Tag: alfabetização lúdica

  • Fraseando

    Fraseando

    O-lá!

    A capacidade de ler e escrever é de importância fundamental para a construção de todo aprendizado subsequente. Mais especificamente, no que diz respeito à escrita, é essencial que crianças em processo de alfabetização sejam incentivadas a desenvolver suas habilidades de escrita desde tenra idade. Inicialmente, podemos atuar como escribas, ou seja, transcrever as ideias que emergem delas. Estimular a escrita nessa fase crucial não só contribui para a aquisição da linguagem escrita, mas também fomenta o pensamento crítico, a criatividade e a expressão pessoal.

    O jogo “Fraseando”, que eu trouxe hoje como sugestão, desafia as crianças a criarem frases usando palavras e imagens fornecidas. Isso incentiva a criatividade, bem como, exige que as crianças organizem suas ideias de forma coerente e gramaticalmente correta.

    À medida que as crianças se envolvem na produção de frases, elas são incentivadas a usar as palavras que já sabem e a experimentar com novas palavras e conceitos. Esse processo não apenas fortalece as regras ortográficas que já estão internalizadas, mas também destaca as áreas que requerem mais atenção e aprendizado. Os erros ortográficos que surgem durante a escrita se tornam oportunidades de ensino, onde os educadores podem intervir para corrigir e explicar as regras ortográficas relevantes.

    A produção de textos é uma fonte importante para identificação das regras ortográficas que as crianças já conhecem e das que elas ainda não conhecem. […] (Soares, 2022, p. 148)

    Promover a escrita de maneira lúdica torna esse processo mais envolvente e agradável, concorda? Vamos, então, explorar como podemos utilizar o jogo “Fraseando”.

    Sugestão de Uso:

    Comece organizando o tabuleiro em uma superfície plana.

    Cada jogador deve receber seis cartas com verbos e um peão.

    O objetivo é avançar pelo tabuleiro (usando o peão) de acordo com o número sorteado no dado.

    Quando um jogador para em uma casa, ele deve selecionar um verbo de uma de suas cartas e usá-lo para criar uma frase relacionada ao(s) nome(s) do(s) animal(is) presente(s) naquela casa.

    O vencedor é aquele que conseguir chegar ao final da trilha primeiro. 

    Encerro aqui, na expectativa de que esta sugestão tenha sido valiosa para enriquecer o processo de aprendizado das crianças.

    Um forte abraço e até o próximo jogo…Hehe!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.  

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    • 12 cartas com verbos;
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  • Sílaba Mix

    Sílaba Mix

    O-lá!

    Certamente, um dos maiores desafios no processo de alfabetização infantil reside na manutenção do engajamento e da motivação das crianças, concorda? Os jogos podem ser aliados valiosos nessa jornada, tornando o conteúdo mais cativante. No entanto, também é importante que, após a utilização dos jogos, o mediador (seja um professor, psicopedagogo, ou outro profissional) avalie se os objetivos estabelecidos foram de fato alcançados. Devemos lembrar que os jogos, por si só, não possuem poderes miraculosos… Rsrs!

    Como mencionado por Batllori (2009, p.16), é fundamental escolher jogos que tornem os tópicos mais atraentes. No entanto, igualmente relevante é a etapa de avaliação posterior, na qual devemos analisar se as metas propostas foram efetivamente cumpridas, identificando o que não funcionou e o que poderia ter sido desenvolvido de forma mais eficaz.

    Portanto, apresento uma sugestão para a utilização do jogo “Silaba Mix” a seguir. No entanto, considero importante  que você avalie se esta é a abordagem mais adequada para as crianças que participarão. Algumas crianças podem se beneficiar da escrita (em uma folha) dos nomes das figuras antes de começar o jogo, enquanto para outras, isso pode torná-lo excessivamente fácil e desprovido de desafio. Sendo assim, é essencial identificar as áreas em que as crianças podem estar enfrentando dificuldades e buscar maneiras de aprimorar o jogo para atender às necessidades específicas do grupo.

    Agora vamos ver a forma que eu pensei para utilizar o jogo?

    Sugestão de Uso:

    Faça três pilhas de cartas viradas com as imagens para baixo. 

    Na primeira pilha, coloque todas as cartas com figuras. 

    Na segunda pilha, coloque todas as cartas com sílabas que correspondem ao início dos nomes das figuras (estão escritas em vermelho, laranja ou azul). 

    Na terceira pilha, coloque as cartas com sílabas que correspondem ao final dos nomes das figuras (estão escritas em verde).

    Para começar o jogo, cada criança vira uma carta com figura, mas não revela para os demais colegas o que pegou. 

    Em seguida, uma das crianças vira uma carta da pilha que corresponde ao início dos nomes das figuras. Se for correspondente ao início do nome da sua figura, fica com a carta. Do contrário, descarta na mesa. 

    A próxima criança a jogar, se houver carta descartada na mesa, deve escolher se fica com a carta ou vira uma nova da pilha. 

    Quando a criança já tem a sílaba para o início do nome da sua figura, ela deve, na sua próxima vez, pegar uma carta da terceira pilha.

    O jogo segue até que um dos jogadores complete por primeiro o nome da sua figura.    

    É isso! Gostou do jogo? Só vou saber se você me contar nos comentários…Hehe!

    Um forte abraço e até o próximo jogo!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 20

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  • Bingoletrando

    Bingoletrando

    Olá!

    Nossa mente é verdadeiramente um cofre repleto de memórias, um tesouro inesgotável de experiências que, de maneira intrínseca, moldam a nossa identidade e a nossa compreensão do mundo que nos cerca. No entanto, o que podemos fazer para potencializar ainda mais o nosso processo de aprendizagem? A resposta reside na conexão emocional. Quando nos engajamos emocionalmente em uma atividade, nosso cérebro se torna naturalmente mais alerta e concentrado. Esse estado de envolvimento profundo torna mais provável que prestemos atenção aos detalhes e que as informações sejam retidas de forma mais eficaz.

    As emoções, de fato, desempenham um papel fundamental na formação de memórias. Eventos marcados por uma carga emocional tendem a ser lembrados com maior clareza e persistência em nossa mente em comparação a eventos neutros. Isso implica que as informações adquiridas em contextos lúdicos e emocionalmente envolventes têm uma probabilidade significativamente maior de serem retidas e, o mais importante, recordadas no futuro.

    Conforme salientado por LAPIERRE e AUCOUTURIER (2012, p. 40, grifo do autor), “Tudo aquilo que é unicamente memorizado a força no nível do córtex, sem ter despertado um eco emocional, é somente um parasita da memória. Desta forma, o esquecimento é sinal de saúde mental!“.

    Portanto, o esquecimento se torna uma parte natural e necessária do processo de seleção de informações relevantes para armazenamento a longo prazo.

    Certamente, não desejamos que o processo de alfabetização das crianças siga esse caminho, não é verdade? Muitas vezes, as crianças não conseguem compreender o quão fundamental será a habilidade de leitura e escrita em seu futuro. Isso parece algo muito distante para elas, que tendem a se concentrar no presente. Portanto, é importante oferecer atividades capazes de despertar o interesse e a curiosidade delas. Os jogos que compartilho neste site foram criados com esse objetivo.

    Então, sem mais delongas, vamos ver como utilizar o jogo Bingoletrando?

    Sugestão de uso:

    Coloque as cartas com letras dentro de um saco.

    Entregue para cada criança uma cartela do bingo e fichas com letras.

    Em seguida, começa o jogo.

    Você retira uma carta do saco. Se for sorteada uma das letras que a criança precisa para escrever o nome da sua figura ela deve pegar, entre as suas fichas, a mesma letra e colocá-la sobre o quadrado correspondente. Se for sorteada uma carta “dança”, todos ao mesmo tempo fazem uma dança rápida. 

    Vence o jogo quem completar primeiro toda a sua palavra.

    Para uma melhor compreensão, assista ao vídeo com a explicação do jogo.   

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    LAPIERRE, Andre; AUCOUTURIER, Bernard. A simbologia do movimento: psicomotricidade e educação. Fortaleza: RDS, 2012.

     

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  • Isto é…

    Isto é…

    O-lá!

    A habilidade grafofonêmica é a capacidade de entender de que maneira as letras do alfabeto estão relacionadas aos sons que emitimos ao falar. Isso ajuda as crianças a transformarem as letras em sons e, depois, em palavras. Quando uma criança consegue ligar a letra “A” ao som “aah”, por exemplo, ela está usando a habilidade grafofonêmica. Isso é importante para aprender a ler, porque permite que as crianças leiam as letras juntas e formem palavras.

    […] para ler, a criança precisa desenvolver a consciência grafofonêmica: relacionar as letras do alfabeto aos fonemas que elas representam. Assim, na leitura, o processo passa dos grafemas para os fonemas, isto é, a criança precisa identificar nos grafemas os fonemas que eles representam para chegar à palavra […] (SOARES, 2022,p.193)

    O jogo “Isto é” traz em cada carta uma figura e uma lista de palavras, sendo que apenas uma delas corresponde ao nome da figura. Perceba que colocamos palavras que começam com a mesma letra (em alguns casos colocamos até a mesma sílaba inicial). Fizemos isso de propósito para que a criança faça uma “varredura” em toda a palavra. Ou seja, decodifique (leia) letra por letra para descobrir qual é a palavra correta. Fato que não aconteceria se tivéssemos colocado palavras com letras iniciais diferentes. No caso, bastaria a criança relacionar a letra ao som inicial da palavra. Na maneira que organizamos, ampliamos sutilmente o desafio…Hehe!

    Ao praticar a identificação de palavras entre aquelas que compartilham a mesma letra inicial, a criança está preparando o terreno para a leitura contextual. Conforme ela avança, começará a reconhecer palavras não apenas pela letra inicial, mas também pela estrutura e contexto da sentença em que estão inseridas.

    Veja agora como pensamos em utilizar este jogo. Faça as adaptações que considerar importantes, ok?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma carta. Lê as palavras e marca aquela que for correspondente ao nome da figura em destaque.

    Após, pode conferir no gabarito.

    Finalizo este post expressando o desejo de que o jogo “Isto é” contribua para despertar o interesse das crianças pela leitura.

    Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.  

      

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  • Trunfo Dino

    Trunfo Dino

    O-lá!

    Os jogos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das crianças, estimulando habilidades como o pensamento estratégico, análise de abordagens e tomada de decisões para atingir objetivos.

    “Assim, ao jogar, o aluno é levado a exercitar suas habilidades mentais e a buscar melhores resultados para vencer”. (MACEDO; PETTY e PASSOS, 2000, p. 20)

    Além disso, essa experiência lúdica promove o raciocínio lógico, resolução de problemas, criatividade e socialização. Essa abordagem favorece o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, fornecendo uma base sólida para enfrentar desafios ao longo da vida, tanto dentro quanto fora dos jogos.

    O jogo “Trunfo Dino”, a princípio, pode ser jogado de maneira simples, como explicado logo abaixo na sugestão de uso, mas, aos poucos, é importante instigar as crianças a pensarem antes de escolher qualquer cartela. Analisar que, por exemplo, o “atributo” mais adequado em cada jogada, pode levar a criança à conquista do jogo.  Além disso, podem ser explorados conceitos matemáticos, como comprimento, altura e peso, ao mesmo tempo em que se expande o vocabulário com termos como metros, quilos e toneladas. O jogo também pode incentivar discussões fascinantes sobre as diferentes espécies de dinossauros, aprofundando o conhecimento sobre essas criaturas pré-históricas 😉

    Sugestão de Uso:

    Deixe as crianças explorarem as cartelas: observar imagens, fazer a leitura das informações, etc.

    Após, embaralhe as cartelas e as distribua igualmente entre os jogadores.

    Sorteiem quem irá começar o jogo. Este jogador deverá escolher uma de suas cartelas e dizer em voz alta qual atributo quer desafiar: altura, peso ou comprimento.

    Todos colocam sobre a mesa uma de suas cartelas.

    Quem tiver um número maior, no atributo desafiado, fica com a carta do adversário.  

    A carta “Super Trunfo Dino” vence todas as cartas do baralho independentemente do valor dos atributos previamente escolhidos.

    O vencedor é quem ficar com todas as cartas no final!

    Para encerrar este texto, gostaria de dizer que jogar é muito mais do que apenas diversão para as crianças. É um espaço onde suas mentes se expandem, suas habilidades florescem e suas estratégias ganham vida. Então, da próxima vez que você ver uma partida em andamento, lembre-se de que, por trás daqueles sorrisos e risadas, há um mundo de desenvolvimento cognitivo e criatividade florescendo. Vamos incentivar nossas crianças a jogar, aprender e crescer, pois o jogo é a porta mágica para um futuro com mais possibilidades, certo? 

    Agora, que tal você me dizer o que achou deste jogo e das informações que compartilhei aqui?! Estou curiosa… Hehe!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    MACEDO, Lino de; Petty, Ana Lúcia Sicoli; PASSOS, Norimar Christe. Aprender com jogos e situações-problema. Porto Alegre: Artmed, 2000.

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  • Ache os Nomes – Frutas

    Ache os Nomes – Frutas

    O-lá!
    É importante reconhecermos que quando uma criança chega a uma sala de aula no primeiro ou segundo ano escolar,  ela já possui um certo nível de conhecimento sobre a escrita. Afinal, desde o seu nascimento, a criança é constantemente exposta a letras e palavras em seu ambiente cotidiano, como rótulos de produtos, livros infantis, sinais de trânsito, entre outros.

    […] é bem difícil imaginar que uma criança de 4 ou 5 anos, que cresce num ambiente urbano no qual vai reencontrar, necessariamente, textos escritos em qualquer lugar (em seus brinquedos, nos cartazes publicitários ou nas palavras informativas, na sua roupa, na TV, etc.) não faça ideia nenhuma a respeito da natureza deste objeto cultural até ter 6 anos e uma professora a sua frente […] (FERREIRO; TEBEROSKY, 1999, p. 29).

    Essa imersão em um ambiente com letras contribui para que a criança desenvolva uma consciência inicial sobre a escrita, mesmo que de forma intuitiva. Ela começa a reconhecer a presença de letras em diferentes contextos e pode até mesmo experimentar com a escrita, tentando imitar letras ou escrever seu próprio nome, nomes dos familiares, etc.

    Sendo assim, aquela fala comum: “Chegou a minha sala de aula sem saber nada” é, no mínimo, equivocada. Talvez não tivesse o conhecimento esperado para a idade. Por isso, uma sondagem para avaliar os conhecimentos que a criança traz consigo é fundamental. A partir desta sondagem, já falei em outros posts, é que podemos traçar planos de intervenção. Mesmo que a criança chegue com algum diagnóstico de transtorno ou síndrome, é imprescindível saber quais são os conhecimentos de que a criança já dispõe. Se a criança for resistente a avaliações formais, os jogos podem ser uma excelente alternativa. Inclusive, durante um jogo, como a criança geralmente fica mais livre e solta, você terá possibilidades melhores para conhecê-la e até criar vínculo 😉

    O jogo que eu trouxe hoje, por exemplo, pode ser útil para estimular a leitura de palavras, mas você também pode utilizar para “avaliar” os conhecimentos de que a criança já dispõe sobre leitura de palavras, como está o nível de atenção e a percepção dela, a tolerância à frustração, etc.

    Gostou? Vamos ver como utilizar?!     

    Sugestão de Uso:

    Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.

    Cada jogador, na sua vez, retira uma carta da sacola.

    Em seguida, todos os jogadores devem procurar no tabuleiro o nome da fruta sorteada, mas prestando atenção porque alguns nomes estão escritos de forma incorreta. Quem encontrar primeiro o nome correto, fica com a carta.

    Vence o jogo quem primeiro conquistar três cartas.

    É isso! Gostou do jogo? Que tal me falar nos comentários?! Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA FERREIRO,

    Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999

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  • Palavra Perdida

    Palavra Perdida

    O-lá!

    Já sabemos que os jogos permitem que as crianças experimentem diferentes situações de aprendizado de forma prática e interativa. No processo de alfabetização, ao incorporar jogos, o profissional pode tornar a experiência de aprendizagem mais envolvente, estimulante e significativa para as crianças.

    Além disso, os jogos têm o potencial de desenvolver habilidades cognitivas, sociais e emocionais das crianças. Por meio de jogos, as crianças podem aprimorar suas habilidades de pensamento crítico, resolução de problemas, concentração e memória. Essas habilidades são fundamentais não apenas para a alfabetização, mas também para o desenvolvimento geral das crianças.

    Mais do que disponibilizar jogos, o profissional precisa ter olhar e escuta apurados. Cada criança é única, com características, interesses e necessidades individuais. O profissional deve estar atento e observar de perto o processo de aprendizado de cada criança, identificando suas dificuldades, potenciais e preferências. Isso requer sensibilidade, empatia e uma abordagem individualizada.

    Tendo presente que nenhum instrumento ou técnica sozinho dão conta das múltiplas razões que levam uma criança a ir contra o processo natural da vida que é o aprender, além de boas ferramentas, necessitamos de algo indispensável para a prática psicopedagógica: o olhar e a escuta. (CAIERÃO, 2013, p. 50)

    Talvez você que está iniciando o trabalho como psicopedagogo(a) ou alfabetizador(a), terapeuta… esteja me perguntando: “Tá, mas como eu consigo isso? Como faço para ter uma boa escuta e olhar apurado?” Calma! Isso vem com o tempo, mas se coloque disponível, esteja presente durante o jogo, não faça pré-julgamentos, faça anotações das falas, das reações faciais e do corpo (mexer mãos/pés, debruçar sobre as carteiras, ficar em pé), como a criança lidou com conquistas, derrotas…etc. Entenda: o que acontece repetidamente não é por acaso 😉

    Agora vamos à explicação do jogo que eu trouxe hoje? Ele pode ser muito útil para contribuir no desenvolvimento da compreensão leitora de crianças que estão naquela fase que leem frases curtas com uma certa dificuldade. Para estas crianças ainda não são apropriados textos muito longos, pois elas cansam e ficam frustradas por não conseguirem entender.

    Sugestão de uso:

    Espalhe as fichas com as palavras viradas para baixo sobre uma superfície plana (mesa/chão).

    As crianças sorteiam uma cartela e fazem a leitura.

    Após, cada uma na sua vez, vira uma ficha da mesa. Quem encontrar uma palavra que complete a frase deixando-a com coerência (texto e imagem) fica com a cartela.

    Vence o jogo quem primeiro conquistar três cartelas.

    Chegamos ao fim de mais um post e sugestão de jogo. Espero realmente, se você chegou até aqui, que minhas palavras tenham contribuído de alguma forma. Que tal me falar nos comentários?

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    CAIERÃO, iara. Hora do jogo: a arquitetura lúdica como instrumento de avaliação psicopedagógica da criança. In: COSTA et al. Avaliação psicopedagógica: recursos para a prática. Rio de Janeiro: Wak, 2013.

     

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    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Inverta as Sílabas

    Inverta as Sílabas

    O-lá!

    Para começar, preciso dizer que se você estiver perguntado: “Sol, este jogo é parecido com o jogo Troque as Sílabas?”. Minha resposta só pode ser afirmativa. Porém, tem uma diferença. Ao longo deste texto você entenderá, mas, basicamente ao invés de utilizar sílabas diferentes, como o próprio nome diz, vamos apenas invertê-las para descobrir novas palavras. 

    O jogo “Inverta as Sílabas”, que eu trouxe hoje como sugestão, é um daqueles que oferecem uma oportunidade prática para as crianças aplicarem o conhecimento de forma interativa. Ele ajuda a fortalecer habilidades fundamentais à alfabetização à medida que as crianças exploram diferentes combinações de sílabas e constroem palavras. Ao inverter sílabas e formar novas palavras, elas estão praticando habilidades de decodificação (leitura) e passam a compreender as estruturas das palavras. 

    Essa é uma experiência muito diferente de apenas memorizar regras e conceitos isolados. As crianças podem aplicá-los em situações reais, o que ajuda a fortalecer a compreensão e a transferência deste conhecimento para diferentes contextos. Ou seja, é um estímulo cognitivo e linguístico.

    Aliás, por falar neste assunto, todo professor alfabetizador precisa ter conhecimento sobre os processos cognitivos e linguísticos que levam uma criança a se alfabetizar.

    “[…] alfabetização bem-sucedida não depende de um método, ou genericamente de métodos, mas é construída por aqueles/aquelas que alfabetizam compreendendo os processos cognitivos e linguísticos do processo de alfabetização […] “ (SOARES, 2016, p. 333, grifo do autor)

    Você tem estudado sobre isso? O livro que está na referência bibliográfica deste post pode contribuir. Fica a dica 😉

    Agora vamos à explicação do jogo Inverta as Sílabas?

    Sugestão de Uso:

    A criança escolhe uma cartela.

    Tenta identificar qual sílaba está faltando para escrever o nome da figura em destaque e procura uma ficha com a sílaba correspondente.

    Depois utiliza esta mesma ficha com a sílaba abaixo, mas invertendo a posição para descobrir uma outra palavra.

    Para finalizar, que tal falar oralmente ou escrever uma frase utilizando as duas palavras?

    Bom, é isso! Espero que as crianças aprendam muito com este jogo! Será que você poderia contar para mim (aqui nos comentários) como foi a sua experiência após utilizá-lo? 😉

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

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    • 20 cartas;
    • 20 fichas com sílabas;
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  • Palavra Final

    Palavra Final

    O-lá!

    O ensino da língua escrita envolve o aprendizado de várias habilidades: fonológica, leitura fluente, leitura compreensiva, entre outras…

    O jogo “Palavra Final”, que eu trouxe hoje como sugestão, traz frases curtas e foi pensado para aquelas crianças que estão precisando ampliar seus conhecimentos em relação à leitura compreensiva.

    Segundo Soares (2021, p. 67):

    “[…] leitura compreensiva, supõe ampliação de vocabulário e desenvolvimento de habilidades como interpretação, avaliação, inferência, […]”

    Neste jogo utilizamos frases curtas porque sabemos que são mais acessíveis para crianças em processo de alfabetização, afinal, apresentam uma quantidade limitada de informações para processar. Isso ajuda a desenvolver a habilidade de compreender o significado das palavras e construir o sentido global de uma frase.

    À medida que as crianças progridem e ganham confiança, podem lidar com frases mais longas e complexas.

    Ao trabalhar com frases curtas, as crianças têm a oportunidade de praticar a leitura em um ritmo mais suave e fluente. Elas podem se concentrar na pronúncia correta das palavras e na entonação adequada, sem sobrecarregar sua capacidade de decodificação. Essa prática é fundamental para construir uma base sólida para a leitura fluente no futuro.

    Sugestão de Uso:

    A criança escolhe ou sorteia uma carta e, após fazer a leitura e observar a imagem, sinaliza com um marcador a palavra que corresponde ao final coerente para a frase.

    É isso! Para mais detalhes, você pode assistir ao vídeo logo abaixo.

    Para encerrar, preciso dizer que ao adaptar as atividades de acordo com o nível de habilidade das crianças, os educadores podem promover um aprendizado gradual, significativo e muito mais prazeroso 😉

    Um abraço!

    P.S. Este jogo foi desenvolvido por sugestão da fonoaudióloga Adriana de Carli @fonoadrianadecarli. 

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2021.

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  • Frases Enigmáticas

    Frases Enigmáticas

    O-lá!
    A alfabetização é uma etapa fundamental no desenvolvimento educacional de uma criança. No entanto, algumas delas podem enfrentar dificuldades durante esse processo, o que requer uma abordagem diferenciada e adaptada as suas necessidades individuais. A alfabetização de crianças com dificuldade de aprendizagem exige paciência, compreensão e estratégias eficazes para promover o seu progresso e sucesso.

    Sabemos que os motivos que levam a criança a apresentar dificuldades de aprendizagem são diversos. E, antes de achar que há algum comprometimento neurológico, precisamos descartar outras possibilidades, por exemplo, devemos sempre nos perguntar: será que a atividade/jogo que estou utilizando é adequado para os conhecimentos de que ela já dispõe?

    “Um cérebro com estrutura normal, com condições funcionais e neuroquímicas corretas e com um elenco genético adequado, não significa 100% de garantia de aprendizado normal.” (ROTTA, 2006, p. 113)

    As atividades com frases enigmáticas são interessantes porque oferecem uma abordagem divertida e envolvente para incentivar o interesse das crianças pela leitura e pela escrita (indiferentemente se a criança estiver apresentando dificuldade de aprendizagem ou não).  Bora ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    Deixe a criança escolher uma cartela. Verifique se ela conhece os nomes das figuras.

    Após, peça que ela leia e reescreva a frase substituindo as figuras pelos seus nomes.

    É isso! Ah, deixei para falar só agora no final… O arquivo PDF com este jogo estará GRATUITOOOOO até esta quinta-feira (06/07/2023) Aproveiteeee! E me conta nos comentários se você gostou 😉

    Um abraço! 🤗

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    ROTTA, Newra Tellechea. Dificuldades para a aprendizagem. In ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

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