Autor: Solange Moll

  • Figura Repetida

    Figura Repetida

    O-lá!!!

    A motivação, assim como dormir bem e ter boa alimentação, é condição importante para o aprendizado. Sabemos que, com os diversos estímulos disponíveis no nosso meio, é um verdadeiro desafio conseguir a atenção dos nossos aprendentes. No entanto, temos a nosso favor o fato que as crianças gostam de brincar, jogar. Sendo assim, jogos lúdicos podem e devem estar presentes em ambientes que almejam ser mais motivadores para o aprendizado.

    […] crianças com um bom potencial cognitivo também podem ser reprovadas por uma série de motivos, entre eles a desmotivação.[…] (RIESGO, 2006, p. 276)

    O jogo mobiliza a criança de maneira integral. É preciso levar isso a sério! Se estudarmos a evolução humana veremos que o jogo sempre esteve presente. Porém, no meio educaciona,l isso nem sempre foi muito aproveitado. Parece que cópias ocuparam e ainda ocupam tempo demais. Vale uma reflexão!

    A sugestão de jogo que eu trouxe hoje é excelente para estimular a atenção, a percepção. Além disso, podemos trabalhar com ele o aprendizado das formas geométricas. Isso é maravilhoso, não é mesmo?

    Bom, vamos a explicação do jogo 😉

    Sugestões de Uso:

    Colocar as cartas em uma pilha com as imagens para baixo.

    Um dos jogadores vira uma carta da pilha e, todos ao mesmo tempo, devem procurar uma figura repetida. Quem encontrar bate com a palma da mão sobre a carta e, em seguida, mostra a figura. É importante o jogador verbalizar o nome da figura geométrica.

    Se acertou, fica com a carta.

    Se errou, devolve a carta para a pilha.

    Ganha o jogo quem conquistar mais cartas.

    Variação:

    Espalhar as cartas com as imagens voltadas para cima sobre uma mesa. Cada jogador, na sua vez, pega uma carta.

    Ele deve, dentro de um tempo determinado previamente, conseguir localizar outra carta igual. Ou seja, com as figuras geométricas nas mesmas posições.

    Se conseguir encontrar dentro do tempo estipulado ele faz ponto.

    Depois mistura novamente todas as cartas e será a vez de outro jogador fazer uma tentativa.

    Ganha o jogo quem fizer mais pontos.

    Por hoje é isso! Espero que você aproveite o material que estou compartilhando <3

    Um forte abraço e até o próximo post 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

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  • Escreva Quem não Está

    Escreva Quem não Está

    O-lá!

    Há algumas semanas eu compartilhei aqui no site um jogo bem parecido com este de hoje. Foi o jogo Quem não Está! Nele a habilidade principal estimulada era a leitura. Já o jogo que estou sugerindo hoje envolve leitura e escrita.

    A alfabetização é um processo de construção muuuito particular de cada criança e é importante sabermos que, assim como o exercício físico, toda atividade que exige esforço mental precisa de exercício, de prática para ser desenvolvida. É o caso da leitura e da escrita. Obviamente, que eu não estou falando aqui de exercícios enfadonhos… rsrs Mas a prática com jogos e brincadeiras leva a criança a trilhar o caminho da alfabetização com mais prazer, alegria e , consequentemente, à leitura e escrita com mais eficiência.

    Não se deve esquecer que a capacidade mental, da mesma forma que a força física, deve ser desenvolvida com exercícios. […] (BATLLORI, 2009, P. 9)

    Sendo assim, as crianças em processo de alfabetização precisam do nosso olhar atento durante as atividades oferecidas para que possamos identificar o que ela já sabe e, antes de apresentar um novo recurso, verificar se ele realmente irá promover algum tipo de desafio.

    Agora vou apresentar duas maneiras de utilizar o jogo que eu estou indicando hoje, maaas espero que você me conte se aplicar de um jeito diferente 😉

    Sugestão de Uso:

    Comece explorando os alimentos que as crianças gostam, não conhecem, gostariam de experimentar ou não comeriam de jeito nenhum 😉

    Depois a criança escolhe uma carta, observa as imagens, lê a palavra que está escrita e escreve o nome do alimento que está faltando.

    Outra opção de uso: Brincadeira Fui à feira e comprei…

    Coloque as cartas dentro de uma caixa.

    Um jogador retira uma carta da caixa e, por exemplo, diz: “Fui à feira e comprei jaca, jabuticaba”. Esconde a carta. Um outro jogador retira uma carta da caixa e diz: “Fui à feira e comprei jaca, jabuticaba, banana e morango”. Ou seja, cada jogador repete o que já foi dito e acrescenta os alimentos da carta que ele tirou. O jogo termina quando um dos jogadores errar a sequência ou não lembrar os alimentos que já foram ditos.   

    Finalizo este texto deixando um forte abraço! Até o próximo post <3

    p.s. você está gostando dos vídeos que estou deixando aqui no site com a explicação dos jogos? Conta pra mim 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009

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  • Fichas com Alfabeto

    Fichas com Alfabeto

    O-lá!!!

    Tenho trabalhado divertidamente hehe (para não dizer arduamente) no desenvolvimento de ideias que possam contribuir para deixar o processo de alfabetização mais prazeroso para quem aprende e também para quem ensina. Digo com muita certeza: precisamos explorar mais o desejo das crianças pelo lúdico para promover aprendizagem! Isso pode impedir muitas histórias tristes de fracasso escolar! Cada vez que alfabetizamos uma criança estamos investindo um pedacinho no futuro dela.

    Precisamente, é esse entusiasmo que as crianças demonstram pelo jogo que pode ser aproveitado para que adquiram novos conhecimentos, capacidades ou atitudes, ou para consolidar os que já possuem. (BATLLORI, 2009, p. 16)

    Vamos nessa? Conto com você que está lendo este texto e irá baixar o arquivo GRÁTIS para espalhar diversão+aprendizagem em todo lugar que puder <3

    Sugestões de Uso:

    Sugestão 1: Passar canetinha sobre o traçado das letras.

    Sugestão 2: Procurar figuras que começam com cada letra do alfabeto e escrever os nomes nas fichas.

    Sugestão 3: Organizar as letras em ordem alfabética dizendo os nomes e sons de cada uma delas.

    Sugestão 4: Você coloca uma ou duas cartas fora da ordem alfabética para que as crianças descubram “o erro”.

    Sugestão 5: Você tira secretamente uma letra da pilha para que as crianças descubram “qual não está?”.

    Sugestão 6: Escrever palavras com as fichas.

    Sugestão 7: Você pode cortar as fichas de várias maneiras (na diagonal, horizontal, vertical) para formar um quebra-cabeça.

    Por hoje é isso! Espero que você possa ampliar as sugestões que deixei.
    Deixo o meu abraço afetuoso.

    Até o próximo post 🙂

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009


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  • Complete as sílabas

    Complete as sílabas

    O-lá!

    Estamos enfrentando um período muito crítico na educação, não é mesmo? Para crianças em processo de alfabetização então… está complicado! Para não dificultar ainda mais é preciso que nós, os “adultos”, não sobrecarreguemos as crianças com a nossa ansiedade e talvez desespero.

    Por falar em ansiedade e desespero…. também precisamos avaliar com cuidado e separar o que é decorrente da situação de pandemia, que acabou afetando a todos, do que já vem acontecendo há muito tempo. Porque “euzinha” aqui, a Sol, vejo constantemente uma busca acelerada por alfabetizar cada vez mais cedo as nossas crianças. Isso não significa que devemos ficar de braços cruzados. No entanto, é preciso respirar, aquietar o coração e fazer o possível para cada dia porque não podemos de maneira nenhuma queimar etapas.

    O mundo do instantâneo espera que as crianças amadureçam bem antes do esperado em outras épocas. […] (BARBOSA, 2002, p. 114)

    Sendo assim, desejo que possamos seguir sem atropelos. Nosso trabalho pode transformar vidas, mas para isso precisamos um passo ou passinho de cada vez.

    O jogo que eu trouxe hoje tem objetivo de estimular a alfabetização, a atenção, a tolerância a frustração. Ah, a frustração… Precisamos lidar com esta “danadinha” constantemente. As crianças também precisam desenvolver essa habilidade.

    Sugestão de Uso:

    Coloque as fichas com sílabas dentro de uma caixa/sacola.

    Entregue para cada jogador/dupla uma cartela e um lápis/canetinha.

    Tire da caixa uma ficha. Os jogadores que tiverem em suas cartelas uma palavra que esteja faltando a sílaba sorteada devem completar.

    Ganha o jogo quem completar primeiro toda a cartela.

    Dica: Os jogadores podem primeiro escrever as sílabas que estão faltando nas cartelas e, conforme você for sorteando, eles riscam.

    Encerro este texto deixando o meu mais sincero abraço a você que trabalha na área da educação, especialmente, com alfabetização. Espero que, de alguma forma, eu também esteja contribuindo. Você e as crianças são a razão deste site existir.

    Até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BARBOSA, Laura Monte Serrat. PCN: parâmetros curriculares nacionais: o papel da escola no século XXI. Curitiba: Bella Escola, 2002.

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  • Número Faltante

    Número Faltante

    O-lá!!!

    Vamos trabalhar a atenção, a percepção, a coordenação motora fina, a construção do número de maneira beeem divertida com as crianças?

    Sempre percebi que quando utilizamos recursos lúdicos conseguimos extrair com mais facilidade informações sobre as crianças: o que sabem, o que têm dificuldade, dentre outros aspectos importantes, mas também nos conectamos melhor com o mundo delas. E isso é fundamental para o processo de aprendizagem 😉

    Todo profissional que trabalha com crianças sente que é indispensável haver um espaço e tempo para a criança brincar e assim melhor se comunicar, se revelar […] (WEISS, 2007, p. 73)

    Sendo assim, vamos aproveitar estes momentos lúdicos para deixar registrado na memória das crianças que aprender pode ser muito divertido. Conseguindo isso será muito mais fácil acessar as dificuldades e intervir com assertividade.

    Espero que o jogo que estou compartilhando seja muito útil para isso.

    Sugestão de Uso:

    Coloque as cartas dentro de uma lata ou sacola.

    Entregue para cada jogador 9 peças de lego (pode ser tampas de garrafa PET, pedrinhas, escala de cuisenaire)

    Cada jogador deve pegar uma carta da lata e deixar com os números voltados para baixo. Ao seu sinal eles devem virar a carta, procurar o número de 0 a 9 que está faltando e representar a quantidade correspondente com as peças de lego.

    O primeiro que concluir bate uma palma e diz” : “Terminei!”. Se ele acertou , fica com a carta.

    Ganha o jogo quem conquistar mais cartas.

    Observação: Pode ser utilizado uma sineta para o jogador bater quando terminar.

    Fala sério, este jogo é maravilhoso ou não é?! Modesta parte …hehe

    Deixo um abraço e espero você por aqui no próximo post 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    WEISS, Maria Lúcia L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 12. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007

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  • Quem Não Está?

    Quem Não Está?

    O-lá

    O recurso que eu trouxe como sugestão hoje traz um desafio para as crianças em processo de alfabetização resolverem. Hummm … e desafio, se for dentro do que a criança já tem algum conhecimento prévio para conseguir decifrar, é muito bom.

    Em termos práticos, não se trata de continuamente introduzir o sujeito em situações conflitivas dificilmente suportáveis, e sim de tratar de detectar quais são os momentos cruciais nos quais o sujeito é sensível às perturbações e às suas próprias contradições, para ajudá-lo a avançar […]. (FERREIRO e TEBEROSKY, 1999, p. 34).

    Portanto, jogos, brincadeiras e atividades nas quais as crianças são expostas a situações conflitivas são de extrema importância para o seu desenvolvimento.

    O jogo que compartilho hoje tem o objetivo estimular o processo de leitura e escrita, mas também desenvolve a coordenação motora fina e o pensamento lógico.

    Sugestão de Uso:

    A criança escolhe uma carta, observa as imagens, lê as palavras e coloca um marcador (prendedor de roupa, clips) na palavra que corresponde ao nome do animal que não consta entre as imagens disponíveis.

    Outras opções de uso das cartas:

    • Deixe a criança observar por um tempo os nomes dos animais (letra inicial, final…). Em seguida você retira a carta e peça para ela escrever os nomes dos animais. Depois você devolve a carta para ela conferir.
    • Colocar em ordem alfabética os nomes dos animais. Observação: como a criança está em processo de construção da escrita deixe ela levar em consideração apenas a primeira letra das palavras;
    • Escrita de frases e histórias.

    Finalizo este texto deixando um abraço beeem recheado de afeto. Espero você no próximo post. T+

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999

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  • Cria+: Desvendando Palavras

    Cria+: Desvendando Palavras

    O-laaaaá!!!

    Hoje estou escrevendo este texto para compartilhar uma sugestão de um jogo muito especial. Ele foi desenvolvido por mim e pela equipe da Imagine-me. Ops, espere! Você já ouviu falar na Imagine-me? Assim como eu, o Herinque, o Guilherme e o Pablo (equipe Imagine-me) também gostam muito de desenvolver jogos. Considero eles incríveis!

    Para criar este jogo fizemos mais ou menos assim: pegamos os nossos conhecimentos e colocamos tudo dentro de um caldeirão, mexemos, mexemos, … brincadeira…rsrs Ninguém é bruxo, mas juntos desenvolvemos o jogo: Cria+ Desvendando palavras.

    Dentre outras habilidades, o jogo estimula a alfabetização, o letramento, o pensamento lógico, a coordenação motora fina, a criatividade, a inteligência pictórica. Sim, inteligência pictórica!

    Você sabia que, apesar de muitos considerarem pessoas inteligentes aquelas que se destacam por ter um bom desempenho em pensamento lógico e linguístico, o ser humano é dotado de várias inteligências? Certamente você que está lendo este texto tem uma área do conhecimento mais desenvolvida que outra, mas isso não lhe faz mais ou menos inteligente que ninguém. No entanto, faz parte da pessoa que você é! A Inteligência Pictórica é muito forte em desenhistas, ilustradores e especialistas em computação gráfica.

    Evidentemente, sabemos que nem todos serão do time do Walt Disney (que tinha a inteligência pictórica muito bem desenvolvida), porém, é muito importante que sejam valorizados os desenhos das crianças porque através deles elas podem se comunicar, falar de seus desejos, medos, alegrias e dificuldades. É uma forma de comunicação incrível e nem sempre recebe o olhar ou a “escuta” necessária para entender o que a criança está dizendo.

    […] antes mesmo que a linguagem escrita lhe seja acessível, os recursos pictóricos tornam-se elementos fundamentais na comunicação e na expressão de sentimentos, funcionando como um canal muito especial, através do qual as individualidades se revelam – ou são construídas – expressando ainda, muitas vezes características gerais da personalidade […]. (MACHADO, apud ANTUNES, 2003, p. 217)

    Sendo assim, precisamos explorar e valorizar mais as expressões sobre o mundo que as crianças registram nos desenhos. Bora fazer isso?!

    Sugestão de Uso:

    Separar as cartas em três montes, por cor.

    Embaralhar e pedir para a criança pegar uma carta de cada cor (cabeça, corpo, pernas), ler e completar as palavras faltantes para depois representar o personagem descrito.

    Exemplo:

    Carta cabeça: formato de um brinquedo com a sílaba BO.
    A criança pode escrever /BOla/ e desenhar a cabeça do personagem em formato de uma bola.

    Carta Corpo: Forma de um eletrodoméstico com a sílaba DOR.

    A criança pode escrever /computaDOR/ e desenhar o corpo do personagem em formato de um computador.

    Carta Pernas: com o formato de uma ferramenta com a sílaba TE.

    A criança pode escrever /alicaTE/ e desenhar as pernas do personagem em formato de alicate.

    Depois, ela pode criar um nome para o personagem unindo as sílabas das cartas que o/a originaram.
    Neste caso o nome do personagem seria: BODORTE.

    Eu sei, fica meio maluco! Esta é a ideia, brincar com a possibilidade de criar personagens diferentes.

    Em seguida, que tal inventar uma história sobre o personagem? Por exemplo: a idade que ele tem, onde mora, a profissão, o que gosta e o que não gosta de fazer, se tem medo de alguma coisa… Enfim, pode ser explorado o personagem para construção de uma história.

    Para finalizar este texto, quero dizer que eu e a equipe da Imagine-me estamos curiosos para saber a sua impressão sobre o jogo. Aproveite e deixe registrado nos comentários.

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

    ATENÇÃO! Este jogo está disponível em arquivo PDF (para você imprimir, montar e jogar) no site Imagine-me. Para adquirir clique aqui para ser direcionado(a) para lá 🙂

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    Inclusive

  • Associe e Forme Palavras

    Associe e Forme Palavras

    O-lá!!!

    Você já percebeu que quando está diante de uma informação aparentemente nova, busca em sua memória algo que possa associá-la, ou seja, verifica se o conhecimento é totalmente novo mesmo ou se pode fazer uma conexão com qualquer outra coisa que já tenha visto? Então, talvez até tenha percebido, mas, possivelmente, não. Isso porque esse processo é automático e, quanto mais conhecimentos adquirimos, mais associações fazemos! Ou seja, turbinamos nossa capacidade de aprendizagem porque não precisamos partir do zero, entende?

    “[…] cada vez que você encontra algo novo, seja um objeto material ou uma ideia, vai associá-lo automaticamente com o que já conhece. A associação é um processo mental automático. (MEMORIZAÇÃO, 2006, p. 228, grifo do autor)

    O jogo que trouxemos hoje é uma brincadeira de associação. No entanto, aqui será intencional…hehe e além de estimular a alfabetização, tem o objetivo de instigar a flexibilidade cognitiva, pensar em uma maneira diferente de escrever através de códigos que não são letras (mas as representam), como também, despertar a atenção, a percepção.

    Ops! Uma pequena, mas necessária pausa, para explorar um pouco mais o significado e importância da flexibilidade cognitiva. Esta é uma habilidade desenvolvida no lobo frontal do nosso cérebro e ela amadure ao longo dos anos chegando ao ápice lá pelos 35, 40 anos. Porém, entretanto, todavia (rsrsrs), é sempre bom estimular. Afinal, ela contribui para que sejamos capazes de pensar “fora da caixa” e resolver situações simples ou complexas do nosso dia a dia de maneiras diferentes e até criativas 😉

    Pausa feita, agora vamos à utilização do jogo que trouxemos como indicação.

    Sugestão de Uso:

    A criança escolhe uma carta e observa a legenda de associação (cores x letras) para escrever o nome da figura utilizando somente as fichas coloridas.

    Verifique se está correto 😉

    Depois peça para a criança escrever embaixo das fichas coloridas o nome da figura (agora com letras). Em seguida você cobre a legenda da carta, embaralha as fichas coloridas e solicita que a criança tente lembrar a cor que representava cada letra.

    Dica: O registro é sempre importante para apropriação do conhecimento. Sendo assim, após a brincadeira, peça para a criança escrever uma frase com o nome da figura.

    Por hoje é isso! Esperamos que você tenha aproveitado as informações aqui compartilhadas. Conte-nos se você pensou em uma maneira diferente de utilizar este jogo. Vamos amar saber ; )

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    MEMORIZAÇÃO POR ASSOCIAÇÃO. In101 maneiras de melhorar sua memória. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006.

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  • Some e Ganhe

    Some e Ganhe

    O-lá!

    Estimular funções cognitivas é sempre importante quando queremos ampliar a capacidade de aprendizagem de nossos aprendentes. Mesmo sabendo que o nível que cada um chegará é muito subjetivo – individual e não temos como quantificar -, sempre é possível melhorar e, quanto antes iniciarmos, obviamente teremos resultados mais satisfatórios. Mas o que quer dizer o termo “função cognitiva”? Abaixo segue explicação.

    Função cognitiva pode ser entendida como fase do processamento de informação, como percepção, aprendizagem, memória, atenção, raciocínio e solução de problemas. (IZQUIERDO, 2005 apud AMARAL e NASCIMENTO, 2020, p. 19):

    Sendo assim, há muitas maneiras para fomentar o desenvolvimento das funções cognitivas e elas interagem entre si, mas sempre que oferecermos recursos que estimulem a atenção, a percepção, o pensamento lógico, a leitura, a escrita, novos conhecimentos… estaremos colocando “óleo” (vamos assim dizer) nas funções cognitivas dos aprendentes…hehe

    O jogo que trouxemos como sugestão hoje é formidável para aprendentes que estejam na fase de construção do número. Será ainda mais valioso se vocês utilizarem material concreto que possa auxiliar na compreensão 😉

    Sugestão de uso:

    Colocar as fichas dentro de uma sacola ou caixa.

    Cada jogador pega uma ficha da caixa e soma a pontuação que fez observando quanto vale cada figura (azul=1, verde=2, vermelha=3)

    Quem tiver feito a pontuação maior fica com as fichas de todos os jogadores.

    Se obtiverem a mesma pontuação, cada um fica com a sua ficha.

    Ganha o jogo quem conquistar mais fichas.

    Dica: Se você tiver disponível tampas de garrafa PET nas cores das figuras é interessante utilizar para que a criança compreenda no concreto 😉

    Querem um jogo diferente com estas mesmas fichas para estimular a atenção e a percepção? Então veja a seguir!

    Espalhe 20 fichas sobre uma mesa.

    Combine de cronometrar o tempo que cada jogador agrupa corretamente as fichas iguais.

    Ganha quem conseguir em menor tempo.

    Encerramos este texto deixando o nosso abraço e votos de que as informações aqui compartilhadas tenham sido úteis.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    AMARAL, Anderson; NASCIMENTO, Adriana Limeira do. Jogos de estimulação cognitiva e motora. Rio de Janeiro: Wak, 2020.

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  • Revele a palavra (som final)

    Revele a palavra (som final)

    O-lá!
    Há duas semanas compartilhamos com vocês o jogo Revele a palavra (som inicial). O jogo que trouxemos hoje é semelhante. A diferença é que neste a criança será estimulada a prestar atenção aos sons finais das palavras.

    Os dois jogos têm objetivo de estimular a consciência fonológica, habilidade que contribui muito para o sucesso da construção da escrita. Vejam na citação a seguir o que dizem alguns autores.

    […] diante de uma escrita alfabética, o nível de consciência fonológica de uma criança ao entrar na escola é considerado o indicador mais forte de êxito que ela terá ao aprender a ler ou, ao contrário, da probabilidade de que não o consiga (ADAMS, 1990; STANOVICH, 1986 apud ADAMS et al., 2012, p. 20).

    O jogo também contribui fortemente para estimular a atenção 😉 A gente ama isso, não é mesmo?! <3

    Sugestão de Uso:

    Colocar o tabuleiro sobre uma superfície plana e as fichas em uma sacola ou caixa. Verificar se os jogadores sabem os nomes de todas as figuras.

    Cada jogador, na sua vez, retira uma ficha da caixa. Localiza as figuras no tabuleiro que correspondem aos números que estão na ficha. Fala em voz alta os nomes delas e presta atenção aos sons das sílabas finais. O jogador precisa descobrir qual palavra é possível formar com esses sons.

    Exemplo: no tabuleiro 13 é = manGA e 10 é = gaiTA. Portanto, formamos “GATA”.

    O jogador fica com a ficha se conseguir revelar a palavra. Se não conseguir, devolve a ficha para a caixa.

    Ganha o jogo quem conseguir mais fichas.

    Para aumentar o desafio vocês podem determinar um tempo para os jogadores revelarem a palavra.

    Atenção! Este é um jogo de consciência fonológica. Portanto, a correspondência é fonológica e não necessariamente gráfica. Sendo assim, desconsiderem, por exemplo, acentuação.

    Concluímos este texto com o desejo que as informações aqui escritas tenham sido úteis.

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica: em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

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