Categoria: Jogos

  • Trilha de Frases | Jogo de alfabetização para construção de frases

    Trilha de Frases | Jogo de alfabetização para construção de frases

    O-lá!

    A alfabetização é um dos marcos mais importantes no desenvolvimento humano. É por meio dela que a criança tem acesso à leitura e à escrita, ampliando suas possibilidades de compreender o mundo, de expressar pensamentos e de participar da vida em sociedade. Mais do que decifrar códigos, alfabetizar-se significa abrir caminhos para a autonomia e para a construção de uma cidadania plena.

    A UNESCO nos lembra da dimensão social e ética desse processo:

    […] Aprender as habilidades de literacia é um direito humano básico que tem sido negado principalmente para os grupos mais marginalizados, o que implica necessidade de políticas mais equitativas e que se fundamentam em evidências.[…] (UNESCO, 2019 apud SARGIANI, 2022, p. 2)

    Esse direito de aprender a ler e a escrever com autonomia, no entanto, é um desafio que precisa envolver todos: professores, gestores educacionais, governos, famílias e a sociedade em geral. Sabemos que não é fácil, desde as condições estruturais de ensino até a busca por recursos eficientes que tornem a alfabetização um caminho suave de descobertas e de alegria. É nesse ponto que os jogos podem contribuir de forma significativa. Ao transformar a aprendizagem em experiência lúdica, eles ajudam a criar um ambiente de encantamento, favorecendo o envolvimento da criança e reforçando o trabalho do professor. O brincar, quando aliado ao ensinar, gera memórias afetivas e fortalece a construção de competências.

    Por isso, neste Dia do Professor, trago este jogo como um mimo, um presente que representa não apenas gratidão, mas também o desejo de contribuir com o trabalho diário e incansável de quem dedica sua vida a ensinar. É um recurso simples, mas que pode (assim espero!) somar forças ao trabalho de quem alfabetiza.

    O jogo “Trilha de Frases” foi pensado para aproximar oralidade e escrita. Nele, a criança lê o início de uma frase (por exemplo: “O menino pulou…”) e, ao jogar o dado, deve completá-la oralmente com a figura em que parar no tabuleiro. Assim, leitura e produção oral acontecem de forma integrada e divertida.

    Como explica Zorzi (1998, p. 21):

    […] em suas fases iniciais a escrita sofre grande influência da oralidade. Porém, na medida em que a escrita vai se tornando mais independente da oralidade e adquirindo as características formais que a definem como modelo de linguagem padrão, ‘escrita nível 2’ pode produzir transformações na própria oralidade […].

    Essa reflexão mostra como a escrita, no início, apoia-se fortemente na oralidade, mas também como, ao se desenvolver, ela passa a influenciá-la de volta, refinando o modo como a criança organiza e expressa suas ideias.

    Habilidades estimuladas com o “Trilha de Frases”:

    • Leitura: prática e compreensão de frases curtas.
    • Escrita criativa: imaginação e autoria ao completar frases de diferentes maneiras.
    • Oralidade: ao ler em voz alta e compartilhar sua produção, a criança organiza ideias e constrói sentido.
    • Pensamento lógico: coerência entre o início da frase e a figura do tabuleiro.
    • Argumentação: justificar frases engraçadas ou sem sentido estimula a defesa de ideias e o diálogo.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas em uma pilha.
    2. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da pilha e joga o dado.
    3. Ela deve avançar com o peão a quantidade sorteada e completar a frase usando a figura da casa onde parou.
    4. Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.

    Observação: Algumas frases formadas podem soar engraçadas ou até sem muito sentido. O essencial é que a criança leia em voz alta e compartilhe sua produção, valorizando a oralidade. Ao explicar ou justificar suas escolhas, ela exercita a argumentação e descobre que até frases inesperadas podem gerar boas conversas e reflexões. E, em muitos casos, uma frase sem sentido pode ser ajustada coletivamente até ganhar coerência.

    Gostou do mimo? Que tal depois de jogar com as crianças voltar aqui para me contar como foi a sua experiência? Vou amar saber!

    Referências Bibliográficas:

    SARGIANI, Renan. Alfabetização baseada em evidências: como a ciência cognitiva da leitura contribui para as práticas e políticas educacionais de literacia. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

    ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

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  • Junta-junta | Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    Junta-junta | Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    O-lá!

    O ser humano nasce com uma organização cerebral única, dotada de uma plasticidade que lhe permite aprender, adaptar-se e criar. É essa mesma plasticidade que torna possível a aquisição da leitura e da escrita, conquistas que não são apenas habilidades escolares, mas portas de entrada para a cultura, para o pensamento crítico e para a vida em sociedade.

    […] um dos traços mais impressionantes do cérebro humano é que, desde as primeiras etapas de seu desenvolvimento e já no seio materno, sua organização funcional apresenta uma plasticidade excepcional que lhe permitirá adquirir a escrita.  (CHANGEUX, 2012, p. 10).

    A alfabetização, portanto, é um processo que se apoia tanto na base biológica quanto na dimensão cultural. Ensinar a ler e a escrever é reconhecer essa potência do cérebro humano e, ao mesmo tempo, oferecer à criança acesso ao que a humanidade construiu ao longo de gerações: símbolos, saberes, narrativas, tradições.

    No entanto, a criança precisa vivenciar situações significativas, em que a leitura e a escrita façam sentido em seu cotidiano. É nesse cenário que o jogo se torna um aliado: ao propor desafios de forma lúdica, ele desperta a curiosidade, favorece a atenção e cria vínculos positivos com a aprendizagem.

    Assim, cada palavra formada vai além do exercício escolar: representa também a conquista de quem se descobre capaz de criar, comunicar e compreender o mundo ao redor.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo Junta-Junta, um recurso lúdico pensado para unir alfabetização e diversão, transformando sílabas em palavras de maneira criativa e envolvente.

    Habilidades estimuladas com este jogo:

    • Leitura e escrita: reconhecimento das estruturas das palavras.
    • Pensamento lógico:  organização de sílabas e busca de combinações significativas.
    • Atenção e concentração: foco necessário para relacionar dado, forma geométrica e sílabas.
    • Memória de trabalho: reter informações enquanto manipula possibilidades para formar palavras.
    • Aspectos lúdicos e motivacionais: aprendizagem associada ao brincar, fortalecendo o vínculo positivo com a alfabetização.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.
    2. Se possível, disponibilize uma ampulheta ou um cronômetro para marcar o tempo.
    3. Cada criança, em sua vez, retira uma carta da sacola. Em seguida, dentro do tempo estipulado, deve procurar no tabuleiro as formas geométricas iguais (forma e cor). Com as sílabas encontradas, tenta montar uma palavra. Se conseguir, fica com a carta; caso contrário, devolve-a para a sacola.
    4. Vence quem conquistar o maior número de cartas.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Eu amo quando vocês me enviam feedback. Só assim fico sabendo se estou contribuindo com o meu trabalho, que é realizado sempre com muita responsabilidade e amor.

    Um abraço, e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Prefácio de Jean-Pierre Changeux. Porto Alegre: Penso, 2012.

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    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) Este recurso pode ser utilizado em atendimentos psicopedagógicos individuais?

    Sim! O Junta-Junta é um excelente recurso para atendimentos individuais ou em pequenos grupos. Ele permite observar como a criança pensa, organiza, testa hipóteses e lida com o erro.
    Durante o jogo, o psicopedagogo pode identificar estratégias cognitivas, dificuldades específicas e avanços sutis, além de trabalhar atenção, memória de trabalho e linguagem oral de maneira natural e prazerosa.
    Por unir o lúdico ao cognitivo, o jogo se torna um espaço seguro para aprender sem a pressão de “acertar”.

    2. O que fazer quando a criança forma uma palavra inexistente ou sem sentido?

    Esses momentos são oportunidades riquíssimas de aprendizagem! Em vez de corrigir de imediato, o ideal é conversar sobre a produção da criança: perguntar o que ela quis dizer, se a palavra soa parecida com alguma conhecida ou se ela acha que poderia ajustá-la para fazer sentido.
    Esse tipo de diálogo estimula a oralidade e a argumentação. Muitas vezes, o próprio grupo acaba sugerindo modificações, transformando o que parecia um “erro” em uma descoberta coletiva sobre o funcionamento da língua.

  • Caça-charadas | Jogo de alfabetização para leitura e escrita de palavras

    Caça-charadas | Jogo de alfabetização para leitura e escrita de palavras

    O-lá!

    A alfabetização é um dos maiores desafios da educação. Ensinar uma criança a ler e escrever significa criar condições para que ela compreenda a língua escrita como um verdadeiro objeto de conhecimento. Por isso, ao longo da história, diferentes métodos e abordagens foram surgindo, cada um tentando responder às necessidades de seu tempo.

    Conforme Soares (2021, p. 62):

    Um olhar histórico sobre a alfabetização escolar no Brasil revela uma trajetória de sucessivas mudanças conceituais e, consequentemente, metodológicas.

    Essa reflexão mostra como o processo de alfabetizar nunca foi estático. Diferentes perspectivas teóricas e práticas foram se sucedendo, transformando a forma como ensinamos a ler e escrever.

    Se por um lado isso evidencia que não existe um caminho único e definitivo, por outro também nos lembra que o professor precisa ter sensibilidade e flexibilidade para escolher recursos que dialoguem com as necessidades reais de cada criança. Métodos de alfabetização, sejam sintéticos, analíticos ou ecléticos, precisam ser vistos como instrumentos que só ganham sentido quando se transformam em experiências significativas.

    É nesse ponto que entram os jogos pedagógicos: eles não substituem o método, mas o enriquecem, criando oportunidades para que a criança desenvolva estratégias de leitura de forma lúdica.

    O jogo “Caça-charadas”, que eu trouxe hoje como sugestão, convida os alunos a exercitar a leitura e a compreensão a partir de pistas e enigmas simples. Enquanto procuram as respostas, eles mobilizam habilidades cognitivas essenciais, como a atenção seletiva e a rapidez na identificação de palavras e imagens. Dessa forma, o jogo não é apenas uma brincadeira, mas um recurso didático alinhado ao processo de alfabetização, capaz de tornar a aprendizagem mais ativa, prazerosa e eficaz.

    Quer mais detalhado algumas das habilidades estimuladas com o jogo? Parece que ouvi “simmmm”…Rsrs!

    Principais habilidades estimuladas com jogo Caça-charadas:

    • Leitura e compreensão: interpretar a charadinha para chegar à resposta correta.

    • Atenção seletiva: concentrar-se nos detalhes para identificar a imagem correspondente.

    • Velocidade de processamento: localizar a figura e escrever no tempo estimulado.

    • Escrita: registrar corretamente o nome da figura encontrada.

    • Associação palavra–imagem: relacionar o que se lê com o que se vê.
    • Memória de trabalho: reter a informação lida até encontrar e escrever a resposta.

    • Pensamento lógico: conectar pistas e resolver o enigma proposto.

    • Interação social: desenvolver cooperação e respeito às regras em atividades coletivas.

    Bacana demais, não é mesmo? Eu amo jogos assim! Agora vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Se possível, disponibilize uma ampulheta ou cronômetro.
    3. As cartas devem ser colocadas em uma pilha.
    4. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da pilha e lê a charadinha para outro colega tentar encontrar a imagem correspondente à resposta e, em seguida, escrever o nome da figura dentro do tempo estipulado. Se ele conseguir, fica com a carta. Do contrário, é preciso devolvê-la à pilha (colocando-a por último).
    5. Ganha quem conquistar mais cartas.

    É isso! Gostou? Que tal me contar? Eu amo quando vocês me enviam feedback, afinal, esta é a única maneira para eu ficar sabendo se meu trabalho está contribuindo.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

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    • 27 cartas com charadinhas;
    • 01 tabuleiro;
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    • Instruções de uso.

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    Talvez você queira saber:

    1) O jogo pode ser usado tanto em sala de aula quanto em casa com a família?

    Sim! O Caça-charadas é versátil. Em sala de aula, pode ser usado como atividade em pequenos grupos ou como apoio em momentos de reforço. Em casa, torna-se uma forma lúdica de os pais acompanharem a alfabetização, promovendo momentos de interação afetiva e aprendizado ao mesmo tempo.

    2) Qual a faixa etária mais indicada para jogar Caça-charadas?

    O jogo é indicado, em especial, para crianças em processo de alfabetização inicial, geralmente entre os 5 e 8 anos. No entanto, pode ser adaptado para crianças mais velhas que ainda estejam consolidando leitura e escrita, ou mesmo para intervenções psicopedagógicas.

    3) Crianças em diferentes fases da alfabetização conseguem jogar juntas?

    Sim, e isso pode ser muito rico. As mais avançadas podem ajudar a ler as charadinhas ou escrever as palavras, enquanto as que estão em fases iniciais podem focar em identificar imagens e sons. Essa dinâmica favorece a cooperação e a aprendizagem entre pares.

    4) No texto você falou em métodos de alfabetização analíticos, sintéticos e ecléticos… o que seria isso?

    Métodos sintéticos: começam pelas partes menores (letras, sílabas) até chegar à palavra. Exemplo: método fônico ou silábico.

    Métodos analíticos: partem do todo para as partes, usando palavras, frases ou textos para depois analisar sílabas e letras. Exemplo: método global ou de contos.

    Métodos ecléticos: combinam aspectos dos dois anteriores, buscando equilibrar o trabalho com sílabas, palavras e textos. Exemplo: muitas práticas atuais que integram leitura de pequenos textos com atividades de consciência fonológica e escrita.

  • Qual Palavra Dá? | Jogo de alfabetização para estimular consciência fonológica e relação fonema x grafema

    Qual Palavra Dá? | Jogo de alfabetização para estimular consciência fonológica e relação fonema x grafema

    O-lá!

    Já não é mais possível negar que uma consciência fonológica bem desenvolvida contribui de forma significativa para a aprendizagem da leitura, não é mesmo? Diversas pesquisas corroboram com esta afirmação: quanto mais à vontade a criança manipula conscientemente os fonemas, mais rapidamente aprende a ler e a escrever.

    Segundo Artur Gomes de Morais (2022, p. 125, grifo do autor):

    […]Para sair de uma hipótese pré-silábica e começar a ‘fonetizar a escrita’ (desde o início da etapa silábica até a alfabética), a criança lança mão de várias habilidades de consciência fonológica que vai desenvolvendo.

    Hoje eu trouxe um jogo que dialoga diretamente com essas pesquisas. O “Que Palavra Dá?” foi elaborado com base em princípios da alfabetização que valorizam a consciência fonológica, a correspondência fonema-grafema e a construção significativa da leitura e da escrita.

    Este jogo estimula:

    • Consciência silábica e fonema-grafema: ao identificar e combinar sílabas iniciais para formar palavras.
    • Atenção, memória e pensamento lógico: ao selecionar e organizar as sílabas na ordem correta.
    • Expressão oral e interação social: ao ler em voz alta as palavras formadas e compartilhar com colegas em situações de jogo.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. As cartas devem ficar em uma pilha.
    3. Se possível, disponibilize uma ampulheta (30 segundos ou 1 minuto, conforme a realidade do grupo). Se não houver, utilize um cronômetro.
    4. Cada criança, na sua vez, vira uma carta da pilha, fala em voz alta os nomes dos animais e, a partir de suas sílabas iniciais, tenta descobrir qual palavra pode formar. Em seguida, dentro do tempo estipulado, procura essa palavra no tabuleiro.
    5. Se conseguir, fica com a carta; caso contrário, coloca de volta na pilha.
    6. Ganha o jogo quem conquistar mais cartas.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Vou ficar muito feliz se você me contar suas impressões.

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022

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    • Instruções de uso.

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    Talvez você queira saber:

    1. Quantas crianças podem jogar ao mesmo tempo sem que a atividade perca o foco pedagógico?
    O ideal é jogar em duplas. Assim, cada uma tem oportunidade de participar, esperar a sua vez e manter a atenção no processo. Grupos muito grandes podem dispersar e dificultar o acompanhamento do adulto.

    2. O jogo pode ser utilizado em casa pelos pais ou é mais indicado para contextos escolares?
    Pode ser utilizado em ambos! Em casa, os pais encontram no jogo uma forma lúdica de apoiar a alfabetização, tornando o momento leve e divertido. Na escola, o professor pode usar o recurso de forma planejada, dentro de atividades coletivas ou em atendimento a pequenos grupos.

    3. De que forma posso avaliar se a criança está realmente aprendendo com o jogo?

    A observação é a principal ferramenta: notar se a criança identifica mais facilmente as sílabas iniciais, se consegue combinar e formar palavras com autonomia  e se participa de forma mais ativa. A evolução aparece tanto na rapidez com que encontra as palavras quanto na segurança ao falar e ler em voz alta.

  • Número Secreto |  Jogo de matemática para trabalhar números até 100

    Número Secreto | Jogo de matemática para trabalhar números até 100

    O-lá!

    Muita gente reconhece o quanto a matemática está em tudo: nas compras do mercado, no trabalho, na organização do tempo, na compreensão de dados… Ainda assim, com frequência, a disciplina ganha fama de “difícil” ou “distante da vida real”.

    Como lembram os autores:

    A matemática é uma ciência curiosa e interessante, cujas aplicações na vida cotidiana e no mundo do trabalho e das ciências são de importância reconhecida por todos. Entretanto, a imagem pública da matemática escolar, construída ao longo das décadas, parece divorciada da importância que a ela se atribui” (BIGODE; FRANT, 2011, p. 6)

    Nossa proposta com o jogo “Número Secreto” é contribuir para aproximar a matemática da experiência da criança, transformando o conteúdo em descoberta, investigação e conversa. Ao ler pistas, comparar possibilidades e justificar a resposta, a criança vivencia a matemática como linguagem para pensar, e não apenas como um conjunto de contas.

    O que a criança pratica ao jogar:

    • Pensamento lógico-dedutivo: encadear pistas, eliminar hipóteses e sustentar a escolha final com argumentos (ex.: “é 50 porque é par, está entre 46 e 51 e não é o dobro de 24”).
    • Compreensão da reta numérica (0–100): ordenar, estimar, perceber intervalos (“maior que… menor que…”), localizar números e pensar em vizinhanças numéricas.
    • Fatos básicos e operações: somar, subtrair, multiplicar e dividir.
    • Propriedades simples dos números: par/ímpar, composição e decomposição (10 + 15), aproximações e pistas ligadas a tabuadas familiares.
    • Linguagem matemática e clareza comunicativa: ler com atenção, interpretar “maior que e…” e explicar o raciocínio ao colega.
    • Funções executivas: atenção sustentada, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e autocontrole.

    Por que funciona:

    • Contexto de brincadeira: a dinâmica de descobrir o número cria propósito e engajamento.
    • Pistas curtas e progressivas: cada carta pede combinar informações; nenhuma pista isolada resolve tudo, o que favorece o pensamento lógico-dedutivo e evita chutes.
    • Feedback imediato: ao verificar a resposta, a criança percebe onde acertou ou errou e ajusta estratégias.
    • Generalização: os mesmos modos de pensar (comparar, estimar, justificar) aparecem na vida diária, como no troco, na leitura de tabelas e de horários.

    Mediação que potencializa a aprendizagem:

    Modelar a leitura das pistas: ler pausadamente e sublinhar palavras-chave (“maior que…”, “par/ímpar”, “dividir por 2”).

    Pedir justificativas: “qual pista eliminou esse número?” e “o que te fez trocar de hipótese?”.

    Ufa! Cansei… Rsrs! Vamos a explicação do jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana.
    2. Deixe as fichas em uma pilha.
    3. Cada jogador, na sua vez, pega uma ficha da pilha e lê as pistas para o outro jogador tentar descobrir o número secreto.
    4. Se acertar, quem adivinhou fica com a ficha. Se errar, quem leu as pistas fica com a ficha.
    5. Vence quem conquistar mais fichas ao final.

    Quando a matemática aparece em forma de investigação, ela retoma seu lugar de origem: uma maneira potente de observar, perguntar, testar e concluir. É isso que o “Número Secreto” oferece: um convite para que cada criança se sinta capaz de pensar matematicamente e encontre prazer em descobrir, pista a pista, como os números se organizam e fazem sentido.

    É isso, gostou do que viu por aqui? Que tal me deixar saber?

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica

    BIGODE, Antonio J.L; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

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    • 30 fichas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1. Para qual faixa etária o jogo é indicado?

    O Número Secreto é indicado, em geral, para crianças de 6 a 9 anos, podendo variar conforme os conhecimentos prévios da turma. Para as crianças menores ou em fase inicial, é fundamental oferecer apoio concreto e visual (tampinhas, palitos de picolé) para os cálculos, além, claro, de mediação próxima do adulto.

    2. Como organizar a dinâmica do jogo com a turma?

    Funciona muito bem jogar em duplas, alternando os papéis de leitor e detetive a cada carta; em turmas maiores, organize estações e faça rodízio entre as duplas.

    3. Como lidar com erros e evitar chutes?

    Estabeleça a regra de que a criança só responde depois de ouvir as três pistas e sempre com justificativa do tipo “é 50 porque…”. Peça que ela liste dois ou três candidatos no tabuleiro e vá eliminando cada um dizendo qual pista descartou, antes de decidir. Ofereça feedback imediato, perguntando “Por que você eliminou este número?” e modelando o raciocínio quando preciso.

  • Resgata Palavras | Jogo de alfabetização para leitura de palavras

    Resgata Palavras | Jogo de alfabetização para leitura de palavras

    O-lá!

    A alfabetização é um processo que acontece em etapas. Para dominar o sistema alfabético, a criança precisa compreender que a escrita representa a fala, estabelecendo uma correspondência entre o que ouvimos e o que escrevemos. Esse percurso envolve descobertas, hipóteses e superações.

    A escrita alfabética constitui o final desta evolução. Ao chegar a este nível, a criança já franqueou a ‘barreira do código’; compreendeu que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores sonoros menores que a sílaba, e realiza sistematicamente uma análise sonora dos fonemas das palavras que vai escrever. Isto não quer dizer que todas as dificuldades tenham sido superadas: a partir desse momento a criança se defrontará com as dificuldades próprias da ortografia, mas não terá problemas de escrita, no sentido estrito.
    (Ferreiro & Teberosky, 1986, p. 213 apud Soares, 2016, p. 119, grifo do autor)

    Para que essa compreensão seja consolidada, é essencial que a criança vivencie situações significativas de leitura e escrita. O lúdico é um grande aliado, pois jogos e brincadeiras transformam a prática em uma experiência prazerosa.

    O ato de jogar mobiliza atenção, memória, concentração e engajamento. Fatores esses que contribuem para que a criança internalize a lógica do sistema alfabético de maneira natural e divertida.

    Com base nesse fundamento, o jogo “Resgata Palavras” foi criado para incentivar a leitura em um formato leve e interativo. E na prática, como aplicar o jogo com as crianças? Veja a sugestão de uso.

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque o tabuleiro com as fichas sobre uma superfície plana.
    2. A cada jogada, a criança lança dois dados: um indica a coluna; outro indica a linha. O cruzamento destas informações leva até a palavra que deve ser resgatada. Se ela já foi conquistada, passa a vez. Se ao jogar o dado cair o esquilo, também passa a vez.
    3. No fim, vence quem tiver o maior número de palavras.

    Observação: Incentive a criança a ler em voz alta as palavras que resgatar.

    Mais do que competir, o jogo possibilita leitura ativa, reconhecimento de palavras e ampliação do vocabulário, alinhando-se ao que a teoria aponta como essencial no processo de alfabetização.

    Assim, o Resgata Palavras transforma a teoria em prática lúdica, ajudando a criança a avançar na jornada da alfabetização com alegria e confiança.

    Gostou do que leu até aqui? E se eu disser que o arquivo PDF do jogo está gratuito… Hein?!… Rsrs! Corre aproveitar!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

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    • 01 tabuleiro;
    • 30 fichas com palavras;
    • 02 dados;
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    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1. Esse jogo é indicado para qual fase da alfabetização?

    O Resgata Palavras é mais adequado para crianças que já estão na fase silábico-alfabética ou alfabética, ou seja, que já conseguem identificar e ler palavras simples (pode ser leitura silabada). Isso porque o objetivo do jogo é justamente fortalecer a leitura de palavras inteiras, ampliando vocabulário e fluência. Para crianças em fases mais iniciais (pré-silábica ou silábica), o jogo pode ser usado de forma adaptada, com mediação intensa do adulto.

    2. Como garantir que a criança realmente leia as palavras e não apenas jogue pelos dados?

    Uma regra simples ajuda: toda palavra resgatada precisa ser lida em voz alta. Assim, a leitura faz parte da dinâmica do jogo, não apenas a coleta de fichas. O adulto pode reforçar pedindo que a criança repita, use a palavra em uma frase ou até escreva em um papel, se o objetivo for também estimular a escrita.

    3. Dá para usar o jogo em atendimentos individuais de psicopedagogia ou só em sala de aula?

    O jogo funciona nos dois contextos. Em sala de aula, ele promove interação, cooperação e competição saudável entre os alunos. Já em atendimentos individuais, pode ser adaptado para o ritmo da criança, focando nas palavras que ela precisa reforçar. Em contextos terapêuticos, a mediação próxima do psicopedagogo permite explorar ainda mais cada palavra resgatada.

    4. Posso criar minhas próprias fichas de palavras para personalizar de acordo com os conteúdos que estou trabalhando?

    Sim! Essa é uma das maiores vantagens do jogo. Você pode substituir as fichas com palavras que façam sentido para sua turma ou para o objetivo específico do atendimento. Isso permite trabalhar temas, campos semânticos ou dificuldades ortográficas de forma personalizada, mantendo a mesma mecânica do jogo.

  • Gêneros Textuais | Jogo de alfabetização sobre gêneros textuais

    Gêneros Textuais | Jogo de alfabetização sobre gêneros textuais

    Por que trabalhar com gêneros textuais?

    O-lá!

    A leitura e a escrita ganham sentido para a criança quando ela percebe para que servem os textos. Por isso, o contato com diferentes gêneros textuais desde cedo é tão importante.

    Listas, convites, avisos, anúncios, receitas, histórias, poemas, mensagens, manuais… Além disso, cada gênero tem uma intenção, uma forma de organização e uma função no dia a dia.

    Nesse sentido, a criança precisa perceber que a escrita está presente em diferentes situações e pode ser usada para brincar, informar, planejar, orientar, organizar e comunicar. Como afirma Ana Albuquerque (2022, p. 79):

    Para a compreensão da funcionalidade, é importante a familiarização com diferentes suportes de escrita, que remetam para múltiplas utilizações, como o lazer, a comunicação, o caráter informativo, a gestão de rotinas do dia a dia, etc.

    Assim, ao trabalhar com diferentes gêneros, ajudamos a criança a compreender a linguagem escrita como uma ferramenta presente na vida cotidiana e utilizada para diferentes finalidades.

    Mais do que aprender a ler, é importante que a criança aprenda a ler com sentido, compreendendo a função e o propósito dos textos que encontra no seu dia a dia.

    Como trabalhar os gêneros textuais?

    É justamente pensando nisso que criei o jogo Gêneros Textuais. Nele, a criança é convidada a ler diferentes textos e identificar a qual gênero cada um pertence.

    Habilidades estimuladas:

    • Leitura e compreensão textual;
    • Reconhecimento de diferentes gêneros textuais;
    • Identificação da finalidade dos textos;
    • Ampliação do repertório de gêneros e situações de uso da escrita;
    • Atenção e observação de características dos textos;
    • Relação entre texto, contexto e situação comunicativa;
    • Argumentação e justificativa das respostas;
    • Desenvolvimento da consciência sobre a função social da escrita.

    Sugestão de uso

    Deixe que a criança escolha uma ficha, leia o texto com atenção e, depois, peça que identifique a qual gênero textual aquele texto pertence.

    Você pode adaptar a dinâmica de várias formas:

    • Jogar em dupla ou em grupo;
    • Utilizar como atividade de rodízio em estações de aprendizagem;
    • Criar um mural coletivo com os gêneros já identificados;
    • Utilizar como recurso diagnóstico, observando como a criança lê, compreende e classifica os textos.

    Mais do que acertar ou errar, o objetivo é incentivar a criança a refletir sobre a função do texto, relacioná-lo a situações da vida real e perceber a leitura como uma prática social.

    É isso! 😊

    Gostou do que viu por aqui? Espero que este conteúdo seja útil para você e que o jogo possa contribuir para tornar o trabalho com os gêneros textuais ainda mais significativo e divertido para as crianças.

    Um abraço e até o próximo post… Hehe! 💚

    Referência bibliográfica

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 27 cartelas com diferentes gêneros textuais;
    • 01 embalagem para guardar o material;
    • Instruções de uso.

    Você imprime, monta e já pode começar a jogar!

    Talvez você queira saber:

    1. Devo fazer um trabalho prévio com os gêneros antes de utilizar o jogo? Ou ele pode ser usado como introdução ao tema?

    O jogo pode ser utilizado das duas formas, mas seu potencial é ampliado quando vem após uma vivência prática com textos reais.

    Como o próprio texto do site sugere, apresentar previamente uma variedade de gêneros em seu suporte real (receitas, avisos, panfletos…) permite que a criança tenha referências mais concretas para compreender os textos do jogo. Isso favorece uma leitura mais significativa e uma melhor argumentação ao classificar os textos.

    2. Como garantir que a criança esteja realmente compreendendo o texto e não apenas “chutando” o gênero?

    A chave está em conversar com a criança após a escolha.

    Depois que ela sinaliza o gênero textual da ficha, pergunte algo como:
    — O que te fez pensar que esse texto é uma receita?
    — O que tem nesse texto que lembra um aviso?

    Essas perguntas estimulam a metacognição: a criança reflete sobre o próprio pensamento e passa a justificar com base em pistas do texto (formato, vocabulário, estrutura, intenção comunicativa…).

    Além disso, quando o jogo é feito em dupla ou grupo, ouvir os colegas justificando também amplia o repertório argumentativo.

    3. Quais estratégias posso usar para aprofundar a discussão sobre função social do texto após o jogo?

    Depois do jogo, você pode propor uma roda de conversa com perguntas como:

    • Em que situações do dia a dia você já viu um texto assim?
    • Para que serve esse tipo de texto? Quem costuma escrever ou ler isso?

    Outra possibilidade é propor pequenas produções textuais com propósito real:

    • Fazer um convite para um evento fictício na escola,
    • Criar um aviso para ser colado na porta da sala,
    • Escrever uma lista de compras de faz de conta,
    • Produzir uma receita com base em um lanche que fizeram.

    Essas práticas ampliam o entendimento de que o texto não é apenas um conteúdo escolar, mas algo que existe para agir no mundo — e que a criança também pode produzir.

    Aqui no nosso site temos um jogo no qual as crianças são desafiadas a escrever textos de diversos gêneros: o “Missão Literária“.

  • O que eu faço? | Jogo de alfabetização para leitura, resolução de problemas e pensamento lógico

    O que eu faço? | Jogo de alfabetização para leitura, resolução de problemas e pensamento lógico

    O-lá!

    Muitas vezes, na pressa em ajudar, acabamos oferecendo a resposta pronta à criança diante de um problema. A questão é que, assim, tiramos dela a oportunidade de refletir, buscar soluções e confiar no próprio pensamento. Dar espaço para que a criança pense não significa perder tempo. Significa investir na sua autonomia e na confiança necessária para enfrentar os desafios da vida. Por isso, é fundamental que fiquemos atentos para não ceder ao impulso de intervir com soluções imediatas sempre que a criança se vê diante de uma situação que exige reflexão.

    Hoje eu trouxe um jogo que vai direto nesse ponto: estimular a leitura, associação de ideias, pensamento crítico e a resolução de problemas. Essas habilidades estão diretamente ligadas à autonomia da criança.

    Os desafios propostos no jogo, são inspirados em situações do dia a dia, o que também favorecem o fortalecimento das funções executivas. Especialmente o controle inibitório e a flexibilidade cognitiva. Ao ler uma situação-problema, refletir sobre ela e propor uma solução, a criança ativa mecanismos de planejamento, antecipação de consequências e pensamento crítico.

    Segundo Lino de Macedo (2000, p. 10):

    […] jogar é, sobretudo, aprender a lidar com problemas. E isso exige pensar, propor hipóteses, testar, aceitar ou recusar soluções, ou seja, exige operar mentalmente com as situações.

    Essa afirmação reforça o valor dos jogos que estimulam o raciocínio e a tomada de decisões como ferramentas pedagógicas.

    Além das habilidades já mencionadas, o jogo “O que eu faço?”, também favorece o desenvolvimento da compreensão leitora, pois exige que a criança vá além da simples decodificação e compreenda o sentido do que foi lido para, a partir disso, tomar uma decisão.

    O jogo segue a dinâmica de um dominó tradicional, mas com um desafio extra: em vez de apenas juntar peças iguais, a criança precisa relacionar a imagem de uma peça com a frase de outra e, em seguida, propor uma solução para o problema apresentado.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    1. Distribua as peças igualmente entre os jogadores. Se sobrar alguma peça, reserve para uma eventual “compra”.
    2. Sorteiem quem começará colocando a primeira peça no centro da mesa.
    3. Na sua vez, cada jogador deve tentar encaixar uma de suas peças em um dos lados do dominó, fazendo a associação correta entre imagem e texto.
      Por exemplo: Se há uma peça com a imagem de uma bola, o jogador deve procurar uma de suas peças que tenha uma frase relacionada à bola.
    4. Depois de ler a frase em voz alta, o jogador diz o que faria para resolver o problema apresentado.
    5. Vence quem primeiro ficar sem nenhuma peça.

    Gostou do que viu por aqui? Vou amar saber!

    Um abraço e até o próximo post

    Referência Bibliográfica:

    MACEDO, Lino de. Ensaios construtivistas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contento:

    • 24 fichas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (27/08/2025)

  • Trilha Animal | Jogo de alfabetização para a escrita de palavras

    Trilha Animal | Jogo de alfabetização para a escrita de palavras

    O-lá!

    Uma educação de qualidade começa com uma alfabetização sólida. Garantir que todas as crianças aprendam a ler e escrever com autonomia é um compromisso que deve envolver educadores, famílias, gestores e políticas públicas. Afinal, desenvolver as habilidades de leitura e escrita é essencial não apenas para o sucesso escolar, mas para a participação plena na vida em sociedade.

    A base de toda educação começa por uma alfabetização eficiente. (SARGIANI, 2022, p. 1)

    Infelizmente, o acesso à alfabetização de qualidade ainda é desigual, principalmente para grupos mais vulneráveis. Por isso, é fundamental investir em práticas que tornem o processo mais acessível, eficiente e significativo para as crianças. E uma dessas práticas é o uso de jogos educativos.

    Os jogos criam oportunidades para que a criança experimente a linguagem escrita em diferentes contextos, fortalecendo sua compreensão, sua motivação e sua confiança como leitora e escritora em formação.

    Nos últimos anos, o interesse por práticas pedagógicas baseadas em evidências tem crescido, justamente porque são capazes de gerar melhores resultados. Mas ainda há um longo caminho entre o que a ciência já comprovou e o que de fato chega à sala de aula. Criar recursos que aproximem esses dois mundos — o conhecimento teórico e a prática cotidiana — é uma das formas de contribuir com essa transformação.

    Hoje eu trouxe o jogo “Trilha Animal”, que é uma proposta divertida para estimular o processo de alfabetização. Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa.
    2. Espalhe as fichas com sílabas sobre a mesa, com a face voltada para cima.
    3. Cada criança posiciona o seu peão no início do tabuleiro.
    4. Na sua vez, a criança lança o dado e avança com o seu peão o número de casas correspondente.
    5. Ao parar em uma casa, a criança deve formar o nome do animal que consta nela, usando as fichas com sílabas.
    6. Após formar a palavra, todas as crianças escrevem o nome do animal em uma folha e as fichas devem ser devolvidas à mesa.
    7. Vence quem chegar ao final da trilha primeiro.
    8. Após o jogo, com a lista dos nomes dos animais em mãos, pode-se explorar: Qual animal teve seu nome escrito mais vezes? Qual não foi escrito nenhuma vez? Qual vocês acharam mais fácil? E mais difícil?

    É isso, gostou do que viu por aqui? Espero que sim!!!… Hehe!

    Um abraço e até o próximo post J

    Referência Bibliográfica:

    SARGIANI, Renan. Alfabetização baseada em evidências: como a ciência cognitiva da leitura contribui para as práticas e políticas educacionais de literacia. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022


    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 36 fichas com sílabas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 dado;
    • 04 peões;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso;

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (20/08/2025)

    Talvez você queira saber:

    1. Quantas crianças podem jogar ao mesmo tempo?
    O jogo foi pensado para ser flexível. Pode ser jogado em duplas ou em pequenos grupos. Em contextos de sala de aula, é possível formar rodízios com 3 ou 4 crianças por tabuleiro, favorecendo a interação e o aprendizado colaborativo.

    2. Como o jogo pode ser utilizado em sala de aula sem se tornar apenas uma brincadeira?
    Apesar do caráter lúdico, o jogo foi estruturado com objetivos pedagógicos claros. Ao jogar, a criança precisa identificar sons, relacioná-los às sílabas, formar palavras e registrar por escrito — atividades fundamentais no processo de alfabetização.

    Durante a partida, as crianças devem escrever as palavras formadas em uma folha, o que amplia o envolvimento cognitivo com a linguagem. A escrita manual ativa áreas importantes do cérebro ligadas à memória, atenção, linguagem e motricidade fina, contribuindo de forma mais profunda para a fixação da aprendizagem.

    O professor pode conduzir a mediação, propor desafios, incentivar a observação dos sons iniciais, mediais e finais, além de estimular a autoavaliação e a reflexão sobre as palavras escritas. Assim, o jogo se transforma em uma experiência completa de aprendizagem.

  • Misturinha de Sons | Jogo de alfabetização para estimular a consciência sílábica e escrita de palavras

    Misturinha de Sons | Jogo de alfabetização para estimular a consciência sílábica e escrita de palavras

    O-lá!

    Quando as crianças chegam à pré-escola, muitas já apresentam um bom domínio da linguagem oral. Falam, conversam, contam histórias, fazem perguntas e conseguem se comunicar com bastante desenvoltura nas diferentes situações do cotidiano.

    No entanto, quando começa a alfabetização, podem surgir desafios que não estavam presentes na linguagem falada.

    Isso acontece porque aprender a ler e escrever exige mais do que saber falar. A criança precisa começar a perceber que as palavras podem ser divididas em partes, que essas partes podem ser comparadas, identificadas e combinadas.

    Essa capacidade faz parte da consciência fonológica.

    Consciência fonológica e consciência silábica

    A consciência fonológica envolve a capacidade de perceber e refletir sobre os sons da linguagem oral. Dentro dela, encontramos diferentes habilidades, como a percepção de rimas, a identificação de palavras, a consciência silábica e a consciência fonêmica.

    Neste jogo, o foco está especialmente na consciência silábica, ou seja, na capacidade de perceber, identificar e manipular as sílabas que formam as palavras.

    Segundo Adams et al. (2006, p. 31):

    Sendo assim, apesar das suas habilidades impressionantes para falar e para ouvir, elas geralmente não têm qualquer compreensão consciente e reflexivo das partes das palavras ou de como elas se combinam e se organizam na linguagem oral.

    A criança pode, portanto, falar e compreender a linguagem oral com bastante desenvoltura e, ainda assim, precisar aprender a prestar atenção às partes que formam as palavras.

    Por exemplo, ao perceber que cavalo se divide em ca-va-lo, identificar uma sílaba específica dentro de uma palavra ou combinar sílabas para formar uma nova palavra, a criança está explorando diferentes aspectos da consciência silábica.

    E é justamente essa ideia que está por trás do Misturinha de Sons.

    Conheça o Misturinha de Sons

    O Misturinha de Sons é um jogo de consciência fonológica com foco na consciência silábica.

    A proposta é convidar a criança a localizar figuras, falar seus nomes, identificar as partes indicadas e depois combiná-las para descobrir uma nova palavra.

    Tudo isso acontece por meio de um desafio lúdico, que transforma a exploração das sílabas em uma brincadeira de descoberta.

    Habilidades estimuladas

    O Misturinha de Sons oferece oportunidades para a criança explorar:

    • consciência silábica;
    • segmentação de palavras em sílabas;
    • identificação de sílabas no início, meio e final das palavras;
    • combinação e manipulação de sílabas;
    • percepção e comparação das partes sonoras das palavras;
    • atenção e percepção auditiva;
    • memória de trabalho;
    • raciocínio e levantamento de hipóteses;
    • ampliação do repertório de palavras.

    Além disso, dependendo da forma como a atividade é conduzida, o jogo pode ser ampliado para explorar relações entre fala e escrita, especialmente quando a criança utiliza letras móveis ou registra as palavras descobertas.

    Sugestão de uso

    1. Localize as figuras

    Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e deixe as cartas organizadas em uma pilha.

    A criança sorteia uma carta. Nela, encontrará códigos como A2, C3, E4…

    Cada código é formado por uma letra e um número:

    • a letra indica a coluna;
    • o número corresponde à linha.

    Ao cruzar essas informações, a criança encontra a figura que deverá utilizar.

    2. Observe a parte indicada

    Abaixo de cada código há um conjunto de círculos. Apenas um deles está preenchido.

    Esse detalhe indica qual parte do nome da figura deverá ser utilizada: o início, o meio ou o final da palavra.

    A criança deve dizer o nome da figura e identificar a sílaba correspondente à indicação.

    3. Faça a misturinha!

    Depois de localizar as figuras e identificar as sílabas indicadas, chega o momento de juntá-las.

    A criança deve combinar as sílabas e descobrir qual palavra pode ser formada.

    É justamente nessa etapa que a brincadeira ganha seu sentido: a criança precisa pensar sobre as partes das palavras, experimentar combinações e descobrir uma nova palavra.

    Oralidade ou escrita? Você escolhe!

    Você pode realizar o jogo somente de forma oral, mantendo o foco na consciência silábica.

    Mas também pode ampliar a proposta utilizando letras móveis, fichas de EVA ou outros recursos, para que a criança monte ou registre a palavra formada.

    Dessa maneira, você pode adaptar a atividade de acordo com o objetivo do atendimento ou com o nível de desenvolvimento da criança.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Desejo a você e às crianças uma deliciosa misturinha de sílabas, muitas descobertas e uma boa dose de diversão! 💚

    Referência bibliográfica

    ADAMS, Marilyn Jager et al. Consciência fonológica em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Misturinha de Sons: para imprimir e brincar!

    Ao adquirir o arquivo em PDF, você recebe:

    • 30 fichas;
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    • Instruções de uso.

    É só imprimir, montar e começar a brincar!

    Talvez você queira saber:

    1. A partir de que idade o jogo Misturinha de Sons pode ser utilizado?
    O jogo pode ser utilizado, em média, a partir dos 5 anos de idade — ou sempre que a criança já demonstrar interesse por sons, rimas e brincadeiras com palavras.

    2. Pode ser usado em contextos de reforço escolar ou intervenção psicopedagógica?
    Sim, o Misturinha de Sons é uma excelente ferramenta tanto para o reforço escolar quanto para o atendimento psicopedagógico. Ele permite trabalhar de forma lúdica habilidades importantes para a leitura e escrita.