Tag: alfabetização

  • Alfaventura

    Alfaventura

    A apropriação da escrita ortográfica é um tema fascinante que desafia não apenas os educadores, mas também os próprios estudantes. E isso não termina nunca; estamos sempre aprendendo! Afinal, este processo é complexo e envolve muito mais do que simplesmente memorizar regras de gramática e ortografia. É uma jornada que mergulha nas profundezas da linguagem, explorando como ela se manifesta tanto na fala quanto na escrita, e como esses dois modos de expressão interagem entre si.

    Jaime Luiz Zorzi (em 1998, p. 27, grifo do autor) ofereceu uma perspectiva valiosa sobre este tema:

    […] as crianças em processo de aprendizagem da escrita, quando têm oportunidade de escrever espontaneamente ou quando entram em contato com palavras pouco familiares, se confrontam com os princípios do sistema de escrita e ‘produzem erros’. Tais erros, entendidos como ‘conflitos – obstáculos’ no processo de apropriação de escrita, se modificam e diminuem na dinâmica do próprio processo.

    Esta citação sublinha a importância de entender os erros não como falhas, mas como etapas naturais e essenciais no processo de aprendizagem.

    Aprender a escrever é, de certo modo, semelhante a aprender a tocar um instrumento musical ou a praticar um esporte. Requer prática, experimentação e, sim, a ocorrência de erros. É através dos erros que as crianças descobrem os limites e as possibilidades da linguagem escrita. Portanto, é crucial que elas sejam colocadas em dinâmicas que não apenas permitam, mas também incentivem a escrita espontânea. Um ambiente educacional que trata os erros como uma parte normal e valiosa do processo de aprendizagem favorece o desenvolvimento da escrita de forma mais orgânica e menos inibida.

    Entendendo a necessidade de abordagens que encorajem a escrita criativa e a experimentação entre os jovens aprendizes, quero apresentar uma sugestão lúdica para contribuir e instigar as crianças a produzirem textos: o jogo “Alfaventura”. Este jogo tem como objetivo envolver as crianças em atividades de escrita de maneira divertida e interativa. Através do Alfaventura, os pequenos autores (Uau!) embarcam em jornadas narrativas, onde são incentivados a criar histórias, explorar palavras novas e, claro, enfrentar e superar os “erros” de escrita de maneira construtiva. Obviamente, nesta última colocação, os educadores precisam estar atentos para favorecer esta dinâmica.

    O Alfaventura não é apenas um jogo; é uma ferramenta pedagógica que reconhece a importância da ludicidade no processo educativo. Agora, uma novidade empolgante: o jogo está disponível em arquivo PDF grátis (até 04/04/2024)!… Uhuuu!!! Vamos à explicação do jogo?

    Sugestão de Uso:

    1. Disponha as cartas sobre uma mesa, com as figuras voltadas para cima.
    2. Coloque o tabuleiro no centro da mesa e posicione os peões sobre ele, cobrindo os quadrados que contêm letras.
    3. Incentive as crianças a observar as cartas, promovendo uma leitura inicial. Deixe-as discutir entre si os “poderes mágicos” disponíveis nas cartas.
    4. Em seguida, sorteie uma criança para escolher uma carta. O “poder mágico” constante na carta escolhida poderá ser usado em uma história que ela irá escrever. A ideia é que cada criança selecione um elemento que possa enriquecer sua narrativa.
    5. Após escolher a carta com o “poder mágico” desejado, a criança deve levantar um dos peões do tabuleiro, tentando formar uma palavra com as letras que se revelam. Se conseguir formar uma palavra válida, ela fica com a carta.
    6. Por fim, cada criança escreve uma história que incorpore tanto a palavra descoberta quanto o poder mágico escolhido, utilizando-os de maneira criativa no enredo.

    Enriquecimento Educacional:

    Roda de Discussão: Após a escrita das histórias, organize uma roda de discussão onde as crianças podem compartilhar suas criações. Isso não só promove habilidades de comunicação e escuta ativa, mas também permite que elas recebam feedback construtivo de seus pares.

    Pontos de Gramática e Ortografia: Aproveite o momento de correção das histórias para perguntar se elas tiveram dúvidas na escrita de alguma palavra. Destaque e explique pontos importantes de gramática e ortografia de forma contextualizada, tornando o aprendizado mais significativo.

    As alterações realizadas visam melhorar a clareza e a correção do texto, mantendo sua intenção original de criar um ambiente de aprendizado lúdico e interativo para as crianças.

    Por fim, espero que o Alfaventura não apenas ensine as crianças a escrever, mas também as inspire a amar a escrita e a considerá-la como um meio de expressão pessoal e de desenvolvimento da criatividade.

    Um abraço e até a próxima semana! 

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

     Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF (GRATUITO ATÉ 04/04/2024) contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 16 cartas;
    • 16 peões;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Experimente deixar as crianças participarem do recorte e da montagem do jogo.

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

    Após a finalização, o arquivo estará disponível para download acessando ‘Minha Conta’ no canto superior direito da tela, na seção Downloads, e também é enviado para o seu e-mail. Verifique a caixa de SPAM.

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  • Construtor de Palavras

    Construtor de Palavras

    O-lá!

    Em um mundo em constante transformação, a educação precisa se reinventar para atender às necessidades de aprendizagem das novas gerações. A alfabetização, como base para todo o conhecimento, não é exceção. Mais do que nunca, é fundamental oferecer às crianças estímulos que despertem sua curiosidade, criatividade e capacidade de pensar de forma crítica e lógica.

    Celso Antunes (2003, p. 18) nos lembra que:

     “Os estímulos são o alimento das inteligências”.

    Essa perspectiva é essencial para entendermos que a alfabetização vai além do aprendizado de letras e palavras. Trata-se de nutrir a mente das crianças com experiências que promovam o desenvolvimento integral.

    Nesse cenário, o jogo “Construtor de Palavras” emerge como uma ferramenta valiosa no processo de alfabetização. Ele foi cuidadosamente desenvolvido para oferecer às crianças uma maneira divertida e interativa de explorar o universo das palavras. Através de desafios que combinam sílabas, formas geométricas e cores, o jogo estimula o pensamento lógico, a atenção, a percepção, e a flexibilidade cognitiva; habilidades essenciais para a construção do conhecimento. Vamos ver como usar?

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque as cartas desafios em uma pilha próximo ao totem do “Construtor de Palavras”;
    2. Espalhe as cartas com sílabas sobre uma mesa;
    3. Cada criança, na sua vez, vira uma carta da pilha e faz a leitura;
    4. Tenta formar uma palavra seguindo as indicações da carta;
    5. Se conseguir, fica com a carta;
    6. Se virar uma carta que tenha a figura de um animal, passa a vez;
    7. Ganha o jogo quem conquistar mais cartas.

    É isso! Que tal formar frases ou histórias com as palavras formadas?

    Ao incorporar o “Construtor de Palavras” na jornada de alfabetização, estamos oferecendo uma nova forma de aprendizado, mais lúdica e envolvente.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 fichas com sílabas;
    • 24 cartas com desafios;
    • 04 cartas “ops”
    • 01 totem;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

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  • Bingo de Frases

    Bingo de Frases

    O-lá!

    Sabemos que, para ler, a criança precisa aprender a decodificar, associando letras a sons específicos da nossa fala. Já abordei esse assunto em outros posts. No entanto, apesar de a decodificação ser um passo importante, ela por si só não garante a compreensão de um texto.

    Como destacado pela educadora Magda Soares (2021, p. 152):

    Ler, sob a perspectiva de sua dimensão individual, é um conjunto de habilidades e conhecimentos linguísticos e psicológicos, estendendo-se desde a habilidade de decodificar palavras escritas até a capacidade de compreender textos escritos.

    Isso significa que, além de decodificar palavras, é necessário desenvolver a capacidade de compreender e interpretar textos, o que envolve habilidades linguísticas e psicológicas.

    Para fomentar o desenvolvimento dessas habilidades nas crianças em fase de alfabetização, é essencial criar atividades lúdicas e interativas que despertem o interesse pela leitura. Hoje, eu trouxe como sugestão o jogo “Bingo de Frases”, que combina diversão e aprendizado de forma eficaz (e ficou lindo, né?!).

    Sugestão de uso:

    1. Coloque as cartas com figuras em um saco;
    2. Cada criança/dupla deve ter sua cartela e marcadores (bolinhas de papel, pedrinhas, miçangas, botões…);
    3. Uma criança retira uma carta do saco e anuncia qual figura está em destaque. Todos devem verificar se possuem uma frase que inclua o nome da figura em suas cartelas para marcar. Convide uma das crianças que encontrou para ler a frase;
    4. O vencedor é quem completar primeiro toda a sua cartela.

    Esse jogo não apenas ajuda na identificação de palavras e frases, mas também promove a atenção, a memória e a interação social entre as crianças, contribuindo para uma experiência de aprendizagem rica e envolvente. As cartelas do jogo “Bingo de Frases” contêm frases curtas, perfeitas para iniciar o processo de leitura. Começar com textos breves é fundamental para preparar os pequenos leitores para desafios maiores, conduzindo-os gradualmente a leituras mais longas e complexas no futuro.

    Convido você a explorar esse jogo em casa ou na sala de aula e a compartilhar suas experiências comigo. Juntos, podemos fazer a diferença na jornada de aprendizagem das nossas crianças.

    Um abraço e até o próximo jogo 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2021.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 28 cartelas;
    • 24 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso;

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

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  • Cata Sílabas

    Cata Sílabas

    O-lá!

    Os equívocos, “erros”, acontecem em qualquer aprendizado, não é mesmo? O ponto é de que maneira nos ensinaram a lidar com eles e como estamos passando isso adiante. Digo isso porque para quem trabalha com educação e, mais precisamente, com crianças que estão em processo de alfabetização (fase importantíssima para qualquer pessoa) e tem o intuito de criar um ambiente propício ao aprendizado talvez precise rever os conceitos sobre “cometer erros”. Sabe, às vezes não precisa falar nada, mas é aquele “olhar torto”, o suspiro profuuundo…

    Os erros são, na verdade, oportunidades de crescimento e, inclusive (!), no processo de construção da leitura e da escrita, precisamos encorajar as crianças a vê-los como uma etapa natural em seu caminho de aprendizado. Esta atitude ajuda a reduzir o medo do fracasso e promove a resiliência.

    Ana Albuquerque (2012, p. 77), diz que:

    “É fundamental valorizar as experiências dos alunos, incentivando a exploração dos sistemas de linguagem (oral e escrito), de forma a encorajar a participação em situações e tentativas de leitura e escrita, olhando para o erro como uma forma natural do processo de aprendizagem”.

    Diante de uma criança frustrada por cometer algum “erro” é preciso mostrar que a escrita é uma habilidade que melhora com a prática e que ela está progredindo a cada tentativa. É preciso elogiar os esforços e a coragem de tentar e, principalmente, destacar que a correção faz parte do processo de aprendizagem.

    O jogo Cata Sílabas pode ser uma boa ferramenta para que as crianças façam suas tentativas de leitura sem medo de errar. Vamos ver com mais detalhes a explicação do jogo?

    Sugestão de Uso:

    A criança sorteia uma cartela e procura no tabuleiro os números e cores indicadas. Em seguida, utiliza as sílabas que estão nos respectivos quadros para descobrir uma palavra.

    Para concluir, que tal instigar a escrita de uma frase?

    Finalizo este texto dizendo que promover uma abordagem positiva em relação aos erros é fundamental, pois eles são oportunidades de crescimento, progresso, e fazem parte do processo de aprendizagem natural.

    Um abraço e até o próximo jogo 🙂

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 27 cartelas com desafios;
    • 54 cartas com sílabas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Das Três, Uma

    Das Três, Uma

    O-lá!

    A fase de pré-escola e o primeiro ano de escolaridade são períodos importantes no desenvolvimento educacional das crianças, marcados por descobertas incríveis e avanços notáveis em diversas áreas do conhecimento. Um desses avanços, talvez um dos mais significativos, é a aquisição da leitura e da escrita. Embora cada criança tenha seu próprio ritmo de desenvolvimento, essa idade é frequentemente considerada ideal para introduzir os conceitos fundamentais da leitura e da escrita.

    No entanto, a aprendizagem bem-sucedida da leitura e escrita nessa fase depende de um entendimento claro do mapeamento entre a linguagem escrita e a oral. Esse processo envolve compreender de que maneira as letras se combinam para formar palavras e como essas palavras se agrupam em frases coerentes. Para alcançar esse nível de compreensão, é fundamental que as crianças desenvolvam conhecimento sobre as unidades básicas da linguagem escrita: frases, palavras e fonemas.

    “Crianças de pré-escola e de primeiro ano estão na idade ideal para aprender a ler e a escrever. Contudo, compreender o mapeamento entre a linguagem escrita e a oral depende de um claro conhecimento de frases, palavras e fonemas, porque a linguagem escrita é organizada explicitamente segundo essas unidades.” (ADAMS; et al. 2012, p. 31)

    O jogo “Das Três, Uma” contribui para que as crianças desenvolvam a consciência fonêmica, compreendam a estrutura das palavras, expandam seu vocabulário e aprimorem habilidades cognitivas importantes. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    A criança sorteia uma cartela e tem o desafio de descobrir qual das três figuras é possível escrever o nome nos quadros. Deve ser colocada uma letra em cada quadro e não pode faltar ou sobrar nenhum quadro.

    Após, pode conferir no gabarito.

    Agora é hora de encerrar este post. Deixo um abraço afetuoso e aguardo ansiosamente pelo nosso próximo encontro, valeu?! Até o próximo jogo… Hehe!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Gabarito;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Conte pra Mim

    Conte pra Mim

    O-lá!

    É, já ficou para trás o conceito que tínhamos sobre “ser uma pessoa inteligente”. Hoje há estudos demonstrando que o ser humano é beneficiado por diversas inteligências (se você tiver mais interesse sobre o assunto pode procurar pelos estudos de Howard Gardner). Ou seja, quando dizemos que uma pessoa é inteligente porque se destaca em matemática não está errado, porém está equivocado quando dizemos que “Fulano não é inteligente” só porque não tem este campo do saber bem desenvolvido. Digo isso porque é possível que ele tenha outro tipo de inteligência. Quem sabe, por exemplo, mais voltado para a área musical!

    Resumindo: uma pessoa pode ter uma inteligência mais desenvolvida para um campo do saber do que para outro, e isso as diferencia, mas não desqualifica! 😉

    Entretanto, nosso desempenho sofre influência de ordem genética, interesse e também do meio em que crescemos e nos desenvolvemos. Sendo assim, o estímulo é fundamental para o nosso desenvolvimento emocional, psíquico e intelectual.

    […] Para que esse desenvolvimento cerebral atinja toda a sua potencialidade e multiplique seu poder de conexões, necessita de ginástica e esta é, genericamente, chamada de estímulos. (ANTUNES, p. 14, 2003, grifo do autor)

    O jogo que eu trouxe hoje como sugestão tem como objetivo estimular a criatividade, o aumento do vocabulário, a comunicação, a expressão, a compreensão textual, a produção de texto, dentre outras habilidades.

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe ou sorteia uma cartela.

    Lê e, em seguida, escreve um texto que deve conter as duas palavras indicadas na cartela.

    Ela pode se inspirar nas imagens e também nos textos.

    Detalhe: este jogo também pode ser realizado oralmente. Aproveite para gravar (pode ser só áudio) o que a criança conta. Ah, vai ser uma delícia!

    Por hoje é isso! Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

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    • 15 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Sílaba Mix

    Sílaba Mix

    O-lá!

    Certamente, um dos maiores desafios no processo de alfabetização infantil reside na manutenção do engajamento e da motivação das crianças, concorda? Os jogos podem ser aliados valiosos nessa jornada, tornando o conteúdo mais cativante. No entanto, também é importante que, após a utilização dos jogos, o mediador (seja um professor, psicopedagogo, ou outro profissional) avalie se os objetivos estabelecidos foram de fato alcançados. Devemos lembrar que os jogos, por si só, não possuem poderes miraculosos… Rsrs!

    Como mencionado por Batllori (2009, p.16), é fundamental escolher jogos que tornem os tópicos mais atraentes. No entanto, igualmente relevante é a etapa de avaliação posterior, na qual devemos analisar se as metas propostas foram efetivamente cumpridas, identificando o que não funcionou e o que poderia ter sido desenvolvido de forma mais eficaz.

    Portanto, apresento uma sugestão para a utilização do jogo “Silaba Mix” a seguir. No entanto, considero importante  que você avalie se esta é a abordagem mais adequada para as crianças que participarão. Algumas crianças podem se beneficiar da escrita (em uma folha) dos nomes das figuras antes de começar o jogo, enquanto para outras, isso pode torná-lo excessivamente fácil e desprovido de desafio. Sendo assim, é essencial identificar as áreas em que as crianças podem estar enfrentando dificuldades e buscar maneiras de aprimorar o jogo para atender às necessidades específicas do grupo.

    Agora vamos ver a forma que eu pensei para utilizar o jogo?

    Sugestão de Uso:

    Faça três pilhas de cartas viradas com as imagens para baixo. 

    Na primeira pilha, coloque todas as cartas com figuras. 

    Na segunda pilha, coloque todas as cartas com sílabas que correspondem ao início dos nomes das figuras (estão escritas em vermelho, laranja ou azul). 

    Na terceira pilha, coloque as cartas com sílabas que correspondem ao final dos nomes das figuras (estão escritas em verde).

    Para começar o jogo, cada criança vira uma carta com figura, mas não revela para os demais colegas o que pegou. 

    Em seguida, uma das crianças vira uma carta da pilha que corresponde ao início dos nomes das figuras. Se for correspondente ao início do nome da sua figura, fica com a carta. Do contrário, descarta na mesa. 

    A próxima criança a jogar, se houver carta descartada na mesa, deve escolher se fica com a carta ou vira uma nova da pilha. 

    Quando a criança já tem a sílaba para o início do nome da sua figura, ela deve, na sua próxima vez, pegar uma carta da terceira pilha.

    O jogo segue até que um dos jogadores complete por primeiro o nome da sua figura.    

    É isso! Gostou do jogo? Só vou saber se você me contar nos comentários…Hehe!

    Um forte abraço e até o próximo jogo!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 20

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 16 cartas de imagens;
    • 32 cartas de sílabas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Bingoletrando

    Bingoletrando

    Olá!

    Nossa mente é verdadeiramente um cofre repleto de memórias, um tesouro inesgotável de experiências que, de maneira intrínseca, moldam a nossa identidade e a nossa compreensão do mundo que nos cerca. No entanto, o que podemos fazer para potencializar ainda mais o nosso processo de aprendizagem? A resposta reside na conexão emocional. Quando nos engajamos emocionalmente em uma atividade, nosso cérebro se torna naturalmente mais alerta e concentrado. Esse estado de envolvimento profundo torna mais provável que prestemos atenção aos detalhes e que as informações sejam retidas de forma mais eficaz.

    As emoções, de fato, desempenham um papel fundamental na formação de memórias. Eventos marcados por uma carga emocional tendem a ser lembrados com maior clareza e persistência em nossa mente em comparação a eventos neutros. Isso implica que as informações adquiridas em contextos lúdicos e emocionalmente envolventes têm uma probabilidade significativamente maior de serem retidas e, o mais importante, recordadas no futuro.

    Conforme salientado por LAPIERRE e AUCOUTURIER (2012, p. 40, grifo do autor), “Tudo aquilo que é unicamente memorizado a força no nível do córtex, sem ter despertado um eco emocional, é somente um parasita da memória. Desta forma, o esquecimento é sinal de saúde mental!“.

    Portanto, o esquecimento se torna uma parte natural e necessária do processo de seleção de informações relevantes para armazenamento a longo prazo.

    Certamente, não desejamos que o processo de alfabetização das crianças siga esse caminho, não é verdade? Muitas vezes, as crianças não conseguem compreender o quão fundamental será a habilidade de leitura e escrita em seu futuro. Isso parece algo muito distante para elas, que tendem a se concentrar no presente. Portanto, é importante oferecer atividades capazes de despertar o interesse e a curiosidade delas. Os jogos que compartilho neste site foram criados com esse objetivo.

    Então, sem mais delongas, vamos ver como utilizar o jogo Bingoletrando?

    Sugestão de uso:

    Coloque as cartas com letras dentro de um saco.

    Entregue para cada criança uma cartela do bingo e fichas com letras.

    Em seguida, começa o jogo.

    Você retira uma carta do saco. Se for sorteada uma das letras que a criança precisa para escrever o nome da sua figura ela deve pegar, entre as suas fichas, a mesma letra e colocá-la sobre o quadrado correspondente. Se for sorteada uma carta “dança”, todos ao mesmo tempo fazem uma dança rápida. 

    Vence o jogo quem completar primeiro toda a sua palavra.

    Para uma melhor compreensão, assista ao vídeo com a explicação do jogo.   

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    LAPIERRE, Andre; AUCOUTURIER, Bernard. A simbologia do movimento: psicomotricidade e educação. Fortaleza: RDS, 2012.

     

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartelas com imagens;
    • 24 cartas com letras (para o sorteio);
    • 33 fichas com letras (para a escrita);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Isto é…

    Isto é…

    O-lá!

    A habilidade grafofonêmica é a capacidade de entender de que maneira as letras do alfabeto estão relacionadas aos sons que emitimos ao falar. Isso ajuda as crianças a transformarem as letras em sons e, depois, em palavras. Quando uma criança consegue ligar a letra “A” ao som “aah”, por exemplo, ela está usando a habilidade grafofonêmica. Isso é importante para aprender a ler, porque permite que as crianças leiam as letras juntas e formem palavras.

    […] para ler, a criança precisa desenvolver a consciência grafofonêmica: relacionar as letras do alfabeto aos fonemas que elas representam. Assim, na leitura, o processo passa dos grafemas para os fonemas, isto é, a criança precisa identificar nos grafemas os fonemas que eles representam para chegar à palavra […] (SOARES, 2022,p.193)

    O jogo “Isto é” traz em cada carta uma figura e uma lista de palavras, sendo que apenas uma delas corresponde ao nome da figura. Perceba que colocamos palavras que começam com a mesma letra (em alguns casos colocamos até a mesma sílaba inicial). Fizemos isso de propósito para que a criança faça uma “varredura” em toda a palavra. Ou seja, decodifique (leia) letra por letra para descobrir qual é a palavra correta. Fato que não aconteceria se tivéssemos colocado palavras com letras iniciais diferentes. No caso, bastaria a criança relacionar a letra ao som inicial da palavra. Na maneira que organizamos, ampliamos sutilmente o desafio…Hehe!

    Ao praticar a identificação de palavras entre aquelas que compartilham a mesma letra inicial, a criança está preparando o terreno para a leitura contextual. Conforme ela avança, começará a reconhecer palavras não apenas pela letra inicial, mas também pela estrutura e contexto da sentença em que estão inseridas.

    Veja agora como pensamos em utilizar este jogo. Faça as adaptações que considerar importantes, ok?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma carta. Lê as palavras e marca aquela que for correspondente ao nome da figura em destaque.

    Após, pode conferir no gabarito.

    Finalizo este post expressando o desejo de que o jogo “Isto é” contribua para despertar o interesse das crianças pela leitura.

    Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.  

      

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 26 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Gabarito;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Bingo dos Bichos

    Bingo dos Bichos

    O-lá!

    Estimular o processo de alfabetização de uma pessoa (criança, jovem, adulto) é um dos trabalhos mais belos, mas que, ao mesmo tempo, traz muitos desafios. Apesar de algumas pessoas poderem achar que qualquer um pode ensinar a ler e escrever, quem trabalha na área sabe que não é bem assim. O estudo sobre os processos que envolvem o ensino/aprendizagem da leitura e escrita são contínuos. Além de ser necessária uma boa dose de sensibilidade para entender de que maneira cada criança aprende e, desta forma, proporcionar a mediação adequada.

    Sabemos que as crianças, durante as tentativas de escrever corretamente, criam suas próprias teorias e estratégias sobre o sistema de escrita da língua. Isso com base nas informações que recebem do ambiente e em suas experiências. Essas hipóteses evoluem à medida que elas se deparam com situações desafiadoras e conflitos cognitivos. Portanto estes conflitos são produtivos e é importante o professor garantir que as crianças se sintam seguras para experimentar e aprender com suas tentativas e erros na leitura e escrita. Obviamente não significa expor a criança o tempo inteiro a desafios extremos e impossíveis de serem superados.

    Em termos práticos não se trata de continuamente introduzir o sujeito em situações conflitivas dificilmente suportáveis, e sim de tratar de detectar quais são os momentos cruciais nos quais o sujeito é sensível às perturbações e às suas próprias contradições, para ajudá-lo a avançar no sentido de uma nova reestruturação. (FERREIRO e TEBEROSKY, 2007, p. 34).

    O jogo “Bingo dos Bichos” traz o desafio da leitura de palavras, mas a criança já vai saber que as cartas trazem nomes de animais. Portanto, é um desafio, mas, ao mesmo tempo, oferecemos uma pista para antecipação: “É um nome de um animal.”  Ele é muito indicado para aquelas crianças que se encontram em uma fase de leitura em que ler uma palavra já representa um desafio significativo. 

    Sugestão de Uso:

    Coloque as cartas com nomes dos animais em um saco.

    Cada criança deve ter sua cartela e marcadores (bolinhas de papel, pedrinhas, miçangas, botões…).

    Uma criança retira uma carta do saco e lê. Todos devem verificar se possuem a figura do animal em suas cartelas para marcar.

    Vence o jogo quem completar primeiro toda uma cartela.

    Obs.: Pode haver mais de um vencedor e isso também é divertido!

    Bom, chegamos ao fim de mais um post. Espero que tenha contribuído! O que você me diz, hein?!…Rsrs

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999

    P.S. Embora eu tenha dito que é ideal para crianças, o “Bingo dos Bichos” não possui imagens infantilizadas, tornando-o perfeito também para adolescentes e adultos em processo de alfabetização.   

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 30 cartelas com imagens de animais;
    • 24 cartas com nomes de animais;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

    Temos este jogo também em inglês! 🤩 O QR Code servirá para ouvir a pronúncia dos nomes dos animais em inglês. Veja abaixo: