Tag: alfabetização lúdica

  • Frases Embaralhadas | Jogo de alfabetização para compreensão leitora

    Frases Embaralhadas | Jogo de alfabetização para compreensão leitora

    O-lá!

    Você sabia que aprender a ler transforma o cérebro da criança?

    Mais do que um marco simbólico no desenvolvimento, a aprendizagem da leitura provoca uma reorganização concreta nas estruturas cerebrais. Ao aprender a ler, a criança ativa novas conexões neurais, modifica a forma como processa sons e imagens e constrói um circuito de leitura no cérebro.

    E não, isso não acontece apenas porque ela atingiu uma certa idade. A transformação acontece porque foi exposta a experiências significativas de leitura e escrita.

    Pesquisas em neuroimagem confirmam: é o exercício ativo da leitura que molda o cérebro leitor. Como explica o neurocientista Stanislas Dehaene:

    […] à medida que melhora a leitura, a ativação da região occipito-temporal esquerda aumenta, precisamente nas coordenadas observadas no adulto. Esse aumento depende mais do nível de leitura alcançado pela criança do que de sua idade. Assim, trata-se de um reflexo da aprendizagem e não de um simples efeito de maturação cerebral. (DEHAENE, 2012, p. 224)

    Em outras palavras: quanto mais a criança lê, mais ativa se torna a área conhecida como “forma visual da palavra” — o mesmo circuito usado por leitores adultos experientes.

    Isso reforça a importância de uma mediação sensível e intencional no processo de alfabetização. Professores, famílias e profissionais da educação têm papel central em garantir que a aprendizagem da leitura ocorra de maneira efetiva. Quando a leitura se transforma em descoberta, o cérebro responde — e se transforma também

    Pensando nisso, apresento o jogo Frases Embaralhadas, criado para estimular a leitura, a compreensão e organização de frases de um jeito divertido. Lembra um jogo de quebra-cabeça, mas com palavras. Vamos ver?

    Sugestão de Uso:

    1. Espalhe todas as fichas sobre a mesa.
    2. Peça que a criança escolha primeiro uma ficha com a figura de um animal.
    3. Depois, selecione todas as fichas que trazem um círculo da mesma cor.
    4. O desafio é escolher quais destas fichas podem ser utilizadas para formar uma frase completa — com começo, meio e fim.

    Variação: Permita que a criança forme frases com fichas de cores diferentes. Isso amplia as possibilidades e incentiva a criatividade na construção das frases.

    Dica extra: Peça que a criança escreva a frase formada em um caderno. A escrita manual recruta circuitos cerebrais adicionais, reforçando ainda mais a aprendizagem.

    Gostou do que viu por aqui?  Observe como a prática fortalece o caminho da leitura. Exatamente como a ciência mostra!

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

    Arquivo digital formato PDF contendo:

    • 84 fichas (sendo possível formar no mínimo 28 frases);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de Uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) O que esse jogo trabalha além da leitura?

    Ele estimula também a estruturação de frases, a atenção e o pensamento lógico.

    2) É possível usar esse jogo com grupos de crianças?

    Sim. Uma possibilidade é propor que as crianças joguem em duplas ou trios, colaborando para encontrar as fichas e montar a frase correta. Isso favorece a troca de ideias, a argumentação e o desenvolvimento da linguagem oral.

    3) É possível criar novas frases com as mesmas fichas?

    Sim! Para isso, basta não considerar a cor das fichas como um critério fixo. Ao permitir que a criança combine fichas de cores diferentes, surgem novas possibilidades de construção de frases — o que amplia a criatividade, o vocabulário e a capacidade de reorganizar ideias. Essa variação estimula a criança a testar diferentes estruturas e observar o que faz sentido, promovendo uma compreensão mais flexível da linguagem. É uma excelente forma de prolongar o uso do material e tornar o jogo ainda mais rico.

  • Letra por Letra | Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    Letra por Letra | Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    O-lá!

    Aprender o sistema de escrita — compreender como as letras representam os sons da fala, como se organizam nas palavras e como essas palavras ganham sentido — é uma conquista central no processo de alfabetização. Mais do que uma habilidade isolada, trata-se de uma aprendizagem que sustenta e impulsiona outras tantas. Como nos lembra Tolchinsky (2003: xxiii), citada por Soares (2016, p. 36):

    […] aprender o sistema de escrita é apenas um fio na teia de conhecimentos pragmáticos e gramaticais que as crianças precisam dominar a fim de tornarem-se competentes no uso da escrita, mas é uma aprendizagem imperativa, e promove as outras.

    Ou seja: dominar o sistema alfabético-ortográfico não esgota o processo de alfabetização, mas é um passo imprescindível, que sustenta e impulsiona o desenvolvimento das demais competências que envolvem o uso pleno e competente da linguagem escrita — como a compreensão textual, a produção de textos, o uso adequado da linguagem em diferentes contextos comunicativos e a reflexão sobre o funcionamento da própria língua.

    Pensando nisso, o jogo Letra por Letra foi desenvolvido justamente para estimular essa interação entre o conhecimento do sistema de escrita e o desenvolvimento da autonomia na escrita de palavras.

    Um detalhe: O fato de haver a quantidade de quadros correspondente ao número de letras necessárias para escrever o nome da figura em destaque já serve de pista para a criança. Isso é especialmente relevante para aquelas que estejam apresentando hipótese de escrita silábica, pois, ao escrever, poderão perceber de imediato que faltaram letras. Essa constatação desestabiliza sua hipótese de escrita, instigando a criança a afinar e apurar sua escuta aos sons da palavra. Dessa forma, o jogo também estimula a consciência fonêmica. Vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de Uso:

    1. Deixe a criança escrever o nome da figura utilizando as fichas de letras.

    2. Em seguida, ela pode levantar a aba que está com “?” para verificar se escreveu corretamente. Assim, além de exercitar a formação de palavras, a criança tem a oportunidade de comparar sua hipótese de escrita com a grafia convencional, refletindo e ajustando seu conhecimento.

    Gostou?

    Letra por Letra propõe uma atividade de escrita ativa, reflexiva e autônoma, respeitando o processo de construção da linguagem escrita de cada criança. Eu amo jogos assim! E você?

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

     

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE, 02/07/2025

    Arquivo digital formato PDF contendo:

    • 36 fichas com imagens;
    • Fichas com alfabeto;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) O Letra por Letra pode ser utilizado em atendimentos psicopedagógicos individualizados?

    Sim. O jogo é um excelente recurso para o trabalho psicopedagógico individual, pois permite observar de forma lúdica e concreta o modo como a criança está organizando o conhecimento da escrita e mediar o processo de construção da escrita de forma mais assertiva.

    2) Ele também pode ser usado como um instrumento de avaliação diagnóstica do nível de escrita da criança?

    O Letra por Letra pode fornecer indícios valiosos sobre as hipóteses de escrita da criança, já que permite observar como ela organiza os sons e as letras ao tentar escrever. No entanto, como o próprio jogo oferece pistas visuais (a quantidade de quadros indica o número de letras da palavra), essas pistas acabam, de certa forma, mediando a produção da criança e podem influenciar suas escolhas. Por isso, o jogo pode auxiliar na observação e no acompanhamento do desenvolvimento, mas não substitui avaliações diagnósticas mais formais, nas quais a criança escreve livremente, sem apoios visuais.

    3) Qual o papel do adulto durante a atividade? Deve orientar ou deixar a criança explorar sozinha?

    O papel do adulto é de mediador. Inicialmente, pode ser necessário apresentar a dinâmica, esclarecer o funcionamento do jogo e modelar o raciocínio. Conforme a criança se familiariza com a proposta, o ideal é que ela tenha espaço para experimentar e testar suas hipóteses. Quando necessário, o adulto pode intervir com perguntas ou estratégias que favoreçam a reflexão, sem oferecer respostas prontas.

    Por exemplo: se a criança escreve AIA para representar SAIA, o adulto pode alongar os sons:
    “Vamos falar devagar: SSSSS-AAAAA-IIIII-AAA… Qual som você ouviu primeiro?”
    Essa mediação apoia a percepção auditiva dos sons da palavra e ajuda a criança a segmentar com mais precisão, favorecendo o avanço nas hipóteses de escrita e o desenvolvimento da consciência fonêmica.

  • Leia e Avance | Jogo de alfabetização para leitura de palavras

    Leia e Avance | Jogo de alfabetização para leitura de palavras

    O-lá!

    Aprender a ler não é um processo natural nem passivo. Ao contrário da linguagem oral, que se desenvolve espontaneamente em contextos de interação, a leitura exige um esforço consciente de decodificação, construção de sentido e integração entre diferentes sistemas cognitivos. É uma conquista cultural complexa, que exige do cérebro a reorganização de circuitos já existentes, conectando sons, letras e significados.

    Como explica Stanislas Dehaene (2012, P. 63):

    A identificação das letras e das palavras é um processo ativo de decodificação no qual o cérebro acrescenta a informação ao sinal visual.

    Ou seja, o cérebro do leitor não se limita a decodificar símbolos visuais, mas interpreta ativamente aquilo que vê. Esse funcionamento ocorre em todo ato de leitura: ao reconhecer as letras, o cérebro busca sons, significados e conhecimentos já armazenados, combinando essas informações de forma automática e rápida. Quando há pistas contextuais prévias — como o tema do texto ou o campo de vocabulário esperado —, o cérebro dispõe de ainda mais informações para enriquecer o processo de decodificação.

    No caso de leitores iniciantes, ainda em fase de consolidação da correspondência entre letras e sons, essa antecipação de contexto pode ser uma estratégia pedagógica importante. Ao informar previamente, por exemplo, que o conteúdo da leitura envolve nomes de animais, cria-se uma base de apoio para o processamento da informação, reduzindo a sobrecarga cognitiva e permitindo que a criança concentre seus recursos mentais na decodificação e no reconhecimento das palavras.

    No jogo Leia e Avance, essa proposta é intencionalmente utilizada. As listas de palavras favorecem o acesso ao léxico e, quando necessário, contribuem para a ampliação e consolidação de novas palavras. Assim, o jogo estimula a fluência, fortalece a memória ortográfica e permite que o processo ativo de leitura descrito por Dehaene ocorra de forma lúdica, segura e desafiadora.

    Afinal, como nos lembra Dehaene, é o cérebro que, ao interpretar o que vê, torna a leitura possível.

    Ufa, mas vamos à explicação do jogo?… Rsrs!

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas em uma pilha, com o texto voltado para baixo.
    2. Na sua vez, a criança sorteia uma carta, lê as palavras e avança no tabuleiro o mesmo número de casas correspondente à quantidade de palavras lidas (ex.: se leu três palavras, avança três casas).
    3. Se o peão parar na base de uma escada, a criança sobe o até o topo da escada.
    4. Se o peão parar na cabeça de uma cobra, a criança desce até o final da cauda da cobra.
    5. O jogo segue dessa forma até que um dos jogadores chegue ao final da trilha, sendo o vencedor.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Um abraço e até o próximo post 🙂

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

    Arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 32 cartas com palavras;
    • 04 cartas desafio;
    • 04 peões;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (11/06/2025)

    Talvez você queira saber:

    1. Além da leitura, o jogo trabalha outras habilidades cognitivas?

    Sim. Embora o foco principal seja a leitura de palavras, o jogo também estimula outras funções cognitivas importantes no processo de alfabetização, como atenção e memória de trabalho.

    2. Pode ser usado em atendimentos individuais e também em sala de aula?

    Sim. Pode ser aplicado tanto em contextos individuais, como em atendimentos psicopedagógicos e de reforço escolar, quanto em pequenos grupos em sala de aula. Em grupo, além dos aspectos cognitivos, o jogo também favorece aspectos socioemocionais, como respeito às regras, espera da vez e interação entre colegas. A proposta lúdica permite que o jogo se adapte facilmente a diferentes contextos educativos.

    3. Por que você não usou as imagens dos animais?

    Neste jogo, a proposta central é estimular o reconhecimento e a leitura da palavra escrita, favorecendo que a criança ative o conhecimento linguístico, e não apenas o visual. Sem a imagem, a criança precisa realmente ler para acessar o significado, o que fortalece a correspondência grafema-fonema, o reconhecimento ortográfico e a ampliação do vocabulário.
    Em outros jogos disponíveis no site, trabalhamos com imagens justamente porque o objetivo pedagógico é outro. Cada jogo é pensado de acordo com as habilidades que se pretende estimular.

  • Mistério no Galinheiro | Jogo de Alfabetização com charadinhas para escrita de palavras

    Mistério no Galinheiro | Jogo de Alfabetização com charadinhas para escrita de palavras

    O-LÁ!

    Quando a criança começa a aprender a ler, ela está se aventurando por um caminho no qual será preciso construir uma ponte entre o que se vê e o que se ouve — e essa ponte se forma com atenção, escuta e muito trabalho.

    Stanislas Dehaene (2012, p. 245) nos lembra que:

    A etapa decisiva da leitura é a de decodificação dos grafemas em fonemas, é a passagem de uma unidade visual a uma unidade auditiva. É, pois, sobre essa operação que se devem focalizar todos os esforços.

    Essa é, de fato, uma etapa decisiva no processo de alfabetização. Ou seja, a criança precisa reconhecer o que está escrito e relacionar isso aos sons que conhece da fala.

    Esse é um passo fundamental para transformar a leitura em algo com sentido — e não apenas em um exercício mecânico.

    Para apoiar essa construção, é importante oferecer experiências que sejam envolventes, desafiadoras e significativas.

    Pensando nisso, hoje trago como sugestão o jogo “Mistério no Galinheiro”. Nele, a criança encontra pistas rimadas e deve formar palavras a partir de sílabas embaralhadas. A proposta é ajudar a Galinha Dora a recuperar as palavras de sua tarefa escolar. E, enquanto brinca, a criança amplia seu vocabulário, desenvolve a leitura e refina sua atenção aos sons que compõem as palavras.

    🐔 Sugestão de Uso:

    1. Comece lendo a história da Galinha Dora para as crianças. Essa introdução cria envolvimento e dá sentido à proposta do jogo.
    2. Disponibilize o tabuleiro em uma superfície plana, acessível a todos.
    3. Sorteie uma carta do envelope e leia (em voz alta ou junto com as crianças).
    4. As crianças devem descobrir qual é a palavra e procurar no tabuleiro as sílabas que a compõem.
    6. O jogo termina quando todas as palavras forem completadas.

    💡 Na margem inferior de cada carta, há a resposta (em tamanho pequeno e de cabeça para baixo), que pode ser usada como apoio caso a criança tenha muita dificuldade para identificar a palavra.

    🤝 E tem mais!
    Este é um jogo sem competição.
    As crianças podem jogar juntas, conversando, trocando ideias, cooperando.
    Uma brincadeira que valoriza o percurso, não apenas a chegada.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Espero que sim.

    Uma abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:
    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2012.


    Arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 27 cartas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem (envelope para cartas);
    • 01 card com uma breve história;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO ATÉ (06/06/2025)

    Talvez você queira saber:

    1. Quantas crianças podem jogar ao mesmo tempo? É melhor em grupo ou individual?

    O jogo “Mistério no Galinheiro” pode ser utilizado tanto de forma individual quanto em pequenos grupos.
    Em contexto individual, a criança tem mais tempo para refletir, testar hipóteses e ser observada de perto. Já em grupo, o jogo ganha um valor social e colaborativo, pois favorece a troca de ideias, o diálogo e o raciocínio compartilhado.

    Como o jogo não é competitivo, ele se adapta bem a situações de cooperação entre pares — o que é excelente do ponto de vista pedagógico. Dois ou três participantes já formam um grupo ideal.

    2. Qual a faixa etária ideal para usar o “Mistério no Galinheiro”?

    O jogo foi pensado para crianças que já estão em processo de alfabetização, ou seja, que já reconhecem sílabas simples e estão começando a ler palavras.
    Geralmente, isso ocorre entre os 5 e 7 anos, mas depende do nível de conhecimento prévio da criança, e não apenas da idade.

    Crianças mais velhas (8 ou 9 anos) que ainda estejam consolidando a leitura de palavras também podem se beneficiar — especialmente se apresentarem dificuldades relacionadas à segmentação ou fluência.

    3. Há risco da criança se apoiar no gabarito e não fazer esforço para pensar na resposta? Como mediar isso?

    Sim, esse risco existe — especialmente se a criança souber desde o início que a resposta está visível. Por isso, no jogo “Mistério no Galinheiro”, o gabarito foi colocado de forma discreta, em tamanho pequeno e de cabeça para baixo, na margem inferior da carta.

    Ainda assim, a mediação do adulto é essencial.
    Antes de permitir que a criança consulte a resposta, é importante incentivá-la a tentar, refletir, conversar e até mesmo errar — como parte do processo de aprendizagem.

    Se você perceber que a criança está olhando automaticamente para o gabarito, uma sugestão simples é cobrir a resposta com um post-it ou pedacinho de papel dobrado, deixando claro que ela só poderá conferir depois de fazer uma tentativa real.

    Dizer algo como:

    “A resposta está ali, mas vamos tentar primeiro? Se ficar muito difícil, a gente dá uma espiadinha!”

    Dessa forma, o gabarito se mantém como um apoio pedagógico respeitoso, e não como um atalho que impede a aprendizagem.

  • Correio de Palavras | Jogo de alfabetização para leitura e escrita de palavras

    Correio de Palavras | Jogo de alfabetização para leitura e escrita de palavras

    O-lá!

    Antes mesmo de entrar na escola, a criança já convive com a escrita: vê adultos fazendo listas, observa placas nas ruas, manuseia livros e embalagens. Ela vive experiências com a linguagem escrita nos contextos sociocultural e familiar e, a partir dessas vivências, começa a construir suas primeiras ideias sobre o que é escrever.

    Mas é na escola, com mediação intencional e sistemática, que esse processo se aprofunda. Como afirma Magda Soares (2022, p. 51, grifo do autor):

    A criança vive, assim, experiências com a língua escrita nos contextos sociocultural e familiar. Mas é pela interação entre seu desenvolvimento de processos cognitivos e linguísticos e a aprendizagem proporcionada de forma sistemática e explícita no contexto escolar que a criança vai progressivamente compreendendo a escrita alfabética como um sistema de representação de sons da língua (os fonemas) por letras – apropria-se, então, do princípio alfabético.

    A apropriação da escrita alfabética não acontece de forma espontânea nem automática. Ela exige intencionalidade pedagógica, escuta sensível e propostas que dialoguem com o que a criança já sabe e com o que ainda precisa descobrir. É nesse encontro entre o vivido e o aprendido que a alfabetização ganha força.

    Pensando nisso, o jogo Correio de Palavras foi criado como uma proposta lúdica, planejada para estimular a leitura e a escrita de palavras.

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Entregue para cada criança uma “bolsa de carteiro” com três palavras de cada categoria.
    3. A criança joga o dado e avança o número de casas correspondente.
    4. Ao parar, observa a categoria indicada na casa (ex: animais, alimentos, objetos).
    5. Em seguida, precisa “entregar” a mesma quantidade de palavras que foi sorteado no dado, dentro da categoria indicada.
    6. Se não tiver palavras suficientes na sua bolsa, deve escrevê-las para completar a entrega.
    7. Todos devem ir até o final da trilha e vence quem tiver feito o maior número de entregas ao final do percurso.

    👉 Dica pedagógica: Combine com as crianças que a leitura das palavras deve ser feita em voz alta, porque o carteiro precisa conferi-las antes da entrega. 🙂

    Variação:

    A criança lança o dado, observa a categoria sorteada (ex: animais, alimentos, objetos etc.) e precisa dizer em voz alta o maior número possível de palavras que lembra.

    Você pode usar um cronômetro (30 segundos, por exemplo) ou deixar mais livre, dependendo do grupo.

    Habilidades estimuladas nessa variação:

    • Memória de longo prazo (resgate de palavras já vistas ou ditas);
    • Atenção sustentada (manter o foco durante a evocação);
    • Organização verbal (acesso e fluência na nomeação);
    • Ampliação de vocabulário;
    • Categorização e evocação sem apoio visual.

    O Correio de Palavras pode ser usado em atendimentos individuais, em duplas ou pequenos grupos. Ele permite ao professor observar leitura, hipóteses de escrita, atenção, e tudo isso em um contexto lúdico, motivador e significativo.

    Referência Bibliográfica:
    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.

     

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 02 peões;
    • 01 embalagem “bolsa de carteiro”;
    • 20 fichas com 60 palavras;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) É necessário que a criança já esteja alfabetizada para jogar?

    Não. O jogo foi pensado justamente para ser usado durante o processo de alfabetização. Mesmo crianças que ainda não escrevem ou leem convencionalmente podem participar, seja reconhecendo palavras, tentando escrevê-las com apoio ou jogando em duplas com colegas mais experientes.

    2) Posso usar o jogo em atendimentos individuais?

    Sim! O Correio de Palavras pode ser utilizado em atendimentos individuais, inclusive em contextos clínicos, como na psicopedagogia. Nesses casos, o jogo permite uma observação detalhada das estratégias e hipóteses da criança, favorecendo intervenções mais direcionadas. Também pode ser jogado em duplas ou pequenos grupos, com ajustes na condução conforme o objetivo pedagógico.

    3) Este jogo é indicado para qual fase da alfabetização?

    Para qualquer criança em processo de alfabetização. No entanto, pode ser mais proveitoso para crianças que estão nas fases silábica com valor sonoro e silábico-alfabética. Para crianças alfabéticas, talvez não represente tanto desafio, a menos que você adapte o jogo, propondo, por exemplo, que escrevam frases com as palavras das categorias.

  • Verbo Faltante | Jogo de verbos para o ensino fundamental

    Verbo Faltante | Jogo de verbos para o ensino fundamental

    O-lá!

    Cada vez mais os jogos têm ganhado espaço nas salas de aula. E com razão! Eles despertam o interesse, envolvem as crianças e promovem o prazer de aprender. Mas, para que cumpram seu papel pedagógico, é essencial que o professor ou professora planeje cuidadosamente como serão utilizados.

    Não basta entregar o jogo e esperar que a mágica aconteça. É preciso pensar nos objetivos, prever possíveis dificuldades e estar presente durante a atividade, fazendo intervenções que estimulem a reflexão e favoreçam a aprendizagem. Ao final do jogo, um momento de sistematização é fundamental: o que foi aprendido? Como esse conhecimento pode ser usado em outras situações?

    Como bem afirmam Morais e Almeida (2022, p. 38):

    É preciso que esses jogos tenham sido planejados previamente pela/o docente e que as jogadas sejam mediadas de modo a promover o máximo de reflexão e descobertas possíveis.

    Ensinar com jogos é potente quando há intencionalidade pedagógica, presença ativa e registro do que foi aprendido.

    Para ilustrar essa proposta de trabalho intencional com jogos, compartilho hoje o “Verbo Faltante”, um recurso simples, mas com muito potencial para estimular a leitura e a construção de sentido. Vamos conhecer?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque as cartas em uma pilha, viradas para baixo.
    2. Um jogador vira a carta do topo e, em seguida, lança o dado.
    3. Se o verbo sorteado puder completar a frase de forma coerente, o jogador lê a frase completa (flexionando o verbo, se necessário). Se acertar, fica com a carta. Caso contrário, o próximo jogador lança o dado.
    4. Vence quem conquistar mais cartas ao final da rodada.

    Gostou da ideia? Então experimente e conte como foi?! Vou amar saber 😊

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes; ALMEIDA, Tarciana Pereira da Silva. Jogos para ensinar ortografia: ludicidade e reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 30 cartas;
    • 01 dado;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1. Como aproveitar melhor o jogo em turmas com diferentes níveis de leitura?

    Uma possibilidade é formar duplas ou pequenos grupos mistos, de modo que as crianças mais experientes possam ajudar as demais. Outra estratégia é o professor fazer a leitura das frases em voz alta para os que ainda não leem com autonomia, permitindo que participem da atividade de forma ativa, focando na compreensão e na construção do sentido da frase.

    2. É possível utilizar o jogo em atendimentos individuais de reforço escolar ou intervenção psicopedagógica?

    Sim, o jogo pode ser um ótimo recurso em contextos individuais. Ele permite observar como a criança lida com a leitura, com a compreensão de frases e com a construção de sentido. Além disso, a proposta lúdica favorece o vínculo e a motivação, aspectos essenciais no trabalho psicopedagógico. O profissional pode mediar de forma mais direcionada, ajustando o ritmo e explorando oralmente outras possibilidades para completar as frases.

    3. Qual a melhor forma de fazer a sistematização após a atividade?

    Ao final do jogo, é importante promover um momento de conversa com as crianças, retomando o que foi feito. Pode-se perguntar: “Quais frases vocês acharam mais engraçadas ou difíceis? ”, “O que aprendemos hoje com as palavras que usamos? ”. Esse momento pode ser acompanhado de registros escritos, por exemplo, escrever as frases completas que mais gostaram ou criar novas frases com os verbos usados no jogo. A sistematização ajuda a consolidar os aprendizados e dá sentido ao que foi vivenciado.

  • Zoo Embaralhado | Jogo de alfabetização para leitura de palavras

    Zoo Embaralhado | Jogo de alfabetização para leitura de palavras

    O-lá!

    A leitura parece algo simples quando já sabemos fazer, mas, para a criança que está começando, trata-se de um verdadeiro desafio. Isso porque o cérebro humano não nasceu pronto para essa tarefa — ele precisa se adaptar, criar novas conexões e reorganizar funções para tornar possível aquilo que não é natural: reconhecer letras, formar palavras, compreender significados.

    Estudos como os de Stanislas Dehaene (2012) mostram que, para aprender a ler, o ser humano precisa adaptar áreas do cérebro originalmente responsáveis pelo reconhecimento visual — como rostos e objetos — para reconhecer letras, sílabas e palavras. Não nascemos com uma área específica para a leitura: ela precisa ser construída, transformando o que já existe em algo novo.

    Esse caminho, no entanto, não acontece de forma isolada. A aprendizagem da leitura e da escrita se dá no encontro com o outro — nas trocas, nas tentativas compartilhadas, nas escutas atentas e nas brincadeiras cheias de significado. Como afirma Ana Albuquerque (2022, p. 84):

    A participação em situações de leitura e escrita colaborativa contribui para o desenvolvimento da aquisição da linguagem escrita, sobretudo em interação com pares e adultos […].

    Ou seja, quando a criança está inserida em um ambiente que favorece a interação, o brincar e o pensar junto, as oportunidades de aprendizagem se multiplicam.

    Pensando nesse cenário, desenvolvemos o jogo Zoo Embaralhado, um recurso lúdico que contribui para o desenvolvimento de habilidades fundamentais no processo de alfabetização — como a percepção visual e a atenção.

    Durante o jogo, a criança:

    • Estimula a atenção, a percepção visual e o pensamento lógico;
    • Exercita a formação de hipóteses sobre palavras;
    • Participa de uma atividade socialmente compartilhada, em que escuta, argumenta e interage com os demais jogadores.

    Bora saber como jogar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana.
    2. Coloque as fichas numeradas dentro de um saco.
    3. Deixe, ao lado, as cartas que mostram a parte superior dos animais, viradas para baixo.
    4. Cada jogador, em sua vez:
      • Sorteia uma ficha com número do saco.
      • Procura no tabuleiro o número correspondente.
      • Observa a parte inferior do animal e tenta identificá-lo com base na imagem parcial e nas letras embaralhadas.
      • Utiliza as mesmas letras (você pode oferecer letras móveis, como as de EVA) para formar o nome do animal que acredita ser.
      • Em seguida, pega a carta com a parte superior do animal e confere se o encaixe está correto.
      • Se acertar, fica com a ficha sorteada!
    5. Se sortear uma ficha “Ops!”, perde a vez.
    6. Se sortear uma ficha “Escolhe!”, o jogador pode escolher qualquer número do tabuleiro para tentar descobrir o animal correspondente. Se acertar, fica com a ficha “Escolhe!”.
    7. Ganha o jogo quem conquistar três fichas da mesma cor (vermelho, laranja ou verde) ou uma ficha “Escolhe!” e duas fichas da mesma cor.

    📌 Observação:
    Se, no decorrer do jogo, algum jogador sortear uma ficha com número já utilizado com a carta “Escolhe!”, essa ficha deve ser colocada de lado e uma nova deve ser sorteada.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?
    Que tal me contar nos comentários? Eu amo saber quando estamos contribuindo com o nosso trabalho. 💚

    Referências Bibliográficas:

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (23/04/2025)

    Arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 32 fichas com animais;
    • 32 fichas com números;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) Como adaptar o jogo para crianças mais avançadas na escrita?
    Para ampliar o desafio, você pode cobrir as letras embaralhadas, deixando visível apenas a imagem da parte inferior do animal. Assim, a criança precisará fazer sua hipótese com base apenas na imagem e não terá o apoio para saber quais letras são necessárias para escrever o nome do animal. Além disso, pode-se propor que, após descobrir o animal corretamente, ela escreva uma frase com o nome dele, estimulando a produção de escrita e o uso contextual da palavra.

    2) Qual é a faixa etária mais indicada para o uso do Zoo Embaralhado?
    O jogo é indicado, em geral, para crianças a partir de 5 ou 6 anos — especialmente quando já começam a formar palavras (hipóteses silábica com valor sonoro ou silábico-alfabética). No entanto, tudo depende dos conhecimentos prévios da criança e de seu interesse.

    Com a devida mediação, o jogo também pode ser apresentado a crianças em fase pré-silábica, como uma forma de estimular a percepção de letras, sons e vocabulário — mesmo que elas ainda não consigam escrever os nomes dos animais sozinhas. Esse contato ajuda a construir a noção de que cada palavra tem suas próprias letras, ou seja, que a escrita não é uma escolha aleatória, e sim um sistema com regras e significados.

    Além disso, o Zoo Embaralhado pode ser utilizado com adolescentes ou adultos em processo de alfabetização, já que as imagens dos animais não são infantilizadas.

    3) Esse jogo pode ser usado em contextos terapêuticos, como em atendimentos psicopedagógicos?
    Sim! O Zoo Embaralhado é excelente para intervenções psicopedagógicas, pois trabalha linguagem, atenção, memória e organização do pensamento de forma lúdica e significativa.

  • Som a Som | Jogo de alfabetização para estimular consciência fonológica

    Som a Som | Jogo de alfabetização para estimular consciência fonológica

    O-lá!

    A aprendizagem da leitura e da escrita é um processo complexo, que exige a articulação de diversas habilidades cognitivas e linguísticas. Diferente da aquisição da fala, que ocorre de forma natural na interação cotidiana, a alfabetização requer um ensino sistemático, no qual a criança precisa compreender, dentre outras competências, que a escrita representa os sons da fala por meio de um sistema de correspondências fonema-grafema. Como destaca Ana Albuquerque (2022, p. 78):

    A alfabetização é um processo não natural, e a tarefa de aprender a ler em um sistema alfabético, como é o caso da língua portuguesa, implica um elevado nível de capacidade para refletir de forma consciente sobre a oralidade e a relação com a escrita […].

    Nesse contexto, a consciência fonológica assume um papel central. Trata-se da habilidade de perceber, identificar e manipular os sons da fala, um requisito essencial para a compreensão do princípio alfabético. Pesquisas demonstram que crianças que desenvolvem uma boa consciência fonológica têm mais facilidade na aquisição da leitura e escrita, pois conseguem segmentar palavras em sílabas, identificar rimas, perceber sons iniciais e finais, entre outras operações mentais fundamentais para a alfabetização.

    Para estimular essa habilidade de forma lúdica e interativa, desenvolvemos o jogo “Som a Som“. Através de desafios variados, a criança é incentivada a refletir sobre os sons das palavras, praticando habilidades como a segmentação silábica, a identificação de rimas e a manipulação fonêmica. O jogo proporciona uma experiência engajadora e ao mesmo tempo estruturada, auxiliando na construção de um conhecimento sólido sobre o funcionamento da língua escrita.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e insira as cartas com figuras dentro de um saco.
    2. Entregue a cada jogador peões ou marcadores.
    3. Na sua vez, o jogador pega uma carta do saco e joga os dois dados. O dado com letras determina a coluna. O dado com números determina a linha.
    4. O jogador cruza essas informações para localizar o quadro com o desafio correspondente. Após, executa a tarefa indicada no quadro.
    5. Caso um dos dados sorteados tenha a palavra “ops”, o jogador perde a vez.
    6. Se um dos dados trouxer a informação “você escolhe”, o jogador pode escolher a linha.
    7. O jogo continua até acabarem as cartas.
    8. Ganha o jogador que tiver conquistado mais cartas ao final da partida.

    Ao incorporar atividades que promovem a consciência fonológica no processo de alfabetização, garantimos um ensino mais eficiente, respeitando a necessidade de mediação ativa para que a criança compreenda os princípios que regem o sistema alfabético. Dessa forma, “Som a Som” não apenas torna o aprendizado mais dinâmico, mas também contribui para uma alfabetização mais consistente e significativa.

    Detalhe que ainda não falei… O PDF está gratuito! Aproveite 🙂

    Referência Bibliográfica:

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF GRÁTIS contendo:

    • 24 cartas;
    • 02 dados;
    • 01 tabuleiro
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) Qual é a idade ideal para começar a estimular a consciência fonológica?

    A consciência fonológica pode começar a ser estimulada desde cedo, por volta dos 3 a 4 anos, por meio de brincadeiras com rimas, cantigas e jogos sonoros. No entanto, o desenvolvimento mais estruturado dessa habilidade geralmente ocorre entre os 4 e 6 anos, sendo fundamental para a alfabetização.

    2) Crianças com dislexia ou outras dificuldades no processo de alfabetização podem utilizar o jogo “Som a Som”?

    Sim! O jogo pode ser uma excelente ferramenta para crianças com dislexia ou outras dificuldades na alfabetização, pois trabalha a consciência fonológica de forma lúdica e estruturada.

    3) Adultos em processo de alfabetização também precisam desenvolver a consciência fonológica?

    Sim! Trabalhar essa habilidade auxilia na compreensão do princípio alfabético, facilitando a leitura e a escrita. Jogos e atividades focadas na percepção e manipulação dos sons podem tornar esse aprendizado mais acessível e significativo. Independentemente da idade.

  • Lar Doce Lar | Jogo de alfabetização para leitura e formação de palavras simples

    Lar Doce Lar | Jogo de alfabetização para leitura e formação de palavras simples

    O-lá

    Escrever corretamente é importante, e não há dúvidas sobre isso, não é mesmo? Mas garantir a ortografia correta não significa apenas decorar regras – é preciso compreender como a escrita funciona, reconhecer seus padrões e usá-la de forma significativa. No processo de alfabetização, a criança está descobrindo como as palavras se formam, experimentando, testando hipóteses e ajustando o que ainda não sabe.

    Salgado (1992, p. 29) apud Zorzi (1998, p. 23) destaca que:

    […] escrever corretamente significa fazer uso consciente e premeditado de nossa língua; o erro não é mais do que o desconhecimento ou a não consciência dessa arbitrariedade convencional e, a partir de um ponto de vista educativo, é o que deve motivar a busca de metodologia mais adequada para garantir a aprendizagem.

    Ou seja, o erro faz parte do aprendizado. Mais do que corrigi-los mecanicamente, precisamos oferecer metodologias que ajudem a criança a compreender a lógica da escrita, para que ela consiga avançar de forma autônoma e confiante. E é muito produtivo partir do simples para o complexo (como em qualquer aprendizagem).

    Pensando nisso, hoje trago como sugestão o jogo Lar Doce Lar. Esse jogo oferece às crianças a oportunidade de desenvolver a escrita de forma lúdica, incentivando a percepção da estrutura das palavras. Vamos ver como jogar?

    Sugestão de Uso:
    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e as fichas dentro de um saco.
    2. Entregue, no mínimo, cinco peões para cada criança.
    3. Na sua vez, cada criança retira uma ficha do saco, lê a sílaba e escolhe uma casinha para levantar, descobrindo a sílaba escondida.
    4. Se conseguir formar uma palavra com as duas sílabas, a criança coloca um dos seus peões em frente à casinha. Isso indica que ela conquistou a casa e ninguém mais pode usá-la.
    5. Ganha o jogo quem conquistar mais casinhas!
    6. Para finalizar, que tal formar frases com as palavras formadas? O Registro é sempre importante para a consolidação da aprendizagem.

    Ao brincar, as crianças experimentam a construção das palavras de maneira ativa, analisam possibilidades e vão compreendendo a estrutura da escrita de forma intuitiva. O jogo funciona como um suporte para que avancem com segurança e desenvolvam maior autonomia no processo de alfabetização.

    Gostou?

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica

    ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 32 fichas com sílabas;
    • 20 peões (4 cores diferentes);
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO VÁLIDO SOMENTE ATÉ AMANHÃ (13/03/2025)

    Talvez você queira saber:
    1) Além da formação de palavras, que outras habilidades o jogo estimula nas crianças?

    Pensamento lógico, ao exigir que a criança analise as sílabas disponíveis e encontre combinações possíveis.
    Atenção e concentração, pois é necessário observar as opções do jogo e tomar decisões estratégicas.
    Interação social e colaboração, quando jogado em grupo, promovendo trocas entre as crianças e ajudando no desenvolvimento da oralidade.
    Memória de trabalho, pois, para jogar com estratégia, as crianças precisarão lembrar das sílabas que os colegas abriram nas casinhas, mas não puderam usar.
    Coordenação motora fina, já que podem participar da montagem dos peões. 😉

    2) O uso do jogo em grupo pode favorecer a aprendizagem? Como garantir que todas as crianças participem ativamente?

    Sim! O jogo em grupo favorece a aprendizagem porque permite que as crianças observem diferentes estratégias de pensamento, discutam possibilidades e aprendam umas com as outras. Para garantir que todas participem ativamente, algumas estratégias podem ser adotadas:
    Incentivar a verbalização: antes de colocar o peão na casinha, a criança pode explicar por que escolheu aquela combinação. Se ela teve alguma estratégia, por exemplo, ficou atenta quando um colega não usou a sílaba. Ah, também pode sugerir a formação de uma frase oral utilizando a palavra formada.
    Valorizar o esforço: criar um ambiente positivo, onde os erros são vistos como parte do aprendizado, evita que algumas crianças fiquem desmotivadas.

    3) O jogo pode ser utilizado com crianças que apresentam dificuldades na alfabetização? Como torná-lo mais acessível?

    Sim, pois torna a aprendizagem mais interativa e menos cansativa. Para torná-lo mais acessível, algumas adaptações podem ser feitas:

    Forneça banco de palavras : crie uma lista com algumas palavras que podem ser formadas com as sílabas disponíveis no jogo. Assim, a criança pode tentar formar uma dessas palavras usando as sílabas que sorteou.

    Esse tipo de apoio ajuda a reduzir a frustração e permite que a criança se concentre na estrutura da palavra, tornando a atividade mais acessível e motivadora.

  • Caldo de Palavras | Jogo de alfabetização para formação de palavras

    Caldo de Palavras | Jogo de alfabetização para formação de palavras

    O-lá!

    No processo de alfabetização, ampliar o vocabulário das crianças é fundamental para garantir um repertório rico e variado. Quanto mais palavras a criança conhece, mais fácil será compreender textos, interpretar informações e construir sentido na leitura.

    Segundo Stanislas Dehaene e colaboradores (2022, p. 119):

    […] a apresentação de uma nova palavra em muitos contextos, tanto na recepção quanto na produção, permite refinar o significado muito antes de ler a definição em um dicionário. […]

    Isso significa que aprender palavras novas vai além da simples memorização. É essencial que a criança tenha contato com essas palavras em diferentes situações para que seu significado seja construído de forma sólida e natural.

    Uma ótima forma de enriquecer o vocabulário é trazer a aprendizagem para o concreto, usando temas do dia a dia para despertar a curiosidade das crianças. E que tal aprender brincando?

    Pensando nisso, trouxe como sugestão o jogo “Caldo de Palavras“! Nele, as crianças precisam desembaralhar sílabas para formar palavras — todas relacionadas a nomes de alimentos. Além de estimular a leitura e a escrita, o jogo pode incentivar a pesquisa e a descoberta de novos ingredientes.

    Durante a brincadeira, as crianças podem conversar sobre os alimentos que já conhecem, buscar informações sobre aqueles que nunca ouviram falar e até relacionar os nomes com o que já experimentaram. Essa conexão entre linguagem e experiência prática facilita a aprendizagem e torna o processo muito mais significativo.

    Aprender novas palavras fica muito mais divertido quando há significado envolvido! 😊

    Bora ver tudo explicadinho?

    Sugestão de Uso:
    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa e distribua massinha de modelar para as crianças (cada uma com uma cor diferente)..
    2. As cartas devem ser embaralhadas e colocadas dentro de um saco.
    3. Na sua vez, cada criança retira uma carta do saco. Todas, ao mesmo tempo, tentam formar um nome de um alimento usando as sílabas disponíveis na carta. Dica: Cada cor indica um nome possível.
    4. A criança que conseguir formar corretamente a palavra coloca uma bolinha de massinha no tabuleiro, representando um ingrediente adicionado à panela.
    5. Quem tiver mais bolinhas no tabuleiro vence!
    Quer ampliar o desafio?

    Coloque uma sineta no centro da mesa. Quem formar primeiro uma palavra bate na sineta!

    É isso! Gostou do jogo? E se eu disser que o PDF dele está gratuito, hein? Ah, agora você amou, né?… Rsrs!

    Referência Bibliográfica:

    Dehaene, Stanislas et al. Métodos de ensino e manuais para aprender a ler: como escolher? In: SARGIANI, Renan et al. Alfabetização baseada em evidências. Porto Alegre: Penso, 2022.

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    Talvez você queira saber:

    1) Como explorar as palavras do jogo de forma interdisciplinar, conectando-as a outras áreas do conhecimento?

    Em Ciências, os alunos podem pesquisar sobre os valores nutricionais dos alimentos. Em Matemática, podem contar quantas sílabas têm as palavras ou fazer classificações por grupos, como frutas e legumes. Em Arte, podem desenhar os alimentos ou criar colagens. Isso amplia o aprendizado e torna as palavras mais significativas.

    2) De que maneira esse tipo de atividade pode ajudar crianças com dificuldades na alfabetização?

    Atividades lúdicas como esse jogo tornam o aprendizado mais acessível e menos cansativo para crianças com dificuldades. A massinha e o tabuleiro tornam o processo mais interativo. Além disso, como a atividade pode ser feita em grupo, as crianças se apoiam mutuamente, o que fortalece a aprendizagem sem criar um ambiente de pressão.

    3) O jogo pode ser usado como um recurso para estimular a oralidade das crianças? Como isso pode ser feito?

    Sim! Além de formar palavras, as crianças podem ser incentivadas a falar sobre os alimentos que encontraram no jogo. O professor pode pedir que expliquem onde já viram aquele alimento, como ele pode ser preparado ou se já o experimentaram. Também podem compartilhar se gostam ou não e o motivo, promovendo trocas de experiências e ampliando a conversação de forma natural.