Falar em desenvolvimento integral da criança é reconhecer que aprender vai muito além de letras e números. Envolve também compreender emoções, lidar com frustrações, reconhecer sentimentos em si e nos outros e construir relações saudáveis. Nesse sentido, o estímulo da inteligência emocional desde a infância tem um papel essencial.
Celso Antunes destaca a relevância dos primeiros anos de vida ao afirmar:
Os cinco primeiros anos de vida de um ser humano são fundamentais para o desenvolvimento de suas inteligências. […]
(ANTUNES, 2003, p. 15)
Embora a inteligência emocional, assim como outras competências, possa ser desenvolvida e aprimorada ao longo de toda a vida, é na primeira infância que se constroem bases importantes. É nesse período que a criança começa a nomear emoções, perceber reações corporais, experimentar sentimentos diversos e aprender, pouco a pouco, a expressá-los e regulá-los.
Estimular a inteligência emocional não significa evitar conflitos ou emoções difíceis, mas sim criar espaços seguros para que a criança possa vivenciá-los, compreendê-los e falar sobre eles. Jogos, rodas de conversa, brincadeiras simbólicas e propostas lúdicas são recursos potentes para esse trabalho, pois permitem que a criança se expresse de forma natural e significativa.
Ao favorecer o desenvolvimento emocional, contribuímos também para outras dimensões do desenvolvimento infantil: social, cognitiva e até acadêmica. Crianças que aprendem a reconhecer e respeitar emoções tendem a estabelecer vínculos mais positivos, comunicar-se melhor e enfrentar desafios com mais segurança.
E que tal já começarmos o ano letivo estimulando a inteligência emocional das nossas crianças? O jogo “Disco das Emoções”, que eu trouxe hoje como sugestão, estimula estas habilidades:
Reconhecimento e nomeação das emoções;
Expressão de sentimentos;
Escuta e empatia;
Autorregulação emocional;
Comunicação oral;
Respeito ao sentimento do outro;
Fortalecimento de vínculos sociais.
Gostou? Vamos ver como utilizar?
Sugestão de uso:
A criança gira o disco e sinaliza a emoção que mais representa como está se sentindo naquele dia, abrindo espaço para escuta, troca e fortalecimento dos vínculos no grupo.
Esse momento favorece o reconhecimento das próprias emoções, o respeito ao sentimento do outro e contribui para um retorno às aulas mais leve e acolhedor.
Para finalizar, investir no estímulo da inteligência emocional desde cedo é cuidar da criança como um todo. Mesmo sabendo que sempre há espaço para aprender e evoluir ao longo da vida, oferecer experiências significativas nos primeiros anos é uma forma de fortalecer caminhos importantes para o presente e para o futuro.
Bora começar bem este ano letivo? O arquivo PDF com o “Disco das Emoções” está gratuito. Gostou?
Um abraço, e até o próximo post.
Referência Bibliográfica
ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
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Há algumas semanas, em uma caixa de perguntas que abri no Instagram, recebi mensagens de professores compartilhando suas experiências sobre a volta às aulas. Alguns relataram a alegria de reencontrar os alunos e retomar a rotina escolar, enquanto outros expressaram preocupações com desafios no comportamento das crianças. Muitos mencionaram dificuldades como brigas, desentendimentos e dificuldades de convivência. Diante disso, senti que não poderia ignorar essas preocupações. Quis criar algo que, mesmo sendo um recurso simples, pudesse contribuir para o desenvolvimento da inteligência emocional das crianças e ajudar a tornar o ambiente escolar mais acolhedor e harmônico. Quem sabe as escolas possam elaborar um projeto voltado ao desenvolvimento da inteligência emocional das crianças, utilizando este recurso como uma ferramenta de apoio? Hummm… quem sabe?!
A inteligência emocional é um fator essencial para que as crianças aprendam a lidar com suas emoções e sentimentos, além de se relacionarem melhor com os colegas. Abrindo um “parênteses” aqui porque penso que talvez devesse explicar, mesmo que de forma resumida, a diferença entre emoções e sentimentos. Sim, porque, embora sejam conceitos frequentemente usados como sinônimos, há uma diferença entre eles. E nós, profissionais da educação, também precisamos ter esse conhecimento.
As emoções são reações imediatas e automáticas do nosso corpo diante de estímulos internos ou externos. Elas são universais e inatas, como a alegria, o medo, a raiva, a tristeza e o nojo. Já os sentimentos são mais complexos e duradouros, pois envolvem interpretação e processamento cognitivo das emoções. Por exemplo, a emoção de medo pode dar origem ao sentimento de insegurança, e a emoção de alegria pode gerar um sentimento de gratidão.
O recurso que trago hoje, a Régua das Emoções, foca nas emoções primárias, ajudando a criança a reconhecer e expressar aquilo que sentiu ao longo do dia ou da semana. Esse primeiro passo é essencial, pois ao nomear e entender suas emoções, a criança começa a desenvolver habilidades para lidar melhor com seus sentimentos ao longo do tempo.
Vale lembrar que a abertura ao diálogo e à conversa sobre emoções e sentimentos deve ser conduzida de maneira tranquila e sem julgamentos. Como destaca Celso Antunes (2003, p. 244):
Os debates devem ser conduzidos de maneira serena e tranquila, desenvolvidos por alguém muito mais disposto a ouvir do que a falar, mas um mediador firme, pronto para tirar a palavra, com doçura, dos mais expansivos e para extrair depoimentos dos mais tímidos.
O desenvolvimento da inteligência emocional não acontece de forma automática; ele precisa ser estimulado e trabalhado ao longo da vida. Para compreender melhor essa questão, vale destacar que a inteligência emocional é um conceito amplamente estudado por autores como Daniel Goleman (1996), que destaca a importância da identificação, compreensão e regulação das emoções para o desenvolvimento social e acadêmico das crianças. Goleman argumenta que a inteligência emocional pode ser mais determinante para o sucesso na vida do que o próprio QI, pois influencia a forma como nos relacionamos e tomamos decisões.
Dessa forma, o uso de ferramentas como a Régua das Emoções está alinhado com pesquisas que demonstram que crianças que aprendem a nomear e compreender suas emoções desenvolvem maior equilíbrio emocional, maior capacidade de enfrentar desafios e melhores relações interpessoais.
Ah! Estava quase esquecendo… Rsrs! O arquivo PDF com a Régua das Emoções está disponível gratuitamente para download. Gostou?
Sugestão de Uso:
A criança deve mover o sol ao longo da linha do tempo e posicioná-lo na emoção que melhor representa como foi seu dia ou semana;
Após escolher a emoção, a criança recebe um “Emotag” correspondente;
Ela pode colar o “Emotag” no caderno e escrever ou desenhar sobre o que a fez sentir aquela emoção;
Se desejar, a criança pode compartilhar com os colegas o motivo de sua escolha, estimulando a conversa sobre emoções.
Variações:
✔ Criar um Diário das Emoções para acompanhar os sentimentos ao longo da semana;
✔ Montar um Mural das Emoções na sala de aula;
✔ Usar os Emotags para iniciar rodas de conversa sobre sentimentos e empatia;
✔ Propor brincadeiras como adivinhar a emoção através de gestos e expressões.
Esse recurso pode ser um ponto de partida para conversas sobre emoções, ajudando as crianças a reconhecerem e nomearem o que sentem. Ele pode ser utilizado em sala de aula, no consultório ou em casa, sempre respeitando o ritmo e a experiência de cada criança.
É isso! Espero que seja útil e contribua para um ambiente mais acolhedor e reflexivo.
Um abraço e até mais!
Referências Bibliográficas:
ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 1996.
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1) A partir de que idade as crianças conseguem utilizar a Régua das Emoções?
A capacidade de reconhecer e nomear emoções varia de criança para criança, mas, de maneira geral, por volta dos 4 a 5 anos elas já conseguem começar a identificar emoções básicas e associá-las a eventos do dia a dia. Nessa idade, muitas ainda precisarão do apoio de um adulto para ajudá-las a verbalizar e contextualizar as emoções.
2) Quais são as melhores formas de incentivar a criança a falar sobre suas emoções sem forçá-la?
É fundamental criar um ambiente seguro e acolhedor para que a criança se sinta confortável ao falar sobre suas emoções. Algumas estratégias incluem:
Dê o exemplo: Crianças aprendem observando. Falar sobre suas próprias emoções de maneira natural. Exemplo: “Hoje eu fiquei um pouco frustrado porque o trânsito estava ruim, mas depois passou!”, pode incentivar a criança a fazer o mesmo.
Use perguntas abertas: Exemplo: “O que aconteceu hoje que te fez sentir assim?” Isso evita que a criança se sinta pressionada a dar uma resposta imediata.
Respeite o tempo da criança: Algumas crianças podem não querer falar sobre seus sentimentos no momento. E tudo bem! O importante é que saibam que têm espaço para isso quando se sentirem prontas.
Brinque: Jogos como a Régua das Emoções tornam esse processo mais natural e leve. A criança pode expressar seus sentimentos através do jogo, do desenho ou de histórias, sem precisar se expor diretamente.
Evite julgamentos: Se a criança disser que se sentiu com raiva ou medo, evite frases como “Isso não é motivo para ficar assim”. Em vez disso, acolha e ajude-a a entender melhor o que sentiu: “Entendo que isso tenha te deixado irritado. O que poderíamos fazer para você se sentir melhor?”
O retorno às aulas é sempre um momento de renovação e oportunidades. Para muitas crianças, é a chance de reencontrar colegas, fazer novos amigos e viver experiências que vão além das lições diárias. No entanto, sabemos que a interação social nem sempre ocorre de forma espontânea. Algumas crianças podem, nestes primeiros dias de aula, sentir-se tímidas, precisando de estímulos para se conectarem com seus pares. É nesse cenário que jogos e brincadeiras assumem um papel fundamental.
Celso Antunes (1998, p. 244) destaca que:
Muito mais importante que conhecer jogos e, eventualmente, mobilizar um grupo de alunos para se empenharem em sua execução, é saber usá-los para os propósitos de uma sensibilização emocional.
Esta reflexão nos lembra que, mais do que ensinar regras ou proporcionar momentos de diversão, os jogos têm o poder de criar laços emocionais, promover empatia e fortalecer o senso de pertencimento.
Pensando nisso, criei o jogo “Eu Também“, especialmente desenvolvido para facilitar a interação social entre as crianças. A dinâmica do jogo é simples e envolvente, permitindo que os pequenos se conheçam de maneira leve e divertida. Ao compartilhar curiosidades sobre si mesmos e encontrar pontos em comum com os colegas, as crianças constroem vínculos e aprendem a valorizar as diferenças e semelhanças dentro do grupo.
Brincadeiras como o “Eu Também!” proporcionam um ambiente seguro e acolhedor, onde cada criança pode expressar suas emoções, explorar sua individualidade e descobrir que, apesar de todas as diferenças, sempre há algo que conecta uns aos outros. Essa conexão é essencial para o desenvolvimento da confiança, do respeito mútuo e da cooperação, valores que transcendem o ambiente escolar e acompanham a criança por toda a vida.
Vamos ver como utilizar?
Sugestão de Uso:
Organize as crianças sentadas em círculo e coloque as cartas com imagens e textos viradas para baixo em uma pilha no centro. Cada criança, na sua vez, vira uma carta e lê em voz alta;
Todos os participantes que se identificarem com o que está escrito na carta devem marcar com um pequeno clips ou um grampo de roupa na margem inferior da carta;
Quando todas as cartas forem usadas, promova uma conversa em grupo. Nesse momento, as crianças podem compartilhar o que marcaram, explorando o que têm em comum ou o que acharam diferente.
O objetivo principal desse jogo é incentivar a socialização e criar um ambiente acolhedor onde as crianças possam se conhecer melhor, sem julgamentos ou críticas. No entanto, ele também pode contribuir no processo de alfabetização e letramento.
É isso! Gostou do que viu por aqui? Vou amar saber!
Referência Bibliográfica:
ANTUNES, Celso.Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.
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1. Como o jogo “Eu Também!” pode ajudar a promover a interação social entre crianças que têm dificuldades em se conectar com os colegas?
A dinâmica incentiva a troca de experiências e a identificação com os outros, reduzindo barreiras sociais. Ao compartilhar curiosidades e vivências, as crianças tímidas ou com dificuldades de interação social podem perceber que não estão sozinhas em seus gostos e experiências. Essa descoberta fortalece a confiança e facilita a criação de vínculos. Além disso, o clima lúdico do jogo reduz a ansiedade, permitindo que todas as crianças se sintam mais confortáveis para participar.
2. É possível adaptar o jogo para incluir crianças com necessidades educacionais especiais? Se sim, como?
Sim, o jogo “Eu Também” pode ser adaptado para incluir crianças com diferentes necessidades educacionais. Algumas adaptações possíveis incluem:
Para crianças com dificuldades de leitura: O adulto pode ler as cartas junto com a criança em voz alta e ajudar na compreensão do texto.
Para crianças com limitações motoras: Substituir marcadores menores, como clips, por opções mais fáceis de manusear, como fichas maiores ou adesivos.
O importante é garantir que todos os participantes se sintam incluídos e valorizados na dinâmica.
3. O jogo pode ser utilizado em turmas maiores, ou é mais adequado para grupos menores?
Embora o jogo tenha sido pensado para grupos menores, ele pode ser adaptado para turmas maiores com algumas estratégias:
Dividir a turma em pequenos grupos, onde cada grupo joga separadamente, garantindo maior interação e participação individual.
Realizar uma versão coletiva, onde as crianças marquem suas respostas no caderno, compartilhando os resultados em um momento de discussão em grupo.
Primeiramente, quero iniciar este texto dizendo que o jogo “Carinhas” está gratuitooooo! Um mimo adiantado pelo Dia da Criança e Dia do Professor que comemoramos este mês.
Segundamente…Rsrs! Eu quero falar um pouco sobre desenvolvimento infantil e funções executivas antes de apresentar o jogo para vocês. Então, senta aí, porque o texto ficou longo! Mas, se você está com pressa e só quer o jogo, pode rolar direto até o final que o link está lá!
Agora sim… 1, 2, 3… começando:
O desenvolvimento infantil é um processo dinâmico e multifacetado que abrange diversas áreas, como o físico, emocional, social e cognitivo. Ele é influenciado por uma complexa interação de fatores biológicos, genéticos, ambientais e culturais. Desde o início da vida, as crianças demonstram uma impressionante capacidade de adaptação, respondendo de maneira única aos estímulos ao seu redor. Os fatores genéticos fornecem a base inicial, mas o ambiente em que a criança cresce, incluindo o apoio familiar, a educação e as interações sociais, tem um papel fundamental na forma como esse potencial se expressa. As crianças enfrentam desafios diários, e a maneira como lidam com essas situações varia de acordo com suas experiências e o ambiente em que estão inseridas. Isso destaca a importância de um ambiente que promova seu crescimento saudável, tanto emocional quanto intelectual.
Nesse contexto, é essencial lembrar que:
Toda criança é semelhante a inúmeras outras em alguns aspectos e singularíssima em outros” (ANTUNES, 2003, p. 16).
Ou seja, cada criança é única, e, ao reconhecermos suas individualidades, conseguimos criar estratégias de aprendizado mais eficazes, ajustadas às suas necessidades específicas.
Estimular as funções executivas – como o controle inibitório, a flexibilidade cognitiva e a memória de trabalho, entre outras – é parte deste processo. Essas funções abrangem uma ampla gama de habilidades que ajudam a organizar pensamentos, planejar e tomar decisões, sendo fundamentais não apenas para o sucesso escolar, mas também para a vida cotidiana.
Podemos pensar em ambientes de aprendizagem que promovam essas funções executivas através de jogos e brincadeiras. O aprendizado se torna muito mais eficaz quando a criança participa ativamente e se diverte, garantindo que as habilidades adquiridas sejam incorporadas de forma prática e duradoura.
Hoje, estou disponibilizando gratuitamente o jogo “Carinhas”. Ele é uma ferramenta divertida e envolvente para estimular funções executivas, ajudando as crianças a desenvolverem habilidades como controle de impulsos, atenção e rapidez na tomada de decisões. E tem mais: o “Carinhas” também pode abrir espaço para conversas sobre expressões faciais e emoções. Abaixo, explico tudo em detalhes!
Sugestão de Uso:
Coloque as cartas em uma pilha com as imagens viradas para baixo.
Se possível, disponibilize uma sineta.
Vire a primeira carta da pilha e, antes de continuar o jogo, deixe que as crianças observem e falem sobre as expressões faciais das carinhas. Incentive-as a descrever o que cada carinha representa, como alegria, tristeza, raiva, surpresa, etc. Isso promove uma conversa sobre emoções e estimula a fala.
Peça às crianças que escolham uma das carinhas e a sinalizem com uma seta.
Em seguida, vire a próxima carta. Se houver uma carinha igual à escolhida anteriormente, a criança deve bater na sineta. Quem bater primeiro e acertar fica com a carta.
Se a criança bater na sineta impulsivamente, sem que haja uma carinha igual, o outro jogador fica com a carta.
Ganha quem conquistar mais cartas.
Variação: Encontrar uma carta que não tenha a carinha selecionada.
Você percebeu que podemos explorar o jogo para falar sobre expressões faciais e emoções, não é mesmo? Porém, vamos ver como as funções executivas, que são o foco deste post, são estimuladas neste jogo?
Controle inibitório: O controle inibitório é estimulado quando a criança precisa conter o impulso de bater na sineta imediatamente e esperar o momento certo, ou seja, quando identifica uma carinha igual à anterior. Esse autocontrole é fundamental para evitar ações impulsivas e agir de maneira consciente e pensada.
Memória de trabalho: A memória de trabalho é constantemente utilizada quando a criança precisa recordar qual carinha foi escolhida anteriormente e compará-la com as novas cartas viradas. Esse processo de retenção e comparação ajuda a fortalecer a memória de curto prazo, essencial para a aprendizagem.
Flexibilidade cognitiva: A flexibilidade cognitiva é trabalhada quando a criança precisa mudar rapidamente de estratégia se perceber que agiu impulsivamente e precisa se adaptar. Esse ajuste mental, de avaliar o erro e alterar o comportamento, é uma habilidade chave para lidar com diferentes situações no dia a dia. Além disso, a cada nova carta virada, a criança precisa adaptar sua atenção de uma carinha para outra, descartando as opções que não são relevantes. Isso requer flexibilidade cognitiva, pois ela deve alternar entre diferentes estímulos e ajustar sua estratégia continuamente.
Atenção sustentada: O jogo exige que a criança mantenha a atenção por um período prolongado para identificar corretamente as correspondências entre as carinhas. Manter o foco no jogo ajuda a criança a desenvolver a capacidade de se concentrar em uma tarefa até completá-la.
Atenção seletiva: A criança precisa concentrar-se em uma única carinha entre várias opções e descartar as irrelevantes, exercitando sua capacidade de focar em estímulos específicos e ignorar distrações.
Tomada de decisão: A habilidade de tomada de decisão é ativada quando a criança avalia rapidamente se deve bater na sineta ou esperar a próxima carta. Isso envolve uma análise rápida e a escolha da melhor ação em um curto período, o que fortalece a capacidade de decidir sob pressão.
Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar nos comentários? Eu amo receber feedback!
Um abraço e até a próxima 😊
Referência Bibliográfica:
ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
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23 cartas;
01 seta;
01 embalagem;
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1) Quais adaptações podem ser feitas para que o jogo beneficie crianças com necessidades educacionais especiais, como crianças com TDAH ou autismo?
Para adaptar o jogo “Carinhas” a crianças com TDAH ou autismo, é importante considerar algumas estratégias que ajudem a manter o foco e reduzir a frustração. Para crianças com TDAH, pode-se introduzir pausas curtas durante o jogo, para que elas possam descansar e se reorganizar. Já para crianças com autismo, adaptações podem incluir simplificar as regras, como retirar a necessidade de bater na sineta e focar apenas no reconhecimento de figuras iguais. Instruções claras e repetitivas também ajudam, assim como o uso de reforço positivo a cada conquista, reforçando comportamentos adequados e o controle de impulsos.
2) Qual é a faixa etária mais apropriada para jogar “Carinhas”?
O jogo “Carinhas” é recomendado para crianças a partir de 4 anos, pois nessa idade elas já começam a desenvolver as habilidades necessárias para reconhecer padrões e trabalhar com jogos de memória. No entanto, essa idade é apenas uma sugestão, pois depende muito do desenvolvimento individual de cada criança. Algumas crianças podem estar prontas um pouco antes, enquanto outras podem precisar de mais tempo para desenvolver as habilidades necessárias para jogar. O importante é adaptar o jogo às necessidades e ritmo da criança. Observando o interesse e o nível de concentração, é possível ajustar o número de cartas ou simplificar as regras para garantir que a experiência seja divertida e enriquecedora, independentemente da idade.
3) Como podemos observar e monitorar o progresso das crianças em relação ao desenvolvimento de funções executivas ao longo do tempo com o uso do jogo?
Para monitorar o progresso das crianças no desenvolvimento de funções executivas através do jogo “Carinhas”, é importante observar e anotar comportamentos específicos ao longo de várias sessões de jogo. Uma forma eficaz é criar uma tabela de observação que registre, por exemplo, a frequência com que a criança consegue controlar seus impulsos (não bater na sineta de forma precipitada), sua capacidade de manter a atenção por períodos maiores e sua habilidade em tomar decisões de forma mais rápida e acertada. Além disso, é possível registrar o tempo que a criança leva para completar uma partida e como ela lida com os erros ao longo do jogo. O progresso pode ser monitorado também na forma como a criança ajusta suas estratégias cognitivas, mostrando flexibilidade cognitiva ao mudar táticas de jogo quando necessário. Esses registros podem ser revisados com o passar do tempo, para identificar melhorias em cada habilidade das funções executivas.
Se ficou com outras dúvidas, pode deixar nos comentários que eu terei o maior prazer em responder ou entre em contato!
No mundo atual, onde as distrações tecnológicas são abundantes e o tempo para interações pessoais parece cada vez mais escasso, é importante criar oportunidades para que as crianças possam se expressar.
A comunicação aberta é essencial para que as crianças desenvolvam suas habilidades sociais, emocionais e cognitivas, e uma das maneiras mais eficazes de promover essa comunicação é através dos jogos.
Os jogos oferecem um ambiente seguro e estruturado onde as crianças podem explorar e expressar suas emoções e pensamentos. Através do brincar, elas têm a chance de revelar aspectos de si mesmas que podem não emergir em outros contextos. Essa forma de expressão é vital para o seu desenvolvimento saudável, permitindo que aprendam a lidar com suas emoções, resolvam conflitos e desenvolvam empatia.
Conforme destacado por Maria Lúcia Weiss (2007, p. 73):
Todo profissional que trabalha com crianças sente que é indispensável haver um espaço e tempo para a criança brincar e assim melhor se comunicar, se revelar […].
Esta citação reforça a importância de criar esses momentos de brincadeira, não apenas como um meio de diversão, mas como uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento integral das crianças.
O jogo “Rota das Emoções” pode contribuir para o que foi dito nos parágrafos anteriores. Vamos ver como utilizá-lo?
Sugestão de Uso:
Coloque o tabuleiro sobre uma mesa e as cartas em um saco;
Cada jogador coloca seu peão no início do tabuleiro;
Um dos jogadores pega uma carta do saco, lê e responde como se sentiria diante daquela situação;
Após responder, coloca sua carta dentro do suporte que corresponde à emoção que ele diz ser condizente com a situação descrita na carta. Por exemplo, se ele sentiria “nojo”, deve colocar a carta no suporte escrito “nojo”. E assim por diante;
Depois o jogador deve jogar o dado e avançar com seu peão o número de casas correspondente;
Ganha o jogo quem primeiro chegar com seu peão ao final da trilha.
Observação: O jogo não deve servir para julgamentos. Pode, inclusive, haver um espaço para relatar alguma situação parecida.
Gostou do jogo? Vou amar saber.
Um abraço e até mais!
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
WEISS, Maria Lúcia L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 12. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007.
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40 cartas;
05 peões;
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Em uma era dominada pela tecnologia, onde computadores e celulares mediam grande parte de nossas interações, é essencial buscar formas de estabelecer uma comunicação mais pessoal, aquele olhar nos olhos e a conexão direta com quem está ao nosso lado; especialmente com nossas crianças, seres ainda no princípio do seu desenvolvimento.
Os jogos de tabuleiro e brincadeiras são ferramentas poderosas para promover essa interação humana. Eles criam um ambiente lúdico onde as crianças podem desenvolver habilidades como autoconhecimento, empatia e autorregulação. Embora todos os jogos, em geral, já estimulem várias habilidades, aqueles que incentivam o reconhecimento e a expressão das emoções são especialmente valiosos. Eles ajudam as crianças a identificarem e compreenderem suas próprias emoções e a dos colegas, fortalecendo a comunicação emocional e a empatia.
Celso Antunes (2003, p. 242) afirma:
Os jogos estimuladores da percepção corporal visam alfabetizar a criança para a descoberta progressiva e funcional de seu corpo e para a exploração significativa de suas múltiplas funções.
Um exemplo prático dessa abordagem é o jogo “Risque as Expressões”. Este jogo tem como objetivo estimular as crianças a identificarem diferentes emoções, como alegria, tristeza, surpresa, raiva e medo. Além disso, o jogo pode gerar ricas discussões durante sua execução, permitindo que as crianças compartilhem suas experiências. Essa prática não só reforça o reconhecimento das emoções, mas também desenvolve habilidades de comunicação, essenciais para o desenvolvimento da inteligência intrapessoal e interpessoal.
Vamos ver como jogar?
Sugestão de Uso:
Coloque o tabuleiro no centro de uma mesa e as fichas dentro de uma sacola.
Deixe um espelho à disposição das crianças.
Cada criança, na sua vez, retira uma ficha da sacola. Em frente ao espelho, reproduz a expressão da ficha e, ao mesmo tempo, diz o que acha que aquela expressão pode estar representando: alegria, tristeza, raiva, surpresa, medo.
Depois, procura no tabuleiro uma figura igual, risca e fica com a ficha para si.
Se a criança sortear uma ficha que não tenha nenhuma expressão facial (apenas um círculo), passa a vez.
Ganha o jogo quem conquistar 5 fichas primeiro.
O arquivo PDF deste jogo estará disponível gratuitamente para download em nosso site. Aproveite essa oportunidade para incentivar o desenvolvimento emocional das crianças de forma divertida e educativa!
Gostou do jogo? Conta para mim! Vou adorar saber a sua opinião e experiências! Cada feedback é importante para euzinha aqui continuar criando jogos que possam fazer a diferença na vida das crianças.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
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36 fichas;
01 tabuleiro;
01 embalagem;
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A inteligência emocional é uma faceta crucial do desenvolvimento infantil, influenciando desde a autoconsciência até a empatia. Nesse contexto, é essencial oferecer ferramentas que auxiliem as crianças a reconhecer e interpretar não apenas suas próprias emoções, mas também as dos outros através de sinais muitas vezes não verbais, como a linguagem corporal.
Nosso comportamento diário é profundamente influenciado por nossas emoções, muitas vezes de maneiras que não percebemos conscientemente. A capacidade de identificar essas emoções, tanto em si mesmo quanto nos outros, é um passo fundamental para uma comunicação eficaz e para a formação de relacionamentos saudáveis. É importante cultivar essa habilidade desde cedo, proporcionando às crianças oportunidades de refletir sobre como as emoções dirigem muitas de nossas ações e decisões.
Um aspecto particularmente interessante da comunicação é o quanto expressamos sem dizer uma única palavra.
Se a linguagem verbal parece ser o mais importante meio de comunicação, é porque é o mais consciente, o que domina melhor o nosso eu racional e intelectual. […] Diante do olhar do outro, nosso corpo não para de falar, não deixa de se comunicar. LAPIERRE & LAPIERRE, 2010, p. 107).
Essa citação nos lembra que, frequentemente, o nosso corpo fala antes que consigamos formular pensamentos em palavras.
Neste contexto, atividades lúdicas e jogos educativos desempenham um papel vital. Eles oferecem um ambiente seguro e divertido onde as crianças podem aprender sobre emoções de maneira interativa e reflexiva, longe de serem lições de moral. Através desses jogos, as crianças são encorajadas a observar atentamente, ouvir e participar, aprendendo a reconhecer e respeitar as emoções expressas pelos seus colegas, mesmo que estas não sejam verbalizadas.
Ao introduzir essas práticas em nossas vidas e na educação das crianças, estamos contribuindo para uma geração mais consciente, empática e conectada, capaz de entender e respeitar a complexidade das interações humanas.
Então vamos à explicação do jogo ‘Entre Nós’?
Sugestão de Uso:
Organize as crianças sentadas em círculo e entregue para cada uma delas um crachá com um número.
Após, distribua para cada uma das crianças, uma carta com a imagem virada para baixo.
Coloque uma música. No ritmo da música, as crianças precisam passar a carta que estão segurando para o seu colega à esquerda.
Após alguns instantes, pare a música. A criança, com o número maior e que ainda não leu nenhuma carta, lê em voz alta a situação, observa a expressão da personagem e sinaliza qual emoção ela pode ter sentido.
Em seguida, joga o dado e, se for sorteado “E se fosse comigo”, ela deve dizer como se sentiria naquela situação. Se for sorteado “E se fosse com você”, a criança precisa sugerir um colega para responder como ele se sentiria naquela situação. A carta que foi lida deve ser retirada e a criança deve receber uma nova carta.
O jogo termina quando cada criança leu, pelo menos uma vez, uma das cartas.
Após o término do jogo, facilite uma discussão para que as crianças possam falar sobre o que aprenderam ou como se sentiram durante o jogo.
Observações: Como facilitador, mantenha-se ativo e observador para garantir que todas as crianças estejam participando e seguindo as regras. Isso pode incluir ajudar as crianças a entender suas emoções e a se expressarem de maneira respeitosa e sem julgamentos. Encoraje as crianças a não apenas falar sobre suas próprias experiências, mas também a ouvir e responder às experiências dos outros. Isso pode ajudar a desenvolver a empatia e o respeito mútuo.
Lembre-se, a jornada para desenvolvimento da inteligência emocional é contínua, e quanto mais cedo as crianças começarem a navegar por suas emoções com confiança e curiosidade, melhor equipadas estarão para a vida. Jogos como “Entre Nós” oferecem uma maneira divertida e significativa de apoiar esse desenvolvimento, incentivando a empatia e o autoconhecimento em um ambiente seguro e interativo.
Um forte abraço e até o próximo jogo…Hehe
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LAPIERRE, Andre; LAPIERRE, Anne. O adulto diante da criança de 0 a 3 anos: psicomotricidade relacional e formação da personalidade. Curitiba: UFPR, 2010.
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27 cartas;
05 crachás;
01 dado
01 embalagem;
Instruções de uso.
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