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  • Lince Adição e Subtração

    Lince Adição e Subtração

    O-lá!

    Quando pensamos no ensino da matemática para crianças, uma dúvida comum surge: a adição deve ser ensinada antes da subtração? Ou podemos introduzi-las simultaneamente? Para responder a essa questão, é essencial considerar as condições maturacionais e os estudos sobre o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático.

    Pesquisadores como Constance Kamii, baseando-se nas teorias de Piaget, destacam que a construção do conhecimento matemático ocorre a partir da ação da criança sobre o meio. Isso significa que a criança precisa experimentar, manipular e refletir sobre quantidades antes de compreender plenamente as operações matemáticas.

    Nos primeiros anos, as crianças desenvolvem o conceito de número progressivamente, passando por fases importantes, como:

    • Correspondência um a um: relacionar um objeto a outro (exemplo: uma colher para cada prato);
    • Classificação e seriação: identificar semelhanças e ordenar objetos;
    • Cardinalidade: entender que o último número contado representa a quantidade total.

    Após consolidar esses conceitos, a criança está mais preparada para compreender operações matemáticas como a adição e a subtração.

    Adição ou subtração: qual vem primeiro?

    A maioria dos teóricos concorda que a adição deve ser apresentada antes da subtração. Isso ocorre porque a adição está diretamente ligada à ideia de juntar quantidades, um conceito mais concreto e intuitivo para as crianças pequenas. Já a subtração exige um nível maior de abstração, pois envolve a ideia de retirar ou comparar quantidades, o que demanda uma compreensão mais avançada sobre o sistema numérico.

    Algumas abordagens mostram que, dependendo do contexto, a subtração pode ser apresentada como uma operação complementar à adição. No entanto, sua plena compreensão geralmente acontece após a criança já ter familiaridade com a soma.

    Agora, o mais importante é garantir que a criança tenha experiências concretas antes de lidar com os símbolos matemáticos. O uso de jogos, materiais manipuláveis e situações do cotidiano facilita essa construção do conhecimento. Conforme Kamii & Declark (1997, p. 19) destacam:

    Quando as pessoas são encorajadas a pensar, a estudar e expressar sua discordância, elas geralmente chegam à verdade mais rápido do que quando suas opiniões não são valorizadas.

    Isso reforça a importância de permitir que as crianças argumentem, discutam estratégias e aprendam por meio da troca de ideias.

    Uma forma eficaz e divertida de estimular essa vivência concreta com os números é por meio de jogos. O Lince de Adição e Subtração é uma excelente opção para trabalhar a atenção, o pensamento lógico, a percepção visual e a tomada de decisões rápidas. Ah, e um detalhe importante: você pode retirar as fichas de subtração caso a criança ainda precise de mais tempo e vivências com a adição antes de avançar. Essa flexibilidade torna o jogo mais acessível e ajustável conforme a fase de aprendizagem da criança.

    Além disso, ele favorece momentos em que as crianças confrontam respostas e discutem diferentes estratégias de resolução, promovendo o pensamento crítico e a autonomia. Assim, a aprendizagem acontece de forma mais significativa e prazerosa

    Sugestão de uso:
    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as fichas dentro de um saco;
    2. Cada criança, na sua vez, pega uma ficha;
    3. Todas as crianças, ao mesmo tempo, resolvem a operação matemática e, em seguida, procuram o resultado no tabuleiro;
    4. Quem encontrar primeiro fica com a ficha;
    5. Ganha quem conquistar mais fichas.

    Para finalizar, é sempre importante frisar que o mais importante é respeitar o desenvolvimento natural de cada criança. Mais do que seguir uma sequência rígida, é fundamental proporcionar experiências ricas e desafiadoras para que os alunos construam um pensamento matemático sólido e autônomo.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar 😉

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. 13. ed. Campinas: Papirus, 1997.

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    • 48 fichas (24 de adição e 24 de subtração)  ;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

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    Talvez você queira saber:

    1) Existe uma idade ideal para começar a ensinar adição e subtração?

    Não há uma idade exata, mas geralmente a adição é compreendida por volta dos 5 ou 6 anos, quando a criança já tem noção de número e quantidade. A subtração vem depois, pois exige mais abstração. O mais importante é respeitar o ritmo da criança e oferecer experiências concretas antes da abstração.

    2) Crianças que memorizam contas sem compreender os conceitos terão dificuldades no futuro?

    A memorização isolada de contas sem a compreensão dos conceitos pode prejudicar o aprendizado matemático a longo prazo. Isso porque a criança pode ser capaz de repetir resultados sem entender o porquê das operações. Esse tipo de aprendizado mecânico pode gerar dificuldades quando forem introduzidos problemas mais complexos que exigem raciocínio lógico e flexibilidade de pensamento. O ideal é garantir que a criança compreenda os princípios da adição e subtração antes de incentivar a memorização de fatos numéricos. Jogos, atividades concretas e situações do cotidiano ajudam a construir esse entendimento de forma mais significativa.

  • Lar Doce Lar

    Lar Doce Lar

    O-lá

    Escrever corretamente é importante, e não há dúvidas sobre isso, não é mesmo? Mas garantir a ortografia correta não significa apenas decorar regras – é preciso compreender como a escrita funciona, reconhecer seus padrões e usá-la de forma significativa. No processo de alfabetização, a criança está descobrindo como as palavras se formam, experimentando, testando hipóteses e ajustando o que ainda não sabe.

    Salgado (1992, p. 29) apud Zorzi (1998, p. 23) destaca que:

    […] escrever corretamente significa fazer uso consciente e premeditado de nossa língua; o erro não é mais do que o desconhecimento ou a não consciência dessa arbitrariedade convencional e, a partir de um ponto de vista educativo, é o que deve motivar a busca de metodologia mais adequada para garantir a aprendizagem.

    Ou seja, o erro faz parte do aprendizado. Mais do que corrigi-los mecanicamente, precisamos oferecer metodologias que ajudem a criança a compreender a lógica da escrita, para que ela consiga avançar de forma autônoma e confiante. E é muito produtivo partir do simples para o complexo (como em qualquer aprendizagem).

    Pensando nisso, hoje trago como sugestão o jogo Lar Doce Lar. Esse jogo oferece às crianças a oportunidade de desenvolver a escrita de forma lúdica, incentivando a percepção da estrutura das palavras. Vamos ver como jogar?

    Sugestão de Uso:
    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e as fichas dentro de um saco.
    2. Entregue, no mínimo, cinco peões para cada criança.
    3. Na sua vez, cada criança retira uma ficha do saco, lê a sílaba e escolhe uma casinha para levantar, descobrindo a sílaba escondida.
    4. Se conseguir formar uma palavra com as duas sílabas, a criança coloca um dos seus peões em frente à casinha. Isso indica que ela conquistou a casa e ninguém mais pode usá-la.
    5. Ganha o jogo quem conquistar mais casinhas!
    6. Para finalizar, que tal formar frases com as palavras formadas? O Registro é sempre importante para a consolidação da aprendizagem.

    Ao brincar, as crianças experimentam a construção das palavras de maneira ativa, analisam possibilidades e vão compreendendo a estrutura da escrita de forma intuitiva. O jogo funciona como um suporte para que avancem com segurança e desenvolvam maior autonomia no processo de alfabetização.

    Gostou?

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica

    ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

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    • 32 fichas com sílabas;
    • 20 peões (4 cores diferentes);
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    • Instruções de uso.

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    Talvez você queira saber:
    1) Além da formação de palavras, que outras habilidades o jogo estimula nas crianças?

    Pensamento lógico, ao exigir que a criança analise as sílabas disponíveis e encontre combinações possíveis.
    Atenção e concentração, pois é necessário observar as opções do jogo e tomar decisões estratégicas.
    Interação social e colaboração, quando jogado em grupo, promovendo trocas entre as crianças e ajudando no desenvolvimento da oralidade.
    Memória de trabalho, pois, para jogar com estratégia, as crianças precisarão lembrar das sílabas que os colegas abriram nas casinhas, mas não puderam usar.
    Coordenação motora fina, já que podem participar da montagem dos peões. 😉

    2) O uso do jogo em grupo pode favorecer a aprendizagem? Como garantir que todas as crianças participem ativamente?

    Sim! O jogo em grupo favorece a aprendizagem porque permite que as crianças observem diferentes estratégias de pensamento, discutam possibilidades e aprendam umas com as outras. Para garantir que todas participem ativamente, algumas estratégias podem ser adotadas:
    Incentivar a verbalização: antes de colocar o peão na casinha, a criança pode explicar por que escolheu aquela combinação. Se ela teve alguma estratégia, por exemplo, ficou atenta quando um colega não usou a sílaba. Ah, também pode sugerir a formação de uma frase oral utilizando a palavra formada.
    Valorizar o esforço: criar um ambiente positivo, onde os erros são vistos como parte do aprendizado, evita que algumas crianças fiquem desmotivadas.

    3) O jogo pode ser utilizado com crianças que apresentam dificuldades na alfabetização? Como torná-lo mais acessível?

    Sim, pois torna a aprendizagem mais interativa e menos cansativa. Para torná-lo mais acessível, algumas adaptações podem ser feitas:

    Forneça banco de palavras : crie uma lista com algumas palavras que podem ser formadas com as sílabas disponíveis no jogo. Assim, a criança pode tentar formar uma dessas palavras usando as sílabas que sorteou.

    Esse tipo de apoio ajuda a reduzir a frustração e permite que a criança se concentre na estrutura da palavra, tornando a atividade mais acessível e motivadora.

  • Régua das Emoções

    Régua das Emoções

    O-lá!

    Há algumas semanas, em uma caixa de perguntas que abri no Instagram, recebi mensagens de professores compartilhando suas experiências sobre a volta às aulas. Alguns relataram a alegria de reencontrar os alunos e retomar a rotina escolar, enquanto outros expressaram preocupações com desafios no comportamento das crianças. Muitos mencionaram dificuldades como brigas, desentendimentos e dificuldades de convivência. Diante disso, senti que não poderia ignorar essas preocupações. Quis criar algo que, mesmo sendo um recurso simples, pudesse contribuir para o desenvolvimento da inteligência emocional das crianças e ajudar a tornar o ambiente escolar mais acolhedor e harmônico. Quem sabe as escolas possam elaborar um projeto voltado ao desenvolvimento da inteligência emocional das crianças, utilizando este recurso como uma ferramenta de apoio? Hummm… quem sabe?!

    A inteligência emocional é um fator essencial para que as crianças aprendam a lidar com suas emoções e sentimentos, além de se relacionarem melhor com os colegas. Abrindo um “parênteses” aqui porque penso que talvez devesse explicar, mesmo que de forma resumida, a diferença entre emoções e sentimentos. Sim, porque, embora sejam conceitos frequentemente usados como sinônimos, há uma diferença entre eles. E nós, profissionais da educação, também precisamos ter esse conhecimento.

    As emoções são reações imediatas e automáticas do nosso corpo diante de estímulos internos ou externos. Elas são universais e inatas, como a alegria, o medo, a raiva, a tristeza e o nojo. Já os sentimentos são mais complexos e duradouros, pois envolvem interpretação e processamento cognitivo das emoções. Por exemplo, a emoção de medo pode dar origem ao sentimento de insegurança, e a emoção de alegria pode gerar um sentimento de gratidão.

    O recurso que trago hoje, a Régua das Emoções, foca nas emoções primárias, ajudando a criança a reconhecer e expressar aquilo que sentiu ao longo do dia ou da semana. Esse primeiro passo é essencial, pois ao nomear e entender suas emoções, a criança começa a desenvolver habilidades para lidar melhor com seus sentimentos ao longo do tempo.

    Vale lembrar que a abertura ao diálogo e à conversa sobre emoções e sentimentos deve ser conduzida de maneira tranquila e sem julgamentos. Como destaca Celso Antunes (2003, p. 244):

    Os debates devem ser conduzidos de maneira serena e tranquila, desenvolvidos por alguém muito mais disposto a ouvir do que a falar, mas um mediador firme, pronto para tirar a palavra, com doçura, dos mais expansivos e para extrair depoimentos dos mais tímidos.

    O desenvolvimento da inteligência emocional não acontece de forma automática; ele precisa ser estimulado e trabalhado ao longo da vida. Para compreender melhor essa questão, vale destacar que a inteligência emocional é um conceito amplamente estudado por autores como Daniel Goleman (1996), que destaca a importância da identificação, compreensão e regulação das emoções para o desenvolvimento social e acadêmico das crianças. Goleman argumenta que a inteligência emocional pode ser mais determinante para o sucesso na vida do que o próprio QI, pois influencia a forma como nos relacionamos e tomamos decisões.

    Dessa forma, o uso de ferramentas como a Régua das Emoções está alinhado com pesquisas que demonstram que crianças que aprendem a nomear e compreender suas emoções desenvolvem maior equilíbrio emocional, maior capacidade de enfrentar desafios e melhores relações interpessoais.

    Ah! Estava quase esquecendo… Rsrs! O arquivo PDF com a Régua das Emoções está disponível gratuitamente para download. Gostou?

    Sugestão de Uso:
    1. A criança deve mover o sol ao longo da linha do tempo e posicioná-lo na emoção que melhor representa como foi seu dia ou semana;
    2. Após escolher a emoção, a criança recebe um “Emotag” correspondente;
    3. Ela pode colar o “Emotag” no caderno e escrever ou desenhar sobre o que a fez sentir aquela emoção;
    4. Se desejar, a criança pode compartilhar com os colegas o motivo de sua escolha, estimulando a conversa sobre emoções.
    Variações:

    ✔ Criar um Diário das Emoções para acompanhar os sentimentos ao longo da semana;
    ✔ Montar um Mural das Emoções na sala de aula;
    ✔ Usar os Emotags para iniciar rodas de conversa sobre sentimentos e empatia;
    ✔ Propor brincadeiras como adivinhar a emoção através de gestos e expressões.

    Esse recurso pode ser um ponto de partida para conversas sobre emoções, ajudando as crianças a reconhecerem e nomearem o que sentem. Ele pode ser utilizado em sala de aula, no consultório ou em casa, sempre respeitando o ritmo e a experiência de cada criança.

    É isso! Espero que seja útil e contribua para um ambiente mais acolhedor e reflexivo.
    Um abraço e até mais!

    Referências Bibliográficas:

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
    GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 1996.

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    • Fichas com emotags;
    • Instruções de Uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) A partir de que idade as crianças conseguem utilizar a Régua das Emoções?

    A capacidade de reconhecer e nomear emoções varia de criança para criança, mas, de maneira geral, por volta dos 4 a 5 anos elas já conseguem começar a identificar emoções básicas e associá-las a eventos do dia a dia. Nessa idade, muitas ainda precisarão do apoio de um adulto para ajudá-las a verbalizar e contextualizar as emoções.

    2) Quais são as melhores formas de incentivar a criança a falar sobre suas emoções sem forçá-la?

    É fundamental criar um ambiente seguro e acolhedor para que a criança se sinta confortável ao falar sobre suas emoções. Algumas estratégias incluem:

    • Dê o exemplo: Crianças aprendem observando. Falar sobre suas próprias emoções de maneira natural. Exemplo: “Hoje eu fiquei um pouco frustrado porque o trânsito estava ruim, mas depois passou!”,  pode incentivar a criança a fazer o mesmo.
    • Use perguntas abertas: Exemplo: “O que aconteceu hoje que te fez sentir assim?” Isso evita que a criança se sinta pressionada a dar uma resposta imediata.
    • Respeite o tempo da criança: Algumas crianças podem não querer falar sobre seus sentimentos no momento. E tudo bem! O importante é que saibam que têm espaço para isso quando se sentirem prontas.
    • Brinque: Jogos como a Régua das Emoções tornam esse processo mais natural e leve. A criança pode expressar seus sentimentos através do jogo, do desenho ou de histórias, sem precisar se expor diretamente.
    • Evite julgamentos: Se a criança disser que se sentiu com raiva ou medo, evite frases como “Isso não é motivo para ficar assim”. Em vez disso, acolha e ajude-a a entender melhor o que sentiu: “Entendo que isso tenha te deixado irritado. O que poderíamos fazer para você se sentir melhor?”

     

  • Caldo de Palavras

    Caldo de Palavras

    O-lá!

    No processo de alfabetização, ampliar o vocabulário das crianças é fundamental para garantir um repertório rico e variado. Quanto mais palavras a criança conhece, mais fácil será compreender textos, interpretar informações e construir sentido na leitura.

    Segundo Stanislas Dehaene e colaboradores (2022, p. 119):

    […] a apresentação de uma nova palavra em muitos contextos, tanto na recepção quanto na produção, permite refinar o significado muito antes de ler a definição em um dicionário. […]

    Isso significa que aprender palavras novas vai além da simples memorização. É essencial que a criança tenha contato com essas palavras em diferentes situações para que seu significado seja construído de forma sólida e natural.

    Uma ótima forma de enriquecer o vocabulário é trazer a aprendizagem para o concreto, usando temas do dia a dia para despertar a curiosidade das crianças. E que tal aprender brincando?

    Pensando nisso, trouxe como sugestão o jogo “Caldo de Palavras“! Nele, as crianças precisam desembaralhar sílabas para formar palavras — todas relacionadas a nomes de alimentos. Além de estimular a leitura e a escrita, o jogo pode incentivar a pesquisa e a descoberta de novos ingredientes.

    Durante a brincadeira, as crianças podem conversar sobre os alimentos que já conhecem, buscar informações sobre aqueles que nunca ouviram falar e até relacionar os nomes com o que já experimentaram. Essa conexão entre linguagem e experiência prática facilita a aprendizagem e torna o processo muito mais significativo.

    Aprender novas palavras fica muito mais divertido quando há significado envolvido! 😊

    Bora ver tudo explicadinho?

    Sugestão de Uso:
    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa e distribua massinha de modelar para as crianças (cada uma com uma cor diferente)..
    2. As cartas devem ser embaralhadas e colocadas dentro de um saco.
    3. Na sua vez, cada criança retira uma carta do saco. Todas, ao mesmo tempo, tentam formar um nome de um alimento usando as sílabas disponíveis na carta. Dica: Cada cor indica um nome possível.
    4. A criança que conseguir formar corretamente a palavra coloca uma bolinha de massinha no tabuleiro, representando um ingrediente adicionado à panela.
    5. Quem tiver mais bolinhas no tabuleiro vence!
    Quer ampliar o desafio?

    Coloque uma sineta no centro da mesa. Quem formar primeiro uma palavra bate na sineta!

    É isso! Gostou do jogo? E se eu disser que o PDF dele está gratuito, hein? Ah, agora você amou, né?… Rsrs!

    Referência Bibliográfica:

    Dehaene, Stanislas et al. Métodos de ensino e manuais para aprender a ler: como escolher? In: SARGIANI, Renan et al. Alfabetização baseada em evidências. Porto Alegre: Penso, 2022.

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    • 24 cartas;
    • 01 tabuleiro;
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    • Instruções de Uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) Como explorar as palavras do jogo de forma interdisciplinar, conectando-as a outras áreas do conhecimento?

    Em Ciências, os alunos podem pesquisar sobre os valores nutricionais dos alimentos. Em Matemática, podem contar quantas sílabas têm as palavras ou fazer classificações por grupos, como frutas e legumes. Em Arte, podem desenhar os alimentos ou criar colagens. Isso amplia o aprendizado e torna as palavras mais significativas.

    2) De que maneira esse tipo de atividade pode ajudar crianças com dificuldades na alfabetização?

    Atividades lúdicas como esse jogo tornam o aprendizado mais acessível e menos cansativo para crianças com dificuldades. A massinha e o tabuleiro tornam o processo mais interativo. Além disso, como a atividade pode ser feita em grupo, as crianças se apoiam mutuamente, o que fortalece a aprendizagem sem criar um ambiente de pressão.

    3) O jogo pode ser usado como um recurso para estimular a oralidade das crianças? Como isso pode ser feito?

    Sim! Além de formar palavras, as crianças podem ser incentivadas a falar sobre os alimentos que encontraram no jogo. O professor pode pedir que expliquem onde já viram aquele alimento, como ele pode ser preparado ou se já o experimentaram. Também podem compartilhar se gostam ou não e o motivo, promovendo trocas de experiências e ampliando a conversação de forma natural.

  • Decodifique e Calcule

    Decodifique e Calcule

    O-lá!

    A adição é uma das primeiras operações matemáticas que as crianças aprendem e está diretamente relacionada à construção do pensamento lógico e ao desenvolvimento do raciocínio matemático. Mas como podemos introduzir essa habilidade de forma significativa e engajadora?

    Antes mesmo de apresentar os símbolos matemáticos, é essencial permitir que as crianças explorem materiais concretos e situações do cotidiano que envolvam a soma de elementos. Blocos, tampinhas, palitos e fichas são excelentes recursos para ilustrar a soma de quantidades. Ao manipular e visualizar a união de conjuntos, a criança constrói uma compreensão mais intuitiva antes de passar para a representação numérica.

    Bigode e Frant (2011, p. 33) destacam a importância desse processo exploratório:

    […] se observarmos as crianças explorando materiais e enfrentando problemas, veremos que elas são capazes de desenvolver estratégias diversas e não convencionais para resolver aqueles problemas de natureza aditiva, algumas bastante engenhosas.

    Isso significa que, em vez de ensinar apenas um método fixo, devemos incentivar a criatividade e a experimentação das crianças, permitindo que elas descubram diferentes formas de resolver problemas aditivos.

    Após explorar a adição de maneira concreta e visual, as crianças podem começar a registrar suas descobertas com números, consolidando a aprendizagem.

    Minha proposta de hoje é o jogo “Decodifique e Calcule”, que contribui não apenas para o desenvolvimento da habilidade de adição, mas também para a atenção e o pensamento lógico. Além disso, esse jogo estimula a autonomia na busca por informações e na realização de cálculos.

    Sugestão de Uso:
    1. Apresente a tabela para a criança. Deixe que ela explore os símbolos, seus nomes, cores e os números correspondentes a cada um.
    2. Introduza uma página do “Decodifique e Calcule”. A criança precisará substituir os símbolos por seus respectivos números, recorrendo à tabela como apoio.
    3. Após identificar os números, a criança faz as somas e registra os resultados.
    4. Para conferir as respostas, a criança levanta o papel que cobre o resultado.
    Quer ampliar o desafio?

    Acrescente uma sineta! A criança que terminar primeiro o cálculo bate na sineta e marca um ponto. Ganha quem conquistar mais pontos ao longo da atividade.

    Por fim, é importante estarmos cientes que cada criança desenvolve a compreensão da adição no seu próprio ritmo. Algumas rapidamente percebem padrões, enquanto outras precisam de mais experiências concretas antes de se sentirem confortáveis com os números. O papel do educador é observar, interagir e valorizar as estratégias utilizadas pela criança, garantindo que ela construa seu conhecimento de forma autônoma e significativa.

    Gostou do que viu por aqui? Amo saber se estou contribuindo! Esse retorno dá sentido ao meu trabalho. 💛

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica

    BIGODE, Antonio J.L; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 32 desafios;
    • 01 tabela;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) Qual a idade ideal para começar a ensinar adição para uma criança?

    Não há uma idade exata para iniciar o ensino da adição, pois o desenvolvimento matemático acontece de forma gradual e varia de criança para criança. No entanto, por volta dos 4 ou 5 anos, as crianças já começam a demonstrar interesse e capacidade para compreender relações numéricas simples, como juntar quantidades.

    Atividades como contar brinquedos, dividir lanches e brincar de agrupar objetos são formas naturais de introduzir a ideia de soma antes da formalização do conceito matemático.

    O jogo “Decodifique e Calcule”, sugiro por volta dos 5/6 anos.

    2) Por que é importante introduzir a adição com materiais concretos antes de apresentar os símbolos matemáticos?

    A aprendizagem matemática começa no concreto e se desenvolve gradualmente até alcançar o pensamento abstrato. Quando as crianças manipulam objetos para resolver problemas aditivos, elas conseguem visualizar e compreender o que significa “juntar” quantidades antes de lidar com números e símbolos.

    O uso de materiais concretos, como blocos, tampinhas, palitos e fichas, possibilita que a criança estabeleça conexões entre a experiência sensorial e a representação numérica. Isso evita que a adição seja apenas uma regra mecânica e ajuda na construção do pensamento lógico.

    Além disso, permitir que a criança descubra estratégias próprias ao manipular materiais estimula a autonomia e a flexibilidade cognitiva, tornando o aprendizado mais significativo e duradouro.

    3) O jogo “Decodifique e Calcule” pode ser usado com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem em matemática, como discalculia? Como adaptar?

    Sim, o jogo pode ser utilizado com crianças que apresentam discalculia ou outras dificuldades matemáticas, desde que sejam feitas algumas adaptações para tornar a aprendizagem mais acessível e eficaz. Algumas estratégias incluem:

    • Comece com desafios mais fáceis: Introduza atividades mais simples e aumente a dificuldade progressivamente. O uso de materiais concretos, como material dourado ou palitos de picolé, pode ser um apoio importante no início da aprendizagem.
    • Tempo maior para resolução: Crianças com dificuldades precisam de mais tempo para processar informações, então evite a pressão por velocidade nas primeiras etapas do jogo.
    • Intervenção verbal: Estimule a criança a verbalizar os passos do cálculo, explicando seu raciocínio. Isso pode fortalecer sua compreensão do processo aditivo e ajudá-la a organizar o pensamento matemático.
  • Dominó Troca Letra

    Dominó Troca Letra

    O-lá!

    No processo de alfabetização, a leitura fluente não surge de forma automática. Na verdade, a criança percorre um longo caminho até alcançar essa habilidade. Uma das etapas essenciais desse percurso é compreender que as palavras são compostas por unidades menores de som, os fonemas, e que pequenas alterações nesses sons podem gerar palavras completamente diferentes.

    É importante salientar que esse entendimento não acontece ao aprender o nome das letras. Saber que a letra F se chama “efe” ou que a letra V se chama “vê” não faz com que a criança consiga ler. O que realmente importa é que ela compreenda os fonemas, ou seja, os sons que as letras representam.

    Stanislas Dehaene (2018, p. 218) explica isso da seguinte forma:

    O que reunimos no curso da leitura não são os nomes das letras, mas os fonemas que elas representam – as unidades da fala abstratas e escondidas que a criança deve descobrir.

    Quando a criança percebe que pode manipular os sons, trocando, retirando ou acrescentando fonemas para formar novas palavras, ela ganha autonomia na leitura e na escrita. Mas essa habilidade não se desenvolve espontaneamente. Atividades estruturadas são fundamentais para fortalecer essa competência e tornar o aprendizado mais eficiente e prazeroso.

    Sabe, não dá para ficar esperando que a criança “adivinhe” isso. Vamos poupar um bom tempo dela se explicitarmos esse conhecimento!

    Pensando nisso, desenvolvi o jogo Dominó Troca Letra, que propõe uma abordagem lúdica para estimular essa habilidade essencial.

    Sugestão de Uso:
    1. Distribua as peças igualmente entre os jogadores;
    2. Se sobrar alguma peça, reserve para uma eventual “compra”;
    3. Sorteiem quem começará colocando a primeira peça no centro da mesa;
    4. Cada jogador, em sua vez, deve colocar uma peça que seja o complemento de um dos lados do dominó. Por exemplo, uma peça pode apresentar a palavra “faca”, mas com o F sublinhado, sugerindo que seja substituído por V. A criança, então, precisa encontrar a peça que tenha a imagem de uma vaca.
    5. Vence quem primeiro ficar sem nenhuma peça.
    Por que jogar?

    Esse jogo auxilia no reconhecimento e na manipulação dos fonemas de forma intuitiva e divertida. Ao brincar, a criança percebe os padrões da escrita, fortalece a relação fonema x grafema e sua consciência fonêmica.

    Gostou? Então vale a pena experimentar essa ideia e explorar os sons das palavras com as crianças!

    É isso! Um abraço, e até mais!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2018.

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    Talvez você queira saber:

    1) Para qual faixa etária o jogo “Dominó Troca Letra” é mais indicado?

    É mais indicado para crianças em fase de alfabetização, geralmente entre 5 e 8 anos, período em que estão desenvolvendo a consciência fonêmica e aprendendo a relação entre fonemas e grafemas. No entanto, o jogo pode ser utilizado com crianças que ainda apresentam dificuldades na leitura e escrita, independentemente da idade, pois a habilidade de manipular fonemas é essencial para o avanço na alfabetização. Ele também pode ser um recurso útil para educação inclusiva, ajudando alunos com dificuldades específicas, como dislexia, a compreender melhor as estruturas sonoras das palavras.

    2) Além da alfabetização, o jogo trabalha outras habilidades?

    Sim! Embora o foco principal do jogo “Dominó Troca Letra” seja contribuir no desenvolvimento da alfabetização, ele também estimula várias outras habilidades essenciais para qualquer aprendizado. Entre elas:

    • Atenção e Concentração – A criança precisa focar nas palavras e imagens para encontrar as correspondências corretas, fortalecendo a atenção seletiva e a concentração durante a atividade.
    • Memória de Trabalho – Ao manipular os sons e formar novas palavras, a criança ativa a memória de curto prazo, que é essencial para processar informações e realizar conexões entre sons e grafias.
    • Pensamento Lógico e Estratégia – Como o jogo segue uma dinâmica de dominó, os jogadores precisam planejar seus movimentos e decidir qual peça usar para dar continuidade ao jogo, desenvolvendo pensamento lógico e estratégias de jogo.
    • Discriminação Auditiva – O jogo exige que a criança perceba pequenas diferenças entre os sons das palavras (por exemplo, “faca” e “vaca”), aprimorando a habilidade de distinguir fonemas semelhantes, algo essencial para a leitura e escrita precisa.
    • Habilidades Sociais e Trabalho em Equipe – Se jogado em duplas ou grupos, a criança aprende a respeitar turnos, seguir regras e interagir com colegas, desenvolvendo a comunicação e habilidades sociais importantes para o ambiente escolar.
  • Frases Fatiadas

    Frases Fatiadas

    O-lá!

    Aprender a ler e a escrever é uma jornada única para cada criança, mas para algumas, esse caminho pode ser repleto de muitos obstáculos. Quem enfrenta dificuldades de aprendizagem passa por desafios intensos e muitas vezes invisíveis. Sofrem os pais, que muitas vezes não sabem como ajudar. Sofrem os professores, que desejam fazer a diferença, mas nem sempre encontram recursos ou estratégias eficazes. E, acima de tudo, sofre a criança, que, ao não conseguir atender às expectativas dos adultos, pode se sentir incapaz ou desmotivada. Esse sofrimento, embora real, pode ser minimizado com acolhimento, paciência e intervenções adequadas.

    E acima de tudo, é essencial lembrar: desanimar não é uma opção, assim como também não basta apenas esperar que as dificuldades se resolvam sozinhas. É preciso agir, buscar conhecimento e aplicar estratégias que tornem essa caminhada menos dolorosa e mais significativa.

    Stanislas Dehaene (2012, p. 250), em sua obra, nos lembra da incrível plasticidade do cérebro durante o processo de aprendizagem:

    Cada dia passado na escola modifica um número vertiginoso de sinapses. Preferências balançam, estratégias novas emergem, automatismos se estabelecem, redes novas se falam.

    Esse é um lembrete poderoso de que a aprendizagem, mesmo diante de desafios, é sempre um processo dinâmico e transformador. Mesmo os pequenos avanços, que às vezes passam despercebidos, representam mudanças no cérebro da criança.

    Entre as habilidades essenciais para a alfabetização, a consciência sintática desempenha um papel fundamental. Trata-se da capacidade de compreender e manipular a estrutura das frases, reconhecendo como as palavras se organizam para formar sentenças com sentido. Isso permite que a criança:

    • Identifique erros e faça correções;
    • Reorganize palavras para formar frases coerentes;
    • Compreenda nuances de significado dentro dos textos.

    Para estimular essa habilidade de forma interativa é que o jogo Frases Fatiadas foi desenvolvido! Ele ajuda a fortalecer a construção de frases e a compreensão textual, além de estimular o pensamento lógico e a coordenação motora fina. Pequenos avanços na consciência sintática podem fazer uma grande diferença no desenvolvimento da leitura e da escrita. Vamos ver como utilizar? 🙂

    Sugestão de Uso:
    1. Comece deixando a criança escolher uma carta com uma imagem.
    2. Após, entregue para a criança uma ficha que tem o mesmo número. Essa ficha contém uma frase relacionada à imagem escolhida, mas as palavras estão embaralhadas.
    3. Peça à criança que recorte as palavras da ficha e, em seguida, organize-as para formar uma frase coerente.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar 🙂

    Espero que pais, professores e crianças possam enxergar nesse processo não um fardo, mas uma oportunidade de crescimento compartilhado. Afinal, cada pequeno passo dado nessa jornada é uma vitória que merece ser celebrada.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.


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    • 24 cartas com imagens;
    • 24 fichas com palavras (frases embaralhas);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir e montar e jogar.

    Talvez você queira saber

    1) O “Frases Fatiadas” pode ser útil para crianças com transtornos de aprendizagem, como dislexia? 

    Sim! O Frases Fatiadas é um excelente recurso para crianças com dislexia e outras dificuldades de aprendizagem, pois trabalha a leitura e a escrita de forma lúdica e estruturada. Veja:

    • Redução da sobrecarga cognitiva: A criança manipula fisicamente as palavras, reduzindo a necessidade de manter toda a estrutura da frase na memória de trabalho.
    • Segmentação e reestruturação da frase: Facilita a visualização da organização das palavras e o reconhecimento de padrões sintáticos.
    • Foco na percepção visual e consciência sintática: Como as palavras estão separadas, a criança tem mais tempo para processar cada termo e entender sua posição na frase.
    • Atividade multisensorial: O ato de recortar, manipular e organizar fortalece a aprendizagem por meio do envolvimento motor, visual e cognitivo.

    2) O jogo pode ser associado a práticas de reescrita de textos para aprofundar o aprendizado? Como fazer essa transição?

    Sim! O “Frases Fatiadas” é um ótimo ponto de partida para reescrita e produção textual, ajudando a criança a compreender a estrutura das frases. Algumas formas de fazer essa transição:

    Expansão da frase: Após organizar a frase corretamente, peça para a criança ampliá-la adicionando detalhes.

    Frase original: “Juca já sabe a resposta.”

    Expansão: “Juca levantou a mão porque já sabe a resposta.”

    Reescrita a partir de uma história: Depois de organizar as frases, a criança pode utilizá-las para escrever uma história completa, conectando-as de maneira coerente.

    Atenção! Estudos mostram que escrever à mão contribui para a internalização dos conteúdos. Portanto, incentivar a criança a reescrever as frases pode ser um passo importante para consolidar o aprendizado.

  • Eu também!

    Eu também!

    O-lá!

    O retorno às aulas é sempre um momento de renovação e oportunidades. Para muitas crianças, é a chance de reencontrar colegas, fazer novos amigos e viver experiências que vão além das lições diárias. No entanto, sabemos que a interação social nem sempre ocorre de forma espontânea. Algumas crianças podem, nestes primeiros dias de aula, sentir-se tímidas, precisando de estímulos para se conectarem com seus pares. É nesse cenário que jogos e brincadeiras assumem um papel fundamental.

    Celso Antunes (1998, p. 244) destaca que:

    Muito mais importante que conhecer jogos e, eventualmente, mobilizar um grupo de alunos para se empenharem em sua execução, é saber usá-los para os propósitos de uma sensibilização emocional.

    Esta reflexão nos lembra que, mais do que ensinar regras ou proporcionar momentos de diversão, os jogos têm o poder de criar laços emocionais, promover empatia e fortalecer o senso de pertencimento.

    Pensando nisso, criei o jogo “Eu Também“, especialmente desenvolvido para facilitar a interação social entre as crianças. A dinâmica do jogo é simples e envolvente, permitindo que os pequenos se conheçam de maneira leve e divertida. Ao compartilhar curiosidades sobre si mesmos e encontrar pontos em comum com os colegas, as crianças constroem vínculos e aprendem a valorizar as diferenças e semelhanças dentro do grupo.

    Brincadeiras como o “Eu Também!” proporcionam um ambiente seguro e acolhedor, onde cada criança pode expressar suas emoções, explorar sua individualidade e descobrir que, apesar de todas as diferenças, sempre há algo que conecta uns aos outros. Essa conexão é essencial para o desenvolvimento da confiança, do respeito mútuo e da cooperação, valores que transcendem o ambiente escolar e acompanham a criança por toda a vida.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:
    1. Organize as crianças sentadas em círculo e coloque as cartas com imagens e textos viradas para baixo em uma pilha no centro. Cada criança, na sua vez, vira uma carta e lê em voz alta;
    2. Todos os participantes que se identificarem com o que está escrito na carta devem marcar com um pequeno clips ou um grampo de roupa na margem inferior da carta;
    3. Quando todas as cartas forem usadas, promova uma conversa em grupo. Nesse momento, as crianças podem compartilhar o que marcaram, explorando o que têm em comum ou o que acharam diferente.

    O objetivo principal desse jogo é incentivar a socialização e criar um ambiente acolhedor onde as crianças possam se conhecer melhor, sem julgamentos ou críticas. No entanto, ele também pode contribuir no processo de alfabetização e letramento.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Vou amar saber!

    Referência Bibliográfica:

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

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    Talvez você queira saber:

    1. Como o jogo “Eu Também!” pode ajudar a promover a interação social entre crianças que têm dificuldades em se conectar com os colegas?

    A dinâmica incentiva a troca de experiências e a identificação com os outros, reduzindo barreiras sociais. Ao compartilhar curiosidades e vivências, as crianças tímidas ou com dificuldades de interação social podem perceber que não estão sozinhas em seus gostos e experiências. Essa descoberta fortalece a confiança e facilita a criação de vínculos. Além disso, o clima lúdico do jogo reduz a ansiedade, permitindo que todas as crianças se sintam mais confortáveis para participar.

    2. É possível adaptar o jogo para incluir crianças com necessidades educacionais especiais? Se sim, como?

    Sim, o jogo “Eu Também” pode ser adaptado para incluir crianças com diferentes necessidades educacionais. Algumas adaptações possíveis incluem:

    • Para crianças com dificuldades de leitura: O adulto pode ler as cartas junto com a criança em voz alta e ajudar na compreensão do texto.
    • Para crianças com limitações motoras: Substituir marcadores menores, como clips, por opções mais fáceis de manusear, como fichas maiores ou adesivos.

    O importante é garantir que todos os participantes se sintam incluídos e valorizados na dinâmica.

    3. O jogo pode ser utilizado em turmas maiores, ou é mais adequado para grupos menores?

    Embora o jogo tenha sido pensado para grupos menores, ele pode ser adaptado para turmas maiores com algumas estratégias:

    • Dividir a turma em pequenos grupos, onde cada grupo joga separadamente, garantindo maior interação e participação individual.
    • Realizar uma versão coletiva, onde as crianças marquem suas respostas no caderno, compartilhando os resultados em um momento de discussão em grupo.

     

  • Cápsula do Tempo da Escrita

    Cápsula do Tempo da Escrita

    O-lá!

    A volta às aulas é um momento especial, cheio de expectativas e oportunidades para novas descobertas. Para as crianças em processo de alfabetização, esse início de ano letivo ganha um significado ainda maior. Nessa etapa, é essencial que os professores identifiquem a hipótese de escrita em que cada criança se encontra. Essa avaliação diagnóstica inicial orienta a escolha de atividades, jogos e brincadeiras, garantindo que os planejamentos atendam às reais necessidades de aprendizagem dos alunos.

    Como explica Magda Soares (2022, p. 57, grifo do autor):

    Diagnosticar o nível de compreensão da escrita em que se encontram as crianças tem, para a ação educativa de alfabetizar em situação escolar, objetivos pedagógicos: a partir desse diagnóstico, podem ser definidos procedimentos de mediação pedagógica que estimulem e orientem as crianças a progredir, a avançar de um nível ao seguinte, atuando, nas palavras de Vygotsky, sobre a zona de desenvolvimento potencial.

    Mas quem disse que uma avaliação precisa ser algo formal e monótono? Incorporar elementos lúdicos e criativos torna essa atividade mais envolvente e significativa para as crianças. Pensando nisso, desenvolvi uma estratégia que une diagnóstico e diversão: a Cápsula do Tempo da Escrita.

    Sugestão de Uso:

    Comece explicando à criança que esta atividade é uma oportunidade para ela mostrar o que já sabe sobre a escrita. Deixe claro que não há certo ou errado; o objetivo é apenas registrar o que ela conhece no momento.

    1. Identificação inicial: Peça para a criança escrever a data, seu nome e o ano que está frequentando no espaço indicado no alto da página.
    2. Reconhecimento das letras: Apresente as letras, uma por uma, e pergunte o nome de cada uma. Circule as letras que a criança identificar corretamente. Você também pode perguntar qual som cada letra representa. Nesse caso, faça um pequeno traço embaixo das letras que ela souber dizer o som.
    3. Escrita das palavras: Solicite que a criança escreva os nomes dos objetos. Certifique-se de que ela sabe o nome de todos os objetos apresentados nas imagens. Atenção: Caso a criança não saiba o nome de algum objeto, diga-o de forma clara e direta, sem fazer segmentação (separação silábica). A segmentação pode influenciar nos resultados da sondagem. É essencial que a criança realize toda a atividade sem sua interferência para que o diagnóstico reflita fielmente o que ela já sabe.
    4. Frase criativa: Finalize pedindo que a criança escolha um dos objetos e escreva uma frase sobre ele.
    5. Pergunte à criança sobre o que ela escreveu: “O que está escrito aqui?”, “Você pode ler para mim?”. Essas perguntas ajudam a identificar se ela compreende o que escreveu e como associa as letras aos sons.
    6. A cápsula do tempo: Depois de concluída a atividade, coloquem o registro dentro de um recipiente para criar uma cápsula do tempo. Guardem a cápsula em um local seguro e combinem uma data para refazer a atividade. No dia combinado, abram a cápsula e comparem os avanços da criança ao longo do período. Esse momento será especial para celebrar conquistas e reforçar a importância do esforço e do aprendizado.
    Benefícios dessa estratégia:
    1. Diagnóstico inicial lúdico: Permite que o professor observe as hipóteses de escrita de forma natural e sem pressão.
    2. Autonomia e autoestima: Envolver as crianças na atividade dá a elas um senso de protagonismo.
    3. Registro do progresso: Comparar a escrita inicial e final permite visualizar e valorizar os avanços ao longo do ano.

    Iniciar o ano letivo com práticas que respeitem e incentivem a individualidade de cada criança é fundamental. Transformar a sondagem em uma experiência positiva e memorável é um passo importante para construir um ambiente de aprendizagem acolhedor e motivador. Afinal, alfabetizar é mais do que ensinar a ler e escrever; é ajudar cada criança a desbravar o mundo das palavras no seu ritmo, sempre com leveza e estímulo.

    Gostou do que viu por aqui? Eu vou ficar muito feliz se você me contar 🙂

    Ah, quase me esqueci! Para quem tem pouco ou nenhum conhecimento sobre como identificar a hipótese de escrita das crianças, o meu curso “Em Rota para a Alfabetização” pode ser uma ótima ajuda.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2022.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 5 páginas para sondagem da escrita (a atividade é a mesma, mas há imagens de objetos diferentes em cada página);
    • 01 arte para colar em uma lata/pote;
    • Instruções de uso.

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    Talvez você queira saber:

    1) A cápsula do tempo é adequada para todas as idades ou apenas para crianças mais novas?
    A estratégia se adapta bem a diferentes faixas etárias, desde que seja ajustada às habilidades e interesses do grupo.

    2) Essa estratégia da cápsula do tempo pode ser aplicada em outras disciplinas ou contextos?
    Com certeza! Imagine pedir aos alunos que anotem o que já sabem sobre um tema antes da explicação, e depois, ao final da aula, façam um novo registro com o que aprenderam. Comparar os dois momentos é uma excelente forma de promover curiosidade e reflexão sobre o aprendizado, além de reforçar a assimilação do conteúdo.

    3) Preciso realizar a atividade individualmente com cada aluno ou posso realizar simultaneamente com toda a turma?
    Para garantir uma sondagem fiel, o ideal é realizar a atividade individualmente. No entanto, caso isso não seja possível, você pode adaptar a atividade. A parte da escrita dos nomes dos objetos e da frase pode ser feita coletivamente com a turma. Já o reconhecimento das letras do alfabeto pode ser organizado de forma que cada criança seja chamada individualmente para essa etapa. Que tal uma conversa com o coordenador pedagógico da escola? Explicar a necessidade de realizar essa sondagem de forma eficaz e solicitar apoio. Juntos, vocês podem planejar estratégias que facilitem o processo, como a redistribuição temporária da turma ou a ajuda de outro profissional para acompanhar as crianças durante a atividade.

  • Pesca Sílabas

    Pesca Sílabas

    O-lá!

    A alfabetização é um processo complexo que envolve diversas habilidades cognitivas. E entender como lemos e interpretamos palavras é fundamental para apoiar o desenvolvimento das crianças nesse percurso. Conforme explica Stanislas Dehaene (2018), o processo de leitura começa nos olhos, mas é o cérebro que faz o verdadeiro trabalho:

    Desmembrada em milhares de fragmentos pelos neurônios da retina, a cadeia de letras deve ser reconstituída antes de ser reconhecida (Dehaene, 2018, p. 25).

    Em outras palavras: nossos olhos captam as letras, e o cérebro as transforma em algo compreensível.

    Quando olhamos para um texto, nossos olhos se movem em pequenos saltos, chamados “sacadas”, para captar uma palavra ou um trecho de cada vez. Esse movimento permite que a retina capture as letras, mas é o cérebro que as decifra e organiza em palavras e frases com significado.

    Para tornar esse aprendizado mais leve e interessante, especialmente nas primeiras etapas de alfabetização, os jogos educativos desempenham um papel fundamental. Jogos que trabalham o reconhecimento de sílabas, como o “Pesca Sílabas”, são ótimos para ajudar as crianças a se familiarizarem com as sílabas de forma divertida e ainda estimulam a coordenação motora fina. Em minha prática, sempre presenciei avanços significativos a partir do momento em que a criança começava a reconhecer as sílabas.

    Paralelamente, já vi muitos professores com receio de apresentar as sílabas para as crianças. A verdade é que sou contra aquelas práticas enfadonhas de decoreba de “ba, be, bi, bo, bu” ou ainda “B com A dá BA”. Mas sou absolutamente a favor de proporcionar às crianças momentos de alegria com jogos educativos, nos quais as sílabas são apresentadas de maneira lúdica. Dessa forma, elas se envolvem ativamente no processo de aprender a ler, tornando o aprendizado mais motivador e menos exaustivo.

    Vamos ver como utilizar o jogo “Pesca Sílabas”?

    Sugestão de Uso:
    1. Cada jogador, em sua vez, sorteia uma carta com uma figura.
    2. A quantidade de peixinhos embaixo da figura indica o número de sílabas da palavra. Por exemplo, se a carta for “Gato”, aparecem dois peixinhos, pois a palavra “Ga-to” é composta por duas sílabas. O jogador poderá pescar dois peixinhos.
    3. O jogador “pesca” o número de peixes indicado e tenta formar o nome da figura com as sílabas pescadas.
    4. Se acertar: O jogador fica com os peixinhos como prêmio.
    5. Se errar: Os peixinhos devem ser devolvidos, e o próximo jogador tenta pescar novos peixinhos que possam formar o nome da figura.
    6. Ganha quem tiver o maior número de peixinhos.

    É isso! Gostou do jogo e das informações que viu por aqui? Que tal me contar? 😉

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

    Como Jogar

     

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    • 24 cartas com imagens;
    • 40 peixinhos com sílabas;
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    • Instruções de uso.

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

    Após a finalização, o arquivo estará disponível para download acessando ‘Minha Conta’ no canto superior direito da tela, na seção Downloads, e também é enviado para o seu e-mail. Verifique a caixa de SPAM.

    Qualquer dúvida , entre em contato.

    Talvez você queira saber:

    1) Qual é a faixa etária mais adequada para o uso do Pesca Sílabas na alfabetização?

    Sugiro que o jogo seja utilizado a partir dos 5 anos de idade, embora essa seja apenas uma orientação inicial. A adequação depende muito dos conhecimentos prévios e do interesse da criança. O educador deve avaliar se o jogo se alinha ao nível de desenvolvimento e às necessidades do aprendente, ajustando a atividade conforme necessário.

    2) Há sugestões de atividades complementares que possam ser feitas após o jogo para reforçar o aprendizado das sílabas?

    Sim, recomendo atividades que envolvam escrita e manipulação de materiais para consolidar o aprendizado. Por exemplo, a criança pode formar as palavras com massinha de modelar e, em seguida, registrar as palavras com lápis no caderno. A prática da escrita manual é fundamental para a internalização do aprendizado, como diversos estudos apontam.

    3) Se a criança tiver dificuldades com coordenação motora fina e for inviável a pescaria com a varinha, é possível adaptar o jogo para atender essa necessidade?

    Sim, é possível adaptar o jogo para atender a essa necessidade. No entanto, em vez de retirar completamente a varinha, uma alternativa é apoiar a criança no uso dela. Você pode ajudá-la segurando a mão enquanto ela manuseia a varinha, conduzindo-a na pescaria. Com o tempo, é possível observar se a criança desenvolve confiança para pescar de forma independente. Caso ainda seja difícil, a pescaria pode ser feita diretamente com as mãos.