Autor: Solange Moll

  • Disco das Emoções

    Disco das Emoções

    O-lá!

    Falar em desenvolvimento integral da criança é reconhecer que aprender vai muito além de letras e números. Envolve também compreender emoções, lidar com frustrações, reconhecer sentimentos em si e nos outros e construir relações saudáveis. Nesse sentido, o estímulo da inteligência emocional desde a infância tem um papel essencial.

    Celso Antunes destaca a relevância dos primeiros anos de vida ao afirmar:

    Os cinco primeiros anos de vida de um ser humano são fundamentais para o desenvolvimento de suas inteligências. […]
    (ANTUNES, 2003, p. 15)

    Embora a inteligência emocional, assim como outras competências,  possa ser desenvolvida e aprimorada ao longo de toda a vida, é na primeira infância que se constroem bases importantes. É nesse período que a criança começa a nomear emoções, perceber reações corporais, experimentar sentimentos diversos e aprender, pouco a pouco, a expressá-los e regulá-los.

    Estimular a inteligência emocional não significa evitar conflitos ou emoções difíceis, mas sim criar espaços seguros para que a criança possa vivenciá-los, compreendê-los e falar sobre eles. Jogos, rodas de conversa, brincadeiras simbólicas e propostas lúdicas são recursos potentes para esse trabalho, pois permitem que a criança se expresse de forma natural e significativa.

    Ao favorecer o desenvolvimento emocional, contribuímos também para outras dimensões do desenvolvimento infantil: social, cognitiva e até acadêmica. Crianças que aprendem a reconhecer e respeitar emoções tendem a estabelecer vínculos mais positivos, comunicar-se melhor e enfrentar desafios com mais segurança.

    E que tal já começarmos o ano letivo estimulando a inteligência emocional das nossas crianças? O jogo “Disco das Emoções”, que eu trouxe hoje como sugestão, estimula estas habilidades:

    • Reconhecimento e nomeação das emoções;
    • Expressão de sentimentos;
    • Escuta e empatia;
    • Autorregulação emocional;
    • Comunicação oral;
    • Respeito ao sentimento do outro;
    • Fortalecimento de vínculos sociais.

    Gostou? Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    • A criança gira o disco e sinaliza a emoção que mais representa como está se sentindo naquele dia, abrindo espaço para escuta, troca e fortalecimento dos vínculos no grupo.

    Esse momento favorece o reconhecimento das próprias emoções, o respeito ao sentimento do outro e contribui para um retorno às aulas mais leve e acolhedor.

    Para finalizar, investir no estímulo da inteligência emocional desde cedo é cuidar da criança como um todo. Mesmo sabendo que sempre há espaço para aprender e evoluir ao longo da vida, oferecer experiências significativas nos primeiros anos é uma forma de fortalecer caminhos importantes para o presente e para o futuro.

    Bora começar bem este ano letivo? O arquivo PDF com o “Disco das Emoções” está gratuito. Gostou?

    Um abraço, e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

     

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    • 01 disco;
    • instruções de montagem e uso.
  • Deu Frase

    Deu Frase

    O-lá!

    Os jogos são recursos potentes no processo de ensino e aprendizagem. Quando bem escolhidos e intencionalmente utilizados, eles despertam o interesse, promovem envolvimento e criam situações que exigem da criança observação, tomada de decisão, antecipação, argumentação e reflexão. A ludicidade, portanto, não é apenas um atrativo: é uma aliada no desenvolvimento cognitivo, emocional e social.

    No entanto, para que o jogo cumpra seu papel educativo, é essencial que o professor vá além do momento lúdico. A escolha do jogo deve estar alinhada aos objetivos pedagógicos e às necessidades do grupo. Um mesmo jogo pode exigir mediações diferentes a depender do nível de compreensão, das hipóteses de escrita ou das características individuais das crianças. Como lembram Artur Gomes de Morais e Tarciana Pereira da Silva Almeida (2022, p. 149):

    Sim, é preciso que você esteja sempre atenta/o para ajustar o emprego dos jogos às necessidades dos seus alunos e às circunstâncias do funcionamento da aula, da turma, no cotidiano escolar. […]

    Essa atenção à mediação é o que transforma o jogo em ferramenta de aprendizagem significativa. Jogar, por si só, não garante avanço. O que realmente faz diferença é a forma como o professor observa, questiona, orienta e amplia as possibilidades de reflexão durante e após a atividade.

    Outro aspecto fundamental é o registro. Após o jogo, é importante avaliar o que a criança aprendeu, quais estratégias utilizou, de que maneira evoluiu e que novas intervenções podem ser planejadas. Esse acompanhamento dá sentido à prática.

    Em síntese, o jogo é um meio. Um meio prazeroso, potente e cheio de possibilidades, mas que ganha verdadeiro valor educativo quando o professor o utiliza de forma intencional, reflexiva e sensível às singularidades de cada criança.

    Hoje eu trouxe o jogo “Deu Frase!”. Uma maneira lúdica de estimular a construção de frases. Veja abaixo algumas habilidades estimuladas com o jogo.

    Habilidades estimuladas:

    • Construção de frases;
    • compreensão da estrutura sujeito–verbo–complemento;
    • ampliação do vocabulário;
    • leitura e escrita de palavras;
    • desenvolvimento do pensamento lógico e da coerência textual;
    • criatividade e expressão escrita;
    • atenção e concentração;
    • interação e troca com os colegas.

    Gostou? Está alinhado ao que você busca desenvolver nas crianças? Então, bora ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Organize três pilhas de cartas: uma de personagens, outra de verbos e outra de complementos.
    2. A criança escolhe uma carta de cada pilha de modo que, juntas, formem uma frase coerente.
    3. Depois de algumas rodadas, proponha um novo desafio: registrar no caderno a frase de que mais gostou e, a partir dela, criar uma pequena história.

    É isso, gostou do que viu por aqui? Brincar é maravilhoso, mas ensinar por meio do brincar é ainda mais. Que cada jogo seja também uma ponte para o aprendizado, para o encantamento e para o desenvolvimento de cada criança que cruza o nosso caminho.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Jogos para ensinar ortografia: ludicidade e reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

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    • 81 fichas (27 personagens, 27 verbos, 27 complementos);
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    • instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar!

    Talvez você queira saber:

    1. O jogo “Deu Frase!” pode ser utilizado em qual fase da alfabetização?

    É especialmente indicado para aquelas que estão avançando da hipótese silábica para a silábico-alfabética e alfabética, pois permite observar como as palavras se organizam para formar um enunciado com sentido. A atividade favorece tanto o reconhecimento da estrutura sujeito–verbo–complemento quanto o desenvolvimento da escrita espontânea e da coerência textual.

    2. Como o jogo pode auxiliar crianças que apresentam dificuldade na produção de frases?

    Para crianças que ainda têm dificuldade em produzir frases completas, o jogo funciona como um apoio visual e estruturador. Ao ver as palavras distribuídas em categorias (personagem, verbo e complemento), a criança consegue compreender melhor a lógica da organização da frase e passa a experimentar combinações de forma mais autônoma e segura. Além disso, o caráter lúdico reduz a ansiedade e cria um ambiente favorável à aprendizagem, permitindo que o professor observe e intervenha de maneira mais sensível às necessidades de cada uma.

    3. De que maneira o professor pode tornar a atividade mais desafiadora para as crianças que já dominam a construção de frases simples?

    Para ampliar o desafio, o professor pode propor a reescrita, modificando tempos verbais, pronomes ou complementos, o que favorece a consciência sintática e amplia o repertório linguístico. Essas variações mantêm o interesse das crianças, estimulam a criatividade e aprofundam o aprendizado da estrutura da língua.

  • Quebra-cabeça de Palavras

    Quebra-cabeça de Palavras

    O-lá!

    A alfabetização é um processo que acontece no papel, mas começa dentro do cérebro do aprendiz. Cada avanço na leitura e na escrita depende de redes neurais que vão se formando, amadurecendo e se conectando a todo momento.

    Por isso, compreender como o cérebro se desenvolve é fundamental para quem ensina. Esse conhecimento ajuda o educador a respeitar o ritmo de cada criança e a perceber que alguns desafios da alfabetização não se resolvem apenas com treino, mas com tempo e maturação neurológica.

    Conforme Rudimar dos Santos Riesgo (2006, p. 39):

    Para o domínio da anatomia da aprendizagem, é necessário o conhecimento das bases celulares, da neurobiologia e também o entendimento dos aspectos maturacionais do cérebro das crianças, à medida que crescem, se desenvolvem e aprendem.

    Conhecer o funcionamento do cérebro infantil é, portanto, um ato pedagógico. É o que permite transformar o “não consegue ainda” em “vai conseguir”.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo “Quebra-cabeça de Palavras” com o intuito de contribuir nesse processo.

    Vamos ver as habilidades estimuladas?

    • Percepção visual e atenção aos detalhes;
    • associação entre letras e sons;
    • leitura e escrita de palavras;
    • consciência fonêmica;
    • coordenação motora fina;
    • memória visual.

    Sugestão de uso:

    1. Embaralhe e espalhe as peças dos quebra-cabeças sobre a mesa.
    2. A criança escolhe uma peça e precisa encontrar a outra que a completa.
    3. Depois de montar a figura, oriente-a a observar as letras e os sons que formam o nome da figura. Assim, ela faz a correspondência entre o que vê (letra) e o que ouve (som).
    4. Convide-a a modelar as letras da palavra com massinha de modelar, reforçando o aprendizado pelo movimento e pelo tato.
    5. Em seguida, entregue uma ficha com a mesma figura, mas sem a palavra escrita.
    6. A criança deve escrever o nome da figura sem olhar o quebra-cabeça.
    7. Quando terminar, mostre novamente a figura montada para que compare e confira o resultado, um momento importante de autonomia e autocorreção.

    É isso! Quando o educador compreende os caminhos do cérebro em desenvolvimento, ele não ensina apenas a ler e escrever. Ensina respeitando o tempo maturacional de cada criança. Isso não significa deixar de estimular, mas sim reconhecer e acolher o ritmo de um cérebro que ainda está se formando. Todo jogo precisa ter um desafio, mas um desafio possível, que incentive e ensine com alegria.

    Gostou do que viu por aqui?

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Anatomia da aprendizagem. In: ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

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    • 30 figuras para montar;
    • 30 fichas;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

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  • Caça-palavras Gigante

    Caça-palavras Gigante

    O-lá!

    Aprender a ler e a escrever é uma construção complexa, que envolve experiências significativas com a linguagem, a percepção dos sons e a familiarização com o sistema alfabético de forma lúdica e prazerosa.

    Como afirma Ana Albuquerque (2022, p. 79):

    Não se trata de ensinar as crianças a ler ou a escrever de uma forma formal e rigorosa, mas sim de promover o desenvolvimento de habilidades básicas de leitura e escrita, isto é, planejar atividades impulsionadoras da aprendizagem.[…]

    Essa perspectiva nos convida a repensar as práticas de ensino, priorizando experiências que despertem o interesse e favoreçam o desenvolvimento de habilidades que antecedem e sustentam a alfabetização.

    Pensando nisso, trouxe como sugestão o jogo “Quebra-Cabeça Gigante”.

    Habilidades estimuladas com o jogo:

    • Percepção visual;
    • atenção e concentração;
    • reconhecimento de letras e associação entre som e grafema;
    • desenvolvimento da consciência fonêmica;
    • pensamento lógico;
    • velocidade de processamento;
    • interesse e prazer pela leitura e pela escrita.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.
    2. Se possível, disponibilize uma ampulheta.
    3. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da sacola e, dentro do tempo estipulado, tenta encontrar no tabuleiro o nome da figura. Se conseguir, fica com a carta.
    4. Ganha o jogo quem conquistar mais cartas.

    O Quebra-Cabeça Gigante é uma forma divertida de colocar a criança em contato com as letras e palavras, favorecendo a observação, a comparação e a construção ativa do conhecimento sobre o sistema de escrita. Esse tipo de experiência, além de ampliar o repertório linguístico, fortalece a autoconfiança e o prazer em aprender, dois ingredientes indispensáveis para o avanço na alfabetização.

    Espero que essa ideia inspire boas práticas e momentos de descoberta por aí!
    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

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    • 24 cartas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1. O jogo pode ser utilizado com crianças em diferentes fases da alfabetização, inclusive as que ainda não reconhecem todas as letras?

    Sim. O Quebra-Cabeça Gigante pode e deve ser adaptado conforme a fase de desenvolvimento da criança.
    Com crianças em fase pré-silábica, é importante oferecer um banco de palavras (uma lista com os nomes das figuras), para que o adulto possa mediar o processo de descoberta. A criança observa a figura sorteada, analisa a lista e, com o apoio do mediador, tenta identificar qual palavra corresponde ao nome da figura, explorando aspectos como letra inicial, letra final e semelhanças visuais entre as palavras.

    Esse trabalho favorece a percepção das relações entre fala e escrita antes mesmo do domínio pleno do sistema alfabético. Somente após essa etapa de exploração guiada, pode-se propor o desafio de procurar a palavra no tabuleiro dentro de um tempo cronometrado.

    Já com crianças em níveis silábico e alfabético, o jogo pode ser realizado de forma mais autônoma, estimulando a correspondência som-grafema e a ampliação da fluência visual na leitura.

    2. Qual a importância de incluir um tempo limite (como a ampulheta) na dinâmica do jogo? Isso ajuda ou pode gerar ansiedade?

    O tempo limite, quando usado de forma lúdica e não punitiva, contribui para o desenvolvimento da velocidade de processamento, da atenção seletiva e da autorregulação emocional. A criança aprende a manter o foco mesmo diante da pressão do tempo, o que favorece o desempenho cognitivo. No entanto, é importante que o adulto observe as reações: se o tempo estiver gerando frustração exagerada, ele pode ser ajustado ou retirado. O objetivo é estimular o desafio saudável, não a competição estressante.

    3. Esse tipo de atividade realmente fortalece a relação entre som e grafema ou seria necessário trabalhar de forma mais direta com fonemas?

    O jogo favorece o fortalecimento da relação entre som e grafema de forma contextualizada. Ao procurar o nome da figura no tabuleiro, a criança precisa identificar as letras que correspondem aos sons que ela pronuncia, o que ativa processos de análise fonológica e de reconhecimento visual das letras. Embora o trabalho direto com fonemas também seja importante, atividades como essa aprofundam a consciência fonêmica dentro de um contexto significativo, em vez de tratar os sons isoladamente.

  • Seu Vizinho

    Seu Vizinho

    O-lá!

    Quando falamos em aprendizagem da matemática nos primeiros anos escolares, estamos lidando com um processo que vai muito além de memorizar números ou resultados de contas. Trata-se de desenvolver o sentido numérico, ou seja, a capacidade de compreender que os números expressam quantidades, se organizam em uma sequência e se relacionam entre si.

    Como destacam Bigode e Frant (2011, p. 9):

    “Nos primeiros anos do ensino fundamental, as crianças iniciam o desenvolvimento do sentido numérico e ainda estão atribuindo significados para as relações de natureza numérica. Esse é um processo natural, que exige tempo e refere-se principalmente ao ensino de contagem, das medidas e da visualização dos números.”

    Nesse percurso, conceitos como antecessor e sucessor são fundamentais. Identificar o número que vem antes ou depois na sequência ajuda a criança a perceber que os números não estão isolados: eles se conectam e formam uma linha contínua. Essa compreensão irá contribuir para que a criança avance em aprendizagens matemáticas mais complexas.

    Uma forma lúdica de explorar esses conceitos é o jogo que eu trouxe hoje como sugestão: “Seu Vizinho”. Nele, a criança precisa resolver operações de adição e subtração e, em seguida, identificar o antecessor ou sucessor do resultado. Ao fazer isso, não apenas exercita a contagem e o cálculo, mas também fortalece a noção de vizinhança entre os números, quem está antes, quem está depois, consolidando a ideia de sequência numérica.

    O jogo transforma um conceito abstrato em uma experiência concreta e divertida. Essa vivência lúdica, somada à mediação do adulto, torna a aprendizagem mais significativa e coerente com o que a literatura científica aponta sobre o desenvolvimento do pensamento matemático nos anos iniciais.

    Bora saber como usar?

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.
    2. Cada criança, na sua vez, pega uma carta, resolve a operação matemática e, em seguida, procura no tabuleiro o número e anota o seu antecessor ou sucessor (dependendo do que estiver sendo pedido).
    3. O jogo termina quando o tabuleiro estiver completo.

    O que o jogo desenvolve?

    • Compreensão de antecessor e sucessor;
    • fortalecimento da sequência numérica;
    • prática de adição e subtração;
    • desenvolvimento do sentido numérico.

    E mais: cooperação e trabalho em equipe. Percebeu que, além de trabalhar matemática, este jogo também favorece o trabalho em equipe e a cooperação?
    Como não há a figura de “vencedor” ou “perdedor”, todos jogam juntos para completar o tabuleiro. Isso permite que cada criança contribua com seu raciocínio, no seu tempo, e sinta que faz parte de um processo coletivo.

    Jogos com esse formato têm um papel fundamental no desenvolvimento infantil, pois:

    • Promovem a participação ativa de todos, independentemente do nível de habilidade;
    • reforçam a ideia de que aprender pode ser uma construção coletiva;
    • ajudam a criança a valorizar o esforço do colega, entendendo que cada contribuição é importante.

    Ou seja, estamos diante de um recurso que não apenas consolida conceitos matemáticos, mas também fortalece valores essenciais para a vida em sociedade.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?
    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica
    BIGODE, Antonio J.L; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

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    • 36 fichas (adição e subtração);
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Talvez você queira saber:

    1. Em que faixa etária é mais indicado o jogo “Seu Vizinho”?

    O jogo é mais adequado para crianças do 1º e 2º ano do ensino fundamental (aproximadamente 6 e 7 anos), quando estão consolidando a noção de sequência numérica, antecessor e sucessor.

    1. Como adaptar o jogo para crianças que ainda não dominam bem a adição e a subtração?

    Nesses casos, pode-se usar materiais concretos, como o material dourado, palitos ou tampinhas, para que a criança visualize a operação e consiga resolver com mais segurança. Esse apoio ajuda a transformar o cálculo em algo palpável, tornando o aprendizado mais acessível e significativo.

    1. O jogo pode ser usado também com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem em matemática?

    Sim. O jogo é um excelente recurso para crianças com dificuldades, justamente por ser visual, prático e lúdico. Ele permite que a criança experimente, erre, corrija e avance no seu próprio ritmo. Além disso, por não ter a lógica de ganhadores e perdedores, diminui a ansiedade em relação ao desempenho, tornando a aprendizagem mais leve e motivadora. Para algumas crianças isso é fundamental.

  • Trilha de Frases

    Trilha de Frases

    O-lá!

    A alfabetização é um dos marcos mais importantes no desenvolvimento humano. É por meio dela que a criança tem acesso à leitura e à escrita, ampliando suas possibilidades de compreender o mundo, de expressar pensamentos e de participar da vida em sociedade. Mais do que decifrar códigos, alfabetizar-se significa abrir caminhos para a autonomia e para a construção de uma cidadania plena.

    A UNESCO nos lembra da dimensão social e ética desse processo:

    […] Aprender as habilidades de literacia é um direito humano básico que tem sido negado principalmente para os grupos mais marginalizados, o que implica necessidade de políticas mais equitativas e que se fundamentam em evidências.[…] (UNESCO, 2019 apud SARGIANI, 2022, p. 2)

    Esse direito de aprender a ler e a escrever com autonomia, no entanto, é um desafio que precisa envolver todos: professores, gestores educacionais, governos, famílias e a sociedade em geral. Sabemos que não é fácil, desde as condições estruturais de ensino até a busca por recursos eficientes que tornem a alfabetização um caminho suave de descobertas e de alegria. É nesse ponto que os jogos podem contribuir de forma significativa. Ao transformar a aprendizagem em experiência lúdica, eles ajudam a criar um ambiente de encantamento, favorecendo o envolvimento da criança e reforçando o trabalho do professor. O brincar, quando aliado ao ensinar, gera memórias afetivas e fortalece a construção de competências.

    Por isso, neste Dia do Professor, trago este jogo como um mimo, um presente que representa não apenas gratidão, mas também o desejo de contribuir com o trabalho diário e incansável de quem dedica sua vida a ensinar. É um recurso simples, mas que pode (assim espero!) somar forças ao trabalho de quem alfabetiza.

    O jogo “Trilha de Frases” foi pensado para aproximar oralidade e escrita. Nele, a criança lê o início de uma frase (por exemplo: “O menino pulou…”) e, ao jogar o dado, deve completá-la oralmente com a figura em que parar no tabuleiro. Assim, leitura e produção oral acontecem de forma integrada e divertida.

    Como explica Zorzi (1998, p. 21):

    […] em suas fases iniciais a escrita sofre grande influência da oralidade. Porém, na medida em que a escrita vai se tornando mais independente da oralidade e adquirindo as características formais que a definem como modelo de linguagem padrão, ‘escrita nível 2’ pode produzir transformações na própria oralidade […].

    Essa reflexão mostra como a escrita, no início, apoia-se fortemente na oralidade, mas também como, ao se desenvolver, ela passa a influenciá-la de volta, refinando o modo como a criança organiza e expressa suas ideias.

    Habilidades estimuladas com o “Trilha de Frases”:

    • Leitura: prática e compreensão de frases curtas.
    • Escrita criativa: imaginação e autoria ao completar frases de diferentes maneiras.
    • Oralidade: ao ler em voz alta e compartilhar sua produção, a criança organiza ideias e constrói sentido.
    • Pensamento lógico: coerência entre o início da frase e a figura do tabuleiro.
    • Argumentação: justificar frases engraçadas ou sem sentido estimula a defesa de ideias e o diálogo.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas em uma pilha.
    2. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da pilha e joga o dado.
    3. Ela deve avançar com o peão a quantidade sorteada e completar a frase usando a figura da casa onde parou.
    4. Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.

    Observação: Algumas frases formadas podem soar engraçadas ou até sem muito sentido. O essencial é que a criança leia em voz alta e compartilhe sua produção, valorizando a oralidade. Ao explicar ou justificar suas escolhas, ela exercita a argumentação e descobre que até frases inesperadas podem gerar boas conversas e reflexões. E, em muitos casos, uma frase sem sentido pode ser ajustada coletivamente até ganhar coerência.

    Gostou do mimo? Que tal depois de jogar com as crianças voltar aqui para me contar como foi a sua experiência? Vou amar saber!

    Referências Bibliográficas:

    SARGIANI, Renan. Alfabetização baseada em evidências: como a ciência cognitiva da leitura contribui para as práticas e políticas educacionais de literacia. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

    ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

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    • 30 cartas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 dado;
    • 4 peões;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

     

  • Junta-junta

    Junta-junta

    O-lá!

    O ser humano nasce com uma organização cerebral única, dotada de uma plasticidade que lhe permite aprender, adaptar-se e criar. É essa mesma plasticidade que torna possível a aquisição da leitura e da escrita, conquistas que não são apenas habilidades escolares, mas portas de entrada para a cultura, para o pensamento crítico e para a vida em sociedade.

    […] um dos traços mais impressionantes do cérebro humano é que, desde as primeiras etapas de seu desenvolvimento e já no seio materno, sua organização funcional apresenta uma plasticidade excepcional que lhe permitirá adquirir a escrita.  (CHANGEUX, 2012, p. 10).

    A alfabetização, portanto, é um processo que se apoia tanto na base biológica quanto na dimensão cultural. Ensinar a ler e a escrever é reconhecer essa potência do cérebro humano e, ao mesmo tempo, oferecer à criança acesso ao que a humanidade construiu ao longo de gerações: símbolos, saberes, narrativas, tradições.

    No entanto, a criança precisa vivenciar situações significativas, em que a leitura e a escrita façam sentido em seu cotidiano. É nesse cenário que o jogo se torna um aliado: ao propor desafios de forma lúdica, ele desperta a curiosidade, favorece a atenção e cria vínculos positivos com a aprendizagem.

    Assim, cada palavra formada vai além do exercício escolar: representa também a conquista de quem se descobre capaz de criar, comunicar e compreender o mundo ao redor.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo Junta-Junta, um recurso lúdico pensado para unir alfabetização e diversão, transformando sílabas em palavras de maneira criativa e envolvente.

    Habilidades estimuladas com este jogo:

    • Leitura e escrita: reconhecimento das estruturas das palavras.
    • Pensamento lógico:  organização de sílabas e busca de combinações significativas.
    • Atenção e concentração: foco necessário para relacionar dado, forma geométrica e sílabas.
    • Memória de trabalho: reter informações enquanto manipula possibilidades para formar palavras.
    • Aspectos lúdicos e motivacionais: aprendizagem associada ao brincar, fortalecendo o vínculo positivo com a alfabetização.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.
    2. Se possível, disponibilize uma ampulheta ou um cronômetro para marcar o tempo.
    3. Cada criança, em sua vez, retira uma carta da sacola. Em seguida, dentro do tempo estipulado, deve procurar no tabuleiro as formas geométricas iguais (forma e cor). Com as sílabas encontradas, tenta montar uma palavra. Se conseguir, fica com a carta; caso contrário, devolve-a para a sacola.
    4. Vence quem conquistar o maior número de cartas.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Eu amo quando vocês me enviam feedback. Só assim fico sabendo se estou contribuindo com o meu trabalho, que é realizado sempre com muita responsabilidade e amor.

    Um abraço, e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Prefácio de Jean-Pierre Changeux. Porto Alegre: Penso, 2012.

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    • 24 fichas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) Este recurso pode ser utilizado em atendimentos psicopedagógicos individuais?

    Sim! O Junta-Junta é um excelente recurso para atendimentos individuais ou em pequenos grupos. Ele permite observar como a criança pensa, organiza, testa hipóteses e lida com o erro.
    Durante o jogo, o psicopedagogo pode identificar estratégias cognitivas, dificuldades específicas e avanços sutis, além de trabalhar atenção, memória de trabalho e linguagem oral de maneira natural e prazerosa.
    Por unir o lúdico ao cognitivo, o jogo se torna um espaço seguro para aprender sem a pressão de “acertar”.

    2. O que fazer quando a criança forma uma palavra inexistente ou sem sentido?

    Esses momentos são oportunidades riquíssimas de aprendizagem! Em vez de corrigir de imediato, o ideal é conversar sobre a produção da criança: perguntar o que ela quis dizer, se a palavra soa parecida com alguma conhecida ou se ela acha que poderia ajustá-la para fazer sentido.
    Esse tipo de diálogo estimula a oralidade e a argumentação. Muitas vezes, o próprio grupo acaba sugerindo modificações, transformando o que parecia um “erro” em uma descoberta coletiva sobre o funcionamento da língua.

  • Caça-charadas

    Caça-charadas

    O-lá!

    A alfabetização é um dos maiores desafios da educação. Ensinar uma criança a ler e escrever significa criar condições para que ela compreenda a língua escrita como um verdadeiro objeto de conhecimento. Por isso, ao longo da história, diferentes métodos e abordagens foram surgindo, cada um tentando responder às necessidades de seu tempo.

    Conforme Soares (2021, p. 62):

    Um olhar histórico sobre a alfabetização escolar no Brasil revela uma trajetória de sucessivas mudanças conceituais e, consequentemente, metodológicas.

    Essa reflexão mostra como o processo de alfabetizar nunca foi estático. Diferentes perspectivas teóricas e práticas foram se sucedendo, transformando a forma como ensinamos a ler e escrever.

    Se por um lado isso evidencia que não existe um caminho único e definitivo, por outro também nos lembra que o professor precisa ter sensibilidade e flexibilidade para escolher recursos que dialoguem com as necessidades reais de cada criança. Métodos de alfabetização, sejam sintéticos, analíticos ou ecléticos, precisam ser vistos como instrumentos que só ganham sentido quando se transformam em experiências significativas.

    É nesse ponto que entram os jogos pedagógicos: eles não substituem o método, mas o enriquecem, criando oportunidades para que a criança desenvolva estratégias de leitura de forma lúdica.

    O jogo “Caça-charadas”, que eu trouxe hoje como sugestão, convida os alunos a exercitar a leitura e a compreensão a partir de pistas e enigmas simples. Enquanto procuram as respostas, eles mobilizam habilidades cognitivas essenciais, como a atenção seletiva e a rapidez na identificação de palavras e imagens. Dessa forma, o jogo não é apenas uma brincadeira, mas um recurso didático alinhado ao processo de alfabetização, capaz de tornar a aprendizagem mais ativa, prazerosa e eficaz.

    Quer mais detalhado algumas das habilidades estimuladas com o jogo? Parece que ouvi “simmmm”…Rsrs!

    Principais habilidades estimuladas com jogo Caça-charadas:

    • Leitura e compreensão: interpretar a charadinha para chegar à resposta correta.

    • Atenção seletiva: concentrar-se nos detalhes para identificar a imagem correspondente.

    • Velocidade de processamento: localizar a figura e escrever no tempo estimulado.

    • Escrita: registrar corretamente o nome da figura encontrada.

    • Associação palavra–imagem: relacionar o que se lê com o que se vê.
    • Memória de trabalho: reter a informação lida até encontrar e escrever a resposta.

    • Pensamento lógico: conectar pistas e resolver o enigma proposto.

    • Interação social: desenvolver cooperação e respeito às regras em atividades coletivas.

    Bacana demais, não é mesmo? Eu amo jogos assim! Agora vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Se possível, disponibilize uma ampulheta ou cronômetro.
    3. As cartas devem ser colocadas em uma pilha.
    4. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da pilha e lê a charadinha para outro colega tentar encontrar a imagem correspondente à resposta e, em seguida, escrever o nome da figura dentro do tempo estipulado. Se ele conseguir, fica com a carta. Do contrário, é preciso devolvê-la à pilha (colocando-a por último).
    5. Ganha quem conquistar mais cartas.

    É isso! Gostou? Que tal me contar? Eu amo quando vocês me enviam feedback, afinal, esta é a única maneira para eu ficar sabendo se meu trabalho está contribuindo.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 27 cartas com charadinhas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) O jogo pode ser usado tanto em sala de aula quanto em casa com a família?

    Sim! O Caça-charadas é versátil. Em sala de aula, pode ser usado como atividade em pequenos grupos ou como apoio em momentos de reforço. Em casa, torna-se uma forma lúdica de os pais acompanharem a alfabetização, promovendo momentos de interação afetiva e aprendizado ao mesmo tempo.

    2) Qual a faixa etária mais indicada para jogar Caça-charadas?

    O jogo é indicado, em especial, para crianças em processo de alfabetização inicial, geralmente entre os 5 e 8 anos. No entanto, pode ser adaptado para crianças mais velhas que ainda estejam consolidando leitura e escrita, ou mesmo para intervenções psicopedagógicas.

    3) Crianças em diferentes fases da alfabetização conseguem jogar juntas?

    Sim, e isso pode ser muito rico. As mais avançadas podem ajudar a ler as charadinhas ou escrever as palavras, enquanto as que estão em fases iniciais podem focar em identificar imagens e sons. Essa dinâmica favorece a cooperação e a aprendizagem entre pares.

    4) No texto você falou em métodos de alfabetização analíticos, sintéticos e ecléticos… o que seria isso?

    Métodos sintéticos: começam pelas partes menores (letras, sílabas) até chegar à palavra. Exemplo: método fônico ou silábico.

    Métodos analíticos: partem do todo para as partes, usando palavras, frases ou textos para depois analisar sílabas e letras. Exemplo: método global ou de contos.

    Métodos ecléticos: combinam aspectos dos dois anteriores, buscando equilibrar o trabalho com sílabas, palavras e textos. Exemplo: muitas práticas atuais que integram leitura de pequenos textos com atividades de consciência fonológica e escrita.

  • Qual Palavra Dá?

    Qual Palavra Dá?

    O-lá!

    Já não é mais possível negar que uma consciência fonológica bem desenvolvida contribui de forma significativa para a aprendizagem da leitura, não é mesmo? Diversas pesquisas corroboram com esta afirmação: quanto mais à vontade a criança manipula conscientemente os fonemas, mais rapidamente aprende a ler e a escrever.

    Segundo Artur Gomes de Morais (2022, p. 125, grifo do autor):

    […]Para sair de uma hipótese pré-silábica e começar a ‘fonetizar a escrita’ (desde o início da etapa silábica até a alfabética), a criança lança mão de várias habilidades de consciência fonológica que vai desenvolvendo.

    Hoje eu trouxe um jogo que dialoga diretamente com essas pesquisas. O “Que Palavra Dá?” foi elaborado com base em princípios da alfabetização que valorizam a consciência fonológica, a correspondência fonema-grafema e a construção significativa da leitura e da escrita.

    Este jogo estimula:

    • Consciência silábica e fonema-grafema: ao identificar e combinar sílabas iniciais para formar palavras.
    • Atenção, memória e pensamento lógico: ao selecionar e organizar as sílabas na ordem correta.
    • Expressão oral e interação social: ao ler em voz alta as palavras formadas e compartilhar com colegas em situações de jogo.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. As cartas devem ficar em uma pilha.
    3. Se possível, disponibilize uma ampulheta (30 segundos ou 1 minuto, conforme a realidade do grupo). Se não houver, utilize um cronômetro.
    4. Cada criança, na sua vez, vira uma carta da pilha, fala em voz alta os nomes dos animais e, a partir de suas sílabas iniciais, tenta descobrir qual palavra pode formar. Em seguida, dentro do tempo estipulado, procura essa palavra no tabuleiro.
    5. Se conseguir, fica com a carta; caso contrário, coloca de volta na pilha.
    6. Ganha o jogo quem conquistar mais cartas.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Vou ficar muito feliz se você me contar suas impressões.

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022

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    • 30 cartas;
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    Talvez você queira saber:

    1. Quantas crianças podem jogar ao mesmo tempo sem que a atividade perca o foco pedagógico?
    O ideal é jogar em duplas. Assim, cada uma tem oportunidade de participar, esperar a sua vez e manter a atenção no processo. Grupos muito grandes podem dispersar e dificultar o acompanhamento do adulto.

    2. O jogo pode ser utilizado em casa pelos pais ou é mais indicado para contextos escolares?
    Pode ser utilizado em ambos! Em casa, os pais encontram no jogo uma forma lúdica de apoiar a alfabetização, tornando o momento leve e divertido. Na escola, o professor pode usar o recurso de forma planejada, dentro de atividades coletivas ou em atendimento a pequenos grupos.

    3. De que forma posso avaliar se a criança está realmente aprendendo com o jogo?

    A observação é a principal ferramenta: notar se a criança identifica mais facilmente as sílabas iniciais, se consegue combinar e formar palavras com autonomia  e se participa de forma mais ativa. A evolução aparece tanto na rapidez com que encontra as palavras quanto na segurança ao falar e ler em voz alta.

  • Número Secreto

    Número Secreto

    O-lá!

    Muita gente reconhece o quanto a matemática está em tudo: nas compras do mercado, no trabalho, na organização do tempo, na compreensão de dados… Ainda assim, com frequência, a disciplina ganha fama de “difícil” ou “distante da vida real”.

    Como lembram os autores:

    A matemática é uma ciência curiosa e interessante, cujas aplicações na vida cotidiana e no mundo do trabalho e das ciências são de importância reconhecida por todos. Entretanto, a imagem pública da matemática escolar, construída ao longo das décadas, parece divorciada da importância que a ela se atribui” (BIGODE; FRANT, 2011, p. 6)

    Nossa proposta com o jogo “Número Secreto” é contribuir para aproximar a matemática da experiência da criança, transformando o conteúdo em descoberta, investigação e conversa. Ao ler pistas, comparar possibilidades e justificar a resposta, a criança vivencia a matemática como linguagem para pensar, e não apenas como um conjunto de contas.

    O que a criança pratica ao jogar:

    • Pensamento lógico-dedutivo: encadear pistas, eliminar hipóteses e sustentar a escolha final com argumentos (ex.: “é 50 porque é par, está entre 46 e 51 e não é o dobro de 24”).
    • Compreensão da reta numérica (0–100): ordenar, estimar, perceber intervalos (“maior que… menor que…”), localizar números e pensar em vizinhanças numéricas.
    • Fatos básicos e operações: somar, subtrair, multiplicar e dividir.
    • Propriedades simples dos números: par/ímpar, composição e decomposição (10 + 15), aproximações e pistas ligadas a tabuadas familiares.
    • Linguagem matemática e clareza comunicativa: ler com atenção, interpretar “maior que e…” e explicar o raciocínio ao colega.
    • Funções executivas: atenção sustentada, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e autocontrole.

    Por que funciona:

    • Contexto de brincadeira: a dinâmica de descobrir o número cria propósito e engajamento.
    • Pistas curtas e progressivas: cada carta pede combinar informações; nenhuma pista isolada resolve tudo, o que favorece o pensamento lógico-dedutivo e evita chutes.
    • Feedback imediato: ao verificar a resposta, a criança percebe onde acertou ou errou e ajusta estratégias.
    • Generalização: os mesmos modos de pensar (comparar, estimar, justificar) aparecem na vida diária, como no troco, na leitura de tabelas e de horários.

    Mediação que potencializa a aprendizagem:

    Modelar a leitura das pistas: ler pausadamente e sublinhar palavras-chave (“maior que…”, “par/ímpar”, “dividir por 2”).

    Pedir justificativas: “qual pista eliminou esse número?” e “o que te fez trocar de hipótese?”.

    Ufa! Cansei… Rsrs! Vamos a explicação do jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana.
    2. Deixe as fichas em uma pilha.
    3. Cada jogador, na sua vez, pega uma ficha da pilha e lê as pistas para o outro jogador tentar descobrir o número secreto.
    4. Se acertar, quem adivinhou fica com a ficha. Se errar, quem leu as pistas fica com a ficha.
    5. Vence quem conquistar mais fichas ao final.

    Quando a matemática aparece em forma de investigação, ela retoma seu lugar de origem: uma maneira potente de observar, perguntar, testar e concluir. É isso que o “Número Secreto” oferece: um convite para que cada criança se sinta capaz de pensar matematicamente e encontre prazer em descobrir, pista a pista, como os números se organizam e fazem sentido.

    É isso, gostou do que viu por aqui? Que tal me deixar saber?

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica

    BIGODE, Antonio J.L; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

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    • 30 fichas;
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    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1. Para qual faixa etária o jogo é indicado?

    O Número Secreto é indicado, em geral, para crianças de 6 a 9 anos, podendo variar conforme os conhecimentos prévios da turma. Para as crianças menores ou em fase inicial, é fundamental oferecer apoio concreto e visual (tampinhas, palitos de picolé) para os cálculos, além, claro, de mediação próxima do adulto.

    2. Como organizar a dinâmica do jogo com a turma?

    Funciona muito bem jogar em duplas, alternando os papéis de leitor e detetive a cada carta; em turmas maiores, organize estações e faça rodízio entre as duplas.

    3. Como lidar com erros e evitar chutes?

    Estabeleça a regra de que a criança só responde depois de ouvir as três pistas e sempre com justificativa do tipo “é 50 porque…”. Peça que ela liste dois ou três candidatos no tabuleiro e vá eliminando cada um dizendo qual pista descartou, antes de decidir. Ofereça feedback imediato, perguntando “Por que você eliminou este número?” e modelando o raciocínio quando preciso.