Tag: alfabetização

  • Bingo de Frases | Jogo de alfabetização para leitura de frases

    Bingo de Frases | Jogo de alfabetização para leitura de frases

    O-lá!

    Sabemos que, para ler, a criança precisa aprender a decodificar, associando letras a sons específicos da nossa fala. Já abordei esse assunto em outros posts. No entanto, apesar de a decodificação ser um passo importante, ela por si só não garante a compreensão de um texto.

    Como destacado pela educadora Magda Soares (2021, p. 152):

    Ler, sob a perspectiva de sua dimensão individual, é um conjunto de habilidades e conhecimentos linguísticos e psicológicos, estendendo-se desde a habilidade de decodificar palavras escritas até a capacidade de compreender textos escritos.

    Isso significa que, além de decodificar palavras, é necessário desenvolver a capacidade de compreender e interpretar textos, o que envolve habilidades linguísticas e psicológicas.

    Para fomentar o desenvolvimento dessas habilidades nas crianças em fase de alfabetização, é essencial criar atividades lúdicas e interativas que despertem o interesse pela leitura. Hoje, eu trouxe como sugestão o jogo “Bingo de Frases”, que combina diversão e aprendizado de forma eficaz (e ficou lindo, né?!).

    Sugestão de uso:

    1. Coloque as cartas com figuras em um saco;
    2. Cada criança/dupla deve ter sua cartela e marcadores (bolinhas de papel, pedrinhas, miçangas, botões…);
    3. Uma criança retira uma carta do saco e anuncia qual figura está em destaque. Todos devem verificar se possuem uma frase que inclua o nome da figura em suas cartelas para marcar. Convide uma das crianças que encontrou para ler a frase;
    4. O vencedor é quem completar primeiro toda a sua cartela.

    Esse jogo não apenas ajuda na identificação de palavras e frases, mas também promove a atenção, a memória e a interação social entre as crianças, contribuindo para uma experiência de aprendizagem rica e envolvente. As cartelas do jogo “Bingo de Frases” contêm frases curtas, perfeitas para iniciar o processo de leitura. Começar com textos breves é fundamental para preparar os pequenos leitores para desafios maiores, conduzindo-os gradualmente a leituras mais longas e complexas no futuro.

    Convido você a explorar esse jogo em casa ou na sala de aula e a compartilhar suas experiências comigo. Juntos, podemos fazer a diferença na jornada de aprendizagem das nossas crianças.

    Um abraço e até o próximo jogo 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2021.

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  • Cata Sílabas | Jogo de alfabetização: formação de palavras com sílabas complexas

    Cata Sílabas | Jogo de alfabetização: formação de palavras com sílabas complexas

    O-lá!

    Os equívocos, “erros”, acontecem em qualquer aprendizado, não é mesmo? O ponto é de que maneira nos ensinaram a lidar com eles e como estamos passando isso adiante. Digo isso porque para quem trabalha com educação e, mais precisamente, com crianças que estão em processo de alfabetização (fase importantíssima para qualquer pessoa) e tem o intuito de criar um ambiente propício ao aprendizado talvez precise rever os conceitos sobre “cometer erros”. Sabe, às vezes não precisa falar nada, mas é aquele “olhar torto”, o suspiro profuuundo…

    Os erros são, na verdade, oportunidades de crescimento e, inclusive (!), no processo de construção da leitura e da escrita, precisamos encorajar as crianças a vê-los como uma etapa natural em seu caminho de aprendizado. Esta atitude ajuda a reduzir o medo do fracasso e promove a resiliência.

    Ana Albuquerque (2012, p. 77), diz que:

    “É fundamental valorizar as experiências dos alunos, incentivando a exploração dos sistemas de linguagem (oral e escrito), de forma a encorajar a participação em situações e tentativas de leitura e escrita, olhando para o erro como uma forma natural do processo de aprendizagem”.

    Diante de uma criança frustrada por cometer algum “erro” é preciso mostrar que a escrita é uma habilidade que melhora com a prática e que ela está progredindo a cada tentativa. É preciso elogiar os esforços e a coragem de tentar e, principalmente, destacar que a correção faz parte do processo de aprendizagem.

    O jogo Cata Sílabas pode ser uma boa ferramenta para que as crianças façam suas tentativas de leitura sem medo de errar. Vamos ver com mais detalhes a explicação do jogo?

    Sugestão de Uso:

    A criança sorteia uma cartela e procura no tabuleiro os números e cores indicadas. Em seguida, utiliza as sílabas que estão nos respectivos quadros para descobrir uma palavra.

    Para concluir, que tal instigar a escrita de uma frase?

    Finalizo este texto dizendo que promover uma abordagem positiva em relação aos erros é fundamental, pois eles são oportunidades de crescimento, progresso, e fazem parte do processo de aprendizagem natural.

    Um abraço e até o próximo jogo 🙂

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

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  • Das Três, Uma | Jogo de alfabetização para escrita de palavra

    Das Três, Uma | Jogo de alfabetização para escrita de palavra

    O-lá!

    A fase de pré-escola e o primeiro ano de escolaridade são períodos importantes no desenvolvimento educacional das crianças, marcados por descobertas incríveis e avanços notáveis em diversas áreas do conhecimento. Um desses avanços, talvez um dos mais significativos, é a aquisição da leitura e da escrita. Embora cada criança tenha seu próprio ritmo de desenvolvimento, essa idade é frequentemente considerada ideal para introduzir os conceitos fundamentais da leitura e da escrita.

    No entanto, a aprendizagem bem-sucedida da leitura e escrita nessa fase depende de um entendimento claro do mapeamento entre a linguagem escrita e a oral. Esse processo envolve compreender de que maneira as letras se combinam para formar palavras e como essas palavras se agrupam em frases coerentes. Para alcançar esse nível de compreensão, é fundamental que as crianças desenvolvam conhecimento sobre as unidades básicas da linguagem escrita: frases, palavras e fonemas.

    “Crianças de pré-escola e de primeiro ano estão na idade ideal para aprender a ler e a escrever. Contudo, compreender o mapeamento entre a linguagem escrita e a oral depende de um claro conhecimento de frases, palavras e fonemas, porque a linguagem escrita é organizada explicitamente segundo essas unidades.” (ADAMS; et al. 2012, p. 31)

    O jogo “Das Três, Uma” contribui para que as crianças desenvolvam a consciência fonêmica, compreendam a estrutura das palavras, expandam seu vocabulário e aprimorem habilidades cognitivas importantes. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    A criança sorteia uma cartela e tem o desafio de descobrir qual das três figuras é possível escrever o nome nos quadros. Deve ser colocada uma letra em cada quadro e não pode faltar ou sobrar nenhum quadro.

    Após, pode conferir no gabarito.

    Agora é hora de encerrar este post. Deixo um abraço afetuoso e aguardo ansiosamente pelo nosso próximo encontro, valeu?! Até o próximo jogo… Hehe!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

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  • Conte pra Mim | Jogo para alfabetização: produção textual

    Conte pra Mim | Jogo para alfabetização: produção textual

    O-lá!

    É, já ficou para trás o conceito que tínhamos sobre “ser uma pessoa inteligente”. Hoje há estudos demonstrando que o ser humano é beneficiado por diversas inteligências (se você tiver mais interesse sobre o assunto pode procurar pelos estudos de Howard Gardner). Ou seja, quando dizemos que uma pessoa é inteligente porque se destaca em matemática não está errado, porém está equivocado quando dizemos que “Fulano não é inteligente” só porque não tem este campo do saber bem desenvolvido. Digo isso porque é possível que ele tenha outro tipo de inteligência. Quem sabe, por exemplo, mais voltado para a área musical!

    Resumindo: uma pessoa pode ter uma inteligência mais desenvolvida para um campo do saber do que para outro, e isso as diferencia, mas não desqualifica! 😉

    Entretanto, nosso desempenho sofre influência de ordem genética, interesse e também do meio em que crescemos e nos desenvolvemos. Sendo assim, o estímulo é fundamental para o nosso desenvolvimento emocional, psíquico e intelectual.

    […] Para que esse desenvolvimento cerebral atinja toda a sua potencialidade e multiplique seu poder de conexões, necessita de ginástica e esta é, genericamente, chamada de estímulos. (ANTUNES, p. 14, 2003, grifo do autor)

    O jogo que eu trouxe hoje como sugestão tem como objetivo estimular a criatividade, o aumento do vocabulário, a comunicação, a expressão, a compreensão textual, a produção de texto, dentre outras habilidades.

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe ou sorteia uma cartela.

    Lê e, em seguida, escreve um texto que deve conter as duas palavras indicadas na cartela.

    Ela pode se inspirar nas imagens e também nos textos.

    Detalhe: este jogo também pode ser realizado oralmente. Aproveite para gravar (pode ser só áudio) o que a criança conta. Ah, vai ser uma delícia!

    Por hoje é isso! Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

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  • Sílaba Mix | | Jogo de alfabetização para formar palavras

    Sílaba Mix | | Jogo de alfabetização para formar palavras

    O-lá!

    Certamente, um dos maiores desafios no processo de alfabetização infantil reside na manutenção do engajamento e da motivação das crianças, concorda? Os jogos podem ser aliados valiosos nessa jornada, tornando o conteúdo mais cativante. No entanto, também é importante que, após a utilização dos jogos, o mediador (seja um professor, psicopedagogo, ou outro profissional) avalie se os objetivos estabelecidos foram de fato alcançados. Devemos lembrar que os jogos, por si só, não possuem poderes miraculosos… Rsrs!

    Como mencionado por Batllori (2009, p.16), é fundamental escolher jogos que tornem os tópicos mais atraentes. No entanto, igualmente relevante é a etapa de avaliação posterior, na qual devemos analisar se as metas propostas foram efetivamente cumpridas, identificando o que não funcionou e o que poderia ter sido desenvolvido de forma mais eficaz.

    Portanto, apresento uma sugestão para a utilização do jogo “Silaba Mix” a seguir. No entanto, considero importante  que você avalie se esta é a abordagem mais adequada para as crianças que participarão. Algumas crianças podem se beneficiar da escrita (em uma folha) dos nomes das figuras antes de começar o jogo, enquanto para outras, isso pode torná-lo excessivamente fácil e desprovido de desafio. Sendo assim, é essencial identificar as áreas em que as crianças podem estar enfrentando dificuldades e buscar maneiras de aprimorar o jogo para atender às necessidades específicas do grupo.

    Agora vamos ver a forma que eu pensei para utilizar o jogo?

    Sugestão de Uso:

    Faça três pilhas de cartas viradas com as imagens para baixo. 

    Na primeira pilha, coloque todas as cartas com figuras. 

    Na segunda pilha, coloque todas as cartas com sílabas que correspondem ao início dos nomes das figuras (estão escritas em vermelho, laranja ou azul). 

    Na terceira pilha, coloque as cartas com sílabas que correspondem ao final dos nomes das figuras (estão escritas em verde).

    Para começar o jogo, cada criança vira uma carta com figura, mas não revela para os demais colegas o que pegou. 

    Em seguida, uma das crianças vira uma carta da pilha que corresponde ao início dos nomes das figuras. Se for correspondente ao início do nome da sua figura, fica com a carta. Do contrário, descarta na mesa. 

    A próxima criança a jogar, se houver carta descartada na mesa, deve escolher se fica com a carta ou vira uma nova da pilha. 

    Quando a criança já tem a sílaba para o início do nome da sua figura, ela deve, na sua próxima vez, pegar uma carta da terceira pilha.

    O jogo segue até que um dos jogadores complete por primeiro o nome da sua figura.    

    É isso! Gostou do jogo? Só vou saber se você me contar nos comentários…Hehe!

    Um forte abraço e até o próximo jogo!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 20

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    • 32 cartas de sílabas;
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  • Bingoletrando | Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    Bingoletrando | Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    Olá!

    Nossa mente é verdadeiramente um cofre repleto de memórias, um tesouro inesgotável de experiências que, de maneira intrínseca, moldam a nossa identidade e a nossa compreensão do mundo que nos cerca. No entanto, o que podemos fazer para potencializar ainda mais o nosso processo de aprendizagem? A resposta reside na conexão emocional. Quando nos engajamos emocionalmente em uma atividade, nosso cérebro se torna naturalmente mais alerta e concentrado. Esse estado de envolvimento profundo torna mais provável que prestemos atenção aos detalhes e que as informações sejam retidas de forma mais eficaz.

    As emoções, de fato, desempenham um papel fundamental na formação de memórias. Eventos marcados por uma carga emocional tendem a ser lembrados com maior clareza e persistência em nossa mente em comparação a eventos neutros. Isso implica que as informações adquiridas em contextos lúdicos e emocionalmente envolventes têm uma probabilidade significativamente maior de serem retidas e, o mais importante, recordadas no futuro.

    Conforme salientado por LAPIERRE e AUCOUTURIER (2012, p. 40, grifo do autor), “Tudo aquilo que é unicamente memorizado a força no nível do córtex, sem ter despertado um eco emocional, é somente um parasita da memória. Desta forma, o esquecimento é sinal de saúde mental!“.

    Portanto, o esquecimento se torna uma parte natural e necessária do processo de seleção de informações relevantes para armazenamento a longo prazo.

    Certamente, não desejamos que o processo de alfabetização das crianças siga esse caminho, não é verdade? Muitas vezes, as crianças não conseguem compreender o quão fundamental será a habilidade de leitura e escrita em seu futuro. Isso parece algo muito distante para elas, que tendem a se concentrar no presente. Portanto, é importante oferecer atividades capazes de despertar o interesse e a curiosidade delas. Os jogos que compartilho neste site foram criados com esse objetivo.

    Então, sem mais delongas, vamos ver como utilizar o jogo Bingoletrando?

    Sugestão de uso:

    Coloque as cartas com letras dentro de um saco.

    Entregue para cada criança uma cartela do bingo e fichas com letras.

    Em seguida, começa o jogo.

    Você retira uma carta do saco. Se for sorteada uma das letras que a criança precisa para escrever o nome da sua figura ela deve pegar, entre as suas fichas, a mesma letra e colocá-la sobre o quadrado correspondente. Se for sorteada uma carta “dança”, todos ao mesmo tempo fazem uma dança rápida. 

    Vence o jogo quem completar primeiro toda a sua palavra.

    Para uma melhor compreensão, assista ao vídeo com a explicação do jogo.   

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    LAPIERRE, Andre; AUCOUTURIER, Bernard. A simbologia do movimento: psicomotricidade e educação. Fortaleza: RDS, 2012.

     

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    • 24 cartas com letras (para o sorteio);
    • 33 fichas com letras (para a escrita);
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  • Isto é… | Jogo de alfabetização para leitura de palavras

    Isto é… | Jogo de alfabetização para leitura de palavras

    O-lá!

    A habilidade grafofonêmica é a capacidade de entender de que maneira as letras do alfabeto estão relacionadas aos sons que emitimos ao falar. Isso ajuda as crianças a transformarem as letras em sons e, depois, em palavras. Quando uma criança consegue ligar a letra “A” ao som “aah”, por exemplo, ela está usando a habilidade grafofonêmica. Isso é importante para aprender a ler, porque permite que as crianças leiam as letras juntas e formem palavras.

    […] para ler, a criança precisa desenvolver a consciência grafofonêmica: relacionar as letras do alfabeto aos fonemas que elas representam. Assim, na leitura, o processo passa dos grafemas para os fonemas, isto é, a criança precisa identificar nos grafemas os fonemas que eles representam para chegar à palavra […] (SOARES, 2022,p.193)

    O jogo “Isto é” traz em cada carta uma figura e uma lista de palavras, sendo que apenas uma delas corresponde ao nome da figura. Perceba que colocamos palavras que começam com a mesma letra (em alguns casos colocamos até a mesma sílaba inicial). Fizemos isso de propósito para que a criança faça uma “varredura” em toda a palavra. Ou seja, decodifique (leia) letra por letra para descobrir qual é a palavra correta. Fato que não aconteceria se tivéssemos colocado palavras com letras iniciais diferentes. No caso, bastaria a criança relacionar a letra ao som inicial da palavra. Na maneira que organizamos, ampliamos sutilmente o desafio…Hehe!

    Ao praticar a identificação de palavras entre aquelas que compartilham a mesma letra inicial, a criança está preparando o terreno para a leitura contextual. Conforme ela avança, começará a reconhecer palavras não apenas pela letra inicial, mas também pela estrutura e contexto da sentença em que estão inseridas.

    Veja agora como pensamos em utilizar este jogo. Faça as adaptações que considerar importantes, ok?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma carta. Lê as palavras e marca aquela que for correspondente ao nome da figura em destaque.

    Após, pode conferir no gabarito.

    Finalizo este post expressando o desejo de que o jogo “Isto é” contribua para despertar o interesse das crianças pela leitura.

    Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.  

      

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    • 26 cartas;
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  • Bingo dos Bichos | Jogo de alfabetização para leitura de nomes de animais

    Bingo dos Bichos | Jogo de alfabetização para leitura de nomes de animais

    O-lá!

    Estimular o processo de alfabetização de uma pessoa (criança, jovem, adulto) é um dos trabalhos mais belos, mas que, ao mesmo tempo, traz muitos desafios. Apesar de algumas pessoas poderem achar que qualquer um pode ensinar a ler e escrever, quem trabalha na área sabe que não é bem assim. O estudo sobre os processos que envolvem o ensino/aprendizagem da leitura e escrita são contínuos. Além de ser necessária uma boa dose de sensibilidade para entender de que maneira cada criança aprende e, desta forma, proporcionar a mediação adequada.

    Sabemos que as crianças, durante as tentativas de escrever corretamente, criam suas próprias teorias e estratégias sobre o sistema de escrita da língua. Isso com base nas informações que recebem do ambiente e em suas experiências. Essas hipóteses evoluem à medida que elas se deparam com situações desafiadoras e conflitos cognitivos. Portanto estes conflitos são produtivos e é importante o professor garantir que as crianças se sintam seguras para experimentar e aprender com suas tentativas e erros na leitura e escrita. Obviamente não significa expor a criança o tempo inteiro a desafios extremos e impossíveis de serem superados.

    Em termos práticos não se trata de continuamente introduzir o sujeito em situações conflitivas dificilmente suportáveis, e sim de tratar de detectar quais são os momentos cruciais nos quais o sujeito é sensível às perturbações e às suas próprias contradições, para ajudá-lo a avançar no sentido de uma nova reestruturação. (FERREIRO e TEBEROSKY, 2007, p. 34).

    O jogo “Bingo dos Bichos” traz o desafio da leitura de palavras, mas a criança já vai saber que as cartas trazem nomes de animais. Portanto, é um desafio, mas, ao mesmo tempo, oferecemos uma pista para antecipação: “É um nome de um animal.”  Ele é muito indicado para aquelas crianças que se encontram em uma fase de leitura em que ler uma palavra já representa um desafio significativo. 

    Sugestão de Uso:

    Coloque as cartas com nomes dos animais em um saco.

    Cada criança deve ter sua cartela e marcadores (bolinhas de papel, pedrinhas, miçangas, botões…).

    Uma criança retira uma carta do saco e lê. Todos devem verificar se possuem a figura do animal em suas cartelas para marcar.

    Vence o jogo quem completar primeiro toda uma cartela.

    Obs.: Pode haver mais de um vencedor e isso também é divertido!

    Bom, chegamos ao fim de mais um post. Espero que tenha contribuído! O que você me diz, hein?!…Rsrs

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999

    P.S. Embora eu tenha dito que é ideal para crianças, o “Bingo dos Bichos” não possui imagens infantilizadas, tornando-o perfeito também para adolescentes e adultos em processo de alfabetização.   

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    • 30 cartelas com imagens de animais;
    • 24 cartas com nomes de animais;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

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    Temos este jogo também em inglês! 🤩 O QR Code servirá para ouvir a pronúncia dos nomes dos animais em inglês. Veja abaixo:

  • Trunfo Dino | Jogo para alfabetização: leitura sobre dinossauros

    Trunfo Dino | Jogo para alfabetização: leitura sobre dinossauros

    O-lá!

    Os jogos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das crianças, estimulando habilidades como o pensamento estratégico, análise de abordagens e tomada de decisões para atingir objetivos.

    “Assim, ao jogar, o aluno é levado a exercitar suas habilidades mentais e a buscar melhores resultados para vencer”. (MACEDO; PETTY e PASSOS, 2000, p. 20)

    Além disso, essa experiência lúdica promove o raciocínio lógico, resolução de problemas, criatividade e socialização. Essa abordagem favorece o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, fornecendo uma base sólida para enfrentar desafios ao longo da vida, tanto dentro quanto fora dos jogos.

    O jogo “Trunfo Dino”, a princípio, pode ser jogado de maneira simples, como explicado logo abaixo na sugestão de uso, mas, aos poucos, é importante instigar as crianças a pensarem antes de escolher qualquer cartela. Analisar que, por exemplo, o “atributo” mais adequado em cada jogada, pode levar a criança à conquista do jogo.  Além disso, podem ser explorados conceitos matemáticos, como comprimento, altura e peso, ao mesmo tempo em que se expande o vocabulário com termos como metros, quilos e toneladas. O jogo também pode incentivar discussões fascinantes sobre as diferentes espécies de dinossauros, aprofundando o conhecimento sobre essas criaturas pré-históricas 😉

    Sugestão de Uso:

    Deixe as crianças explorarem as cartelas: observar imagens, fazer a leitura das informações, etc.

    Após, embaralhe as cartelas e as distribua igualmente entre os jogadores.

    Sorteiem quem irá começar o jogo. Este jogador deverá escolher uma de suas cartelas e dizer em voz alta qual atributo quer desafiar: altura, peso ou comprimento.

    Todos colocam sobre a mesa uma de suas cartelas.

    Quem tiver um número maior, no atributo desafiado, fica com a carta do adversário.  

    A carta “Super Trunfo Dino” vence todas as cartas do baralho independentemente do valor dos atributos previamente escolhidos.

    O vencedor é quem ficar com todas as cartas no final!

    Para encerrar este texto, gostaria de dizer que jogar é muito mais do que apenas diversão para as crianças. É um espaço onde suas mentes se expandem, suas habilidades florescem e suas estratégias ganham vida. Então, da próxima vez que você ver uma partida em andamento, lembre-se de que, por trás daqueles sorrisos e risadas, há um mundo de desenvolvimento cognitivo e criatividade florescendo. Vamos incentivar nossas crianças a jogar, aprender e crescer, pois o jogo é a porta mágica para um futuro com mais possibilidades, certo? 

    Agora, que tal você me dizer o que achou deste jogo e das informações que compartilhei aqui?! Estou curiosa… Hehe!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    MACEDO, Lino de; Petty, Ana Lúcia Sicoli; PASSOS, Norimar Christe. Aprender com jogos e situações-problema. Porto Alegre: Artmed, 2000.

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  • Ache os Nomes – Frutas | Jogo de alfabetização para leitura de palavras

    Ache os Nomes – Frutas | Jogo de alfabetização para leitura de palavras

    O-lá!
    É importante reconhecermos que quando uma criança chega a uma sala de aula no primeiro ou segundo ano escolar,  ela já possui um certo nível de conhecimento sobre a escrita. Afinal, desde o seu nascimento, a criança é constantemente exposta a letras e palavras em seu ambiente cotidiano, como rótulos de produtos, livros infantis, sinais de trânsito, entre outros.

    […] é bem difícil imaginar que uma criança de 4 ou 5 anos, que cresce num ambiente urbano no qual vai reencontrar, necessariamente, textos escritos em qualquer lugar (em seus brinquedos, nos cartazes publicitários ou nas palavras informativas, na sua roupa, na TV, etc.) não faça ideia nenhuma a respeito da natureza deste objeto cultural até ter 6 anos e uma professora a sua frente […] (FERREIRO; TEBEROSKY, 1999, p. 29).

    Essa imersão em um ambiente com letras contribui para que a criança desenvolva uma consciência inicial sobre a escrita, mesmo que de forma intuitiva. Ela começa a reconhecer a presença de letras em diferentes contextos e pode até mesmo experimentar com a escrita, tentando imitar letras ou escrever seu próprio nome, nomes dos familiares, etc.

    Sendo assim, aquela fala comum: “Chegou a minha sala de aula sem saber nada” é, no mínimo, equivocada. Talvez não tivesse o conhecimento esperado para a idade. Por isso, uma sondagem para avaliar os conhecimentos que a criança traz consigo é fundamental. A partir desta sondagem, já falei em outros posts, é que podemos traçar planos de intervenção. Mesmo que a criança chegue com algum diagnóstico de transtorno ou síndrome, é imprescindível saber quais são os conhecimentos de que a criança já dispõe. Se a criança for resistente a avaliações formais, os jogos podem ser uma excelente alternativa. Inclusive, durante um jogo, como a criança geralmente fica mais livre e solta, você terá possibilidades melhores para conhecê-la e até criar vínculo 😉

    O jogo que eu trouxe hoje, por exemplo, pode ser útil para estimular a leitura de palavras, mas você também pode utilizar para “avaliar” os conhecimentos de que a criança já dispõe sobre leitura de palavras, como está o nível de atenção e a percepção dela, a tolerância à frustração, etc.

    Gostou? Vamos ver como utilizar?!     

    Sugestão de Uso:

    Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.

    Cada jogador, na sua vez, retira uma carta da sacola.

    Em seguida, todos os jogadores devem procurar no tabuleiro o nome da fruta sorteada, mas prestando atenção porque alguns nomes estão escritos de forma incorreta. Quem encontrar primeiro o nome correto, fica com a carta.

    Vence o jogo quem primeiro conquistar três cartas.

    É isso! Gostou do jogo? Que tal me falar nos comentários?! Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA FERREIRO,

    Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999

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    • 24 cartas com nomes de frutas;
    • 01 tabuleiro;
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