Autor: Solange Moll

  • Zoo Embaralhado

    Zoo Embaralhado

    O-lá!

    A leitura parece algo simples quando já sabemos fazer, mas, para a criança que está começando, trata-se de um verdadeiro desafio. Isso porque o cérebro humano não nasceu pronto para essa tarefa — ele precisa se adaptar, criar novas conexões e reorganizar funções para tornar possível aquilo que não é natural: reconhecer letras, formar palavras, compreender significados.

    Estudos como os de Stanislas Dehaene (2012) mostram que, para aprender a ler, o ser humano precisa adaptar áreas do cérebro originalmente responsáveis pelo reconhecimento visual — como rostos e objetos — para reconhecer letras, sílabas e palavras. Não nascemos com uma área específica para a leitura: ela precisa ser construída, transformando o que já existe em algo novo.

    Esse caminho, no entanto, não acontece de forma isolada. A aprendizagem da leitura e da escrita se dá no encontro com o outro — nas trocas, nas tentativas compartilhadas, nas escutas atentas e nas brincadeiras cheias de significado. Como afirma Ana Albuquerque (2022, p. 84):

    A participação em situações de leitura e escrita colaborativa contribui para o desenvolvimento da aquisição da linguagem escrita, sobretudo em interação com pares e adultos […].

    Ou seja, quando a criança está inserida em um ambiente que favorece a interação, o brincar e o pensar junto, as oportunidades de aprendizagem se multiplicam.

    Pensando nesse cenário, desenvolvemos o jogo Zoo Embaralhado, um recurso lúdico que contribui para o desenvolvimento de habilidades fundamentais no processo de alfabetização — como a percepção visual e a atenção.

    Durante o jogo, a criança:

    • Estimula a atenção, a percepção visual e o pensamento lógico;
    • Exercita a formação de hipóteses sobre palavras;
    • Participa de uma atividade socialmente compartilhada, em que escuta, argumenta e interage com os demais jogadores.

    Bora saber como jogar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana.
    2. Coloque as fichas numeradas dentro de um saco.
    3. Deixe, ao lado, as cartas que mostram a parte superior dos animais, viradas para baixo.
    4. Cada jogador, em sua vez:
      • Sorteia uma ficha com número do saco.
      • Procura no tabuleiro o número correspondente.
      • Observa a parte inferior do animal e tenta identificá-lo com base na imagem parcial e nas letras embaralhadas.
      • Utiliza as mesmas letras (você pode oferecer letras móveis, como as de EVA) para formar o nome do animal que acredita ser.
      • Em seguida, pega a carta com a parte superior do animal e confere se o encaixe está correto.
      • Se acertar, fica com a ficha sorteada!
    5. Se sortear uma ficha “Ops!”, perde a vez.
    6. Se sortear uma ficha “Escolhe!”, o jogador pode escolher qualquer número do tabuleiro para tentar descobrir o animal correspondente. Se acertar, fica com a ficha “Escolhe!”.
    7. Ganha o jogo quem conquistar três fichas da mesma cor (vermelho, laranja ou verde) ou uma ficha “Escolhe!” e duas fichas da mesma cor.

    📌 Observação:
    Se, no decorrer do jogo, algum jogador sortear uma ficha com número já utilizado com a carta “Escolhe!”, essa ficha deve ser colocada de lado e uma nova deve ser sorteada.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?
    Que tal me contar nos comentários? Eu amo saber quando estamos contribuindo com o nosso trabalho. 💚

    Referências Bibliográficas:

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (23/04/2025)

    Arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 32 fichas com animais;
    • 32 fichas com números;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) Como adaptar o jogo para crianças mais avançadas na escrita?
    Para ampliar o desafio, você pode cobrir as letras embaralhadas, deixando visível apenas a imagem da parte inferior do animal. Assim, a criança precisará fazer sua hipótese com base apenas na imagem e não terá o apoio para saber quais letras são necessárias para escrever o nome do animal. Além disso, pode-se propor que, após descobrir o animal corretamente, ela escreva uma frase com o nome dele, estimulando a produção de escrita e o uso contextual da palavra.

    2) Qual é a faixa etária mais indicada para o uso do Zoo Embaralhado?
    O jogo é indicado, em geral, para crianças a partir de 5 ou 6 anos — especialmente quando já começam a formar palavras (hipóteses silábica com valor sonoro ou silábico-alfabética). No entanto, tudo depende dos conhecimentos prévios da criança e de seu interesse.

    Com a devida mediação, o jogo também pode ser apresentado a crianças em fase pré-silábica, como uma forma de estimular a percepção de letras, sons e vocabulário — mesmo que elas ainda não consigam escrever os nomes dos animais sozinhas. Esse contato ajuda a construir a noção de que cada palavra tem suas próprias letras, ou seja, que a escrita não é uma escolha aleatória, e sim um sistema com regras e significados.

    Além disso, o Zoo Embaralhado pode ser utilizado com adolescentes ou adultos em processo de alfabetização, já que as imagens dos animais não são infantilizadas.

    3) Esse jogo pode ser usado em contextos terapêuticos, como em atendimentos psicopedagógicos?
    Sim! O Zoo Embaralhado é excelente para intervenções psicopedagógicas, pois trabalha linguagem, atenção, memória e organização do pensamento de forma lúdica e significativa.

  • Som a Som

    Som a Som

    O-lá!

    A aprendizagem da leitura e da escrita é um processo complexo, que exige a articulação de diversas habilidades cognitivas e linguísticas. Diferente da aquisição da fala, que ocorre de forma natural na interação cotidiana, a alfabetização requer um ensino sistemático, no qual a criança precisa compreender, dentre outras competências, que a escrita representa os sons da fala por meio de um sistema de correspondências fonema-grafema. Como destaca Ana Albuquerque (2022, p. 78):

    A alfabetização é um processo não natural, e a tarefa de aprender a ler em um sistema alfabético, como é o caso da língua portuguesa, implica um elevado nível de capacidade para refletir de forma consciente sobre a oralidade e a relação com a escrita […].

    Nesse contexto, a consciência fonológica assume um papel central. Trata-se da habilidade de perceber, identificar e manipular os sons da fala, um requisito essencial para a compreensão do princípio alfabético. Pesquisas demonstram que crianças que desenvolvem uma boa consciência fonológica têm mais facilidade na aquisição da leitura e escrita, pois conseguem segmentar palavras em sílabas, identificar rimas, perceber sons iniciais e finais, entre outras operações mentais fundamentais para a alfabetização.

    Para estimular essa habilidade de forma lúdica e interativa, desenvolvemos o jogo “Som a Som“. Através de desafios variados, a criança é incentivada a refletir sobre os sons das palavras, praticando habilidades como a segmentação silábica, a identificação de rimas e a manipulação fonêmica. O jogo proporciona uma experiência engajadora e ao mesmo tempo estruturada, auxiliando na construção de um conhecimento sólido sobre o funcionamento da língua escrita.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e insira as cartas com figuras dentro de um saco.
    2. Entregue a cada jogador peões ou marcadores.
    3. Na sua vez, o jogador pega uma carta do saco e joga os dois dados. O dado com letras determina a coluna. O dado com números determina a linha.
    4. O jogador cruza essas informações para localizar o quadro com o desafio correspondente. Após, executa a tarefa indicada no quadro.
    5. Caso um dos dados sorteados tenha a palavra “ops”, o jogador perde a vez.
    6. Se um dos dados trouxer a informação “você escolhe”, o jogador pode escolher a linha.
    7. O jogo continua até acabarem as cartas.
    8. Ganha o jogador que tiver conquistado mais cartas ao final da partida.

    Ao incorporar atividades que promovem a consciência fonológica no processo de alfabetização, garantimos um ensino mais eficiente, respeitando a necessidade de mediação ativa para que a criança compreenda os princípios que regem o sistema alfabético. Dessa forma, “Som a Som” não apenas torna o aprendizado mais dinâmico, mas também contribui para uma alfabetização mais consistente e significativa.

    Detalhe que ainda não falei… O PDF está gratuito! Aproveite 🙂

    Referência Bibliográfica:

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF GRÁTIS contendo:

    • 24 cartas;
    • 02 dados;
    • 01 tabuleiro
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) Qual é a idade ideal para começar a estimular a consciência fonológica?

    A consciência fonológica pode começar a ser estimulada desde cedo, por volta dos 3 a 4 anos, por meio de brincadeiras com rimas, cantigas e jogos sonoros. No entanto, o desenvolvimento mais estruturado dessa habilidade geralmente ocorre entre os 4 e 6 anos, sendo fundamental para a alfabetização.

    2) Crianças com dislexia ou outras dificuldades no processo de alfabetização podem utilizar o jogo “Som a Som”?

    Sim! O jogo pode ser uma excelente ferramenta para crianças com dislexia ou outras dificuldades na alfabetização, pois trabalha a consciência fonológica de forma lúdica e estruturada.

    3) Adultos em processo de alfabetização também precisam desenvolver a consciência fonológica?

    Sim! Trabalhar essa habilidade auxilia na compreensão do princípio alfabético, facilitando a leitura e a escrita. Jogos e atividades focadas na percepção e manipulação dos sons podem tornar esse aprendizado mais acessível e significativo. Independentemente da idade.

  • Conecte

    Conecte

    O-lá!

    O processo de alfabetização nem sempre segue uma linha reta. Ele pode ter avanços e recuos, momentos de descoberta e de dúvida, e isso é absolutamente normal. À medida que a criança vai se apropriando da leitura e escrita, ela percorre etapas que não se encaixam perfeitamente como degraus. Em vez disso, ela experimenta estratégias diferentes, testa hipóteses e, aos poucos, constrói um entendimento mais estável.

    Segundo estudos sobre a aquisição da leitura, é possível observar três grandes etapas nesse processo:

    • Etapa Logográfica (ou Pictórica)

    Nesta etapa inicial, a criança reconhece palavras de forma global, sem compreender a relação entre letras e sons. Ela identifica palavras familiares pelo formato ou pelo contexto, tratando-as como imagens. Por exemplo, pode reconhecer a palavra “Coca-Cola” apenas pela aparência das letras e das cores, mas sem saber decodificar cada letra individualmente.

    • Etapa Fonológica (ou Alfabética)

    Aqui, a criança começa a entender que as letras representam sons. Ela aprende a segmentar palavras e associar cada grafema (letra ou grupo de letras) ao seu respectivo fonema (som), conseguindo ler palavras novas. No entanto, a leitura ainda é lenta e exige bastante esforço.

    • Etapa Ortográfica (ou Lexical)

    Nesta etapa, a leitura se torna mais automática e fluente. A criança já reconhece muitas palavras inteiras rapidamente, sem precisar decodificar letra por letra.  Esse é o momento em que ela começa a ter maior compreensão dos textos, pois seu cérebro trabalha com um repertório visual de palavras memorizadas. Inclusive o tamanho da palavra (mais ou menos letras) já não é um desafio.

    Stanislas Dehaene (2022, p. 222) explica essa transição:

    À medida que a leitura se automatiza, o efeito do tamanho da palavra desaparece. Ele se torna totalmente ausente no bom leitor.

    Ou seja, conforme a leitura se torna fluida, a quantidade de letras de uma palavra deixa de ser um obstáculo, e a criança passa a ler de maneira cada vez mais natural.

    O que isso tudo significa na prática?

    Significa que é preciso ter conhecimento para identificar a fase que a criança está e proporcionar a ela estímulos adequados. Nem demais, nem de menos. Por exemplo, para uma criança que está lendo silabicamente é recomendável que os textos sejam curtos e acessíveis, como os do jogo “Conecte”, que permite à criança praticar a leitura sem sobrecarga. Aos poucos, conforme o interesse e a confiança crescem, os desafios podem ser ampliados, com textos mais longos e estruturas mais complexas. Além disso, a criança precisa ter contato com diferentes tipos de textos, explorando gêneros variados que fortaleçam sua fluência leitora e sua compreensão.

    Por que essa fase é tão importante?

    Porque é nela que a leitura se fortalece e se torna um hábito. A criança que tem contato constante com textos bem escolhidos desenvolve não só fluência, mas também compreensão e gosto pela leitura. Quanto mais exposta a diferentes estruturas, mais repertório ela constrói . O que impacta não apenas a leitura, mas também a escrita e a expressão de ideias.

    O jogo “Conecte” é um excelente recurso para esse momento, ajudando a transformar o processo em algo leve, acessível e motivador.

    Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestão de Uso: 

    1. Espalhe as cartas com as imagens viradas para cima sobre uma mesa. Coloque as cartas com textos dentro de um saco;
    2. A criança pega uma carta do saco, lê e aponta qual figura corresponde ao texto;
    3. Em seguida, conecta a carta à imagem para verificar se a associação foi correta;
    4. Para complementar, a criança pode escrever a frase no caderno e até mesmo construir um pequeno texto utilizando a frase da carta como ponto de partida.

    No vídeo abaixo tem outras sugestões de uso para o jogo Conecte 😉

    É isso! Gostou?

    A leitura precisa ser incentivada com afeto, desafios progressivos e oportunidades reais de contato com textos diversos. Vamos transformar cada experiência de leitura em algo significativo? Espero que o jogo “Conecte” contribua grandemente nessa missão. 🙂

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartas com textos;
    • 24 cartas com imagens;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (02/04/2025)

    Talvez você queira saber:

    1) Existe uma idade ideal para que a criança atinja a fase ortográfica na leitura ou isso varia?

    Não há uma idade fixa, pois o ritmo de aprendizagem varia. Em geral, as crianças entram na fase ortográfica da leitura entre os 7 e 9 anos. Mas isso depende do desenvolvimento individual e, principalmente, do nível de exposição e vínculo que a criança tem com a leitura no dia a dia.

    2) Se uma criança tem dificuldades com a leitura e lê silabicamente, o que pode ser feito para ajudá-la?

    O primeiro passo é avaliar a criança para entender o motivo da dificuldade. Ela pode precisar de um reforço no conhecimento dos fonemas (sons das letras) ou simplesmente de mais exposição à leitura para ganhar fluência. O processo de aprendizagem da leitura é como andar de bicicleta: quanto mais prática, mais natural se torna. Estratégias como jogos interativos, leitura em voz alta (individualmente, sem exposição!) e textos curtos podem ajudar a tornar essa prática mais eficaz e prazerosa.

    3) É possível que uma criança utilize estratégias de diferentes fases ao mesmo tempo?

    Sim! Na verdade, todos nós, adultos e leitores fluentes, recorremos, por exemplo, à leitura fonológica quando encontramos uma palavra desconhecida. Quer um exemplo? Leia esta palavra:

    Trimetilxantina

    A menos que você tenha experiência com componentes químicos, provavelmente leu silabicamente, decodificando parte por parte. Isso acontece porque essa palavra ainda não faz parte do seu léxico visual.

    Com as crianças, o processo é o mesmo. Elas podem reconhecer automaticamente palavras conhecidas (fase ortográfica), mas recorrer à leitura fonológica para palavras novas. A medida que essas palavras se tornam familiares, passam a ser lidas diretamente, sem a necessidade de decodificação.

  • Lince Adição e Subtração

    Lince Adição e Subtração

    O-lá!

    Quando pensamos no ensino da matemática para crianças, uma dúvida comum surge: a adição deve ser ensinada antes da subtração? Ou podemos introduzi-las simultaneamente? Para responder a essa questão, é essencial considerar as condições maturacionais e os estudos sobre o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático.

    Pesquisadores como Constance Kamii, baseando-se nas teorias de Piaget, destacam que a construção do conhecimento matemático ocorre a partir da ação da criança sobre o meio. Isso significa que a criança precisa experimentar, manipular e refletir sobre quantidades antes de compreender plenamente as operações matemáticas.

    Nos primeiros anos, as crianças desenvolvem o conceito de número progressivamente, passando por fases importantes, como:

    • Correspondência um a um: relacionar um objeto a outro (exemplo: uma colher para cada prato);
    • Classificação e seriação: identificar semelhanças e ordenar objetos;
    • Cardinalidade: entender que o último número contado representa a quantidade total.

    Após consolidar esses conceitos, a criança está mais preparada para compreender operações matemáticas como a adição e a subtração.

    Adição ou subtração: qual vem primeiro?

    A maioria dos teóricos concorda que a adição deve ser apresentada antes da subtração. Isso ocorre porque a adição está diretamente ligada à ideia de juntar quantidades, um conceito mais concreto e intuitivo para as crianças pequenas. Já a subtração exige um nível maior de abstração, pois envolve a ideia de retirar ou comparar quantidades, o que demanda uma compreensão mais avançada sobre o sistema numérico.

    Algumas abordagens mostram que, dependendo do contexto, a subtração pode ser apresentada como uma operação complementar à adição. No entanto, sua plena compreensão geralmente acontece após a criança já ter familiaridade com a soma.

    Agora, o mais importante é garantir que a criança tenha experiências concretas antes de lidar com os símbolos matemáticos. O uso de jogos, materiais manipuláveis e situações do cotidiano facilita essa construção do conhecimento. Conforme Kamii & Declark (1997, p. 19) destacam:

    Quando as pessoas são encorajadas a pensar, a estudar e expressar sua discordância, elas geralmente chegam à verdade mais rápido do que quando suas opiniões não são valorizadas.

    Isso reforça a importância de permitir que as crianças argumentem, discutam estratégias e aprendam por meio da troca de ideias.

    Uma forma eficaz e divertida de estimular essa vivência concreta com os números é por meio de jogos. O Lince de Adição e Subtração é uma excelente opção para trabalhar a atenção, o pensamento lógico, a percepção visual e a tomada de decisões rápidas. Ah, e um detalhe importante: você pode retirar as fichas de subtração caso a criança ainda precise de mais tempo e vivências com a adição antes de avançar. Essa flexibilidade torna o jogo mais acessível e ajustável conforme a fase de aprendizagem da criança.

    Além disso, ele favorece momentos em que as crianças confrontam respostas e discutem diferentes estratégias de resolução, promovendo o pensamento crítico e a autonomia. Assim, a aprendizagem acontece de forma mais significativa e prazerosa

    Sugestão de uso:
    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as fichas dentro de um saco;
    2. Cada criança, na sua vez, pega uma ficha;
    3. Todas as crianças, ao mesmo tempo, resolvem a operação matemática e, em seguida, procuram o resultado no tabuleiro;
    4. Quem encontrar primeiro fica com a ficha;
    5. Ganha quem conquistar mais fichas.

    Para finalizar, é sempre importante frisar que o mais importante é respeitar o desenvolvimento natural de cada criança. Mais do que seguir uma sequência rígida, é fundamental proporcionar experiências ricas e desafiadoras para que os alunos construam um pensamento matemático sólido e autônomo.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar 😉

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. 13. ed. Campinas: Papirus, 1997.

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    • 48 fichas (24 de adição e 24 de subtração)  ;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO ATÉ AMANHÃ (27/03/2024).

    Talvez você queira saber:

    1) Existe uma idade ideal para começar a ensinar adição e subtração?

    Não há uma idade exata, mas geralmente a adição é compreendida por volta dos 5 ou 6 anos, quando a criança já tem noção de número e quantidade. A subtração vem depois, pois exige mais abstração. O mais importante é respeitar o ritmo da criança e oferecer experiências concretas antes da abstração.

    2) Crianças que memorizam contas sem compreender os conceitos terão dificuldades no futuro?

    A memorização isolada de contas sem a compreensão dos conceitos pode prejudicar o aprendizado matemático a longo prazo. Isso porque a criança pode ser capaz de repetir resultados sem entender o porquê das operações. Esse tipo de aprendizado mecânico pode gerar dificuldades quando forem introduzidos problemas mais complexos que exigem raciocínio lógico e flexibilidade de pensamento. O ideal é garantir que a criança compreenda os princípios da adição e subtração antes de incentivar a memorização de fatos numéricos. Jogos, atividades concretas e situações do cotidiano ajudam a construir esse entendimento de forma mais significativa.

  • Lar Doce Lar

    Lar Doce Lar

    O-lá

    Escrever corretamente é importante, e não há dúvidas sobre isso, não é mesmo? Mas garantir a ortografia correta não significa apenas decorar regras – é preciso compreender como a escrita funciona, reconhecer seus padrões e usá-la de forma significativa. No processo de alfabetização, a criança está descobrindo como as palavras se formam, experimentando, testando hipóteses e ajustando o que ainda não sabe.

    Salgado (1992, p. 29) apud Zorzi (1998, p. 23) destaca que:

    […] escrever corretamente significa fazer uso consciente e premeditado de nossa língua; o erro não é mais do que o desconhecimento ou a não consciência dessa arbitrariedade convencional e, a partir de um ponto de vista educativo, é o que deve motivar a busca de metodologia mais adequada para garantir a aprendizagem.

    Ou seja, o erro faz parte do aprendizado. Mais do que corrigi-los mecanicamente, precisamos oferecer metodologias que ajudem a criança a compreender a lógica da escrita, para que ela consiga avançar de forma autônoma e confiante. E é muito produtivo partir do simples para o complexo (como em qualquer aprendizagem).

    Pensando nisso, hoje trago como sugestão o jogo Lar Doce Lar. Esse jogo oferece às crianças a oportunidade de desenvolver a escrita de forma lúdica, incentivando a percepção da estrutura das palavras. Vamos ver como jogar?

    Sugestão de Uso:
    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e as fichas dentro de um saco.
    2. Entregue, no mínimo, cinco peões para cada criança.
    3. Na sua vez, cada criança retira uma ficha do saco, lê a sílaba e escolhe uma casinha para levantar, descobrindo a sílaba escondida.
    4. Se conseguir formar uma palavra com as duas sílabas, a criança coloca um dos seus peões em frente à casinha. Isso indica que ela conquistou a casa e ninguém mais pode usá-la.
    5. Ganha o jogo quem conquistar mais casinhas!
    6. Para finalizar, que tal formar frases com as palavras formadas? O Registro é sempre importante para a consolidação da aprendizagem.

    Ao brincar, as crianças experimentam a construção das palavras de maneira ativa, analisam possibilidades e vão compreendendo a estrutura da escrita de forma intuitiva. O jogo funciona como um suporte para que avancem com segurança e desenvolvam maior autonomia no processo de alfabetização.

    Gostou?

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica

    ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

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    • 32 fichas com sílabas;
    • 20 peões (4 cores diferentes);
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO VÁLIDO SOMENTE ATÉ AMANHÃ (13/03/2025)

    Talvez você queira saber:
    1) Além da formação de palavras, que outras habilidades o jogo estimula nas crianças?

    Pensamento lógico, ao exigir que a criança analise as sílabas disponíveis e encontre combinações possíveis.
    Atenção e concentração, pois é necessário observar as opções do jogo e tomar decisões estratégicas.
    Interação social e colaboração, quando jogado em grupo, promovendo trocas entre as crianças e ajudando no desenvolvimento da oralidade.
    Memória de trabalho, pois, para jogar com estratégia, as crianças precisarão lembrar das sílabas que os colegas abriram nas casinhas, mas não puderam usar.
    Coordenação motora fina, já que podem participar da montagem dos peões. 😉

    2) O uso do jogo em grupo pode favorecer a aprendizagem? Como garantir que todas as crianças participem ativamente?

    Sim! O jogo em grupo favorece a aprendizagem porque permite que as crianças observem diferentes estratégias de pensamento, discutam possibilidades e aprendam umas com as outras. Para garantir que todas participem ativamente, algumas estratégias podem ser adotadas:
    Incentivar a verbalização: antes de colocar o peão na casinha, a criança pode explicar por que escolheu aquela combinação. Se ela teve alguma estratégia, por exemplo, ficou atenta quando um colega não usou a sílaba. Ah, também pode sugerir a formação de uma frase oral utilizando a palavra formada.
    Valorizar o esforço: criar um ambiente positivo, onde os erros são vistos como parte do aprendizado, evita que algumas crianças fiquem desmotivadas.

    3) O jogo pode ser utilizado com crianças que apresentam dificuldades na alfabetização? Como torná-lo mais acessível?

    Sim, pois torna a aprendizagem mais interativa e menos cansativa. Para torná-lo mais acessível, algumas adaptações podem ser feitas:

    Forneça banco de palavras : crie uma lista com algumas palavras que podem ser formadas com as sílabas disponíveis no jogo. Assim, a criança pode tentar formar uma dessas palavras usando as sílabas que sorteou.

    Esse tipo de apoio ajuda a reduzir a frustração e permite que a criança se concentre na estrutura da palavra, tornando a atividade mais acessível e motivadora.

  • Régua das Emoções

    Régua das Emoções

    O-lá!

    Há algumas semanas, em uma caixa de perguntas que abri no Instagram, recebi mensagens de professores compartilhando suas experiências sobre a volta às aulas. Alguns relataram a alegria de reencontrar os alunos e retomar a rotina escolar, enquanto outros expressaram preocupações com desafios no comportamento das crianças. Muitos mencionaram dificuldades como brigas, desentendimentos e dificuldades de convivência. Diante disso, senti que não poderia ignorar essas preocupações. Quis criar algo que, mesmo sendo um recurso simples, pudesse contribuir para o desenvolvimento da inteligência emocional das crianças e ajudar a tornar o ambiente escolar mais acolhedor e harmônico. Quem sabe as escolas possam elaborar um projeto voltado ao desenvolvimento da inteligência emocional das crianças, utilizando este recurso como uma ferramenta de apoio? Hummm… quem sabe?!

    A inteligência emocional é um fator essencial para que as crianças aprendam a lidar com suas emoções e sentimentos, além de se relacionarem melhor com os colegas. Abrindo um “parênteses” aqui porque penso que talvez devesse explicar, mesmo que de forma resumida, a diferença entre emoções e sentimentos. Sim, porque, embora sejam conceitos frequentemente usados como sinônimos, há uma diferença entre eles. E nós, profissionais da educação, também precisamos ter esse conhecimento.

    As emoções são reações imediatas e automáticas do nosso corpo diante de estímulos internos ou externos. Elas são universais e inatas, como a alegria, o medo, a raiva, a tristeza e o nojo. Já os sentimentos são mais complexos e duradouros, pois envolvem interpretação e processamento cognitivo das emoções. Por exemplo, a emoção de medo pode dar origem ao sentimento de insegurança, e a emoção de alegria pode gerar um sentimento de gratidão.

    O recurso que trago hoje, a Régua das Emoções, foca nas emoções primárias, ajudando a criança a reconhecer e expressar aquilo que sentiu ao longo do dia ou da semana. Esse primeiro passo é essencial, pois ao nomear e entender suas emoções, a criança começa a desenvolver habilidades para lidar melhor com seus sentimentos ao longo do tempo.

    Vale lembrar que a abertura ao diálogo e à conversa sobre emoções e sentimentos deve ser conduzida de maneira tranquila e sem julgamentos. Como destaca Celso Antunes (2003, p. 244):

    Os debates devem ser conduzidos de maneira serena e tranquila, desenvolvidos por alguém muito mais disposto a ouvir do que a falar, mas um mediador firme, pronto para tirar a palavra, com doçura, dos mais expansivos e para extrair depoimentos dos mais tímidos.

    O desenvolvimento da inteligência emocional não acontece de forma automática; ele precisa ser estimulado e trabalhado ao longo da vida. Para compreender melhor essa questão, vale destacar que a inteligência emocional é um conceito amplamente estudado por autores como Daniel Goleman (1996), que destaca a importância da identificação, compreensão e regulação das emoções para o desenvolvimento social e acadêmico das crianças. Goleman argumenta que a inteligência emocional pode ser mais determinante para o sucesso na vida do que o próprio QI, pois influencia a forma como nos relacionamos e tomamos decisões.

    Dessa forma, o uso de ferramentas como a Régua das Emoções está alinhado com pesquisas que demonstram que crianças que aprendem a nomear e compreender suas emoções desenvolvem maior equilíbrio emocional, maior capacidade de enfrentar desafios e melhores relações interpessoais.

    Ah! Estava quase esquecendo… Rsrs! O arquivo PDF com a Régua das Emoções está disponível gratuitamente para download. Gostou?

    Sugestão de Uso:
    1. A criança deve mover o sol ao longo da linha do tempo e posicioná-lo na emoção que melhor representa como foi seu dia ou semana;
    2. Após escolher a emoção, a criança recebe um “Emotag” correspondente;
    3. Ela pode colar o “Emotag” no caderno e escrever ou desenhar sobre o que a fez sentir aquela emoção;
    4. Se desejar, a criança pode compartilhar com os colegas o motivo de sua escolha, estimulando a conversa sobre emoções.
    Variações:

    ✔ Criar um Diário das Emoções para acompanhar os sentimentos ao longo da semana;
    ✔ Montar um Mural das Emoções na sala de aula;
    ✔ Usar os Emotags para iniciar rodas de conversa sobre sentimentos e empatia;
    ✔ Propor brincadeiras como adivinhar a emoção através de gestos e expressões.

    Esse recurso pode ser um ponto de partida para conversas sobre emoções, ajudando as crianças a reconhecerem e nomearem o que sentem. Ele pode ser utilizado em sala de aula, no consultório ou em casa, sempre respeitando o ritmo e a experiência de cada criança.

    É isso! Espero que seja útil e contribua para um ambiente mais acolhedor e reflexivo.
    Um abraço e até mais!

    Referências Bibliográficas:

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
    GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 1996.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF GRÁTIS contendo:

    • 01 régua;
    • Fichas com emotags;
    • Instruções de Uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) A partir de que idade as crianças conseguem utilizar a Régua das Emoções?

    A capacidade de reconhecer e nomear emoções varia de criança para criança, mas, de maneira geral, por volta dos 4 a 5 anos elas já conseguem começar a identificar emoções básicas e associá-las a eventos do dia a dia. Nessa idade, muitas ainda precisarão do apoio de um adulto para ajudá-las a verbalizar e contextualizar as emoções.

    2) Quais são as melhores formas de incentivar a criança a falar sobre suas emoções sem forçá-la?

    É fundamental criar um ambiente seguro e acolhedor para que a criança se sinta confortável ao falar sobre suas emoções. Algumas estratégias incluem:

    • Dê o exemplo: Crianças aprendem observando. Falar sobre suas próprias emoções de maneira natural. Exemplo: “Hoje eu fiquei um pouco frustrado porque o trânsito estava ruim, mas depois passou!”,  pode incentivar a criança a fazer o mesmo.
    • Use perguntas abertas: Exemplo: “O que aconteceu hoje que te fez sentir assim?” Isso evita que a criança se sinta pressionada a dar uma resposta imediata.
    • Respeite o tempo da criança: Algumas crianças podem não querer falar sobre seus sentimentos no momento. E tudo bem! O importante é que saibam que têm espaço para isso quando se sentirem prontas.
    • Brinque: Jogos como a Régua das Emoções tornam esse processo mais natural e leve. A criança pode expressar seus sentimentos através do jogo, do desenho ou de histórias, sem precisar se expor diretamente.
    • Evite julgamentos: Se a criança disser que se sentiu com raiva ou medo, evite frases como “Isso não é motivo para ficar assim”. Em vez disso, acolha e ajude-a a entender melhor o que sentiu: “Entendo que isso tenha te deixado irritado. O que poderíamos fazer para você se sentir melhor?”

     

  • Caldo de Palavras

    Caldo de Palavras

    O-lá!

    No processo de alfabetização, ampliar o vocabulário das crianças é fundamental para garantir um repertório rico e variado. Quanto mais palavras a criança conhece, mais fácil será compreender textos, interpretar informações e construir sentido na leitura.

    Segundo Stanislas Dehaene e colaboradores (2022, p. 119):

    […] a apresentação de uma nova palavra em muitos contextos, tanto na recepção quanto na produção, permite refinar o significado muito antes de ler a definição em um dicionário. […]

    Isso significa que aprender palavras novas vai além da simples memorização. É essencial que a criança tenha contato com essas palavras em diferentes situações para que seu significado seja construído de forma sólida e natural.

    Uma ótima forma de enriquecer o vocabulário é trazer a aprendizagem para o concreto, usando temas do dia a dia para despertar a curiosidade das crianças. E que tal aprender brincando?

    Pensando nisso, trouxe como sugestão o jogo “Caldo de Palavras“! Nele, as crianças precisam desembaralhar sílabas para formar palavras — todas relacionadas a nomes de alimentos. Além de estimular a leitura e a escrita, o jogo pode incentivar a pesquisa e a descoberta de novos ingredientes.

    Durante a brincadeira, as crianças podem conversar sobre os alimentos que já conhecem, buscar informações sobre aqueles que nunca ouviram falar e até relacionar os nomes com o que já experimentaram. Essa conexão entre linguagem e experiência prática facilita a aprendizagem e torna o processo muito mais significativo.

    Aprender novas palavras fica muito mais divertido quando há significado envolvido! 😊

    Bora ver tudo explicadinho?

    Sugestão de Uso:
    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa e distribua massinha de modelar para as crianças (cada uma com uma cor diferente)..
    2. As cartas devem ser embaralhadas e colocadas dentro de um saco.
    3. Na sua vez, cada criança retira uma carta do saco. Todas, ao mesmo tempo, tentam formar um nome de um alimento usando as sílabas disponíveis na carta. Dica: Cada cor indica um nome possível.
    4. A criança que conseguir formar corretamente a palavra coloca uma bolinha de massinha no tabuleiro, representando um ingrediente adicionado à panela.
    5. Quem tiver mais bolinhas no tabuleiro vence!
    Quer ampliar o desafio?

    Coloque uma sineta no centro da mesa. Quem formar primeiro uma palavra bate na sineta!

    É isso! Gostou do jogo? E se eu disser que o PDF dele está gratuito, hein? Ah, agora você amou, né?… Rsrs!

    Referência Bibliográfica:

    Dehaene, Stanislas et al. Métodos de ensino e manuais para aprender a ler: como escolher? In: SARGIANI, Renan et al. Alfabetização baseada em evidências. Porto Alegre: Penso, 2022.

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    • 24 cartas;
    • 01 tabuleiro;
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    • Instruções de Uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) Como explorar as palavras do jogo de forma interdisciplinar, conectando-as a outras áreas do conhecimento?

    Em Ciências, os alunos podem pesquisar sobre os valores nutricionais dos alimentos. Em Matemática, podem contar quantas sílabas têm as palavras ou fazer classificações por grupos, como frutas e legumes. Em Arte, podem desenhar os alimentos ou criar colagens. Isso amplia o aprendizado e torna as palavras mais significativas.

    2) De que maneira esse tipo de atividade pode ajudar crianças com dificuldades na alfabetização?

    Atividades lúdicas como esse jogo tornam o aprendizado mais acessível e menos cansativo para crianças com dificuldades. A massinha e o tabuleiro tornam o processo mais interativo. Além disso, como a atividade pode ser feita em grupo, as crianças se apoiam mutuamente, o que fortalece a aprendizagem sem criar um ambiente de pressão.

    3) O jogo pode ser usado como um recurso para estimular a oralidade das crianças? Como isso pode ser feito?

    Sim! Além de formar palavras, as crianças podem ser incentivadas a falar sobre os alimentos que encontraram no jogo. O professor pode pedir que expliquem onde já viram aquele alimento, como ele pode ser preparado ou se já o experimentaram. Também podem compartilhar se gostam ou não e o motivo, promovendo trocas de experiências e ampliando a conversação de forma natural.

  • Decodifique e Calcule

    Decodifique e Calcule

    O-lá!

    A adição é uma das primeiras operações matemáticas que as crianças aprendem e está diretamente relacionada à construção do pensamento lógico e ao desenvolvimento do raciocínio matemático. Mas como podemos introduzir essa habilidade de forma significativa e engajadora?

    Antes mesmo de apresentar os símbolos matemáticos, é essencial permitir que as crianças explorem materiais concretos e situações do cotidiano que envolvam a soma de elementos. Blocos, tampinhas, palitos e fichas são excelentes recursos para ilustrar a soma de quantidades. Ao manipular e visualizar a união de conjuntos, a criança constrói uma compreensão mais intuitiva antes de passar para a representação numérica.

    Bigode e Frant (2011, p. 33) destacam a importância desse processo exploratório:

    […] se observarmos as crianças explorando materiais e enfrentando problemas, veremos que elas são capazes de desenvolver estratégias diversas e não convencionais para resolver aqueles problemas de natureza aditiva, algumas bastante engenhosas.

    Isso significa que, em vez de ensinar apenas um método fixo, devemos incentivar a criatividade e a experimentação das crianças, permitindo que elas descubram diferentes formas de resolver problemas aditivos.

    Após explorar a adição de maneira concreta e visual, as crianças podem começar a registrar suas descobertas com números, consolidando a aprendizagem.

    Minha proposta de hoje é o jogo “Decodifique e Calcule”, que contribui não apenas para o desenvolvimento da habilidade de adição, mas também para a atenção e o pensamento lógico. Além disso, esse jogo estimula a autonomia na busca por informações e na realização de cálculos.

    Sugestão de Uso:
    1. Apresente a tabela para a criança. Deixe que ela explore os símbolos, seus nomes, cores e os números correspondentes a cada um.
    2. Introduza uma página do “Decodifique e Calcule”. A criança precisará substituir os símbolos por seus respectivos números, recorrendo à tabela como apoio.
    3. Após identificar os números, a criança faz as somas e registra os resultados.
    4. Para conferir as respostas, a criança levanta o papel que cobre o resultado.
    Quer ampliar o desafio?

    Acrescente uma sineta! A criança que terminar primeiro o cálculo bate na sineta e marca um ponto. Ganha quem conquistar mais pontos ao longo da atividade.

    Por fim, é importante estarmos cientes que cada criança desenvolve a compreensão da adição no seu próprio ritmo. Algumas rapidamente percebem padrões, enquanto outras precisam de mais experiências concretas antes de se sentirem confortáveis com os números. O papel do educador é observar, interagir e valorizar as estratégias utilizadas pela criança, garantindo que ela construa seu conhecimento de forma autônoma e significativa.

    Gostou do que viu por aqui? Amo saber se estou contribuindo! Esse retorno dá sentido ao meu trabalho. 💛

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica

    BIGODE, Antonio J.L; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

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    • 32 desafios;
    • 01 tabela;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) Qual a idade ideal para começar a ensinar adição para uma criança?

    Não há uma idade exata para iniciar o ensino da adição, pois o desenvolvimento matemático acontece de forma gradual e varia de criança para criança. No entanto, por volta dos 4 ou 5 anos, as crianças já começam a demonstrar interesse e capacidade para compreender relações numéricas simples, como juntar quantidades.

    Atividades como contar brinquedos, dividir lanches e brincar de agrupar objetos são formas naturais de introduzir a ideia de soma antes da formalização do conceito matemático.

    O jogo “Decodifique e Calcule”, sugiro por volta dos 5/6 anos.

    2) Por que é importante introduzir a adição com materiais concretos antes de apresentar os símbolos matemáticos?

    A aprendizagem matemática começa no concreto e se desenvolve gradualmente até alcançar o pensamento abstrato. Quando as crianças manipulam objetos para resolver problemas aditivos, elas conseguem visualizar e compreender o que significa “juntar” quantidades antes de lidar com números e símbolos.

    O uso de materiais concretos, como blocos, tampinhas, palitos e fichas, possibilita que a criança estabeleça conexões entre a experiência sensorial e a representação numérica. Isso evita que a adição seja apenas uma regra mecânica e ajuda na construção do pensamento lógico.

    Além disso, permitir que a criança descubra estratégias próprias ao manipular materiais estimula a autonomia e a flexibilidade cognitiva, tornando o aprendizado mais significativo e duradouro.

    3) O jogo “Decodifique e Calcule” pode ser usado com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem em matemática, como discalculia? Como adaptar?

    Sim, o jogo pode ser utilizado com crianças que apresentam discalculia ou outras dificuldades matemáticas, desde que sejam feitas algumas adaptações para tornar a aprendizagem mais acessível e eficaz. Algumas estratégias incluem:

    • Comece com desafios mais fáceis: Introduza atividades mais simples e aumente a dificuldade progressivamente. O uso de materiais concretos, como material dourado ou palitos de picolé, pode ser um apoio importante no início da aprendizagem.
    • Tempo maior para resolução: Crianças com dificuldades precisam de mais tempo para processar informações, então evite a pressão por velocidade nas primeiras etapas do jogo.
    • Intervenção verbal: Estimule a criança a verbalizar os passos do cálculo, explicando seu raciocínio. Isso pode fortalecer sua compreensão do processo aditivo e ajudá-la a organizar o pensamento matemático.
  • Dominó Troca Letra

    Dominó Troca Letra

    O-lá!

    No processo de alfabetização, a leitura fluente não surge de forma automática. Na verdade, a criança percorre um longo caminho até alcançar essa habilidade. Uma das etapas essenciais desse percurso é compreender que as palavras são compostas por unidades menores de som, os fonemas, e que pequenas alterações nesses sons podem gerar palavras completamente diferentes.

    É importante salientar que esse entendimento não acontece ao aprender o nome das letras. Saber que a letra F se chama “efe” ou que a letra V se chama “vê” não faz com que a criança consiga ler. O que realmente importa é que ela compreenda os fonemas, ou seja, os sons que as letras representam.

    Stanislas Dehaene (2018, p. 218) explica isso da seguinte forma:

    O que reunimos no curso da leitura não são os nomes das letras, mas os fonemas que elas representam – as unidades da fala abstratas e escondidas que a criança deve descobrir.

    Quando a criança percebe que pode manipular os sons, trocando, retirando ou acrescentando fonemas para formar novas palavras, ela ganha autonomia na leitura e na escrita. Mas essa habilidade não se desenvolve espontaneamente. Atividades estruturadas são fundamentais para fortalecer essa competência e tornar o aprendizado mais eficiente e prazeroso.

    Sabe, não dá para ficar esperando que a criança “adivinhe” isso. Vamos poupar um bom tempo dela se explicitarmos esse conhecimento!

    Pensando nisso, desenvolvi o jogo Dominó Troca Letra, que propõe uma abordagem lúdica para estimular essa habilidade essencial.

    Sugestão de Uso:
    1. Distribua as peças igualmente entre os jogadores;
    2. Se sobrar alguma peça, reserve para uma eventual “compra”;
    3. Sorteiem quem começará colocando a primeira peça no centro da mesa;
    4. Cada jogador, em sua vez, deve colocar uma peça que seja o complemento de um dos lados do dominó. Por exemplo, uma peça pode apresentar a palavra “faca”, mas com o F sublinhado, sugerindo que seja substituído por V. A criança, então, precisa encontrar a peça que tenha a imagem de uma vaca.
    5. Vence quem primeiro ficar sem nenhuma peça.
    Por que jogar?

    Esse jogo auxilia no reconhecimento e na manipulação dos fonemas de forma intuitiva e divertida. Ao brincar, a criança percebe os padrões da escrita, fortalece a relação fonema x grafema e sua consciência fonêmica.

    Gostou? Então vale a pena experimentar essa ideia e explorar os sons das palavras com as crianças!

    É isso! Um abraço, e até mais!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2018.

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    • 30 peças;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir e montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) Para qual faixa etária o jogo “Dominó Troca Letra” é mais indicado?

    É mais indicado para crianças em fase de alfabetização, geralmente entre 5 e 8 anos, período em que estão desenvolvendo a consciência fonêmica e aprendendo a relação entre fonemas e grafemas. No entanto, o jogo pode ser utilizado com crianças que ainda apresentam dificuldades na leitura e escrita, independentemente da idade, pois a habilidade de manipular fonemas é essencial para o avanço na alfabetização. Ele também pode ser um recurso útil para educação inclusiva, ajudando alunos com dificuldades específicas, como dislexia, a compreender melhor as estruturas sonoras das palavras.

    2) Além da alfabetização, o jogo trabalha outras habilidades?

    Sim! Embora o foco principal do jogo “Dominó Troca Letra” seja contribuir no desenvolvimento da alfabetização, ele também estimula várias outras habilidades essenciais para qualquer aprendizado. Entre elas:

    • Atenção e Concentração – A criança precisa focar nas palavras e imagens para encontrar as correspondências corretas, fortalecendo a atenção seletiva e a concentração durante a atividade.
    • Memória de Trabalho – Ao manipular os sons e formar novas palavras, a criança ativa a memória de curto prazo, que é essencial para processar informações e realizar conexões entre sons e grafias.
    • Pensamento Lógico e Estratégia – Como o jogo segue uma dinâmica de dominó, os jogadores precisam planejar seus movimentos e decidir qual peça usar para dar continuidade ao jogo, desenvolvendo pensamento lógico e estratégias de jogo.
    • Discriminação Auditiva – O jogo exige que a criança perceba pequenas diferenças entre os sons das palavras (por exemplo, “faca” e “vaca”), aprimorando a habilidade de distinguir fonemas semelhantes, algo essencial para a leitura e escrita precisa.
    • Habilidades Sociais e Trabalho em Equipe – Se jogado em duplas ou grupos, a criança aprende a respeitar turnos, seguir regras e interagir com colegas, desenvolvendo a comunicação e habilidades sociais importantes para o ambiente escolar.
  • Frases Fatiadas

    Frases Fatiadas

    O-lá!

    Aprender a ler e a escrever é uma jornada única para cada criança, mas para algumas, esse caminho pode ser repleto de muitos obstáculos. Quem enfrenta dificuldades de aprendizagem passa por desafios intensos e muitas vezes invisíveis. Sofrem os pais, que muitas vezes não sabem como ajudar. Sofrem os professores, que desejam fazer a diferença, mas nem sempre encontram recursos ou estratégias eficazes. E, acima de tudo, sofre a criança, que, ao não conseguir atender às expectativas dos adultos, pode se sentir incapaz ou desmotivada. Esse sofrimento, embora real, pode ser minimizado com acolhimento, paciência e intervenções adequadas.

    E acima de tudo, é essencial lembrar: desanimar não é uma opção, assim como também não basta apenas esperar que as dificuldades se resolvam sozinhas. É preciso agir, buscar conhecimento e aplicar estratégias que tornem essa caminhada menos dolorosa e mais significativa.

    Stanislas Dehaene (2012, p. 250), em sua obra, nos lembra da incrível plasticidade do cérebro durante o processo de aprendizagem:

    Cada dia passado na escola modifica um número vertiginoso de sinapses. Preferências balançam, estratégias novas emergem, automatismos se estabelecem, redes novas se falam.

    Esse é um lembrete poderoso de que a aprendizagem, mesmo diante de desafios, é sempre um processo dinâmico e transformador. Mesmo os pequenos avanços, que às vezes passam despercebidos, representam mudanças no cérebro da criança.

    Entre as habilidades essenciais para a alfabetização, a consciência sintática desempenha um papel fundamental. Trata-se da capacidade de compreender e manipular a estrutura das frases, reconhecendo como as palavras se organizam para formar sentenças com sentido. Isso permite que a criança:

    • Identifique erros e faça correções;
    • Reorganize palavras para formar frases coerentes;
    • Compreenda nuances de significado dentro dos textos.

    Para estimular essa habilidade de forma interativa é que o jogo Frases Fatiadas foi desenvolvido! Ele ajuda a fortalecer a construção de frases e a compreensão textual, além de estimular o pensamento lógico e a coordenação motora fina. Pequenos avanços na consciência sintática podem fazer uma grande diferença no desenvolvimento da leitura e da escrita. Vamos ver como utilizar? 🙂

    Sugestão de Uso:
    1. Comece deixando a criança escolher uma carta com uma imagem.
    2. Após, entregue para a criança uma ficha que tem o mesmo número. Essa ficha contém uma frase relacionada à imagem escolhida, mas as palavras estão embaralhadas.
    3. Peça à criança que recorte as palavras da ficha e, em seguida, organize-as para formar uma frase coerente.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar 🙂

    Espero que pais, professores e crianças possam enxergar nesse processo não um fardo, mas uma oportunidade de crescimento compartilhado. Afinal, cada pequeno passo dado nessa jornada é uma vitória que merece ser celebrada.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.


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    • 24 cartas com imagens;
    • 24 fichas com palavras (frases embaralhas);
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    Talvez você queira saber

    1) O “Frases Fatiadas” pode ser útil para crianças com transtornos de aprendizagem, como dislexia? 

    Sim! O Frases Fatiadas é um excelente recurso para crianças com dislexia e outras dificuldades de aprendizagem, pois trabalha a leitura e a escrita de forma lúdica e estruturada. Veja:

    • Redução da sobrecarga cognitiva: A criança manipula fisicamente as palavras, reduzindo a necessidade de manter toda a estrutura da frase na memória de trabalho.
    • Segmentação e reestruturação da frase: Facilita a visualização da organização das palavras e o reconhecimento de padrões sintáticos.
    • Foco na percepção visual e consciência sintática: Como as palavras estão separadas, a criança tem mais tempo para processar cada termo e entender sua posição na frase.
    • Atividade multisensorial: O ato de recortar, manipular e organizar fortalece a aprendizagem por meio do envolvimento motor, visual e cognitivo.

    2) O jogo pode ser associado a práticas de reescrita de textos para aprofundar o aprendizado? Como fazer essa transição?

    Sim! O “Frases Fatiadas” é um ótimo ponto de partida para reescrita e produção textual, ajudando a criança a compreender a estrutura das frases. Algumas formas de fazer essa transição:

    Expansão da frase: Após organizar a frase corretamente, peça para a criança ampliá-la adicionando detalhes.

    Frase original: “Juca já sabe a resposta.”

    Expansão: “Juca levantou a mão porque já sabe a resposta.”

    Reescrita a partir de uma história: Depois de organizar as frases, a criança pode utilizá-las para escrever uma história completa, conectando-as de maneira coerente.

    Atenção! Estudos mostram que escrever à mão contribui para a internalização dos conteúdos. Portanto, incentivar a criança a reescrever as frases pode ser um passo importante para consolidar o aprendizado.