Palmadas. . .

É possível que diante desse assunto tão polêmico críticas venham de todos os lados: dos que aprovam, dos que abominam e dos que têm dúvidas. Mas quem escreve se posiciona e precisa estar preparado, e talvez por isso poucos se atrevam. Então vamos lá… já que pouco a pouco tenho me tornado bem atrevida(!)

Educar exige dos pais mais que amar seus filhos. Exige também atitude de saber dar limites e frequentemente exercitar o vocabulário. Palmadas não resolvem! Até pode parecer resolver, em um primeiro momento, como jogar um “balde de água fria”. No entanto, o que vai realmente fazer a diferença é a segurança dos pais diante de algo que deve ser corrigido.  Tem pai que bate e, em seguida, cede às vontades e birras dos filhos. Vira uma banalidade. A criança é capaz de olhar para o pai e dizer: “Nem doeu!”

É impossível acreditar em uma educação com receita porque o que vale para uma criança, não vale para outra. O bom senso e a sensibilidade para perceber que cada ser reage de maneira diferente diante dos estímulos que recebe é essencial.

Para quem cogita a ideia de ter um filho é imprescindível tomar consciência de que precisa praticar o respeito, o olho no olho, a segurança e a firmeza na cobrança do que deve ser corrigido, e, também, no seu dia a dia preocupar-se em dar bons exemplos, porque criança aprende muito mais com as nossas ações que com nossas palavras.

Agora, há palavras que podem ferir e marcar tanto ou mais que palmadas. Na verdade, às vezes basta um olhar!

Por fim, agradeço ao nobre advogado Leandro Foster pela sugestão do tema.

Solange Moll

Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Formação em Avaliação Dinâmica do Potencial de Aprendizagem e em PEI (Programa de Enriquecimento Instrumental) pelo CDCP (Centro de Desenvolvimento Cognitivo do Paraná), Centro de Treinamento Autorizado pelo Hadassah Wizo-Canada Reserach Institute e pelo ICELP – The Internacional Center for the Enhancement of Learning Potential, Jerusalém – Israel. Experiência em alfabetização e dificuldades de aprendizagem. Psicomotricista Relacional. Mãe Atípica. Apaixonada por desenvolver jogos e compartilhar com vocês.

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