Autor: Solange Moll

  • Decodifique e Calcule

    Decodifique e Calcule

    O-lá!

    A adição é uma das primeiras operações matemáticas que as crianças aprendem e está diretamente relacionada à construção do pensamento lógico e ao desenvolvimento do raciocínio matemático. Mas como podemos introduzir essa habilidade de forma significativa e engajadora?

    Antes mesmo de apresentar os símbolos matemáticos, é essencial permitir que as crianças explorem materiais concretos e situações do cotidiano que envolvam a soma de elementos. Blocos, tampinhas, palitos e fichas são excelentes recursos para ilustrar a soma de quantidades. Ao manipular e visualizar a união de conjuntos, a criança constrói uma compreensão mais intuitiva antes de passar para a representação numérica.

    Bigode e Frant (2011, p. 33) destacam a importância desse processo exploratório:

    […] se observarmos as crianças explorando materiais e enfrentando problemas, veremos que elas são capazes de desenvolver estratégias diversas e não convencionais para resolver aqueles problemas de natureza aditiva, algumas bastante engenhosas.

    Isso significa que, em vez de ensinar apenas um método fixo, devemos incentivar a criatividade e a experimentação das crianças, permitindo que elas descubram diferentes formas de resolver problemas aditivos.

    Após explorar a adição de maneira concreta e visual, as crianças podem começar a registrar suas descobertas com números, consolidando a aprendizagem.

    Minha proposta de hoje é o jogo “Decodifique e Calcule”, que contribui não apenas para o desenvolvimento da habilidade de adição, mas também para a atenção e o pensamento lógico. Além disso, esse jogo estimula a autonomia na busca por informações e na realização de cálculos.

    Sugestão de Uso:
    1. Apresente a tabela para a criança. Deixe que ela explore os símbolos, seus nomes, cores e os números correspondentes a cada um.
    2. Introduza uma página do “Decodifique e Calcule”. A criança precisará substituir os símbolos por seus respectivos números, recorrendo à tabela como apoio.
    3. Após identificar os números, a criança faz as somas e registra os resultados.
    4. Para conferir as respostas, a criança levanta o papel que cobre o resultado.
    Quer ampliar o desafio?

    Acrescente uma sineta! A criança que terminar primeiro o cálculo bate na sineta e marca um ponto. Ganha quem conquistar mais pontos ao longo da atividade.

    Por fim, é importante estarmos cientes que cada criança desenvolve a compreensão da adição no seu próprio ritmo. Algumas rapidamente percebem padrões, enquanto outras precisam de mais experiências concretas antes de se sentirem confortáveis com os números. O papel do educador é observar, interagir e valorizar as estratégias utilizadas pela criança, garantindo que ela construa seu conhecimento de forma autônoma e significativa.

    Gostou do que viu por aqui? Amo saber se estou contribuindo! Esse retorno dá sentido ao meu trabalho. 💛

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica

    BIGODE, Antonio J.L; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 32 desafios;
    • 01 tabela;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) Qual a idade ideal para começar a ensinar adição para uma criança?

    Não há uma idade exata para iniciar o ensino da adição, pois o desenvolvimento matemático acontece de forma gradual e varia de criança para criança. No entanto, por volta dos 4 ou 5 anos, as crianças já começam a demonstrar interesse e capacidade para compreender relações numéricas simples, como juntar quantidades.

    Atividades como contar brinquedos, dividir lanches e brincar de agrupar objetos são formas naturais de introduzir a ideia de soma antes da formalização do conceito matemático.

    O jogo “Decodifique e Calcule”, sugiro por volta dos 5/6 anos.

    2) Por que é importante introduzir a adição com materiais concretos antes de apresentar os símbolos matemáticos?

    A aprendizagem matemática começa no concreto e se desenvolve gradualmente até alcançar o pensamento abstrato. Quando as crianças manipulam objetos para resolver problemas aditivos, elas conseguem visualizar e compreender o que significa “juntar” quantidades antes de lidar com números e símbolos.

    O uso de materiais concretos, como blocos, tampinhas, palitos e fichas, possibilita que a criança estabeleça conexões entre a experiência sensorial e a representação numérica. Isso evita que a adição seja apenas uma regra mecânica e ajuda na construção do pensamento lógico.

    Além disso, permitir que a criança descubra estratégias próprias ao manipular materiais estimula a autonomia e a flexibilidade cognitiva, tornando o aprendizado mais significativo e duradouro.

    3) O jogo “Decodifique e Calcule” pode ser usado com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem em matemática, como discalculia? Como adaptar?

    Sim, o jogo pode ser utilizado com crianças que apresentam discalculia ou outras dificuldades matemáticas, desde que sejam feitas algumas adaptações para tornar a aprendizagem mais acessível e eficaz. Algumas estratégias incluem:

    • Comece com desafios mais fáceis: Introduza atividades mais simples e aumente a dificuldade progressivamente. O uso de materiais concretos, como material dourado ou palitos de picolé, pode ser um apoio importante no início da aprendizagem.
    • Tempo maior para resolução: Crianças com dificuldades precisam de mais tempo para processar informações, então evite a pressão por velocidade nas primeiras etapas do jogo.
    • Intervenção verbal: Estimule a criança a verbalizar os passos do cálculo, explicando seu raciocínio. Isso pode fortalecer sua compreensão do processo aditivo e ajudá-la a organizar o pensamento matemático.
  • Dominó Troca Letra

    Dominó Troca Letra

    O-lá!

    No processo de alfabetização, a leitura fluente não surge de forma automática. Na verdade, a criança percorre um longo caminho até alcançar essa habilidade. Uma das etapas essenciais desse percurso é compreender que as palavras são compostas por unidades menores de som, os fonemas, e que pequenas alterações nesses sons podem gerar palavras completamente diferentes.

    É importante salientar que esse entendimento não acontece ao aprender o nome das letras. Saber que a letra F se chama “efe” ou que a letra V se chama “vê” não faz com que a criança consiga ler. O que realmente importa é que ela compreenda os fonemas, ou seja, os sons que as letras representam.

    Stanislas Dehaene (2018, p. 218) explica isso da seguinte forma:

    O que reunimos no curso da leitura não são os nomes das letras, mas os fonemas que elas representam – as unidades da fala abstratas e escondidas que a criança deve descobrir.

    Quando a criança percebe que pode manipular os sons, trocando, retirando ou acrescentando fonemas para formar novas palavras, ela ganha autonomia na leitura e na escrita. Mas essa habilidade não se desenvolve espontaneamente. Atividades estruturadas são fundamentais para fortalecer essa competência e tornar o aprendizado mais eficiente e prazeroso.

    Sabe, não dá para ficar esperando que a criança “adivinhe” isso. Vamos poupar um bom tempo dela se explicitarmos esse conhecimento!

    Pensando nisso, desenvolvi o jogo Dominó Troca Letra, que propõe uma abordagem lúdica para estimular essa habilidade essencial.

    Sugestão de Uso:
    1. Distribua as peças igualmente entre os jogadores;
    2. Se sobrar alguma peça, reserve para uma eventual “compra”;
    3. Sorteiem quem começará colocando a primeira peça no centro da mesa;
    4. Cada jogador, em sua vez, deve colocar uma peça que seja o complemento de um dos lados do dominó. Por exemplo, uma peça pode apresentar a palavra “faca”, mas com o F sublinhado, sugerindo que seja substituído por V. A criança, então, precisa encontrar a peça que tenha a imagem de uma vaca.
    5. Vence quem primeiro ficar sem nenhuma peça.
    Por que jogar?

    Esse jogo auxilia no reconhecimento e na manipulação dos fonemas de forma intuitiva e divertida. Ao brincar, a criança percebe os padrões da escrita, fortalece a relação fonema x grafema e sua consciência fonêmica.

    Gostou? Então vale a pena experimentar essa ideia e explorar os sons das palavras com as crianças!

    É isso! Um abraço, e até mais!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2018.

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    • 30 peças;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir e montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) Para qual faixa etária o jogo “Dominó Troca Letra” é mais indicado?

    É mais indicado para crianças em fase de alfabetização, geralmente entre 5 e 8 anos, período em que estão desenvolvendo a consciência fonêmica e aprendendo a relação entre fonemas e grafemas. No entanto, o jogo pode ser utilizado com crianças que ainda apresentam dificuldades na leitura e escrita, independentemente da idade, pois a habilidade de manipular fonemas é essencial para o avanço na alfabetização. Ele também pode ser um recurso útil para educação inclusiva, ajudando alunos com dificuldades específicas, como dislexia, a compreender melhor as estruturas sonoras das palavras.

    2) Além da alfabetização, o jogo trabalha outras habilidades?

    Sim! Embora o foco principal do jogo “Dominó Troca Letra” seja contribuir no desenvolvimento da alfabetização, ele também estimula várias outras habilidades essenciais para qualquer aprendizado. Entre elas:

    • Atenção e Concentração – A criança precisa focar nas palavras e imagens para encontrar as correspondências corretas, fortalecendo a atenção seletiva e a concentração durante a atividade.
    • Memória de Trabalho – Ao manipular os sons e formar novas palavras, a criança ativa a memória de curto prazo, que é essencial para processar informações e realizar conexões entre sons e grafias.
    • Pensamento Lógico e Estratégia – Como o jogo segue uma dinâmica de dominó, os jogadores precisam planejar seus movimentos e decidir qual peça usar para dar continuidade ao jogo, desenvolvendo pensamento lógico e estratégias de jogo.
    • Discriminação Auditiva – O jogo exige que a criança perceba pequenas diferenças entre os sons das palavras (por exemplo, “faca” e “vaca”), aprimorando a habilidade de distinguir fonemas semelhantes, algo essencial para a leitura e escrita precisa.
    • Habilidades Sociais e Trabalho em Equipe – Se jogado em duplas ou grupos, a criança aprende a respeitar turnos, seguir regras e interagir com colegas, desenvolvendo a comunicação e habilidades sociais importantes para o ambiente escolar.
  • Frases Fatiadas

    Frases Fatiadas

    O-lá!

    Aprender a ler e a escrever é uma jornada única para cada criança, mas para algumas, esse caminho pode ser repleto de muitos obstáculos. Quem enfrenta dificuldades de aprendizagem passa por desafios intensos e muitas vezes invisíveis. Sofrem os pais, que muitas vezes não sabem como ajudar. Sofrem os professores, que desejam fazer a diferença, mas nem sempre encontram recursos ou estratégias eficazes. E, acima de tudo, sofre a criança, que, ao não conseguir atender às expectativas dos adultos, pode se sentir incapaz ou desmotivada. Esse sofrimento, embora real, pode ser minimizado com acolhimento, paciência e intervenções adequadas.

    E acima de tudo, é essencial lembrar: desanimar não é uma opção, assim como também não basta apenas esperar que as dificuldades se resolvam sozinhas. É preciso agir, buscar conhecimento e aplicar estratégias que tornem essa caminhada menos dolorosa e mais significativa.

    Stanislas Dehaene (2012, p. 250), em sua obra, nos lembra da incrível plasticidade do cérebro durante o processo de aprendizagem:

    Cada dia passado na escola modifica um número vertiginoso de sinapses. Preferências balançam, estratégias novas emergem, automatismos se estabelecem, redes novas se falam.

    Esse é um lembrete poderoso de que a aprendizagem, mesmo diante de desafios, é sempre um processo dinâmico e transformador. Mesmo os pequenos avanços, que às vezes passam despercebidos, representam mudanças no cérebro da criança.

    Entre as habilidades essenciais para a alfabetização, a consciência sintática desempenha um papel fundamental. Trata-se da capacidade de compreender e manipular a estrutura das frases, reconhecendo como as palavras se organizam para formar sentenças com sentido. Isso permite que a criança:

    • Identifique erros e faça correções;
    • Reorganize palavras para formar frases coerentes;
    • Compreenda nuances de significado dentro dos textos.

    Para estimular essa habilidade de forma interativa é que o jogo Frases Fatiadas foi desenvolvido! Ele ajuda a fortalecer a construção de frases e a compreensão textual, além de estimular o pensamento lógico e a coordenação motora fina. Pequenos avanços na consciência sintática podem fazer uma grande diferença no desenvolvimento da leitura e da escrita. Vamos ver como utilizar? 🙂

    Sugestão de Uso:
    1. Comece deixando a criança escolher uma carta com uma imagem.
    2. Após, entregue para a criança uma ficha que tem o mesmo número. Essa ficha contém uma frase relacionada à imagem escolhida, mas as palavras estão embaralhadas.
    3. Peça à criança que recorte as palavras da ficha e, em seguida, organize-as para formar uma frase coerente.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar 🙂

    Espero que pais, professores e crianças possam enxergar nesse processo não um fardo, mas uma oportunidade de crescimento compartilhado. Afinal, cada pequeno passo dado nessa jornada é uma vitória que merece ser celebrada.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.


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    • 24 cartas com imagens;
    • 24 fichas com palavras (frases embaralhas);
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    • Instruções de uso.

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    Talvez você queira saber

    1) O “Frases Fatiadas” pode ser útil para crianças com transtornos de aprendizagem, como dislexia? 

    Sim! O Frases Fatiadas é um excelente recurso para crianças com dislexia e outras dificuldades de aprendizagem, pois trabalha a leitura e a escrita de forma lúdica e estruturada. Veja:

    • Redução da sobrecarga cognitiva: A criança manipula fisicamente as palavras, reduzindo a necessidade de manter toda a estrutura da frase na memória de trabalho.
    • Segmentação e reestruturação da frase: Facilita a visualização da organização das palavras e o reconhecimento de padrões sintáticos.
    • Foco na percepção visual e consciência sintática: Como as palavras estão separadas, a criança tem mais tempo para processar cada termo e entender sua posição na frase.
    • Atividade multisensorial: O ato de recortar, manipular e organizar fortalece a aprendizagem por meio do envolvimento motor, visual e cognitivo.

    2) O jogo pode ser associado a práticas de reescrita de textos para aprofundar o aprendizado? Como fazer essa transição?

    Sim! O “Frases Fatiadas” é um ótimo ponto de partida para reescrita e produção textual, ajudando a criança a compreender a estrutura das frases. Algumas formas de fazer essa transição:

    Expansão da frase: Após organizar a frase corretamente, peça para a criança ampliá-la adicionando detalhes.

    Frase original: “Juca já sabe a resposta.”

    Expansão: “Juca levantou a mão porque já sabe a resposta.”

    Reescrita a partir de uma história: Depois de organizar as frases, a criança pode utilizá-las para escrever uma história completa, conectando-as de maneira coerente.

    Atenção! Estudos mostram que escrever à mão contribui para a internalização dos conteúdos. Portanto, incentivar a criança a reescrever as frases pode ser um passo importante para consolidar o aprendizado.

  • Eu também!

    Eu também!

    O-lá!

    O retorno às aulas é sempre um momento de renovação e oportunidades. Para muitas crianças, é a chance de reencontrar colegas, fazer novos amigos e viver experiências que vão além das lições diárias. No entanto, sabemos que a interação social nem sempre ocorre de forma espontânea. Algumas crianças podem, nestes primeiros dias de aula, sentir-se tímidas, precisando de estímulos para se conectarem com seus pares. É nesse cenário que jogos e brincadeiras assumem um papel fundamental.

    Celso Antunes (1998, p. 244) destaca que:

    Muito mais importante que conhecer jogos e, eventualmente, mobilizar um grupo de alunos para se empenharem em sua execução, é saber usá-los para os propósitos de uma sensibilização emocional.

    Esta reflexão nos lembra que, mais do que ensinar regras ou proporcionar momentos de diversão, os jogos têm o poder de criar laços emocionais, promover empatia e fortalecer o senso de pertencimento.

    Pensando nisso, criei o jogo “Eu Também“, especialmente desenvolvido para facilitar a interação social entre as crianças. A dinâmica do jogo é simples e envolvente, permitindo que os pequenos se conheçam de maneira leve e divertida. Ao compartilhar curiosidades sobre si mesmos e encontrar pontos em comum com os colegas, as crianças constroem vínculos e aprendem a valorizar as diferenças e semelhanças dentro do grupo.

    Brincadeiras como o “Eu Também!” proporcionam um ambiente seguro e acolhedor, onde cada criança pode expressar suas emoções, explorar sua individualidade e descobrir que, apesar de todas as diferenças, sempre há algo que conecta uns aos outros. Essa conexão é essencial para o desenvolvimento da confiança, do respeito mútuo e da cooperação, valores que transcendem o ambiente escolar e acompanham a criança por toda a vida.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:
    1. Organize as crianças sentadas em círculo e coloque as cartas com imagens e textos viradas para baixo em uma pilha no centro. Cada criança, na sua vez, vira uma carta e lê em voz alta;
    2. Todos os participantes que se identificarem com o que está escrito na carta devem marcar com um pequeno clips ou um grampo de roupa na margem inferior da carta;
    3. Quando todas as cartas forem usadas, promova uma conversa em grupo. Nesse momento, as crianças podem compartilhar o que marcaram, explorando o que têm em comum ou o que acharam diferente.

    O objetivo principal desse jogo é incentivar a socialização e criar um ambiente acolhedor onde as crianças possam se conhecer melhor, sem julgamentos ou críticas. No entanto, ele também pode contribuir no processo de alfabetização e letramento.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Vou amar saber!

    Referência Bibliográfica:

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

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    • 24 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir e montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1. Como o jogo “Eu Também!” pode ajudar a promover a interação social entre crianças que têm dificuldades em se conectar com os colegas?

    A dinâmica incentiva a troca de experiências e a identificação com os outros, reduzindo barreiras sociais. Ao compartilhar curiosidades e vivências, as crianças tímidas ou com dificuldades de interação social podem perceber que não estão sozinhas em seus gostos e experiências. Essa descoberta fortalece a confiança e facilita a criação de vínculos. Além disso, o clima lúdico do jogo reduz a ansiedade, permitindo que todas as crianças se sintam mais confortáveis para participar.

    2. É possível adaptar o jogo para incluir crianças com necessidades educacionais especiais? Se sim, como?

    Sim, o jogo “Eu Também” pode ser adaptado para incluir crianças com diferentes necessidades educacionais. Algumas adaptações possíveis incluem:

    • Para crianças com dificuldades de leitura: O adulto pode ler as cartas junto com a criança em voz alta e ajudar na compreensão do texto.
    • Para crianças com limitações motoras: Substituir marcadores menores, como clips, por opções mais fáceis de manusear, como fichas maiores ou adesivos.

    O importante é garantir que todos os participantes se sintam incluídos e valorizados na dinâmica.

    3. O jogo pode ser utilizado em turmas maiores, ou é mais adequado para grupos menores?

    Embora o jogo tenha sido pensado para grupos menores, ele pode ser adaptado para turmas maiores com algumas estratégias:

    • Dividir a turma em pequenos grupos, onde cada grupo joga separadamente, garantindo maior interação e participação individual.
    • Realizar uma versão coletiva, onde as crianças marquem suas respostas no caderno, compartilhando os resultados em um momento de discussão em grupo.

     

  • Cápsula do Tempo da Escrita

    Cápsula do Tempo da Escrita

    O-lá!

    A volta às aulas é um momento especial, cheio de expectativas e oportunidades para novas descobertas. Para as crianças em processo de alfabetização, esse início de ano letivo ganha um significado ainda maior. Nessa etapa, é essencial que os professores identifiquem a hipótese de escrita em que cada criança se encontra. Essa avaliação diagnóstica inicial orienta a escolha de atividades, jogos e brincadeiras, garantindo que os planejamentos atendam às reais necessidades de aprendizagem dos alunos.

    Como explica Magda Soares (2022, p. 57, grifo do autor):

    Diagnosticar o nível de compreensão da escrita em que se encontram as crianças tem, para a ação educativa de alfabetizar em situação escolar, objetivos pedagógicos: a partir desse diagnóstico, podem ser definidos procedimentos de mediação pedagógica que estimulem e orientem as crianças a progredir, a avançar de um nível ao seguinte, atuando, nas palavras de Vygotsky, sobre a zona de desenvolvimento potencial.

    Mas quem disse que uma avaliação precisa ser algo formal e monótono? Incorporar elementos lúdicos e criativos torna essa atividade mais envolvente e significativa para as crianças. Pensando nisso, desenvolvi uma estratégia que une diagnóstico e diversão: a Cápsula do Tempo da Escrita.

    Sugestão de Uso:

    Comece explicando à criança que esta atividade é uma oportunidade para ela mostrar o que já sabe sobre a escrita. Deixe claro que não há certo ou errado; o objetivo é apenas registrar o que ela conhece no momento.

    1. Identificação inicial: Peça para a criança escrever a data, seu nome e o ano que está frequentando no espaço indicado no alto da página.
    2. Reconhecimento das letras: Apresente as letras, uma por uma, e pergunte o nome de cada uma. Circule as letras que a criança identificar corretamente. Você também pode perguntar qual som cada letra representa. Nesse caso, faça um pequeno traço embaixo das letras que ela souber dizer o som.
    3. Escrita das palavras: Solicite que a criança escreva os nomes dos objetos. Certifique-se de que ela sabe o nome de todos os objetos apresentados nas imagens. Atenção: Caso a criança não saiba o nome de algum objeto, diga-o de forma clara e direta, sem fazer segmentação (separação silábica). A segmentação pode influenciar nos resultados da sondagem. É essencial que a criança realize toda a atividade sem sua interferência para que o diagnóstico reflita fielmente o que ela já sabe.
    4. Frase criativa: Finalize pedindo que a criança escolha um dos objetos e escreva uma frase sobre ele.
    5. Pergunte à criança sobre o que ela escreveu: “O que está escrito aqui?”, “Você pode ler para mim?”. Essas perguntas ajudam a identificar se ela compreende o que escreveu e como associa as letras aos sons.
    6. A cápsula do tempo: Depois de concluída a atividade, coloquem o registro dentro de um recipiente para criar uma cápsula do tempo. Guardem a cápsula em um local seguro e combinem uma data para refazer a atividade. No dia combinado, abram a cápsula e comparem os avanços da criança ao longo do período. Esse momento será especial para celebrar conquistas e reforçar a importância do esforço e do aprendizado.
    Benefícios dessa estratégia:
    1. Diagnóstico inicial lúdico: Permite que o professor observe as hipóteses de escrita de forma natural e sem pressão.
    2. Autonomia e autoestima: Envolver as crianças na atividade dá a elas um senso de protagonismo.
    3. Registro do progresso: Comparar a escrita inicial e final permite visualizar e valorizar os avanços ao longo do ano.

    Iniciar o ano letivo com práticas que respeitem e incentivem a individualidade de cada criança é fundamental. Transformar a sondagem em uma experiência positiva e memorável é um passo importante para construir um ambiente de aprendizagem acolhedor e motivador. Afinal, alfabetizar é mais do que ensinar a ler e escrever; é ajudar cada criança a desbravar o mundo das palavras no seu ritmo, sempre com leveza e estímulo.

    Gostou do que viu por aqui? Eu vou ficar muito feliz se você me contar 🙂

    Ah, quase me esqueci! Para quem tem pouco ou nenhum conhecimento sobre como identificar a hipótese de escrita das crianças, o meu curso “Em Rota para a Alfabetização” pode ser uma ótima ajuda.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2022.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 5 páginas para sondagem da escrita (a atividade é a mesma, mas há imagens de objetos diferentes em cada página);
    • 01 arte para colar em uma lata/pote;
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    VALOR PROMOCIONAL ATÉ 23/01/2025!

    Talvez você queira saber:

    1) A cápsula do tempo é adequada para todas as idades ou apenas para crianças mais novas?
    A estratégia se adapta bem a diferentes faixas etárias, desde que seja ajustada às habilidades e interesses do grupo.

    2) Essa estratégia da cápsula do tempo pode ser aplicada em outras disciplinas ou contextos?
    Com certeza! Imagine pedir aos alunos que anotem o que já sabem sobre um tema antes da explicação, e depois, ao final da aula, façam um novo registro com o que aprenderam. Comparar os dois momentos é uma excelente forma de promover curiosidade e reflexão sobre o aprendizado, além de reforçar a assimilação do conteúdo.

    3) Preciso realizar a atividade individualmente com cada aluno ou posso realizar simultaneamente com toda a turma?
    Para garantir uma sondagem fiel, o ideal é realizar a atividade individualmente. No entanto, caso isso não seja possível, você pode adaptar a atividade. A parte da escrita dos nomes dos objetos e da frase pode ser feita coletivamente com a turma. Já o reconhecimento das letras do alfabeto pode ser organizado de forma que cada criança seja chamada individualmente para essa etapa. Que tal uma conversa com o coordenador pedagógico da escola? Explicar a necessidade de realizar essa sondagem de forma eficaz e solicitar apoio. Juntos, vocês podem planejar estratégias que facilitem o processo, como a redistribuição temporária da turma ou a ajuda de outro profissional para acompanhar as crianças durante a atividade.

  • Pesca Sílabas

    Pesca Sílabas

    O-lá!

    A alfabetização é um processo complexo que envolve diversas habilidades cognitivas. E entender como lemos e interpretamos palavras é fundamental para apoiar o desenvolvimento das crianças nesse percurso. Conforme explica Stanislas Dehaene (2018), o processo de leitura começa nos olhos, mas é o cérebro que faz o verdadeiro trabalho:

    Desmembrada em milhares de fragmentos pelos neurônios da retina, a cadeia de letras deve ser reconstituída antes de ser reconhecida (Dehaene, 2018, p. 25).

    Em outras palavras: nossos olhos captam as letras, e o cérebro as transforma em algo compreensível.

    Quando olhamos para um texto, nossos olhos se movem em pequenos saltos, chamados “sacadas”, para captar uma palavra ou um trecho de cada vez. Esse movimento permite que a retina capture as letras, mas é o cérebro que as decifra e organiza em palavras e frases com significado.

    Para tornar esse aprendizado mais leve e interessante, especialmente nas primeiras etapas de alfabetização, os jogos educativos desempenham um papel fundamental. Jogos que trabalham o reconhecimento de sílabas, como o “Pesca Sílabas”, são ótimos para ajudar as crianças a se familiarizarem com as sílabas de forma divertida e ainda estimulam a coordenação motora fina. Em minha prática, sempre presenciei avanços significativos a partir do momento em que a criança começava a reconhecer as sílabas.

    Paralelamente, já vi muitos professores com receio de apresentar as sílabas para as crianças. A verdade é que sou contra aquelas práticas enfadonhas de decoreba de “ba, be, bi, bo, bu” ou ainda “B com A dá BA”. Mas sou absolutamente a favor de proporcionar às crianças momentos de alegria com jogos educativos, nos quais as sílabas são apresentadas de maneira lúdica. Dessa forma, elas se envolvem ativamente no processo de aprender a ler, tornando o aprendizado mais motivador e menos exaustivo.

    Vamos ver como utilizar o jogo “Pesca Sílabas”?

    Sugestão de Uso:
    1. Cada jogador, em sua vez, sorteia uma carta com uma figura.
    2. A quantidade de peixinhos embaixo da figura indica o número de sílabas da palavra. Por exemplo, se a carta for “Gato”, aparecem dois peixinhos, pois a palavra “Ga-to” é composta por duas sílabas. O jogador poderá pescar dois peixinhos.
    3. O jogador “pesca” o número de peixes indicado e tenta formar o nome da figura com as sílabas pescadas.
    4. Se acertar: O jogador fica com os peixinhos como prêmio.
    5. Se errar: Os peixinhos devem ser devolvidos, e o próximo jogador tenta pescar novos peixinhos que possam formar o nome da figura.
    6. Ganha quem tiver o maior número de peixinhos.

    É isso! Gostou do jogo e das informações que viu por aqui? Que tal me contar? 😉

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

    Como Jogar

     

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    • 24 cartas com imagens;
    • 40 peixinhos com sílabas;
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    Qualquer dúvida , entre em contato.

    Talvez você queira saber:

    1) Qual é a faixa etária mais adequada para o uso do Pesca Sílabas na alfabetização?

    Sugiro que o jogo seja utilizado a partir dos 5 anos de idade, embora essa seja apenas uma orientação inicial. A adequação depende muito dos conhecimentos prévios e do interesse da criança. O educador deve avaliar se o jogo se alinha ao nível de desenvolvimento e às necessidades do aprendente, ajustando a atividade conforme necessário.

    2) Há sugestões de atividades complementares que possam ser feitas após o jogo para reforçar o aprendizado das sílabas?

    Sim, recomendo atividades que envolvam escrita e manipulação de materiais para consolidar o aprendizado. Por exemplo, a criança pode formar as palavras com massinha de modelar e, em seguida, registrar as palavras com lápis no caderno. A prática da escrita manual é fundamental para a internalização do aprendizado, como diversos estudos apontam.

    3) Se a criança tiver dificuldades com coordenação motora fina e for inviável a pescaria com a varinha, é possível adaptar o jogo para atender essa necessidade?

    Sim, é possível adaptar o jogo para atender a essa necessidade. No entanto, em vez de retirar completamente a varinha, uma alternativa é apoiar a criança no uso dela. Você pode ajudá-la segurando a mão enquanto ela manuseia a varinha, conduzindo-a na pescaria. Com o tempo, é possível observar se a criança desenvolve confiança para pescar de forma independente. Caso ainda seja difícil, a pescaria pode ser feita diretamente com as mãos.

     

  • Foco-Foco!

    Foco-Foco!

    O-lá!

    Hoje eu trouxe o jogo “Foco-Foco!” e quero falar um pouquinho sobre algumas das habilidades estimuladas com ele e a sua importância para a aprendizagem das crianças. Topa?

    Duas das habilidades estimuladas são a atenção e o foco, que estão diretamente ligadas  à capacidade da criança de manter-se engajada em uma atividade. É por meio dessas habilidades que ela consegue filtrar estímulos distratores e concentrar-se no que realmente importa. A concentração, por sua vez, está intimamente conectada à memória de trabalho, que armazena e manipula informações temporárias durante o aprendizado, permitindo que a criança compreenda e resolva problemas de forma eficaz.

    Já a coordenação motora fina envolve o controle preciso dos músculos das mãos e dos dedos, habilidades essenciais para ações cotidianas como escrever, desenhar, recortar ou manipular objetos pequenos. Quanto mais cedo essa habilidade é desenvolvida, melhor a criança se sairá em tarefas acadêmicas que exigem precisão, como a escrita, e também em tarefas que promovem sua independência, como vestir-se ou usar utensílios.

    A coordenação bimanual, que se refere ao uso sincronizado das duas mãos, é igualmente importante. Tarefas que exigem a atuação conjunta das mãos promovem uma maior integração entre os hemisférios cerebrais, fortalecendo conexões que serão úteis em uma variedade de contextos, desde esportes até a resolução de problemas matemáticos. Além disso, essas atividades desafiam a criança a executar movimentos complexos, promovendo o desenvolvimento da sua capacidade de planejamento motor.

    Essas habilidades são especialmente relevantes no contexto educacional, pois influenciam diretamente o sucesso em diversas áreas do aprendizado. Crianças que desenvolvem bem essas competências têm mais facilidade em manter-se focadas em suas tarefas, concluir atividades que exigem controle motor e realizar transições eficientes entre diferentes tarefas e estímulos. E, conforme destaca Piaget apus Rotta (2007, p. 208):

    O afeto é o motor que impulsiona a atividade práxica.

    Isso significa que, quando as crianças estão emocionalmente envolvidas, motivadas e se sentem seguras, seu desenvolvimento é otimizado. O afeto proporciona um contexto de apoio onde as habilidades motoras e cognitivas podem florescer de forma mais natural e profunda. Aprender se torna uma experiência rica e satisfatória, e não apenas uma obrigação.

    Atividades lúdicas que integram essas habilidades de forma divertida, como o jogo “Foco-Foco”, criam oportunidades para que a criança exercite e fortaleça suas competências motoras e cognitivas, enquanto mantém o prazer pela brincadeira e pelo desafio.

    Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestão de Uso:
    1. A primeira prancha é utilizada para treinamento. A criança, com sua mão dominante, coloca um dedo sobre a figura de um círculo e dois dedos sobre dois círculos, de acordo com a quantidade indicada. Em seguida, ela repete o procedimento com a mão não dominante.
    2. Na segunda prancha, a tarefa é feita simultaneamente: a mão direita atua na coluna da direita e a mão esquerda na coluna da esquerda, repetindo o procedimento de acordo com a quantidade de círculos. O mesmo deve ser feito nas pranchas 3 a 11.
    3. As pranchas 12 e 13 devem ser usadas ao mesmo tempo que a prancha 14. Na prancha 14, a criança precisa contornar o círculo enquanto realiza as ações das outras pranchas.

    Talvez o vídeo seja mais útil para compreender como utilizar o jogo “Foco-Foco”! Confira abaixo.

    E aí, gostou do jogo? E se eu te disser que essa belezinha está gratuita? É um mimo pelo Dia do Psicopedagogo – 12 de novembro. Espero que contribua muitooo! Não esquece de me contar, viu?

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    ROTTA, Newra Tellechea. Dispraxia. In ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

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    • 14 páginas;
    • Instruções de uso.

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

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    Qualquer dúvida , entre em contato.

    Talvez você queira saber:

    1) O jogo pode ser utilizado com crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)?

    Sim, o jogo “Foco-Foco” pode ser uma ferramenta útil para crianças com TDAH. Uma das características principais desse transtorno é a dificuldade em manter a atenção em uma única tarefa, e o jogo trabalha justamente essa habilidade de forma lúdica. Como o jogo exige que a criança direcione sua atenção para tarefas específicas, como contornar círculos ou tocar com os dedos em determinados pontos, ele ajuda a desenvolver a capacidade de foco por períodos curtos, mas intensos. Além disso, o aspecto motor do jogo, que envolve ações físicas rápidas, pode ser benéfico para crianças com TDAH, pois ajuda a canalizar a energia de maneira produtiva.

    2) De que forma o jogo pode ser ajustado para crianças em diferentes níveis de desenvolvimento motor ou cognitivo?

    Para crianças que estão em um nível mais inicial de desenvolvimento motor, é recomendado usar as primeiras pranchas repetidamente, para que a criança se familiarize com os movimentos e desenvolva suas habilidades motoras de forma gradual. Isso permite que ela tenha mais tempo para praticar e dominar as ações sem se sentir pressionada. Além disso, a velocidade e a precisão podem ser ajustadas, reduzindo a complexidade das tarefas, garantindo que o processo seja progressivo.

    Já para crianças com um desenvolvimento motor mais avançado, o desafio pode ser intensificado. Uma maneira de fazer isso é adicionar um tempo limite para a execução das tarefas. Por exemplo, você pode transformar a atividade em um desafio de tempo, dizendo algo como: “Você conseguiu completar esta página em 10 segundos, que tal tentar fazer em 8 segundos agora?” Isso não só mantém a criança engajada, mas também estimula o desenvolvimento de agilidade e precisão.

    3) Como o jogo pode ser utilizado em contextos de intervenção psicopedagógica para melhorar o desempenho escolar?

    O jogo pode ser introduzido em sessões de intervenção como uma atividade inicial para ativar o cérebro da criança e prepará-la para outras tarefas mais cognitivas. Além disso, as habilidades praticadas no jogo podem ser transferidas para o ambiente escolar, onde a criança poderá demonstrar maior atenção, controle motor e planejamento em atividades acadêmicas.

  • Trava-Línguas

    Trava-Línguas

    O-lá!

    A mediação adequada é um fator fundamental no processo de alfabetização. Quando o adulto, seja professor ou responsável, participa de maneira ativa e direcionada, a criança é conduzida com mais clareza e segurança em seu percurso de aprendizagem. Esse acompanhamento é vital, pois, como afirma Soares (2022, p. 41):

    O processo de alfabetização […] inclui a criança que aprende um objeto de conhecimento – a língua escrita – e aquele que com ela interage para que ela se aproprie desse objeto.

    Ou seja, o aprendizado da leitura e da escrita é construído a partir dessa interação ativa entre o mediador e a criança, que, juntos, caminham em direção de novas descobertas e conquistas.

    Além de uma mediação bem orientada, o uso de recursos lúdicos pode acelerar e tornar mais prazeroso esse processo. Um exemplo eficaz são os trava-línguas, que podem ser incorporados de maneira divertida na alfabetização. Eles não apenas estimulam a leitura, como também desenvolvem a fluência verbal, a articulação e a concentração, habilidades essenciais tanto para a fala quanto para a escrita.

    Os trava-línguas tornam o aprendizado mais leve, eficiente e divertido, trazendo resultados positivos na fluência da leitura e na confiança da criança em interagir com a língua escrita.

    Sabendo de tudo isso, desenvolvemos o jogo “Trava-línguas”. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque as cartelas em uma pilha com as imagens viradas para baixo e o tabuleiro no centro da mesa.
    2. Entregue um peão para cada jogador.
    3. Cada jogador, na sua vez, lança o dado azul, que determina como o trava-línguas deverá ser lido: Normal, Sussurrando, Cantando, Rápido, Robô ou Repetir (a criança lê o trava-línguas duas vezes).
    4. Em seguida, o jogador pega uma cartela da pilha, lê o trava-línguas conforme o que foi determinado e depois joga o dado que indica o número de casas que deve avançar com seu peão no tabuleiro.
    5. Se o jogador conseguir repetir o trava-línguas a partir da memória e sem erros, poderá avançar mais três casas.
    6. Vence o jogo quem chegar primeiro ao final da trilha.

    É isso! Gostou do jogo? Espero que contribua muito.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler a a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.

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    • 24 cartas;
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    • 04 peões;
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    Talvez você queira saber:

    1. Como o jogo “Trava-línguas” pode contribuir para o desenvolvimento da fluência leitora nas crianças?

    O jogo “Trava-línguas” incentiva a criança a praticar a leitura de forma repetida, o que é fundamental para o desenvolvimento da fluência. Ao ler e repetir os trava-línguas, a criança trabalha a velocidade, a precisão e a expressividade na leitura. Além disso, os desafios de ler de diferentes maneiras (como sussurrando ou rapidamente) ajudam a criança a se concentrar na articulação das palavras e no ritmo da fala, aspectos essenciais para melhorar a fluência.

    2. De que forma o jogo pode ser adaptado para diferentes níveis de leitura?

    O “Trava-línguas” pode ser facilmente ajustado conforme o nível de leitura da criança. Para leitores iniciantes, é possível escolher trava-línguas mais curtos e simples.  Já para leitores mais avançados, trava-línguas mais longos e desafiadores podem ser usados. Além disso, a quantidade de vezes que a criança deve ler ou repetir o trava-línguas pode ser ajustada, assim como a forma de leitura (mais devagar ou mais rápido), tornando o jogo acessível para crianças em diferentes estágios de alfabetização.

    3. Este jogo pode ser útil para trabalhar a dicção e a articulação de sons em crianças com dificuldades de fala?

    Sim, ele pode ser uma ferramenta eficaz para trabalhar a dicção e a articulação de sons, já que os trava-línguas exigem que a criança preste atenção à pronúncia correta de palavras e sons. Eles ajudam a melhorar a coordenação entre fala e respiração, e podem aumentar a consciência fonológica, o que é fundamental para o desenvolvimento da fala e da leitura. No entanto, é sempre importante considerar a orientação de um profissional, como um fonoaudiólogo, especialmente em casos de dificuldades de fala mais específicas. O jogo pode ser usado como um complemento a outras abordagens terapêuticas.

  • Dedos em Ação

    Dedos em Ação

    O-lá!

    A aprendizagem é um processo complexo que envolve diversas funções cognitivas, tais como a atenção, percepção e memória. Cada uma dessas funções desempenha um papel fundamental na forma como adquirimos e retemos novos conhecimentos. A atenção, por exemplo, é fundamental para que possamos focar em informações relevantes e ignorar estímulos irrelevantes, criando o ambiente mental adequado para o aprendizado. Já a percepção nos permite interpretar e organizar os estímulos sensoriais que recebemos, transformando-os em dados significativos que podem ser utilizados no processo de aprendizagem.

    A memória, por sua vez, é responsável pela retenção dessas informações e pela capacidade de evocá-las quando necessário. De acordo com Rudimar dos Santos Riesgo (2007, p. 19):

    Aprendizado e memória podem se confundir do seguinte modo: quando chega ao SNC uma informação conhecida, ela gera uma lembrança, que nada mais é do que uma memória; quando chega ao SNC uma informação inteiramente nova, ela nada evoca, e sim produz uma mudança — isso é aprendizado, do ponto de vista estritamente neurobiológico.

    Dessa forma, o aprendizado pode ser visto como uma mudança significativa nas conexões neuronais, resultando na criação de novas memórias e na adaptação do cérebro a novas situações. 

    Por isso, é essencial que a educadores levem em consideração a importância dessas funções no processo de ensino-aprendizagem. Quando bem estimuladas, essas funções cognitivas podem facilitar o aprendizado, tornando-o mais significativo e duradouro.

    O jogo “Dedos em Ação”, a princípio, pode parecer um jogo para trabalhar reconhecimento de cores, mas ele vai além, estimula a atenção, percepção, memória, concentração, pensamento lógico, coordenação motora fina, coordenação motora bimanual. Enfim, um verdadeiro “primor” 🤩. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:
    1. Coloque as cartas em uma pilha com as imagens viradas para baixo. 
    2. Em seguida, oriente a criança a colocar as mãos sobre o tabuleiro. 
    3. Vire uma carta. A criança deve levantar apenas os dedos que têm círculos cujas cores correspondem à figura da carta.

    Variação 1: A criança precisa levantar todos os dedos cujas cores não correspondem à cor da carta.

    Variação 2: Vire duas cartas. Uma carta determina o dedo da mão direita que deve ser levantado, e a outra carta determina o dedo da mão esquerda.   

    Vamos ver detalhadamente algumas habilidades estimuladas durante o jogo?

    • Atenção: A criança precisa focar nas cores das cartas e nas instruções dadas para saber quais dedos levantar, o que exige concentração e foco em detalhes específicos.
    • Percepção: O jogo trabalha a capacidade de observar e reconhecer cores, além de identificar as diferenças entre as cartas e relacioná-las com os movimentos correspondentes.
    • Memória: Ao jogar, a criança precisa recordar as regras e as instruções anteriores, o que fortalece a memória de trabalho.
    • Concentração: A atividade exige que a criança mantenha o foco durante a execução dos movimentos, aprimorando sua capacidade de se concentrar em tarefas.
    • Pensamento lógico: A criança precisa fazer associações entre cores e dedos, e tomar decisões lógicas para realizar o movimento correto.
    • Coordenação motora fina: O jogo envolve o movimento preciso dos dedos, o que desenvolve a habilidade motora fina, fundamental para tarefas como escrever.
    • Coordenação motora bimanual: Em algumas variações do jogo, a criança precisa usar ambas as mãos de forma coordenada, o que ajuda a integrar movimentos.

    Viu que bacana? Conta pra mim o que você achou do jogo, eu amo receber feedback.

    Um abraço e até mais ❤️

    Referência Bibliográfica

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Anatomia da aprendizagem. In ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

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    • Instruções de uso.

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    Talvez você queira saber:

    1) O jogo “Dedos em Ação” pode ser usado para estimular o desenvolvimento de habilidades cognitivas em crianças com necessidades educacionais especiais?

    Sim, o jogo “Dedos em Ação” pode ser utilizado de forma gradativa para estimular o desenvolvimento de habilidades cognitivas em crianças com necessidades especiais. O jogo pode começar com a utilização apenas da mão dominante, facilitando o processo para crianças que possam ter dificuldades motoras ou cognitivas. À medida que a criança ganha confiança e domínio, o desafio pode aumentar, utilizando a mão não dominante. O estágio final seria o uso de ambas as mãos ao mesmo tempo, promovendo o desenvolvimento da coordenação motora bimanual, além de trabalhar funções como atenção, memória e concentração. Essas adaptações progressivas permitem que o jogo seja flexível e acessível, respeitando o ritmo e as necessidades específicas de cada criança. 

    2) Quais são as faixas etárias recomendadas para o uso do jogo?

    O jogo “Dedos em Ação” é recomendado para crianças a partir de 4 anos, quando já possuem o desenvolvimento motor básico necessário para realizar movimentos com precisão. No entanto, ele pode ser utilizado por crianças de várias idades, incluindo até pré-adolescentes, pois os níveis de dificuldades podem ser ajustados para se adequar às diferentes faixas etárias e capacidades.

    3) Existe alguma forma de avaliar o progresso da criança no desenvolvimento das habilidades ao longo do jogo?

    Sim, uma forma de fazer isso é por meio da observação sistemática do desempenho da criança ao longo das rodadas. Por exemplo, você pode observar se a criança consegue identificar as cores com maior rapidez e precisão, ou se ela demonstra maior controle motor ao levantar os dedos corretos. Também é possível monitorar a capacidade de seguir as regras e fazer associações lógicas entre as cartas e os movimentos. Além disso, pode-se aumentar gradualmente a complexidade das instruções — como introduzir mais variações no jogo — e verificar se a criança consegue lidar com essas mudanças de forma eficiente. Registros informais de desempenho também podem contribuir.

  • Sim ou Não

    Sim ou Não

    O-lá!

    A alfabetização e o letramento são processos interligados que se complementam durante o desenvolvimento da criança. Enquanto a alfabetização se refere à aquisição das habilidades técnicas de leitura e escrita, o letramento vai além, abrangendo o uso social dessas habilidades, ou seja, como a criança compreende e utiliza a leitura e a escrita em diferentes contextos da vida.

    Um ponto fundamental no desenvolvimento do letramento é a exposição frequente à leitura, especialmente durante a educação infantil. De acordo com Magda Soares (2021, p. 143):

    A leitura frequente de histórias para crianças é, sem dúvida, a principal e indispensável atividade de letramento na educação infantil. 

    Ao ouvir histórias, as crianças não só mergulham no universo dos livros, mas também desenvolvem habilidades cognitivas e linguísticas fundamentais para a compreensão do texto escrito.

    No entanto, para que esse processo seja ainda mais eficaz, é importante que os pais e educadores incentivem a participação ativa das crianças durante a leitura. Sempre avaliando o que é possível, naquele momento, que ela dê conta. Aos poucos vamos ampliando o desafio. Portanto, pode ser a leitura do título do livro, uma palavra, uma frase, uma página… Esse tipo de envolvimento progressivo ajuda a criança a se familiarizar com a estrutura do texto, ao mesmo tempo em que fortalece sua confiança e autonomia na leitura.

    Outra estratégia interessante para estimular a leitura é oferecer textos curtos e simples. O Jogo “Sim ou Não”, que eu trouxe hoje como sugestão pode ser uma boa forma de estimular a compreensão de textos para as crianças que estão lendo silabicamente. Ele propõe frases curtas e divertidas. Dependendo do nível de leitura da criança, ela pode escolher uma cartela por dia, o que torna o processo leve e descontraído. Assim, aos poucos, as crianças vão ganhando confiança em suas habilidades de leitura e se tornando mais autônomas, avançando gradualmente conforme seu próprio ritmo.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:
    1. Comece explorando a oralidade da criança. Peça para ela escolher uma carta e descrever o que está acontecendo na ilustração. 
    2. Após, peça para ela ler e dizer se o texto está coerente com as informações da ilustração. 
    3. Se estiver, ela deve colocar um marcador na palavra “Sim”. 
    4. Se não estiver, ela deve colocar um marcador na palavra que diz “Não” e reescrever o texto deixando ele coerente. 

    Gostou do que viu por aqui? Que tal me falar?

    A ideia é que possamos permitir que a criança explore o universo da leitura e escrita de maneira divertida e significativa, sempre respeitando seu tempo e seus avanços. Com o apoio dos adultos ao seu redor, seja por meio de jogos ou leituras diárias, as crianças podem desenvolver uma relação positiva com a leitura, construindo as bases para se tornarem leitoras competentes e independentes.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2021.

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    Talvez você queira saber:

    1) É possível utilizar o jogo com crianças que estão em fases pré-leitoras, ou seria mais adequado para quem já começou a leitura silábica?

    Pode ser utilizado com algumas adaptações. Por exemplo, você pode ler o texto e pedir para a criança colocar o marcador na resposta correta, “Sim” ou “Não”. Também é possível incentivá-la a acompanhar com o dedo cada palavra enquanto você lê. Dessa forma, ela começa a internalizar algumas regras fundamentais da leitura, como: lemos da esquerda para a direita, de cima para baixo, e que há espaços entre as palavras.

    2) Como o jogo pode ajudar crianças que apresentam dificuldades em identificar coerência textual?

    O jogo “Sim ou Não” pode ser uma ferramenta valiosa para crianças no início do processo de alfabetização que, muitas vezes, se apoiam nas imagens para decodificar o texto. O jogo desafia essa estratégia, pois a criança precisa observar a ilustração e verificar se o texto está coerente com o que é representado. Isso a incentiva a refletir sobre o significado do que está lendo, desenvolvendo, assim, a habilidade de checar a coerência textual, comparando as informações visuais com o que está escrito.

    Além disso, o formato de frases curtas e diretas permite que as crianças se concentrem em pequenos trechos do texto, facilitando a identificação de erros ou inconsistências. Para aquelas que têm mais dificuldade, o professor ou psicopedagogo pode fornecer orientações e guiar o processo, ajudando a criança a analisar tanto os elementos textuais quanto os visuais para verificar a coerência. Essa prática gradual, com o suporte necessário, fortalece a capacidade de reconhecer e corrigir incoerências em textos mais longos ao longo do tempo. Como em qualquer processo de aprendizagem, é essencial começar do simples e evoluir para o complexo.

    3) Quais habilidades cognitivas e linguísticas são trabalhadas durante o uso do jogo “Sim ou Não”?

    O jogo “Sim ou Não” estimula diversas habilidades cognitivas e linguísticas fundamentais para o processo de alfabetização e letramento. Do ponto de vista cognitivo, o jogo desenvolve a atenção seletiva e a concentração, uma vez que a criança precisa analisar a imagem e o texto para tomar a decisão correta. Também envolve a habilidade de comparar informações, exigindo que a criança relacione o que vê com o que lê, promovendo o pensamento lógico-dedutivo.

    No aspecto linguístico, o jogo trabalha a compreensão leitora, já que a criança precisa interpretar o sentido do texto e verificar se ele está coerente com a imagem. Além disso, o ato de revisar o texto e reescrever uma frase correta em caso de erro estimula a escrita, o vocabulário e a capacidade de estruturação textual. Essas habilidades são fundamentais não só para a leitura, mas também para a construção de uma base sólida na produção textual e no uso funcional da língua.

    Ao praticar essas habilidades de forma lúdica, o jogo ajuda a criança a avançar no processo de alfabetização, promovendo a autonomia e a confiança na leitura e na escrita.