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  • Zigue-zague das Letras

    Zigue-zague das Letras

    O-lá!

    Hoje quero começar dividindo com vocês um exemplo de mensagem que recebo frequentemente: “Tens atividades para um menino de 7 anos que é autista?”. Eu entendo a angústia de quem me envia essas mensagens. Eles(as) querem fazer um bom trabalho e, geralmente, não sabem por onde começar! A faculdade nem sempre nos prepara para a diversidade com que precisamos lidar em uma sala de aula ou atendimento psicopedagógico, etc. Porém, preciso ser sincera. Eu me formei no magistério em 1989 (sim, no século passado…Rsrs!), fiz faculdade, duas pós-graduações, diversos cursos e na área da alfabetização… São quase 20 anos de experiência. Mesmo assim, digo com convicção: é muito complexo e irresponsável indicar jogo, atividade ou qualquer recurso sem conhecer a criança pessoalmente. Especialmente, se basear em diagnóstico. Tem tanto diagnóstico equivocado por aí!

    A meu ver, o melhor caminho para escolher um jogo, recurso, atividade (independente da criança e qualquer diagnóstico que a família tenha trazido) é alinhar os conhecimentos prévios e interesses da criança com os objetivos que pretendemos alcançar. Fazendo estes questionamentos podemos escolher o recurso com mais assertividade. Em especial os jogos lúdicos, que quando utilizados com responsabilidade, promovem significativas alterações emocionais, físicas e cognitivas! Alguns efeitos são vistos de imediato, outros a médio e longo prazo!

    O jogo é movimento em torno e por dentro do sujeito integral. […]. Por meio dos jogos, abrem-se infinitas possibilidades de estímulos para a aprendizagem. (AMARAL e OHY, 2018 apud AMARAL e NASCIMENTO, 2020, p. 23).

    O jogo que eu trouxe como sugestão hoje é um daqueles simples, mas muito eficiente para estimular a alfabetização e a orientação espacial. Será que ele pode contribuir com a criança que você está pensando utilizar? Espero que sim! Porém, é preciso um olhar e escuta voltados para a criança.

    Vamos ver o jogo?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma carta. Ela deve descobrir uma “palavra secreta”. Como dica ela pega uma ficha com o caminho a seguir (as duas cartas têm o mesmo número).

    Segue a indicação da sequência dos números que aparecem na carta para descobrir a “palavra secreta.”

    Quer ampliar a brincadeira? Vire a carta com as letras, peça para a criança escrever a palavra que ela descobriu. Depois, vire a carta para ela verificar se acertou.

    Gostou do jogo? Conta pra mim!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    AMARAL, Anderson; NASCIMENTO, Adriana Limeira do. Jogos de estimulação cognitiva e motora. Rio de Janeiro: Wak, 2020.

    Veja o vídeo com a explicação do jogo 😉

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    • 16 cartas com letras;
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  • Letra Faltante

    Letra Faltante

    O-lá!

    Há muitas maneiras de promover a aprendizagem do alfabeto, mas sabemos que as crianças, de uma maneira geral, quando estão curiosas com alguma coisa, gostam de tocar (e nós, adultos, também…Rsrs!). 

    A explicação é muito simples: o tato é um forte canal de investigação do mundo.  Você sabe que todo bebê utiliza muito a boca e as mãos para conhecer os objetos; e, conforme cresce, vai deixando de lado esta necessidade de colocar tudo na boca, mas, as mãos, estão sempre esticadas quando vê algo novo.

    A necessidade do toque, tanto pelos lábios, quanto pelas mãos, é fortemente acentuada na infância quando a criança ainda se encontra em um estágio cognitivo centrado no concreto. […] (FISCHER; TAFNER, 2005, p. 22).

    Sabendo disso, precisamos explorar este canal de aprendizagem. Para a proposta de jogo que eu trouxe hoje, sugiro que você complemente com massinha de modelar ou argila. Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    Entregue para cada criança uma ficha e massinha de modelar ou argila.

    A criança deverá observar as letras que estão dentro dos círculos na parte superior da cartela. Em seguida, irá procurar qual delas está faltando fora dos círculos. Esta será a “letra faltante”.

    Quando ela encontrar, deve fazer a “letra faltante” com massinha de modelar. Depois, você pode pedir para que cada criança diga o nome e o som da “letra faltante”. Além disso, escrever palavras que tenham aquela letra também é uma boa estratégia para internalizar a aprendizagem.

    É isso! Este jogo está disponível gratuitamente para você em nossa loja! Parece que eu estou vendo um sorriso aí?! Conta pra mim se você ficou feliz com o presente!

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    FISCHER Julianne; TAFNER, Malcon Anderson. Alfabetização ao alcance das mãos. Blumenau: Estúdio Criação, 2005.

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  • Abelhuda

    Abelhuda

    Os jogos lúdicos são excelentes fontes de diversão e aprendizado. Claro, não estou revelando nenhuma novidade para você! Especialmente se você trabalha na Educação. No entanto, será que exploramos este conhecimento o suficiente? Digo em sala de aula mesmo! Tenho a expectativa de que estejamos melhorando, mas ainda fico sabendo de muitas salas de aula pelo Brasil afora que se utilizam apenas do recurso cópia para alfabetizar. Eu entendo que a cópia também contribui para a consolidação da aprendizagem, porém, ela não pode tomar a maior parte do tempo de uma criança na escola.

    Um outro detalhe é que é importante propormos jogos diferentes (sem exageros também!), porque cada jogo estimula uma área do saber. Sendo assim, quando diversificamos estamos promovendo novas conexões cerebrais. A criança sai da zona de conforto daquele jogo que ela já conhece.

    […] cada jogo ou atividade lúdica incide mais sobre umas capacidades que outras […]” (BATLLORI, 2009, p. 16).

    O jogo que eu trouxe hoje como sugestão estimula a atenção, a alfabetização, o pensamento hipotético, a lógica, dentre outras habilidades. Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    Cada criança deve receber 4 fichas de abelha (uma de cada cor).

    Depois você mostra uma cartela. As crianças devem tentar identificar qual sílaba não pertence ao nome da figura. Então elas fazem o seu palpite colocando sobre a mesa uma ficha de abelha na cor da sílaba “Abelhuda”.

    Depois do palpite feito, elas conferem no gabarito quem acertou.

    Obs.: Este jogo não foi organizado para ser uma competição! É mais para ser uma brincadeira mesmo, na qual a criança verifica no gabarito se acertou o palpite. Porém, se você quiser, pode combinar de cada acerto valer um ponto.  

    É isso! Pensou em uma maneira diferente de utilizar este jogo? Conta pra mim 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009.

    A seguir vídeo com explicação do jogo 🙂

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    • 12 fichas com figuras de abelhas;
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  • Pega Letra

    Pega Letra

    O-lá!

    Despertar a curiosidade da criança é algo que promove significativas aprendizagens! Elas gostam de descobrir, de procurar coisas escondidas. O jogo de hoje segue esta linha: aguçar na criança a curiosidade para tentar resolver um enigma e, claro(!), propositalmente, estimular a alfabetização.

    O jogo que você vai ver a seguir traz dicas para que a criança consiga chegar a solução, mas fique atento(a) a fazer adaptações caso seja necessário. Será muito produtivo se você conseguir estabelecer com a criança uma relação de parceria, confiança e cumplicidade para que ela consiga pedir ajuda se precisar, mas cuide para não exagerar nas intervenções 😉

    Os educadores observam a iniciativa e a atividade das crianças, interferindo apenas quando necessário. […] (SOARES, p. 33, 2017)

    Vamos a explicação do jogo?

    Sugestão de Uso:

    Coloque as cartas com figuras dentro de uma sacola. Sorteie uma carta, mas não revele a figura para a criança. Entregue para ela uma cartela com palavras que tenha o mesmo número.

    A brincadeira será a criança tentar descobrir qual figura você pegou.

    Para isso, ela segue as três dicas:

    1)      Lê o que está escrito no alto da cartela;

    2)      Observa a letra em destaque na primeira palavra (é o início do nome da figura);

    3)      Pega uma letra de cada palavra.

    Depois que ela escrever o palpite dela, você revela a figura.

    É isso! Gostou do jogo? As informações que você acessou aqui vão te ajudar de alguma forma? Conta pra mim! 

    Ah, veja o vídeo a seguir com o passo a passo do jogo!

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Suzana Macedo. Vínculo, movimento e autonomia. São Paulo: Omnisciência, 2017.

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  • Leitura ou Cor

    Leitura ou Cor

    O-lá!

    A atenção e a concentração são fundamentais para o sucesso na aprendizagem. Quem já se pegou tendo que recomeçar uma atividade porque no meio do caminho se desconcentrou? Algumas pessoas têm uma dificuldade maior em manter a atenção e concentração. O motivo pode ser de ordem biológica, do interesse no assunto, do estado emocional, enfim, há variáveis pessoais que interferem. Agora, o ambiente também influencia muito no desempenho, tanto por ser barulhento, com muitas distrações ou por gerar estresse e/ou pressão além do que o indivíduo tem condições maturacionais para lidar. Pesquisas no campo da plasticidade cerebral indicam que é possível melhorar o desempenho e, algumas vezes, modificações no espaço podem gerar um ganho significativo na aprendizagem.

    […] mudanças ambientais interferem na plasticidade cerebral e, consequentemente, na aprendizagem. […] (ROTTA, p. 453, 2006) .

    Sendo assim, antes de levantar a hipótese de que a criança tem falta de atenção, concentração, dificuldade de aprendizagem, verifique se o desafio proposto é adequado e também observe o ambiente 😉  

    O jogo de hoje tem o objetivo de estimular a atenção, a concentração, a flexibilidade cognitiva e também a alfabetização. Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    Coloque as cartas com palavras em um saco.

    Disponha em sua mão, no formato de leque, as fichas de leitura (desenho de um livro) e fichas de cor (desenho de uma paleta de pintura). Cada jogador, na sua vez, seleciona uma ficha.

    Se ele selecionar uma “ficha de leitura” deve ler as palavras da carta que irá pegar no saco (dependendo do nível de leitura dos jogadores você pode combinar de que eles devem ler somente uma palavra da ficha).

    Se ele selecionar “ficha de cor” deve falar o nome das cores das palavras que irá sortear.   

    Se concluir o desafio com êxito, o jogador fica com a ficha.

    Ganha o jogo quem chegar a três fichas primeiro.

    É isso! Gostou do jogo? Abaixo tem um vídeo que o explica mais detalhadamente. Espero que contribua 😉

    Um forte abraço.

    ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 24 fichas com palavras;
    • 06 fichas cor;
    • 06 fichas leitura;
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    Para você imprimir, montar e jogar.

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  • Acerte o Tamanho

    Acerte o Tamanho

    O-lá!

    O jogo que eu trouxe hoje é bacana para estimular o pensamento lógico das crianças. E o melhor: está gratuito!!! Uhuuu!!! Eu sei que você ficou feliz!

    Por que eu sou tão fofa, né?! Também não sei…Rsrs, mas uma coisa eu sei: os jogos lúdicos são verdadeiros desencadeadores de inteligência e este que eu trouxe como sugestão hoje é ideal para instigar a percepção visual das crianças, estimular que elas estabeleçam relações e também contribuir na construção do número.

    É comum ouvirmos que a criança é como uma esponja que absorve tudo que está em seu meio. Em partes isso é verdade, no sentido de que ela capta muito do meio que está inserida, mas é também pertinente dizer que existe algo muito pessoal em como cada uma reage aos estímulos que recebe.

    […] todo jogo pode ser usado para muitas crianças, mas seu efeito sobre a inteligência será sempre pessoal e impossível de ser generalizado. (ANTUNES, 2003, p. 16, grifo do autor).

    Sendo assim, é sempre importante salientar que um jogo pode ser muito bom para uma criança e promover modificações cognitivas, mas para outra criança pode não ter o efeito desejado. Sabendo disso, devemos ficar atentos para compreender e não desanimar jamais! Um outro dia, um outro jogo e assim seguir!

    Vamos ao jogo de hoje?

    Sugestão de uso:

    Coloque uma carta no centro da mesa. As demais cartas dentro de uma sacola.

    É preciso sortear quem vai iniciar a rodada.

    O jogador pega uma carta da sacola.

    Se o peixe for do mesmo tamanho (pequeno ou grande) que a carta deixada sobre a mesa, ele fica com as duas cartas. É importante deixar claro para as crianças que o peixe pode até ser da mesma espécie, mas se o tamanho for diferente, não vale!

    Se for de tamanho diferente, ele devolve a carta para a sacola.

    Ganha o jogo quem conquistar 6 cartas primeiro.

    No vídeo logo abaixo tem o passo a passo de como utilizar este jogo. Acredito que possa contribuir na compreensão.

    Termino este post deixando um forte abraço. Espero que este jogo promova aprendizagem e muitos sorrisos por aí!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003

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    • 12 cartas com figuras (será preciso imprimir 3 cópias);
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    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

  • Som = ou ≠

    Som = ou ≠

    O-lá!

    Em países com língua alfabética pesquisas no campo da consciência fonológica têm sido intensificadas. O motivo é muito simples: nessas línguas, como é o caso do português, a consciência fonológica exerce papel importante no processo de aprendizagem da leitura e da escrita.

    Os educadores que ensinam consciência fonológica descobriram que, fazendo isso, aceleram o crescimento de toda a turma em termos de leitura e de escrita, ao mesmo tempo em que reduzem a incidência de crianças com atraso na leitura. (ADAMS, et al., 2012, p.17)

    Um fato interessante e de que eu gosto muito, é que não se fala em treinamento puro e simples; pelo contrário: a consciência fonológica é geralmente apresentada de maneira lúdica às crianças. Isso é fundamental! Também é pertinente dizer que este trabalho lúdico com os sons pode ser iniciado na pré-escola. Vejam, não se trata de alfabetizar aos quatro, cinco anos, mas, estimular, de maneira lúdica, as crianças a prestarem atenção aos sons. Brincadeiras que envolvam rima, ritmo, escuta de sons, são excelentes para isso! 15 a 20 minutos diários de prática produzirão efeitos benéficos para a construção da escrita.

    O jogo que eu trouxe hoje como sugestão é também instigante porque as crianças são levadas a perceber sons iniciais iguais e diferentes e, além da consciência fonológica, possibilita que as crianças comecem a relacionar os sons iniciais com as letras que aparecem em destaque. Obviamente, se o seu objetivo for somente estimular a consciência fonológica, pode cobrir com alguma etiqueta as palavras para que a criança preste atenção somente ao som.

    Sugestão de uso:

    Coloque as cartas em uma pilha com as figuras voltadas para cima.

    As fichas com símbolos de = e ≠ coloque em uma sacola.

    Cada criança, em sua vez, observa a figura que está no topo da pilha, fala o nome e presta atenção ao som inicial. Depois tira uma ficha com o símbolo da sacola.

    Se for sorteada uma ficha com o símbolo de “=”, a segunda carta da pilha deve ter o mesmo som inicial da primeira carta.

    Se for sorteada uma ficha com o símbolo de “≠”, a segunda carta da pilha deve ter som inicial diferente da primeira carta.

    Se coincidir, o jogador fica com a ficha símbolo.

    Obs. 1: Enfatize os sons iniciais das palavras. Exemplo: /RRRREEEE-GA-DOR/

    Obs. 2: As cartas são embaralhadas a cada partida.

    Ganha o jogo quem conquistar mais fichas-símbolo.

    É isso! Gostou deste jogo? Conte pra mim! 😉

    Ah, logo aqui abaixo eu deixei um vídeo com sugestão de uso deste jogo!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica: em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 24 cartas com figuras;
    • 06 fichas com símbolo de igual;
    • 06 fichas com símbolo de diferente;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

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  • Texto Misterioso

    Texto Misterioso

    O-lá!

    O jogo de hoje traz textos curtos em forma de poema e, também, em cada cartela há duas palavras que estão com as letras fora de ordem. Considero importante salientar que desafios, dentro das possibilidades de resolução de cada fase de desenvolvimento, são importantíssimos para as crianças. O jogo de hoje é mais adequado para crianças que já escrevem alfabeticamente, mas cuja leitura ainda é silabada e precisam que os textos sejam curtos para que não cause um nível de esforço mental tão alto que elas desistam no meio da leitura.

    Inclusive, precisamos alertar que a postura do mediador, seja ele professor, psicopedagogo, ou até mesmo os pais, diante das tentativas de leitura e escrita das crianças deve ser sempre a mais confiante e tranquila possível. Digo isso porque as crianças sentem quando seus erros causam frustração nos mediadores. E isso compromete o seu desenvolvimento porque, afinal, elas querem ser aceitas.

    O que faz com que a criança perceba dificuldades em seu desenvolvimento não são o atraso ou algumas tentativas infrutíferas, mas o fato de não ser bem aceita pelo meio. Para a criança, a não aceitação do seu ritmo pessoal se traduz em uma não aceitação da sua pessoa. (FALK, p. 50, 2010).

    A postura dos adultos influencia diretamente no transcorrer das atividades, por isso é preciso demonstrar confiança na capacidade de desenvolvimento da criança e segurança para que nos momentos de dúvidas e/ou dificuldades ela se sinta tranquila em pedir ajuda.

    O jogo é apropriado para estimular a alfabetização, letramento e pensamento lógico. Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe uma cartela. Lê e tenta descobrir o que está escrito nas palavras que estão com as letras embaralhadas. Após ela dar seu palpite pode pegar a ficha que tem o mesmo número para verificar se o palpite dela estava correto.

    Ah, eu amo tanto jogos assim! E você?

    Abaixo segue um vídeo para contribuir na compreensão da utilização do jogo. Se você utilizá-lo de alguma forma diferente, vou amar saber!

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    FALK, Judit. Abordagem Pikler: educação infantil. São Paulo: Omnisciência, 2010.

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    • 15 cartelas;
    • 15 cartas de gabarito;
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    • Instruções de uso.

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  • Peleja Lógica

    Peleja Lógica

    O-lá!

    Sabemos que estimular a atenção, a percepção, a orientação espacial, a concentração tem grande importância para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Estas habilidades serão fundamentais para o seu bom desempenho em todas as áreas do conhecimento. Quanto mais cedo forem estimuladas, melhor. Obviamente não estou me referindo a estimulá-las a fim de que deem conta de atividades as quais ainda não têm maturidade para compreender, mas, por exemplo, quando mostramos para uma criança de três anos algumas flores e pedimos para ela observar atentamente os detalhes de cada uma delas: formato de pétalas, textura, miolo, cores, perfume, estamos mostrando para ela a possibilidade de colocar as coisas em uma relação, ou seja, verificar semelhanças e diferenças. Isso é estimular o pensamento lógico 😉

    Uma pessoa com desenvolvimento cognitivo bem organizado tem um bom desempenho em atividades intelectuais, mas, sobretudo, consegue encontrar soluções para os seus problemas do dia a dia de maneira mais fácil.

    […]  Se você exercitar a sua capacidade lógica e de raciocínio, o seu cérebro bem treinado vai lhe ser útil não só em operações intelectuais, mas também no dia a dia […].  (LÓGICA, p. 216, 2006).

    Isso precisa acontecer de maneira gradativa, de acordo com o que a criança dá conta e, principalmente, de forma lúdica, pois dependendo de como os assuntos são apresentados, podem gerar aquelas falas: “eu não gosto de matemática”, ou então “pensar é difícil”. Depois de um bloqueio gerado, ou seja, a criança achar que é incapaz de resolver uma determinada atividade, ficará muuuito mais difícil convencê-la do contrário!

    Vamos ao jogo que eu trouxe como indicação hoje?

    Sugestão de uso:

    O jogador precisa escolher uma ficha com um quadrado.

    Depois pega uma cartela com o mesmo número e deverá apontar quais das peças  disponíveis ele acha que formarão o quadrado da ficha. Este é um exercício de comparação feito mentalmente, mas você pode, por exemplo, sugerir que ele conte os quadradinhos.

    Em seguida, o jogador pega as peças iguais às que ele sinalizou que formam o quadrado e tenta montar para verificar se o palpite dele estava correto.

    Se você tiver peças de Lego pode pedir para ele representar a figura em 3D.

    É isso! Simples e maravilhoso este jogo, você não acha?!

    Abaixo tem um vídeo explicando o passo a passo. Espero que contribua.

    Um forte abraço e até a próxima semana.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    LÓGICA, estrutura e memória. In: 101 maneiras de melhorar sua memória. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006.

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    • 12 cartelas;
    • 12 fichas;
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  • Escalando

    Escalando

    O-lá!

    Apesar de eu ter consciência de que não existe pó de pirlimpimpim, ou seja, não há mágica ou até mesmo um método capaz de alfabetizar todas as crianças instantaneamente, tenho a convicção de que nem por isso este caminho precisa ser de sofrimento. E é com o objetivo de tornar o processo de alfabetização mais divertido para o maior número possível de crianças que cada jogo compartilhado neste site é pensado e desenvolvido.

    Na verdade, utilizar jogos lúdicos é uma questão de sensatez. Digo isto porque jogar é do interesse da criança. Sendo assim, podemos aproveitar este “apetite” para proporcionar aprendizado de qualidade. E ainda mais! Estou me referindo, por exemplo, à oportunidade de vivenciar a socialização, de lidar com conquistas e frustrações.

    Para a criança tudo é jogo, mas se quisermos que ela aprenda coisas novas ou reforce conhecimentos, capacidades ou habilidades que já possuía, parece que a única via possível é o jogo. (BATLLORI, 2009, p. 14)

    O jogo que estou propondo hoje tem como objetivo contribuir na alfabetização, no pensamento lógico, na coordenação motora fina, além de outras habilidades já mencionadas nos parágrafos anteriores.

    Sugestão de Uso:
    Para cada jogador pendure em uma parede um barbante de 1m de comprimento. Faça um nó em uma das pontas do barbante e também a cada 30cm, totalizando 4 nós.
    Os jogadores devem pendurar os seus peões na ponta inferior do barbante, ou seja, no primeiro nó.
    Para isso, previamente, fixe cada ficha com imagem de um escalador em um prendedor.
    Coloque as fichas com imagens em uma sacola. Deixe de lado as fichas com dicas.
    É hora de começar o jogo!
    É preciso sortear quem vai iniciar.
    Cada jogador, em sua vez, pega uma ficha da sacola. Escreve o nome da figura. Se acertar, escala até o nó seguinte do barbante.
    Em seguida, ele deve “encaixar” a letra que aparece em destaque na ficha em algum lugar da palavra que ele escreveu para descobrir uma outra palavra.

    Exemplo: Como na carta que aparece a imagem da UVA e se pede para encaixar o L: Luva.

    Caso ele não saiba, pode pedir uma “ajuda” e você entregará a “ficha dica” (ela tem o mesmo número). Se ele descobrir, escala até o próximo nó.
    Ganha o jogo quem chegar ao topo primeiro.

    Veja o vídeo para ter uma melhor compreensão do jogo.

    Observação: Cada jogador poderá estar representando uma equipe e, se precisar, pede ajuda para eles.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009

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    • 16 cartas com figuras;
    • 16 cartas com dicas;
    • 04 cartas com bandeiras;
    • 04 cartas com setas de início;
    • 04 cartas escaladores (peões);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir montar e jogar 😉