Tag: alfabetização

  • Dominó Troca Letra

    Dominó Troca Letra

    O-lá!

    No processo de alfabetização, a leitura fluente não surge de forma automática. Na verdade, a criança percorre um longo caminho até alcançar essa habilidade. Uma das etapas essenciais desse percurso é compreender que as palavras são compostas por unidades menores de som, os fonemas, e que pequenas alterações nesses sons podem gerar palavras completamente diferentes.

    É importante salientar que esse entendimento não acontece ao aprender o nome das letras. Saber que a letra F se chama “efe” ou que a letra V se chama “vê” não faz com que a criança consiga ler. O que realmente importa é que ela compreenda os fonemas, ou seja, os sons que as letras representam.

    Stanislas Dehaene (2018, p. 218) explica isso da seguinte forma:

    O que reunimos no curso da leitura não são os nomes das letras, mas os fonemas que elas representam – as unidades da fala abstratas e escondidas que a criança deve descobrir.

    Quando a criança percebe que pode manipular os sons, trocando, retirando ou acrescentando fonemas para formar novas palavras, ela ganha autonomia na leitura e na escrita. Mas essa habilidade não se desenvolve espontaneamente. Atividades estruturadas são fundamentais para fortalecer essa competência e tornar o aprendizado mais eficiente e prazeroso.

    Sabe, não dá para ficar esperando que a criança “adivinhe” isso. Vamos poupar um bom tempo dela se explicitarmos esse conhecimento!

    Pensando nisso, desenvolvi o jogo Dominó Troca Letra, que propõe uma abordagem lúdica para estimular essa habilidade essencial.

    Sugestão de Uso:
    1. Distribua as peças igualmente entre os jogadores;
    2. Se sobrar alguma peça, reserve para uma eventual “compra”;
    3. Sorteiem quem começará colocando a primeira peça no centro da mesa;
    4. Cada jogador, em sua vez, deve colocar uma peça que seja o complemento de um dos lados do dominó. Por exemplo, uma peça pode apresentar a palavra “faca”, mas com o F sublinhado, sugerindo que seja substituído por V. A criança, então, precisa encontrar a peça que tenha a imagem de uma vaca.
    5. Vence quem primeiro ficar sem nenhuma peça.
    Por que jogar?

    Esse jogo auxilia no reconhecimento e na manipulação dos fonemas de forma intuitiva e divertida. Ao brincar, a criança percebe os padrões da escrita, fortalece a relação fonema x grafema e sua consciência fonêmica.

    Gostou? Então vale a pena experimentar essa ideia e explorar os sons das palavras com as crianças!

    É isso! Um abraço, e até mais!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2018.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 30 peças;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir e montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) Para qual faixa etária o jogo “Dominó Troca Letra” é mais indicado?

    É mais indicado para crianças em fase de alfabetização, geralmente entre 5 e 8 anos, período em que estão desenvolvendo a consciência fonêmica e aprendendo a relação entre fonemas e grafemas. No entanto, o jogo pode ser utilizado com crianças que ainda apresentam dificuldades na leitura e escrita, independentemente da idade, pois a habilidade de manipular fonemas é essencial para o avanço na alfabetização. Ele também pode ser um recurso útil para educação inclusiva, ajudando alunos com dificuldades específicas, como dislexia, a compreender melhor as estruturas sonoras das palavras.

    2) Além da alfabetização, o jogo trabalha outras habilidades?

    Sim! Embora o foco principal do jogo “Dominó Troca Letra” seja contribuir no desenvolvimento da alfabetização, ele também estimula várias outras habilidades essenciais para qualquer aprendizado. Entre elas:

    • Atenção e Concentração – A criança precisa focar nas palavras e imagens para encontrar as correspondências corretas, fortalecendo a atenção seletiva e a concentração durante a atividade.
    • Memória de Trabalho – Ao manipular os sons e formar novas palavras, a criança ativa a memória de curto prazo, que é essencial para processar informações e realizar conexões entre sons e grafias.
    • Pensamento Lógico e Estratégia – Como o jogo segue uma dinâmica de dominó, os jogadores precisam planejar seus movimentos e decidir qual peça usar para dar continuidade ao jogo, desenvolvendo pensamento lógico e estratégias de jogo.
    • Discriminação Auditiva – O jogo exige que a criança perceba pequenas diferenças entre os sons das palavras (por exemplo, “faca” e “vaca”), aprimorando a habilidade de distinguir fonemas semelhantes, algo essencial para a leitura e escrita precisa.
    • Habilidades Sociais e Trabalho em Equipe – Se jogado em duplas ou grupos, a criança aprende a respeitar turnos, seguir regras e interagir com colegas, desenvolvendo a comunicação e habilidades sociais importantes para o ambiente escolar.
  • Frases Fatiadas

    Frases Fatiadas

    O-lá!

    Aprender a ler e a escrever é uma jornada única para cada criança, mas para algumas, esse caminho pode ser repleto de muitos obstáculos. Quem enfrenta dificuldades de aprendizagem passa por desafios intensos e muitas vezes invisíveis. Sofrem os pais, que muitas vezes não sabem como ajudar. Sofrem os professores, que desejam fazer a diferença, mas nem sempre encontram recursos ou estratégias eficazes. E, acima de tudo, sofre a criança, que, ao não conseguir atender às expectativas dos adultos, pode se sentir incapaz ou desmotivada. Esse sofrimento, embora real, pode ser minimizado com acolhimento, paciência e intervenções adequadas.

    E acima de tudo, é essencial lembrar: desanimar não é uma opção, assim como também não basta apenas esperar que as dificuldades se resolvam sozinhas. É preciso agir, buscar conhecimento e aplicar estratégias que tornem essa caminhada menos dolorosa e mais significativa.

    Stanislas Dehaene (2012, p. 250), em sua obra, nos lembra da incrível plasticidade do cérebro durante o processo de aprendizagem:

    Cada dia passado na escola modifica um número vertiginoso de sinapses. Preferências balançam, estratégias novas emergem, automatismos se estabelecem, redes novas se falam.

    Esse é um lembrete poderoso de que a aprendizagem, mesmo diante de desafios, é sempre um processo dinâmico e transformador. Mesmo os pequenos avanços, que às vezes passam despercebidos, representam mudanças no cérebro da criança.

    Entre as habilidades essenciais para a alfabetização, a consciência sintática desempenha um papel fundamental. Trata-se da capacidade de compreender e manipular a estrutura das frases, reconhecendo como as palavras se organizam para formar sentenças com sentido. Isso permite que a criança:

    • Identifique erros e faça correções;
    • Reorganize palavras para formar frases coerentes;
    • Compreenda nuances de significado dentro dos textos.

    Para estimular essa habilidade de forma interativa é que o jogo Frases Fatiadas foi desenvolvido! Ele ajuda a fortalecer a construção de frases e a compreensão textual, além de estimular o pensamento lógico e a coordenação motora fina. Pequenos avanços na consciência sintática podem fazer uma grande diferença no desenvolvimento da leitura e da escrita. Vamos ver como utilizar? 🙂

    Sugestão de Uso:
    1. Comece deixando a criança escolher uma carta com uma imagem.
    2. Após, entregue para a criança uma ficha que tem o mesmo número. Essa ficha contém uma frase relacionada à imagem escolhida, mas as palavras estão embaralhadas.
    3. Peça à criança que recorte as palavras da ficha e, em seguida, organize-as para formar uma frase coerente.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar 🙂

    Espero que pais, professores e crianças possam enxergar nesse processo não um fardo, mas uma oportunidade de crescimento compartilhado. Afinal, cada pequeno passo dado nessa jornada é uma vitória que merece ser celebrada.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.


    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 24 cartas com imagens;
    • 24 fichas com palavras (frases embaralhas);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir e montar e jogar.

    Talvez você queira saber

    1) O “Frases Fatiadas” pode ser útil para crianças com transtornos de aprendizagem, como dislexia? 

    Sim! O Frases Fatiadas é um excelente recurso para crianças com dislexia e outras dificuldades de aprendizagem, pois trabalha a leitura e a escrita de forma lúdica e estruturada. Veja:

    • Redução da sobrecarga cognitiva: A criança manipula fisicamente as palavras, reduzindo a necessidade de manter toda a estrutura da frase na memória de trabalho.
    • Segmentação e reestruturação da frase: Facilita a visualização da organização das palavras e o reconhecimento de padrões sintáticos.
    • Foco na percepção visual e consciência sintática: Como as palavras estão separadas, a criança tem mais tempo para processar cada termo e entender sua posição na frase.
    • Atividade multisensorial: O ato de recortar, manipular e organizar fortalece a aprendizagem por meio do envolvimento motor, visual e cognitivo.

    2) O jogo pode ser associado a práticas de reescrita de textos para aprofundar o aprendizado? Como fazer essa transição?

    Sim! O “Frases Fatiadas” é um ótimo ponto de partida para reescrita e produção textual, ajudando a criança a compreender a estrutura das frases. Algumas formas de fazer essa transição:

    Expansão da frase: Após organizar a frase corretamente, peça para a criança ampliá-la adicionando detalhes.

    Frase original: “Juca já sabe a resposta.”

    Expansão: “Juca levantou a mão porque já sabe a resposta.”

    Reescrita a partir de uma história: Depois de organizar as frases, a criança pode utilizá-las para escrever uma história completa, conectando-as de maneira coerente.

    Atenção! Estudos mostram que escrever à mão contribui para a internalização dos conteúdos. Portanto, incentivar a criança a reescrever as frases pode ser um passo importante para consolidar o aprendizado.

  • Eu também!

    Eu também!

    O-lá!

    O retorno às aulas é sempre um momento de renovação e oportunidades. Para muitas crianças, é a chance de reencontrar colegas, fazer novos amigos e viver experiências que vão além das lições diárias. No entanto, sabemos que a interação social nem sempre ocorre de forma espontânea. Algumas crianças podem, nestes primeiros dias de aula, sentir-se tímidas, precisando de estímulos para se conectarem com seus pares. É nesse cenário que jogos e brincadeiras assumem um papel fundamental.

    Celso Antunes (1998, p. 244) destaca que:

    Muito mais importante que conhecer jogos e, eventualmente, mobilizar um grupo de alunos para se empenharem em sua execução, é saber usá-los para os propósitos de uma sensibilização emocional.

    Esta reflexão nos lembra que, mais do que ensinar regras ou proporcionar momentos de diversão, os jogos têm o poder de criar laços emocionais, promover empatia e fortalecer o senso de pertencimento.

    Pensando nisso, criei o jogo “Eu Também“, especialmente desenvolvido para facilitar a interação social entre as crianças. A dinâmica do jogo é simples e envolvente, permitindo que os pequenos se conheçam de maneira leve e divertida. Ao compartilhar curiosidades sobre si mesmos e encontrar pontos em comum com os colegas, as crianças constroem vínculos e aprendem a valorizar as diferenças e semelhanças dentro do grupo.

    Brincadeiras como o “Eu Também!” proporcionam um ambiente seguro e acolhedor, onde cada criança pode expressar suas emoções, explorar sua individualidade e descobrir que, apesar de todas as diferenças, sempre há algo que conecta uns aos outros. Essa conexão é essencial para o desenvolvimento da confiança, do respeito mútuo e da cooperação, valores que transcendem o ambiente escolar e acompanham a criança por toda a vida.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:
    1. Organize as crianças sentadas em círculo e coloque as cartas com imagens e textos viradas para baixo em uma pilha no centro. Cada criança, na sua vez, vira uma carta e lê em voz alta;
    2. Todos os participantes que se identificarem com o que está escrito na carta devem marcar com um pequeno clips ou um grampo de roupa na margem inferior da carta;
    3. Quando todas as cartas forem usadas, promova uma conversa em grupo. Nesse momento, as crianças podem compartilhar o que marcaram, explorando o que têm em comum ou o que acharam diferente.

    O objetivo principal desse jogo é incentivar a socialização e criar um ambiente acolhedor onde as crianças possam se conhecer melhor, sem julgamentos ou críticas. No entanto, ele também pode contribuir no processo de alfabetização e letramento.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Vou amar saber!

    Referência Bibliográfica:

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF GRÁTIS contendo:

    • 24 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir e montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1. Como o jogo “Eu Também!” pode ajudar a promover a interação social entre crianças que têm dificuldades em se conectar com os colegas?

    A dinâmica incentiva a troca de experiências e a identificação com os outros, reduzindo barreiras sociais. Ao compartilhar curiosidades e vivências, as crianças tímidas ou com dificuldades de interação social podem perceber que não estão sozinhas em seus gostos e experiências. Essa descoberta fortalece a confiança e facilita a criação de vínculos. Além disso, o clima lúdico do jogo reduz a ansiedade, permitindo que todas as crianças se sintam mais confortáveis para participar.

    2. É possível adaptar o jogo para incluir crianças com necessidades educacionais especiais? Se sim, como?

    Sim, o jogo “Eu Também” pode ser adaptado para incluir crianças com diferentes necessidades educacionais. Algumas adaptações possíveis incluem:

    • Para crianças com dificuldades de leitura: O adulto pode ler as cartas junto com a criança em voz alta e ajudar na compreensão do texto.
    • Para crianças com limitações motoras: Substituir marcadores menores, como clips, por opções mais fáceis de manusear, como fichas maiores ou adesivos.

    O importante é garantir que todos os participantes se sintam incluídos e valorizados na dinâmica.

    3. O jogo pode ser utilizado em turmas maiores, ou é mais adequado para grupos menores?

    Embora o jogo tenha sido pensado para grupos menores, ele pode ser adaptado para turmas maiores com algumas estratégias:

    • Dividir a turma em pequenos grupos, onde cada grupo joga separadamente, garantindo maior interação e participação individual.
    • Realizar uma versão coletiva, onde as crianças marquem suas respostas no caderno, compartilhando os resultados em um momento de discussão em grupo.

     

  • Cápsula do Tempo da Escrita

    Cápsula do Tempo da Escrita

    O-lá!

    A volta às aulas é um momento especial, cheio de expectativas e oportunidades para novas descobertas. Para as crianças em processo de alfabetização, esse início de ano letivo ganha um significado ainda maior. Nessa etapa, é essencial que os professores identifiquem a hipótese de escrita em que cada criança se encontra. Essa avaliação diagnóstica inicial orienta a escolha de atividades, jogos e brincadeiras, garantindo que os planejamentos atendam às reais necessidades de aprendizagem dos alunos.

    Como explica Magda Soares (2022, p. 57, grifo do autor):

    Diagnosticar o nível de compreensão da escrita em que se encontram as crianças tem, para a ação educativa de alfabetizar em situação escolar, objetivos pedagógicos: a partir desse diagnóstico, podem ser definidos procedimentos de mediação pedagógica que estimulem e orientem as crianças a progredir, a avançar de um nível ao seguinte, atuando, nas palavras de Vygotsky, sobre a zona de desenvolvimento potencial.

    Mas quem disse que uma avaliação precisa ser algo formal e monótono? Incorporar elementos lúdicos e criativos torna essa atividade mais envolvente e significativa para as crianças. Pensando nisso, desenvolvi uma estratégia que une diagnóstico e diversão: a Cápsula do Tempo da Escrita.

    Sugestão de Uso:

    Comece explicando à criança que esta atividade é uma oportunidade para ela mostrar o que já sabe sobre a escrita. Deixe claro que não há certo ou errado; o objetivo é apenas registrar o que ela conhece no momento.

    1. Identificação inicial: Peça para a criança escrever a data, seu nome e o ano que está frequentando no espaço indicado no alto da página.
    2. Reconhecimento das letras: Apresente as letras, uma por uma, e pergunte o nome de cada uma. Circule as letras que a criança identificar corretamente. Você também pode perguntar qual som cada letra representa. Nesse caso, faça um pequeno traço embaixo das letras que ela souber dizer o som.
    3. Escrita das palavras: Solicite que a criança escreva os nomes dos objetos. Certifique-se de que ela sabe o nome de todos os objetos apresentados nas imagens. Atenção: Caso a criança não saiba o nome de algum objeto, diga-o de forma clara e direta, sem fazer segmentação (separação silábica). A segmentação pode influenciar nos resultados da sondagem. É essencial que a criança realize toda a atividade sem sua interferência para que o diagnóstico reflita fielmente o que ela já sabe.
    4. Frase criativa: Finalize pedindo que a criança escolha um dos objetos e escreva uma frase sobre ele.
    5. Pergunte à criança sobre o que ela escreveu: “O que está escrito aqui?”, “Você pode ler para mim?”. Essas perguntas ajudam a identificar se ela compreende o que escreveu e como associa as letras aos sons.
    6. A cápsula do tempo: Depois de concluída a atividade, coloquem o registro dentro de um recipiente para criar uma cápsula do tempo. Guardem a cápsula em um local seguro e combinem uma data para refazer a atividade. No dia combinado, abram a cápsula e comparem os avanços da criança ao longo do período. Esse momento será especial para celebrar conquistas e reforçar a importância do esforço e do aprendizado.
    Benefícios dessa estratégia:
    1. Diagnóstico inicial lúdico: Permite que o professor observe as hipóteses de escrita de forma natural e sem pressão.
    2. Autonomia e autoestima: Envolver as crianças na atividade dá a elas um senso de protagonismo.
    3. Registro do progresso: Comparar a escrita inicial e final permite visualizar e valorizar os avanços ao longo do ano.

    Iniciar o ano letivo com práticas que respeitem e incentivem a individualidade de cada criança é fundamental. Transformar a sondagem em uma experiência positiva e memorável é um passo importante para construir um ambiente de aprendizagem acolhedor e motivador. Afinal, alfabetizar é mais do que ensinar a ler e escrever; é ajudar cada criança a desbravar o mundo das palavras no seu ritmo, sempre com leveza e estímulo.

    Gostou do que viu por aqui? Eu vou ficar muito feliz se você me contar 🙂

    Ah, quase me esqueci! Para quem tem pouco ou nenhum conhecimento sobre como identificar a hipótese de escrita das crianças, o meu curso “Em Rota para a Alfabetização” pode ser uma ótima ajuda.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2022.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 5 páginas para sondagem da escrita (a atividade é a mesma, mas há imagens de objetos diferentes em cada página);
    • 01 arte para colar em uma lata/pote;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir e montar.

    VALOR PROMOCIONAL ATÉ 23/01/2025!

    Talvez você queira saber:

    1) A cápsula do tempo é adequada para todas as idades ou apenas para crianças mais novas?
    A estratégia se adapta bem a diferentes faixas etárias, desde que seja ajustada às habilidades e interesses do grupo.

    2) Essa estratégia da cápsula do tempo pode ser aplicada em outras disciplinas ou contextos?
    Com certeza! Imagine pedir aos alunos que anotem o que já sabem sobre um tema antes da explicação, e depois, ao final da aula, façam um novo registro com o que aprenderam. Comparar os dois momentos é uma excelente forma de promover curiosidade e reflexão sobre o aprendizado, além de reforçar a assimilação do conteúdo.

    3) Preciso realizar a atividade individualmente com cada aluno ou posso realizar simultaneamente com toda a turma?
    Para garantir uma sondagem fiel, o ideal é realizar a atividade individualmente. No entanto, caso isso não seja possível, você pode adaptar a atividade. A parte da escrita dos nomes dos objetos e da frase pode ser feita coletivamente com a turma. Já o reconhecimento das letras do alfabeto pode ser organizado de forma que cada criança seja chamada individualmente para essa etapa. Que tal uma conversa com o coordenador pedagógico da escola? Explicar a necessidade de realizar essa sondagem de forma eficaz e solicitar apoio. Juntos, vocês podem planejar estratégias que facilitem o processo, como a redistribuição temporária da turma ou a ajuda de outro profissional para acompanhar as crianças durante a atividade.

  • Pesca Sílabas

    Pesca Sílabas

    O-lá!

    A alfabetização é um processo complexo que envolve diversas habilidades cognitivas. E entender como lemos e interpretamos palavras é fundamental para apoiar o desenvolvimento das crianças nesse percurso. Conforme explica Stanislas Dehaene (2018), o processo de leitura começa nos olhos, mas é o cérebro que faz o verdadeiro trabalho:

    Desmembrada em milhares de fragmentos pelos neurônios da retina, a cadeia de letras deve ser reconstituída antes de ser reconhecida (Dehaene, 2018, p. 25).

    Em outras palavras: nossos olhos captam as letras, e o cérebro as transforma em algo compreensível.

    Quando olhamos para um texto, nossos olhos se movem em pequenos saltos, chamados “sacadas”, para captar uma palavra ou um trecho de cada vez. Esse movimento permite que a retina capture as letras, mas é o cérebro que as decifra e organiza em palavras e frases com significado.

    Para tornar esse aprendizado mais leve e interessante, especialmente nas primeiras etapas de alfabetização, os jogos educativos desempenham um papel fundamental. Jogos que trabalham o reconhecimento de sílabas, como o “Pesca Sílabas”, são ótimos para ajudar as crianças a se familiarizarem com as sílabas de forma divertida e ainda estimulam a coordenação motora fina. Em minha prática, sempre presenciei avanços significativos a partir do momento em que a criança começava a reconhecer as sílabas.

    Paralelamente, já vi muitos professores com receio de apresentar as sílabas para as crianças. A verdade é que sou contra aquelas práticas enfadonhas de decoreba de “ba, be, bi, bo, bu” ou ainda “B com A dá BA”. Mas sou absolutamente a favor de proporcionar às crianças momentos de alegria com jogos educativos, nos quais as sílabas são apresentadas de maneira lúdica. Dessa forma, elas se envolvem ativamente no processo de aprender a ler, tornando o aprendizado mais motivador e menos exaustivo.

    Vamos ver como utilizar o jogo “Pesca Sílabas”?

    Sugestão de Uso:
    1. Cada jogador, em sua vez, sorteia uma carta com uma figura.
    2. A quantidade de peixinhos embaixo da figura indica o número de sílabas da palavra. Por exemplo, se a carta for “Gato”, aparecem dois peixinhos, pois a palavra “Ga-to” é composta por duas sílabas. O jogador poderá pescar dois peixinhos.
    3. O jogador “pesca” o número de peixes indicado e tenta formar o nome da figura com as sílabas pescadas.
    4. Se acertar: O jogador fica com os peixinhos como prêmio.
    5. Se errar: Os peixinhos devem ser devolvidos, e o próximo jogador tenta pescar novos peixinhos que possam formar o nome da figura.
    6. Ganha quem tiver o maior número de peixinhos.

    É isso! Gostou do jogo e das informações que viu por aqui? Que tal me contar? 😉

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

    Como Jogar

     

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartas com imagens;
    • 40 peixinhos com sílabas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

    Após a finalização, o arquivo estará disponível para download acessando ‘Minha Conta’ no canto superior direito da tela, na seção Downloads, e também é enviado para o seu e-mail. Verifique a caixa de SPAM.

    Qualquer dúvida , entre em contato.

    Talvez você queira saber:

    1) Qual é a faixa etária mais adequada para o uso do Pesca Sílabas na alfabetização?

    Sugiro que o jogo seja utilizado a partir dos 5 anos de idade, embora essa seja apenas uma orientação inicial. A adequação depende muito dos conhecimentos prévios e do interesse da criança. O educador deve avaliar se o jogo se alinha ao nível de desenvolvimento e às necessidades do aprendente, ajustando a atividade conforme necessário.

    2) Há sugestões de atividades complementares que possam ser feitas após o jogo para reforçar o aprendizado das sílabas?

    Sim, recomendo atividades que envolvam escrita e manipulação de materiais para consolidar o aprendizado. Por exemplo, a criança pode formar as palavras com massinha de modelar e, em seguida, registrar as palavras com lápis no caderno. A prática da escrita manual é fundamental para a internalização do aprendizado, como diversos estudos apontam.

    3) Se a criança tiver dificuldades com coordenação motora fina e for inviável a pescaria com a varinha, é possível adaptar o jogo para atender essa necessidade?

    Sim, é possível adaptar o jogo para atender a essa necessidade. No entanto, em vez de retirar completamente a varinha, uma alternativa é apoiar a criança no uso dela. Você pode ajudá-la segurando a mão enquanto ela manuseia a varinha, conduzindo-a na pescaria. Com o tempo, é possível observar se a criança desenvolve confiança para pescar de forma independente. Caso ainda seja difícil, a pescaria pode ser feita diretamente com as mãos.

     

  • Parlendas

    Parlendas

    O-lá!
    Magda Soares (1932-2023), uma das maiores referências em alfabetização e letramento, sempre destacou a importância de utilizar parlendas no processo de alfabetização. Segundo Soares, as parlendas, além de conectarem as crianças à linguagem escrita e oral, promovem o letramento de maneira significativa, inserido em contextos sociais e culturais.

    Ela também argumentava que as parlendas são excelentes para o desenvolvimento de habilidades essenciais no processo de alfabetização, como a consciência fonológica. Ao trabalhar com esses textos, as crianças praticam o ritmo da fala e a memorização, ao mesmo tempo que associam sons e grafias, o que fortalece tanto a leitura quanto a escrita.

    […] atividades com parlendas, cantigas de roda ou poemas – sempre o texto como centro – oferecem oportunidades de desenvolver a consciência fonológica […] (SOARES, 2022, p. 89).

    Pensando nisso, criei o jogo “Parlendas“. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:
    1. Peça para a criança escolher uma cartela;
    2. Explique que as palavras ausentes estão na margem inferior da cartela e que a tarefa é colocar as palavras na ordem correta para completar a parlenda;
    3. Incentive a leitura da parlenda em voz alta antes de tentar preencher as lacunas, para que a criança compreenda o contexto;
    4. Oriente a criança a identificar as palavras que faltam, observando o sentido e o ritmo da parlenda;
    5. Peça para a criança arrumar as palavras na sequência correta, preenchendo as lacunas da parlenda;
    6. Após completar, peça para a criança ler novamente a parlenda, verificando se as palavras fazem sentido e se estão na ordem correta;
    7. Finalize discutindo com a criança sobre o significado da parlenda e o que ela aprendeu com a atividade.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar?

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

    Após a finalização, o arquivo estará disponível para download acessando ‘Minha Conta’ no canto superior direito da tela, na seção Downloads, e também é enviado para o seu e-mail. Verifique a caixa de SPAM.

    Qualquer dúvida , entre em contato.

    Talvez você queira saber:

    1) Este jogo pode ser utilizado com crianças que ainda não estão familiarizadas com a leitura? Como adaptá-lo nesse caso?
    Sim. Uma estratégia eficaz é trabalhar oralmente com a parlenda, lendo-a em voz alta e incentivando a criança a repetir as rimas, o que facilita a memorização e a percepção do ritmo. Em seguida, as palavras ausentes podem ser apresentadas visualmente, e o adulto pode nomear cada uma delas, ajudando a criança a identificar as palavras que faltam com base nos sons e no contexto da parlenda. Para tornar a atividade mais interativa, você pode incentivar a criança a apontar para as palavras enquanto ouve. Essa adaptação fortalece a associação entre os sons da fala e as palavras escritas, facilitando o desenvolvimento inicial da leitura e aumentando a confiança da criança ao lidar com textos.

    2) Como esse jogo pode ser integrado a uma rotina de leitura em casa?
    Uma maneira simples e eficaz de integrar o jogo à rotina de leitura em casa é sugerir que a criança escolha uma cartela por dia, de forma que cada dia se torne um momento especial de aprendizagem. A rotina pode começar com a leitura de uma parlenda em conjunto, e, em seguida, a criança pode tentar completar as palavras ausentes.

    3) O que fazer se a criança tiver dificuldade em ordenar as palavras corretamente na parlenda? Quais estratégias posso utilizar para ajudá-la?
    ⦁ Leia a parlenda em voz alta, pausando nas lacunas e perguntando o que parece fazer mais sentido para ela;
    ⦁ Forneça dicas visuais, como apontar para as palavras enquanto as lê, ajudando a criança a associar o som com a escrita;
    ⦁ Faça perguntas que estimulem o pensamento lógico, como “O que poderia vir depois dessa palavra para a frase fazer sentido?” ou “Qual palavra combina melhor com a rima?”;
    ⦁ Use a leitura em conjunto: enquanto você lê a parlenda, peça à criança para seguir as palavras com o dedo, reforçando a ordem correta e incentivando-a a encaixar as palavras ausentes no lugar correto.

    Se ficou com outras dúvidas, pode deixar nos comentários que eu terei o maior prazer em responder ou entre em contato!

  • Bate-Bate!

    Bate-Bate!

    O-lá!

    Muitas vezes, quando vemos uma criança fazendo seus primeiros rabiscos, podemos pensar que ela está apenas desenhando formas aleatórias. No entanto, o que parece desorganizado aos nossos olhos pode ser, para a criança, uma tentativa de escrita. Ao segurar o lápis e traçar linhas desordenadas, ela pode acreditar estar escrevendo, transformando aquilo que vê e ouve em símbolos. Esses primeiros rabiscos não são apenas um processo mecânico, mas uma poderosa forma de expressão que conecta a criança ao universo da linguagem.

    Segundo Magda Soares (2022, p. 61, grifo do autor):

    […] as crianças, desde muito pequenas, desenham supondo que estão, assim, ‘escrevendo’. […]

    Este momento, aparentemente simples, revela a fase inicial da alfabetização, na qual o foco não deve estar apenas em formar letras corretas, mas sim em permitir que a criança explore o significado por trás de cada rabisco, de cada tentativa. Durante esse processo, elas se apropriam da ideia de que a escrita é uma forma de expressar o que sentem e pensam. Isso mostra que, muito antes de dominarem as convenções da escrita, as crianças já estão imersas no universo da linguagem.

    Assim, o papel do educador é mediar esse processo de forma sensível, criando oportunidades para que a criança experimente e descubra o ato de escrever, sem a pressão imediata de resultados perfeitos. A alfabetização, afinal, é muito mais sobre abrir portas para o pensamento e a expressão do que apenas ensinar letras.

    Hoje eu trouxe o jogo Bate-bate que pode ser uma excelente ferramenta para os professores, psicopedagogos, enfim todos aqueles que tem como objetivo estimular a alfabetização de uma criança, jovem ou adulto. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque as cartas com figuras e as cartas de desafio no centro da mesa, com as imagens e textos virados para baixo;
    2. Se puder, disponibilize uma sineta;
    3. Cada jogador deve receber 5 dados com letras;
    4. Um dos jogadores vira uma carta;
    5. Se for uma carta com figura, os dois jogadores devem, ao mesmo tempo, girar os dados para formar o nome da figura. Se for uma carta de desafio, os jogadores devem formar uma palavra que corresponda ao que foi solicitado;
    6. Aquele que conseguir primeiro bate a sineta;
    7. Se acertou, fica com a carta;
    8. Ganha o jogo quem conquistar mais cartas;
    9. Você ainda pode propor que eles escrevam frases utilizando as palavras formadas.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Vou amar saber 😀

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler a a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 10 dados;
    • 24 cartas com imagens;
    • 12 cartas com desafios;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

    Após a finalização, o arquivo estará disponível para download acessando ‘Minha Conta’ no canto superior direito da tela, na seção Downloads, e também é enviado para o seu e-mail. Verifique a caixa de SPAM.

    Qualquer dúvida , entre em contato.

    Talvez você queira saber:

    1) É possível utilizar o jogo com crianças que estejam apresentando escrita pré-silábica?
    Sim, é possível. O jogo pode ser adaptado para crianças que estão no início do processo de alfabetização. Para essas crianças, sugiro disponibilizar um banco de palavras, ou seja, uma lista com opções de palavras correspondentes às figuras do jogo. Assim, a tarefa inicial delas será identificar qual das palavras se refere à imagem, utilizando a letra inicial como uma pista. Depois escrevem a palavra usando os dados. Essa abordagem facilita o aprendizado e permite que, com mediação mais próxima, elas associem som, letra e palavra de forma gradual, sem se sentirem sobrecarregadas.

    2) Quais habilidades, além da alfabetização, o jogo ajuda a desenvolver?
    Além de estimular a alfabetização, o jogo também promove o desenvolvimento de várias outras habilidades importantes. Ele trabalha o pensamento lógico, já que traz cartas com desafios. A coordenação motora fina também é desenvolvida à medida que os jogadores manipulam os dados para formar palavras. O jogo incentiva a atenção e concentração, uma vez que as crianças precisam observar as cartas e os dados com rapidez e precisão. Além disso, o formato competitivo e colaborativo do jogo ajuda a desenvolver a resolução de problemas e o trabalho em equipe, se jogado em grupos.

    3) O jogo pode ser utilizado em sala de aula com grandes grupos de crianças?
    Sim, o jogo pode ser utilizado em sala de aula com grupos maiores, mas pode ser necessário fazer algumas adaptações. Uma opção é dividir a turma em pequenos grupos ou duplas para que o jogo flua melhor e todas as crianças possam participar ativamente. Outra possibilidade é utilizar o jogo como uma atividade em estações, onde cada grupo de crianças participa em momentos diferentes, enquanto outras fazem atividades complementares. Assim, todos têm a chance de jogar sem que o grupo fique muito grande, o que pode dificultar a organização e a sua mediação.

  • Trinca de Sílabas

    Trinca de Sílabas

    O-lá!

    A construção da leitura e da escrita é um processo gradual e profundo, que vai além da simples memorização de letras e palavras. Quando uma criança começa a aprender a ler e escrever, ela está desenvolvendo uma série de habilidades cognitivas que lhe permitirão não apenas reconhecer e reproduzir símbolos, mas também compreendê-los e utilizá-los de forma criativa e autônoma.

    Um dos aspectos mais importantes desse processo é a compreensão verdadeira do que se está aprendendo. Quando uma criança compreende o conceito por trás de uma palavra ou de uma regra gramatical, ela está construindo uma base sólida que lhe permitirá resgatar esse conhecimento, mesmo que, em algum momento, ela esqueça o conteúdo específico. Como destacado por Ferreiro e Teberosky (1999, p. 34):

    O importante não é o esquecimento, e sim a incapacidade para restituir o conteúdo esquecido.

    Isso significa que, ao entender profundamente um conceito, a criança pode recuperar esse conhecimento por si mesma, ao invés de depender exclusivamente da memória imediata.

    Esse princípio é fundamental para a prática pedagógica, pois mostra que o objetivo não deve ser a simples memorização de informações, mas sim a internalização dos conceitos, de modo que eles possam ser recuperados e aplicados em diferentes contextos. A ênfase deve estar no desenvolvimento de uma compreensão que permita à criança navegar pelos desafios do aprendizado com confiança e autonomia.

    A alfabetização envolve o aprendizado técnico da leitura e da escrita (codificação e decodificação), mas também o desenvolvimento da capacidade de pensar criticamente, resolver problemas e expressar ideias de maneira clara e coesa. Esses são os pilares que sustentam a educação como um todo e garantem que o aprendizado seja duradouro e significativo.

    Ao proporcionar às crianças experiências de aprendizagem ricas e significativas, que vão além da memorização, estamos não apenas ensinando-as a ler e escrever, mas também a pensar, compreender e criar. Dessa forma, a leitura e a escrita se tornam ferramentas poderosas para a construção de conhecimento e para o desenvolvimento pessoal ao longo de toda a vida.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo Trinca de Sílabas. E antes que você me pergunte… rsrs, sim, me inspirei no jogo de Trinca, aquele clássico de baralho! Joguei muito com minha mãe… boas lembranças! Mas, claro, adaptei ele para ser um jogo que contribua para a construção da leitura e da escrita, alinhado com tudo o que falei nos parágrafos anteriores.

    Vamos ver como jogar?

    Sugestão de Uso:

    1. Cada jogador recebe três cartas. As cartas restantes devem ser colocadas em uma pilha com as imagens viradas para baixo;
    2. O primeiro jogador começa comprando uma carta da pilha;
    3. Se a carta for útil, ou seja, se puder ser combinada com alguma (ou algumas) das suas cartas, o jogador fica com
      ela e descarta na mesa uma de suas cartas que não precisa;
    4. O próximo jogador pode escolher entre pegar a carta descartada na mesa ou “comprar” uma nova carta da
      pilha;
    5. Caso o jogador “compre” uma carta com imagens de estrelas, ela funciona como uma espécie de coringa. O
      jogador pode utilizá-la para escrever a sílaba que falta e, assim, completar o nome de um animal;
    6. O jogo continua até que um jogador consiga formar o nome de um animal. Esse jogador será o vencedor.

    Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar?

    Referência Bibliográfica:

    FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 42 cartas com imagens;
    • 06 cartas coringa;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

    Após a finalização, o arquivo estará disponível para download acessando ‘Minha Conta’ no canto superior direito da tela, na seção Downloads, e também é enviado para o seu e-mail. Verifique a caixa de SPAM.

    Qualquer dúvida , entre em contato.

    Talvez você queira saber:

    Qual é o número ideal de participantes para jogar “Trinca de Sílabas”?

    O “Trinca de Sílabas” foi pensado para ser jogado por dois ou quatro participantes, proporcionando uma experiência focada e competitiva.

    Quais são as possíveis variações ou adaptações do jogo “Trinca de Sílabas” que podem ser feitas para trabalhar com crianças com necessidades educacionais especiais?

    Uma sugestão é começar explorando as cartas de forma mais acessível. Por exemplo, misture as cartas e coloque-as sobre uma mesa. Em seguida, peça que as crianças, trabalhando em duplas, agrupem as cartas para formar os nomes dos animais. Esse processo de manipulação e exploração inicial das cartas permite que as crianças se familiarizem com as sílabas e as figuras de maneira mais lúdica e colaborativa, facilitando a compreensão e o aprendizado antes de entrarem na dinâmica completa do jogo.

    Quais são os desafios que os educadores podem enfrentar ao introduzir o jogo em sala de aula e como superá-los para garantir a participação ativa de todas as crianças?

    Ao introduzir o Trinca de Sílabas – na verdade, qualquer jogo – na sala de aula, os educadores podem enfrentar alguns desafios, como diferenças nas habilidades dos alunos, distrações durante o jogo ou dificuldades em seguir as regras. Para superar esses obstáculos, é essencial fornecer instruções claras e fazer demonstrações práticas antes de começar, garantindo que todos entendam o funcionamento do jogo. Formar grupos equilibrados em termos de habilidades também pode ser uma estratégia eficaz para promover a participação ativa de todos os alunos.

    Outro ponto importante é incentivar a colaboração e a ajuda mútua entre os estudantes, criando um ambiente de aprendizado mais inclusivo e cooperativo. Monitorar o envolvimento de cada aluno durante o jogo é importante para garantir que todos estejam engajados e se beneficiem da atividade.

    É comum que algumas crianças, especialmente aquelas que não têm muita experiência com jogos, sintam frustração no início, o que pode resultar em reações emocionais, como choro ou desavenças. No entanto, à medida que vão se familiarizando com a dinâmica, elas começam a lidar melhor com essas situações e a participar de forma mais positiva. Esse processo é valioso, pois, além de aprenderem as regras e estratégias do jogo, as crianças também desenvolvem importantes habilidades sociais e emocionais, como paciência, resiliência e cooperação.

    O jogo “Trinca de Sílabas” pode ser utilizado para reforçar o conhecimento prévio das crianças, conectando o conteúdo de alfabetização com outros temas?

    Sim. O jogo pode ser uma ferramenta eficaz para conectar a alfabetização com outros conhecimentos. Por exemplo, ao formar nomes de animais, as crianças podem ser incentivadas a compartilhar o que sabem sobre esses animais, como seus habitats, dietas e características. Essa abordagem interdisciplinar reforça o conhecimento prévio e expande o aprendizado, tornando o jogo uma experiência educativa rica e abrangente.

  • Aplicativo Forme Palavras

    Aplicativo Forme Palavras

    O-láaaa!

    É com muita alegria que compartilho com vocês o lançamento do nosso mais novo app: o “Forme Palavras”!

    A alfabetização é um dos processos mais importantes no desenvolvimento de uma criança, e as ferramentas que utilizamos nesse percurso podem fazer toda a diferença. Com o avanço da tecnologia, temos à nossa disposição recursos que potencializam o aprendizado de forma lúdica e interativa. O “app Forme Palavras” foi desenvolvido exatamente com esse propósito: ser uma ferramenta prática e acessível, que apoia o processo de alfabetização ao aliar tecnologia ao ensino de palavras de maneira envolvente e direta.

    Sabemos que o uso adequado de recursos digitais pode ser um grande aliado no processo educativo, despertando o interesse das crianças e oferecendo novas formas de aprender. No entanto, o aprendizado se torna mais completo quando associado a práticas essenciais, como a escrita manual, que não só desenvolve habilidades motoras, mas também ativa áreas específicas do cérebro, promovendo uma internalização mais profunda do conhecimento

    Como destacou Celso Antunes (2003, p. 18):

    Os estímulos são o alimento das inteligências. Sem esses estímulos, a criança cresce com limitações e seu desenvolvimento cerebral fica extremamente comprometido.

    Por isso, ao combinar o uso de aplicativos educativos com atividades de escrita manual, proporcionamos à criança um aprendizado mais equilibrado e eficaz.

    Sugestões de Uso:

    O app é simples e intuitivo, com dois níveis que se adaptam à progressão da criança no processo de alfabetização:

    • Nível 1: A criança forma palavras de duas ou três sílabas, proporcionando uma base sólida no reconhecimento e formação de palavras simples.
    • Nível 2: O desafio aumenta com palavras que envolvem sílabas simples e complexas, ajudando a criança a avançar de forma gradual e eficaz.

    Após jogar com o app, sugerimos um exercício complementar: peça à criança para lembrar e escrever o nome de objetos ou animais que viu no jogo. Esse exercício ajuda a reforçar a memória, o aprendizado das palavras e a prática da escrita.

    Estamos muito felizes com essa novidade e mal podemos esperar para saber o que você achou do nosso app! Ele já está disponível na Google Play Store e pode ser utilizado tanto em celulares quanto em tablets Android.

    Referência Bibliográfica:

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

     

    Clique no link abaixo para adquirir o “Aplicativo Forme Palavras” para celulares e tablets Android na loja Google Play.

    O app apresenta 120 figuras diferentes (60 em cada nível), distribuídas aleatoriamente em cada jogada, garantindo variedade e mantendo o interesse da criança.

    • Nível 1: A criança forma palavras de duas ou três sílabas simples.
    • Nível 2: O desafio aumenta com palavras que envolvem sílabas simples e complexas.

    Qualquer dúvida , entre em contato.

    Talvez você queira saber:

    O app oferece algum tipo de feedback para as crianças durante o jogo?
    Sim, o app oferece feedback visual e sonoro. Quando a criança acerta a sílaba, um círculo na parte superior da tela fica verde; se erra, o círculo fica vermelho. Além disso, a palavra correta é exibida na tela.

    Existe uma versão para iOS ou está disponível apenas para dispositivos Android?
    No momento, o app está disponível apenas para dispositivos Android. Se você gostaria de uma versão para iOS, por favor, manifeste seu interesse nos comentários abaixo.

    O “Forme Palavras” pode ser usado por crianças com necessidades educacionais especiais? Se sim, como o app atende a essas necessidades?
    Com certeza! O app foi projetado com botões grandes e utiliza imagens reais, evitando estereótipos, justamente para atender às necessidades de todas as crianças.

    O app exige conexão à internet para funcionar ou pode ser usado offline?
    Após baixar o jogo, ele pode ser usado offline.

    O pagamento do app “Forme Palavras” é único ou há uma mensalidade?
    O pagamento é único.

    Há alguma recomendação de idade ou série escolar específica para o uso do app?
    Prefiro não sugerir uma idade ou série específica. O app é indicado para qualquer criança, jovem ou adulto em processo de alfabetização. O ideal é que o profissional ou responsável assista ao vídeo e leia as informações disponíveis para verificar se o jogo é suficientemente desafiador para o aprendente.

    Se ficou com alguma dúvida, você pode deixar um comentário ou entrar em contato.

     

  • Combine os Sons

    Combine os Sons

    O-lá!

    A consciência fonológica é um dos principais alicerces para o desenvolvimento eficiente da leitura e escrita. Trata-se da habilidade de perceber, identificar e manipular os sons que compõem as palavras. É essencial para o domínio do princípio alfabético.

    O desenvolvimento da consciência fonológica inclui várias habilidades. Dentre elas estão: reconhecer rimas, segmentar palavras em sílabas, identificar sons iniciais e finais, e, também, entender que as palavras são compostas por sons menores , os fonemas.

    A importância desse desenvolvimento não pode ser subestimada. Quando as crianças compreendem que os sons da fala são representados por letras, elas dão um passo fundamental para a alfabetização. Como destacado por ADAMS et al. (2006, p. 18):

    Antes que possam ter qualquer compreensão do princípio alfabético, as crianças devem entender que aqueles sons associados às letras são precisamente os mesmos sons da fala.

    Sem essa compreensão, o aprendizado da leitura e escrita torna-se um desafio muito maior. Além disso, uma instrução adequada que fomente a consciência fonológica pode prevenir possíveis dificuldades de aprendizagem. Crianças que não desenvolvem essa habilidade de forma eficaz podem enfrentar obstáculos significativos na alfabetização, o que pode levar a frustrações e dificuldades acadêmicas persistentes que poderiam ser evitadas.

    Ao promover atividades que incentivem a consciência fonológica desde cedo, estamos preparando as crianças para um caminho mais tranquilo e eficiente na jornada da leitura e da escrita. O bacana é que podemos fazer isso de forma lúdica. O recurso “Combine os Sons” é uma ótima opção. Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestões de Uso:
    1. Comece instigando a criança a descobrir qual figura está escondida.
    2. Como pista, peça para a criança dizer o nome das duas figuras que aparecem em destaque, segmentando-as em partes/sílabas. Logo abaixo de cada figura, há círculos. O círculo preenchido embaixo de cada figura indica qual parte/sílaba ela deve usar para tentar descobrir o nome da figura escondida. Por exemplo: na figura da LUVA, o primeiro círculo está preenchido; na figura do PATO, o primeiro círculo também está preenchido. Portanto, se a criança unir a sílaba LU com a sílaba PA, formará a palavra LUPA.
    3. Depois que a criança der seu palpite oralmente, revele a figura escondida.
    4. Por fim, peça para ela escrever o nome da figura. Dessa forma, você estimula primeiro a consciência fonológica e, em seguida, a prática da escrita.

    Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar?

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica: em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 desafios (veja o vídeo para entender melhor);
    • Instruções de uso.

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

    Após a finalização, o arquivo estará disponível para download acessando ‘Minha Conta’ no canto superior direito da tela, na seção Downloads, e também é enviado para o seu e-mail. Verifique a caixa de SPAM.

    Qualquer dúvida , entre em contato.

    Talvez você queira saber:

    Quais estratégias você utilizaria para adaptar o jogo a diferentes níveis de habilidades das crianças?

    Para adaptar o jogo “Combine os Sons” a diferentes níveis de habilidades, começaria com palavras de duas sílabas, focando na combinação de sons iniciais. Após a criança demonstrar sucesso, avançaria para sons finais e, em seguida, introduziria palavras com três sílabas ou mais, trabalhando a percepção dos sons mediais, que são mais complexos de serem identificados. Essa abordagem gradual não só desenvolve a confiança da criança, mas também aprimora a compreensão fonológica, ajustando o desafio conforme a capacidade individual. Essa progressão é essencial para garantir um aprendizado eficaz em alfabetização infantil.

    Quais desafios você encontrou ao utilizar o jogo e como os superou?

    Um dos desafios foi garantir que todas as crianças compreendessem o conceito de segmentação de sílabas. Para superar isso, comecei a usar exemplos mais simples e atividades de preparação antes de introduzir o jogo, como pedir que a criança colocasse o dedo sobre os círculos para cada emissão de uma parte/sílaba da palavra. Também brincamos de bater uma palma para cada parte/sílaba das palavras.

    Quais outras atividades poderiam complementar o uso do jogo “Combine os Sons” para fortalecer a consciência fonológica?

    Para complementar o jogo “Combine os Sons” e fortalecer a consciência fonológica, considere incluir brincadeiras com rimas, jogos de segmentação de palavras em sílabas e fonemas, e leitura de livros infantis com ênfase na sonoridade das palavras. Essas atividades, combinadas, oferecem uma abordagem integrada para o desenvolvimento fonológico infantil.

    Este jogo pode ser utilizado por adolescentes e adultos em processo de alfabetização?

    Sim, o jogo “Combine os Sons” também pode ser uma ferramenta eficaz para adolescentes e adultos em processo de alfabetização. Embora tenha sido inicialmente desenvolvido para crianças, as atividades de segmentação e manipulação de sílabas que ele promove são essenciais para qualquer pessoa que esteja em processo de alfabetização. Além disso, não há imagens infantilizadas ou estereotipadas. Isso torna o jogo uma opção versátil para trabalhar a consciência fonológica em diferentes idades, ajudando tanto crianças quanto adolescentes e adultos a fortalecerem suas habilidades de alfabetização de maneira lúdica e envolvente.

    Ficou com alguma dúvida? Deixei comentário ou entre em contato.