O-lá!
Quando a gente já sabe ler e escrever, parece tudo tão simples…
A letra representa o som, o som vira palavra, a palavra vira texto. Pronto.
Mas, para a criança, esse caminho não é nada óbvio.
A nossa fala é contínua, rápida e automática. Quando conversamos, não pensamos: “Agora falei um som, depois outro, depois outro…” Nós pensamos no significado, na ideia, na emoção.
Por isso, perceber que as palavras são formadas por pequenos sons é um grande desafio. Esses pequenos sons são chamados de fonemas. E a capacidade de percebê-los, identificá-los e separá-los recebe o nome de consciência fonêmica.
As pesquisas mostram que muitas crianças não desenvolvem essa habilidade sozinhas. Sem uma mediação intencional, uma parte significativa delas encontra dificuldades para aprender a ler e escrever.
Não é falta de esforço.
Não é desinteresse.
Não é falta de inteligência.
É falta de oportunidade de olhar para a língua “por dentro”.
A criança precisa aprender a ouvir o que antes passava despercebido. Ela precisa descobrir que “casa” tem partes sonoras, que “bola” começa com um som específico, que “mala” e “mapa” têm algo em comum. E isso se constrói aos poucos.
Do simples ao complexo! Uma boa ideia é começar pelas vogais. Como já afirmava Maria Montessori:
[…] começamos pelas vogais, apresentando, em seguida, as consoantes […] (MONTESSORI, 1965, p. 198)
Explico o motivo… Elas são:
✔ mais fáceis de perceber;
✔ mais presentes nas palavras;
✔ mais prolongáveis na fala;
✔ mais acessíveis para a criança ouvir e reproduzir.
Quando trabalhamos as vogais, estamos abrindo a porta para que a criança comece a escutar os sons com atenção.
Alfabetizar inclui ensinar a escutar.
Muito antes de pedir que a criança escreva, leia ou copie, precisamos ajudá-la a desenvolver um olhar (e um ouvido) atento para a língua. E, quando respeitamos esse processo, a alfabetização deixa de ser um sofrimento e passa a ser uma construção segura, leve e possível.
Pensando em tudo isso, hoje eu trago uma sugestão muito especial: o jogo Trilha das Vogais.
Ele foi pensado justamente para contribuir com esse momento tão importante da alfabetização: ajudar a criança a perceber os sons das vogais e relacioná-los às palavras.
Durante o jogo, a criança é convidada a:
- Ouvir com atenção;
- identificar o som inicial das palavras;
- relacionar figuras, sons e letras;
- refletir sobre as vogais de forma natural e divertida.
Sem pressão.
Sem excesso de cobrança.
Com brincadeira, envolvimento e significado.
Vamos ver como utilizar?
Sugestão de uso:
- Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.
- Cada criança, na sua vez, pega uma carta da sacola, diz com qual som inicia o nome da figura e, em seguida, coloca a carta na vogal correspondente.
- Após isso, anda com seu peão no tabuleiro a quantidade de casas que consta na carta.
- Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.
💡 Dica
Para contribuir na aprendizagem, peça que as crianças escrevam os nomes das figuras após o jogo. Pesquisas apontam a importância da escrita à mão para a aprendizagem, pois ela ativa áreas importantes do cérebro.
É isso! Gostou do que viu por aqui?
A Trilha das Vogais transforma o treino auditivo em experiência lúdica. E, aos poucos, aquilo que antes passava despercebido começa a fazer sentido. Porque, quando a criança aprende brincando, ela aprende de verdade.
E nós, educadores e famílias, seguimos fazendo o melhor com o conhecimento que temos, oferecendo caminhos seguros para que cada criança construa sua relação com a leitura e a escrita no seu tempo.
Vou ficando por aqui.
Até o próximo post! 💛
Referência Bibliográfica:
MONTESSORI, Maria. Pedagogia científica. São Paulo: Flamboyant, 1965.
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- 25 cartas;
- 01 tabuleiro;
- 04 peões;’
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