!

    Estimular o processo de alfabetização de uma pessoa (criança, jovem, adulto) é um dos trabalhos mais belos, mas que, ao mesmo tempo, traz muitos desafios. Apesar de algumas pessoas poderem achar que qualquer um pode ensinar a ler e escrever, quem trabalha na área sabe que não é bem assim. O estudo sobre os processos que envolvem o ensino/aprendizagem da leitura e escrita são contínuos. Além de ser necessária uma boa dose de sensibilidade para entender de que maneira cada criança aprende e, desta forma, proporcionar a mediação adequada.

    Sabemos que as crianças, durante as tentativas de escrever corretamente, criam suas próprias teorias e estratégias sobre o sistema de escrita da língua. Isso com base nas informações que recebem do ambiente e em suas experiências. Essas hipóteses evoluem à medida que elas se deparam com situações desafiadoras e conflitos cognitivos. Portanto estes conflitos são produtivos e é importante o professor garantir que as crianças se sintam seguras para experimentar e aprender com suas tentativas e erros na leitura e escrita. Obviamente não significa expor a criança o tempo inteiro a desafios extremos e impossíveis de serem superados.

    Em termos práticos não se trata de continuamente introduzir o sujeito em situações conflitivas dificilmente suportáveis, e sim de tratar de detectar quais são os momentos cruciais nos quais o sujeito é sensível às perturbações e às suas próprias contradições, para ajudá-lo a avançar no sentido de uma nova reestruturação. (FERREIRO e TEBEROSKY, 2007, p. 34).

    O jogo “Bingo dos Bichos” traz o desafio da leitura de palavras, mas a criança já vai saber que as cartas trazem nomes de animais. Portanto, é um desafio, mas, ao mesmo tempo, oferecemos uma pista para antecipação: “É um nome de um animal.”  Ele é muito indicado para aquelas crianças que se encontram em uma fase de leitura em que ler uma palavra já representa um desafio significativo. 

    Sugestão de Uso:

    Coloque as cartas com nomes dos animais em um saco.

    Cada criança deve ter sua cartela e marcadores (bolinhas de papel, pedrinhas, miçangas, botões…).

    Uma criança retira uma carta do saco e lê. Todos devem verificar se possuem a figura do animal em suas cartelas para marcar.

    Vence o jogo quem completar primeiro toda uma cartela.

    Obs.: Pode haver mais de um vencedor e isso também é divertido!

    Bom, chegamos ao fim de mais um post. Espero que tenha contribuído! O que você me diz, hein?!…Rsrs

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999

    P.S. Embora eu tenha dito que é ideal para crianças, o “Bingo dos Bichos” não possui imagens infantilizadas, tornando-o perfeito também para adolescentes e adultos em processo de alfabetização.   

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    Temos este jogo também em inglês! 🤩 O QR Code servirá para ouvir a pronúncia dos nomes dos animais em inglês. Veja abaixo:

  • Sempre Atento

    Sempre Atento

    O-lá!

    Estimular a atenção e a percepção das crianças na Educação Infantil desempenha um papel crucial no desenvolvimento geral de suas habilidades cognitivas, incluindo a memória.

    A atenção é a capacidade de se concentrar em uma determinada tarefa, estímulo ou informação, enquanto a percepção envolve a interpretação e o processamento das informações sensoriais recebidas pelos sentidos. Ambas desempenham um papel fundamental na formação e consolidação das memórias.

    Quer uma boa notícia? O jogo “Sempre Atento”, que eu trouxe hoje como sugestão, está gratuito na nossa loja e pode contribuir para estimular as habilidades de atenção, percepção, e, ainda de quebra, contribuir para o desenvolvimento da construção do número.

    Também, mesmo sendo óbvio (…Rs!), não podemos deixar de mencionar que um ambiente tranquilo e acolhedor tem muito a contribuir com o desenvolvimento dessas habilidades.

    “O recebimento eficaz de informações depende de um estado de espírito adequado e de um processo de recepção livre de perturbações.” (MEMORIZANDO, 2006, p. 28)

    Portanto, precisamos fazer nossa parte para criar um ambiente propício ao aprendizado, minimizando distrações e fornecendo estímulos adequados para que as crianças possam se envolver ativamente nas tarefas.

    Sugestão de Uso:

    Cada criança sorteia uma cartela.

    É iniciada a primeira rodada.

    Um dos jogadores joga o dado. Em seguida, todos conferem em suas respectivas cartelas quantas figuras igual à sorteada aparecem na cartela. O jogador que tiver a quantidade maior de figuras faz ponto.

    Seguem para a segunda rodada e depois para a terceira.

    Ganha o jogo quem em três rodadas fizer o maior número de pontos.

    Assista ao vídeo logo abaixo para ver mais detalhes deste jogo 😉

    Para finalizar, as habilidades de atenção e percepção contribuem para o aprendizado significativo permitindo que as crianças façam conexões entre informações novas e já existentes em sua memória. Quando elas são capazes de se concentrar e perceber de maneira adequada, as crianças têm mais chances de relacionar conceitos e criar uma base de conhecimento sólida. E isso irá refletir em seus aprendizados ao longo da vida.

    Bem, é isso! Um abraço e até o próximo post.

    MEMORIZANDO. In: 101 maneiras de melhorar sua memória. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006.   

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  • Trunfo Dino

    Trunfo Dino

    O-lá!

    Os jogos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das crianças, estimulando habilidades como o pensamento estratégico, análise de abordagens e tomada de decisões para atingir objetivos.

    “Assim, ao jogar, o aluno é levado a exercitar suas habilidades mentais e a buscar melhores resultados para vencer”. (MACEDO; PETTY e PASSOS, 2000, p. 20)

    Além disso, essa experiência lúdica promove o raciocínio lógico, resolução de problemas, criatividade e socialização. Essa abordagem favorece o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, fornecendo uma base sólida para enfrentar desafios ao longo da vida, tanto dentro quanto fora dos jogos.

    O jogo “Trunfo Dino”, a princípio, pode ser jogado de maneira simples, como explicado logo abaixo na sugestão de uso, mas, aos poucos, é importante instigar as crianças a pensarem antes de escolher qualquer cartela. Analisar que, por exemplo, o “atributo” mais adequado em cada jogada, pode levar a criança à conquista do jogo.  Além disso, podem ser explorados conceitos matemáticos, como comprimento, altura e peso, ao mesmo tempo em que se expande o vocabulário com termos como metros, quilos e toneladas. O jogo também pode incentivar discussões fascinantes sobre as diferentes espécies de dinossauros, aprofundando o conhecimento sobre essas criaturas pré-históricas 😉

    Sugestão de Uso:

    Deixe as crianças explorarem as cartelas: observar imagens, fazer a leitura das informações, etc.

    Após, embaralhe as cartelas e as distribua igualmente entre os jogadores.

    Sorteiem quem irá começar o jogo. Este jogador deverá escolher uma de suas cartelas e dizer em voz alta qual atributo quer desafiar: altura, peso ou comprimento.

    Todos colocam sobre a mesa uma de suas cartelas.

    Quem tiver um número maior, no atributo desafiado, fica com a carta do adversário.  

    A carta “Super Trunfo Dino” vence todas as cartas do baralho independentemente do valor dos atributos previamente escolhidos.

    O vencedor é quem ficar com todas as cartas no final!

    Para encerrar este texto, gostaria de dizer que jogar é muito mais do que apenas diversão para as crianças. É um espaço onde suas mentes se expandem, suas habilidades florescem e suas estratégias ganham vida. Então, da próxima vez que você ver uma partida em andamento, lembre-se de que, por trás daqueles sorrisos e risadas, há um mundo de desenvolvimento cognitivo e criatividade florescendo. Vamos incentivar nossas crianças a jogar, aprender e crescer, pois o jogo é a porta mágica para um futuro com mais possibilidades, certo? 

    Agora, que tal você me dizer o que achou deste jogo e das informações que compartilhei aqui?! Estou curiosa… Hehe!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    MACEDO, Lino de; Petty, Ana Lúcia Sicoli; PASSOS, Norimar Christe. Aprender com jogos e situações-problema. Porto Alegre: Artmed, 2000.

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  • Ache os Nomes – Frutas

    Ache os Nomes – Frutas

    O-lá!
    É importante reconhecermos que quando uma criança chega a uma sala de aula no primeiro ou segundo ano escolar,  ela já possui um certo nível de conhecimento sobre a escrita. Afinal, desde o seu nascimento, a criança é constantemente exposta a letras e palavras em seu ambiente cotidiano, como rótulos de produtos, livros infantis, sinais de trânsito, entre outros.

    […] é bem difícil imaginar que uma criança de 4 ou 5 anos, que cresce num ambiente urbano no qual vai reencontrar, necessariamente, textos escritos em qualquer lugar (em seus brinquedos, nos cartazes publicitários ou nas palavras informativas, na sua roupa, na TV, etc.) não faça ideia nenhuma a respeito da natureza deste objeto cultural até ter 6 anos e uma professora a sua frente […] (FERREIRO; TEBEROSKY, 1999, p. 29).

    Essa imersão em um ambiente com letras contribui para que a criança desenvolva uma consciência inicial sobre a escrita, mesmo que de forma intuitiva. Ela começa a reconhecer a presença de letras em diferentes contextos e pode até mesmo experimentar com a escrita, tentando imitar letras ou escrever seu próprio nome, nomes dos familiares, etc.

    Sendo assim, aquela fala comum: “Chegou a minha sala de aula sem saber nada” é, no mínimo, equivocada. Talvez não tivesse o conhecimento esperado para a idade. Por isso, uma sondagem para avaliar os conhecimentos que a criança traz consigo é fundamental. A partir desta sondagem, já falei em outros posts, é que podemos traçar planos de intervenção. Mesmo que a criança chegue com algum diagnóstico de transtorno ou síndrome, é imprescindível saber quais são os conhecimentos de que a criança já dispõe. Se a criança for resistente a avaliações formais, os jogos podem ser uma excelente alternativa. Inclusive, durante um jogo, como a criança geralmente fica mais livre e solta, você terá possibilidades melhores para conhecê-la e até criar vínculo 😉

    O jogo que eu trouxe hoje, por exemplo, pode ser útil para estimular a leitura de palavras, mas você também pode utilizar para “avaliar” os conhecimentos de que a criança já dispõe sobre leitura de palavras, como está o nível de atenção e a percepção dela, a tolerância à frustração, etc.

    Gostou? Vamos ver como utilizar?!     

    Sugestão de Uso:

    Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.

    Cada jogador, na sua vez, retira uma carta da sacola.

    Em seguida, todos os jogadores devem procurar no tabuleiro o nome da fruta sorteada, mas prestando atenção porque alguns nomes estão escritos de forma incorreta. Quem encontrar primeiro o nome correto, fica com a carta.

    Vence o jogo quem primeiro conquistar três cartas.

    É isso! Gostou do jogo? Que tal me falar nos comentários?! Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA FERREIRO,

    Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999

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  • Palavra Perdida

    Palavra Perdida

    O-lá!

    Já sabemos que os jogos permitem que as crianças experimentem diferentes situações de aprendizado de forma prática e interativa. No processo de alfabetização, ao incorporar jogos, o profissional pode tornar a experiência de aprendizagem mais envolvente, estimulante e significativa para as crianças.

    Além disso, os jogos têm o potencial de desenvolver habilidades cognitivas, sociais e emocionais das crianças. Por meio de jogos, as crianças podem aprimorar suas habilidades de pensamento crítico, resolução de problemas, concentração e memória. Essas habilidades são fundamentais não apenas para a alfabetização, mas também para o desenvolvimento geral das crianças.

    Mais do que disponibilizar jogos, o profissional precisa ter olhar e escuta apurados. Cada criança é única, com características, interesses e necessidades individuais. O profissional deve estar atento e observar de perto o processo de aprendizado de cada criança, identificando suas dificuldades, potenciais e preferências. Isso requer sensibilidade, empatia e uma abordagem individualizada.

    Tendo presente que nenhum instrumento ou técnica sozinho dão conta das múltiplas razões que levam uma criança a ir contra o processo natural da vida que é o aprender, além de boas ferramentas, necessitamos de algo indispensável para a prática psicopedagógica: o olhar e a escuta. (CAIERÃO, 2013, p. 50)

    Talvez você que está iniciando o trabalho como psicopedagogo(a) ou alfabetizador(a), terapeuta… esteja me perguntando: “Tá, mas como eu consigo isso? Como faço para ter uma boa escuta e olhar apurado?” Calma! Isso vem com o tempo, mas se coloque disponível, esteja presente durante o jogo, não faça pré-julgamentos, faça anotações das falas, das reações faciais e do corpo (mexer mãos/pés, debruçar sobre as carteiras, ficar em pé), como a criança lidou com conquistas, derrotas…etc. Entenda: o que acontece repetidamente não é por acaso 😉

    Agora vamos à explicação do jogo que eu trouxe hoje? Ele pode ser muito útil para contribuir no desenvolvimento da compreensão leitora de crianças que estão naquela fase que leem frases curtas com uma certa dificuldade. Para estas crianças ainda não são apropriados textos muito longos, pois elas cansam e ficam frustradas por não conseguirem entender.

    Sugestão de uso:

    Espalhe as fichas com as palavras viradas para baixo sobre uma superfície plana (mesa/chão).

    As crianças sorteiam uma cartela e fazem a leitura.

    Após, cada uma na sua vez, vira uma ficha da mesa. Quem encontrar uma palavra que complete a frase deixando-a com coerência (texto e imagem) fica com a cartela.

    Vence o jogo quem primeiro conquistar três cartelas.

    Chegamos ao fim de mais um post e sugestão de jogo. Espero realmente, se você chegou até aqui, que minhas palavras tenham contribuído de alguma forma. Que tal me falar nos comentários?

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    CAIERÃO, iara. Hora do jogo: a arquitetura lúdica como instrumento de avaliação psicopedagógica da criança. In: COSTA et al. Avaliação psicopedagógica: recursos para a prática. Rio de Janeiro: Wak, 2013.

     

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  • Inverta as Sílabas

    Inverta as Sílabas

    O-lá!

    Para começar, preciso dizer que se você estiver perguntado: “Sol, este jogo é parecido com o jogo Troque as Sílabas?”. Minha resposta só pode ser afirmativa. Porém, tem uma diferença. Ao longo deste texto você entenderá, mas, basicamente ao invés de utilizar sílabas diferentes, como o próprio nome diz, vamos apenas invertê-las para descobrir novas palavras. 

    O jogo “Inverta as Sílabas”, que eu trouxe hoje como sugestão, é um daqueles que oferecem uma oportunidade prática para as crianças aplicarem o conhecimento de forma interativa. Ele ajuda a fortalecer habilidades fundamentais à alfabetização à medida que as crianças exploram diferentes combinações de sílabas e constroem palavras. Ao inverter sílabas e formar novas palavras, elas estão praticando habilidades de decodificação (leitura) e passam a compreender as estruturas das palavras. 

    Essa é uma experiência muito diferente de apenas memorizar regras e conceitos isolados. As crianças podem aplicá-los em situações reais, o que ajuda a fortalecer a compreensão e a transferência deste conhecimento para diferentes contextos. Ou seja, é um estímulo cognitivo e linguístico.

    Aliás, por falar neste assunto, todo professor alfabetizador precisa ter conhecimento sobre os processos cognitivos e linguísticos que levam uma criança a se alfabetizar.

    “[…] alfabetização bem-sucedida não depende de um método, ou genericamente de métodos, mas é construída por aqueles/aquelas que alfabetizam compreendendo os processos cognitivos e linguísticos do processo de alfabetização […] “ (SOARES, 2016, p. 333, grifo do autor)

    Você tem estudado sobre isso? O livro que está na referência bibliográfica deste post pode contribuir. Fica a dica 😉

    Agora vamos à explicação do jogo Inverta as Sílabas?

    Sugestão de Uso:

    A criança escolhe uma cartela.

    Tenta identificar qual sílaba está faltando para escrever o nome da figura em destaque e procura uma ficha com a sílaba correspondente.

    Depois utiliza esta mesma ficha com a sílaba abaixo, mas invertendo a posição para descobrir uma outra palavra.

    Para finalizar, que tal falar oralmente ou escrever uma frase utilizando as duas palavras?

    Bom, é isso! Espero que as crianças aprendam muito com este jogo! Será que você poderia contar para mim (aqui nos comentários) como foi a sua experiência após utilizá-lo? 😉

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 20 cartas;
    • 20 fichas com sílabas;
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    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Troque as Sílabas

    Troque as Sílabas

    O-lá

    A alfabetização é fundamental na vida de qualquer pessoa. No entanto, o processo de construção da leitura e escrita nem sempre é fácil ou interessante para as crianças, podendo ser monótono e desmotivador. É nesse contexto que os jogos se tornam uma ferramenta poderosa para estimular a alfabetização de forma lúdica.

    O jogo Troque as Sílabas, que eu trouxe hoje como sugestão, permite que as crianças explorem as letras, sons e estruturas das palavras de uma maneira interativa. Ao trocar sílabas e formar novas palavras, as crianças percebem as semelhanças e diferenças entre os fonemas (sons) das palavras, fortalecendo sua compreensão da estrutura da língua escrita. Esse conhecimento é essencial para a leitura fluente e para, mais tarde, facilitar a compreensão de textos.

    Ao oferecer às crianças a oportunidade de explorar as palavras de forma criativa e divertida, estamos contribuindo para o desenvolvimento de habilidades linguísticas essenciais que irão acompanhá-las ao longo de suas vidas. Isso é entender que a criança em processo de alfabetização não é uma simples receptora. Ela participa (e precisa disso!) do processo de construção da leitura e escrita.

    Ao reconhecermos que as crianças não são receptores que aprendem a escrita alfabética apenas reproduzindo o que os adultos lhes dizem e mostram pronto, ‘na forma correta’, julgamos que elas precisam um bom input do meio para poder pensar sobre como a escrita funciona. […] (MORAIS, 2022, p. 22, grifo do autor).  

    Portanto, a nossa parte precisa ser bem feita… Hehe! Então vamos aos detalhes de como utilizar este jogo?

    Sugestão de Uso:

    A criança escolhe uma cartela.

    Tenta identificar qual sílaba está faltando para escrever o nome da figura em destaque e procura uma ficha com a sílaba correspondente.

    Depois, utiliza esta mesma ficha com a sílaba abaixo para descobrir uma outra palavra.

    Para finalizar, que tal dizer oralmente ou escrever uma frase utilizando as duas palavras?

    Será que você gostou do que viu aqui? Só vou ficar sabendo se me contar! Que tal deixar um comentário? Eu amo receber feedback!!! Contribui para eu saber se o meu trabalho está auxiliando de alguma forma.  

    Um abraço e até o próximo post/jogo 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 20 cartelas;
    • 20 fichas com sílabas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.