Autor: Solange Moll

  • Escalada Matemática

    Escalada Matemática

    O-lá!

    Muitas vezes, quando a criança encontra dificuldade em matemática, o problema não está apenas na conta. Está no processo de pensar, decidir por onde começar e encontrar caminhos possíveis.

    Desenvolver o pensamento lógico é justamente ajudar a criança a sair da execução automática e entrar em um lugar de análise, escolha e construção de estratégias. E é nesse ponto que o jogo se torna um recurso potente.

    Como destacam MACEDO; PETTY e PASSOS (2000, p. 13):

    […] jogos são propostos com o objetivo de coletar importantes informações sobre como o sujeito pensa, para ir simultaneamente transformando o momento do jogo em um meio favorável à criação de situações que apresentam problemas a serem solucionados […] de modo que possa produzir um resultado favorável ou, se isso não ocorre, que aprenda a analisar os diferentes aspectos do processo que o impediram de atingi-lo.

    Ou seja, o jogo permite observar o raciocínio da criança enquanto cria condições reais para que ela se desenvolva.

    Foi com esse olhar que eu trouxe hoje o jogo Escalada Matemática.

    A proposta não é comum e esse é justamente o seu diferencial. A criança sorteia um resultado e, em seguida, descobre qual operação deverá utilizar, podendo ser adição, subtração, multiplicação ou divisão. A partir disso, precisa construir um cálculo que leve exatamente àquele número. Logo abaixo tem mais detalhes…

    Essa inversão muda completamente a forma de pensar. Em vez de resolver uma conta pronta, a criança precisa criar a conta. Isso exige análise, tentativa, revisão de estratégias e flexibilidade cognitiva.

    Não se trata apenas de calcular. Trata-se de pensar sobre como calcular.

    Algumas habilidades estimuladas:

    • pensamento lógico;
    • flexibilidade cognitiva;
    • raciocínio matemático;
    • resolução de problemas;
    • planejamento de estratégias;
    • atenção e concentração;
    • análise e revisão de erros.

    Sugestões de uso:

    1. Fixe o tabuleiro em uma parede, de forma que todas as crianças consigam visualizar bem.
    2. Na sua vez, a criança pega uma carta com um número e lança o dado. A operação sorteada indica qual cálculo ela deverá construir para chegar exatamente ao resultado da carta.
      Se conseguir, avança com seu peão (lagartixa) para a próxima janela. Se ao lançar o dado cair em “Ops!”, passa a vez.
    3. Vence quem alcançar o telhado primeiro.

    Dica: Incentive a criança a explicar como pensou. Isso enriquece o raciocínio e amplia as possibilidades de aprendizagem.

    Ao longo do jogo, a criança percebe que nem sempre o primeiro caminho funciona. Ela testa, ajusta e tenta novamente. Esse movimento é essencial para a construção do pensamento lógico. Mais do que vencer, o que está em jogo é a forma como a criança pensa, analisa e aprende com o próprio processo. É isso que sustenta uma aprendizagem mais sólida e significativa.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica:

    MACEDO, Lino de; PETTY, Ana Lúcia Sicoli; PASSOS, Norimar Christe. Aprender com jogos e situações-problema. Porto Alegre: Artmed, 2000.

     

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    • 24 cartas;
    • 01 dado adição, subtração, multiplicação, divisão;
    • 02 peões;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar! Experimente deixar as crianças participarem da montagem 😉

  • Puxa Palavras

    Puxa Palavras

    O-lá! 😊

    No processo de alfabetização, é muito comum pensarmos leitura e escrita como habilidades separadas. No entanto, do ponto de vista do desenvolvimento, elas caminham juntas e se influenciam constantemente.

    Mesmo quando a proposta envolve apenas leitura, é importante compreender que há impactos diretos sobre a escrita. Ao ler, a criança entra em contato com as formas convencionais das palavras, observa regularidades e começa a construir representações mentais sobre como elas são organizadas.

    Como aponta Magda Soares (2016, p. 84):

    […] Assim, a escrita alfabética prepara e estimula o uso de uma estratégia alfabética na leitura; por outro lado, a leitura propicia a internalização de representações ortográficas que podem ser transferidas para uma escrita ortográfica.

    Isso significa que, mesmo em atividades centradas na leitura, a criança está, ao mesmo tempo, fortalecendo bases importantes para a escrita, especialmente no que se refere à consolidação de padrões ortográficos.

    Pensando nisso, trago como sugestão o jogo “Puxa Palavras”, que trabalha a leitura de forma significativa e favorece esse processo.

    Algumas habilidades estimuladas:

    • Leitura de palavras;
    • Atenção à estrutura das palavras (sílabas);
    • Identificação da última sílaba e relação com o início de outra palavra;
    • Ampliação de vocabulário;
    • Pensamento lógico-dedutivo;
    • Atenção e concentração.

    Sugestão de uso do jogo

    1. Organize as crianças sentadas em círculo.
    2. Distribua igualmente as cartas entre as crianças. O que sobrar, deixe de lado para uma eventual compra.
    3. Coloque a locomotiva que puxa o vagão com a palavra “nove” no centro da mesa.
    4. A criança que tiver uma carta com uma palavra que começa com “VE” (última sílaba de “nove”) deve colocá-la ao lado do vagão. O jogo segue dessa forma, sempre conectando a última sílaba de uma palavra ao início da próxima.
    5. O jogo termina quando não houver mais vagões.

    Este não é um jogo com ganhadores ou perdedores, a montagem do trem é coletiva.

    Propostas como essa mostram, na prática, como a leitura pode ser trabalhada de forma ativa e significativa, contribuindo para o avanço da alfabetização como um todo.

    Gostou do que viu por aqui? O jogo está disponível gratuitamente na nossa loja.

    Espero que essa proposta contribua com a sua prática e torne o momento de leitura ainda mais significativo para as crianças. 💛
    Depois me conta como foi!

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

     

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    • 01 embalagem;
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  • Papa Erros

    Papa Erros

    O-lá!

    Quando a criança chega à escrita alfabética, muita coisa já foi conquistada, por exemplo: ela compreende a relação entre sons e letras e consegue registrar palavras de forma legível. Mas é justamente aqui que surge um novo desafio e, muitas vezes, o mais persistente: a ortografia.

    Se antes o foco estava em entender como representar os sons, agora entra em cena a escolha da letra quando há mais de uma possibilidade para o mesmo som.

    O desafio das correspondências irregulares

    Na língua portuguesa, nem sempre há uma regra que dê conta de tudo. Existem as chamadas correspondências fonográficas irregulares, ou seja, situações em que o mesmo som pode ser representado por letras diferentes, sem uma regra simples que permita generalização.

    Um exemplo clássico:
    • gigante (com G)
    • jiló (com J)

    As duas palavras começam com o mesmo som, mas são escritas de formas diferentes. E aí não tem “regra salvadora” que resolva: a criança precisa aprender e lembrar.

    Compreensão x memorização

    Esse é um ponto essencial para quem ensina.

    Nas regularidades, a criança pode compreender padrões. Já nas irregularidades, o caminho é outro: entra em cena a memória ortográfica.

    Ou seja, a criança precisa:
    • ver a palavra várias vezes;
    • usá-la em diferentes contextos;
    • e, aos poucos, fixar sua forma correta.

    Não é sobre “decorar por decorar”, mas sobre conviver com a palavra até que ela se torne familiar.

    O que priorizar no ensino?

    Nem toda palavra precisa ser cobrada da mesma forma, e esse é um cuidado pedagógico importante.

    Como destacam Artur Gomes de Morais e Tarciana Pereira da Silva Almeida (2022, p. 21):

    […] pensamos que é mais importante ajudar a criança a, desde cedo, escrever ‘homem’, ‘hoje’, e ‘hora’, palavras que reaparecerão nos textos de que será autora, do que cobrar, aos 7 ou 8 anos, que ela não erre ao escrever palavras raras como ‘harpa’, ‘holofote’ ou ‘hélice’.

    Essa reflexão nos convida a olhar com mais intenção para aquilo que ensinamos.

    Faz mais sentido, nesse momento em que a criança começa a se apropriar da ortografia, investir em palavras frequentes, significativas e que aparecem na produção da própria criança, do que exigir precisão em palavras pouco usuais.

    Uma proposta lúdica para esse momento

    Pensando nesse desafio, hoje eu trouxe uma sugestão lúdica para mediar esse processo e levar a criança a refletir sobre a escrita: o jogo “Papa Erros”.

    Na elaboração do jogo, procurei selecionar palavras irregulares de uso frequente, ou seja, algumas que a criança, possivelmente, irá utilizar em seus textos no dia a dia. Assim, o aprendizado se torna mais significativo e funcional.

    Habilidades estimuladas

    Com o jogo, é possível trabalhar:

    • palavras com S / Z, X / CH, C / Ç / SC, R / RR, G/J entre outras;
    • construção da memória ortográfica;
    • atenção e concentração;
    • reflexão sobre a escrita.

    Agora vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de uso

    1. Deixe que cada criança escolha o seu “monstro” (o seu lado).
    2. Coloque as cartas em uma pilha.
    3. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da pilha, lê para o seu oponente a frase e diz qual palavra ele deverá soletrar.
    4. Se ele errar, deverá puxar o seu lado da tira, de modo que o monstro “coma” uma pastilha.
    5. Perde o jogo quem primeiro ficar sem nenhuma pastilha.

    Dica: Para favorecer a internalização da escrita correta dessas palavras, é importante que as crianças também as escrevam. Isso pode ser feito durante o jogo ou após, conforme vocês acharem mais pertinente.

    É, turma… quando o desafio deixa de ser “como escrever” e passa a ser “como escrever corretamente”, entramos no campo da ortografia. E, nesse campo, entender o que é regra e o que é memória faz toda a diferença. O uso de estratégias lúdicas pode tornar esse processo muito mais envolvente e eficaz.

    É isso o que eu tinha para vocês hoje. Gostaram do que viram por aqui? Espero que sim… hehe!

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Jogos para ensinar ortografia: ludicidade e reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

     

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    • 36 cartas;
    • 04 “monstrinhos”
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  • Frase Escondida

    Frase Escondida

    O-lá!

    Estimular a leitura desde a mais tenra idade é abrir portas para o desenvolvimento integral da criança. Muito antes de saber decodificar palavras, ela já pode (e deve) ser inserida em um ambiente rico em linguagem: ouvir histórias, manusear livros, observar imagens, brincar com sons e palavras. Esse contato contribui para o desenvolvimento da imaginação, da oralidade, da atenção e da construção de sentido, bases fundamentais para a alfabetização.

    Como nos lembra Stanislas Dehaene (2012, p. 250):

    […] a pedagogia não será jamais uma ciência exata. Contudo, entre a infinidade de formas de alimentar um cérebro com palavras, algumas são bem melhores do que outras. Cabe a cada professor experimentar com zelo e rigor a fim de identificar, dia após dia, os estímulos ótimos com os quais se alimentarão os alunos.

    Nesse processo, é essencial oferecer experiências significativas e envolventes. E é aí que os jogos entram como grandes aliados, especialmente para as crianças em início do processo de alfabetização.

    Os jogos tornam a aprendizagem mais leve, prazerosa e motivadora. Ao brincar, a criança se envolve emocionalmente, presta mais atenção, se arrisca mais e aprende sem o peso da obrigação. Além disso, os jogos favorecem a repetição de forma natural, o que é fundamental para a consolidação das aprendizagens iniciais, como o reconhecimento de palavras, a construção de frases e a compreensão leitora.

    Hoje, eu trouxe como sugestão o jogo “Frase Escondida”, uma proposta muito rica em possibilidades! Vamos ver?

    Habilidades estimuladas com o jogo:

    • Leitura de palavras e frases;
    • compreensão leitora;
    • atenção e concentração;
    • pensamento lógico;
    • organização da linguagem escrita;
    • construção de frases simples;
    • Formulação de hipóteses.

    Sugestão de uso:

    1. Apresente a atividade para a criança com a frase coberta.
    2. A criança deverá ler as pistas com atenção e tentar descobrir qual é a frase escondida.
    3. Após levantar hipóteses, ela registra sua resposta (escrevendo ou falando, dependendo do nível) e, em seguida, você revela a frase para ela conferir.

    É isso! Gostou do jogo?

    Jogos como esse mostram que aprender a ler pode (e deve!) ser um processo cheio de sentido, desafio e diversão.

    Um abraço e até o próximo post! 💛

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2018.

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    • fichas com palavras e figuras;
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  • No Rastro das Palavras

    No Rastro das Palavras

    O-lá!

    Durante o processo de alfabetização, é comum encontrarmos atividades em que a criança apenas copia palavras ou repete exercícios. Embora essas propostas tenham seu espaço, elas nem sempre favorecem algo essencial: o ato de pensar sobre a escrita.

    Aprender a escrever envolve mais do que reproduzir. A criança precisa observar, comparar, levantar hipóteses e tomar decisões. É nesse movimento que a aprendizagem se torna mais significativa.

    Nesse sentido, propor desafios é fundamental. Como afirma Lev Vygotsky:

    O aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer. (VYGOTSKY, 1991, p. 101)

    Essa ideia reforça que o ensino precisa criar situações em que a criança seja desafiada a pensar, e não apenas a repetir.

    Quando a criança precisa descobrir uma palavra a partir de pistas, como é o caso do jogo “No Rastro das Palavras”, que eu trouxe hoje como sugestão, a criança não está apenas tentando acertar. Ela está: analisando informações, fazendo relações, testando possibilidades, organizando o próprio pensamento.

    Esse tipo de atividade contribui para uma aprendizagem mais ativa, em que a escrita passa a fazer sentido.

    Habilidades estimuladas:

    • leitura e interpretação de pistas;
    • escrita de palavras;
    • pensamento lógico;
    • atenção e concentração;
    • formulação de hipóteses;
    • tomada de decisão;
    • autonomia.

    Vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de Uso:

    1. Cubra a imagem com a carta do investigador.
    2. A criança deve ler as pistas e tentar descobrir qual é a figura que está escondida.
    3. Em seguida, ela escreve o seu palpite. Depois, revele a imagem para conferir se acertou.

    Considerações finais:

    Criar oportunidades para que a criança pense antes de escrever é um passo importante para tornar a aprendizagem mais significativa.

    Quando há desafio, envolvimento e propósito, o processo de alfabetização se torna mais potente e também mais interessante para quem aprende.

    Referência Bibliográfica:

    Lev Vygotsky, L. S. A formação social da mente. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

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    • 27 cartas;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

     

  • Caçada Monstruosa

    Caçada Monstruosa

    O-lá!

    Iniciar a relação das crianças com os números nem sempre é tão simples quanto parece. Muitas vezes, quando uma criança consegue recitar a sequência numérica “um, dois, três, quatro…”, temos a impressão de que ela já domina a contagem. No entanto, essa é apenas uma parte do processo.

    Contar envolve compreender relações, estabelecer correspondências e perceber quantidades de forma significativa. Como explicam os autores:

    Quando uma criança recita com certa facilidade os números de 1 a 10, pode parecer que ensinar contagem seja simples. Não é, contar é diferente de recitar. Contar implica perceber que cada objeto corresponde somente a um termo da contagem e que não se deve pular nem repetir um objeto. (BIGODE; FRANT, 2011, p. 9)

    Ou seja, mais do que repetir números, a criança precisa compreender que cada objeto contado corresponde a um único número da sequência. Essa construção acontece aos poucos e ganha muito mais sentido quando a aprendizagem ocorre em situações concretas e lúdicas.

    Pensando nisso, eu trouxe como sugestão o jogo “Caçada Monstruosa“, uma proposta simples e divertida que contribui para o desenvolvimento dessas noções iniciais de número e contagem. E tenho uma notícia bem legal: o PDF do jogo está gratuito para você baixar e usar com as crianças. Um presentinho monstruosamente divertido para tornar a aprendizagem ainda mais significativa…Rsrs!.👾

    Habilidades estimuladas com o jogo:

    • contagem com correspondência um a um;
    • reconhecimento dos números 1 a 20;
    • relação entre número e quantidade;
    • atenção e concentração;
    • pensamento lógico;
    • percepção visual.

    Sugestão de uso:

    1. Entregue um tabuleiro para cada criança.
    2. As cartas devem ficar em uma pilha, com as imagens voltadas para baixo.
    3. Na sua vez, uma das crianças pega uma carta e conta quantos monstrinhos há nela.
    4. Depois, procura no tabuleiro o número que corresponde à quantidade e o marca.
    5. Em seguida, coloca a carta utilizada embaixo da pilha.
    6. Se pegar uma carta com a frase “Ops! Pausa monstruosa“, deve esperar uma rodada sem jogar.
    7. Vence quem marcar primeiro todos os números do seu tabuleiro.

    Aprender números pode e deve ser uma experiência cheia de sentido, curiosidade e descoberta. E quando o jogo entra em cena, a aprendizagem costuma acontecer de forma muito mais natural e envolvente.

    Gostou do que viu por aqui? Espero que sim.

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica:

    BIGODE, Antonio J.L; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF GRÁTIS contendo:

    • 24 cartas;
    • 01 tabuleiro;
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    É para você imprimir, montar e jogar 🙂

  • Mas…

    Mas…

    O-lá!

    Compreender um texto é um processo cognitivo ativo, no qual o leitor precisa relacionar ideias, prever sentidos e construir significados.  Segundo Isabel Solé (1998, p. 72):

    O ensino de estratégias de compreensão contribui para dotar os alunos dos recursos necessários para aprender a aprender.

    Ainda, conforme Isabel Solé (1998, p. 23):

    […] Para ler necessitamos simultaneamente manejar com destreza as habilidades de decodificação e aportar ao texto nossos objetivos, ideias e experiências prévias […]

    Portanto, a leitura é um processo de construção de significado no qual o leitor interage com o texto e utiliza seus conhecimentos prévios para compreender e aprender com o que lê.

    Se compreender envolve estratégia, reflexão e construção de sentido, precisamos oferecer às crianças oportunidades reais de exercitar essas habilidades. É nesse contexto que a ludicidade se torna uma grande aliada.

    Quando utilizamos jogos para trabalhar a compreensão leitora, tornamos a aprendizagem mais dinâmica, significativa e envolvente. As crianças, com mais frequência, participam ativamente e, nesse movimento, mobilizam estratégias cognitivas importantes para compreender o que leem.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo “Mas”, que estimula diversas habilidades relacionadas à leitura. Vamos ver quais são elas?

    Habilidades estimuladas:

    • Compreensão leitora: entender a ideia inicial da frase e buscar uma continuação que mantenha coerência;
    • Construção de sentido: perceber como o conectivo “mas” introduz contraste e exige relação lógica entre as partes;
    • Inferência: antecipar possíveis desfechos e avaliar qual opção faz sentido no contexto;
    • Pensamento lógico: comparar alternativas, eliminar incoerências e tomar decisões fundamentadas;
    • Consciência sintática: compreender como as partes da frase se organizam e se articulam semanticamente;
    • Argumentação oral: justificar escolhas e explicar o próprio raciocínio durante o jogo;
    • Atenção e concentração: acompanhar as jogadas e observar o que já foi marcado no tabuleiro coletivo.

    Bom demais, não é mesmo? Agora vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa e as cartas em uma pilha.
    2. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da pilha. Em seguida, procura no tabuleiro um quadro que tenha um final coerente para a frase da carta. Os círculos coloridos ajudam a identificar em qual coluna está a continuação correta.
    3. Após identificar, deve marcar o quadro.
    4. Fechou uma coluna? Quem marcou o último quadro é o vencedor.

    Percebeu que o jogo instiga não apenas a ler, mas também a pensar sobre o que foi lido, analisar possibilidades e decidir qual continuação constrói sentido?

    Mais do que completar frases, o jogo convida a criança a construir significado, argumentar e refletir. E quando a leitura ganha intenção, diálogo e propósito ela passa a ser compreensão de verdade.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.

     

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  • Acerte a Porta

    Acerte a Porta

    O-lá!

    Muitas vezes, ao olhar para uma turma, é fácil cair na expectativa de que todas as crianças aprendam no mesmo ritmo, da mesma forma e ao mesmo tempo. Mas a aprendizagem não é uma linha reta; ela é atravessada por histórias, experiências, vínculos e singularidades.

    Duas crianças, na mesma idade, possuem a janela da mesma inteligência com o mesmo nível de abertura, isso não significa, entretanto, que sejam iguais. A história genética de cada uma pode fazer com que o efeito dos estímulos sobre essa abertura seja maior ou menor, produz o efeito mais imediato ou mais lento. (ANTUNES, 2003, p. 19)

    Essa citação nos convida a algo essencial: olhar para a criança que está diante de nós.

    Sim, elas podem ter a mesma idade. Podem estar na mesma turma. Podem ter acesso aos mesmos estímulos. Mas cada uma carrega uma história única, genética, emocional, familiar e cultural. E isso influencia a forma como aprende, o tempo que precisa e o jeito como responde.

    E está tudo bem.

    Respeitar o desenvolvimento não significa deixar de estimular. Pelo contrário, significa oferecer oportunidades com sensibilidade. Significa propor desafios possíveis. Significa compreender que o ritmo pode ser mais imediato para alguns e mais lento para outros, e que isso não define capacidade.

    É nesse ponto que os jogos se tornam grandes aliados.

    Quando a aprendizagem acontece em clima de jogo, ela fica mais leve, mais tranquila e menos carregada de cobrança. O erro deixa de ser ameaça e passa a ser parte do processo.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo “Acerte a Porta”, voltado para a alfabetização.

    Nele, a criança faz um palpite sobre qual porta tem a sílaba que completa o nome da figura. Existe um elemento de sorte envolvido e isso é intencional, porque tira da criança o peso de precisar acertar. Acertar pode ser uma conquista. Não acertar pode ser apenas parte da brincadeira.

    Não é sobre pressão do tipo “essa sílaba com essa vai formar a palavra e se errar?”.
    É sobre investigar, testar e descobrir juntos.

    Habilidades estimuladas:

    • Leitura de sílabas;
    • formação de palavras;
    • atenção e concentração;
    • interação e troca entre as crianças.

    Agora vamos ver como utilizar este jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Peça para a criança escolher uma carta.
    2. Ela deve dizer o nome da figura e ler a sílaba em destaque.
    3. Em seguida, fará um palpite sobre onde está o final do nome da figura: Porta 1, Porta 2 ou Porta 3.
    4. Depois, deve baixar a faixa da carta para revelar as sílabas disponíveis e conferir se acertou.
    5. Se acertou, recebe uma ficha de chave.
    6. Ganha o jogo quem primeiro conquistar 3 chaves.

    Dica: incentive a criança a testar com as outras sílabas e observar se alguma palavra se forma.

    Viu que bacana este jogo? A criança faz um palpite. O grupo verifica. Conversam. Ajustam. Tentam de novo. E assim, respeitando a história de cada um, a alfabetização vai acontecendo de forma mais suave, mais humana e mais potente.

    Gostou?

    Referência Bibliográfica
    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

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    • Instruções de Uso.
  • Vira Palavra

    Vira Palavra

    O-lá!

    A leitura  é uma construção cultural relativamente recente na história da humanidade. Diferente da linguagem oral, que se desenvolve naturalmente nas crianças, a leitura depende de um processo de aprendizagem mediado, no qual a criança precisa compreender como os sinais gráficos representam a linguagem.

    Como destaca Stanislas Dehaene (2012, p. 19):

    A leitura não é senão um exemplo das atividades culturais surpreendentemente diversas que a espécie humana criou numa dezena de milhares de anos.

    Isso significa que aprender a ler envolve entrar em contato com práticas culturais específicas e, pouco a pouco, compreender como as palavras são formadas e organizadas. Nesse percurso, jogos que convidam a criança a manipular sílabas, testar combinações e buscar palavras conhecidas podem favorecer reflexões importantes sobre a estrutura da língua escrita.

    Pensando em contribuir com esse processo de aprendizagem, eu hoje trouxe o jogo Vira Palavra, uma proposta simples que estimula a criança a formar palavras a partir das sílabas disponíveis no tabuleiro, mobilizando diferentes habilidades cognitivas e linguísticas.

    Algumas habilidades estimuladas:

    • Formação e reconhecimento de palavras;
    • flexibilidade cognitiva ao testar diferentes combinações de sílabas;
    • recuperação de palavras do repertório linguístico da criança;
    • atenção e agilidade de pensamento.

    Agora vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Na sua vez, a criança joga o dado. O número sorteado indica a quantidade de sílabas que deverá usar do tabuleiro para formar uma palavra, dentro de um tempo estipulado. Se possível, disponibilize uma ampulheta para marcar o tempo.
    3. Se conseguir formar a palavra, ganha uma estrela.
    4. As sílabas só podem ser utilizadas uma vez.
    5. Ganha o jogo quem primeiro conquistar 3 estrelas.

    Viu que jogo bacana? Ao tentar formar palavras dentro de um tempo determinado, a criança precisa observar as sílabas disponíveis, explorar combinações possíveis e recuperar palavras que já fazem parte de seu repertório. Assim, o jogo cria um contexto desafiador e ao mesmo tempo lúdico para pensar sobre a formação das palavras.

    Propostas simples como essa mostram que aprender a ler e a escrever também pode ser um momento de investigação e descoberta. Quando a criança é convidada a brincar com as palavras, observar suas partes e testar possibilidades, ela passa a se aproximar da língua escrita de forma mais ativa e significativa.

    É isso! Espero que o Vira Palavra possa contribuir com momentos de desafio, diversão e aprendizagem.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

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    • 01 tabuleiro;
    • 01 dado;
    • fichas com estrelas;
    • instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

  • Par Sonoro

    Par Sonoro

    O-lá!

    Toda palavra tem um som, um ritmo e uma forma de se mover na boca. Quando as crianças escutam, repetem e brincam com as palavras, elas estão descobrindo como a língua funciona. É nesse jogo entre o som e o sentido que começa a nascer a consciência fonológica, uma habilidade essencial para compreender que a fala pode ser representada pela escrita.

    Ao brincar com sílabas, rimas e sons iniciais, as crianças aprendem a perceber que as palavras são formadas por partes menores e que esses pedaços sonoros se organizam de maneira significativa. Essa percepção, construída de forma lúdica e espontânea, cria as bases para o desenvolvimento da leitura e da escrita.

    Como explica Artur Gomes de Morais (2022, p. 23):

    […] a escola pode direcionar a reflexão das crianças, ajudando-as, por exemplo, a ver que palavras que começam (ou terminam) de modo parecido quando falamos tendem a ser escritas com as mesmas letras. Não vemos ganho em deixar nossos alunos terem que descobrir isso sozinhos.

    E é justamente nessa direção que entra o olhar do educador e, de modo muito especial, o olhar do psicopedagogo. Afinal, algumas crianças precisam de um acompanhamento mais individualizado para desenvolver essa escuta atenta e compreender melhor a relação entre som e escrita.

    Pensando nisso, nasceu o jogo “Par Sonoro”. Um recurso lúdico que estimula a consciência fonológica por meio da brincadeira com sílabas, rimas e sons iniciais.

    Veja algumas habilidades estimuladas:

    • Consciência fonológica, envolvendo diferentes níveis, como: Consciência de aliteração, ao identificar palavras que começam com o mesmo som. Consciência de rima, ao perceber palavras que terminam de modo semelhante. Consciência de quantidade silábica, ao comparar e identificar palavras com o mesmo número de sílabas;
    • Percepção auditiva: ao discriminar sons semelhantes e diferentes nas palavras;
    • Atenção e concentração: ao ouvir atentamente para perceber o som inicial, final ou a estrutura sonora das palavras;
    • Memória de trabalho: ao reter informações sonoras para realizar as associações corretas;
    • Pensamento lógico e flexibilidade cognitiva: ao refletir sobre as relações entre fala e escrita e adaptar estratégias conforme o desafio;
    • Reconhecimento das correspondências entre sons e letras: passo fundamental no processo de alfabetização.Reconhecimento das correspondências entre sons e letras: passo fundamental no processo de alfabetização.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa e espalhe as cartas com as figuras viradas para baixo.
    2. Cada criança, na sua vez, joga o dado e avança com o seu peão até a próxima casa da mesma cor sorteada. Ao chegar, diz em voz alta o nome da figura indicada no tabuleiro e vira uma carta da mesa, seguindo a regra correspondente à cor da casa:
    • Casa rosa: deve procurar outra carta cujo nome comece com o mesmo som inicial da figura de referência (aliteração);
    • Casa amarela: deve procurar uma carta cujo nome rime com o nome da figura de referência;
    • Casa azul: deve procurar uma carta cujo nome tenha a mesma quantidade de sílabas da figura de referência.
    1. Se a criança virar uma carta que não forme o par sonoro esperado, ela retorna o peão para a casa em que estava antes da jogada.
    2. Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.

    Observação:
    O jogo pode ser realizado de forma totalmente oral ou, conforme o nível das crianças, incluir o registro escrito. À medida que os pares forem formados, as crianças podem escrever os nomes das figuras, favorecendo a reflexão sobre a relação entre som e escrita. Ah, o arquivo PDF com este jogo está gratuito na nossa loja. Bom demais, né?

    É isso! Ah, o arquivo PDF com este jogo está gratuitoooo! Gostou?

    Espero que o “Par Sonoro” desperte muitas descobertas, risadas e bons momentos de aprendizagem. Que ele contribua não apenas para desenvolver habilidades importantes, mas também para aproximar ainda mais as crianças do prazer de ouvir, pensar e brincar com os sons das palavras.

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022

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