Categoria: Jogos

  • Puxa Palavras | Jogo de alfabetização para trabalhar consciência silábica

    Puxa Palavras | Jogo de alfabetização para trabalhar consciência silábica

    O-lá! 😊

    No processo de alfabetização, é muito comum pensarmos leitura e escrita como habilidades separadas. No entanto, do ponto de vista do desenvolvimento, elas caminham juntas e se influenciam constantemente.

    Mesmo quando a proposta envolve apenas leitura, é importante compreender que há impactos diretos sobre a escrita. Ao ler, a criança entra em contato com as formas convencionais das palavras, observa regularidades e começa a construir representações mentais sobre como elas são organizadas.

    Como aponta Magda Soares (2016, p. 84):

    […] Assim, a escrita alfabética prepara e estimula o uso de uma estratégia alfabética na leitura; por outro lado, a leitura propicia a internalização de representações ortográficas que podem ser transferidas para uma escrita ortográfica.

    Isso significa que, mesmo em atividades centradas na leitura, a criança está, ao mesmo tempo, fortalecendo bases importantes para a escrita, especialmente no que se refere à consolidação de padrões ortográficos.

    Pensando nisso, trago como sugestão o jogo “Puxa Palavras”, que trabalha a leitura de forma significativa e favorece esse processo.

    Algumas habilidades estimuladas:

    • Leitura de palavras;
    • Atenção à estrutura das palavras (sílabas);
    • Identificação da última sílaba e relação com o início de outra palavra;
    • Ampliação de vocabulário;
    • Pensamento lógico-dedutivo;
    • Atenção e concentração.

    Sugestão de uso do jogo

    1. Organize as crianças sentadas em círculo.
    2. Distribua igualmente as cartas entre as crianças. O que sobrar, deixe de lado para uma eventual compra.
    3. Coloque a locomotiva que puxa o vagão com a palavra “nove” no centro da mesa.
    4. A criança que tiver uma carta com uma palavra que começa com “VE” (última sílaba de “nove”) deve colocá-la ao lado do vagão. O jogo segue dessa forma, sempre conectando a última sílaba de uma palavra ao início da próxima.
    5. O jogo termina quando não houver mais vagões.

    Este não é um jogo com ganhadores ou perdedores, a montagem do trem é coletiva.

    Propostas como essa mostram, na prática, como a leitura pode ser trabalhada de forma ativa e significativa, contribuindo para o avanço da alfabetização como um todo.

    Gostou do que viu por aqui? O jogo está disponível gratuitamente na nossa loja.

    Espero que essa proposta contribua com a sua prática e torne o momento de leitura ainda mais significativo para as crianças. 💛
    Depois me conta como foi!

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

     

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  • Papa Erros | Jogo de alfabetização para trabalhar ortografia

    Papa Erros | Jogo de alfabetização para trabalhar ortografia

    O-lá! 😊

    Depois que a criança compreende o funcionamento do sistema de escrita alfabética, um novo desafio passa a fazer parte do processo de alfabetização: a ortografia. Nessa etapa, ela precisa aprender que algumas palavras não podem ser escritas apenas com base nos sons da fala, exigindo o desenvolvimento da memória ortográfica e o contato frequente com a escrita correta das palavras.

    Diferentemente das palavras que seguem regras previsíveis, existem aquelas cuja grafia precisa ser aprendida gradualmente por meio da leitura, da escrita e de experiências significativas com a linguagem. Pensando nesse desafio, hoje eu trouxe como sugestão o jogo Papa Erros, uma proposta lúdica que favorece a reflexão sobre a escrita correta das palavras.

    Por que algumas palavras são mais difíceis de escrever?

    Quando a criança chega à escrita alfabética, muita coisa já foi conquistada: ela compreende a relação entre sons e letras e consegue registrar palavras de forma legível. Mas é justamente nesse momento que surge um novo desafio e, muitas vezes, o mais persistente: a ortografia.

    Na língua portuguesa, nem sempre existe uma regra que explique por que determinada palavra é escrita de uma forma e não de outra. Existem as chamadas correspondências fonográficas irregulares, isto é, situações em que o mesmo som pode ser representado por letras diferentes.

    Um exemplo clássico é:

    • gigante (com G);
    • jiló (com J).

    As duas palavras começam com o mesmo som, mas são escritas de maneiras diferentes. Nesses casos, conhecer apenas a relação entre sons e letras não é suficiente. A criança precisa construir, aos poucos, a memória da escrita correta dessas palavras.

    Memória ortográfica: por que ela é importante?

    Esse é um ponto fundamental no ensino da ortografia.

    Nas palavras que seguem regularidades, a criança pode compreender padrões e utilizá-los na escrita. Já nas palavras irregulares, o caminho é diferente: entra em cena a memória ortográfica.

    Isso acontece quando a criança tem oportunidades de:

    • encontrar frequentemente determinada palavra na leitura;
    • utilizá-la em diferentes situações de escrita;
    • refletir sobre sua grafia;
    • registrar essa palavra diversas vezes em contextos significativos.

    Não se trata de decorar mecanicamente, mas de construir familiaridade com a escrita correta ao longo do tempo.

    Como destacam Artur Gomes de Morais e Tarciana Pereira da Silva Almeida (2022, p. 21):

    “[…] pensamos que é mais importante ajudar a criança a, desde cedo, escrever ‘homem’, ‘hoje’ e ‘hora’, palavras que reaparecerão nos textos de que será autora, do que cobrar, aos 7 ou 8 anos, que ela não erre ao escrever palavras raras como ‘harpa’, ‘holofote’ ou ‘hélice’.”

    Essa reflexão nos convida a priorizar palavras que realmente fazem parte do cotidiano da criança e que aparecerão com frequência em suas produções escritas.

    Foi pensando nisso que desenvolvi o Papa Erros. Na seleção das palavras, procurei utilizar exemplos de uso frequente, tornando o aprendizado mais significativo e funcional.

    O que a criança desenvolve com este jogo?

    O Papa Erros possibilita trabalhar:

    • ortografia de palavras frequentes;
    • palavras com S/Z;
    • palavras com X/CH;
    • palavras com C/Ç/SC;
    • palavras com R/RR;
    • palavras com G/J;
    • entre outras dificuldades ortográficas;
    • construção da memória ortográfica;
    • atenção e concentração;
    • reflexão sobre a escrita.

    Quando utilizar este jogo?

    O Papa Erros é indicado para crianças que já compreenderam o princípio alfabético e iniciaram a aprendizagem da ortografia. Pode ser utilizado em sala de aula, atendimentos individuais, pequenos grupos ou como atividade complementar para favorecer a reflexão sobre a escrita correta das palavras.

    Sugestão de uso

    1. Deixe que cada criança escolha o seu “monstro” (o seu lado do jogo).
    2. Coloque as cartas em uma pilha.
    3. Na sua vez, cada criança pega uma carta, lê a frase para o colega e informa qual palavra deverá ser soletrada.
    4. Se o colega soletrar corretamente, nada acontece.
    5. Se cometer um erro, deverá puxar o seu lado da tira, fazendo com que o monstro “coma” uma pastilha.
    6. Perde quem ficar primeiro sem nenhuma pastilha.

    Dica: Para favorecer a construção da memória ortográfica, incentive as crianças a escreverem as palavras trabalhadas durante ou após a partida. A escrita complementa a reflexão realizada durante o jogo e contribui para a internalização da grafia correta.

    Quando o desafio deixa de ser como escrever e passa a ser como escrever corretamente, entramos no campo da ortografia. Nesse processo, compreender que algumas palavras seguem regras e outras dependem da memória ortográfica faz toda a diferença. Recursos lúdicos como o Papa Erros tornam essa aprendizagem mais significativa, participativa e prazerosa.

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Jogos para ensinar ortografia: ludicidade e reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

     

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    Perguntas frequentes

    1. Em que fase da alfabetização este jogo é indicado?

    O Papa Erros é indicado para crianças que já compreenderam o funcionamento do sistema de escrita alfabética e iniciaram o aprendizado da ortografia.

    2. O principal objetivo deste jogo é ensinar regras ortográficas?

    Não. O principal objetivo é favorecer a reflexão sobre a escrita correta das palavras e contribuir para a construção da memória ortográfica, especialmente em palavras que não seguem regras simples.

    3. Quais dificuldades ortográficas podem ser trabalhadas?

    O jogo permite trabalhar diferentes correspondências ortográficas, como S/Z, X/CH, G/J, R/R, C/Ç/SC, entre outras, utilizando palavras frequentes no cotidiano da criança.

    4. Este jogo pode ser utilizado em sala de aula?

    Sim. Pode ser utilizado em sala de aula, atendimentos individuais, pequenos grupos ou como atividade complementar para consolidar a aprendizagem da ortografia.

    5. Por que trabalhar palavras de uso frequente?

    Porque são palavras que a criança utilizará com maior frequência em suas produções escritas. Quanto mais contato ela tiver com essas palavras em situações significativas, maiores serão as oportunidades de construir a memória ortográfica.

    6. Como potencializar a aprendizagem durante o jogo?

    Além de soletrar, é interessante que as crianças também escrevam as palavras trabalhadas. A combinação entre leitura, oralidade, escrita e reflexão favorece a consolidação da grafia correta.

    7. Este jogo pode ser utilizado com crianças com dificuldades de aprendizagem?

    Sim. O Papa Erros pode ser utilizado com crianças com diferentes perfis de aprendizagem, incluindo aquelas com dislexia, autismo e outras condições, desde que a proposta seja adaptada às suas necessidades e mediada por um professor, psicopedagogo ou outro profissional responsável.

  • Frase Escondida | Jogo de alfabetização para leitura e construção de frases

    Frase Escondida | Jogo de alfabetização para leitura e construção de frases

    O-lá!

    Estimular a leitura desde a mais tenra idade é abrir portas para o desenvolvimento integral da criança. Muito antes de saber decodificar palavras, ela já pode (e deve) ser inserida em um ambiente rico em linguagem: ouvir histórias, manusear livros, observar imagens, brincar com sons e palavras. Esse contato contribui para o desenvolvimento da imaginação, da oralidade, da atenção e da construção de sentido, bases fundamentais para a alfabetização.

    Como nos lembra Stanislas Dehaene (2012, p. 250):

    […] a pedagogia não será jamais uma ciência exata. Contudo, entre a infinidade de formas de alimentar um cérebro com palavras, algumas são bem melhores do que outras. Cabe a cada professor experimentar com zelo e rigor a fim de identificar, dia após dia, os estímulos ótimos com os quais se alimentarão os alunos.

    Nesse processo, é essencial oferecer experiências significativas e envolventes. E é aí que os jogos entram como grandes aliados, especialmente para as crianças em início do processo de alfabetização.

    Os jogos tornam a aprendizagem mais leve, prazerosa e motivadora. Ao brincar, a criança se envolve emocionalmente, presta mais atenção, se arrisca mais e aprende sem o peso da obrigação. Além disso, os jogos favorecem a repetição de forma natural, o que é fundamental para a consolidação das aprendizagens iniciais, como o reconhecimento de palavras, a construção de frases e a compreensão leitora.

    Hoje, eu trouxe como sugestão o jogo “Frase Escondida”, uma proposta muito rica em possibilidades! Vamos ver?

    Habilidades estimuladas com o jogo:

    • Leitura de palavras e frases;
    • compreensão leitora;
    • atenção e concentração;
    • pensamento lógico;
    • organização da linguagem escrita;
    • construção de frases simples;
    • Formulação de hipóteses.

    Sugestão de uso:

    1. Apresente a atividade para a criança com a frase coberta.
    2. A criança deverá ler as pistas com atenção e tentar descobrir qual é a frase escondida.
    3. Após levantar hipóteses, ela registra sua resposta (escrevendo ou falando, dependendo do nível) e, em seguida, você revela a frase para ela conferir.

    É isso! Gostou do jogo?

    Jogos como esse mostram que aprender a ler pode (e deve!) ser um processo cheio de sentido, desafio e diversão.

    Um abraço e até o próximo post! 💛

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2018.

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  • No Rastro das Palavras | Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    No Rastro das Palavras | Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    O-lá!

    Durante o processo de alfabetização, é comum encontrarmos atividades em que a criança apenas copia palavras ou repete exercícios. Embora essas propostas tenham seu espaço, elas nem sempre favorecem algo essencial: o ato de pensar sobre a escrita.

    Aprender a escrever envolve mais do que reproduzir. A criança precisa observar, comparar, levantar hipóteses e tomar decisões. É nesse movimento que a aprendizagem se torna mais significativa.

    Nesse sentido, propor desafios é fundamental. Como afirma Lev Vygotsky:

    O aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer. (VYGOTSKY, 1991, p. 101)

    Essa ideia reforça que o ensino precisa criar situações em que a criança seja desafiada a pensar, e não apenas a repetir.

    Quando a criança precisa descobrir uma palavra a partir de pistas, como é o caso do jogo “No Rastro das Palavras”, que eu trouxe hoje como sugestão, a criança não está apenas tentando acertar. Ela está: analisando informações, fazendo relações, testando possibilidades, organizando o próprio pensamento.

    Esse tipo de atividade contribui para uma aprendizagem mais ativa, em que a escrita passa a fazer sentido.

    Habilidades estimuladas:

    • leitura e interpretação de pistas;
    • escrita de palavras;
    • pensamento lógico;
    • atenção e concentração;
    • formulação de hipóteses;
    • tomada de decisão;
    • autonomia.

    Vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de Uso:

    1. Cubra a imagem com a carta do investigador.
    2. A criança deve ler as pistas e tentar descobrir qual é a figura que está escondida.
    3. Em seguida, ela escreve o seu palpite. Depois, revele a imagem para conferir se acertou.

    Considerações finais:

    Criar oportunidades para que a criança pense antes de escrever é um passo importante para tornar a aprendizagem mais significativa.

    Quando há desafio, envolvimento e propósito, o processo de alfabetização se torna mais potente e também mais interessante para quem aprende.

    Referência Bibliográfica:

    Lev Vygotsky, L. S. A formação social da mente. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

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  • Caçada Monstruosa | Jogo de matemática para trabalhar números até 20

    Caçada Monstruosa | Jogo de matemática para trabalhar números até 20

    O-lá!

    Iniciar a relação das crianças com os números nem sempre é tão simples quanto parece. Muitas vezes, quando uma criança consegue recitar a sequência numérica “um, dois, três, quatro…”, temos a impressão de que ela já domina a contagem. No entanto, essa é apenas uma parte do processo.

    Contar envolve compreender relações, estabelecer correspondências e perceber quantidades de forma significativa. Como explicam os autores:

    Quando uma criança recita com certa facilidade os números de 1 a 10, pode parecer que ensinar contagem seja simples. Não é, contar é diferente de recitar. Contar implica perceber que cada objeto corresponde somente a um termo da contagem e que não se deve pular nem repetir um objeto. (BIGODE; FRANT, 2011, p. 9)

    Ou seja, mais do que repetir números, a criança precisa compreender que cada objeto contado corresponde a um único número da sequência. Essa construção acontece aos poucos e ganha muito mais sentido quando a aprendizagem ocorre em situações concretas e lúdicas.

    Pensando nisso, eu trouxe como sugestão o jogo “Caçada Monstruosa“, uma proposta simples e divertida que contribui para o desenvolvimento dessas noções iniciais de número e contagem. E tenho uma notícia bem legal: o PDF do jogo está gratuito para você baixar e usar com as crianças. Um presentinho monstruosamente divertido para tornar a aprendizagem ainda mais significativa…Rsrs!.👾

    Habilidades estimuladas com o jogo:

    • contagem com correspondência um a um;
    • reconhecimento dos números 1 a 20;
    • relação entre número e quantidade;
    • atenção e concentração;
    • pensamento lógico;
    • percepção visual.

    Sugestão de uso:

    1. Entregue um tabuleiro para cada criança.
    2. As cartas devem ficar em uma pilha, com as imagens voltadas para baixo.
    3. Na sua vez, uma das crianças pega uma carta e conta quantos monstrinhos há nela.
    4. Depois, procura no tabuleiro o número que corresponde à quantidade e o marca.
    5. Em seguida, coloca a carta utilizada embaixo da pilha.
    6. Se pegar uma carta com a frase “Ops! Pausa monstruosa“, deve esperar uma rodada sem jogar.
    7. Vence quem marcar primeiro todos os números do seu tabuleiro.

    Aprender números pode e deve ser uma experiência cheia de sentido, curiosidade e descoberta. E quando o jogo entra em cena, a aprendizagem costuma acontecer de forma muito mais natural e envolvente.

    Gostou do que viu por aqui? Espero que sim.

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica:

    BIGODE, Antonio J.L; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

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    É para você imprimir, montar e jogar 🙂

  • Mas…|  Jogo para desenvolver compreensão de texto na alfabetização

    Mas…| Jogo para desenvolver compreensão de texto na alfabetização

    O-lá!

    Compreender um texto é um processo cognitivo ativo, no qual o leitor precisa relacionar ideias, prever sentidos e construir significados.  Segundo Isabel Solé (1998, p. 72):

    O ensino de estratégias de compreensão contribui para dotar os alunos dos recursos necessários para aprender a aprender.

    Ainda, conforme Isabel Solé (1998, p. 23):

    […] Para ler necessitamos simultaneamente manejar com destreza as habilidades de decodificação e aportar ao texto nossos objetivos, ideias e experiências prévias […]

    Portanto, a leitura é um processo de construção de significado no qual o leitor interage com o texto e utiliza seus conhecimentos prévios para compreender e aprender com o que lê.

    Se compreender envolve estratégia, reflexão e construção de sentido, precisamos oferecer às crianças oportunidades reais de exercitar essas habilidades. É nesse contexto que a ludicidade se torna uma grande aliada.

    Quando utilizamos jogos para trabalhar a compreensão leitora, tornamos a aprendizagem mais dinâmica, significativa e envolvente. As crianças, com mais frequência, participam ativamente e, nesse movimento, mobilizam estratégias cognitivas importantes para compreender o que leem.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo “Mas”, que estimula diversas habilidades relacionadas à leitura. Vamos ver quais são elas?

    Habilidades estimuladas:

    • Compreensão leitora: entender a ideia inicial da frase e buscar uma continuação que mantenha coerência;
    • Construção de sentido: perceber como o conectivo “mas” introduz contraste e exige relação lógica entre as partes;
    • Inferência: antecipar possíveis desfechos e avaliar qual opção faz sentido no contexto;
    • Pensamento lógico: comparar alternativas, eliminar incoerências e tomar decisões fundamentadas;
    • Consciência sintática: compreender como as partes da frase se organizam e se articulam semanticamente;
    • Argumentação oral: justificar escolhas e explicar o próprio raciocínio durante o jogo;
    • Atenção e concentração: acompanhar as jogadas e observar o que já foi marcado no tabuleiro coletivo.

    Bom demais, não é mesmo? Agora vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa e as cartas em uma pilha.
    2. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da pilha. Em seguida, procura no tabuleiro um quadro que tenha um final coerente para a frase da carta. Os círculos coloridos ajudam a identificar em qual coluna está a continuação correta.
    3. Após identificar, deve marcar o quadro.
    4. Fechou uma coluna? Quem marcou o último quadro é o vencedor.

    Percebeu que o jogo instiga não apenas a ler, mas também a pensar sobre o que foi lido, analisar possibilidades e decidir qual continuação constrói sentido?

    Mais do que completar frases, o jogo convida a criança a construir significado, argumentar e refletir. E quando a leitura ganha intenção, diálogo e propósito ela passa a ser compreensão de verdade.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.

     

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  • Acerte a Porta | Jogo de alfabetização com sílabas para formar palavras

    Acerte a Porta | Jogo de alfabetização com sílabas para formar palavras

    O-lá!

    Muitas vezes, ao olhar para uma turma, é fácil cair na expectativa de que todas as crianças aprendam no mesmo ritmo, da mesma forma e ao mesmo tempo. Mas a aprendizagem não é uma linha reta; ela é atravessada por histórias, experiências, vínculos e singularidades.

    Duas crianças, na mesma idade, possuem a janela da mesma inteligência com o mesmo nível de abertura, isso não significa, entretanto, que sejam iguais. A história genética de cada uma pode fazer com que o efeito dos estímulos sobre essa abertura seja maior ou menor, produz o efeito mais imediato ou mais lento. (ANTUNES, 2003, p. 19)

    Essa citação nos convida a algo essencial: olhar para a criança que está diante de nós.

    Sim, elas podem ter a mesma idade. Podem estar na mesma turma. Podem ter acesso aos mesmos estímulos. Mas cada uma carrega uma história única, genética, emocional, familiar e cultural. E isso influencia a forma como aprende, o tempo que precisa e o jeito como responde.

    E está tudo bem.

    Respeitar o desenvolvimento não significa deixar de estimular. Pelo contrário, significa oferecer oportunidades com sensibilidade. Significa propor desafios possíveis. Significa compreender que o ritmo pode ser mais imediato para alguns e mais lento para outros, e que isso não define capacidade.

    É nesse ponto que os jogos se tornam grandes aliados.

    Quando a aprendizagem acontece em clima de jogo, ela fica mais leve, mais tranquila e menos carregada de cobrança. O erro deixa de ser ameaça e passa a ser parte do processo.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo “Acerte a Porta”, voltado para a alfabetização.

    Nele, a criança faz um palpite sobre qual porta tem a sílaba que completa o nome da figura. Existe um elemento de sorte envolvido e isso é intencional, porque tira da criança o peso de precisar acertar. Acertar pode ser uma conquista. Não acertar pode ser apenas parte da brincadeira.

    Não é sobre pressão do tipo “essa sílaba com essa vai formar a palavra e se errar?”.
    É sobre investigar, testar e descobrir juntos.

    Habilidades estimuladas:

    • Leitura de sílabas;
    • formação de palavras;
    • atenção e concentração;
    • interação e troca entre as crianças.

    Agora vamos ver como utilizar este jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Peça para a criança escolher uma carta.
    2. Ela deve dizer o nome da figura e ler a sílaba em destaque.
    3. Em seguida, fará um palpite sobre onde está o final do nome da figura: Porta 1, Porta 2 ou Porta 3.
    4. Depois, deve baixar a faixa da carta para revelar as sílabas disponíveis e conferir se acertou.
    5. Se acertou, recebe uma ficha de chave.
    6. Ganha o jogo quem primeiro conquistar 3 chaves.

    Dica: incentive a criança a testar com as outras sílabas e observar se alguma palavra se forma.

    Viu que bacana este jogo? A criança faz um palpite. O grupo verifica. Conversam. Ajustam. Tentam de novo. E assim, respeitando a história de cada um, a alfabetização vai acontecendo de forma mais suave, mais humana e mais potente.

    Gostou?

    Referência Bibliográfica
    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

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  • Vira Palavra | Jogo de alfabetização com sílabas para formar palavras

    Vira Palavra | Jogo de alfabetização com sílabas para formar palavras

    O-lá!

    A leitura  é uma construção cultural relativamente recente na história da humanidade. Diferente da linguagem oral, que se desenvolve naturalmente nas crianças, a leitura depende de um processo de aprendizagem mediado, no qual a criança precisa compreender como os sinais gráficos representam a linguagem.

    Como destaca Stanislas Dehaene (2012, p. 19):

    A leitura não é senão um exemplo das atividades culturais surpreendentemente diversas que a espécie humana criou numa dezena de milhares de anos.

    Isso significa que aprender a ler envolve entrar em contato com práticas culturais específicas e, pouco a pouco, compreender como as palavras são formadas e organizadas. Nesse percurso, jogos que convidam a criança a manipular sílabas, testar combinações e buscar palavras conhecidas podem favorecer reflexões importantes sobre a estrutura da língua escrita.

    Pensando em contribuir com esse processo de aprendizagem, eu hoje trouxe o jogo Vira Palavra, uma proposta simples que estimula a criança a formar palavras a partir das sílabas disponíveis no tabuleiro, mobilizando diferentes habilidades cognitivas e linguísticas.

    Algumas habilidades estimuladas:

    • Formação e reconhecimento de palavras;
    • flexibilidade cognitiva ao testar diferentes combinações de sílabas;
    • recuperação de palavras do repertório linguístico da criança;
    • atenção e agilidade de pensamento.

    Agora vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Na sua vez, a criança joga o dado. O número sorteado indica a quantidade de sílabas que deverá usar do tabuleiro para formar uma palavra, dentro de um tempo estipulado. Se possível, disponibilize uma ampulheta para marcar o tempo.
    3. Se conseguir formar a palavra, ganha uma estrela.
    4. As sílabas só podem ser utilizadas uma vez.
    5. Ganha o jogo quem primeiro conquistar 3 estrelas.

    Viu que jogo bacana? Ao tentar formar palavras dentro de um tempo determinado, a criança precisa observar as sílabas disponíveis, explorar combinações possíveis e recuperar palavras que já fazem parte de seu repertório. Assim, o jogo cria um contexto desafiador e ao mesmo tempo lúdico para pensar sobre a formação das palavras.

    Propostas simples como essa mostram que aprender a ler e a escrever também pode ser um momento de investigação e descoberta. Quando a criança é convidada a brincar com as palavras, observar suas partes e testar possibilidades, ela passa a se aproximar da língua escrita de forma mais ativa e significativa.

    É isso! Espero que o Vira Palavra possa contribuir com momentos de desafio, diversão e aprendizagem.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

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    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

  • Par Sonoro | Jogo de Alfabetização para estimular consciência fonológica

    Par Sonoro | Jogo de Alfabetização para estimular consciência fonológica

    O-lá!

    Toda palavra tem um som, um ritmo e uma forma de se mover na boca. Quando as crianças escutam, repetem e brincam com as palavras, elas estão descobrindo como a língua funciona. É nesse jogo entre o som e o sentido que começa a nascer a consciência fonológica, uma habilidade essencial para compreender que a fala pode ser representada pela escrita.

    Ao brincar com sílabas, rimas e sons iniciais, as crianças aprendem a perceber que as palavras são formadas por partes menores e que esses pedaços sonoros se organizam de maneira significativa. Essa percepção, construída de forma lúdica e espontânea, cria as bases para o desenvolvimento da leitura e da escrita.

    Como explica Artur Gomes de Morais (2022, p. 23):

    […] a escola pode direcionar a reflexão das crianças, ajudando-as, por exemplo, a ver que palavras que começam (ou terminam) de modo parecido quando falamos tendem a ser escritas com as mesmas letras. Não vemos ganho em deixar nossos alunos terem que descobrir isso sozinhos.

    E é justamente nessa direção que entra o olhar do educador e, de modo muito especial, o olhar do psicopedagogo. Afinal, algumas crianças precisam de um acompanhamento mais individualizado para desenvolver essa escuta atenta e compreender melhor a relação entre som e escrita.

    Pensando nisso, nasceu o jogo “Par Sonoro”. Um recurso lúdico que estimula a consciência fonológica por meio da brincadeira com sílabas, rimas e sons iniciais.

    Veja algumas habilidades estimuladas:

    • Consciência fonológica, envolvendo diferentes níveis, como: Consciência de aliteração, ao identificar palavras que começam com o mesmo som. Consciência de rima, ao perceber palavras que terminam de modo semelhante. Consciência de quantidade silábica, ao comparar e identificar palavras com o mesmo número de sílabas;
    • Percepção auditiva: ao discriminar sons semelhantes e diferentes nas palavras;
    • Atenção e concentração: ao ouvir atentamente para perceber o som inicial, final ou a estrutura sonora das palavras;
    • Memória de trabalho: ao reter informações sonoras para realizar as associações corretas;
    • Pensamento lógico e flexibilidade cognitiva: ao refletir sobre as relações entre fala e escrita e adaptar estratégias conforme o desafio;
    • Reconhecimento das correspondências entre sons e letras: passo fundamental no processo de alfabetização.Reconhecimento das correspondências entre sons e letras: passo fundamental no processo de alfabetização.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa e espalhe as cartas com as figuras viradas para baixo.
    2. Cada criança, na sua vez, joga o dado e avança com o seu peão até a próxima casa da mesma cor sorteada. Ao chegar, diz em voz alta o nome da figura indicada no tabuleiro e vira uma carta da mesa, seguindo a regra correspondente à cor da casa:
    • Casa rosa: deve procurar outra carta cujo nome comece com o mesmo som inicial da figura de referência (aliteração);
    • Casa amarela: deve procurar uma carta cujo nome rime com o nome da figura de referência;
    • Casa azul: deve procurar uma carta cujo nome tenha a mesma quantidade de sílabas da figura de referência.
    1. Se a criança virar uma carta que não forme o par sonoro esperado, ela retorna o peão para a casa em que estava antes da jogada.
    2. Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.

    Observação:
    O jogo pode ser realizado de forma totalmente oral ou, conforme o nível das crianças, incluir o registro escrito. À medida que os pares forem formados, as crianças podem escrever os nomes das figuras, favorecendo a reflexão sobre a relação entre som e escrita. Ah, o arquivo PDF com este jogo está gratuito na nossa loja. Bom demais, né?

    É isso! Ah, o arquivo PDF com este jogo está gratuitoooo! Gostou?

    Espero que o “Par Sonoro” desperte muitas descobertas, risadas e bons momentos de aprendizagem. Que ele contribua não apenas para desenvolver habilidades importantes, mas também para aproximar ainda mais as crianças do prazer de ouvir, pensar e brincar com os sons das palavras.

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022

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    • 15 cartas com figuras;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 dado;
    • 04 peões;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

  • Vamos às Compras | Jogo de matemática para trabalhar a relação número e valor monetário.

    Vamos às Compras | Jogo de matemática para trabalhar a relação número e valor monetário.

    O-lá!

    O modo como a criança aprende faz toda a diferença no que ela aprende e, principalmente, no que ela leva para a vida. Quando o processo educativo valoriza a participação ativa, a curiosidade e a construção de sentidos, a aprendizagem se torna mais profunda, consistente e significativa. É nesse cenário que os jogos pedagógicos ganham destaque.

    Ao participar de uma situação de jogo mediada por um profissional, a criança é convidada a pensar, tomar decisões, testar hipóteses, organizar estratégias e comunicar suas ideias. Ela aprende enquanto interage, observa, erra, tenta novamente e reflete sobre suas ações. Assim, o jogo se transforma em um espaço potente de desenvolvimento cognitivo, social e emocional.

    Como afirmam Macedo, Peti e Passos:

    Num primeiro momento, essa ação é física, concreta e visualmente constatável, envolve o movimento e manipulação. Na medida em que a criança se desenvolve, passa a ser capaz de estabelecer relações, ou seja, sua ação não se reduz aos objetos em si, mas pode ser mentalmente executada. Em outras palavras, a ação não se subordina aos objetos concretos, vai além deles, porque agora a criança é capaz de pensar, levantar hipóteses, interpretar e criar. (MACEDO; PETI; PASSOS, 2000, p. 23)

    Essa perspectiva nos ajuda a compreender por que o jogo é tão potente no contexto educativo: ele parte da ação concreta, da manipulação e da experimentação, mas favorece também a construção de relações mentais cada vez mais elaboradas.

    Na alfabetização, os jogos favorecem o reconhecimento de letras, sílabas, palavras, sons e estruturas da língua de forma significativa. A criança lê, escreve, compara, formula hipóteses e amplia seu vocabulário ao se envolver com os desafios propostos. Já na alfabetização matemática, os jogos estimulam a compreensão dos números, das quantidades, das operações, das relações espaciais e do pensamento lógico, sempre conectados a situações concretas e contextualizadas.

    Hoje eu trouxe um jogo que une alfabetização linguística e matemática. A criança é desafiada a ler, selecionar informações e resolver cálculos dentro de uma situação concreta e significativa.

    Algumas das habilidades estimuladas:

    • Leitura e reconhecimento de palavras, ao identificar os itens da lista de compras;
    • atenção e concentração, ao acompanhar as jogadas e observar as oportunidades;
    • cálculo e compreensão de quantidades, ao somar o valor total das compras;
    • relação entre número e valor monetário, ao associar preços às quantidades e representá-los com cédulas e moedas.

    Sugestão de uso:

    1. Entregue um tabuleiro e uma ficha com a lista de compras para cada criança.
    2. Coloque as fichas com imagens dos produtos em uma pilha, viradas para baixo.
    3. Na sua vez, cada criança vira uma ficha da pilha. Se o produto sorteado estiver na sua lista, ela coloca a ficha no seu tabuleiro. Caso contrário, descarta na mesa. O próximo jogador poderá virar uma nova ficha da pilha ou pegar uma das fichas descartadas.
    4. Ganha o jogo quem completar primeiro a sua lista de compras ou, considerando que há apenas uma ficha de cada produto, quem conseguir “comprar” o maior número de itens da sua lista.
    5. Após o jogo, convide as crianças a calcularem o valor total da sua lista de compras. Se possível, utilize dinheiro fictício, com cédulas e moedas de brinquedo, para que representem esse valor.

    Assim, brincar de “ir às compras” se transforma em uma experiência rica de aprendizagem, integrando linguagem e matemática de forma contextualizada, significativa e funcional.

    Gostou do que viu por aqui? Que tal deixar um comentário no espaço abaixo? Vou amar!

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:
    MACEDO, Lino de; Petty, Ana Lúcia Sicoli; PASSOS, Norimar Christe. Aprender com jogos e situações-problema. Porto Alegre: Artmed, 2000.

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    • 36 fichas com figuras;
    • 18 fichas com lista de compras;
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    • instruções de uso.

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