Tag: pensamento lógico

  • Jardim Matemático

    Jardim Matemático

    O-lá!

    Já sabemos que, no processo de aprendizagem da matemática na infância, a construção do número não deve ser reduzida à simples memorização de algarismos ou à repetição mecânica de sequências, não é mesmo? A criança precisa compreender o número como um conceito relacional, ligado à quantidade, à transformação e à composição.

    Constance Kamii e Georgia DeClark, no livro Reinventando a Aritmética (1998), defendem que a criança só pode desenvolver o verdadeiro conceito de número por meio da atividade mental autônoma, e não por imposição externa. Para elas,

    O número é uma criação mental que não pode ser ensinada diretamente, mas construída pela própria criança através da ação.

    Essa construção se dá quando a criança manipula quantidades, experimenta diferentes formas de agrupamento e busca soluções para problemas significativos.

    As autoras também destacam:

    O ensino da aritmética deve permitir que a criança pense, invente, resolva problemas e, com isso, construa suas próprias estruturas lógicas.

    Portanto, precisamos pensar em maneiras criativas para favorecer o desenvolvimento dessas habilidades. Foi pensando nisso que nasceu o Jardim dos Números. Os desafios deste jogo convidam a criança a experimentar, comparar e explicar suas escolhas, o que amplia o pensamento lógico-matemático e fortalece o aprendizado pela via da ação refletida.

    Mais do que um jogo, trata-se de uma experiência colaborativa e simbólica. Não há competição, nem vencedores ou perdedores. O objetivo é comum: preencher os canteiros e, juntos, fazer florescer um jardim. Isso cria um ambiente de troca, escuta e cooperação — aspectos fundamentais na educação infantil.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana. Posicione as cartas em uma pilha, próximas ao totem do Sr. Florêncio.
      Entregue para cada criança algumas fichas com flores e cola (se possível, permita que elas mesmas recortem as flores — essa etapa também é rica em aprendizado).
    2. Em seguida, retire uma carta da pilha, leia o desafio em voz alta e convide as crianças a completarem o canteiro indicado, de acordo com o que foi solicitado.
    3. Ao final da atividade, as crianças podem expor seus trabalhos — e, assim, perceber que cada flor colada é mais do que uma resposta certa ou errada: é parte de um jardim coletivo, que floresce com as escolhas, os gestos e as ideias de cada um.

    💡 Habilidades estimuladas:

    • Correspondência um a um;
    • comparação de quantidades;
    • atenção e classificação de elementos por atributos (cor, tamanho, tipo de flor);
    • criação de estratégias próprias para resolver pequenos problemas;
    • atenção e concentração;
    • compreensão e execução de ações;
    • linguagem oral;
    • e até mesmo o desenvolvimento socioemocional, ao jogar em grupo e respeitar regras.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Um abraço e até o próximo post 🙂

    📚 Referência Bibliográfica:

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. 13. ed. Campinas: Papirus, 1997.

    Arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 26 fichas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 cartela com flores;
    • 01 totem do Sr. Florêncio;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (28/05/2025)

    ❓ Talvez você queira saber:

    1. Como saber se a criança realmente entende o que está contando ou só está repetindo a sequência numérica de forma mecânica?
      Uma criança que repete os números mecanicamente pode contar até 10, por exemplo, mas errar ao distribuir objetos ou pular elementos. Já uma criança que compreende a contagem sabe que cada número representa uma quantidade, usa a correspondência um a um e entende que o último número contado indica “quanto tem”.
      Um bom indicador é observar se, ao pedir para ela contar quantas flores há em um canteiro, ela toca ou aponta para cada uma com intenção e consegue dizer com segurança quantas são ao final — e não apenas cantar a sequência “um, dois, três…” como uma música decorada.
    1. Esse jogo é indicado para qual faixa etária e qual fase do desenvolvimento lógico-matemático?

      O Jardim dos Números foi pensado especialmente para crianças de 4 a 6 anos, que estão na fase de pré-operatório, segundo Piaget, e em processo de construção do conceito de número. Nessa etapa, é essencial trabalhar com situações concretas e significativas, pois a criança ainda não opera com abstrações. No entanto, como sempre gosto de lembrar, a idade é apenas uma referência. Uma criança com idade mais avançada que ainda não construiu esse conceito também pode se beneficiar muito da proposta.

    1. Como os adultos podem acompanhar e enriquecer o jogo, sem interferir demais nas escolhas da criança?
      A função do adulto, seja professor, psicopedagogo ou familiar, é ser um mediador sensível — alguém que observa, estimula e faz boas perguntas, sem dar respostas prontas.
      Por exemplo, ao invés de dizer “você colocou errado, são só quatro flores”, o adulto pode perguntar: “Vamos contar juntos pra ver quantas tem aqui?” ou “Será que dá pra completar esse canteiro de outro jeito?”
      Essa abordagem valoriza o pensamento da criança, respeita o tempo dela e incentiva o desenvolvimento da autonomia e da reflexão.
  • Desafiômetro

    Desafiômetro

    O-lá!

    Quando falamos em aprendizagem, falamos também em ativação e reorganização do cérebro. Isso porque toda nova experiência de aprendizagem envolve a ativação de circuitos neurais — o cérebro entra em ação, conectando diferentes áreas responsáveis por atenção, memória, linguagem, raciocínio, entre outras.

    Mas não para por aí: além de ativar, a aprendizagem também modifica o cérebro. Com o tempo e com a repetição de experiências significativas, o cérebro se reorganiza, formando novas conexões, fortalecendo aquelas que são usadas com frequência e eliminando as que não são mais necessárias. Essa capacidade de adaptação é conhecida como neuroplasticidade — e é ela que torna possível o desenvolvimento contínuo das funções cognitivas ao longo da vida, especialmente na infância.

    As funções cognitivas são os processos mentais que nos permitem perceber, prestar atenção, memorizar, raciocinar, resolver problemas, controlar impulsos, adaptar-nos a situações novas, utilizar a linguagem, entre muitas outras ações que envolvem o pensar, o agir e o aprender.

    Existem diversas funções cognitivas — algumas mais amplas, como percepção e linguagem, e outras mais específicas, como controle inibitório, flexibilidade cognitiva, planejamento ou velocidade de processamento. No jogo Desafiômetro, escolhemos estimular algumas das mais essenciais para o desenvolvimento na infância: atenção, memória, pensamento lógico, flexibilidade cognitiva, controle inibitório e linguagem.

    Essas funções atuam como engrenagens mentais que, quando bem estimuladas, favorecem o desenvolvimento global da criança. Por exemplo:

    • A atenção é o que permite selecionar o que deve ser processado.
    • A memória armazena e recupera informações.
    • O pensamento lógico organiza ideias e busca soluções.
    • A flexibilidade cognitiva ajuda a adaptar-se a novas regras ou caminhos.
    • O controle inibitório permite esperar a vez e resistir a impulsos.
    • A linguagem é a ponte entre o pensamento e a comunicação.

    Quanto mais uma função é ativada, mais forte e eficiente ela tende a se tornar. Ao contrário, quando não estimulada, essa mesma função pode se enfraquecer ou regredir. A ciência já demonstrou que o cérebro humano é altamente plástico e dinâmico. Cada neurônio pode se conectar a milhares de outros, formando verdadeiras redes de aprendizagem. Como destaca Rudimar dos Santos Riesgo (2006, p. 24):

    O uso faz aumentar o número de conexões, enquanto que o desuso faz diminuir a quantidade de botões sinápticos.

    Por isso, jogos como o Desafiômetro cumprem um papel precioso: tornam o aprender um ato leve, prazeroso — e, acima de tudo, ativo.

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Embaralhe as cartas de desafio e deixe-as em uma pilha.
    3. Disponibilize uma miçangas (pode ser bolinhas de massinha de modelar) para as crianças.
    4. Se desejar, utilize uma ampulheta de 30 segundos ou um cronômetro para medir o tempo de resposta.
    5. Na vez de cada criança, você pega uma carta da pilha, lê o desafio e ela precisa cumpri-lo em até 30 segundos.
      A cada desafio cumprido, a criança sobe um nível no Desafiômetro.
    6. Se virar uma carta que tem a figura de um ratinho, passa a vez.
    7. Ganha o jogo quem atingir o topo do Desafiômetro primeiro!

    Gostou do que viu por aqui? Eu amo saber as impressões de vocês.
    Um abraço e até o próximo post! 😊

    Referência Bibliográfica

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Anatomia da aprendizagem. In ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

    Arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 32 fichas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de Uso.

    Para você imprimir, montar e jogar

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (21/05/2025)

    Talvez você queira saber:

    1. Esse jogo é indicado para qual faixa etária?
      O Desafiômetro foi pensado para crianças a partir de 6 anos, mas sua aplicação depende dos conhecimentos prévios e das necessidades de cada criança. Cabe ao profissional que acompanha a criança avaliar se o jogo é adequado e se poderá contribuir de forma significativa para o seu desenvolvimento.
    2. O jogo pode ser usado com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem ou TDAH?
      Sim! O jogo é excelente para estimular funções cognitivas que geralmente demandam mais suporte nesses casos, como atenção, controle inibitório e flexibilidade cognitiva, desde que os desafios sejam adaptados conforme a necessidade da criança.
    3. O jogo trabalha habilidades relacionadas à alfabetização ou apenas funções cognitivas gerais?
      O jogo trabalha principalmente funções cognitivas gerais, mas algumas delas — como atenção, memória e linguagem — dão suporte direto ao processo de alfabetização.
  • Lince Adição e Subtração

    Lince Adição e Subtração

    O-lá!

    Quando pensamos no ensino da matemática para crianças, uma dúvida comum surge: a adição deve ser ensinada antes da subtração? Ou podemos introduzi-las simultaneamente? Para responder a essa questão, é essencial considerar as condições maturacionais e os estudos sobre o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático.

    Pesquisadores como Constance Kamii, baseando-se nas teorias de Piaget, destacam que a construção do conhecimento matemático ocorre a partir da ação da criança sobre o meio. Isso significa que a criança precisa experimentar, manipular e refletir sobre quantidades antes de compreender plenamente as operações matemáticas.

    Nos primeiros anos, as crianças desenvolvem o conceito de número progressivamente, passando por fases importantes, como:

    • Correspondência um a um: relacionar um objeto a outro (exemplo: uma colher para cada prato);
    • Classificação e seriação: identificar semelhanças e ordenar objetos;
    • Cardinalidade: entender que o último número contado representa a quantidade total.

    Após consolidar esses conceitos, a criança está mais preparada para compreender operações matemáticas como a adição e a subtração.

    Adição ou subtração: qual vem primeiro?

    A maioria dos teóricos concorda que a adição deve ser apresentada antes da subtração. Isso ocorre porque a adição está diretamente ligada à ideia de juntar quantidades, um conceito mais concreto e intuitivo para as crianças pequenas. Já a subtração exige um nível maior de abstração, pois envolve a ideia de retirar ou comparar quantidades, o que demanda uma compreensão mais avançada sobre o sistema numérico.

    Algumas abordagens mostram que, dependendo do contexto, a subtração pode ser apresentada como uma operação complementar à adição. No entanto, sua plena compreensão geralmente acontece após a criança já ter familiaridade com a soma.

    Agora, o mais importante é garantir que a criança tenha experiências concretas antes de lidar com os símbolos matemáticos. O uso de jogos, materiais manipuláveis e situações do cotidiano facilita essa construção do conhecimento. Conforme Kamii & Declark (1997, p. 19) destacam:

    Quando as pessoas são encorajadas a pensar, a estudar e expressar sua discordância, elas geralmente chegam à verdade mais rápido do que quando suas opiniões não são valorizadas.

    Isso reforça a importância de permitir que as crianças argumentem, discutam estratégias e aprendam por meio da troca de ideias.

    Uma forma eficaz e divertida de estimular essa vivência concreta com os números é por meio de jogos. O Lince de Adição e Subtração é uma excelente opção para trabalhar a atenção, o pensamento lógico, a percepção visual e a tomada de decisões rápidas. Ah, e um detalhe importante: você pode retirar as fichas de subtração caso a criança ainda precise de mais tempo e vivências com a adição antes de avançar. Essa flexibilidade torna o jogo mais acessível e ajustável conforme a fase de aprendizagem da criança.

    Além disso, ele favorece momentos em que as crianças confrontam respostas e discutem diferentes estratégias de resolução, promovendo o pensamento crítico e a autonomia. Assim, a aprendizagem acontece de forma mais significativa e prazerosa

    Sugestão de uso:
    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as fichas dentro de um saco;
    2. Cada criança, na sua vez, pega uma ficha;
    3. Todas as crianças, ao mesmo tempo, resolvem a operação matemática e, em seguida, procuram o resultado no tabuleiro;
    4. Quem encontrar primeiro fica com a ficha;
    5. Ganha quem conquistar mais fichas.

    Para finalizar, é sempre importante frisar que o mais importante é respeitar o desenvolvimento natural de cada criança. Mais do que seguir uma sequência rígida, é fundamental proporcionar experiências ricas e desafiadoras para que os alunos construam um pensamento matemático sólido e autônomo.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar 😉

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. 13. ed. Campinas: Papirus, 1997.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 48 fichas (24 de adição e 24 de subtração)  ;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO ATÉ AMANHÃ (27/03/2024).

    Talvez você queira saber:

    1) Existe uma idade ideal para começar a ensinar adição e subtração?

    Não há uma idade exata, mas geralmente a adição é compreendida por volta dos 5 ou 6 anos, quando a criança já tem noção de número e quantidade. A subtração vem depois, pois exige mais abstração. O mais importante é respeitar o ritmo da criança e oferecer experiências concretas antes da abstração.

    2) Crianças que memorizam contas sem compreender os conceitos terão dificuldades no futuro?

    A memorização isolada de contas sem a compreensão dos conceitos pode prejudicar o aprendizado matemático a longo prazo. Isso porque a criança pode ser capaz de repetir resultados sem entender o porquê das operações. Esse tipo de aprendizado mecânico pode gerar dificuldades quando forem introduzidos problemas mais complexos que exigem raciocínio lógico e flexibilidade de pensamento. O ideal é garantir que a criança compreenda os princípios da adição e subtração antes de incentivar a memorização de fatos numéricos. Jogos, atividades concretas e situações do cotidiano ajudam a construir esse entendimento de forma mais significativa.

  • Trinca de Sílabas

    Trinca de Sílabas

    O-lá!

    A construção da leitura e da escrita é um processo gradual e profundo, que vai além da simples memorização de letras e palavras. Quando uma criança começa a aprender a ler e escrever, ela está desenvolvendo uma série de habilidades cognitivas que lhe permitirão não apenas reconhecer e reproduzir símbolos, mas também compreendê-los e utilizá-los de forma criativa e autônoma.

    Um dos aspectos mais importantes desse processo é a compreensão verdadeira do que se está aprendendo. Quando uma criança compreende o conceito por trás de uma palavra ou de uma regra gramatical, ela está construindo uma base sólida que lhe permitirá resgatar esse conhecimento, mesmo que, em algum momento, ela esqueça o conteúdo específico. Como destacado por Ferreiro e Teberosky (1999, p. 34):

    O importante não é o esquecimento, e sim a incapacidade para restituir o conteúdo esquecido.

    Isso significa que, ao entender profundamente um conceito, a criança pode recuperar esse conhecimento por si mesma, ao invés de depender exclusivamente da memória imediata.

    Esse princípio é fundamental para a prática pedagógica, pois mostra que o objetivo não deve ser a simples memorização de informações, mas sim a internalização dos conceitos, de modo que eles possam ser recuperados e aplicados em diferentes contextos. A ênfase deve estar no desenvolvimento de uma compreensão que permita à criança navegar pelos desafios do aprendizado com confiança e autonomia.

    A alfabetização envolve o aprendizado técnico da leitura e da escrita (codificação e decodificação), mas também o desenvolvimento da capacidade de pensar criticamente, resolver problemas e expressar ideias de maneira clara e coesa. Esses são os pilares que sustentam a educação como um todo e garantem que o aprendizado seja duradouro e significativo.

    Ao proporcionar às crianças experiências de aprendizagem ricas e significativas, que vão além da memorização, estamos não apenas ensinando-as a ler e escrever, mas também a pensar, compreender e criar. Dessa forma, a leitura e a escrita se tornam ferramentas poderosas para a construção de conhecimento e para o desenvolvimento pessoal ao longo de toda a vida.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo Trinca de Sílabas. E antes que você me pergunte… rsrs, sim, me inspirei no jogo de Trinca, aquele clássico de baralho! Joguei muito com minha mãe… boas lembranças! Mas, claro, adaptei ele para ser um jogo que contribua para a construção da leitura e da escrita, alinhado com tudo o que falei nos parágrafos anteriores.

    Vamos ver como jogar?

    Sugestão de Uso:

    1. Cada jogador recebe três cartas. As cartas restantes devem ser colocadas em uma pilha com as imagens viradas para baixo;
    2. O primeiro jogador começa comprando uma carta da pilha;
    3. Se a carta for útil, ou seja, se puder ser combinada com alguma (ou algumas) das suas cartas, o jogador fica com
      ela e descarta na mesa uma de suas cartas que não precisa;
    4. O próximo jogador pode escolher entre pegar a carta descartada na mesa ou “comprar” uma nova carta da
      pilha;
    5. Caso o jogador “compre” uma carta com imagens de estrelas, ela funciona como uma espécie de coringa. O
      jogador pode utilizá-la para escrever a sílaba que falta e, assim, completar o nome de um animal;
    6. O jogo continua até que um jogador consiga formar o nome de um animal. Esse jogador será o vencedor.

    Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar?

    Referência Bibliográfica:

    FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 42 cartas com imagens;
    • 06 cartas coringa;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

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    Após a finalização, o arquivo estará disponível para download acessando ‘Minha Conta’ no canto superior direito da tela, na seção Downloads, e também é enviado para o seu e-mail. Verifique a caixa de SPAM.

    Qualquer dúvida , entre em contato.

    Talvez você queira saber:

    Qual é o número ideal de participantes para jogar “Trinca de Sílabas”?

    O “Trinca de Sílabas” foi pensado para ser jogado por dois ou quatro participantes, proporcionando uma experiência focada e competitiva.

    Quais são as possíveis variações ou adaptações do jogo “Trinca de Sílabas” que podem ser feitas para trabalhar com crianças com necessidades educacionais especiais?

    Uma sugestão é começar explorando as cartas de forma mais acessível. Por exemplo, misture as cartas e coloque-as sobre uma mesa. Em seguida, peça que as crianças, trabalhando em duplas, agrupem as cartas para formar os nomes dos animais. Esse processo de manipulação e exploração inicial das cartas permite que as crianças se familiarizem com as sílabas e as figuras de maneira mais lúdica e colaborativa, facilitando a compreensão e o aprendizado antes de entrarem na dinâmica completa do jogo.

    Quais são os desafios que os educadores podem enfrentar ao introduzir o jogo em sala de aula e como superá-los para garantir a participação ativa de todas as crianças?

    Ao introduzir o Trinca de Sílabas – na verdade, qualquer jogo – na sala de aula, os educadores podem enfrentar alguns desafios, como diferenças nas habilidades dos alunos, distrações durante o jogo ou dificuldades em seguir as regras. Para superar esses obstáculos, é essencial fornecer instruções claras e fazer demonstrações práticas antes de começar, garantindo que todos entendam o funcionamento do jogo. Formar grupos equilibrados em termos de habilidades também pode ser uma estratégia eficaz para promover a participação ativa de todos os alunos.

    Outro ponto importante é incentivar a colaboração e a ajuda mútua entre os estudantes, criando um ambiente de aprendizado mais inclusivo e cooperativo. Monitorar o envolvimento de cada aluno durante o jogo é importante para garantir que todos estejam engajados e se beneficiem da atividade.

    É comum que algumas crianças, especialmente aquelas que não têm muita experiência com jogos, sintam frustração no início, o que pode resultar em reações emocionais, como choro ou desavenças. No entanto, à medida que vão se familiarizando com a dinâmica, elas começam a lidar melhor com essas situações e a participar de forma mais positiva. Esse processo é valioso, pois, além de aprenderem as regras e estratégias do jogo, as crianças também desenvolvem importantes habilidades sociais e emocionais, como paciência, resiliência e cooperação.

    O jogo “Trinca de Sílabas” pode ser utilizado para reforçar o conhecimento prévio das crianças, conectando o conteúdo de alfabetização com outros temas?

    Sim. O jogo pode ser uma ferramenta eficaz para conectar a alfabetização com outros conhecimentos. Por exemplo, ao formar nomes de animais, as crianças podem ser incentivadas a compartilhar o que sabem sobre esses animais, como seus habitats, dietas e características. Essa abordagem interdisciplinar reforça o conhecimento prévio e expande o aprendizado, tornando o jogo uma experiência educativa rica e abrangente.

  • Nhac, Nhac!

    Nhac, Nhac!

    O-lá!

    A construção do conceito de número é um processo fundamental no desenvolvimento cognitivo das crianças. Um dos desafios iniciais nesse processo é ajudar a criança a compreender que os números não são apenas nomes, mas sim representações de quantidades. Como bem pontuam Bigode e Frant (2011, p. 9):

    Uma criança que conta os dedos de uma mão talvez possa pensar que 5 é o nome do último dedo que contou, e não o número total de dedos.

    Para introduzir a criança ao conceito de quantidade e relacioná-los aos números, é essencial criar atividades que utilizem materiais concretos, como blocos de montar, tampinhas de garrafa PET, ou qualquer objeto que seja de fácil manuseio para a criança.

    Outra abordagem é a utilização de jogos que reforcem a correspondência um a um. Como sugestão, eu trouxe hoje o jogo “Nhac, Nhac!” Esse tipo de atividade ajuda a solidificar a compreensão de que números representam quantidades.

    Esse processo de construção do número é fundamental para o desenvolvimento matemático da criança e estabelece as bases para um entendimento mais profundo de conceitos numéricos e matemáticos no futuro. Sem essa base bem construída, o restante do conhecimento matemático estará seriamente comprometido. Jogos que praticam a correspondência um a um, como o exemplo citado, são ferramentas poderosas nesse processo de aprendizagem.

    Então, vamos ver como utilizar o “Nhac, Nhac!”? Ah, o melhor ainda não falei… O arquivo PDF com este jogo está disponível gratuitamente. Agora é o momento em que eu, enquanto escrevo, imagino que você, ao ler, esteja sorrindo… Rsrs!

    Sugestão de Uso:
    1. Para começar o jogo, posicione e fixe as figuras de cachorros sobre uma mesa.
    2. Insira a tira de papel na boca dos cachorros, de modo que cada um esteja a seis ossinhos de distância do ossinho dourado.
    3. Em seguida, cada jogador, na sua vez, lança o dado e puxa a tira, movendo a quantidade correspondente de ossinhos.
    4. Quando um jogador puxa os ossinhos, o outro perde a mesma quantidade. O jogo continua nesse “estica e puxa” até que um dos jogadores chegue ao ossinho dourado. Esse jogador será o vencedor.

    Assista ao vídeo para compreender melhor o jogo.

    Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar?

    Um abraço e até mais!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    BIGODE, Antonio J.L; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF GRÁTIS contendo:

    • Tiras com figuras de ossinhos;
    • 02 figuras de cachorros;
    • 01 dado;
    • Instruções de uso.

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    Talvez você queira saber:

    Qual é a faixa etária recomendada para o jogo  “Nhac, Nhac!”?

    O jogo “Nhac, Nhac!” é recomendado para crianças a partir de 4 anos de idade, mas eu não gosto de indicar uma faixa etária rígida, pois depende muito dos conhecimentos prévios de cada criança. Por exemplo, se uma criança de 10 anos ainda não tiver internalizado bem o conceito de correspondência entre números e quantidades, é essencial estimular a aprendizagem para que ela possa avançar. De qualquer forma, por volta dos 4 anos, as crianças estão começando a desenvolver habilidades essenciais de contagem e começam a compreender a correspondência entre números e quantidades. Elas também têm a capacidade motora necessária para realizar as ações do jogo. Além disso, esse é um momento ideal para introduzir conceitos simples de regras e trabalhar aspectos emocionais, como a frustração e o aprendizado de lidar com a perda de maneira lúdica e positiva

    Quanto tempo, em média, leva para jogar uma partida do “Nhac, Nhac!”?

    Uma partida do “Nhac, Nhac!” geralmente leva entre 5 a 10 minutos, dependendo do ritmo das crianças. Esse tempo é suficiente para manter o interesse e a concentração das crianças.

    Como ajudar crianças com baixa tolerância à frustração a lidar com a perda durante o jogo “Nhac, Nhac!”?

    Para ajudar crianças com baixa tolerância à frustração a lidar com a perda durante o jogo “Nhac, Nhac!”, é importante criar um ambiente de jogo acolhedor e seguro, onde a ênfase esteja na diversão e no aprendizado, e não apenas no resultado final. Uma estratégia eficaz é preparar a criança antecipadamente, explicando que, em jogos, ganhar e perder fazem parte da diversão e que o mais importante é o esforço e a participação.

    Durante o jogo, elogie o esforço da criança independentemente do resultado e use a oportunidade para ensinar que todos têm chances de ganhar e perder. Se a criança demonstrar frustração, valide seus sentimentos e ofereça apoio, lembrando-a de que haverá outras oportunidades para jogar. Focar no processo, e não apenas no resultado, pode ajudar a criança a desenvolver resiliência e uma atitude mais positiva em relação à frustração e à perda.

    Se ficou com alguma dúvida, você pode deixar um comentário ou entrar em contato.

     

  • Desafio Matemático

    Desafio Matemático

    O-lá!

    Olha eu aqui mais uma vez, novamente, de novo… Rsrs! (Este é um momento que eu fico aqui imaginando vocês dizerem….Ebaaaa! Por favor, não desfaçam minhas esperanças…Rsrs!)

    Hoje quero falar sobre a importância de encorajar nossas crianças a manifestar o que pensam, um aspecto fundamental para o desenvolvimento de sua autonomia e autoconfiança. É importante estarmos cientes de que, quando incentivadas a compartilhar suas ideias e opiniões, as crianças aprendem a valorizar sua própria voz e a desenvolver habilidades de comunicação e argumentação. Como destacado por Kamii e Declark (1997, p. 81):

    Piaget formulou a hipótese de que a coordenação de pontos de vista leva à construção de autonomia.” Ou seja, ao argumentar, as crianças aprendem a organizar suas ideias, a considerar diferentes pontos de vista e a justificar suas opiniões.

    Os jogos educativos são excelentes meios para promover e incentivar as argumentações das crianças. Eles oferecem um ambiente seguro e divertido onde as crianças podem explorar ideias, testar hipóteses e expressar seus pensamentos.

    Além disso, os jogos estimulam a interação social, o que é importante para o desenvolvimento da habilidade de argumentar e defender pontos de vista. Um exemplo de jogo que pode ser utilizado para estimular a expressão de ideias e a argumentação é este que eu trouxe hoje como sugestão, o “Desafio Matemático”.

    Este jogo desafia as crianças a resolver problemas matemáticos e a justificar suas respostas. Ao jogar, as crianças são incentivadas a pensar criticamente, a desenvolver estratégias de resolução de problemas e a comunicar suas ideias de forma clara e coerente.

    Em suma, encorajar as crianças a manifestar o que pensam é essencial para o desenvolvimento de sua autonomia e habilidades de argumentação. Os jogos educativos, como o “Desafio Matemático”, são ferramentas valiosas para promover essas competências de forma lúdica e engajante. Sugestão de Uso:

    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa e as cartas do jogo em uma pilha, viradas com as imagens para baixo.
    2. Após, cada um na sua vez, joga o dado e avança o número de casas correspondente à quantidade sorteada.
    3. Se o jogador parar em uma casa de cor cinza, deve pegar uma carta do topo da pilha. Após responder à pergunta que consta na carta e, os demais jogadores concordarem com a resposta dada, o jogador pode avançar com o seu peão até a próxima casa que tem a mesma cor indicada na carta que ele pegou. Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.

    É isso! Espero que este jogo promova muitas trocas de ideias. Um abraço e até o próximo jogo!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. 13. ed. Campinas: Papirus, 1997.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 32 cartas;
    • 04 peões;
    • 01 dado;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

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  • Olhar Atento

    Olhar Atento

    O-lá!

    Assim como os músculos do nosso corpo, o cérebro também requer estímulo, desafio e atividade regular para se manter saudável e funcionar bem. A neuroplasticidade é o conceito chave aqui, ela se refere à capacidade do cérebro de reorganizar suas conexões neurais em resposta a novas experiências, aprendizado e estímulos.

    E, segundo estudos, podemos ir muito mais longe do que imaginamos! Uhuuu!!!

    […] não devemos ser medrosos: nossa capacidade de raciocínio é, de forma geral, maior do que suspeitamos, e, quando a exercitamos comprovamos com grata surpresa que chegamos muito mais longe do que imaginávamos.  (BATLLORI, 2099, p. 10)

    Agora, imagine no que pode acontecer se a gente fortalecer o cérebro das nossas crianças desde cedo (sem excessos, óbvio)! Isso pode ter impactos significativos nas habilidades cognitivas ao longo da vida de qualquer criança. A exposição a diferentes tipos de exercícios cerebrais ajuda a desenvolver a flexibilidade mental, ou seja, a capacidade de se adaptar a diferentes situações e formas de pensamento. Isso é valioso em um mundo em constante evolução.

    Falando um pouco sobre o jogo que eu trouxe hoje como sugestão, o “Olhar Atento”, ele estimula a atenção e a percepção, com o objetivo de ampliar a capacidade de armazenamento na memória de trabalho. Essa memória permite a realização de tarefas que podem ser esquecidas em breve. Hummm… Será que essa memória é realmente tão importante, já que registra coisas que a gente esquece logo? Com certeza! Vamos dar uma olhada em alguns exemplos simples que recorremos a ela no contexto escolar:

    – Cópia do quadro: A criança lê uma frase e a registra no caderno sem precisar ficar olhando para o quadro palavra por palavra (isso após estar alfabetizada).

    – Leitura: Se a criança não retém na memória de curto prazo o que lê em um texto, como conseguirá compreender o conteúdo? Ao chegar ao final do texto, não se lembrará de nada do que leu.

    – Resolução de problemas: Para a criança resolver exercícios de matemática, ciências ou outras disciplinas requer a retenção temporária de informações relevantes, como dados do problema e passos do processo de resolução. 

    “[…] a memória de curta duração é crucial para o entendimento da linguagem oral e escrita e, também, em última análise, para o aprendizado em si.” (RIESGO, 2007, p. 275)

    É importante deixar claro que a capacidade de memorização de uma criança varia consideravelmente de acordo com vários fatores, tais como:  idade, boa noite de sono, desenvolvimento cognitivo, estado emocional, alimentação, interesse no assunto, treinamento e técnicas de memorização utilizadas. Não há um número exato de objetos que uma criança pode memorizar, pois isso depende de diversos aspectos.

    Em termos gerais, a memória de curto prazo de uma criança pode lidar com um número limitado de itens, geralmente referido como a capacidade da “memória de trabalho”. Estudos sugerem que a maioria das crianças em idade pré-escolar (3 a 5 anos) pode lembrar-se de cerca de 2 a 7 itens. A capacidade da memória de trabalho tende a aumentar à medida que a criança cresce.

    No entanto, a memória não é apenas sobre quantidade, mas também sobre como as informações são organizadas e codificadas. Técnicas como agrupamento (agrupar itens semelhantes) e repetição espaçada (revisitar informações ao longo do tempo) podem melhorar significativamente a capacidade de memorização, independentemente da idade.

    Lembre-se de que esses números são apenas estimativas e podem variar amplamente. Cada criança é única e pode ter suas próprias habilidades e limitações de memorização. Além disso, a capacidade de memorização pode ser desenvolvida e aprimorada ao longo do tempo com prática, treinamento e estratégias eficazes.

    Ai, acho que já me alonguei demais neste post, peço desculpas! É que eu acho fascinante este tema. De qualquer forma, espero que as informações que você leu por aqui tenham sido úteis.

    Agora vamos ao jogo “Olhar Atento”?

    Sugestão de Uso:

    O jogador seleciona uma cartela, observa e descreve o que vê: as formas de cada figura, cores e a sequência.

    Em seguida, você retira a cartela do campo de visão do jogador, que deve selecionar as fichas com as figuras previamente observadas na cartela e organizá-las na mesma sequência.

    Para ampliar o nível de desafio, o jogador pode optar por selecionar mais de uma cartela. Veja o vídeo para completar o entendimento 😉

    Ufa! Terminei… Hehe! Gostou?! Que tal me contar, hein?! Adoro quando vocês deixam comentários.

    Ahhhh… O jogo “Olhar Atento” estará disponível gratuitamente até amanhã (quinta-feira, dia 14/09/2023). Ou seja, aproveiteeeee!!!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtorno da memória. In: ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

     

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartelas;
    • 08 fichas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    GRATUITO ATÉ ESTA QUINTA-FEIRA (14/09/2023)

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Par, Ímpar!

    Par, Ímpar!

    O-lá!

    O jogo que estou compartilhando hoje foi desenvolvido para atender a um pedido de uma educadora. Ela dizia que estava precisando de um jogo que trabalhasse números pares e ímpares. Espero que contribua com o trabalho de vocês também!

    Sabemos que o jogo pode auxiliar muito no desenvolvimento das crianças. É só uma questão de escolher o mais adequado para as demandas e interesses delas.

    O jogo, em seu sentido integral, é o mais eficiente meio estimulador das inteligências. […] (ANTUNES, p. 17, 1998)

    Talvez, se você que lê este texto, está iniciando o trabalho com professor, psicopedagogo… Esteja se perguntando: “Mas como escolher um bom jogo? ”. A melhor resposta que me ocorre agora é: jogue, a princípio, nos primeiros encontros, mais para conhecer a criança e criar vínculo com ela. Depois se preocupe com o conteúdo ou habilidades que precisam ser desenvolvidas. Equivocar-se nas primeiras escolhas é comum, porque não existe manual de instrução. Sabe, é um ser humano, não é uma máquina. É a própria criança que irá demonstrar o que precisa, mas é necessário estar presente e atento(a) durante o jogo.

    Agora vamos à explicação do jogo?

    Sugestão de uso:

    Comece pedindo para as crianças recortarem, montarem o seu peão (ônibus) e depois colocarem no tabuleiro no “Ponto de Ônibus”.

    Coloque as fichas em uma pilha viradas para baixo.

    Cada jogador, na sua vez, vira uma ficha da pilha.

    Se virar uma ficha com a escrita “PAR”, e o próximo número no tabuleiro for “PAR”, ele avança o seu peão.

    O mesmo deve ocorrer com as fichas em que estiver escrito “ÍMPAR”.

    Ganha o jogo quem chegar à “Escola” primeiro.

    Obs.: Você poderá escolher se prefere jogar com fichas PAR/ÍMPAR ou dado PAR/ÍMPAR. Terá estas duas opções no arquivo 😉

    É isso! Gostou do jogo? Conta para mim nos comentários 😉

    Ah, em virtude da “Semana do Brincar”, este jogo estará gratuito até sexta-feira.

    Um abraço e boa diversão!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 01 dado par/impar;
    • 10 fichas par/impar;
    • 02 peões (ônibus);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

    Estará gratuito até o dia 26/05, ou seja, próxima sexta 😉

  • Se Liga Nessa

    Se Liga Nessa

    O-lá!

    PDF GRÁTIIIIS!! Uhuuu! Já sabe que eu estou feliz só por imaginar o seu sorriso, né?! Hehe

    O objetivo do jogo “Se Liga Nessa” é estimular a percepção, a atenção, orientação espacial (frente, atrás, direita, esquerda) e a construção do número.

    É também uma maneira bem divertida de iniciar a relação das crianças com os números. Inclusive, isso é muito importante porque, por mais que haja pessoas que torçam o nariz quando ouvem a palavra matemática (Ei, claro que não estou falando de mim ou de você…Rsrs), ela está em nosso dia a dia em diversas ocasiões: nas compras, nas estimativas (virão cinco pessoas para o almoço, então preciso de “x” xícaras de arroz), nas contagens, etc. Portanto, o melhor a fazer é, desde cedo, estabelecer um bom relacionamento com os números para uma “convivência sadia”… Rsrs

    Uma das “tarefas” deste jogo será a contagem e isso, preciso dizer, é diferente de ensinar a recitar números. Quem trabalha na Educação já sabe disso porque aprendeu em sua formação. Estou escrevendo porque sei que alguns pais passam por aqui e, por não saber a diferença, acreditam que seus filhos estão tendo um bom desenvolvimento lógico-matemático porque já sabem contar oralmente até 10, 20, 50… Eu não estou dizendo que isso é ruim, apenas que isso não é o suficiente. Na verdade, isso é, até certo ponto, relativamente fácil. É como aprender a cantar uma música.

    Contribuir para o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático vai além disso! E para isso é fundamental, dentre outras habilidades, construir uma boa base com números pequenos.

    Quando uma criança recita com certa facilidade os números de 1 a 10, pode parecer que ensinar contagem seja simples. Não é: contar é diferente de recitar. Contar implica perceber que cada objeto corresponde somente a um termo da contagem e que não se deve pular nem repetir um objeto […]. (BIGODE e FRANT, 2011, p. 9)

    Dito isso, bora jogar?!

    Sugestão de uso:

    Deixe o tabuleiro e as fichas coroa no centro da mesa.

    Coloque as fichas com imagens de setas e círculos viradas para baixo.

    Cada criança, na sua vez, vira uma ficha e observa a seta e o círculo. Procura no tabuleiro um quadro igual, ou seja, que tenha o círculo na  mesma posição em relação à seta (este é um momento que exige muita atenção!). Verifica qual número aparece imediatamente abaixo e pega a quantidade correspondente de fichas coroa.

    Ganha o jogo e recebe uma coroa quem primeiro conquistar 10 fichas coroa.  

    E agora, na próxima jogada, será que o jogador irá conseguir mantê-la?

    O que você achou deste jogo? Ah, faça adaptações, amplie as possibilidades de uso e depois me conta, pode ser?

    Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BIGODE, Antonio J. L.; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

    Clique no link abaixo para adquirir o PDF GRÁTIS contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 10 fichas com setas;
    • 10 fichas coroa;
    • 01 coroa grande;
    • 01 coroa pequena;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

  • Fabriqueta de Robôs

    Fabriqueta de Robôs

    O-lá

    Eu não sei qual será sua expressão ao ler o que vou escrever agora, mas, a minha, é de muita satisfação. Sabe, eu sinto uma espécie de felicidade diferente quando compartilho um jogo gratuito (até falei sobre isso outro dia no nosso grupo de whatsapp). O jogo Fabriqueta de Robôs ficou in-crí-vel(!), e sim, você leu direito, ele está gratuito!

    O objetivo dele é estimular a construção do número, atenção, percepção, pensamento lógico. Será muito saudável se gerar e, for bem conduzido, os momentos de discussões, desafios e conflitos. As crianças aprendem muito nestas oportunidades. 

    “Confrontar-se com uma ideia conflitante (acredito) geralmente traz como resultado raciocínio mais elevado”. (KAMII, DECLARK, 1997, p. 55)

    Portanto, sabe quando a criança consegue encontrar uma saída para resolver um determinado conflito, enigma, problema? Esta experiência pode contribuir para elevar o seu nível intelectual e, mais, os conflitos podem servir de “escada” para que, mais adiante, elas estejam preparadas intelectualmente e psicologicamente para os desafios da vida.

    Então vamos ao jogo?

    Sugestão de uso:

    Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana.

    Espalhe as peças de cada robô em uma linha.

    Cada criança, na sua vez, joga o dado. O número que for sorteado será correspondente ao número de peças que ele pode pegar.

    Ganha o jogo quem primeiro conseguir as peças para formar o robô.

    Ainnn… não é o máximo este jogo? Diz pra mim nos comentários o que você achou 😉

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. 13. ed. Campinas: Papirus, 1997.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital GRÁTIS em formato PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 05 quebra-cabeças robôs;
    • 01 dado;
    • 01 embalagem;
    • 01 gabarito;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar 😉