Tag: alfabetização de adolescentes

  • Desenhe o ditado popular

    Desenhe o ditado popular

    Oie!!!

    Começo dizendo que hoje tem arquivo PDF GRÁTIS!!! Uhuuu!!!

    Agora é hora de alegria
    Vamos sorrir e cantar …

    Quem lembra desta música…haha

    No final deste post cliquem em “Grátis” para receber o arquivo. Maaaas, antes me acompanhem neste texto!

    Gente, quem já trabalhou na alfabetização de crianças, jovens e adultos, possivelmente vai concordar comigo que cada faixa etária traz consigo elementos que facilitam a construção da escrita, mas, também, desafios. Por exemplo, é comum as crianças não saberem mensurar o quanto será importante para sua vida aprender a ler e escrever. Já um adolescente (um adulto então?!), certamente já sente na pele o quanto a falta dessa aprendizagem dificulta sua vida. Sendo assim, podemos entender que alfabetizar um adolescente pode ser muito mais fácil. Eis a questão, não é bem assim! Um adolescente, dependendo das experiências anteriores, pode já ter criado resistência, sentimento de incapacidade de aprender. Por isso é imprescindível que o alfabetizador se identifique com o público que irá trabalhar porque encontrará alegrias e desafios em todas as faixas etárias

    Agora, independente do aprendiz, as curiosidades e os interesses dele devem ser levados em consideração para selecionarmos o recurso adequado. Ou seja, é preciso nos aproximarmos do mundo, contexto que vivem.

    Freire, (1996, p. 56) diz:

    “Não podemos interpretar um texto se o lemos sem atenção, sem curiosidade”

    A sugestão de trabalho que eu trouxe hoje pode ser utilizado com todos, mas façam as adaptações que julgarem necessárias.

    Sugestão de uso:

    Podemos começar verificando os conhecimentos que as crianças e adolescentes têm sobre os ditados populares.

    Depois disso, colocar as cartas com ditados populares em uma sacola. Cada um, na sua vez, retira uma carta da sacola, faz a leitura e representa através de um desenho o que está escrito. Ao terminar é importante uma discussão, ou melhor, uma apresentação sobre o que cada um entende pelo ditado popular que sorteou e, de que maneira, podemos aproveitá-lo (ou não!) na nossa vida. Ou seja, que ensinamento nos traz.

    Variação:

    Se a criança ou adolescente estiver em um estágio bem inicial de leitura e escrita vocês podem também:

    1) Ler com ele/ela  passando o dedo sobre cada palavra;

    2) após, falar uma das palavras da carta e pedir para ele/ela sinalizar onde acha que está;

    2.1) dizer para observar como é a escrita da palavra (com que letra começa, com qual termina, …);

    2.2) pedir para escrever a palavra com massinha de modelar ou fichas com letras;

    2.3) depois escrever a palavra novamente, mas agora sem olhar, apenas recorrendo à memória. Quando terminar de escrever pode conferir os acertos na carta;

    2.4) escrever outras palavras que começam com a mesma sílaba da palavra selecionada;

    3) Escrever o ditado popular faltando algumas palavras para ele/ela completar.

    É isso, meus queridos. Vou ficar muito feliz em saber se este post contribuiu de alguma forma.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 32 ed. São Paulo: Cortez, 1996. 

    Clique abaixo no botão escrito GRÁTIS para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 15 cartas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Canudinhos de mensagens

    Canudinhos de mensagens

    Oie!

    Você sabe que, de uma maneira geral, as crianças gostam de surpresas. Então preparei esta atividade que tem motivado a criançada para a leitura e escrita. E seu deu certo por aqui, claro, preciso compartilhar!!! Eu me inspirei no Biscoito da Sorte (aquele da comida chinesa que vem com um bilhete dentro).

    Você vai precisar:

    • um pote;
    • canudinhos;
    • bilhetes com mensagens (Deixei um arquivo em PDF com algumas sugestões na nossa loja. É enviado por e-mail.);
    • bilhetes sem mensagens.

    Como preparar:

    Enrole e coloque os bilhetes dentro dos canudinhos. Deixe uma ponta para fora. Eu colei em cada ponta de bilhete um marcador de página (Post-it) colorido. Esta parte ficou para fora, mas você pode deixar a ponta do próprio bilhete.

    Como utilizar:

    As crianças escolhem um dos canudinhos e puxam o bilhete. Se tiver algo escrito elas deverão ler. Se estiver em branco elas deverão escrever uma mensagem e colocar dentro do canudinho.

    Viu que maneira deliciosa de trabalhar leitura e escrita com nossas crianças?

    Ai, eu amooo tudo isso! E você? Me diga!

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo em PDF com mensagens e o rótulo (lindo!) para colar no pote. É enviado por e-mail e é GRÁTIS!!! o/

  • Atividades para adolescentes: como adaptar propostas de alfabetização

    Atividades para adolescentes: como adaptar propostas de alfabetização

    Olá!

    É muito comum eu receber pedidos de atividades para adolescentes que ainda não estão alfabetizados. E talvez você também já tenha se perguntado: como trabalhar a alfabetização sem fazer com que o adolescente se sinta realizando atividades de criança?

    Ao longo da minha experiência, percebi que esse cuidado faz muita diferença.

    Para começar, precisamos compreender que, assim como a criança, o adolescente também pensa sobre a escrita, formula hipóteses e constrói conhecimentos a partir das experiências que vivencia. O que muda é que precisamos considerar sua idade, seus interesses, sua história e, principalmente, sua maneira de se relacionar com as propostas.

    Por isso, muitas atividades utilizadas na alfabetização de crianças podem continuar sendo úteis, mas precisam ser adaptadas na apresentação e no contexto.

    Como adaptar atividades para adolescentes

    Cuide do ambiente

    A primeira adaptação que faço é reduzir ou até eliminar objetos muito coloridos ou com aparência infantil do espaço. Muitos adolescentes se sentem desconfortáveis quando entram em um ambiente que percebem como “de criança”.

    Isso não significa tornar o espaço sem graça. Significa apenas escolher materiais e elementos visuais que façam mais sentido para aquela faixa etária.

    Adapte o alfabeto móvel

    Em vez das tradicionais letras de EVA colorido, costumo apresentar fichas com letras impressas no computador.

    O objetivo continua sendo o mesmo, mas a apresentação fica mais adequada ao adolescente.

    Substitua a massa de modelar

    A massa de modelar pode ser excelente para trabalhar a construção de letras e palavras. Para adolescentes, porém, uma alternativa que costuma funcionar melhor é utilizar argila ou uma massa de uma única cor.

    A branca, por exemplo, costuma ser bem aceita.

    Evite imagens infantilizadas

    Nas atividades impressas, procuro utilizar imagens, fontes e elementos gráficos que não remetam ao universo infantil.

    A proposta pode ser exatamente a mesma. O que muda é a forma como ela é apresentada.

    Escolha leituras que despertem interesse

    A leitura precisa estar relacionada aos interesses do adolescente.

    Revistas, curiosidades, notícias, textos sobre esportes, música, tecnologia, animais ou outros assuntos de seu interesse podem ser excelentes pontos de partida.

    A revista Mundo Estranho, por exemplo, já foi um material que funcionou muito bem com alguns adolescentes com quem trabalhei.

    Jogos também podem fazer parte desse trabalho

    O fato de estarmos trabalhando com um adolescente não significa que precisamos deixar os jogos de lado. Pelo contrário! Os jogos podem ser excelentes aliados no processo de aprendizagem. O importante é escolher propostas que façam sentido para a idade e evitar materiais com uma apresentação excessivamente infantilizada.

    Um exemplo é o Bingolavras, um bingo de palavras no qual o aprendente precisa reconhecer a palavra correspondente à imagem sorteada e marcá-la em sua cartela.

    O jogo trabalha a leitura de palavras, a atenção e o pensamento lógico, mas tem um diferencial que considero importante para esse público: as imagens são reais e não têm uma aparência infantilizada. Isso faz toda a diferença. Então se o adolescente estiver em processo de alfabetização, começando a ler palavras, este jogo pode contribuir.

    Conheça o Bingolavras

    Quer outro exemplo? O Bingossílabas também é um bingo, mas, neste caso, trabalha com sílabas simples e tem como objetivo estimular a consciência fonológica, com foco na consciência silábica.

    Conheça o Bingossílabas.

    Esses são bons exemplos de como podemos manter o objetivo pedagógico de uma atividade e, ao mesmo tempo, adequar sua apresentação ao adolescente.

    Aproveitando situações do cotidiano

    Aproveite o contexto de trabalho

    Se o adolescente já trabalha, procure conhecer o seu cotidiano profissional.

    Que tarefas ele realiza? Que materiais utiliza? Que palavras aparecem no seu trabalho?

    A partir dessas informações, é possível criar situações de leitura e escrita muito mais significativas.

    Trabalhe com materiais do cotidiano

    Panfletos, notas fiscais, recibos, embalagens, cardápios, etiquetas e outros materiais presentes no dia a dia podem se transformar em excelentes recursos para trabalhar leitura e escrita.

    Uma visita a um comércio também pode ser uma experiência muito interessante: observar placas, localizar produtos, identificar preços e tentar ler palavras presentes naquele ambiente.

    Explore a cidade

    Placas com nomes de bairros, ruas e cidades também podem ser utilizadas nas atividades.

    Outra possibilidade é trabalhar com mapas: procurar nomes de lugares, identificar cidades e ajudá-lo a se localizar.

    Até mesmo um passeio pela cidade pode se transformar em uma situação de aprendizagem.

    Proponha a escrita de um diário

    Escrever sobre o próprio dia, registrar acontecimentos, contar algo que aconteceu ou falar sobre aquilo de que gosta pode ser uma maneira significativa de incentivar a escrita.

    Mais do que pedir simplesmente que o adolescente “escreva uma frase”, a ideia é oferecer um motivo real para escrever.

    Aprendizagem além da alfabetização

    Aposte em experiências

    De maneira geral, propostas que envolvem experiências concretas podem ser muito interessantes.

    Observar uma experiência científica, visitar um laboratório, conhecer um determinado espaço profissional ou participar de uma atividade prática pode despertar curiosidade e criar inúmeras oportunidades para conversar, ler e escrever.

    E uma das minhas principais escolhas: o PEI

    Por fim, talvez esta seja uma das dicas que considero mais importantes: o trabalho com o PEI (Programa de Enriquecimento Instrumental).

    O PEI não é um programa de alfabetização. Seu objetivo é promover experiências que estimulem o adolescente a pensar, analisar, estabelecer relações, comparar, identificar estratégias e buscar soluções para diferentes situações.

    E isso pode contribuir muito para o desenvolvimento de habilidades importantes para a aprendizagem.

    Mais do que adaptar atividades, precisamos adaptar o olhar

    Quando trabalhamos com um adolescente que ainda não está alfabetizado, é importante não olhar apenas para aquilo que ele ainda não consegue fazer.

    Precisamos considerar quem é esse adolescente, quais são seus interesses, quais experiências já possui e como podemos transformar a aprendizagem da leitura e da escrita em algo significativo para ele.

    A alfabetização não precisa acontecer por meio de atividades infantilizadas.

    Ela pode acontecer a partir do mundo real, dos interesses, das experiências e dos desafios que fazem parte da vida do adolescente.

    Espero que, de alguma maneira, minha experiência possa contribuir com o seu trabalho.

    Se você também trabalha com adolescentes que ainda não estão alfabetizados, conte nos comentários: quais atividades ou estratégias costumam funcionar por aí?

    Um forte abraço!