PDF GRÁTIS!!! Podem comemorar porque o recurso é maravilhoso. Vejam a seguir!
Quando os aprendentes estudam uma matéria eles precisam estar prestando atenção ao que estão lendo e, ao mesmo tempo, se concentrar para guardar as informações por um longo período. Do contrário, se eles se distraem, quando estiverem no final do texto já não se lembrarão de mais nada.
No entanto, a atenção e a amplitude de concentração é subjetiva, ou seja, é particular de cada sujeito. Sendo assim, não podemos esperar que todos tenham o mesmo desempenho. Até porque são habilidades que sofrem influência biológica, momento do dia, se a pessoa está com sono, bem alimentada, com alguma preocupação, etc.
A amplitude da concentração, assim como a atenção, varia de pessoa para pessoa. […] Apesar dessas variações, todos podem melhorar a capacidade de concentração. (ATENÇÃO, 2006, p. 48).
Ou seja, respeitando as particularidades de cada criança, podemos estimular a atenção e concentração e assim favorecer muito a ampliação destas habilidades. Os jogos e brincadeiras são ferramentas indispensáveis 😉
O recurso que trouxemos para vocês hoje é espetacular para isso! (sem falsa modéstia… rsrs).
Sugestão de Uso:
A criança escolhe uma cartela.
Em seguida, cobre o traçado do quadro que tiver um cachorro com expressão facial diferente das que estão dispostas no quadro modelo.
Dica: Orientem as crianças a observarem detalhadamente: olhos, orelhas, boca.
Encerramos este texto deixando um abraço afetuoso e desejando que nosso material contribua muito.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ATENÇÃO. In: 101 maneiras de melhorar sua memória. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006.
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Trouxemos para vocês um jogo maravilhoso para estimular o desenvolvimento da orientação espacial. Esta é uma habilidade importante para que a criança seja capaz de situar-se e orientar-se em relação aos objetos, às pessoas e ao seu próprio corpo em um determinado espaço.
[…] envolve a percepção do “eu” em relação aos objetos e o meio ambiente. É saber localizar o que está à direita ou à esquerda; à frente ou atrás; acima ou abaixo de si, ou ainda, um objeto em relação a outro. É ter noção do longe, perto, alto, baixo, longo, curto. (ASSUNÇÃO; COELHO, 1997, p.96)
Ter uma boa orientação espacial é essencial para a vida de uma maneira geral e é importante que a criança tenha este conhecimento bem integrado para que o processo de alfabetização ocorra com mais tranquilidade. Talvez você esteja se perguntando: “O que uma coisa tem a ver com outra?” Então seguem alguns exemplos. Para que a criança consiga diferenciar as letras b, d, p, q é necessário que ela tenha uma boa compreensão de orientação espacial. Outro exemplo, são os conceitos “antes” e “depois” que também precisam estar bem compreendidas para que a criança consiga respeitar a ordem das letras em uma palavra. Afinal, uma troca de ordem de letra pode modificar totalmente uma palavra como é o caso de LAGO/ALGO.
É preciso salientar que estes conhecimentos perpassam primeiro pelo corpo para que depois a criança possa transferir aos objetos, as coisas, para a leitura e escrita. Conseguem perceber a importância dos jogos, das brincadeiras, da psicomotricidade, das aulas de educação física?!
O jogo que trouxemos hoje, além de estimular o desenvolvimento da orientação espacial, também instiga a atenção e a percepção. Vamos nessa?!
Sugestão de uso:
Coloquem o tabuleiro em uma superfície plana. Os jogadores devem ficar de frente para o tabuleiro. Antes de iniciar o jogo, propriamente dito, os jogadores podem observar as figuras de ursos e imitar as posições deles. Isso irá estimular a atenção e a percepção.. Após, cada jogador, na sua vez, joga primeiro o dado com figura de urso. Em seguida, joga o dado com indicação de posição: antes, depois, abaixo, acima (o círculo, que consta neste dado, simboliza o urso). Supondo que seja sorteada a posição “Acima”, O jogador deve procurar o urso sorteado, mas marcar o urso que está imediatamente “acima” dele. O jogo segue até que seja sorteado um urso que não tenha mais disponível no tabuleiro. Ganha quem conseguir marcar mais ursos. Dica: Se você plastificar ou colocar o tabuleiro dentro de um saco plástico (aqueles de pasta catálogo) os jogadores podem marcar sobre ele com canetinha e, após o uso, apagar com uma flanela.
Por hoje é isso! Esperamos que nosso texto e sugestão de jogo contribua! Um forte abraço.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ASSUNÇÃO, Elisabete; COELHO, Maria Teresa. Problemas de aprendizagem. São Paulo: Ática, 1997.
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Gente, uma maneira de estimular o pensamento lógico, a atenção, a percepção, a memória, é disponibilizar às crianças jogos e brincadeiras que elas possam comparar objetos (forma, tamanho, cor diferente). A habilidade de comparar é um ato mental no qual é preciso colocar as coisas em relação umas com as outras para identificar semelhanças e diferenças. Dependendo da idade e conhecimento prévio do aprendente pode ser uma tarefa bem complexa.
[…] problemas envolvendo comparação são difíceis, pelo menos para crianças menores… na verdade, comparar é bastante complexo. (KAMII, DECLARK, 1997, p. 158).
Sendo assim, o jogo que trouxemos como sugestão hoje é um daqueles recursos excelentes que devem estar presentes em ambientes que pretendem incentivar o desenvolvimento cognitivo.
Sugestão de uso:
Coloque todas as cartas dentro de uma sacola/caixa. Cada jogador, na sua vez, retira uma carta da caixa. Todos os jogadores, ao mesmo tempo, procuram qual figura é a única que não tem outra igual a ela. Deve ser ignorado o tamanho e a direção. Quem encontrar primeiro bate com a mão sobre a carta e mostra a figura. Cada acerto vale um ponto. Ganho o jogo quem chegar a cinco pontos primeiro.
Gente, este jogo, como os demais compartilhados com vocês, foi desenvolvido com muito comprometimento e entusiasmo. Esperamos que vocês sintam o toque do nosso afeto em cada detalhe. Utilizem com as crianças e depois nos contem como foi a experiência, ok?
Oie!!! O jogo que estamos compartilhando com vocês lembra um pouco o tradicional Jogo dos Pontinhos, porém, é diferente! Sendo assim fiquem atentos às regras! 😉
O arquivo PDF está disponível gratuitamente na nossa loja. Tem link para adquirir no final deste post! uhuuu!!! <3
Habilidades estimuladas: atenção, percepção, pensamento lógico, orientação e localização espacial, coordenação motora fina, tolerância à frustração, entre outras.
Como este jogo exigirá muito da atenção e da percepção visual é importante estarmos cientes que nem todas as pessoas tem a mesma amplitude de atenção e percebe as coisas do mesmo jeito. Ou seja, a capacidade da atenção, de perceber as coisas ao seu redor é muito particular de cada um. Sofre influências da personalidade, dos interesses, do meio cultural em que vive e, também dos estímulos que recebe. Sendo assim, sempre é possível melhorar o desempenho, mas é essencial respeitar as particularidades de cada aprendente. 😉
[…] Não somos todos igualmente atentos e não prestamos atenção da mesma maneira. A forma de absorver as informações é influenciada pela educação, mas também depende da personalidade, dos interesses e das atitudes em relação ao mundo. (ATENÇÃO, 2006, p. 40).
Sugestão de uso:
Coloquem o tabuleiro sobre uma superfície plana. Os jogadores deverão ficar de frente para o tabuleiro.
Após, cada um, na sua vez, joga o dado. Em seguida, localiza no tabuleiro quatro pontos que tenham as mesmas cores e localização espacial que foram sorteadas no dado. Une os quatro pontos com traços para formar um quadrado e coloca a inicial do seu nome no interior.
Se for sorteado “todas as cores” o jogador pode escolher qualquer um dos lados do dado para procurar o grupo de pontos no tabuleiro.
Observações importantes:
1) A linha azul que consta no dado determina a margem inferior dele;
2) É proibido utilizar pontos que já foram marcados em jogadas anteriores (isso aumenta a necessidade de prestar atenção).
3) Passa a vez do jogador se ele jogar o dado e for sorteado um grupo de pontos que não tem mais disponível para traçar e formar um quadrado;
4) Encerra a partida se um dos jogadores passar a vez três jogadas seguidas ou não ter mais quadrado disponível para fechar.
Ganha o jogo quem fechar mais quadrados.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ATENÇÃO. In: 101 maneiras de melhorar sua memória. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006.
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Oieee!!! Hoje tem presenteeee!!! O arquivo PDF com o jogo que sugerimos neste post está gratuito na nossa loja. Uhuuu!!! A gente se diverte fazendo vocês felizes 😉
Pensamos em duas formas de utilizar este recurso e ficaremos muito felizes em saber se vocês pensarem em maneiras diferentes.
O jogo exige precisão e por isso é super indicado para estimular a atenção, percepção e concentração. A criança precisará ficar atenta à posição do pequeno traço (se ele está para baixo, para cima, para o lado, etc.) e à cor das figuras.
[…] Para definir concentração, poderíamos dizer que é a forma mais intensa de atenção. É necessário prestar atenção para atingir uma verdadeira concentração. […] (ATENÇÃO, p. 48, 2006).
Então vamos estimular estas habilidades? Sim, podemos desenvolver ou aperfeiçoá-las!!!
Sugestão de jogo 1:
Uma criança joga o dado. Observa a cor da figura que caiu no dado e, também, para que lado está o traço. Em seguida, procura e pinta (com a mesma cor) uma figura igual (em qualquer lugar do tabuleiro). Depois é a vez de outra criança. Se a criança jogar o dado e cair uma figura que ela não tem mais disponível para pintar em seu tabuleiro, passa a vez para outro jogador. O jogo segue assim até uma das crianças completar uma coluna ou linha inteira do seu tabuleiro.
Sugestão de jogo 2:
Uma das crianças joga o dado e, todas ao mesmo tempo, procuram e pintam em seus tabuleiros TODAS as figuras iguais a que caiu no dado. Ganha o jogo quem conseguir encontrar e pintar as figuras em menos tempo.
Observação 1: O traço laranja indica a margem inferior do dado. É importante ficar atento a este detalhe no momento do jogo.
Observação 2: Se o tabuleiro for colocado dentro de um saco plástico as marcações poderão ser feitas com canetinha sobre ele e, após o uso, apagadas com uma flanela.
Ficamos por aqui!
Se vocês têm dúvidas perguntem nos comentários que respondemos!
Bju
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ATENÇÃO e concentração. In: 101 maneiras de melhorar sua memória. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006.
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Gente, sabemos que, quando estamos diante de um conhecimento novo, muitas vezes, para conseguir aprender será importante a repetição. Obviamente que não estamos aqui falando de fazer exercícios monótonos e enfadonhos. Mas, por exemplo, uma sílaba precisa ser vista, pronunciada e escrita várias vezes até que a criança a reconheça, certo? Então, precisamos que esta sílaba chegue até à criança de várias formas e, de preferência, lúdica.
O jogo que eu trouxe como sugestão para vocês hoje fará com que as crianças sejam estimuladas a procurar e a pronunciar algumas sílabas várias vezes. No entanto, da maneira que foi organizado, possivelmente, as crianças nem se darão conta disso! Para elas será apenas um jogo e nós estaremos disponíveis para mediar conforme a necessidade delas e, inclusive, repetindo o nome da sílaba quando a criança não souber ou lembrar. Vão nos dizer que isso não é o máximo do máximo…rsrs
Para identificar quais sílabas precisarão ser procuradas as crianças deverão estar atentar aos sons iniciais das palavras.
A capacidade auditiva da criança, sua capacidade de ouvir e discriminar sons diferentes constitui fator indispensável à aprendizagem da leitura e da escrita […]. (ANTUNES, p. 46, 2003).
Sugestão de uso:
Os jogadores devem receber botões de cores diferentes (pode ser bolinhas de papel ou massinha de modelar). O tabuleiro deve ser colocado sobre uma superfície plana (mesa, chão) e as fichas com figuras dentro de uma sacola/caixa. Cada jogador, na sua vez, retira uma ficha da sacola e diz qual sílaba inicia o nome da figura. Em seguida, todos os jogadores devem procurar no tabuleiro o maior número possível da sílaba. Ou seja, a mesma sílaba aparece mais de uma vez no tabuleiro. Quando encontrar diz, por exemplo: “achei o BA” e coloca um botão sobre a sílaba. Faz um ponto quem conseguir encontrar mais da mesma sílaba. O jogo continua e ganha quem chegar a cinco pontos primeiro.
Observação: Pode ser um facilitador da localização das sílabas se, cada jogador, receber um tabuleiro.
Variação: Para deixar o jogo mais desafiador pode ser determinado um tempo para localização das sílabas.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
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Quem acompanha a Psicosol talvez já conheça este jogo. Sempre que ele aparece nas redes sociais, desperta muito interesse entre professores e costuma estar entre os materiais mais baixados do site. E não é por acaso. Embora tenha regras simples, ele mobiliza habilidades cognitivas fundamentais para a aprendizagem.
O Marque a Igual foi desenvolvido a partir dos princípios estudados durante minha formação no Programa de Enriquecimento Instrumental (PEI), criado por Reuven Feuerstein. Não se trata de um instrumento oficial do programa, mas de um recurso pedagógico inspirado em sua proposta de promover o desenvolvimento das funções cognitivas por meio da mediação.
Muito mais do que encontrar figuras iguais, este jogo desafia o cérebro a observar cuidadosamente, comparar informações, controlar respostas impulsivas e localizar estímulos considerando sua orientação espacial.
Por que trabalhar atenção, percepção e orientação espacial?
Aprender a ler, escrever, interpretar textos ou resolver problemas matemáticos depende de muito mais do que conhecer letras e números.
Para identificar uma letra, por exemplo, a criança precisa perceber detalhes visuais muito pequenos. Basta modificar a posição de um traço para que uma letra deixe de ser b e passe a ser d, p ou q. Da mesma forma, durante a leitura, é necessário localizar rapidamente informações, acompanhar a direção correta do olhar, comparar símbolos e identificar diferenças quase imperceptíveis.
Esses processos envolvem diferentes funções cognitivas, entre elas:
atenção concentrada;
atenção seletiva;
percepção visual;
discriminação de detalhes;
comparação;
orientação espacial;
controle da impulsividade.
Quando essas habilidades são pouco desenvolvidas, é comum que a criança apresente dificuldades para localizar informações, copie elementos de forma inadequada, confunda posições espaciais, deixe escapar detalhes importantes ou responda antes mesmo de analisar o problema.
Por isso, estimular essas funções cognitivas desde cedo contribui para tornar futuras aprendizagens mais eficientes.
A importância da mediação
Um dos princípios centrais da teoria de Reuven Feuerstein é que o desenvolvimento cognitivo não acontece apenas porque a criança realiza atividades. O progresso depende, principalmente, da qualidade da mediação realizada pelo adulto.
Isso significa que simplesmente entregar o jogo não é suficiente.
Antes mesmo de iniciar a partida, reserve alguns minutos para explorar o material com os jogadores.
Convide-os a observar cuidadosamente as peças.
Pergunte:
O que vocês percebem de diferente entre estas figuras?
O que muda de uma peça para outra?
As setas apontam sempre para a mesma direção?
O círculo permanece na mesma posição?
Como podemos ter certeza de que encontramos exatamente a figura correspondente?
Esses questionamentos levam a criança a dirigir voluntariamente sua atenção para os aspectos realmente importantes da tarefa, favorecendo uma observação mais consciente.
Como afirmam Macedo, Petty e Passos (2000), apresentar o material é um momento que deve ser valorizado pelo profissional. É durante essa exploração inicial que muitas estratégias de pensamento começam a ser construídas.
Como jogar
Cada participante recebe um tabuleiro.
Na sua vez, o jogador lança o dado e observa cuidadosamente dois aspectos:
a direção da seta;
a posição do círculo.
Em seguida, procura em seu tabuleiro um quadro exatamente igual e o marca.
Vence quem completar primeiro uma coluna inteira.
Variação
Para aumentar o desafio, o vencedor será aquele que completar todo o tabuleiro.
Essa versão exige maior tempo de permanência na atividade, aumentando a necessidade de manter a atenção durante toda a partida.
Dica importante
Observe a linha azul presente no dado. Ela indica sua margem inferior e serve como referência para a orientação espacial.
Ignorar essa referência pode levar a respostas incorretas, tornando a atividade ainda mais interessante para discutir estratégias de observação e comparação.
Muito além de um jogo
Embora seja simples de aplicar, o Marque a Igual oferece inúmeras oportunidades de intervenção pedagógica.
Durante a atividade, o professor pode incentivar os participantes a explicar como encontraram a resposta, justificar suas escolhas, revisar erros, comparar estratégias e desenvolver formas mais eficientes de observar os estímulos.
Essa mediação transforma um jogo aparentemente simples em uma rica experiência de desenvolvimento cognitivo, favorecendo habilidades que serão utilizadas em inúmeras situações de aprendizagem dentro e fora da escola.
Referências
FEUERSTEIN, Reuven; FEUERSTEIN, Rafael S.; FALIK, Louis H. Beyond Smarter: Mediated Learning and the Brain’s Capacity for Change. New York: Teachers College Press, 2010.
MACEDO, Lino de; PETTY, Ana Lúcia Sícoli; PASSOS, Norimar Christe. Aprender com jogos e situações-problema. Porto Alegre: Artmed, 2000.
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Queridos(as), vamos falar um pouco a respeito da atenção?
Sabemos que, em alguns casos, delegar uma atividade para uma criança dizendo: preste atenção(!), e esperar que ela consiga atender a nossa solicitação e realizar com autonomia e eficiência, pode ser frustrante. Agora, é complicado afirmar que a criança não prestou atenção, afinal, se pararmos para refletir, a criança sempre está prestando atenção em algo, só, não necessariamente, sua atenção está voltada para o que é preciso e desejado por nós.
De acordo com o que Cypel (2007, p. 376) cita no livro Transtorno da Aprendizagem:
A função atencional tem um papel fundamental no desempenho das funções executivas e deve ser considerada como parte integrante desse sistema funcional. Recebe influências multifatoriais e sua participação é condição básica para realização dos objetivos determinados, intervindo em todas as etapas. A atenção inclui-se no processo com os seus subtipos: estado de alerta, atenção sustentada, seletiva, serial, de deslocamento, compartilhada, e os chamados mecanismos inibitórios que favorecem a exclusão dos estímulos, que não interessam ao objetivo atual.
Um outro detalhe que também pode interferir no transcorrer de uma atividade é que a criança talvez atenda a nossa solicitação e consiga prestar atenção, mas se não possuir estratégias organizativas o trabalho poderá sair prejudicado.
Na atividade de hoje vamos fazer um passo a passo. Isso ajudará a criança a compreender o processo para se organizar, planejar, perceber, e, por fim, conseguir chegar ao objetivo: organizar figuras levando em consideração sequência e direção. De maneira lúdica, vamos deixar a criança consciente da necessidade de criar estratégias para executar com eficiência uma determinada tarefa solicitada.
Tem arquivo PDF com as cartelas para esta atividade na nossa loja. É enviado por e-mail. Para adquirir clique no link disponível no final deste post.
Sugestão de uso:
Mostre uma cartela e deixe a criança observar todas as figuras. Após, retire, apresente as cinco figuras e pergunte: “Qual destas figuras não estava na cartela?”.
Mostre a mesma cartela e deixe a criança observar a sequência das figuras. Após, retire a cartela e diga: “Organize as figuras na mesma sequência”.
Mostre novamente a mesma cartela e deixe a criança observar a direção das figuras. Após, retire a cartela e diga: “Organize as figuras na mesma direção”. Instigue a criança a dizer as direções (para direita, para esquerda, para cima, para baixo).
Achei que um vídeo poderia ser mais explicativo, então preparei este abaixo. Espero que contribua. 🙂
https://www.youtube.com/watch?v=8Ig4hyZBZz8
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Queridos, vamos falar um pouquinho sobre a atenção seletiva? Esta atenção é utilizada quando estamos diante de um estímulo que precisamos focar e, ao mesmo tempo, desconsiderar outros não relevantes para realizar uma determinada tarefa. É como se fosse um filtro e, claro, é muito importante para a aprendizagem acontecer com eficiência. Portanto, precisamos estimular o seu desenvolvimento. Abaixo segue uma sugestão.
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Sugestão de uso:
Colocar em uma pasta arquivo (aquelas com plástico).
Peça para a criança observar as duas figuras que estão na margem superior esquerda de cada página. Exemplo: Diga para ela olhar cada detalhe, como os personagens estão vestidos, se estão segurando algo, qual a sequência deles.
Dentro do quadro há três tipos de figuras diferentes, mas a criança deverá circular com uma canetinha (sobre o plástico) somente as duas figuras que são iguais ao modelo e, também, que estão na mesma sequência.
Talvez, para alguma criança, seja necessário você sugerir, como estratégia para não se perder nas linhas, que ela siga linha por linha, da esquerda para a direita.
Depois do uso é só apagar com uma flanela.
Por hoje foi isso, espero ter contribuído.
Um forte abraço e até a próxima semana. 🙂
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Oie!!! Gente, vamos falar um pouco de memória? Espero que este assunto seja interessante para vocês.
Há um tempo li em um livro (disponível na referência) que George Miller (1956), um pesquisador norte-americano, enquanto estudava sobre a capacidade da memória de curto prazo – hoje chamada de memória de trabalho – descobriu o fenômeno da amplitude da memória. Segundo seus estudos, a amplitude determina a capacidade de armazenamento ou o número de itens (pedaços) que o indivíduo pode reter por até 3 minutos. Esta capacidade pode variar de pessoa para pessoa, entre cinco e nove itens, mas a média seria de sete itens. Porém, dando uma pesquisada na internet encontrei informações mais recentes, de Nelson Cowan (2001), também pesquisador, no qual ele propõe que a atividade da memória de trabalho tem uma capacidade de cerca de quatro itens (pedaços) em adultos jovens e é menor em crianças e adultos mais velhos.
Bom, uma coisa sabemos: nas áreas que são do nosso interesse temos uma capacidade maior de armazenar… hehe
E o importante é que podemos melhorar o desempenho da nossa memória. Para isso é preciso exercitar!!! Então vamos à atividade de hoje?
Procedimento:
Comece deixando a criança explorar todas as fichas de carros disponíveis. Observar que tem carro de polícia, de táxi, de cor verde, de cor vermelha, etc., …
Após, mostre uma carta com dois carros estacionados. Peça para ela observar atentamente quais carros estão na carta e, também, a localização exata deles (ou seja estimular a percepção e atenção!). Quando a criança disser que já viu o suficiente ou por volta de 45 segundos, retire a carta e peça para ela colocar as fichas com os carros sobre a cartela (aquela que tem apenas a marcação do estacionamento) nos lugares corretos.
De acordo com o desempenho da criança você pode aumentar ou diminuir o desafio. Nas cartas que preparei tem de dois a oito carros estacionados. De uma maneira geral, por aqui, as crianças começaram a apresentar dificuldade a partir de quatro carros. No entanto, conforme foram utilizando o material obtiveram mais êxitos. 🙂
Bem, espero que vocês tenham gostado do post de hoje.
Um forte abraço.
Referência
– 101 maneiras de melhorar sua memória. Coordenação de Marie-Christelle Fiorino; tradutores Celimar de Lima, Stela Maris Gandour, Rodrigo Chia. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006.
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08 fichas de carros diferentes;
18 cartas com crescente nível de dificuldade;
01 carta contendo apenas a marcação do estacionamento;