Tag: emoções

  • Decifre a mensagem

    Decifre a mensagem

    Oie!!!

    Queridos(as), sabem aquelas crianças que apresentam escrita com hipótese alfabética, mas escrevem palavras sem colocar os devidos espaços?  A ideia que eu trouxe como sugestão hoje foi pensada nelas. É um meio de fazê-las refletir sobre a escrita já sabendo que há algo que precisa ser corrigido e que o erro não foi feito por elas. 😉

    E, o que é ainda mais legal, é que esta atividade proporciona um meio de conhecermos um pouco mais sobre as crianças: o que gostam de fazer, o que não gostam, o que sentem medo, o que as deixam felizes, o que as deixam tristes, o lugar preferido para dormir, etc. Estarmos conectados afetivamente com as crianças é de suma importância para que consigamos êxito no seu desenvolvimento e, uma maneira de criarmos vínculo, é demonstrarmos interesse por elas e o meio em que vivem (sem julgamentos).

    Vygotsky apud Valiati e Antoniuk (1979, p. 37) afirma: “[…] as emoções tem participação ativa no funcionamento mental, concordando com as relações entre afeto e cognição.[…]”

    Sugestão de uso:

    Coloquem as cartas dentro de envelopes para que sejam sorteadas pela criança. Digam que o ET Caramujo (personagem da carta) gosta muito de desenhos e quer ser nosso amigo. Ele enviou uma mensagem solicitando para que desenhássemos algo, mas, como ele está aprendendo a escrever na nossa língua, ainda não sabe colocar os espaços entre as palavras. Então devemos primeiro escrever a frase corretamente para entendermos a mensagem e, depois, fazer o desenho que ele solicitou.

    Enquanto a criança desenha fiquem atentos(as) ao que ela fala porque é comum que um papo bem bacana surja desta atividade. 😉

    É isso! Pensaram em uma maneira diferente de utilizar esta atividade? Deixem nos comentários, além de me deixar feliz poderá ser útil para outras pessoas que passarem por aqui.

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    RIECHI, Tatiana Izabelle Jaworski; et all. Práticas em neurodesenvolvimento infantil: fundamentos e evidências científicas. Curitiba: Íthala, 2017.

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    • 18 cartas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Ampliar vocabulário

    Ampliar vocabulário

    Oieee!

    É verdade que com o nome que escolhi para este post já deixei evidente que um dos objetivos almejados é ampliar o vocabulário das nossas crianças/adolescentes, mas, podemos ir além! Utilizar este recurso para desencadear aquela conversa gostosa e falar de sentimentos, emoções. Ou seja, uma boa estratégia para promover um melhor conhecimento de si e dos outros. Estou falando da inteligência emocional; que é indispensável para nossa vida pessoal e profissional. Considero importante ressaltar que para que esta vivência seja positiva o mediador precisa se despir de julgamentos. É uma ocasião propícia para aprimorar a escuta do que a criança/adolescente conhece e sente.

    “[…] Parece-nos ingênuo acreditar que esse projeto pretenda ´mudar a emoção´ dos alunos; mais coerente seria acreditar que os jogos poderiam propiciar um melhor conhecimento de si mesmo e de outros e, portanto, construir relações humanas mais serenas e laços de afetividade mais sólidos. […]” (ANTUNES, 1998, p. 245)

    Então, mãos à obra!

    Sugestão de uso:

    Cobrir os quadros que tem palavras, pedir para a criança observar a imagem e nos dizer o que parece que a pessoa está sentindo. Só depois mostrar a palavra do quadro azul e perguntar se ela concorda ou não e por qual motivo. Também podemos explorar se ela já viveu situação semelhante e como foi. Após, pedir para ela tentar descobrir outra palavra, que tem o mesmo significado, mas que está com as sílabas misturadas no quadro amarelo.

    Obs.: Uma boa estratégia, para deixar a atividade mais lúdica, é usar uma lupa e dizer que vamos ter que investigar mais de perto as expressões das pessoas para descobrir o que estão sentindo.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estipulação das múltiplas inteligências. 12 ed. Petrópolis: Vozes, 1998.

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    • 15 fichas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Execute o movimento

    Execute o movimento

    Oieee!

    Gente, a alfabetização não espera o período escolar para iniciar. Isso quer dizer que quando a criança inicia o período “formal” de alfabetização ela não é uma inexperiente total nesta área. Pode até não ler e escrever convencionalmente, mas, já formula hipóteses. Agora, além da aprendizagem das letras, seus sons, codificação, decodificação e o letramento, outros conhecimentos são importantes que a criança desenvolva para que a alfabetização ocorra com mais tranquilidade.

    Estou falando de conhecimentos como: esquema corporal, noções embaixo/em cima, frente/atrás, direita/esquerda, entre outros. E por que é preciso aprender esses conceitos? O que tem a ver com a escrita? Seguem alguns exemplos: Escrevemos em uma folha de cima para baixo, da esquerda para a direita; as letras p/q e b/d se diferenciam – visualmente falando -, por um traço e o lado que fica a “bolinha”: direita/esquerda, em cima/embaixo. São poucos exemplos para evitar que este post fique muito extenso. Mas primeiro a criança precisa reconhecer esses conceitos em seu próprio corpo para poder utilizá-lo como referência e ter, inclusive, noções de espaço e delimitações no caderno. É através do corpo que as crianças compreendem o mundo.

    Agora, vale estarmos atentos ao que Rotta, Ohlweiler, Riesgo (2007, p. 78) nos dizem:

    “Aos seis anos a criança reconhece direita e esquerda em si mesma. Aos sete anos consegue mostrar direita e esquerda em si mesma de forma cruzada e é capaz de responder a posição de um objeto em relação a si mesma. Aos oito anos conhece direita e esquerda no examinador […]”.

    Essas informações são importantes para não cobrarmos da criança algo que ela pode não ter possibilidade maturacional para responder. Agora, isso não nos impossibilita de utilizar um jogo ou brincadeira para ajudá-la na construção deste aprendizado.

    Então, vamos ao jogo que eu trouxe como sugestão. Tem arquivo PDF com este jogo disponível na nossa loja. Para adquirir cliquem no link disponível no final deste post.

    Sugestão de uso:

    Disponibilizar duas fitas/barbante (60 cm), duas garrafas PET pequenas, uma cor de tinta facial e, para cada criança, um peão/marcador colorido.

    Colocar as cartas dentro de uma caixa ou sacola e o tabuleiro sobre uma superfície plana. Cada criança, na sua vez, retira uma carta da sacola, lê, executa o movimento e anda com seu peão no tabuleiro a quantidade de casas que consta na carta.

    Atenção! Alguns movimentos são acumulativos. Eles estão sinalizados com uma estrela nas cartas. Portanto, se uma carta com estrela estiver escrito: “levante a mão direita”, a criança deve ficar nesta posição até o final da partida. Na próxima rodada se ela tirar outra carta com estrela e que estiver escrito: “Segure uma garrafa PET embaixo do braço esquerdo”, a criança ficará com a mão direita levantada e com a garrafa PET embaixo do braço esquerdo.

    Obs.: Colocamos poucas casas na trilha porque, para algumas crianças, pode ser difícil ficar na mesma posição por muito tempo. Se você perceber que é possível, combine que tem que dar duas voltas na trilha.

    Ainnn, ficou maravilhoso este jogooooo!!! Pelo menos na minha singela opinião. Quero saber o que vocês acharam. Então falem pra mim nos comentários, please! 🥰

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique abaixo para adquirir:

    • 01 tabuleiro;
    • 26 cartas;
    • Instruções de uso.

    São enviados por e-mail dois arquivos: Um para impressão do jogo em folha tamanho A4 e outro para impressão em folha tamanho A3 (tabuleiro está ampliado).