Tag: alfabetização lúdica

  • Quebra-Sílabas

    Quebra-Sílabas

    O-lá!

    A alfabetização é um processo fundamental no desenvolvimento cognitivo e social das crianças, representando o alicerce para a construção de várias habilidades importantes ao longo de suas vidas. Por isso, precisamos utilizar meios para facilitar este processo.

    A utilização de jogos com sílabas é uma boa estratégia porque permite que as crianças descubram de forma lúdica como as sílabas podem ser combinadas para formar palavras, enriquecendo seu repertório de leitura e escrita.

    O jogo Quebra-Sílabas, que eu trouxe hoje como sugestão (apesar do nome…Rsrs), tem como objetivo proporcionar um ambiente de aprendizagem seguro e lúdico, onde as crianças possam experimentar e criar palavras. Ele pode favorecer que as crianças percebam como uma sílaba de uma palavra pode ser útil na formação em uma palavra diferente quando usada com outra sílaba. Esse processo ajuda as crianças a internalizarem as regras da linguagem escrita de maneira prática e significativa.

    Quando as crianças interagem com seus colegas em torno da linguagem escrita, elas compartilham conhecimento e experimentam novas maneiras de usar sílabas para criar palavras. Os adultos desempenham um papel mediador, fornecendo orientação, apoio e recursos necessários para que as crianças ampliem seu entendimento da linguagem escrita. Essas interações enriquecem a experiência de aprendizagem, tornando-a mais colaborativa e socialmente construída.

    As interações entre pares em torno da linguagem escrita, com o apoio e mediação de adulto, permitem desenvolver novas concepções, habilidades e competências. (ALBUQUERQUE, 2022, p. 78)

    Portanto, ao fomentar tais interações entre pares na jornada da alfabetização, contribuímos para o enriquecimento da experiência do aprendizado, promovendo a construção coletiva do conhecimento em torno da linguagem escrita.

    Agora vamos à explicação do jogo?

    Sugestão de Uso:

    Entregar para cada jogador uma carta com sílaba, uma carta martelo, uma carta em branco e uma canetinha.

    Colocar as cartas com figuras viradas para baixo em uma pilha.

    Um dos jogadores vira uma carta da pilha e todos, ao mesmo tempo, analisam se podem utilizar uma das sílabas do nome da figura junto com sua sílaba para formar uma palavra. Quem achar que pode, deve colocar sua carta martelo sobre a figura e dizer “quebra-sílabas”.

    Vence quem conseguir primeiro formar três palavras.

    Encerro por aqui, esperando que o jogo Quebra-Sílabas traga muita diversão e aprendizado para as crianças. Continue acompanhando nossas atualizações para mais dicas e ferramentas que auxiliam na jornada educativa das crianças. Até a próxima 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências. Porto Alegre: Penso, 2022.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 32 cartas com imagens;
    • 28 fichas com sílabas;
    • 4 fichas martelo;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Monta Palavras

    Monta Palavras

    O-lá!

    Vamos começar hoje discutindo um pouco sobre “Princípio Alfabético”? Topa? Então, vamos lá!

    O Princípio Alfabético envolve a compreensão de que as palavras são compostas por sequências de letras que representam os sons da fala.

    Isso significa que as letras do alfabeto têm correspondências com os sons da língua falada. A criança, ao adquirir este conhecimento, associa os sons da fala (fonemas) às letras (grafemas) e, assim, consegue decodificar (ler) palavras escritas. Além disso, também consegue usar essas correspondências para codificar (escrever) suas próprias ideias e palavras na forma escrita. Em resumo, o princípio alfabético é a base para a aquisição da leitura e da escrita.

    Muito bem, e o que devemos fazer para que as crianças compreendam o princípio alfabético? Vou sugerir três ações importantes:

    – Estimular o desenvolvimento da consciência fonológica (rima, aliteração, consciência de sílabas e, principalmente, consciências fonêmica);

    – Instigar a relação fonema(som) x grafema(letra). Inclusive, é preciso que o educador esclareça às crianças que as letras representam sons da nossa fala. Ele pode demonstrar com exemplos: “Quando faço o som /ffffff/ escrevo a letra F”. O nosso aplicativo Fonema x Grafema pode contribuir!;

    – Usar ferramentas que instiguem a interação entre as crianças. Isso é importante porque promove trocas de conhecimentos entre elas. É o caso do jogo Monta Palavras (novidade de hoje).

    São ações como essas que contribuem para que as crianças compreendam o princípio alfabético. O educador precisa ser realmente parceiro nesta caminhada, estar de olhos e ouvidos antenados ao que as crianças estão pensando sobre a escrita para poder mostrar a cada uma delas a chave certa que abre a porta para o entendimento do princípio alfabético.

    […] é muito importante ter acesso à forma como as crianças escrevem e pensam a escrita, de maneira a contribuir positivamente para a aprendizagem do princípio alfabético. […] (ALBUQUERQUE, 2022, p. 82)

    Agora, falando um pouco mais sobre o jogo “Monta Palavras”, que é a novidade hoje aqui no site… Além de ser um jogo de tabuleiro que estimula a escrita de palavras, ele tem o diferencial de que a criança não precisa acertar a escrita de imediato para avançar no jogo. Isso contribui para diminuirmos o nível de frustração quando agrupamos crianças que estejam apresentando hipótese de escrita mais avançada com outras que precisam de uma mediação mais intensiva. Ou seja, na verdade, trata-se de um jogo simples, porém, incrivelmente eficaz para intervenção. A criança escreve a palavra de acordo com sua hipótese de escrita, proporcionando-nos a oportunidade de orientá-la ao longo do percurso. Bom, mas vamos ver com mais detalhes como jogar?

    Sugestão de Uso:

    Comece colocando oito cartas com figuras no suporte azul, oito no laranja e oito no vermelho.

    O tabuleiro deve ficar sobre uma superfície plana.

    A criança joga o dado. Pega uma carta do suporte que tenha a mesma cor sorteada no dado.

    Utiliza as fichas com letras para escrever o nome da figura.

    Após, avança com o seu peão no tabuleiro até a próxima casa que tenha a mesma cor sorteada no dado.

    Vence o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.

    Obs.: Que tal experimentar deixar as crianças ajudarem no recorte e montagem do jogo?

    Na minha opinião, vai ser show!

    Ai, ai… Estou apaixonado por esse jogo! Espero que ele seja uma excelente contribuição!

    Um abraço e até mais!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 24 cartas com figuras;
    • 39 fichas com letras;
    • 03 suportes;
    • 01 dado;
    • 04 peões;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Cata Sílabas

    Cata Sílabas

    O-lá!

    Os equívocos, “erros”, acontecem em qualquer aprendizado, não é mesmo? O ponto é de que maneira nos ensinaram a lidar com eles e como estamos passando isso adiante. Digo isso porque para quem trabalha com educação e, mais precisamente, com crianças que estão em processo de alfabetização (fase importantíssima para qualquer pessoa) e tem o intuito de criar um ambiente propício ao aprendizado talvez precise rever os conceitos sobre “cometer erros”. Sabe, às vezes não precisa falar nada, mas é aquele “olhar torto”, o suspiro profuuundo…

    Os erros são, na verdade, oportunidades de crescimento e, inclusive (!), no processo de construção da leitura e da escrita, precisamos encorajar as crianças a vê-los como uma etapa natural em seu caminho de aprendizado. Esta atitude ajuda a reduzir o medo do fracasso e promove a resiliência.

    Ana Albuquerque (2012, p. 77), diz que:

    “É fundamental valorizar as experiências dos alunos, incentivando a exploração dos sistemas de linguagem (oral e escrito), de forma a encorajar a participação em situações e tentativas de leitura e escrita, olhando para o erro como uma forma natural do processo de aprendizagem”.

    Diante de uma criança frustrada por cometer algum “erro” é preciso mostrar que a escrita é uma habilidade que melhora com a prática e que ela está progredindo a cada tentativa. É preciso elogiar os esforços e a coragem de tentar e, principalmente, destacar que a correção faz parte do processo de aprendizagem.

    O jogo Cata Sílabas pode ser uma boa ferramenta para que as crianças façam suas tentativas de leitura sem medo de errar. Vamos ver com mais detalhes a explicação do jogo?

    Sugestão de Uso:

    A criança sorteia uma cartela e procura no tabuleiro os números e cores indicadas. Em seguida, utiliza as sílabas que estão nos respectivos quadros para descobrir uma palavra.

    Para concluir, que tal instigar a escrita de uma frase?

    Finalizo este texto dizendo que promover uma abordagem positiva em relação aos erros é fundamental, pois eles são oportunidades de crescimento, progresso, e fazem parte do processo de aprendizagem natural.

    Um abraço e até o próximo jogo 🙂

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 27 cartelas com desafios;
    • 54 cartas com sílabas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Das Três, Uma

    Das Três, Uma

    O-lá!

    A fase de pré-escola e o primeiro ano de escolaridade são períodos importantes no desenvolvimento educacional das crianças, marcados por descobertas incríveis e avanços notáveis em diversas áreas do conhecimento. Um desses avanços, talvez um dos mais significativos, é a aquisição da leitura e da escrita. Embora cada criança tenha seu próprio ritmo de desenvolvimento, essa idade é frequentemente considerada ideal para introduzir os conceitos fundamentais da leitura e da escrita.

    No entanto, a aprendizagem bem-sucedida da leitura e escrita nessa fase depende de um entendimento claro do mapeamento entre a linguagem escrita e a oral. Esse processo envolve compreender de que maneira as letras se combinam para formar palavras e como essas palavras se agrupam em frases coerentes. Para alcançar esse nível de compreensão, é fundamental que as crianças desenvolvam conhecimento sobre as unidades básicas da linguagem escrita: frases, palavras e fonemas.

    “Crianças de pré-escola e de primeiro ano estão na idade ideal para aprender a ler e a escrever. Contudo, compreender o mapeamento entre a linguagem escrita e a oral depende de um claro conhecimento de frases, palavras e fonemas, porque a linguagem escrita é organizada explicitamente segundo essas unidades.” (ADAMS; et al. 2012, p. 31)

    O jogo “Das Três, Uma” contribui para que as crianças desenvolvam a consciência fonêmica, compreendam a estrutura das palavras, expandam seu vocabulário e aprimorem habilidades cognitivas importantes. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    A criança sorteia uma cartela e tem o desafio de descobrir qual das três figuras é possível escrever o nome nos quadros. Deve ser colocada uma letra em cada quadro e não pode faltar ou sobrar nenhum quadro.

    Após, pode conferir no gabarito.

    Agora é hora de encerrar este post. Deixo um abraço afetuoso e aguardo ansiosamente pelo nosso próximo encontro, valeu?! Até o próximo jogo… Hehe!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Gabarito;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Fraseando

    Fraseando

    O-lá!

    A capacidade de ler e escrever é de importância fundamental para a construção de todo aprendizado subsequente. Mais especificamente, no que diz respeito à escrita, é essencial que crianças em processo de alfabetização sejam incentivadas a desenvolver suas habilidades de escrita desde tenra idade. Inicialmente, podemos atuar como escribas, ou seja, transcrever as ideias que emergem delas. Estimular a escrita nessa fase crucial não só contribui para a aquisição da linguagem escrita, mas também fomenta o pensamento crítico, a criatividade e a expressão pessoal.

    O jogo “Fraseando”, que eu trouxe hoje como sugestão, desafia as crianças a criarem frases usando palavras e imagens fornecidas. Isso incentiva a criatividade, bem como, exige que as crianças organizem suas ideias de forma coerente e gramaticalmente correta.

    À medida que as crianças se envolvem na produção de frases, elas são incentivadas a usar as palavras que já sabem e a experimentar com novas palavras e conceitos. Esse processo não apenas fortalece as regras ortográficas que já estão internalizadas, mas também destaca as áreas que requerem mais atenção e aprendizado. Os erros ortográficos que surgem durante a escrita se tornam oportunidades de ensino, onde os educadores podem intervir para corrigir e explicar as regras ortográficas relevantes.

    A produção de textos é uma fonte importante para identificação das regras ortográficas que as crianças já conhecem e das que elas ainda não conhecem. […] (Soares, 2022, p. 148)

    Promover a escrita de maneira lúdica torna esse processo mais envolvente e agradável, concorda? Vamos, então, explorar como podemos utilizar o jogo “Fraseando”.

    Sugestão de Uso:

    Comece organizando o tabuleiro em uma superfície plana.

    Cada jogador deve receber seis cartas com verbos e um peão.

    O objetivo é avançar pelo tabuleiro (usando o peão) de acordo com o número sorteado no dado.

    Quando um jogador para em uma casa, ele deve selecionar um verbo de uma de suas cartas e usá-lo para criar uma frase relacionada ao(s) nome(s) do(s) animal(is) presente(s) naquela casa.

    O vencedor é aquele que conseguir chegar ao final da trilha primeiro. 

    Encerro aqui, na expectativa de que esta sugestão tenha sido valiosa para enriquecer o processo de aprendizado das crianças.

    Um forte abraço e até o próximo jogo…Hehe!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.  

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 12 cartas com verbos;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 dado;
    • 02 peões
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Sílaba Mix

    Sílaba Mix

    O-lá!

    Certamente, um dos maiores desafios no processo de alfabetização infantil reside na manutenção do engajamento e da motivação das crianças, concorda? Os jogos podem ser aliados valiosos nessa jornada, tornando o conteúdo mais cativante. No entanto, também é importante que, após a utilização dos jogos, o mediador (seja um professor, psicopedagogo, ou outro profissional) avalie se os objetivos estabelecidos foram de fato alcançados. Devemos lembrar que os jogos, por si só, não possuem poderes miraculosos… Rsrs!

    Como mencionado por Batllori (2009, p.16), é fundamental escolher jogos que tornem os tópicos mais atraentes. No entanto, igualmente relevante é a etapa de avaliação posterior, na qual devemos analisar se as metas propostas foram efetivamente cumpridas, identificando o que não funcionou e o que poderia ter sido desenvolvido de forma mais eficaz.

    Portanto, apresento uma sugestão para a utilização do jogo “Silaba Mix” a seguir. No entanto, considero importante  que você avalie se esta é a abordagem mais adequada para as crianças que participarão. Algumas crianças podem se beneficiar da escrita (em uma folha) dos nomes das figuras antes de começar o jogo, enquanto para outras, isso pode torná-lo excessivamente fácil e desprovido de desafio. Sendo assim, é essencial identificar as áreas em que as crianças podem estar enfrentando dificuldades e buscar maneiras de aprimorar o jogo para atender às necessidades específicas do grupo.

    Agora vamos ver a forma que eu pensei para utilizar o jogo?

    Sugestão de Uso:

    Faça três pilhas de cartas viradas com as imagens para baixo. 

    Na primeira pilha, coloque todas as cartas com figuras. 

    Na segunda pilha, coloque todas as cartas com sílabas que correspondem ao início dos nomes das figuras (estão escritas em vermelho, laranja ou azul). 

    Na terceira pilha, coloque as cartas com sílabas que correspondem ao final dos nomes das figuras (estão escritas em verde).

    Para começar o jogo, cada criança vira uma carta com figura, mas não revela para os demais colegas o que pegou. 

    Em seguida, uma das crianças vira uma carta da pilha que corresponde ao início dos nomes das figuras. Se for correspondente ao início do nome da sua figura, fica com a carta. Do contrário, descarta na mesa. 

    A próxima criança a jogar, se houver carta descartada na mesa, deve escolher se fica com a carta ou vira uma nova da pilha. 

    Quando a criança já tem a sílaba para o início do nome da sua figura, ela deve, na sua próxima vez, pegar uma carta da terceira pilha.

    O jogo segue até que um dos jogadores complete por primeiro o nome da sua figura.    

    É isso! Gostou do jogo? Só vou saber se você me contar nos comentários…Hehe!

    Um forte abraço e até o próximo jogo!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 20

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 16 cartas de imagens;
    • 32 cartas de sílabas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Bingoletrando

    Bingoletrando

    Olá!

    Nossa mente é verdadeiramente um cofre repleto de memórias, um tesouro inesgotável de experiências que, de maneira intrínseca, moldam a nossa identidade e a nossa compreensão do mundo que nos cerca. No entanto, o que podemos fazer para potencializar ainda mais o nosso processo de aprendizagem? A resposta reside na conexão emocional. Quando nos engajamos emocionalmente em uma atividade, nosso cérebro se torna naturalmente mais alerta e concentrado. Esse estado de envolvimento profundo torna mais provável que prestemos atenção aos detalhes e que as informações sejam retidas de forma mais eficaz.

    As emoções, de fato, desempenham um papel fundamental na formação de memórias. Eventos marcados por uma carga emocional tendem a ser lembrados com maior clareza e persistência em nossa mente em comparação a eventos neutros. Isso implica que as informações adquiridas em contextos lúdicos e emocionalmente envolventes têm uma probabilidade significativamente maior de serem retidas e, o mais importante, recordadas no futuro.

    Conforme salientado por LAPIERRE e AUCOUTURIER (2012, p. 40, grifo do autor), “Tudo aquilo que é unicamente memorizado a força no nível do córtex, sem ter despertado um eco emocional, é somente um parasita da memória. Desta forma, o esquecimento é sinal de saúde mental!“.

    Portanto, o esquecimento se torna uma parte natural e necessária do processo de seleção de informações relevantes para armazenamento a longo prazo.

    Certamente, não desejamos que o processo de alfabetização das crianças siga esse caminho, não é verdade? Muitas vezes, as crianças não conseguem compreender o quão fundamental será a habilidade de leitura e escrita em seu futuro. Isso parece algo muito distante para elas, que tendem a se concentrar no presente. Portanto, é importante oferecer atividades capazes de despertar o interesse e a curiosidade delas. Os jogos que compartilho neste site foram criados com esse objetivo.

    Então, sem mais delongas, vamos ver como utilizar o jogo Bingoletrando?

    Sugestão de uso:

    Coloque as cartas com letras dentro de um saco.

    Entregue para cada criança uma cartela do bingo e fichas com letras.

    Em seguida, começa o jogo.

    Você retira uma carta do saco. Se for sorteada uma das letras que a criança precisa para escrever o nome da sua figura ela deve pegar, entre as suas fichas, a mesma letra e colocá-la sobre o quadrado correspondente. Se for sorteada uma carta “dança”, todos ao mesmo tempo fazem uma dança rápida. 

    Vence o jogo quem completar primeiro toda a sua palavra.

    Para uma melhor compreensão, assista ao vídeo com a explicação do jogo.   

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    LAPIERRE, Andre; AUCOUTURIER, Bernard. A simbologia do movimento: psicomotricidade e educação. Fortaleza: RDS, 2012.

     

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartelas com imagens;
    • 24 cartas com letras (para o sorteio);
    • 33 fichas com letras (para a escrita);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Isto é…

    Isto é…

    O-lá!

    A habilidade grafofonêmica é a capacidade de entender de que maneira as letras do alfabeto estão relacionadas aos sons que emitimos ao falar. Isso ajuda as crianças a transformarem as letras em sons e, depois, em palavras. Quando uma criança consegue ligar a letra “A” ao som “aah”, por exemplo, ela está usando a habilidade grafofonêmica. Isso é importante para aprender a ler, porque permite que as crianças leiam as letras juntas e formem palavras.

    […] para ler, a criança precisa desenvolver a consciência grafofonêmica: relacionar as letras do alfabeto aos fonemas que elas representam. Assim, na leitura, o processo passa dos grafemas para os fonemas, isto é, a criança precisa identificar nos grafemas os fonemas que eles representam para chegar à palavra […] (SOARES, 2022,p.193)

    O jogo “Isto é” traz em cada carta uma figura e uma lista de palavras, sendo que apenas uma delas corresponde ao nome da figura. Perceba que colocamos palavras que começam com a mesma letra (em alguns casos colocamos até a mesma sílaba inicial). Fizemos isso de propósito para que a criança faça uma “varredura” em toda a palavra. Ou seja, decodifique (leia) letra por letra para descobrir qual é a palavra correta. Fato que não aconteceria se tivéssemos colocado palavras com letras iniciais diferentes. No caso, bastaria a criança relacionar a letra ao som inicial da palavra. Na maneira que organizamos, ampliamos sutilmente o desafio…Hehe!

    Ao praticar a identificação de palavras entre aquelas que compartilham a mesma letra inicial, a criança está preparando o terreno para a leitura contextual. Conforme ela avança, começará a reconhecer palavras não apenas pela letra inicial, mas também pela estrutura e contexto da sentença em que estão inseridas.

    Veja agora como pensamos em utilizar este jogo. Faça as adaptações que considerar importantes, ok?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma carta. Lê as palavras e marca aquela que for correspondente ao nome da figura em destaque.

    Após, pode conferir no gabarito.

    Finalizo este post expressando o desejo de que o jogo “Isto é” contribua para despertar o interesse das crianças pela leitura.

    Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.  

      

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 26 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Gabarito;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Trunfo Dino

    Trunfo Dino

    O-lá!

    Os jogos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das crianças, estimulando habilidades como o pensamento estratégico, análise de abordagens e tomada de decisões para atingir objetivos.

    “Assim, ao jogar, o aluno é levado a exercitar suas habilidades mentais e a buscar melhores resultados para vencer”. (MACEDO; PETTY e PASSOS, 2000, p. 20)

    Além disso, essa experiência lúdica promove o raciocínio lógico, resolução de problemas, criatividade e socialização. Essa abordagem favorece o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, fornecendo uma base sólida para enfrentar desafios ao longo da vida, tanto dentro quanto fora dos jogos.

    O jogo “Trunfo Dino”, a princípio, pode ser jogado de maneira simples, como explicado logo abaixo na sugestão de uso, mas, aos poucos, é importante instigar as crianças a pensarem antes de escolher qualquer cartela. Analisar que, por exemplo, o “atributo” mais adequado em cada jogada, pode levar a criança à conquista do jogo.  Além disso, podem ser explorados conceitos matemáticos, como comprimento, altura e peso, ao mesmo tempo em que se expande o vocabulário com termos como metros, quilos e toneladas. O jogo também pode incentivar discussões fascinantes sobre as diferentes espécies de dinossauros, aprofundando o conhecimento sobre essas criaturas pré-históricas 😉

    Sugestão de Uso:

    Deixe as crianças explorarem as cartelas: observar imagens, fazer a leitura das informações, etc.

    Após, embaralhe as cartelas e as distribua igualmente entre os jogadores.

    Sorteiem quem irá começar o jogo. Este jogador deverá escolher uma de suas cartelas e dizer em voz alta qual atributo quer desafiar: altura, peso ou comprimento.

    Todos colocam sobre a mesa uma de suas cartelas.

    Quem tiver um número maior, no atributo desafiado, fica com a carta do adversário.  

    A carta “Super Trunfo Dino” vence todas as cartas do baralho independentemente do valor dos atributos previamente escolhidos.

    O vencedor é quem ficar com todas as cartas no final!

    Para encerrar este texto, gostaria de dizer que jogar é muito mais do que apenas diversão para as crianças. É um espaço onde suas mentes se expandem, suas habilidades florescem e suas estratégias ganham vida. Então, da próxima vez que você ver uma partida em andamento, lembre-se de que, por trás daqueles sorrisos e risadas, há um mundo de desenvolvimento cognitivo e criatividade florescendo. Vamos incentivar nossas crianças a jogar, aprender e crescer, pois o jogo é a porta mágica para um futuro com mais possibilidades, certo? 

    Agora, que tal você me dizer o que achou deste jogo e das informações que compartilhei aqui?! Estou curiosa… Hehe!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    MACEDO, Lino de; Petty, Ana Lúcia Sicoli; PASSOS, Norimar Christe. Aprender com jogos e situações-problema. Porto Alegre: Artmed, 2000.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 18 cartelas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

    VALOR PROMOCIONAL ATÉ ESTA QUINTA-FEIRA (24/08/2023)

  • Ache os Nomes – Frutas

    Ache os Nomes – Frutas

    O-lá!
    É importante reconhecermos que quando uma criança chega a uma sala de aula no primeiro ou segundo ano escolar,  ela já possui um certo nível de conhecimento sobre a escrita. Afinal, desde o seu nascimento, a criança é constantemente exposta a letras e palavras em seu ambiente cotidiano, como rótulos de produtos, livros infantis, sinais de trânsito, entre outros.

    […] é bem difícil imaginar que uma criança de 4 ou 5 anos, que cresce num ambiente urbano no qual vai reencontrar, necessariamente, textos escritos em qualquer lugar (em seus brinquedos, nos cartazes publicitários ou nas palavras informativas, na sua roupa, na TV, etc.) não faça ideia nenhuma a respeito da natureza deste objeto cultural até ter 6 anos e uma professora a sua frente […] (FERREIRO; TEBEROSKY, 1999, p. 29).

    Essa imersão em um ambiente com letras contribui para que a criança desenvolva uma consciência inicial sobre a escrita, mesmo que de forma intuitiva. Ela começa a reconhecer a presença de letras em diferentes contextos e pode até mesmo experimentar com a escrita, tentando imitar letras ou escrever seu próprio nome, nomes dos familiares, etc.

    Sendo assim, aquela fala comum: “Chegou a minha sala de aula sem saber nada” é, no mínimo, equivocada. Talvez não tivesse o conhecimento esperado para a idade. Por isso, uma sondagem para avaliar os conhecimentos que a criança traz consigo é fundamental. A partir desta sondagem, já falei em outros posts, é que podemos traçar planos de intervenção. Mesmo que a criança chegue com algum diagnóstico de transtorno ou síndrome, é imprescindível saber quais são os conhecimentos de que a criança já dispõe. Se a criança for resistente a avaliações formais, os jogos podem ser uma excelente alternativa. Inclusive, durante um jogo, como a criança geralmente fica mais livre e solta, você terá possibilidades melhores para conhecê-la e até criar vínculo 😉

    O jogo que eu trouxe hoje, por exemplo, pode ser útil para estimular a leitura de palavras, mas você também pode utilizar para “avaliar” os conhecimentos de que a criança já dispõe sobre leitura de palavras, como está o nível de atenção e a percepção dela, a tolerância à frustração, etc.

    Gostou? Vamos ver como utilizar?!     

    Sugestão de Uso:

    Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.

    Cada jogador, na sua vez, retira uma carta da sacola.

    Em seguida, todos os jogadores devem procurar no tabuleiro o nome da fruta sorteada, mas prestando atenção porque alguns nomes estão escritos de forma incorreta. Quem encontrar primeiro o nome correto, fica com a carta.

    Vence o jogo quem primeiro conquistar três cartas.

    É isso! Gostou do jogo? Que tal me falar nos comentários?! Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA FERREIRO,

    Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999

    Clique no Link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartas com nomes de frutas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar 🙂