Tag: dislexia

  • Dino Embaralhado | Jogo de alfabetização para organizar letras e formar palavras

    Dino Embaralhado | Jogo de alfabetização para organizar letras e formar palavras

    O-lá!

    Quando pensamos em alfabetização, é essencial lembrarmos que a leitura é um processo ativo. A criança prevê, testa possibilidades e constrói sentido a partir do que já sabe.

    De acordo com Frank Smith (2003), a leitura envolve um processo de previsão, no qual o leitor utiliza seus conhecimentos prévios para atribuir significado ao que está escrito.

    Isso significa que, ao oferecer pistas sobre o que está escrito para uma criança em processo de aprendizagem da leitura e da escrita, ou sobre o que esperamos que ela escreva, ajudamos a ampliar seu pensamento, levantar hipóteses mais consistentes e se envolver de forma mais significativa com a palavra.

    Foi a partir dessa compreensão que elaboramos o jogo Dino Embaralhado. Organizamos o jogo de forma intencional, incluindo pistas que auxiliam a criança a antecipar quais palavras podem ser formadas a partir de um determinado grupo de letras embaralhadas: nome de animal, fruta, objeto ou vestuário.

    Além disso, as imagens do tabuleiro também funcionam como pistas. Por exemplo: se a dica for “é um animal”, a criança poderá observar quais animais estão disponíveis no tabuleiro e, com base nisso, tentar formar o nome de um deles com as letras apresentadas. (Logo abaixo, há mais detalhes sobre o uso do jogo.)

    Dessa forma, a atividade se torna mais acessível para uma criança que está em processo de aprendizagem, desafiadora na medida certa e muito mais envolvente, favorecendo não apenas o acerto, mas principalmente o raciocínio durante o processo.

    Habilidades estimuladas:

    • leitura e formação de palavras;
    • atenção e concentração;
    • velocidade de processamento;
    • associação entre palavra e imagem;
    • flexibilidade cognitiva.

    Sugestão de uso:

    1. A criança puxa a tira que sai da boca do “Dino”. Nessa tira, encontrará uma palavra com as letras embaralhadas.
    2. Antes de iniciar, será dada uma pista, como: é o nome de um animal, de uma fruta, de um objeto ou de uma peça de vestuário.
    3. Com base nessa informação, a criança deverá descobrir qual é a palavra e organizá-la dentro de um tempo determinado. Se for possível, utilize uma ampulheta ou um cronômetro para marcar esse tempo.
    4. Se conseguir, ganha uma fichinha e deverá procurar, no tabuleiro, a figura correspondente à palavra, colocando a fichinha sobre ela.
    5. Ao final, todos contam suas fichinhas para descobrir quem conquistou mais.

    Ao propor atividades como essa, nosso objetivo vai além do acerto imediato. Queremos que a criança pense, levante hipóteses, teste possibilidades e, principalmente, se envolva com o processo de aprendizagem de forma significativa e prazerosa.

    Quando ajustamos o nível de desafio e oferecemos pistas adequadas, criamos um caminho mais acessível e motivador, respeitando o momento de cada criança e favorecendo avanços reais na leitura e na escrita.

    Espero que essa proposta possa contribuir com a sua prática e trazer momentos de aprendizagem leve, divertida e cheia de descobertas.

    Um abraço,
    Sol 💛

    Referência Bibliográfica:

    SMITH, Frank. Compreendendo a leitura: uma análise psicolinguística da leitura e do aprender a ler. Porto Alegre: Artmed, 2003.

     

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    • 01 tabuleiro;
    • 4 tiras com palavras embaralhadas;
    • 0 arte “Dino”;
    • instruções de uso.

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  • Lago das Sílabas | Jogo de alfabetização com sílabas para formação de palavras

    Lago das Sílabas | Jogo de alfabetização com sílabas para formação de palavras

    O-lá!

    Em um primeiro olhar, especialmente quando ainda não conhecemos profundamente o processo de alfabetização, é comum que a escrita de uma criança chame atenção pelo que “não está certo”. Mas, por trás dessas produções, existe algo muito mais importante acontecendo: a criança está pensando.

    Os estudos na área da alfabetização nos ajudaram a compreender que as primeiras tentativas de escrita não são aleatórias. Existe intenção, organização de ideias e construção de conhecimento em cada registro.

    Mesmo que, para um olhar menos atento ou com pouco conhecimento sobre o assunto, pareça uma escrita cheia de erros, hoje já sabemos que isso não procede. No entanto, nem sempre foi assim.

    Como aponta Ana Albuquerque (2022, p. 77):

    […] pouca importância era dada às primeiras produções escritas das crianças, sendo consideradas simples garatujas sem significado e que não envolviam qualquer ligação com a cognição. Eram vistas como reproduções erradas da escrita […].

    Ainda bem que os tempos são outros, não é mesmo?…Rsrs!

    Hoje, já sabemos que a criança está, sim, pensando sobre a escrita, testando hipóteses e organizando suas ideias sobre como a língua funciona.

    E quando esse olhar muda, muda tudo junto. A escrita deixa de ser julgada apenas pelo acerto e passa a ser compreendida como parte essencial do processo.

    É exatamente nesse ponto que os jogos entram com força. Porque, no jogo, a criança:

    • arrisca sem medo;
    • testa combinações;
    • observa o que funciona e o que não funciona;
    • aprende de forma ativa e significativa.

    Hoje eu trouxe como sugestão o “Lago das Sílabas”. Um jogo em que o sapinho precisa pular de sílaba em sílaba, formando palavras ao longo do caminho.

     Habilidades estimuladas:

    • formação e segmentação de palavras;
    • leitura inicial;
    • atenção e planejamento;
    • orientação espacial;
    • flexibilidade cognitiva.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Cada jogador, na sua vez, avança com seu peão tentando formar uma palavra. Pode se mover para a direita, esquerda, frente, atrás e na diagonal, mas não pode pular sílabas.
    3. A cada jogada, deve registrar a palavra formada em uma folha ou caderno.
    4. O jogo termina para o jogador que chegar à última sílaba da margem superior. Ao chegar, não pode mais se mover. Mas atenção: o vencedor não é quem chega primeiro, e sim quem consegue formar mais palavras ao longo do caminho.

    No fim das contas, mais importante do que chegar rápido é o que a criança constrói durante o percurso.

    É isso, turma! Gostaram do que viram por aqui?

    Um abraço e a gente se encontra no próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

     

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    • 04 peões;
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  • Intrusa F/V, P/B, T/D, M/N | Jogo para trabalhar trocas de letras

    Intrusa F/V, P/B, T/D, M/N | Jogo para trabalhar trocas de letras

    O-lá!

    Se você trabalha com alfabetização ou acompanha alguma criança nesse processo, talvez já tenha observado que, mesmo após um caminho bem construído, algumas delas ainda apresentam trocas na escrita, como F/V, P/B, T/D e M/N.

    Essas trocas costumam gerar dúvidas e até preocupações, principalmente quando persistem por mais tempo do que o esperado.

    Mas é importante dizer com clareza: nem toda troca indica um transtorno. Não precisamos, de imediato, patologizar ou associar essas dificuldades a quadros como dislexia ou déficit de atenção, ainda que, em alguns casos, possam estar relacionados.

    Antes de qualquer rótulo, há algo essencial: a criança precisa de ajuda para perceber e diferenciar os sons da fala(fonemas) e as letras que os representam.

    Muitas vezes, algumas crianças se beneficiam quando chamamos atenção para pequenas pistas na produção dos sons.
    No som de /m/, por exemplo, os lábios se tocam; no /n/, não. O uso de um espelho para que a criança observe os movimentos articulatórios durante a produção dos sons também pode favorecer essa percepção.
    Já no /v/, há vibração das cordas vocais, o que não acontece no /f/. Nesse caso, perceber a vibração colocando a mão no pescoço pode ajudar a criança a diferenciar os sons.
    Esses apoios ajudam a tornar os sons mais perceptíveis e favorecem a discriminação entre letras que costumam gerar confusão.

    Como destacam Artur Gomes de Morais e Tarciana Pereira da Silva Almeida (2022, p. 66):

    […] quando um aprendiz escreve faca em lugar de ‘vaca’, precisa de ajuda para perceber a distinção entre os fonemas /f/ e /v/.”

    Ou seja, estamos falando de uma habilidade que pode, e deve, ser trabalhada de forma intencional.

    O que essas crianças precisam?

    • Apoio direcionado;
    • atividades que evidenciem os sons;
    • oportunidades de comparação entre palavras;
    • intervenções que tornem essa aprendizagem mais concreta e significativa.

    E, claro… de forma leve e envolvente.

    Pensando nisso, criei o jogo “Intrusa F/V, P/B, T/D, M/N”, uma forma lúdica de trabalhar a discriminação entre sons que costumam gerar confusão.

    A ideia é simples: identificar quando uma palavra “não pertence” àquele grupo. Ou seja, quando há um intruso sonoro.

    Habilidades estimuladas:

    • discriminação dos fonemas /F/V/, /P/B/, /T/D/, /M/N/;
    • atenção e concentração;
    • leitura e análise de palavras ;
    • relação fonema–grafema.

    Sugestão de Uso:

    Coloque o tabuleiro no centro da mesa. Organize os jogadores sentados um de frente para o outro.

    Cada jogador ficará com um lado do tabuleiro:  um com palavras que devem ser completadas com F; outro com palavras que devem ser completadas com V.

    Na sua vez, o jogador:

    1. Lança o dado e avança com o peão conforme o número sorteado.
    2. Ao parar em uma casa: Se a palavra corresponde ao seu lado (ex: jogador do F em palavra com F), segue normalmente. Se cair em uma palavra que deveria ser completada com a outra letra, ele encontrou uma intrusa. Nesse caso, ganha um bônus e avança mais três casas.
    3. O jogo continua alternando os turnos.
    4. Vence quem chegar primeiro ao círculo central do tabuleiro.

    Por que funciona?

    Porque a criança não está apenas escrevendo ou repetindo, ela está comparando, analisando e tomando decisões.

    E isso faz toda a diferença no processo de aprendizagem.

    Se você trabalha com alfabetização ou acompanha uma criança que apresenta esse tipo de troca, vale muito a pena incluir propostas assim na rotina.

    Espero que esse jogo contribua com o seu trabalho e, principalmente, com o avanço das crianças.

    Um abraço,
    Sol

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Jogos para ensinar ortografia: ludicidade e reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

     

    Clique no linki abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro F/V;
    • 01 tabileiro P/B;
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    • 01 dado;
    • 04 peões;
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  • Puxa Palavras | Jogo de alfabetização para trabalhar consciência silábica

    Puxa Palavras | Jogo de alfabetização para trabalhar consciência silábica

    O-lá! 😊

    No processo de alfabetização, é muito comum pensarmos leitura e escrita como habilidades separadas. No entanto, do ponto de vista do desenvolvimento, elas caminham juntas e se influenciam constantemente.

    Mesmo quando a proposta envolve apenas leitura, é importante compreender que há impactos diretos sobre a escrita. Ao ler, a criança entra em contato com as formas convencionais das palavras, observa regularidades e começa a construir representações mentais sobre como elas são organizadas.

    Como aponta Magda Soares (2016, p. 84):

    […] Assim, a escrita alfabética prepara e estimula o uso de uma estratégia alfabética na leitura; por outro lado, a leitura propicia a internalização de representações ortográficas que podem ser transferidas para uma escrita ortográfica.

    Isso significa que, mesmo em atividades centradas na leitura, a criança está, ao mesmo tempo, fortalecendo bases importantes para a escrita, especialmente no que se refere à consolidação de padrões ortográficos.

    Pensando nisso, trago como sugestão o jogo “Puxa Palavras”, que trabalha a leitura de forma significativa e favorece esse processo.

    Algumas habilidades estimuladas:

    • Leitura de palavras;
    • Atenção à estrutura das palavras (sílabas);
    • Identificação da última sílaba e relação com o início de outra palavra;
    • Ampliação de vocabulário;
    • Pensamento lógico-dedutivo;
    • Atenção e concentração.

    Sugestão de uso do jogo

    1. Organize as crianças sentadas em círculo.
    2. Distribua igualmente as cartas entre as crianças. O que sobrar, deixe de lado para uma eventual compra.
    3. Coloque a locomotiva que puxa o vagão com a palavra “nove” no centro da mesa.
    4. A criança que tiver uma carta com uma palavra que começa com “VE” (última sílaba de “nove”) deve colocá-la ao lado do vagão. O jogo segue dessa forma, sempre conectando a última sílaba de uma palavra ao início da próxima.
    5. O jogo termina quando não houver mais vagões.

    Este não é um jogo com ganhadores ou perdedores, a montagem do trem é coletiva.

    Propostas como essa mostram, na prática, como a leitura pode ser trabalhada de forma ativa e significativa, contribuindo para o avanço da alfabetização como um todo.

    Gostou do que viu por aqui? O jogo está disponível gratuitamente na nossa loja.

    Espero que essa proposta contribua com a sua prática e torne o momento de leitura ainda mais significativo para as crianças. 💛
    Depois me conta como foi!

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

     

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    • Instruções de uso.

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  • Papa Erros | Jogo de alfabetização para trabalhar ortografia

    Papa Erros | Jogo de alfabetização para trabalhar ortografia

    O-lá! 😊

    Depois que a criança compreende o funcionamento do sistema de escrita alfabética, um novo desafio passa a fazer parte do processo de alfabetização: a ortografia. Nessa etapa, ela precisa aprender que algumas palavras não podem ser escritas apenas com base nos sons da fala, exigindo o desenvolvimento da memória ortográfica e o contato frequente com a escrita correta das palavras.

    Diferentemente das palavras que seguem regras previsíveis, existem aquelas cuja grafia precisa ser aprendida gradualmente por meio da leitura, da escrita e de experiências significativas com a linguagem. Pensando nesse desafio, hoje eu trouxe como sugestão o jogo Papa Erros, uma proposta lúdica que favorece a reflexão sobre a escrita correta das palavras.

    Por que algumas palavras são mais difíceis de escrever?

    Quando a criança chega à escrita alfabética, muita coisa já foi conquistada: ela compreende a relação entre sons e letras e consegue registrar palavras de forma legível. Mas é justamente nesse momento que surge um novo desafio e, muitas vezes, o mais persistente: a ortografia.

    Na língua portuguesa, nem sempre existe uma regra que explique por que determinada palavra é escrita de uma forma e não de outra. Existem as chamadas correspondências fonográficas irregulares, isto é, situações em que o mesmo som pode ser representado por letras diferentes.

    Um exemplo clássico é:

    • gigante (com G);
    • jiló (com J).

    As duas palavras começam com o mesmo som, mas são escritas de maneiras diferentes. Nesses casos, conhecer apenas a relação entre sons e letras não é suficiente. A criança precisa construir, aos poucos, a memória da escrita correta dessas palavras.

    Memória ortográfica: por que ela é importante?

    Esse é um ponto fundamental no ensino da ortografia.

    Nas palavras que seguem regularidades, a criança pode compreender padrões e utilizá-los na escrita. Já nas palavras irregulares, o caminho é diferente: entra em cena a memória ortográfica.

    Isso acontece quando a criança tem oportunidades de:

    • encontrar frequentemente determinada palavra na leitura;
    • utilizá-la em diferentes situações de escrita;
    • refletir sobre sua grafia;
    • registrar essa palavra diversas vezes em contextos significativos.

    Não se trata de decorar mecanicamente, mas de construir familiaridade com a escrita correta ao longo do tempo.

    Como destacam Artur Gomes de Morais e Tarciana Pereira da Silva Almeida (2022, p. 21):

    “[…] pensamos que é mais importante ajudar a criança a, desde cedo, escrever ‘homem’, ‘hoje’ e ‘hora’, palavras que reaparecerão nos textos de que será autora, do que cobrar, aos 7 ou 8 anos, que ela não erre ao escrever palavras raras como ‘harpa’, ‘holofote’ ou ‘hélice’.”

    Essa reflexão nos convida a priorizar palavras que realmente fazem parte do cotidiano da criança e que aparecerão com frequência em suas produções escritas.

    Foi pensando nisso que desenvolvi o Papa Erros. Na seleção das palavras, procurei utilizar exemplos de uso frequente, tornando o aprendizado mais significativo e funcional.

    O que a criança desenvolve com este jogo?

    O Papa Erros possibilita trabalhar:

    • ortografia de palavras frequentes;
    • palavras com S/Z;
    • palavras com X/CH;
    • palavras com C/Ç/SC;
    • palavras com R/RR;
    • palavras com G/J;
    • entre outras dificuldades ortográficas;
    • construção da memória ortográfica;
    • atenção e concentração;
    • reflexão sobre a escrita.

    Quando utilizar este jogo?

    O Papa Erros é indicado para crianças que já compreenderam o princípio alfabético e iniciaram a aprendizagem da ortografia. Pode ser utilizado em sala de aula, atendimentos individuais, pequenos grupos ou como atividade complementar para favorecer a reflexão sobre a escrita correta das palavras.

    Sugestão de uso

    1. Deixe que cada criança escolha o seu “monstro” (o seu lado do jogo).
    2. Coloque as cartas em uma pilha.
    3. Na sua vez, cada criança pega uma carta, lê a frase para o colega e informa qual palavra deverá ser soletrada.
    4. Se o colega soletrar corretamente, nada acontece.
    5. Se cometer um erro, deverá puxar o seu lado da tira, fazendo com que o monstro “coma” uma pastilha.
    6. Perde quem ficar primeiro sem nenhuma pastilha.

    Dica: Para favorecer a construção da memória ortográfica, incentive as crianças a escreverem as palavras trabalhadas durante ou após a partida. A escrita complementa a reflexão realizada durante o jogo e contribui para a internalização da grafia correta.

    Quando o desafio deixa de ser como escrever e passa a ser como escrever corretamente, entramos no campo da ortografia. Nesse processo, compreender que algumas palavras seguem regras e outras dependem da memória ortográfica faz toda a diferença. Recursos lúdicos como o Papa Erros tornam essa aprendizagem mais significativa, participativa e prazerosa.

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Jogos para ensinar ortografia: ludicidade e reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

     

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    • 36 cartas;
    • 04 “monstrinhos”
    • 01 embalagem;
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    Perguntas frequentes

    1. Em que fase da alfabetização este jogo é indicado?

    O Papa Erros é indicado para crianças que já compreenderam o funcionamento do sistema de escrita alfabética e iniciaram o aprendizado da ortografia.

    2. O principal objetivo deste jogo é ensinar regras ortográficas?

    Não. O principal objetivo é favorecer a reflexão sobre a escrita correta das palavras e contribuir para a construção da memória ortográfica, especialmente em palavras que não seguem regras simples.

    3. Quais dificuldades ortográficas podem ser trabalhadas?

    O jogo permite trabalhar diferentes correspondências ortográficas, como S/Z, X/CH, G/J, R/R, C/Ç/SC, entre outras, utilizando palavras frequentes no cotidiano da criança.

    4. Este jogo pode ser utilizado em sala de aula?

    Sim. Pode ser utilizado em sala de aula, atendimentos individuais, pequenos grupos ou como atividade complementar para consolidar a aprendizagem da ortografia.

    5. Por que trabalhar palavras de uso frequente?

    Porque são palavras que a criança utilizará com maior frequência em suas produções escritas. Quanto mais contato ela tiver com essas palavras em situações significativas, maiores serão as oportunidades de construir a memória ortográfica.

    6. Como potencializar a aprendizagem durante o jogo?

    Além de soletrar, é interessante que as crianças também escrevam as palavras trabalhadas. A combinação entre leitura, oralidade, escrita e reflexão favorece a consolidação da grafia correta.

    7. Este jogo pode ser utilizado com crianças com dificuldades de aprendizagem?

    Sim. O Papa Erros pode ser utilizado com crianças com diferentes perfis de aprendizagem, incluindo aquelas com dislexia, autismo e outras condições, desde que a proposta seja adaptada às suas necessidades e mediada por um professor, psicopedagogo ou outro profissional responsável.

  • Vira Palavra | Jogo de alfabetização com sílabas para formar palavras

    Vira Palavra | Jogo de alfabetização com sílabas para formar palavras

    O-lá!

    A leitura  é uma construção cultural relativamente recente na história da humanidade. Diferente da linguagem oral, que se desenvolve naturalmente nas crianças, a leitura depende de um processo de aprendizagem mediado, no qual a criança precisa compreender como os sinais gráficos representam a linguagem.

    Como destaca Stanislas Dehaene (2012, p. 19):

    A leitura não é senão um exemplo das atividades culturais surpreendentemente diversas que a espécie humana criou numa dezena de milhares de anos.

    Isso significa que aprender a ler envolve entrar em contato com práticas culturais específicas e, pouco a pouco, compreender como as palavras são formadas e organizadas. Nesse percurso, jogos que convidam a criança a manipular sílabas, testar combinações e buscar palavras conhecidas podem favorecer reflexões importantes sobre a estrutura da língua escrita.

    Pensando em contribuir com esse processo de aprendizagem, eu hoje trouxe o jogo Vira Palavra, uma proposta simples que estimula a criança a formar palavras a partir das sílabas disponíveis no tabuleiro, mobilizando diferentes habilidades cognitivas e linguísticas.

    Algumas habilidades estimuladas:

    • Formação e reconhecimento de palavras;
    • flexibilidade cognitiva ao testar diferentes combinações de sílabas;
    • recuperação de palavras do repertório linguístico da criança;
    • atenção e agilidade de pensamento.

    Agora vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Na sua vez, a criança joga o dado. O número sorteado indica a quantidade de sílabas que deverá usar do tabuleiro para formar uma palavra, dentro de um tempo estipulado. Se possível, disponibilize uma ampulheta para marcar o tempo.
    3. Se conseguir formar a palavra, ganha uma estrela.
    4. As sílabas só podem ser utilizadas uma vez.
    5. Ganha o jogo quem primeiro conquistar 3 estrelas.

    Viu que jogo bacana? Ao tentar formar palavras dentro de um tempo determinado, a criança precisa observar as sílabas disponíveis, explorar combinações possíveis e recuperar palavras que já fazem parte de seu repertório. Assim, o jogo cria um contexto desafiador e ao mesmo tempo lúdico para pensar sobre a formação das palavras.

    Propostas simples como essa mostram que aprender a ler e a escrever também pode ser um momento de investigação e descoberta. Quando a criança é convidada a brincar com as palavras, observar suas partes e testar possibilidades, ela passa a se aproximar da língua escrita de forma mais ativa e significativa.

    É isso! Espero que o Vira Palavra possa contribuir com momentos de desafio, diversão e aprendizagem.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

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    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

  • Par Sonoro | Jogo de Alfabetização para estimular consciência fonológica

    Par Sonoro | Jogo de Alfabetização para estimular consciência fonológica

    O-lá!

    Toda palavra tem um som, um ritmo e uma forma de se mover na boca. Quando as crianças escutam, repetem e brincam com as palavras, elas estão descobrindo como a língua funciona. É nesse jogo entre o som e o sentido que começa a nascer a consciência fonológica, uma habilidade essencial para compreender que a fala pode ser representada pela escrita.

    Ao brincar com sílabas, rimas e sons iniciais, as crianças aprendem a perceber que as palavras são formadas por partes menores e que esses pedaços sonoros se organizam de maneira significativa. Essa percepção, construída de forma lúdica e espontânea, cria as bases para o desenvolvimento da leitura e da escrita.

    Como explica Artur Gomes de Morais (2022, p. 23):

    […] a escola pode direcionar a reflexão das crianças, ajudando-as, por exemplo, a ver que palavras que começam (ou terminam) de modo parecido quando falamos tendem a ser escritas com as mesmas letras. Não vemos ganho em deixar nossos alunos terem que descobrir isso sozinhos.

    E é justamente nessa direção que entra o olhar do educador e, de modo muito especial, o olhar do psicopedagogo. Afinal, algumas crianças precisam de um acompanhamento mais individualizado para desenvolver essa escuta atenta e compreender melhor a relação entre som e escrita.

    Pensando nisso, nasceu o jogo “Par Sonoro”. Um recurso lúdico que estimula a consciência fonológica por meio da brincadeira com sílabas, rimas e sons iniciais.

    Veja algumas habilidades estimuladas:

    • Consciência fonológica, envolvendo diferentes níveis, como: Consciência de aliteração, ao identificar palavras que começam com o mesmo som. Consciência de rima, ao perceber palavras que terminam de modo semelhante. Consciência de quantidade silábica, ao comparar e identificar palavras com o mesmo número de sílabas;
    • Percepção auditiva: ao discriminar sons semelhantes e diferentes nas palavras;
    • Atenção e concentração: ao ouvir atentamente para perceber o som inicial, final ou a estrutura sonora das palavras;
    • Memória de trabalho: ao reter informações sonoras para realizar as associações corretas;
    • Pensamento lógico e flexibilidade cognitiva: ao refletir sobre as relações entre fala e escrita e adaptar estratégias conforme o desafio;
    • Reconhecimento das correspondências entre sons e letras: passo fundamental no processo de alfabetização.Reconhecimento das correspondências entre sons e letras: passo fundamental no processo de alfabetização.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa e espalhe as cartas com as figuras viradas para baixo.
    2. Cada criança, na sua vez, joga o dado e avança com o seu peão até a próxima casa da mesma cor sorteada. Ao chegar, diz em voz alta o nome da figura indicada no tabuleiro e vira uma carta da mesa, seguindo a regra correspondente à cor da casa:
    • Casa rosa: deve procurar outra carta cujo nome comece com o mesmo som inicial da figura de referência (aliteração);
    • Casa amarela: deve procurar uma carta cujo nome rime com o nome da figura de referência;
    • Casa azul: deve procurar uma carta cujo nome tenha a mesma quantidade de sílabas da figura de referência.
    1. Se a criança virar uma carta que não forme o par sonoro esperado, ela retorna o peão para a casa em que estava antes da jogada.
    2. Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.

    Observação:
    O jogo pode ser realizado de forma totalmente oral ou, conforme o nível das crianças, incluir o registro escrito. À medida que os pares forem formados, as crianças podem escrever os nomes das figuras, favorecendo a reflexão sobre a relação entre som e escrita. Ah, o arquivo PDF com este jogo está gratuito na nossa loja. Bom demais, né?

    É isso! Ah, o arquivo PDF com este jogo está gratuitoooo! Gostou?

    Espero que o “Par Sonoro” desperte muitas descobertas, risadas e bons momentos de aprendizagem. Que ele contribua não apenas para desenvolver habilidades importantes, mas também para aproximar ainda mais as crianças do prazer de ouvir, pensar e brincar com os sons das palavras.

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022

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  • Trilha das Vogais | Jogo de Alfabetização para trabalhar vogais

    Trilha das Vogais | Jogo de Alfabetização para trabalhar vogais

    O-lá!

    Quando a gente já sabe ler e escrever, parece tudo tão simples…
    A letra representa o som, o som vira palavra, a palavra vira texto. Pronto.

    Mas, para a criança, esse caminho não é nada óbvio.

    A nossa fala é contínua, rápida e automática. Quando conversamos, não pensamos: “Agora falei um som, depois outro, depois outro…” Nós pensamos no significado, na ideia, na emoção.

    Por isso, perceber que as palavras são formadas por pequenos sons é um grande desafio. Esses pequenos sons são chamados de fonemas. E a capacidade de percebê-los, identificá-los e separá-los recebe o nome de consciência fonêmica.

    As pesquisas mostram que muitas crianças não desenvolvem essa habilidade sozinhas. Sem uma mediação intencional, uma parte significativa delas encontra dificuldades para aprender a ler e escrever.

    Não é falta de esforço.
    Não é desinteresse.
    Não é falta de inteligência.
    É falta de oportunidade de olhar para a língua “por dentro”.

    A criança precisa aprender a ouvir o que antes passava despercebido. Ela precisa descobrir que “casa” tem partes sonoras, que “bola” começa com um som específico, que “mala” e “mapa” têm algo em comum. E isso se constrói aos poucos.

    Do simples ao complexo! Uma boa ideia é começar pelas vogais. Como já afirmava Maria Montessori:

    […] começamos pelas vogais, apresentando, em seguida, as consoantes […] (MONTESSORI, 1965, p. 198)

    Explico o motivo… Elas são:

    ✔ mais fáceis de perceber;
    ✔ mais presentes nas palavras;
    ✔ mais prolongáveis na fala;
    ✔ mais acessíveis para a criança ouvir e reproduzir.

    Quando trabalhamos as vogais, estamos abrindo a porta para que a criança comece a escutar os sons com atenção.

    Alfabetizar inclui ensinar a escutar.

    Muito antes de pedir que a criança escreva, leia ou copie, precisamos ajudá-la a desenvolver um olhar (e um ouvido) atento para a língua. E, quando respeitamos esse processo, a alfabetização deixa de ser um sofrimento e passa a ser uma construção segura, leve e possível.

    Pensando em tudo isso, hoje eu trago uma sugestão muito especial: o jogo Trilha das Vogais.

    Ele foi pensado justamente para contribuir com esse momento tão importante da alfabetização: ajudar a criança a perceber os sons das vogais e relacioná-los às palavras.

    Durante o jogo, a criança é convidada a:

    • Ouvir com atenção;
    • identificar o som inicial das palavras;
    • relacionar figuras, sons e letras;
    • refletir sobre as vogais de forma natural e divertida.

    Sem pressão.
    Sem excesso de cobrança.
    Com brincadeira, envolvimento e significado.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.
    2. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da sacola, diz com qual som inicia o nome da figura e, em seguida, coloca a carta na vogal correspondente.
    3. Após isso, anda com seu peão no tabuleiro a quantidade de casas que consta na carta.
    4. Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.

    💡 Dica

    Para contribuir na aprendizagem, peça que as crianças escrevam os nomes das figuras após o jogo. Pesquisas apontam a importância da escrita à mão para a aprendizagem, pois ela ativa áreas importantes do cérebro.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    A Trilha das Vogais transforma o treino auditivo em experiência lúdica. E, aos poucos, aquilo que antes passava despercebido começa a fazer sentido. Porque, quando a criança aprende brincando, ela aprende de verdade.

    E nós, educadores e famílias, seguimos fazendo o melhor com o conhecimento que temos, oferecendo caminhos seguros para que cada criança construa sua relação com a leitura e a escrita no seu tempo.

    Vou ficando por aqui.
    Até o próximo post! 💛

    Referência Bibliográfica:

    MONTESSORI, Maria. Pedagogia científica. São Paulo: Flamboyant, 1965.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 25 cartas;
    • 01 tabuleiro;
    • 04 peões;’
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

  • Junta-junta | Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    Junta-junta | Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    O-lá!

    O ser humano nasce com uma organização cerebral única, dotada de uma plasticidade que lhe permite aprender, adaptar-se e criar. É essa mesma plasticidade que torna possível a aquisição da leitura e da escrita, conquistas que não são apenas habilidades escolares, mas portas de entrada para a cultura, para o pensamento crítico e para a vida em sociedade.

    […] um dos traços mais impressionantes do cérebro humano é que, desde as primeiras etapas de seu desenvolvimento e já no seio materno, sua organização funcional apresenta uma plasticidade excepcional que lhe permitirá adquirir a escrita.  (CHANGEUX, 2012, p. 10).

    A alfabetização, portanto, é um processo que se apoia tanto na base biológica quanto na dimensão cultural. Ensinar a ler e a escrever é reconhecer essa potência do cérebro humano e, ao mesmo tempo, oferecer à criança acesso ao que a humanidade construiu ao longo de gerações: símbolos, saberes, narrativas, tradições.

    No entanto, a criança precisa vivenciar situações significativas, em que a leitura e a escrita façam sentido em seu cotidiano. É nesse cenário que o jogo se torna um aliado: ao propor desafios de forma lúdica, ele desperta a curiosidade, favorece a atenção e cria vínculos positivos com a aprendizagem.

    Assim, cada palavra formada vai além do exercício escolar: representa também a conquista de quem se descobre capaz de criar, comunicar e compreender o mundo ao redor.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo Junta-Junta, um recurso lúdico pensado para unir alfabetização e diversão, transformando sílabas em palavras de maneira criativa e envolvente.

    Habilidades estimuladas com este jogo:

    • Leitura e escrita: reconhecimento das estruturas das palavras.
    • Pensamento lógico:  organização de sílabas e busca de combinações significativas.
    • Atenção e concentração: foco necessário para relacionar dado, forma geométrica e sílabas.
    • Memória de trabalho: reter informações enquanto manipula possibilidades para formar palavras.
    • Aspectos lúdicos e motivacionais: aprendizagem associada ao brincar, fortalecendo o vínculo positivo com a alfabetização.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.
    2. Se possível, disponibilize uma ampulheta ou um cronômetro para marcar o tempo.
    3. Cada criança, em sua vez, retira uma carta da sacola. Em seguida, dentro do tempo estipulado, deve procurar no tabuleiro as formas geométricas iguais (forma e cor). Com as sílabas encontradas, tenta montar uma palavra. Se conseguir, fica com a carta; caso contrário, devolve-a para a sacola.
    4. Vence quem conquistar o maior número de cartas.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Eu amo quando vocês me enviam feedback. Só assim fico sabendo se estou contribuindo com o meu trabalho, que é realizado sempre com muita responsabilidade e amor.

    Um abraço, e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Prefácio de Jean-Pierre Changeux. Porto Alegre: Penso, 2012.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 fichas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) Este recurso pode ser utilizado em atendimentos psicopedagógicos individuais?

    Sim! O Junta-Junta é um excelente recurso para atendimentos individuais ou em pequenos grupos. Ele permite observar como a criança pensa, organiza, testa hipóteses e lida com o erro.
    Durante o jogo, o psicopedagogo pode identificar estratégias cognitivas, dificuldades específicas e avanços sutis, além de trabalhar atenção, memória de trabalho e linguagem oral de maneira natural e prazerosa.
    Por unir o lúdico ao cognitivo, o jogo se torna um espaço seguro para aprender sem a pressão de “acertar”.

    2. O que fazer quando a criança forma uma palavra inexistente ou sem sentido?

    Esses momentos são oportunidades riquíssimas de aprendizagem! Em vez de corrigir de imediato, o ideal é conversar sobre a produção da criança: perguntar o que ela quis dizer, se a palavra soa parecida com alguma conhecida ou se ela acha que poderia ajustá-la para fazer sentido.
    Esse tipo de diálogo estimula a oralidade e a argumentação. Muitas vezes, o próprio grupo acaba sugerindo modificações, transformando o que parecia um “erro” em uma descoberta coletiva sobre o funcionamento da língua.

  • Misturinha de Sons | Jogo de alfabetização para estimular a consciência fonológica e escrita de palavras

    Misturinha de Sons | Jogo de alfabetização para estimular a consciência fonológica e escrita de palavras

    O-lá!

    Quando as crianças chegam à pré-escola, muitas já demonstram grande domínio da linguagem oral. Falam com fluência, usam estruturas gramaticais complexas e conseguem se comunicar com clareza nas mais diversas situações do cotidiano (ou, pelo menos, deveriam). No entanto, ao iniciar o processo de alfabetização, é comum que encontrem dificuldades que não estavam presentes na linguagem falada.

    Isso acontece porque a leitura e a escrita exigem mais do que saber falar bem. Elas envolvem a habilidade de refletir conscientemente sobre os sons da fala, identificar as unidades menores que compõem as palavras e compreender como esses sons se combinam. Essa habilidade recebe o nome de consciência fonológica.

    Segundo Adams et al. (2006, p. 31):

    Sendo assim, apesar das suas habilidades impressionantes para falar e para ouvir, elas geralmente não têm qualquer compreensão consciente e reflexivo das partes das palavras ou de como elas se combinam e se organizam na linguagem oral.

    Ou seja, embora a criança compreenda e produza a linguagem de forma funcional, ela ainda não desenvolveu a capacidade de analisar os sons de maneira intencional — algo fundamental para aprender a ler e escrever.

    Desenvolver a consciência fonológica significa ajudar a criança a perceber, por exemplo, que a palavra cavalo começa com o som /k/, que ela é composta por três sílabas (ca-va-lo), e que o final de pato rima com gato. Essa percepção é essencial para estabelecer a ponte entre a linguagem oral e a linguagem escrita.

    Jogos e brincadeiras podem ser utilizados para fortalecer essa habilidade de forma lúdica e eficaz. Quanto mais desenvolvida estiver a consciência fonológica, maiores são as chances de a criança ter sucesso no processo de alfabetização.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo: Misturinha de Sons, justamente com o intuito de contribuir no desenvolvimento da consciência fonológica. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e deixe as cartas organizadas em uma pilha.
    2. A criança sorteia uma carta, e o primeiro desafio é localizar, no tabuleiro, as figuras indicadas pelos códigos (como A2, C3, E4…). Cada código é formado por uma letra e um número: a letra indica a coluna e o número corresponde à linha do tabuleiro. Ao cruzar essas informações, a criança encontra a figura que precisa usar.
    3. Abaixo de cada código há um conjunto de círculos — e apenas um deles está preenchido. Esse detalhe indica qual parte do nome da figura deve ser utilizada: o início, o meio ou o final da palavra.
    4. Depois de identificar as partes indicadas, a criança deve combiná-las para formar uma nova palavra.
    5. O jogo pode ser realizado de forma totalmente oral, com foco exclusivo na consciência fonológica. Mas, se preferir, também é possível utilizar fichas de EVA ou letras móveis para que a criança registre a palavra formada — ampliando o trabalho com leitura e escrita.

    Bacana, né?

    “Misturinha de Sons” é daquelas propostas simples, mas cheias de possibilidades. Além de estimular a percepção dos sons das palavras, o jogo convida a criança a pensar, comparar, combinar e descobrir — tudo isso enquanto se diverte.

    Uma ótima pedida para quem busca desenvolver a consciência fonológica de forma criativa, afetiva e significativa.

    Experimente e depois me conta como foi a experiência por aí!

    Referência Bibliográfica:

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica: em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 30 fichas;
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    • Instruções de uso.

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    Talvez você queira saber:

    1. A partir de que idade o jogo Misturinha de Sons pode ser utilizado?
    O jogo pode ser utilizado, em média, a partir dos 5 anos de idade — ou sempre que a criança já demonstrar interesse por sons, rimas e brincadeiras com palavras.

    2. Pode ser usado em contextos de reforço escolar ou intervenção psicopedagógica?
    Sim, o Misturinha de Sons é uma excelente ferramenta tanto para o reforço escolar quanto para o atendimento psicopedagógico. Ele permite trabalhar de forma lúdica habilidades importantes para a leitura e escrita.