Autor: Solange Moll

  • Sobrou, Aproveitou!

    Sobrou, Aproveitou!

    O-lá!

    Quando uma criança aprende a ler e a escrever ela tem acesso a um mundo com mais possibilidades e, sem dúvida nenhuma, há alterações a nível cognitivo e emocional neste processo. Agora, você sabe o que a criança aprende quando, finalmente, se apropria do sistema de escrita alfabética?

    Magda Soares (2022, p. 43) dizia que ela aprende duas coisas:

    “- Aprende que a palavra oral é uma cadeia sonora independente de seu significado e possível de ser segmentada em pequenas unidades;

    – aprende que cada uma dessas pequenas unidades sonoras da palavra é representada por formas visuais específicas – as letras.”

    Ou seja, no caminho do processo de alfabetização, bem lá no comecinho, é comum a criança fazer desenhos e achar que está escrevendo. À medida que ela vai recebendo a instrução adequada e fazendo trocas com seus colegas, vai aos poucos compreendendo que para escrever é preciso utilizar letras e, um pouco mais adiante, entende que não são quaisquer letras. Assim, de forma progressiva, chega a compreensão de que as letras representam os sons da nossa fala. Quando ela conquistou essa compreensão, já percorreu um bom caminho (abordamos todo este conteúdo detalhadamente e indicamos intervenção adequada em cada uma das etapas no curso “Em Rota para a Alfabetização“).

    O recurso que eu trouxe hoje como sugestão é adequado para crianças que já chegaram a este entendimento; ou seja, já sabem que a escrita representa a nossa fala, inclusive, já conhecem sílabas, mas, não é porque entenderam que já dominam por completo, não é mesmo?

    Ah, além da alfabetização, com este jogo podemos estimular o pensamento lógico. Vamos ver como? 

    Sugestão de uso:

    Comece pedindo para a criança agrupar as cartas que têm figuras pertencentes às mesmas categorias. Incentive a verbalização das escolhas (animais, meios de transporte, alimentos, etc.).  

    Após, peça a criança para escolher uma cartela e procurar quais sílabas formam o nome da figura em destaque.

    Após, tentar formar outra palavra com as sílabas que sobraram. Dica: sempre formará uma palavra da mesma categoria da figura em destaque. Ou seja, se tiver uma imagem de uma moto, as sílabas que sobraram formarão o nome de um outro meio de transporte.

    Após, você pode ampliar para escrita de frases.

    O que você achou? Conta para mim?

    Um abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.  

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 24 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

     

  • Se Liga Nessa

    Se Liga Nessa

    O-lá!

    PDF GRÁTIIIIS!! Uhuuu! Já sabe que eu estou feliz só por imaginar o seu sorriso, né?! Hehe

    O objetivo do jogo “Se Liga Nessa” é estimular a percepção, a atenção, orientação espacial (frente, atrás, direita, esquerda) e a construção do número.

    É também uma maneira bem divertida de iniciar a relação das crianças com os números. Inclusive, isso é muito importante porque, por mais que haja pessoas que torçam o nariz quando ouvem a palavra matemática (Ei, claro que não estou falando de mim ou de você…Rsrs), ela está em nosso dia a dia em diversas ocasiões: nas compras, nas estimativas (virão cinco pessoas para o almoço, então preciso de “x” xícaras de arroz), nas contagens, etc. Portanto, o melhor a fazer é, desde cedo, estabelecer um bom relacionamento com os números para uma “convivência sadia”… Rsrs

    Uma das “tarefas” deste jogo será a contagem e isso, preciso dizer, é diferente de ensinar a recitar números. Quem trabalha na Educação já sabe disso porque aprendeu em sua formação. Estou escrevendo porque sei que alguns pais passam por aqui e, por não saber a diferença, acreditam que seus filhos estão tendo um bom desenvolvimento lógico-matemático porque já sabem contar oralmente até 10, 20, 50… Eu não estou dizendo que isso é ruim, apenas que isso não é o suficiente. Na verdade, isso é, até certo ponto, relativamente fácil. É como aprender a cantar uma música.

    Contribuir para o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático vai além disso! E para isso é fundamental, dentre outras habilidades, construir uma boa base com números pequenos.

    Quando uma criança recita com certa facilidade os números de 1 a 10, pode parecer que ensinar contagem seja simples. Não é: contar é diferente de recitar. Contar implica perceber que cada objeto corresponde somente a um termo da contagem e que não se deve pular nem repetir um objeto […]. (BIGODE e FRANT, 2011, p. 9)

    Dito isso, bora jogar?!

    Sugestão de uso:

    Deixe o tabuleiro e as fichas coroa no centro da mesa.

    Coloque as fichas com imagens de setas e círculos viradas para baixo.

    Cada criança, na sua vez, vira uma ficha e observa a seta e o círculo. Procura no tabuleiro um quadro igual, ou seja, que tenha o círculo na  mesma posição em relação à seta (este é um momento que exige muita atenção!). Verifica qual número aparece imediatamente abaixo e pega a quantidade correspondente de fichas coroa.

    Ganha o jogo e recebe uma coroa quem primeiro conquistar 10 fichas coroa.  

    E agora, na próxima jogada, será que o jogador irá conseguir mantê-la?

    O que você achou deste jogo? Ah, faça adaptações, amplie as possibilidades de uso e depois me conta, pode ser?

    Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BIGODE, Antonio J. L.; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

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    • Instruções de uso.

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  • Gerador de Histórias

    Gerador de Histórias

    O-lá!

    Já sabemos que um bom planejamento, tanto para atendimento clínico psicopedagógico quanto para uma sala de aula, é importantíssimo. Do contrário, fica um fazer por fazer. Falamos bastante por aqui que jogos contribuem muito para o desenvolvimento das crianças. Porém, escolher um jogo só porque ele é bacana e divertido pode não gerar o resultado que pretendemos alcançar, não é mesmo?

    Seria o mesmo que pegar um martelo para serrar uma tábua.

    O planejamento precisa estar alicerçado nos conhecimentos prévios das crianças, seus interesses e de acordo com os objetivos que pretendemos alcançar. Ou seja, precisamos estar bem certos do que queremos quando elaboramos o planejamento.

    “O planejamento de suas práticas depende fundamentalmente de você ter clareza das metas – habilidades e conhecimentos – a alcançar para que haja continuidade no desenvolvimento e aprendizagem das crianças […] (SOARES, p. 300, 2022, grifo do autor)

    Se está dentro do seu objetivo estimular a leitura, a criatividade e a produção de textos, o jogo “Gerador de histórias” pode contribuir. A princípio, este jogo estimula a leitura e produção de textos curtos, mas, com adaptações, pode gerar textos maiores. Dependerá muito dos conhecimentos das crianças e de sua mediação 😉 Vamos ver a explicação?

    Sugestão de uso:

    A criança começa virando uma carta “QUEM”, que será a personagem principal da história.

    Depois, vira uma ficha “MORAVA”, que trará um texto dizendo onde sua personagem morava.

    Assim, sucessivamente, vai virando as fichas: “QUE TINHA”, “UM DIA ELE/ELA SAIU DE CASA E ENCONTROU”, “ENTÃO FOI O MAIS RÁPIDO QUE PODIA CONTAR PARA” e formará um pequeno texto. Só faltando o final. 

    Sendo assim, para finalizar, deve escrever o que as personagens “decidiram” fazer com o “problema” que surgiu durante a formação da história.

    Se você quiser ampliar, pode escrever um outro texto com as crianças a partir desta pequena história, ou seja, colocando novos elementos. Por exemplo: a profissão da personagem, com quem morava, o que gostava de fazer, etc.

    É isso! A cada jogada uma nova história pode ser gerada!!! Bora?! Estou louca para saber o que vocês criaram por aí ! 

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.  

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    • 12 fichas de personagens;
    • 48 fichas com textos;
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  • Caminho dos Sons

    Caminho dos Sons

    O-lá!

    Cada vez mais, pesquisas evidenciam a importância do desenvolvimento da consciência fonológica para agilizar o processo de alfabetização e até evitar possíveis dificuldades de aprendizagem. Muitos autores, inclusive, destacam que é fundamental que este estímulo comece já na Educação Infantil.

    […] nossa equipe tem assumido também o da defesa do direito de crianças de final da educação infantil viverem situações lúdicas de reflexão metafonológica […] (MORAIS, 2022, p. 133).

    Veja que Morais diz “situações lúdicas”. Ou seja, estamos no caminho, mas entendemos que há ainda muito a ser feito. Especialmente para evitar que o trabalho de consciência fonológica, que deve ser realizado de segunda a sexta-feira, vire uma mera realização de atividades de treino. Precisamos, de maneira lúdica, levar a criança a refletir sobre os sons, prestar atenção neles e, assim, conseguir fazer descobertas e construções.

    O jogo que estou compartilhando hoje traz a oportunidade para as crianças refletirem sobre rimas, aliterações, quantidade de sílabas (pedaços), palavras maiores ou menores que outras (em relação à quantidade de sílabas). Estas são algumas das habilidades essenciais para qualquer criança em processo de alfabetização.

    E, que tal, além da consciência fonológica trabalharmos a coordenação motora fina e o pensamento lógico?

    Vamos ver como usar o jogo “Caminho dos Sons”?

    Sugestão de Uso:

    Comece convidando as crianças a recortarem e montarem o seu peão (carro);

    Deixe as fichas com perguntas em uma pilha (perguntas viradas para baixo).

    Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e as crianças colocam o seu peão na “garagem”.

    Cada criança, na sua vez, deve virar uma ficha da pilha. Colocar um marcador na resposta correta ao que foi perguntado na carta.

    Após, confere no gabarito se acertou a resposta. Se acertar, avança uma casa com seu peão.

    Se virar uma carta com a figura de uma pessoa correndo para direita, avança uma casa.

    Se virar uma carta com a figura de uma pessoa correndo para a esquerda, volta uma casa.

    Após, devolve a ficha na pilha. 

    Ganha o jogo quem primeiro der uma volta completa no tabuleiro e retornar à garagem.

    É isso! Gostou do jogo?

    Encerro este post deixando o meu abraço e fazendo votos de muito sucesso com este jogo.  

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022

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    • 27 cartas;
    • 04 peões;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 Gabarito;
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  • No Lugar Certo

    No Lugar Certo

    O-lá!

    O jogo que eu trouxe hoje como sugestão é um daqueles que pode ser utilizado individualmente ou em dupla. Gostou? É bacana fazer em dupla porque contribui para estimular a socialização, o trabalho em equipe… Habilidades essenciais para qualquer pessoa viver bem em uma sociedade. Os jogos, de maneira geral, quando bem escolhidos, podem contribuir muito para isso.

    “Não podemos esquecer a vertente socializante dos jogos, na qual as crianças aprendem a conviver e a respeitar as pessoas e culturas. (BATLLORI, p. 17, 2009).

    O objetivo do jogo “No Lugar Certo” é estimular a construção e organização de frases curtas com coerência. Isso é muito importante antes de esperar textos longos. No ensino, devemos sempre partir do simples para o complexo.

    Aqui no site temos outro jogo que tem o objetivo semelhante, mas com um grau de dificuldade um pouco maior do que este que estou apresentando hoje. É o jogo “Texto Fatiado”.

    Bom, voltando ao jogo de hoje, vamos à explicação?

    Sugestão de Uso:

    Espalhe todas as fichas sobre uma mesa.

    Após, peça que as duplas escolham uma figura e peguem todas que sejam iguais.

    Por fim, que organizem as fichas de maneira a formar uma frase coerente.  

    Se você achar que é possível, que tal pedir para as crianças escreverem um texto a partir da frase que formaram? Ou seja, uma história na qual elas devem utilizar a frase formulada.

    Por hoje é isso! Será que contribuiu com o seu trabalho? Conta pra mim! Vou amar saber.

    Um abraço e até o próximo post 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009

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    • 60 fichas (formam 12 frases envolvendo meios de transporte);
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  • Fabriqueta de Robôs

    Fabriqueta de Robôs

    O-lá

    Eu não sei qual será sua expressão ao ler o que vou escrever agora, mas, a minha, é de muita satisfação. Sabe, eu sinto uma espécie de felicidade diferente quando compartilho um jogo gratuito (até falei sobre isso outro dia no nosso grupo de whatsapp). O jogo Fabriqueta de Robôs ficou in-crí-vel(!), e sim, você leu direito, ele está gratuito!

    O objetivo dele é estimular a construção do número, atenção, percepção, pensamento lógico. Será muito saudável se gerar e, for bem conduzido, os momentos de discussões, desafios e conflitos. As crianças aprendem muito nestas oportunidades. 

    “Confrontar-se com uma ideia conflitante (acredito) geralmente traz como resultado raciocínio mais elevado”. (KAMII, DECLARK, 1997, p. 55)

    Portanto, sabe quando a criança consegue encontrar uma saída para resolver um determinado conflito, enigma, problema? Esta experiência pode contribuir para elevar o seu nível intelectual e, mais, os conflitos podem servir de “escada” para que, mais adiante, elas estejam preparadas intelectualmente e psicologicamente para os desafios da vida.

    Então vamos ao jogo?

    Sugestão de uso:

    Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana.

    Espalhe as peças de cada robô em uma linha.

    Cada criança, na sua vez, joga o dado. O número que for sorteado será correspondente ao número de peças que ele pode pegar.

    Ganha o jogo quem primeiro conseguir as peças para formar o robô.

    Ainnn… não é o máximo este jogo? Diz pra mim nos comentários o que você achou 😉

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. 13. ed. Campinas: Papirus, 1997.

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    • 01 tabuleiro;
    • 05 quebra-cabeças robôs;
    • 01 dado;
    • 01 embalagem;
    • 01 gabarito;
    • Instruções de uso.

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  • Desvende o Enigma

    Desvende o Enigma

    O-lá!

    O jogo “Desvende o Enigma” já traz em seu nome o que se propõe com ele, não é mesmo?…Rsrs! Descobrir um enigma… Claro, este nome, e a forma que ele foi pensado, é para deixar as nossas verdadeiras intenções mais lúdicas. E quais são nossas intenções? Hummm…Não sei se conto!… Rsrs

    Brincadeiras à parte, nós já sabemos que os estímulos são importantes para o bom desenvolvimento das crianças (E nosso também! Nesse post, nosso foco são as crianças, mas quem foi que disse que há uma idade limite?).

    “Os estímulos são o alimento das inteligências. Sem esses estímulos a criança cresce com limitações e seu desenvolvimento cerebral fica extremamente comprometido.” (ANTUNES, 1998, p.18)

    No caso do jogo Desvende o Enigma o objetivo é estimular a alfabetização, o letramento, o pensamento hipótetico e lógico. Pronto, segredo revelado!… Hehe (hoje estou engraçadinha).

    Sendo assim, vamos ao jogo? Ah, mas antes quero sugerir que você leia nossa sugestão de uso e, após, faça a mediação de acordo com as reais necessidades de cada criança, ok?! Isso é muito importante 😉

    Sugestão de uso:

    Coloque as cartas com figuras de animais dentro de um saco.

    Você sorteia uma carta, mas não revela a figura para as crianças. Apenas diz que é um animal e entrega uma cartela com o mesmo número que traz pistas para ajudar as crianças a descobrirem o nome dele.

    As crianças (ou você) leem cada pista e tentam, utilizando as dicas, escrever o nome do animal.

    Após, você revela a figura.  

    O que você achou deste jogo, hein?! Tô curiosa para saber!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003

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    • 15 cartas com imagens de animais;
    • 15 cartelas com enigmas;
    • 01 embalagem;
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  • Verdade?

    Verdade?

    O-lá!

    Sabemos que, quando uma criança é considerada alfabetizada, significa que ela percorreu um longo caminho.

    Ser capaz de ler e compreender textos e de escrever textos é o que se considera uma criança que, além de alfabética, se torna alfabetizada, objetivo do ciclo de alfabetização e letramento.[…] (SOARES, 2022, p. 200)

    O tempo de caminhada rumo à alfabetização é muito subjetivo, particular. Depende dos estímulos, mediações que a criança recebe durante o seu trajeto e, também, de suas particularidades biopsicológicas.

    Magda Soares nos dizia que toda criança pode aprender a ler e a escrever. Eu não sei o que você pensa sobre isso, mas uma coisa eu sei: precisamos fazer nossa parte di-rei-ti-nhoooo. O Estudo deve ser contínuo e conhecer a pessoa (criança, adolescente, adulto) é fundamental para sabermos seus interesses, anseios, potenciais, dificuldades e, só assim, estaremos aptos para escolher a mediação mais adequada.

    Por exemplo, o jogo “É Verdade?” é mais adequado para crianças que já leem (pode ser silabicamente), mas precisam ampliar sua compreensão leitora. E também para aquelas crianças que ainda se mostram resistentes à leitura de textos longos (talvez pelo nível de esforço mental exigido estar além das suas capacidades, no momento). Então vamos à sugestão de uso?

    Sugestão de Uso:

    Deixe a criança escolher uma cartela.

    Quando ela terminar a leitura, entregue uma carta com o mesmo número.

    Ela deverá ler e dizer se o texto está relatando o que dizia na cartela ou não.

    Se não for, ela deve sinalizá-lo como “falso”.

    É isso! Gostou das informações que viu por aqui? Os comentários são sempre bem vindos 😉

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler a a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.  

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 15 cartelas com imagens e textos curtos;
    • 15 cartas com textos curtos;
    • 08 fichas “É Falso!”;
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  • Sílaba Escondida

    Sílaba Escondida

    O-lá!

    Hoje, antes da sugestão do jogo “Sílaba Escondida”, vamos falar um pouquinho sobre a importância dos jogos em ambiente escolar?

    Acho pertinente abordar este assunto porque ainda recebo relatos de que os jogos são utilizados mais para os momentos de recreação ou, então, como prêmio para aqueles que concluíram as atividades. Ou seja, apesar de tão difundida a importância dos jogos no meio educacional, ainda há profissionais resistentes em sua utilização. Se você costuma acessar nosso site, possivelmente, não é o seu caso… Hehe!

    Os jogos são, com a devida mediação, uma das principais ferramentas para promover aprendizagem.

    Além disso, podem ser úteis para avaliar os avanços (ou não) dos aprendentes e ajudar no planejamento de novas intervenções.

    […] O jogo ajuda-o a construir suas novas descobertas, desenvolve e enriquece sua personalidade e simboliza um instrumento pedagógico que leva ao professor a condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem. (ANTUNES, 1998, p. 36)

    Por fim, os jogos educativos podem contribuir para alcançar pessoas que, de outra forma, teriam dificuldades para aprender em ambientes tradicionais de ensino. Por exemplo: crianças com dificuldades de atenção, concentração, … têm seu interesse despertado porque jogar é divertido. Desta forma, o jogo acaba contribuindo para a sua aprendizagem.

    Agora vamos à explicação do jogo?

    Sugestão de Uso:

    Previamente, cubra todas as sílabas do tabuleiro com tampinhas de garrafa PET/ovelhinha.
    Deixe as cartelas com as figuras voltadas para baixo.
    A criança sorteia uma cartela e verifica qual sílaba está faltando para completar o nome da figura. Em seguida, escolhe uma tampinha/ovelinha para levantar. Se encontrar a sílaba correta, fica com a tampinha.
    Ganha o jogo quem primeiro conquistar três tampinhas/ovelhinhas.

    Então, gostou do que leu aqui? Vou amar saber!

    Um abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003

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    • 24 cartelas;
    • 24 fichas Ovelinhas;
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  • Abre a Boca

    Abre a Boca

    O-lá!

    Você sabia que, para uma criança que esteja apresentando escrita pré-silábica, estimular a consciência de sílabas e o conhecimento dos sons das letras pode contribuir para que ela avance significativamente no processo de construção da escrita? Isso mesmo! E o motivo é muito simples: estes estímulos fazem ela compreender que a escrita tem relação com nossa fala. 

    […] para alcançar o princípio alfabético, a criança precisa tornar-se consciente da segmentação da palavra em sílabas e representá-las com letras, inicialmente usando quaisquer letras, mas em número correspondente à quantidade de sílabas da palavra, em seguida usando para cada sílaba uma letra (ou grafema) que corresponda a um dos fonemas da sílaba, adquirindo finalmente condições para tornar-se sensível a fonemas e então escrever alfabeticamente. (SOARES, 2016, P. 188) 

    Sendo assim, precisamos investir nessas habilidades! O jogo que eu trouxe hoje como sugestão, além de muito divertido, contribuirá para isso. Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    Deixe as cartas em uma pilha com as figuras de objetos viradas para baixo.

    Entregue para cada criança quatro figuras: um cão, um leão, um tubarão, um elefante. Experimente deixá-las recortarem e montarem a dobradura.

    Após, elas devem silabar os nomes dos animais e, ao mesmo tempo, movimentar a boca deles de acordo com a quantidade de sílabas/pedaços que possuem os seus nomes. Exemplo: cão abre uma vez, o leão duas, o tubarão três e o elefante quatro (veja o vídeo para compreender melhor).

    Depois, cada criança, na sua vez, vira uma carta da pilha. Verifica quantos pedaços/sílabas tem o nome da figura e coloca a carta junto com o animal que tem a mesma quantidade de sílabas.

    Vence o jogo quem primeiro conseguir uma carta para cada animal.

    Para complementar, que tal instigar as crianças a prestarem atenção aos sons iniciais de cada figura e relacioná-los as suas respectivas letras? Isso seria muito bom!

    Obs.: Talvez algumas crianças chamem o “cão” de “cachorro”. Diga que, para este jogo, vamos chamá-lo de “cão”.

    É isso! Espero que este post tenha chegado para você em boa hora!

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 05 fichas de animais (cão, leão, tubarão, elefante);
    • 24 cartas com figuras.

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