1st jan 2012

É possível que diante desse assunto tão polêmico críticas venham de todos os lados: dos que aprovam, dos que abominam e dos que têm dúvidas. Mas quem escreve se posiciona e precisa estar preparado, e talvez por isso poucos se atrevam. Então vamos lá… já que pouco a pouco tenho me tornado bem atrevida(!)

Educar exige dos pais mais que amar seus filhos. Exige também atitude de saber dar limites e frequentemente exercitar o vocabulário. Palmadas não resolvem! Até pode parecer resolver, em um primeiro momento, como jogar um “balde de água fria”. No entanto, o que vai realmente fazer a diferença é a segurança dos pais diante de algo que deve ser corrigido.  Tem pai que bate e, em seguida, cede às vontades e birras dos filhos. Vira uma banalidade. A criança é capaz de olhar para o pai e dizer: “Nem doeu!”

É impossível acreditar em uma educação com receita porque o que vale para uma criança, não vale para outra. O bom senso e a sensibilidade para perceber que cada ser reage de maneira diferente diante dos estímulos que recebe é essencial.

Para quem cogita a ideia de ter um filho é imprescindível tomar consciência de que precisa praticar o respeito, o olho no olho, a segurança e a firmeza na cobrança do que deve ser corrigido, e, também, no seu dia a dia preocupar-se em dar bons exemplos, porque criança aprende muito mais com as nossas ações que com nossas palavras.

Agora, há palavras que podem ferir e marcar tanto ou mais que palmadas. Na verdade, às vezes basta um olhar!

Por fim, agradeço ao nobre advogado Leandro Foster pela sugestão do tema.

Especialista em Psicopedagogia Clinica e Institucional. Formação em Avaliação Dinâmica do Potencial de Aprendizagem e em PEI (Programa de Enriquecimento Instrumental) pelo CDCP (Centro de Desenvolvimento Cognitivo do Paraná) Centro de Treinamento Autorizado pelo Hadassah Wizo-Canada Reserach Institute e pelo ICELP - The Internacional Center for the Enhancement of Learning Potential, Jerusalém - Israel. Experiência em alfabetização e dificuldades de aprendizagem. Autora do e-book: "Mamãe, deixe-me crescer" e idealizadora da Revista Psicosol. Ama ler e tem levado bem a sério a sua brincadeira de escrever.

2 comentários em “Palmadas. . .

  1. João Carlos on said:

    Sou sempre a favor do diálogo. No entanto, outro dia observando uma criança muito mal educada no shopping pensei: esta menina está precisando de umas palmadas, mas depois pensei melhor e acho que quem deveria levar umas palmadas eram os pais da menina.
    Um abraço, gostei do seu texto.
    João Carlos

  2. Concordo.Parabéns, este assunto é muito importante e merece ser divulgado.

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