Tag: alfabetização

  • Junta-junta

    Junta-junta

    O-lá!

    O ser humano nasce com uma organização cerebral única, dotada de uma plasticidade que lhe permite aprender, adaptar-se e criar. É essa mesma plasticidade que torna possível a aquisição da leitura e da escrita, conquistas que não são apenas habilidades escolares, mas portas de entrada para a cultura, para o pensamento crítico e para a vida em sociedade.

    […] um dos traços mais impressionantes do cérebro humano é que, desde as primeiras etapas de seu desenvolvimento e já no seio materno, sua organização funcional apresenta uma plasticidade excepcional que lhe permitirá adquirir a escrita.  (CHANGEUX, 2012, p. 10).

    A alfabetização, portanto, é um processo que se apoia tanto na base biológica quanto na dimensão cultural. Ensinar a ler e a escrever é reconhecer essa potência do cérebro humano e, ao mesmo tempo, oferecer à criança acesso ao que a humanidade construiu ao longo de gerações: símbolos, saberes, narrativas, tradições.

    No entanto, a criança precisa vivenciar situações significativas, em que a leitura e a escrita façam sentido em seu cotidiano. É nesse cenário que o jogo se torna um aliado: ao propor desafios de forma lúdica, ele desperta a curiosidade, favorece a atenção e cria vínculos positivos com a aprendizagem.

    Assim, cada palavra formada vai além do exercício escolar: representa também a conquista de quem se descobre capaz de criar, comunicar e compreender o mundo ao redor.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo Junta-Junta, um recurso lúdico pensado para unir alfabetização e diversão, transformando sílabas em palavras de maneira criativa e envolvente.

    Habilidades estimuladas com este jogo:

    • Leitura e escrita: reconhecimento das estruturas das palavras.
    • Pensamento lógico:  organização de sílabas e busca de combinações significativas.
    • Atenção e concentração: foco necessário para relacionar dado, forma geométrica e sílabas.
    • Memória de trabalho: reter informações enquanto manipula possibilidades para formar palavras.
    • Aspectos lúdicos e motivacionais: aprendizagem associada ao brincar, fortalecendo o vínculo positivo com a alfabetização.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.
    2. Se possível, disponibilize uma ampulheta ou um cronômetro para marcar o tempo.
    3. Cada criança, em sua vez, retira uma carta da sacola. Em seguida, dentro do tempo estipulado, deve procurar no tabuleiro as formas geométricas iguais (forma e cor). Com as sílabas encontradas, tenta montar uma palavra. Se conseguir, fica com a carta; caso contrário, devolve-a para a sacola.
    4. Vence quem conquistar o maior número de cartas.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Eu amo quando vocês me enviam feedback. Só assim fico sabendo se estou contribuindo com o meu trabalho, que é realizado sempre com muita responsabilidade e amor.

    Um abraço, e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Prefácio de Jean-Pierre Changeux. Porto Alegre: Penso, 2012.

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    • 24 fichas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) Este recurso pode ser utilizado em atendimentos psicopedagógicos individuais?

    Sim! O Junta-Junta é um excelente recurso para atendimentos individuais ou em pequenos grupos. Ele permite observar como a criança pensa, organiza, testa hipóteses e lida com o erro.
    Durante o jogo, o psicopedagogo pode identificar estratégias cognitivas, dificuldades específicas e avanços sutis, além de trabalhar atenção, memória de trabalho e linguagem oral de maneira natural e prazerosa.
    Por unir o lúdico ao cognitivo, o jogo se torna um espaço seguro para aprender sem a pressão de “acertar”.

    2. O que fazer quando a criança forma uma palavra inexistente ou sem sentido?

    Esses momentos são oportunidades riquíssimas de aprendizagem! Em vez de corrigir de imediato, o ideal é conversar sobre a produção da criança: perguntar o que ela quis dizer, se a palavra soa parecida com alguma conhecida ou se ela acha que poderia ajustá-la para fazer sentido.
    Esse tipo de diálogo estimula a oralidade e a argumentação. Muitas vezes, o próprio grupo acaba sugerindo modificações, transformando o que parecia um “erro” em uma descoberta coletiva sobre o funcionamento da língua.

  • Caça-charadas

    Caça-charadas

    O-lá!

    A alfabetização é um dos maiores desafios da educação. Ensinar uma criança a ler e escrever significa criar condições para que ela compreenda a língua escrita como um verdadeiro objeto de conhecimento. Por isso, ao longo da história, diferentes métodos e abordagens foram surgindo, cada um tentando responder às necessidades de seu tempo.

    Conforme Soares (2021, p. 62):

    Um olhar histórico sobre a alfabetização escolar no Brasil revela uma trajetória de sucessivas mudanças conceituais e, consequentemente, metodológicas.

    Essa reflexão mostra como o processo de alfabetizar nunca foi estático. Diferentes perspectivas teóricas e práticas foram se sucedendo, transformando a forma como ensinamos a ler e escrever.

    Se por um lado isso evidencia que não existe um caminho único e definitivo, por outro também nos lembra que o professor precisa ter sensibilidade e flexibilidade para escolher recursos que dialoguem com as necessidades reais de cada criança. Métodos de alfabetização, sejam sintéticos, analíticos ou ecléticos, precisam ser vistos como instrumentos que só ganham sentido quando se transformam em experiências significativas.

    É nesse ponto que entram os jogos pedagógicos: eles não substituem o método, mas o enriquecem, criando oportunidades para que a criança desenvolva estratégias de leitura de forma lúdica.

    O jogo “Caça-charadas”, que eu trouxe hoje como sugestão, convida os alunos a exercitar a leitura e a compreensão a partir de pistas e enigmas simples. Enquanto procuram as respostas, eles mobilizam habilidades cognitivas essenciais, como a atenção seletiva e a rapidez na identificação de palavras e imagens. Dessa forma, o jogo não é apenas uma brincadeira, mas um recurso didático alinhado ao processo de alfabetização, capaz de tornar a aprendizagem mais ativa, prazerosa e eficaz.

    Quer mais detalhado algumas das habilidades estimuladas com o jogo? Parece que ouvi “simmmm”…Rsrs!

    Principais habilidades estimuladas com jogo Caça-charadas:

    • Leitura e compreensão: interpretar a charadinha para chegar à resposta correta.

    • Atenção seletiva: concentrar-se nos detalhes para identificar a imagem correspondente.

    • Velocidade de processamento: localizar a figura e escrever no tempo estimulado.

    • Escrita: registrar corretamente o nome da figura encontrada.

    • Associação palavra–imagem: relacionar o que se lê com o que se vê.
    • Memória de trabalho: reter a informação lida até encontrar e escrever a resposta.

    • Pensamento lógico: conectar pistas e resolver o enigma proposto.

    • Interação social: desenvolver cooperação e respeito às regras em atividades coletivas.

    Bacana demais, não é mesmo? Eu amo jogos assim! Agora vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Se possível, disponibilize uma ampulheta ou cronômetro.
    3. As cartas devem ser colocadas em uma pilha.
    4. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da pilha e lê a charadinha para outro colega tentar encontrar a imagem correspondente à resposta e, em seguida, escrever o nome da figura dentro do tempo estipulado. Se ele conseguir, fica com a carta. Do contrário, é preciso devolvê-la à pilha (colocando-a por último).
    5. Ganha quem conquistar mais cartas.

    É isso! Gostou? Que tal me contar? Eu amo quando vocês me enviam feedback, afinal, esta é a única maneira para eu ficar sabendo se meu trabalho está contribuindo.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

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    Talvez você queira saber:

    1) O jogo pode ser usado tanto em sala de aula quanto em casa com a família?

    Sim! O Caça-charadas é versátil. Em sala de aula, pode ser usado como atividade em pequenos grupos ou como apoio em momentos de reforço. Em casa, torna-se uma forma lúdica de os pais acompanharem a alfabetização, promovendo momentos de interação afetiva e aprendizado ao mesmo tempo.

    2) Qual a faixa etária mais indicada para jogar Caça-charadas?

    O jogo é indicado, em especial, para crianças em processo de alfabetização inicial, geralmente entre os 5 e 8 anos. No entanto, pode ser adaptado para crianças mais velhas que ainda estejam consolidando leitura e escrita, ou mesmo para intervenções psicopedagógicas.

    3) Crianças em diferentes fases da alfabetização conseguem jogar juntas?

    Sim, e isso pode ser muito rico. As mais avançadas podem ajudar a ler as charadinhas ou escrever as palavras, enquanto as que estão em fases iniciais podem focar em identificar imagens e sons. Essa dinâmica favorece a cooperação e a aprendizagem entre pares.

    4) No texto você falou em métodos de alfabetização analíticos, sintéticos e ecléticos… o que seria isso?

    Métodos sintéticos: começam pelas partes menores (letras, sílabas) até chegar à palavra. Exemplo: método fônico ou silábico.

    Métodos analíticos: partem do todo para as partes, usando palavras, frases ou textos para depois analisar sílabas e letras. Exemplo: método global ou de contos.

    Métodos ecléticos: combinam aspectos dos dois anteriores, buscando equilibrar o trabalho com sílabas, palavras e textos. Exemplo: muitas práticas atuais que integram leitura de pequenos textos com atividades de consciência fonológica e escrita.

  • Qual Palavra Dá?

    Qual Palavra Dá?

    O-lá!

    Já não é mais possível negar que uma consciência fonológica bem desenvolvida contribui de forma significativa para a aprendizagem da leitura, não é mesmo? Diversas pesquisas corroboram com esta afirmação: quanto mais à vontade a criança manipula conscientemente os fonemas, mais rapidamente aprende a ler e a escrever.

    Segundo Artur Gomes de Morais (2022, p. 125, grifo do autor):

    […]Para sair de uma hipótese pré-silábica e começar a ‘fonetizar a escrita’ (desde o início da etapa silábica até a alfabética), a criança lança mão de várias habilidades de consciência fonológica que vai desenvolvendo.

    Hoje eu trouxe um jogo que dialoga diretamente com essas pesquisas. O “Que Palavra Dá?” foi elaborado com base em princípios da alfabetização que valorizam a consciência fonológica, a correspondência fonema-grafema e a construção significativa da leitura e da escrita.

    Este jogo estimula:

    • Consciência silábica e fonema-grafema: ao identificar e combinar sílabas iniciais para formar palavras.
    • Atenção, memória e pensamento lógico: ao selecionar e organizar as sílabas na ordem correta.
    • Expressão oral e interação social: ao ler em voz alta as palavras formadas e compartilhar com colegas em situações de jogo.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. As cartas devem ficar em uma pilha.
    3. Se possível, disponibilize uma ampulheta (30 segundos ou 1 minuto, conforme a realidade do grupo). Se não houver, utilize um cronômetro.
    4. Cada criança, na sua vez, vira uma carta da pilha, fala em voz alta os nomes dos animais e, a partir de suas sílabas iniciais, tenta descobrir qual palavra pode formar. Em seguida, dentro do tempo estipulado, procura essa palavra no tabuleiro.
    5. Se conseguir, fica com a carta; caso contrário, coloca de volta na pilha.
    6. Ganha o jogo quem conquistar mais cartas.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Vou ficar muito feliz se você me contar suas impressões.

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022

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    • 30 cartas;
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    Talvez você queira saber:

    1. Quantas crianças podem jogar ao mesmo tempo sem que a atividade perca o foco pedagógico?
    O ideal é jogar em duplas. Assim, cada uma tem oportunidade de participar, esperar a sua vez e manter a atenção no processo. Grupos muito grandes podem dispersar e dificultar o acompanhamento do adulto.

    2. O jogo pode ser utilizado em casa pelos pais ou é mais indicado para contextos escolares?
    Pode ser utilizado em ambos! Em casa, os pais encontram no jogo uma forma lúdica de apoiar a alfabetização, tornando o momento leve e divertido. Na escola, o professor pode usar o recurso de forma planejada, dentro de atividades coletivas ou em atendimento a pequenos grupos.

    3. De que forma posso avaliar se a criança está realmente aprendendo com o jogo?

    A observação é a principal ferramenta: notar se a criança identifica mais facilmente as sílabas iniciais, se consegue combinar e formar palavras com autonomia  e se participa de forma mais ativa. A evolução aparece tanto na rapidez com que encontra as palavras quanto na segurança ao falar e ler em voz alta.

  • Resgata Palavras

    Resgata Palavras

    O-lá!

    A alfabetização é um processo que acontece em etapas. Para dominar o sistema alfabético, a criança precisa compreender que a escrita representa a fala, estabelecendo uma correspondência entre o que ouvimos e o que escrevemos. Esse percurso envolve descobertas, hipóteses e superações.

    A escrita alfabética constitui o final desta evolução. Ao chegar a este nível, a criança já franqueou a ‘barreira do código’; compreendeu que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores sonoros menores que a sílaba, e realiza sistematicamente uma análise sonora dos fonemas das palavras que vai escrever. Isto não quer dizer que todas as dificuldades tenham sido superadas: a partir desse momento a criança se defrontará com as dificuldades próprias da ortografia, mas não terá problemas de escrita, no sentido estrito.
    (Ferreiro & Teberosky, 1986, p. 213 apud Soares, 2016, p. 119, grifo do autor)

    Para que essa compreensão seja consolidada, é essencial que a criança vivencie situações significativas de leitura e escrita. O lúdico é um grande aliado, pois jogos e brincadeiras transformam a prática em uma experiência prazerosa.

    O ato de jogar mobiliza atenção, memória, concentração e engajamento. Fatores esses que contribuem para que a criança internalize a lógica do sistema alfabético de maneira natural e divertida.

    Com base nesse fundamento, o jogo “Resgata Palavras” foi criado para incentivar a leitura em um formato leve e interativo. E na prática, como aplicar o jogo com as crianças? Veja a sugestão de uso.

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque o tabuleiro com as fichas sobre uma superfície plana.
    2. A cada jogada, a criança lança dois dados: um indica a coluna; outro indica a linha. O cruzamento destas informações leva até a palavra que deve ser resgatada. Se ela já foi conquistada, passa a vez. Se ao jogar o dado cair o esquilo, também passa a vez.
    3. No fim, vence quem tiver o maior número de palavras.

    Observação: Incentive a criança a ler em voz alta as palavras que resgatar.

    Mais do que competir, o jogo possibilita leitura ativa, reconhecimento de palavras e ampliação do vocabulário, alinhando-se ao que a teoria aponta como essencial no processo de alfabetização.

    Assim, o Resgata Palavras transforma a teoria em prática lúdica, ajudando a criança a avançar na jornada da alfabetização com alegria e confiança.

    Gostou do que leu até aqui? E se eu disser que o arquivo PDF do jogo está gratuito… Hein?!… Rsrs! Corre aproveitar!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

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    • 01 tabuleiro;
    • 30 fichas com palavras;
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    Talvez você queira saber:

    1. Esse jogo é indicado para qual fase da alfabetização?

    O Resgata Palavras é mais adequado para crianças que já estão na fase silábico-alfabética ou alfabética, ou seja, que já conseguem identificar e ler palavras simples (pode ser leitura silabada). Isso porque o objetivo do jogo é justamente fortalecer a leitura de palavras inteiras, ampliando vocabulário e fluência. Para crianças em fases mais iniciais (pré-silábica ou silábica), o jogo pode ser usado de forma adaptada, com mediação intensa do adulto.

    2. Como garantir que a criança realmente leia as palavras e não apenas jogue pelos dados?

    Uma regra simples ajuda: toda palavra resgatada precisa ser lida em voz alta. Assim, a leitura faz parte da dinâmica do jogo, não apenas a coleta de fichas. O adulto pode reforçar pedindo que a criança repita, use a palavra em uma frase ou até escreva em um papel, se o objetivo for também estimular a escrita.

    3. Dá para usar o jogo em atendimentos individuais de psicopedagogia ou só em sala de aula?

    O jogo funciona nos dois contextos. Em sala de aula, ele promove interação, cooperação e competição saudável entre os alunos. Já em atendimentos individuais, pode ser adaptado para o ritmo da criança, focando nas palavras que ela precisa reforçar. Em contextos terapêuticos, a mediação próxima do psicopedagogo permite explorar ainda mais cada palavra resgatada.

    4. Posso criar minhas próprias fichas de palavras para personalizar de acordo com os conteúdos que estou trabalhando?

    Sim! Essa é uma das maiores vantagens do jogo. Você pode substituir as fichas com palavras que façam sentido para sua turma ou para o objetivo específico do atendimento. Isso permite trabalhar temas, campos semânticos ou dificuldades ortográficas de forma personalizada, mantendo a mesma mecânica do jogo.

  • Trilha Animal

    Trilha Animal

    O-lá!

    Uma educação de qualidade começa com uma alfabetização sólida. Garantir que todas as crianças aprendam a ler e escrever com autonomia é um compromisso que deve envolver educadores, famílias, gestores e políticas públicas. Afinal, desenvolver as habilidades de leitura e escrita é essencial não apenas para o sucesso escolar, mas para a participação plena na vida em sociedade.

    A base de toda educação começa por uma alfabetização eficiente. (SARGIANI, 2022, p. 1)

    Infelizmente, o acesso à alfabetização de qualidade ainda é desigual, principalmente para grupos mais vulneráveis. Por isso, é fundamental investir em práticas que tornem o processo mais acessível, eficiente e significativo para as crianças. E uma dessas práticas é o uso de jogos educativos.

    Os jogos criam oportunidades para que a criança experimente a linguagem escrita em diferentes contextos, fortalecendo sua compreensão, sua motivação e sua confiança como leitora e escritora em formação.

    Nos últimos anos, o interesse por práticas pedagógicas baseadas em evidências tem crescido, justamente porque são capazes de gerar melhores resultados. Mas ainda há um longo caminho entre o que a ciência já comprovou e o que de fato chega à sala de aula. Criar recursos que aproximem esses dois mundos — o conhecimento teórico e a prática cotidiana — é uma das formas de contribuir com essa transformação.

    Hoje eu trouxe o jogo “Trilha Animal”, que é uma proposta divertida para estimular o processo de alfabetização. Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa.
    2. Espalhe as fichas com sílabas sobre a mesa, com a face voltada para cima.
    3. Cada criança posiciona o seu peão no início do tabuleiro.
    4. Na sua vez, a criança lança o dado e avança com o seu peão o número de casas correspondente.
    5. Ao parar em uma casa, a criança deve formar o nome do animal que consta nela, usando as fichas com sílabas.
    6. Após formar a palavra, todas as crianças escrevem o nome do animal em uma folha e as fichas devem ser devolvidas à mesa.
    7. Vence quem chegar ao final da trilha primeiro.
    8. Após o jogo, com a lista dos nomes dos animais em mãos, pode-se explorar: Qual animal teve seu nome escrito mais vezes? Qual não foi escrito nenhuma vez? Qual vocês acharam mais fácil? E mais difícil?

    É isso, gostou do que viu por aqui? Espero que sim!!!… Hehe!

    Um abraço e até o próximo post J

    Referência Bibliográfica:

    SARGIANI, Renan. Alfabetização baseada em evidências: como a ciência cognitiva da leitura contribui para as práticas e políticas educacionais de literacia. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022


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    Talvez você queira saber:

    1. Quantas crianças podem jogar ao mesmo tempo?
    O jogo foi pensado para ser flexível. Pode ser jogado em duplas ou em pequenos grupos. Em contextos de sala de aula, é possível formar rodízios com 3 ou 4 crianças por tabuleiro, favorecendo a interação e o aprendizado colaborativo.

    2. Como o jogo pode ser utilizado em sala de aula sem se tornar apenas uma brincadeira?
    Apesar do caráter lúdico, o jogo foi estruturado com objetivos pedagógicos claros. Ao jogar, a criança precisa identificar sons, relacioná-los às sílabas, formar palavras e registrar por escrito — atividades fundamentais no processo de alfabetização.

    Durante a partida, as crianças devem escrever as palavras formadas em uma folha, o que amplia o envolvimento cognitivo com a linguagem. A escrita manual ativa áreas importantes do cérebro ligadas à memória, atenção, linguagem e motricidade fina, contribuindo de forma mais profunda para a fixação da aprendizagem.

    O professor pode conduzir a mediação, propor desafios, incentivar a observação dos sons iniciais, mediais e finais, além de estimular a autoavaliação e a reflexão sobre as palavras escritas. Assim, o jogo se transforma em uma experiência completa de aprendizagem.

  • Tira, Põe

    Tira, Põe

    O-lá!

    É comum associarmos os jogos ao lazer e à descontração. E de fato, eles cumprem bem esse papel. Mas, na prática educativa, o jogo vai além: ele se transforma em um território fértil para o desenvolvimento do pensamento.

    Quando propomos uma atividade lúdica, o que está em jogo não é apenas vencer ou perder. Está em jogo o modo como a criança observa, planeja, compara, experimenta, erra, tenta de novo. É ali, nesse entrelaçar de ações e decisões, que o cérebro se exercita de maneira potente e significativa.

    Mas quando… ou até quando podemos utilizar jogos?

    Celso Antunes (2023, p. 15, grifo do autor) nos lembra:

    […] Poder-se-ia dizer a ‘vida inteira’, mas com prioridade na fase dos dois aos doze anos, pois no início dessa fase o organismo produz mielina, uma substância que envolve os neurônios e que ajuda a aumentar a velocidade na transmissão das informações.

    Ou seja: quanto mais estímulos adequados nessa fase, maiores as possibilidades de fortalecer as rotas neurais e ampliar a capacidade de aprendizagem.

    Os jogos são um excelente caminho para isso, especialmente quando planejados para desenvolver diferentes áreas do saber. Em uma única proposta é possível articular linguagem escrita, noções matemáticas, pensamento lógico, atenção, memória e organização espacial. Tudo de forma viva, concreta e engajada.

    O jogo “Tira, põe” é um ótimo exemplo dessa integração. Com ele, estimulamos a alfabetização e a construção do número (adição, subtração), além de outras habilidades. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Espalhe as fichas com sílabas.
    3. Sorteie quem iniciará.
    4. Cada criança, na sua vez, joga os dois dados. Um deles determina se ela deve colocar fichas sobre o tabuleiro ou tirar. O outro dado indica a quantidade.
      Importante: Oriente a criança a ler em voz alta as sílabas antes de colocá-las ou retirá-las.
    5. Vence quem completar o tabuleiro colocando a última ficha.

    Gostou?

    As crianças podem formar palavras com as fichas das sílabas. E se você quiser focar apenas em matemática, pode utilizar o mesmo tabuleiro e os dados, substituindo as fichas de sílabas por botões.

    Veja mais detalhes no vídeo que segue abaixo.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    ANTUNES, Celso. Estimular o cérebro da criança. São Paulo: Vozes, 2023.

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    Para você imprimir, montar e jogar!

    Talvez você queira saber:

    1. O que fazer quando a criança tem dificuldade em formar palavras com as sílabas?

    Nesse caso, o mais importante é respeitar o estágio em que a criança se encontra. Se ela ainda não consegue formar palavras com autonomia, o adulto pode fazer intervenções leves: dar dicas, perguntar “o que será que pode começar com essa sílaba?”, ou mesmo ajudar a montar palavras conhecidas. Aos poucos, com a repetição e o envolvimento no jogo, a criança tende a se apropriar das regularidades da escrita e formar palavras com mais facilidade.

    2. De que forma o jogo trabalha a construção do número e o pensamento matemático?

    O jogo exige que a criança compreenda e manipule quantidades: ela precisa identificar o número sorteado no dado, contar corretamente, colocar ou retirar fichas do tabuleiro e acompanhar o efeito dessas ações no jogo coletivo. Isso favorece a noção de número, a contagem, a adição e a subtração, além de estimular o pensamento lógico e a antecipação de resultados.

    3. O jogo pode ser utilizado em grupo ou é melhor em dupla?

    O “Tira, põe” foi pensado para funcionar bem em grupo. Como o tabuleiro é coletivo, o revezamento entre as crianças promove a interação social, o respeito à vez do outro e a observação das jogadas. No entanto, ele também pode ser jogado em duplas, caso o número de crianças seja menor ou o espaço limitado. Ambas as formas são válidas — o mais importante é que a experiência seja significativa e envolvente.

  • Ponto Final & Companhia

    Ponto Final & Companhia

    O-lá!

    Escrever bem vai além de saber regras gramaticais ou dominar a ortografia. Uma frase pode estar correta do ponto de vista sintático, sem nenhum erro de grafia, conter palavras bem escolhidas — e, ainda assim, ser mal compreendida.

    É que a clareza na escrita não depende apenas do que se escreve, mas de como se conduz o leitor por aquilo que foi escrito. E é aí que entra a pontuação.

    A pontuação funciona como uma espécie de mapa: orienta a leitura, indica pausas, entonações, marca o ritmo e dá sentido ao texto. Como diz Cláudio Moreno (2004, p. 8):

    Esta é, como veremos, a única (e preciosa) função dos sinais de pontuação: orientar o leitor para a melhor maneira de percorrer os textos que escrevemos.

    E para entender o valor disso, vale uma curiosidade histórica:

    Você sabia que a pontuação não nasceu junto com a escrita?
    Durante séculos, os textos eram escritos sem vírgula, sem ponto e sem espaço entre palavras. Essa prática se chamava scriptio continua e era comum em manuscritos gregos e latinos da Antiguidade até a Idade Média.

    Por que escreviam assim?

    • Possivelmente porque o papiro e o pergaminho eram caros.

    • Porque a fala não tem pausas visuais.

    • E porque se lia em voz alta — e o leitor experiente entendia.

    Mas aí… veio a leitura silenciosa.
    E com ela, a necessidade de pausas visuais para compreender o texto. Foi assim que surgiram os sinais de pontuação e os espaços entre palavras: para organizar o pensamento na página.

    Ou seja, a pontuação não é um detalhe.
    Ela é um recurso que o leitor aprendeu a precisar.

    E essa orientação é fundamental desde o início do processo de alfabetização. Quando ensinamos uma criança a usar um ponto final, por exemplo, não estamos apenas ensinando um sinal gráfico — estamos mostrando que toda ideia tem começo, meio e fim. Estamos ajudando a organizar o pensamento e a torná-lo comunicável.

    A vírgula, por sua vez, exige mais do que conhecimento técnico. Ela pede escuta. Ensina a reconhecer pequenas pausas, a dar ritmo, a separar ideias que caminham juntas. Os dois-pontos, os sinais de interrogação e de exclamação — todos têm uma função que vai além da gramática: são recursos para dar vida à escrita.

    E, como tudo que envolve leitura e escrita, a pontuação também precisa ser ensinada de forma significativa.

    Hoje eu trouxe uma ideia divertida para aguçar a argumentação. Um jogo no qual as crianças são expostas a situações práticas e precisam decidir qual pontuação utilizar. O bacana é que a proposta incentiva a discussão e a exposição de pontos de vista entre elas. Isso vai além de simplesmente dizer se está certo ou errado. Entende?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana. Embaralhe as cartas e forme uma pilha com elas. Entregue a cada jogador marcadores (como botões, pedrinhas etc.).

    2. Na sua vez, o jogador pega uma carta do topo da pilha. Lê a frase em voz alta e diz qual sinal de pontuação está faltando: ponto final, vírgula, ponto de exclamação, ponto de interrogação ou dois-pontos.

    3. Os outros jogadores devem concordar com a resposta. Caso haja dúvida, o grupo pode discutir até chegar a um consenso.

    4. Em seguida, o jogador marca uma casa no tabuleiro que contenha o mesmo sinal de pontuação mencionado.

    5. Vence quem, ao colocar seu marcador, completar uma linha inteira (na horizontal ou vertical), mesmo que outros jogadores tenham marcado parte dela.

    6. Para finalizar, que tal escolher uma das frases e propor que as crianças criem um pequeno texto a partir dela?

    É isso! Espero que as informações que deixei aqui tenham sido úteis para você.
    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica

    MORENO, Cláudio. Guia prático do português correto: pontuação. Porto Alegre: L&PM Editores, 2004.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 30 cartas com frases;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de Uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) O jogo pode ser usado como introdução ao conteúdo de pontuação ou é mais indicado após explicação prévia?
    Pode ser usado das duas formas. Como introdução, ele desperta curiosidade e favorece conversas significativas sobre os sinais e suas funções. Já após uma explicação prévia, o jogo funciona como excelente forma de fixação, promovendo argumentação e aplicação prática do que foi aprendido.

    2) O jogo pode ser utilizado em contextos de reforço escolar ou intervenção psicopedagógica?
    Sim! O jogo é versátil e pode ser adaptado para diferentes contextos. Em atendimentos psicopedagógicos, por exemplo, ele permite observar como a criança compreende o funcionamento da pontuação e favorece intervenções mediadas, com foco na linguagem, leitura e organização do pensamento.

  • Tic-Tac

    Tic-Tac

    O-lá!

    Para o bom desenvolvimento cognitivo, emocional e físico de uma criança, sabemos que é muito importante oferecer tempo, silêncio e espaço para que ela pense, organize suas ideias e encontre o caminho das respostas com tranquilidade.

    No entanto, nem sempre o desafio está em ter tempo de sobra. Às vezes, o que a criança precisa é de ritmo. De desafio. De jogos que façam seu cérebro se mexer mais rápido. De brincadeiras que ativem sua atenção, que instiguem a curiosidade e, ao mesmo tempo, peçam agilidade na resposta.

    É aí que entra a ideia de estimular, de forma lúdica e cuidadosa, a velocidade de processamento — uma habilidade cognitiva que envolve perceber, interpretar e responder a um estímulo em pouco tempo. Ela está diretamente ligada ao desempenho em leitura, escrita, cálculo e também na maneira como a criança lida com tarefas do cotidiano.

    Mas, claro: isso precisa ser feito com equilíbrio. Segundo o capítulo “Memória, estresse e ansiedade” (Fiorino, 2006, p.322):

    Qualquer atividade envolvendo um limite de tempo, até mesmo um jogo, é uma fonte de tensão. A presença de um prazo final pode interferir em sua habilidade de concentração.

    Ou seja, não se trata de apressar a criança o tempo todo. Trata-se de saber dosar. De oferecer tanto jogos que acolham o tempo interno da criança, quanto desafios que provoquem uma resposta mais rápida — sem cobrança, mas com ludicidade.

    Jogos com tempo marcado, como o Tic Tac, por exemplo, instigam a criança a organizar ideias, tomar decisões, testar hipóteses rapidamente. E sabe o que é melhor? Ela nem percebe que está treinando funções executivas… porque está brincando. Ou seja, de maneira controlada, é importante oferecer atividades que desafiem a criança a apresentar respostas com mais rapidez.

    No fim das contas, é isso que buscamos: estimular com sentido e desafiar com alegria.

    Chega de falação, vamos à explicação do jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Cubra as letras dos quadros com as fichas.
    3. Cada criança, na sua vez, joga o dado.
    4. Em seguida, ela deve procurar no tabuleiro uma ficha que tenha o mesmo tempo sorteado.
    5. A criança retira a ficha para descobrir as letras e tenta formar a palavra no tempo estipulado. No alto de cada coluna está indicado se as letras do quadro pertencem a um brinquedo, animal, fruta, parte do corpo ou peça de vestuário.
    6. Se conseguir, fica com a ficha. Do contrário, devolve-a ao mesmo quadro.
    7. O jogo termina quando todas as palavras tiverem sido descobertas.
    8. Ganha quem tiver conquistado mais fichas.

    É isso! Gostou? Que tal me deixar saber?
    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    MEMÓRIA, estresse e ansiedade. In: FIORINO, Marie-Christelle (Coord.). 101 maneiras de melhorar sua memória. Tradução de Celimar de Lima, Stela Maris Gandour, Rodrigo Chia; adaptação: Eduardo Castelo Branco et al. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006

    Arquivo digital formato PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 30 fichas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) O que exatamente é velocidade de processamento e por que ela é importante na alfabetização?

    A velocidade de processamento é a rapidez com que o cérebro percebe, interpreta e responde a um estímulo. No contexto da aprendizagem, isso significa: ouvir uma pergunta, entender o que foi dito, acessar o que já sabe e dar uma resposta — tudo isso em um tempo adequado.

    Ela está diretamente relacionada à fluência de leitura, à escrita espontânea e à resolução de problemas. Quando a criança tem uma velocidade de processamento muito lenta, pode, por exemplo, entender o conteúdo, mas leva tempo demais para reagir, o que pode atrapalhar seu desempenho escolar.

    Estimular essa habilidade de forma lúdica e respeitosa, como propõe o Tic Tac, ajuda a criança a pensar com mais agilidade — sem pressão, mas com desafio.

    2) Esse tipo de jogo com tempo não pode deixar a criança ansiosa ou muito frustrada?

    Depende de como for conduzido. Por isso, é essencial que o jogo seja apresentado com leveza, que o adulto monitore as reações da criança e que o foco esteja sempre no processo, não no acerto.

    A ideia é brincar com o tempo. Criar ritmo, dar movimento ao pensamento.

    Quando a criança percebe que pode errar, tentar de novo, rir, comemorar o que conseguiu… ela se sente segura. E quando se sente segura, ela aprende.

     

  • Letra por Letra

    Letra por Letra

    O-lá!

    Aprender o sistema de escrita — compreender como as letras representam os sons da fala, como se organizam nas palavras e como essas palavras ganham sentido — é uma conquista central no processo de alfabetização. Mais do que uma habilidade isolada, trata-se de uma aprendizagem que sustenta e impulsiona outras tantas. Como nos lembra Tolchinsky (2003: xxiii), citada por Soares (2016, p. 36):

    […] aprender o sistema de escrita é apenas um fio na teia de conhecimentos pragmáticos e gramaticais que as crianças precisam dominar a fim de tornarem-se competentes no uso da escrita, mas é uma aprendizagem imperativa, e promove as outras.

    Ou seja: dominar o sistema alfabético-ortográfico não esgota o processo de alfabetização, mas é um passo imprescindível, que sustenta e impulsiona o desenvolvimento das demais competências que envolvem o uso pleno e competente da linguagem escrita — como a compreensão textual, a produção de textos, o uso adequado da linguagem em diferentes contextos comunicativos e a reflexão sobre o funcionamento da própria língua.

    Pensando nisso, o jogo Letra por Letra foi desenvolvido justamente para estimular essa interação entre o conhecimento do sistema de escrita e o desenvolvimento da autonomia na escrita de palavras.

    Um detalhe: O fato de haver a quantidade de quadros correspondente ao número de letras necessárias para escrever o nome da figura em destaque já serve de pista para a criança. Isso é especialmente relevante para aquelas que estejam apresentando hipótese de escrita silábica, pois, ao escrever, poderão perceber de imediato que faltaram letras. Essa constatação desestabiliza sua hipótese de escrita, instigando a criança a afinar e apurar sua escuta aos sons da palavra. Dessa forma, o jogo também estimula a consciência fonêmica. Vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de Uso:

    1. Deixe a criança escrever o nome da figura utilizando as fichas de letras.

    2. Em seguida, ela pode levantar a aba que está com “?” para verificar se escreveu corretamente. Assim, além de exercitar a formação de palavras, a criança tem a oportunidade de comparar sua hipótese de escrita com a grafia convencional, refletindo e ajustando seu conhecimento.

    Gostou?

    Letra por Letra propõe uma atividade de escrita ativa, reflexiva e autônoma, respeitando o processo de construção da linguagem escrita de cada criança. Eu amo jogos assim! E você?

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

     

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE, 02/07/2025

    Arquivo digital formato PDF contendo:

    • 36 fichas com imagens;
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    Talvez você queira saber:

    1) O Letra por Letra pode ser utilizado em atendimentos psicopedagógicos individualizados?

    Sim. O jogo é um excelente recurso para o trabalho psicopedagógico individual, pois permite observar de forma lúdica e concreta o modo como a criança está organizando o conhecimento da escrita e mediar o processo de construção da escrita de forma mais assertiva.

    2) Ele também pode ser usado como um instrumento de avaliação diagnóstica do nível de escrita da criança?

    O Letra por Letra pode fornecer indícios valiosos sobre as hipóteses de escrita da criança, já que permite observar como ela organiza os sons e as letras ao tentar escrever. No entanto, como o próprio jogo oferece pistas visuais (a quantidade de quadros indica o número de letras da palavra), essas pistas acabam, de certa forma, mediando a produção da criança e podem influenciar suas escolhas. Por isso, o jogo pode auxiliar na observação e no acompanhamento do desenvolvimento, mas não substitui avaliações diagnósticas mais formais, nas quais a criança escreve livremente, sem apoios visuais.

    3) Qual o papel do adulto durante a atividade? Deve orientar ou deixar a criança explorar sozinha?

    O papel do adulto é de mediador. Inicialmente, pode ser necessário apresentar a dinâmica, esclarecer o funcionamento do jogo e modelar o raciocínio. Conforme a criança se familiariza com a proposta, o ideal é que ela tenha espaço para experimentar e testar suas hipóteses. Quando necessário, o adulto pode intervir com perguntas ou estratégias que favoreçam a reflexão, sem oferecer respostas prontas.

    Por exemplo: se a criança escreve AIA para representar SAIA, o adulto pode alongar os sons:
    “Vamos falar devagar: SSSSS-AAAAA-IIIII-AAA… Qual som você ouviu primeiro?”
    Essa mediação apoia a percepção auditiva dos sons da palavra e ajuda a criança a segmentar com mais precisão, favorecendo o avanço nas hipóteses de escrita e o desenvolvimento da consciência fonêmica.

  • Dia de Festa

    Dia de Festa

    O-lá!

    Olha o PDF GRÁTIS,  é  verdade!… tanana..nanana…Iupiii!

    A Festa Junina é um patrimônio afetivo e cultural que atravessa gerações e levar esse tema para a sala de aula é também uma forma de reconhecer e celebrar nossas tradições. A proposta não é promover práticas religiosas, mas sim valorizar a diversidade cultural brasileira, possibilitar experiências coletivas e desenvolver habilidades importantes por meio de brincadeiras, danças, culinária, cantigas, jogos e produções artísticas. Foi pensando nisso, e aproveitando o mês de junho, que desenvolvi este jogo inspirado nesse tema.

    No jogo, cada criança joga o dado e recolhe a quantidade correspondente de fichas de pipocas no tabuleiro. Até aqui, a gente já está trabalhando a construção do número — contar, reconhecer quantidades. Mas não para por aí.

    Embaixo de cada ficha de pipoca tem uma sílaba escondida. A brincadeira fica ainda mais interessante quando a criança começa a juntar as sílabas para formar palavras. Assim, além da matemática, entramos também no campo da alfabetização — mais especificamente no trabalho com sílabas, formação de palavras e aproximação com o sistema de escrita.

    Como diz Celso Antunes (2003):

    O jogo é uma forma privilegiada de desenvolver múltiplas competências de maneira significativa.

    E quando o jogo é pensado com intencionalidade, ele vira um recurso potente, que estimula muito mais do que a gente vê à primeira vista.

    Vamos ao passo a passo do jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana.
    2. Cada criança, na sua vez, joga o dado e recolhe a quantidade correspondente de pipocas.
    3. Ganha quem conquistar mais pipocas.
    4. Para finalizar, as crianças podem tentar formar palavras com as sílabas que estão escondidas embaixo das pipocas.

    É isso! Espero que você aproveite muito este jogo porque o arquivo PDF está gratuito… uhuuu!

    Um abraço e até o próximo post! Fala pra mim se você gostou?

    Referência Bibliográfica

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

    Arquivo digital em formato PDF GRÁTIS contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 27 fichas de pipoca;
    • 27 fichas com sílabas;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar

    Talvez você queira saber:

    1. O que você pensa sobre trabalhar Festa Junina na escola?

    A origem da Festa Junina tem, sim, elementos ligados ao calendário católico, como as celebrações aos santos populares (Santo Antônio, São João, São Pedro). Mas, ao longo do tempo, essa tradição foi ganhando um caráter muito mais cultural e regional, sendo apropriada por diferentes comunidades como uma forma de celebrar a colheita, a música, os alimentos típicos e as danças populares.

    Nas escolas, a proposta não pode ser promover práticas religiosas, e sim valorizar a diversidade cultural brasileira, oferecendo experiências coletivas que desenvolvam habilidades importantes por meio de brincadeiras, danças, textos típicos, culinária, cantigas, jogos e produções artísticas.

    Ou seja, o foco deve estar no patrimônio cultural, no brincar coletivo e no aprendizado interdisciplinar. Quando bem conduzida, a Festa Junina pode ser um momento riquíssimo de construção de conhecimento, respeito às tradições e integração entre as crianças.

    2. Qual a faixa etária mais indicada para esse tipo de jogo?

    O jogo foi pensado especialmente para crianças em processo de alfabetização — geralmente entre 5 e 8 anos — mas isso não significa que ele só serve para essa faixa etária. Tudo depende de como você conduz a atividade e das necessidades de cada criança.

    Em contextos de reforço escolar ou atendimentos psicopedagógicos, esse tipo de jogo também pode ser muito útil, independentemente da idade cronológica da criança. O importante é olhar para o nível de desenvolvimento em que ela se encontra e ajustar a mediação conforme necessário.