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  • Junta-junta

    Junta-junta

    O-lá!

    O ser humano nasce com uma organização cerebral única, dotada de uma plasticidade que lhe permite aprender, adaptar-se e criar. É essa mesma plasticidade que torna possível a aquisição da leitura e da escrita, conquistas que não são apenas habilidades escolares, mas portas de entrada para a cultura, para o pensamento crítico e para a vida em sociedade.

    […] um dos traços mais impressionantes do cérebro humano é que, desde as primeiras etapas de seu desenvolvimento e já no seio materno, sua organização funcional apresenta uma plasticidade excepcional que lhe permitirá adquirir a escrita.  (CHANGEUX, 2012, p. 10).

    A alfabetização, portanto, é um processo que se apoia tanto na base biológica quanto na dimensão cultural. Ensinar a ler e a escrever é reconhecer essa potência do cérebro humano e, ao mesmo tempo, oferecer à criança acesso ao que a humanidade construiu ao longo de gerações: símbolos, saberes, narrativas, tradições.

    No entanto, a criança precisa vivenciar situações significativas, em que a leitura e a escrita façam sentido em seu cotidiano. É nesse cenário que o jogo se torna um aliado: ao propor desafios de forma lúdica, ele desperta a curiosidade, favorece a atenção e cria vínculos positivos com a aprendizagem.

    Assim, cada palavra formada vai além do exercício escolar: representa também a conquista de quem se descobre capaz de criar, comunicar e compreender o mundo ao redor.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo Junta-Junta, um recurso lúdico pensado para unir alfabetização e diversão, transformando sílabas em palavras de maneira criativa e envolvente.

    Habilidades estimuladas com este jogo:

    • Leitura e escrita: reconhecimento das estruturas das palavras.
    • Pensamento lógico:  organização de sílabas e busca de combinações significativas.
    • Atenção e concentração: foco necessário para relacionar dado, forma geométrica e sílabas.
    • Memória de trabalho: reter informações enquanto manipula possibilidades para formar palavras.
    • Aspectos lúdicos e motivacionais: aprendizagem associada ao brincar, fortalecendo o vínculo positivo com a alfabetização.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.
    2. Se possível, disponibilize uma ampulheta ou um cronômetro para marcar o tempo.
    3. Cada criança, em sua vez, retira uma carta da sacola. Em seguida, dentro do tempo estipulado, deve procurar no tabuleiro as formas geométricas iguais (forma e cor). Com as sílabas encontradas, tenta montar uma palavra. Se conseguir, fica com a carta; caso contrário, devolve-a para a sacola.
    4. Vence quem conquistar o maior número de cartas.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Eu amo quando vocês me enviam feedback. Só assim fico sabendo se estou contribuindo com o meu trabalho, que é realizado sempre com muita responsabilidade e amor.

    Um abraço, e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Prefácio de Jean-Pierre Changeux. Porto Alegre: Penso, 2012.

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    • instruções de uso.

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    Talvez você queira saber:

    1) Este recurso pode ser utilizado em atendimentos psicopedagógicos individuais?

    Sim! O Junta-Junta é um excelente recurso para atendimentos individuais ou em pequenos grupos. Ele permite observar como a criança pensa, organiza, testa hipóteses e lida com o erro.
    Durante o jogo, o psicopedagogo pode identificar estratégias cognitivas, dificuldades específicas e avanços sutis, além de trabalhar atenção, memória de trabalho e linguagem oral de maneira natural e prazerosa.
    Por unir o lúdico ao cognitivo, o jogo se torna um espaço seguro para aprender sem a pressão de “acertar”.

    2. O que fazer quando a criança forma uma palavra inexistente ou sem sentido?

    Esses momentos são oportunidades riquíssimas de aprendizagem! Em vez de corrigir de imediato, o ideal é conversar sobre a produção da criança: perguntar o que ela quis dizer, se a palavra soa parecida com alguma conhecida ou se ela acha que poderia ajustá-la para fazer sentido.
    Esse tipo de diálogo estimula a oralidade e a argumentação. Muitas vezes, o próprio grupo acaba sugerindo modificações, transformando o que parecia um “erro” em uma descoberta coletiva sobre o funcionamento da língua.

  • Desafiômetro

    Desafiômetro

    O-lá!

    Quando falamos em aprendizagem, falamos também em ativação e reorganização do cérebro. Isso porque toda nova experiência de aprendizagem envolve a ativação de circuitos neurais — o cérebro entra em ação, conectando diferentes áreas responsáveis por atenção, memória, linguagem, raciocínio, entre outras.

    Mas não para por aí: além de ativar, a aprendizagem também modifica o cérebro. Com o tempo e com a repetição de experiências significativas, o cérebro se reorganiza, formando novas conexões, fortalecendo aquelas que são usadas com frequência e eliminando as que não são mais necessárias. Essa capacidade de adaptação é conhecida como neuroplasticidade — e é ela que torna possível o desenvolvimento contínuo das funções cognitivas ao longo da vida, especialmente na infância.

    As funções cognitivas são os processos mentais que nos permitem perceber, prestar atenção, memorizar, raciocinar, resolver problemas, controlar impulsos, adaptar-nos a situações novas, utilizar a linguagem, entre muitas outras ações que envolvem o pensar, o agir e o aprender.

    Existem diversas funções cognitivas — algumas mais amplas, como percepção e linguagem, e outras mais específicas, como controle inibitório, flexibilidade cognitiva, planejamento ou velocidade de processamento. No jogo Desafiômetro, escolhemos estimular algumas das mais essenciais para o desenvolvimento na infância: atenção, memória, pensamento lógico, flexibilidade cognitiva, controle inibitório e linguagem.

    Essas funções atuam como engrenagens mentais que, quando bem estimuladas, favorecem o desenvolvimento global da criança. Por exemplo:

    • A atenção é o que permite selecionar o que deve ser processado.
    • A memória armazena e recupera informações.
    • O pensamento lógico organiza ideias e busca soluções.
    • A flexibilidade cognitiva ajuda a adaptar-se a novas regras ou caminhos.
    • O controle inibitório permite esperar a vez e resistir a impulsos.
    • A linguagem é a ponte entre o pensamento e a comunicação.

    Quanto mais uma função é ativada, mais forte e eficiente ela tende a se tornar. Ao contrário, quando não estimulada, essa mesma função pode se enfraquecer ou regredir. A ciência já demonstrou que o cérebro humano é altamente plástico e dinâmico. Cada neurônio pode se conectar a milhares de outros, formando verdadeiras redes de aprendizagem. Como destaca Rudimar dos Santos Riesgo (2006, p. 24):

    O uso faz aumentar o número de conexões, enquanto que o desuso faz diminuir a quantidade de botões sinápticos.

    Por isso, jogos como o Desafiômetro cumprem um papel precioso: tornam o aprender um ato leve, prazeroso — e, acima de tudo, ativo.

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Embaralhe as cartas de desafio e deixe-as em uma pilha.
    3. Disponibilize uma miçangas (pode ser bolinhas de massinha de modelar) para as crianças.
    4. Se desejar, utilize uma ampulheta de 30 segundos ou um cronômetro para medir o tempo de resposta.
    5. Na vez de cada criança, você pega uma carta da pilha, lê o desafio e ela precisa cumpri-lo em até 30 segundos.
      A cada desafio cumprido, a criança sobe um nível no Desafiômetro.
    6. Se virar uma carta que tem a figura de um ratinho, passa a vez.
    7. Ganha o jogo quem atingir o topo do Desafiômetro primeiro!

    Gostou do que viu por aqui? Eu amo saber as impressões de vocês.
    Um abraço e até o próximo post! 😊

    Referência Bibliográfica

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Anatomia da aprendizagem. In ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

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    Talvez você queira saber:

    1. Esse jogo é indicado para qual faixa etária?
      O Desafiômetro foi pensado para crianças a partir de 6 anos, mas sua aplicação depende dos conhecimentos prévios e das necessidades de cada criança. Cabe ao profissional que acompanha a criança avaliar se o jogo é adequado e se poderá contribuir de forma significativa para o seu desenvolvimento.
    2. O jogo pode ser usado com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem ou TDAH?
      Sim! O jogo é excelente para estimular funções cognitivas que geralmente demandam mais suporte nesses casos, como atenção, controle inibitório e flexibilidade cognitiva, desde que os desafios sejam adaptados conforme a necessidade da criança.
    3. O jogo trabalha habilidades relacionadas à alfabetização ou apenas funções cognitivas gerais?
      O jogo trabalha principalmente funções cognitivas gerais, mas algumas delas — como atenção, memória e linguagem — dão suporte direto ao processo de alfabetização.
  • Foco-Foco!

    Foco-Foco!

    O-lá!

    Hoje eu trouxe o jogo “Foco-Foco!” e quero falar um pouquinho sobre algumas das habilidades estimuladas com ele e a sua importância para a aprendizagem das crianças. Topa?

    Duas das habilidades estimuladas são a atenção e o foco, que estão diretamente ligadas  à capacidade da criança de manter-se engajada em uma atividade. É por meio dessas habilidades que ela consegue filtrar estímulos distratores e concentrar-se no que realmente importa. A concentração, por sua vez, está intimamente conectada à memória de trabalho, que armazena e manipula informações temporárias durante o aprendizado, permitindo que a criança compreenda e resolva problemas de forma eficaz.

    Já a coordenação motora fina envolve o controle preciso dos músculos das mãos e dos dedos, habilidades essenciais para ações cotidianas como escrever, desenhar, recortar ou manipular objetos pequenos. Quanto mais cedo essa habilidade é desenvolvida, melhor a criança se sairá em tarefas acadêmicas que exigem precisão, como a escrita, e também em tarefas que promovem sua independência, como vestir-se ou usar utensílios.

    A coordenação bimanual, que se refere ao uso sincronizado das duas mãos, é igualmente importante. Tarefas que exigem a atuação conjunta das mãos promovem uma maior integração entre os hemisférios cerebrais, fortalecendo conexões que serão úteis em uma variedade de contextos, desde esportes até a resolução de problemas matemáticos. Além disso, essas atividades desafiam a criança a executar movimentos complexos, promovendo o desenvolvimento da sua capacidade de planejamento motor.

    Essas habilidades são especialmente relevantes no contexto educacional, pois influenciam diretamente o sucesso em diversas áreas do aprendizado. Crianças que desenvolvem bem essas competências têm mais facilidade em manter-se focadas em suas tarefas, concluir atividades que exigem controle motor e realizar transições eficientes entre diferentes tarefas e estímulos. E, conforme destaca Piaget apus Rotta (2007, p. 208):

    O afeto é o motor que impulsiona a atividade práxica.

    Isso significa que, quando as crianças estão emocionalmente envolvidas, motivadas e se sentem seguras, seu desenvolvimento é otimizado. O afeto proporciona um contexto de apoio onde as habilidades motoras e cognitivas podem florescer de forma mais natural e profunda. Aprender se torna uma experiência rica e satisfatória, e não apenas uma obrigação.

    Atividades lúdicas que integram essas habilidades de forma divertida, como o jogo “Foco-Foco”, criam oportunidades para que a criança exercite e fortaleça suas competências motoras e cognitivas, enquanto mantém o prazer pela brincadeira e pelo desafio.

    Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestão de Uso:
    1. A primeira prancha é utilizada para treinamento. A criança, com sua mão dominante, coloca um dedo sobre a figura de um círculo e dois dedos sobre dois círculos, de acordo com a quantidade indicada. Em seguida, ela repete o procedimento com a mão não dominante.
    2. Na segunda prancha, a tarefa é feita simultaneamente: a mão direita atua na coluna da direita e a mão esquerda na coluna da esquerda, repetindo o procedimento de acordo com a quantidade de círculos. O mesmo deve ser feito nas pranchas 3 a 11.
    3. As pranchas 12 e 13 devem ser usadas ao mesmo tempo que a prancha 14. Na prancha 14, a criança precisa contornar o círculo enquanto realiza as ações das outras pranchas.

    Talvez o vídeo seja mais útil para compreender como utilizar o jogo “Foco-Foco”! Confira abaixo.

    E aí, gostou do jogo? E se eu te disser que essa belezinha está gratuita? É um mimo pelo Dia do Psicopedagogo – 12 de novembro. Espero que contribua muitooo! Não esquece de me contar, viu?

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    ROTTA, Newra Tellechea. Dispraxia. In ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

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    Talvez você queira saber:

    1) O jogo pode ser utilizado com crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)?

    Sim, o jogo “Foco-Foco” pode ser uma ferramenta útil para crianças com TDAH. Uma das características principais desse transtorno é a dificuldade em manter a atenção em uma única tarefa, e o jogo trabalha justamente essa habilidade de forma lúdica. Como o jogo exige que a criança direcione sua atenção para tarefas específicas, como contornar círculos ou tocar com os dedos em determinados pontos, ele ajuda a desenvolver a capacidade de foco por períodos curtos, mas intensos. Além disso, o aspecto motor do jogo, que envolve ações físicas rápidas, pode ser benéfico para crianças com TDAH, pois ajuda a canalizar a energia de maneira produtiva.

    2) De que forma o jogo pode ser ajustado para crianças em diferentes níveis de desenvolvimento motor ou cognitivo?

    Para crianças que estão em um nível mais inicial de desenvolvimento motor, é recomendado usar as primeiras pranchas repetidamente, para que a criança se familiarize com os movimentos e desenvolva suas habilidades motoras de forma gradual. Isso permite que ela tenha mais tempo para praticar e dominar as ações sem se sentir pressionada. Além disso, a velocidade e a precisão podem ser ajustadas, reduzindo a complexidade das tarefas, garantindo que o processo seja progressivo.

    Já para crianças com um desenvolvimento motor mais avançado, o desafio pode ser intensificado. Uma maneira de fazer isso é adicionar um tempo limite para a execução das tarefas. Por exemplo, você pode transformar a atividade em um desafio de tempo, dizendo algo como: “Você conseguiu completar esta página em 10 segundos, que tal tentar fazer em 8 segundos agora?” Isso não só mantém a criança engajada, mas também estimula o desenvolvimento de agilidade e precisão.

    3) Como o jogo pode ser utilizado em contextos de intervenção psicopedagógica para melhorar o desempenho escolar?

    O jogo pode ser introduzido em sessões de intervenção como uma atividade inicial para ativar o cérebro da criança e prepará-la para outras tarefas mais cognitivas. Além disso, as habilidades praticadas no jogo podem ser transferidas para o ambiente escolar, onde a criança poderá demonstrar maior atenção, controle motor e planejamento em atividades acadêmicas.

  • Dedos em Ação

    Dedos em Ação

    O-lá!

    A aprendizagem é um processo complexo que envolve diversas funções cognitivas, tais como a atenção, percepção e memória. Cada uma dessas funções desempenha um papel fundamental na forma como adquirimos e retemos novos conhecimentos. A atenção, por exemplo, é fundamental para que possamos focar em informações relevantes e ignorar estímulos irrelevantes, criando o ambiente mental adequado para o aprendizado. Já a percepção nos permite interpretar e organizar os estímulos sensoriais que recebemos, transformando-os em dados significativos que podem ser utilizados no processo de aprendizagem.

    A memória, por sua vez, é responsável pela retenção dessas informações e pela capacidade de evocá-las quando necessário. De acordo com Rudimar dos Santos Riesgo (2007, p. 19):

    Aprendizado e memória podem se confundir do seguinte modo: quando chega ao SNC uma informação conhecida, ela gera uma lembrança, que nada mais é do que uma memória; quando chega ao SNC uma informação inteiramente nova, ela nada evoca, e sim produz uma mudança — isso é aprendizado, do ponto de vista estritamente neurobiológico.

    Dessa forma, o aprendizado pode ser visto como uma mudança significativa nas conexões neuronais, resultando na criação de novas memórias e na adaptação do cérebro a novas situações. 

    Por isso, é essencial que a educadores levem em consideração a importância dessas funções no processo de ensino-aprendizagem. Quando bem estimuladas, essas funções cognitivas podem facilitar o aprendizado, tornando-o mais significativo e duradouro.

    O jogo “Dedos em Ação”, a princípio, pode parecer um jogo para trabalhar reconhecimento de cores, mas ele vai além, estimula a atenção, percepção, memória, concentração, pensamento lógico, coordenação motora fina, coordenação motora bimanual. Enfim, um verdadeiro “primor” 🤩. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:
    1. Coloque as cartas em uma pilha com as imagens viradas para baixo. 
    2. Em seguida, oriente a criança a colocar as mãos sobre o tabuleiro. 
    3. Vire uma carta. A criança deve levantar apenas os dedos que têm círculos cujas cores correspondem à figura da carta.

    Variação 1: A criança precisa levantar todos os dedos cujas cores não correspondem à cor da carta.

    Variação 2: Vire duas cartas. Uma carta determina o dedo da mão direita que deve ser levantado, e a outra carta determina o dedo da mão esquerda.   

    Vamos ver detalhadamente algumas habilidades estimuladas durante o jogo?

    • Atenção: A criança precisa focar nas cores das cartas e nas instruções dadas para saber quais dedos levantar, o que exige concentração e foco em detalhes específicos.
    • Percepção: O jogo trabalha a capacidade de observar e reconhecer cores, além de identificar as diferenças entre as cartas e relacioná-las com os movimentos correspondentes.
    • Memória: Ao jogar, a criança precisa recordar as regras e as instruções anteriores, o que fortalece a memória de trabalho.
    • Concentração: A atividade exige que a criança mantenha o foco durante a execução dos movimentos, aprimorando sua capacidade de se concentrar em tarefas.
    • Pensamento lógico: A criança precisa fazer associações entre cores e dedos, e tomar decisões lógicas para realizar o movimento correto.
    • Coordenação motora fina: O jogo envolve o movimento preciso dos dedos, o que desenvolve a habilidade motora fina, fundamental para tarefas como escrever.
    • Coordenação motora bimanual: Em algumas variações do jogo, a criança precisa usar ambas as mãos de forma coordenada, o que ajuda a integrar movimentos.

    Viu que bacana? Conta pra mim o que você achou do jogo, eu amo receber feedback.

    Um abraço e até mais ❤️

    Referência Bibliográfica

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Anatomia da aprendizagem. In ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 10 fichas;
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    • Instruções de uso.

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

    Após a finalização, o arquivo estará disponível para download acessando ‘Minha Conta’ no canto superior direito da tela, na seção Downloads, e também é enviado para o seu e-mail. Verifique a caixa de SPAM.

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    Talvez você queira saber:

    1) O jogo “Dedos em Ação” pode ser usado para estimular o desenvolvimento de habilidades cognitivas em crianças com necessidades educacionais especiais?

    Sim, o jogo “Dedos em Ação” pode ser utilizado de forma gradativa para estimular o desenvolvimento de habilidades cognitivas em crianças com necessidades especiais. O jogo pode começar com a utilização apenas da mão dominante, facilitando o processo para crianças que possam ter dificuldades motoras ou cognitivas. À medida que a criança ganha confiança e domínio, o desafio pode aumentar, utilizando a mão não dominante. O estágio final seria o uso de ambas as mãos ao mesmo tempo, promovendo o desenvolvimento da coordenação motora bimanual, além de trabalhar funções como atenção, memória e concentração. Essas adaptações progressivas permitem que o jogo seja flexível e acessível, respeitando o ritmo e as necessidades específicas de cada criança. 

    2) Quais são as faixas etárias recomendadas para o uso do jogo?

    O jogo “Dedos em Ação” é recomendado para crianças a partir de 4 anos, quando já possuem o desenvolvimento motor básico necessário para realizar movimentos com precisão. No entanto, ele pode ser utilizado por crianças de várias idades, incluindo até pré-adolescentes, pois os níveis de dificuldades podem ser ajustados para se adequar às diferentes faixas etárias e capacidades.

    3) Existe alguma forma de avaliar o progresso da criança no desenvolvimento das habilidades ao longo do jogo?

    Sim, uma forma de fazer isso é por meio da observação sistemática do desempenho da criança ao longo das rodadas. Por exemplo, você pode observar se a criança consegue identificar as cores com maior rapidez e precisão, ou se ela demonstra maior controle motor ao levantar os dedos corretos. Também é possível monitorar a capacidade de seguir as regras e fazer associações lógicas entre as cartas e os movimentos. Além disso, pode-se aumentar gradualmente a complexidade das instruções — como introduzir mais variações no jogo — e verificar se a criança consegue lidar com essas mudanças de forma eficiente. Registros informais de desempenho também podem contribuir.

  • Carinhas

    Carinhas

    O-lá!

    Primeiramente, quero iniciar este texto dizendo que o jogo “Carinhas” está gratuitooooo! Um mimo adiantado pelo Dia da Criança e Dia do Professor que comemoramos este mês. 

    Segundamente…Rsrs! Eu quero falar um pouco sobre desenvolvimento infantil e funções executivas antes de apresentar o jogo para vocês. Então, senta aí, porque o texto ficou longo! Mas, se você está com pressa e só quer o jogo, pode rolar direto até o final que o link está lá!

    Agora sim… 1, 2, 3… começando:

    O desenvolvimento infantil é um processo dinâmico e multifacetado que abrange diversas áreas, como o físico, emocional, social e cognitivo. Ele é influenciado por uma complexa interação de fatores biológicos, genéticos, ambientais e culturais. Desde o início da vida, as crianças demonstram uma impressionante capacidade de adaptação, respondendo de maneira única aos estímulos ao seu redor. Os fatores genéticos fornecem a base inicial, mas o ambiente em que a criança cresce, incluindo o apoio familiar, a educação e as interações sociais, tem um papel fundamental na forma como esse potencial se expressa. As crianças enfrentam desafios diários, e a maneira como lidam com essas situações varia de acordo com suas experiências e o ambiente em que estão inseridas. Isso destaca a importância de um ambiente que promova seu crescimento saudável, tanto emocional quanto intelectual.

    Nesse contexto, é essencial lembrar que:

    Toda criança é semelhante a inúmeras outras em alguns aspectos e singularíssima em outros” (ANTUNES, 2003, p. 16).

    Ou seja, cada criança é única, e, ao reconhecermos suas individualidades, conseguimos criar estratégias de aprendizado mais eficazes, ajustadas às suas necessidades específicas.

    Estimular as funções executivas – como o controle inibitório, a flexibilidade cognitiva e a memória de trabalho, entre outras – é parte deste processo. Essas funções abrangem uma ampla gama de habilidades que ajudam a organizar pensamentos, planejar e tomar decisões, sendo fundamentais não apenas para o sucesso escolar, mas também para a vida cotidiana.

    Podemos pensar em ambientes de aprendizagem que promovam essas funções executivas através de jogos e brincadeiras. O aprendizado se torna muito mais eficaz quando a criança participa ativamente e se diverte, garantindo que as habilidades adquiridas sejam incorporadas de forma prática e duradoura.

    Hoje, estou disponibilizando gratuitamente o jogo “Carinhas”. Ele é uma ferramenta divertida e envolvente para estimular funções executivas, ajudando as crianças a desenvolverem habilidades como controle de impulsos, atenção e rapidez na tomada de decisões. E tem mais: o “Carinhas” também pode abrir espaço para conversas sobre expressões faciais e emoções. Abaixo, explico tudo em detalhes!

    Sugestão de Uso:
    1. Coloque as cartas em uma pilha com as imagens viradas para baixo.
    2. Se possível, disponibilize uma sineta.
    3. Vire a primeira carta da pilha e, antes de continuar o jogo, deixe que as crianças observem e falem sobre as expressões faciais das carinhas. Incentive-as a descrever o que cada carinha representa, como alegria, tristeza, raiva, surpresa, etc. Isso promove uma conversa sobre emoções e estimula a fala.
    4. Peça às crianças que escolham uma das carinhas e a sinalizem com uma seta.
    5. Em seguida, vire a próxima carta. Se houver uma carinha igual à escolhida anteriormente, a criança deve bater na sineta. Quem bater primeiro e acertar fica com a carta.
    6. Se a criança bater na sineta impulsivamente, sem que haja uma carinha igual, o outro jogador fica com a carta.
    7. Ganha quem conquistar mais cartas.

    Variação: Encontrar uma carta que não tenha a carinha selecionada. 

    Você percebeu que podemos explorar o jogo para falar sobre expressões faciais e emoções, não é mesmo? Porém, vamos ver como as funções executivas, que são o foco deste post, são estimuladas neste jogo?

    • Controle inibitório: O controle inibitório é estimulado quando a criança precisa conter o impulso de bater na sineta imediatamente e esperar o momento certo, ou seja, quando identifica uma carinha igual à anterior. Esse autocontrole é fundamental para evitar ações impulsivas e agir de maneira consciente e pensada.
    • Memória de trabalho: A memória de trabalho é constantemente utilizada quando a criança precisa recordar qual carinha foi escolhida anteriormente e compará-la com as novas cartas viradas. Esse processo de retenção e comparação ajuda a fortalecer a memória de curto prazo, essencial para a aprendizagem. 
    • Flexibilidade cognitiva: A flexibilidade cognitiva é trabalhada quando a criança precisa mudar rapidamente de estratégia se perceber que agiu impulsivamente e precisa se adaptar. Esse ajuste mental, de avaliar o erro e alterar o comportamento, é uma habilidade chave para lidar com diferentes situações no dia a dia. Além disso, a cada nova carta virada, a criança precisa adaptar sua atenção de uma carinha para outra, descartando as opções que não são relevantes. Isso requer flexibilidade cognitiva, pois ela deve alternar entre diferentes estímulos e ajustar sua estratégia continuamente.
    • Atenção sustentada: O jogo exige que a criança mantenha a atenção por um período prolongado para identificar corretamente as correspondências entre as carinhas. Manter o foco no jogo ajuda a criança a desenvolver a capacidade de se concentrar em uma tarefa até completá-la.
    • Atenção seletiva: A criança precisa concentrar-se em uma única carinha entre várias opções e descartar as irrelevantes, exercitando sua capacidade de focar em estímulos específicos e ignorar distrações.
    • Tomada de decisão: A habilidade de tomada de decisão é ativada quando a criança avalia rapidamente se deve bater na sineta ou esperar a próxima carta. Isso envolve uma análise rápida e a escolha da melhor ação em um curto período, o que fortalece a capacidade de decidir sob pressão.

    Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar nos comentários? Eu amo receber feedback!

    Um abraço e até a próxima 😊

    Referência Bibliográfica:

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

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    Talvez você queira saber:

    1) Quais adaptações podem ser feitas para que o jogo beneficie crianças com necessidades educacionais especiais, como crianças com TDAH ou autismo?

    Para adaptar o jogo “Carinhas” a crianças com TDAH ou autismo, é importante considerar algumas estratégias que ajudem a manter o foco e reduzir a frustração. Para crianças com TDAH, pode-se introduzir pausas curtas durante o jogo, para que elas possam descansar e se reorganizar. Já para crianças com autismo, adaptações podem incluir simplificar as regras, como retirar a necessidade de bater na sineta e focar apenas no reconhecimento de figuras iguais. Instruções claras e repetitivas também ajudam, assim como o uso de reforço positivo a cada conquista, reforçando comportamentos adequados e o controle de impulsos.

    2) Qual é a faixa etária mais apropriada para jogar “Carinhas”?

    O jogo “Carinhas” é recomendado para crianças a partir de 4 anos, pois nessa idade elas já começam a desenvolver as habilidades necessárias para reconhecer padrões e trabalhar com jogos de memória. No entanto, essa idade é apenas uma sugestão, pois depende muito do desenvolvimento individual de cada criança. Algumas crianças podem estar prontas um pouco antes, enquanto outras podem precisar de mais tempo para desenvolver as habilidades necessárias para jogar. O importante é adaptar o jogo às necessidades e ritmo da criança. Observando o interesse e o nível de concentração, é possível ajustar o número de cartas ou simplificar as regras para garantir que a experiência seja divertida e enriquecedora, independentemente da idade.

    3) Como podemos observar e monitorar o progresso das crianças em relação ao desenvolvimento de funções executivas ao longo do tempo com o uso do jogo?

    Para monitorar o progresso das crianças no desenvolvimento de funções executivas através do jogo “Carinhas”, é importante observar e anotar comportamentos específicos ao longo de várias sessões de jogo. Uma forma eficaz é criar uma tabela de observação que registre, por exemplo, a frequência com que a criança consegue controlar seus impulsos (não bater na sineta de forma precipitada), sua capacidade de manter a atenção por períodos maiores e sua habilidade em tomar decisões de forma mais rápida e acertada. Além disso, é possível registrar o tempo que a criança leva para completar uma partida e como ela lida com os erros ao longo do jogo. O progresso pode ser monitorado também na forma como a criança ajusta suas estratégias cognitivas, mostrando flexibilidade cognitiva ao mudar táticas de jogo quando necessário. Esses registros podem ser revisados com o passar do tempo, para identificar melhorias em cada habilidade das funções executivas.

    Se ficou com outras dúvidas, pode deixar nos comentários que eu terei o maior prazer em responder ou entre em contato!

  • Tô Esperto

    Tô Esperto

    O-lá!

    Conto agora ou depois que o PDF do jogo “Tô Esperto” está gratuito?! Ah, já contei…Rsrs!

    Antes de baixar o jogo vamos falar um pouco sobre neuroplasticidade? Você gosta deste tema? Se gosta, acompanhe…

    O cérebro humano é um órgão notável que continua a intrigar cientistas e pesquisadores em todo o mundo. Uma de suas características mais surpreendentes e fascinantes é a neuroplasticidade. Mas o que exatamente é a neuroplasticidade?

    Rudimar dos Santos Riesgo (2007, p.391) diz que:

    “Neuroplasticidade é a propriedade do sistema nervoso de alterar sua configuração morfológica ou funcional sob influência dinâmica do ambiente.”

    Em outras palavras, nosso cérebro tem a habilidade de se adaptar e reorganizar suas conexões neurais com base nas experiências, aprendizados e estímulos que enfrentamos ao longo da vida.

    Esse conceito desafia a visão tradicional de que o cérebro é uma estrutura estática e imutável. Em vez disso, a neuroplasticidade mostra que nosso cérebro é tipo um camaleão que vai se adaptando às tretas da vida. Ou seja, é possível que, com estímulos, ele rebole e se rearranje… Rsrs! Isso significa que, mesmo em idades avançadas, nosso cérebro ainda possui a capacidade de aprender, mudar e se adaptar. Show de bola, né?

    Existem dois tipos principais de neuroplasticidade:

    Neuroplasticidade Estrutural: Esta forma de neuroplasticidade envolve mudanças físicas na estrutura do cérebro. Isso pode incluir o crescimento de novas conexões neurais, a formação de novos neurônios (neurogênese) e a reorganização de áreas cerebrais. Por exemplo, quando aprendemos uma nova habilidade, como tocar um instrumento musical, nosso cérebro passa por mudanças estruturais para acomodar essa nova habilidade.

    Neuroplasticidade Funcional: Esse tipo de neuroplasticidade refere-se à capacidade do cérebro de reorganizar suas funções. Quando uma área do cérebro é danificada devido a lesões ou doenças, outras áreas podem assumir suas funções. Isso é particularmente importante em processos de recuperação após lesões cerebrais, onde o cérebro pode aprender a compensar a perda de função em determinadas regiões.

    A compreensão da neuroplasticidade tem implicações profundas em muitos campos, incluindo a medicina, a educação e a psicologia. Ela sugere que a recuperação após lesões cerebrais pode ser mais promissora do que se pensava anteriormente e que a educação ao longo da vida é fundamental para manter nosso cérebro saudável e adaptável.

    Além disso, a neuroplasticidade oferece esperança para aqueles que enfrentam desafios de saúde mental, como a ansiedade, a depressão e o transtorno do espectro autista (A mãe atípica 💙 que vos escreve este texto saltita com essas informações). Terapias que visam aproveitar a capacidade de reorganização do cérebro estão se tornando cada vez mais comuns e eficazes 🙏

    Em resumo, a neuroplasticidade é um fenômeno extraordinário que nos lembra da incrível capacidade de adaptação do cérebro humano. À medida que continuamos a explorar e compreender melhor esse processo, abrimos novas portas para melhorar nossa saúde mental, aprender novas habilidades e alcançar todo o potencial de nossa mente. A neuroplasticidade é uma prova viva de que nunca é tarde demais para aprender, crescer e se desenvolver. É, sem dúvida, uma das maravilhas mais notáveis do mundo da neurociência.

    Por isso o nosso trabalho na área da educação é tão importante! O jogo “Tô Esperto” que eu trouxe hoje como sugestão pode contribuir para estimular atenção, percepção, organização, orientação espacial. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    Coloque as cartas em um saco.

    Cada jogador, na sua vez, retira uma carta do saco e procura no tabuleiro formas geométricas nas posições correspondentes. Em seguida, conecta essas figuras formando um quadrado, no qual insere a inicial de seu nome (veja o vídeo!).

    Se o jogador pegar uma carta que não há mais no tabuleiro figuras correspondentes para conectar e formar um quadrado, ele passa a vez.

    O jogador que formar mais quadrados é o vencedor do jogo.

    É isso! Gostou do que leu e viu por aqui? Que tal me contar nos comentários?

    Um abraço e até o próximo jogo…Hehe!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Aprendizagem e situações específicas. In: ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

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  • Olhar Atento

    Olhar Atento

    O-lá!

    Assim como os músculos do nosso corpo, o cérebro também requer estímulo, desafio e atividade regular para se manter saudável e funcionar bem. A neuroplasticidade é o conceito chave aqui, ela se refere à capacidade do cérebro de reorganizar suas conexões neurais em resposta a novas experiências, aprendizado e estímulos.

    E, segundo estudos, podemos ir muito mais longe do que imaginamos! Uhuuu!!!

    […] não devemos ser medrosos: nossa capacidade de raciocínio é, de forma geral, maior do que suspeitamos, e, quando a exercitamos comprovamos com grata surpresa que chegamos muito mais longe do que imaginávamos.  (BATLLORI, 2099, p. 10)

    Agora, imagine no que pode acontecer se a gente fortalecer o cérebro das nossas crianças desde cedo (sem excessos, óbvio)! Isso pode ter impactos significativos nas habilidades cognitivas ao longo da vida de qualquer criança. A exposição a diferentes tipos de exercícios cerebrais ajuda a desenvolver a flexibilidade mental, ou seja, a capacidade de se adaptar a diferentes situações e formas de pensamento. Isso é valioso em um mundo em constante evolução.

    Falando um pouco sobre o jogo que eu trouxe hoje como sugestão, o “Olhar Atento”, ele estimula a atenção e a percepção, com o objetivo de ampliar a capacidade de armazenamento na memória de trabalho. Essa memória permite a realização de tarefas que podem ser esquecidas em breve. Hummm… Será que essa memória é realmente tão importante, já que registra coisas que a gente esquece logo? Com certeza! Vamos dar uma olhada em alguns exemplos simples que recorremos a ela no contexto escolar:

    – Cópia do quadro: A criança lê uma frase e a registra no caderno sem precisar ficar olhando para o quadro palavra por palavra (isso após estar alfabetizada).

    – Leitura: Se a criança não retém na memória de curto prazo o que lê em um texto, como conseguirá compreender o conteúdo? Ao chegar ao final do texto, não se lembrará de nada do que leu.

    – Resolução de problemas: Para a criança resolver exercícios de matemática, ciências ou outras disciplinas requer a retenção temporária de informações relevantes, como dados do problema e passos do processo de resolução. 

    “[…] a memória de curta duração é crucial para o entendimento da linguagem oral e escrita e, também, em última análise, para o aprendizado em si.” (RIESGO, 2007, p. 275)

    É importante deixar claro que a capacidade de memorização de uma criança varia consideravelmente de acordo com vários fatores, tais como:  idade, boa noite de sono, desenvolvimento cognitivo, estado emocional, alimentação, interesse no assunto, treinamento e técnicas de memorização utilizadas. Não há um número exato de objetos que uma criança pode memorizar, pois isso depende de diversos aspectos.

    Em termos gerais, a memória de curto prazo de uma criança pode lidar com um número limitado de itens, geralmente referido como a capacidade da “memória de trabalho”. Estudos sugerem que a maioria das crianças em idade pré-escolar (3 a 5 anos) pode lembrar-se de cerca de 2 a 7 itens. A capacidade da memória de trabalho tende a aumentar à medida que a criança cresce.

    No entanto, a memória não é apenas sobre quantidade, mas também sobre como as informações são organizadas e codificadas. Técnicas como agrupamento (agrupar itens semelhantes) e repetição espaçada (revisitar informações ao longo do tempo) podem melhorar significativamente a capacidade de memorização, independentemente da idade.

    Lembre-se de que esses números são apenas estimativas e podem variar amplamente. Cada criança é única e pode ter suas próprias habilidades e limitações de memorização. Além disso, a capacidade de memorização pode ser desenvolvida e aprimorada ao longo do tempo com prática, treinamento e estratégias eficazes.

    Ai, acho que já me alonguei demais neste post, peço desculpas! É que eu acho fascinante este tema. De qualquer forma, espero que as informações que você leu por aqui tenham sido úteis.

    Agora vamos ao jogo “Olhar Atento”?

    Sugestão de Uso:

    O jogador seleciona uma cartela, observa e descreve o que vê: as formas de cada figura, cores e a sequência.

    Em seguida, você retira a cartela do campo de visão do jogador, que deve selecionar as fichas com as figuras previamente observadas na cartela e organizá-las na mesma sequência.

    Para ampliar o nível de desafio, o jogador pode optar por selecionar mais de uma cartela. Veja o vídeo para completar o entendimento 😉

    Ufa! Terminei… Hehe! Gostou?! Que tal me contar, hein?! Adoro quando vocês deixam comentários.

    Ahhhh… O jogo “Olhar Atento” estará disponível gratuitamente até amanhã (quinta-feira, dia 14/09/2023). Ou seja, aproveiteeeee!!!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtorno da memória. In: ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

     

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    GRATUITO ATÉ ESTA QUINTA-FEIRA (14/09/2023)

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  • Se Liga Nessa

    Se Liga Nessa

    O-lá!

    PDF GRÁTIIIIS!! Uhuuu! Já sabe que eu estou feliz só por imaginar o seu sorriso, né?! Hehe

    O objetivo do jogo “Se Liga Nessa” é estimular a percepção, a atenção, orientação espacial (frente, atrás, direita, esquerda) e a construção do número.

    É também uma maneira bem divertida de iniciar a relação das crianças com os números. Inclusive, isso é muito importante porque, por mais que haja pessoas que torçam o nariz quando ouvem a palavra matemática (Ei, claro que não estou falando de mim ou de você…Rsrs), ela está em nosso dia a dia em diversas ocasiões: nas compras, nas estimativas (virão cinco pessoas para o almoço, então preciso de “x” xícaras de arroz), nas contagens, etc. Portanto, o melhor a fazer é, desde cedo, estabelecer um bom relacionamento com os números para uma “convivência sadia”… Rsrs

    Uma das “tarefas” deste jogo será a contagem e isso, preciso dizer, é diferente de ensinar a recitar números. Quem trabalha na Educação já sabe disso porque aprendeu em sua formação. Estou escrevendo porque sei que alguns pais passam por aqui e, por não saber a diferença, acreditam que seus filhos estão tendo um bom desenvolvimento lógico-matemático porque já sabem contar oralmente até 10, 20, 50… Eu não estou dizendo que isso é ruim, apenas que isso não é o suficiente. Na verdade, isso é, até certo ponto, relativamente fácil. É como aprender a cantar uma música.

    Contribuir para o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático vai além disso! E para isso é fundamental, dentre outras habilidades, construir uma boa base com números pequenos.

    Quando uma criança recita com certa facilidade os números de 1 a 10, pode parecer que ensinar contagem seja simples. Não é: contar é diferente de recitar. Contar implica perceber que cada objeto corresponde somente a um termo da contagem e que não se deve pular nem repetir um objeto […]. (BIGODE e FRANT, 2011, p. 9)

    Dito isso, bora jogar?!

    Sugestão de uso:

    Deixe o tabuleiro e as fichas coroa no centro da mesa.

    Coloque as fichas com imagens de setas e círculos viradas para baixo.

    Cada criança, na sua vez, vira uma ficha e observa a seta e o círculo. Procura no tabuleiro um quadro igual, ou seja, que tenha o círculo na  mesma posição em relação à seta (este é um momento que exige muita atenção!). Verifica qual número aparece imediatamente abaixo e pega a quantidade correspondente de fichas coroa.

    Ganha o jogo e recebe uma coroa quem primeiro conquistar 10 fichas coroa.  

    E agora, na próxima jogada, será que o jogador irá conseguir mantê-la?

    O que você achou deste jogo? Ah, faça adaptações, amplie as possibilidades de uso e depois me conta, pode ser?

    Um abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BIGODE, Antonio J. L.; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

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  • Figura Faltante

    Figura Faltante

    O-lá!

    Que tal um jogo para estimular a alfabetização e, de quebra, exercitar a memória?! Eu acho maravilhoso, e você? Conte pra mim nos comentários 😉

    Já que eu comecei o post de hoje falando sobre memória, você sabia que houve um tempo em que se acreditou que ela estava localizada em uma única parte do nosso cérebro? Hoje sabemos que, na verdade, ela funciona por meio de uma rede de neurônios que processam e preservam diferentes tipos de informações distribuídas em diversas áreas de nosso cérebro. Ou seja, assim que uma informação chega, diversas conexões são ativadas simultaneamente e uma parte extensa do cérebro é envolvida no processamento das lembranças.

    Agora, o primeiro passo para uma pessoa acessar uma informação e depois tê-la registrada em suas lembranças, é o interesse. Do contrário, é como se o cérebro estivesse desligado.  

    O jogo que eu trouxe hoje tem como pano de fundo o objetivo de estimular a alfabetização, porém, a criança é envolvida em uma brincadeira de tentar descobrir uma figura faltante. Isso é super bacana para “ligar” o sistema de interesse/motivação da criança. E uma criança engajada, motivada, com certeza aprende mais fácil 😉

    […] Não tendo motivação, não tem atenção, não tem boa aquisição de novas informações, não tem formação de memórias, e pode não ter um bom aprendizado. (RIESGO, 2007, p.270)

    Sendo assim, “bora ligar” o sistema de interesse/motivação da criançada?

    Sugestão de Uso:

    Comece mostrando para a criança uma cartela que tem duas imagens. Dê um tempinho para ela observar e, depois, tire a cartela do campo de visão dela. Entregue para a criança outra cartela que contenha somente uma das figuras que ela viu na cartela anterior.

    Ela deve escrever o nome da imagem que está faltando.

    Por fim, você revela a primeira cartela para ela conferir.

    Para ampliar o desafio, aumente o número de cartelas. Ou seja, apresente duas, três, quatro cartelas para a crianças observar e depois descobrir as imagens que estão faltando.

    É isso! De maneira divertida você promoverá aprendizagem!

    Um abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtorno da memória. In ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

    REFERÊNCIA

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 18 fichas com duas figuras;
    • 18 fichas faltando uma figura;
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  • Rumo às Estrelas

    Rumo às Estrelas

    O-lá! 

    Hoje tem jogo grátiiis!!! Já comecei bem o post, não é mesmo?

    E é o seguinte: o objetivo do jogo é estimular atenção, percepção, coordenação motora fina, pensamento lógico, orientação espacial que, inclusive, são importantes para o desenvolvimento da alfabetização. Talvez você esteja se perguntando: “como assim, o que tem a ver um jogo que não tem letras com a alfabetização?” Pois bem, alguns conceitos são importantes para o desenvolvimento da leitura e escrita. Exemplo: noção de em cima, embaixo, direita, esquerda. Isso porque algumas letras, tais como, “b”, “d”, “p”, ”q”, se diferenciam, visualmente falando, por uma questão de orientação espacial. Para o observar estes detalhes será muito útil se a criança estiver com sua atenção, percepção e orientação espacial bem desenvolvidas.

    Como sempre venho falando, o lúdico, é o melhor caminho para conseguirmos que a criança desenvolva habilidades que são importantes para o seu desempenho cognitivo, físico e emocional. Por que não dizer também para que os jovens, adultos, se desenvolvam? Afinal, enquanto houver um sopro de vida, ainda há a possibilidade de aprendizagem. E com diversão, quem não quer? É uma questão apenas de sabermos escolher de acordo com as necessidades e interesses do público com quem pretendemos trabalhar. O jogo “Rumo às estrelas” é mais adequado para o público infantil. Se você utilizar com outro perfil, conte para mim sua experiência. Vou amar saber 😉

    […] Cada jogo pode desenvolver ou reforçar muitas habilidades, tanto cognitivas como sociais […]. (BATLLORI, 2009, p. 19).

    Sugestão de uso:

    Entregue para cada jogador um tabuleiro e 16 fichas.

    Explique aos jogadores que a linha verde, no “dado foguete”, determina a margem inferior.

    Cada um, na sua vez, joga os dois dados.

    O “dado cor” determina a cor do foguete que deve ser colocado no tabuleiro.

    O “dado foguete” determina a direção (para direita, para esquerda, para cima, para baixo).

    Sendo assim, após lançar os dados, o jogador deve colocar o foguete na cor e posição correta sobre o tabuleiro.

    Ganha o jogo quem primeiro completar uma linha na horizontal ou vertical.

    É isso! Gostou do jogo? Veja mais detalhes de como jogar no vídeo abaixo.

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009

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    • 16 fichas de foguetes;
    • 01 dado cor;
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