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  • Resgata Palavras

    Resgata Palavras

    O-lá!

    A alfabetização é um processo que acontece em etapas. Para dominar o sistema alfabético, a criança precisa compreender que a escrita representa a fala, estabelecendo uma correspondência entre o que ouvimos e o que escrevemos. Esse percurso envolve descobertas, hipóteses e superações.

    A escrita alfabética constitui o final desta evolução. Ao chegar a este nível, a criança já franqueou a ‘barreira do código’; compreendeu que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores sonoros menores que a sílaba, e realiza sistematicamente uma análise sonora dos fonemas das palavras que vai escrever. Isto não quer dizer que todas as dificuldades tenham sido superadas: a partir desse momento a criança se defrontará com as dificuldades próprias da ortografia, mas não terá problemas de escrita, no sentido estrito.
    (Ferreiro & Teberosky, 1986, p. 213 apud Soares, 2016, p. 119, grifo do autor)

    Para que essa compreensão seja consolidada, é essencial que a criança vivencie situações significativas de leitura e escrita. O lúdico é um grande aliado, pois jogos e brincadeiras transformam a prática em uma experiência prazerosa.

    O ato de jogar mobiliza atenção, memória, concentração e engajamento. Fatores esses que contribuem para que a criança internalize a lógica do sistema alfabético de maneira natural e divertida.

    Com base nesse fundamento, o jogo “Resgata Palavras” foi criado para incentivar a leitura em um formato leve e interativo. E na prática, como aplicar o jogo com as crianças? Veja a sugestão de uso.

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque o tabuleiro com as fichas sobre uma superfície plana.
    2. A cada jogada, a criança lança dois dados: um indica a coluna; outro indica a linha. O cruzamento destas informações leva até a palavra que deve ser resgatada. Se ela já foi conquistada, passa a vez. Se ao jogar o dado cair o esquilo, também passa a vez.
    3. No fim, vence quem tiver o maior número de palavras.

    Observação: Incentive a criança a ler em voz alta as palavras que resgatar.

    Mais do que competir, o jogo possibilita leitura ativa, reconhecimento de palavras e ampliação do vocabulário, alinhando-se ao que a teoria aponta como essencial no processo de alfabetização.

    Assim, o Resgata Palavras transforma a teoria em prática lúdica, ajudando a criança a avançar na jornada da alfabetização com alegria e confiança.

    Gostou do que leu até aqui? E se eu disser que o arquivo PDF do jogo está gratuito… Hein?!… Rsrs! Corre aproveitar!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

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    • 01 tabuleiro;
    • 30 fichas com palavras;
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    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1. Esse jogo é indicado para qual fase da alfabetização?

    O Resgata Palavras é mais adequado para crianças que já estão na fase silábico-alfabética ou alfabética, ou seja, que já conseguem identificar e ler palavras simples (pode ser leitura silabada). Isso porque o objetivo do jogo é justamente fortalecer a leitura de palavras inteiras, ampliando vocabulário e fluência. Para crianças em fases mais iniciais (pré-silábica ou silábica), o jogo pode ser usado de forma adaptada, com mediação intensa do adulto.

    2. Como garantir que a criança realmente leia as palavras e não apenas jogue pelos dados?

    Uma regra simples ajuda: toda palavra resgatada precisa ser lida em voz alta. Assim, a leitura faz parte da dinâmica do jogo, não apenas a coleta de fichas. O adulto pode reforçar pedindo que a criança repita, use a palavra em uma frase ou até escreva em um papel, se o objetivo for também estimular a escrita.

    3. Dá para usar o jogo em atendimentos individuais de psicopedagogia ou só em sala de aula?

    O jogo funciona nos dois contextos. Em sala de aula, ele promove interação, cooperação e competição saudável entre os alunos. Já em atendimentos individuais, pode ser adaptado para o ritmo da criança, focando nas palavras que ela precisa reforçar. Em contextos terapêuticos, a mediação próxima do psicopedagogo permite explorar ainda mais cada palavra resgatada.

    4. Posso criar minhas próprias fichas de palavras para personalizar de acordo com os conteúdos que estou trabalhando?

    Sim! Essa é uma das maiores vantagens do jogo. Você pode substituir as fichas com palavras que façam sentido para sua turma ou para o objetivo específico do atendimento. Isso permite trabalhar temas, campos semânticos ou dificuldades ortográficas de forma personalizada, mantendo a mesma mecânica do jogo.

  • Gêneros Textuais

    Gêneros Textuais

    O-lá!

    A leitura e a escrita só ganham sentido para a criança quando ela percebe para que servem os textos. E isso só acontece a partir do contato com diferentes gêneros desde cedo. Listas, convites, avisos, anúncios, receitas, histórias, poemas, mensagens, manuais… cada gênero traz uma intenção diferente e uma forma própria de se organizar, de comunicar e de existir no dia a dia.

    A criança precisa perceber que a escrita está por toda parte e que ela pode ser usada para brincar, informar, planejar, emocionar, orientar, organizar e muito mais. Como afirma Ana Albuquerque (2022, p. 79):

    Para a compreensão da funcionalidade, é importante a familiarização com diferentes suportes de escrita, que remetam para múltiplas utilizações, como o lazer, a comunicação, o caráter informativo, a gestão de rotinas do dia a dia, etc.

    Quando apresentamos às crianças diferentes gêneros textuais, estamos oferecendo muito mais do que leitura. Estamos abrindo portas para que elas se apropriem da linguagem escrita como ferramenta de ação no mundo, compreendendo sua função, estrutura e contexto.

    Por isso, ao pensar em recursos pedagógicos, é fundamental garantir que o trabalho com textos vá além do “aprender a ler” e inclua também o “aprender a ler com sentido”.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo “Gêneros Textuais”. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    Deixe que a criança escolha uma ficha, leia o texto com atenção e, depois, peça que sinalize a qual gênero textual aquele texto pertence.

    Você pode adaptar a dinâmica de várias formas:

    • Jogar em dupla ou em grupo;
    • Usar como uma atividade de rodízio em estações de aprendizagem;
    • Criar um mural coletivo com os gêneros já identificados;
    • Ou utilizar como recurso diagnóstico, observando como a criança lê, compreende e classifica os textos.

    Mais do que acertar ou errar, o objetivo é permitir que a criança reflita sobre a função do texto, relacione com situações da vida real e perceba o valor da leitura como prática social.

    Gostou?

    Um abraço, e até outro post…Hehe!

    Referência Bibliográfica:

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

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    Talvez você queira saber:

    1. Devo fazer um trabalho prévio com os gêneros antes de utilizar o jogo? Ou ele pode ser usado como introdução ao tema?

    O jogo pode ser utilizado das duas formas, mas seu potencial é ampliado quando vem após uma vivência prática com textos reais.

    Como o próprio texto do site sugere, apresentar previamente uma variedade de gêneros em seu suporte real (receitas, avisos, panfletos…) permite que a criança tenha referências mais concretas para compreender os textos do jogo. Isso favorece uma leitura mais significativa e uma melhor argumentação ao classificar os textos.

    2. Como garantir que a criança esteja realmente compreendendo o texto e não apenas “chutando” o gênero?

    A chave está em conversar com a criança após a escolha.

    Depois que ela sinaliza o gênero textual da ficha, pergunte algo como:
    — O que te fez pensar que esse texto é uma receita?
    — O que tem nesse texto que lembra um aviso?

    Essas perguntas estimulam a metacognição: a criança reflete sobre o próprio pensamento e passa a justificar com base em pistas do texto (formato, vocabulário, estrutura, intenção comunicativa…).

    Além disso, quando o jogo é feito em dupla ou grupo, ouvir os colegas justificando também amplia o repertório argumentativo.

    3. Quais estratégias posso usar para aprofundar a discussão sobre função social do texto após o jogo?

    Depois do jogo, você pode propor uma roda de conversa com perguntas como:

    • Em que situações do dia a dia você já viu um texto assim?
    • Para que serve esse tipo de texto? Quem costuma escrever ou ler isso?

    Outra possibilidade é propor pequenas produções textuais com propósito real:

    • Fazer um convite para um evento fictício na escola,
    • Criar um aviso para ser colado na porta da sala,
    • Escrever uma lista de compras de faz de conta,
    • Produzir uma receita com base em um lanche que fizeram.

    Essas práticas ampliam o entendimento de que o texto não é apenas um conteúdo escolar, mas algo que existe para agir no mundo — e que a criança também pode produzir.

    Aqui no nosso site temos um jogo no qual as crianças são desafiadas a escrever textos de diversos gêneros: o “Missão Literária“.

  • O que eu faço?

    O que eu faço?

    O-lá!

    Muitas vezes, na pressa em ajudar, acabamos oferecendo a resposta pronta à criança diante de um problema. A questão é que, assim, tiramos dela a oportunidade de refletir, buscar soluções e confiar no próprio pensamento. Dar espaço para que a criança pense não significa perder tempo. Significa investir na sua autonomia e na confiança necessária para enfrentar os desafios da vida. Por isso, é fundamental que fiquemos atentos para não ceder ao impulso de intervir com soluções imediatas sempre que a criança se vê diante de uma situação que exige reflexão.

    Hoje eu trouxe um jogo que vai direto nesse ponto: estimular a leitura, associação de ideias, pensamento crítico e a resolução de problemas. Essas habilidades estão diretamente ligadas à autonomia da criança.

    Os desafios propostos no jogo, são inspirados em situações do dia a dia, o que também favorecem o fortalecimento das funções executivas. Especialmente o controle inibitório e a flexibilidade cognitiva. Ao ler uma situação-problema, refletir sobre ela e propor uma solução, a criança ativa mecanismos de planejamento, antecipação de consequências e pensamento crítico.

    Segundo Lino de Macedo (2000, p. 10):

    […] jogar é, sobretudo, aprender a lidar com problemas. E isso exige pensar, propor hipóteses, testar, aceitar ou recusar soluções, ou seja, exige operar mentalmente com as situações.

    Essa afirmação reforça o valor dos jogos que estimulam o raciocínio e a tomada de decisões como ferramentas pedagógicas.

    Além das habilidades já mencionadas, o jogo “O que eu faço?”, também favorece o desenvolvimento da compreensão leitora, pois exige que a criança vá além da simples decodificação e compreenda o sentido do que foi lido para, a partir disso, tomar uma decisão.

    O jogo segue a dinâmica de um dominó tradicional, mas com um desafio extra: em vez de apenas juntar peças iguais, a criança precisa relacionar a imagem de uma peça com a frase de outra e, em seguida, propor uma solução para o problema apresentado.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    1. Distribua as peças igualmente entre os jogadores. Se sobrar alguma peça, reserve para uma eventual “compra”.
    2. Sorteiem quem começará colocando a primeira peça no centro da mesa.
    3. Na sua vez, cada jogador deve tentar encaixar uma de suas peças em um dos lados do dominó, fazendo a associação correta entre imagem e texto.
      Por exemplo: Se há uma peça com a imagem de uma bola, o jogador deve procurar uma de suas peças que tenha uma frase relacionada à bola.
    4. Depois de ler a frase em voz alta, o jogador diz o que faria para resolver o problema apresentado.
    5. Vence quem primeiro ficar sem nenhuma peça.

    Gostou do que viu por aqui? Vou amar saber!

    Um abraço e até o próximo post

    Referência Bibliográfica:

    MACEDO, Lino de. Ensaios construtivistas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000

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  • Trilha Animal

    Trilha Animal

    O-lá!

    Uma educação de qualidade começa com uma alfabetização sólida. Garantir que todas as crianças aprendam a ler e escrever com autonomia é um compromisso que deve envolver educadores, famílias, gestores e políticas públicas. Afinal, desenvolver as habilidades de leitura e escrita é essencial não apenas para o sucesso escolar, mas para a participação plena na vida em sociedade.

    A base de toda educação começa por uma alfabetização eficiente. (SARGIANI, 2022, p. 1)

    Infelizmente, o acesso à alfabetização de qualidade ainda é desigual, principalmente para grupos mais vulneráveis. Por isso, é fundamental investir em práticas que tornem o processo mais acessível, eficiente e significativo para as crianças. E uma dessas práticas é o uso de jogos educativos.

    Os jogos criam oportunidades para que a criança experimente a linguagem escrita em diferentes contextos, fortalecendo sua compreensão, sua motivação e sua confiança como leitora e escritora em formação.

    Nos últimos anos, o interesse por práticas pedagógicas baseadas em evidências tem crescido, justamente porque são capazes de gerar melhores resultados. Mas ainda há um longo caminho entre o que a ciência já comprovou e o que de fato chega à sala de aula. Criar recursos que aproximem esses dois mundos — o conhecimento teórico e a prática cotidiana — é uma das formas de contribuir com essa transformação.

    Hoje eu trouxe o jogo “Trilha Animal”, que é uma proposta divertida para estimular o processo de alfabetização. Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa.
    2. Espalhe as fichas com sílabas sobre a mesa, com a face voltada para cima.
    3. Cada criança posiciona o seu peão no início do tabuleiro.
    4. Na sua vez, a criança lança o dado e avança com o seu peão o número de casas correspondente.
    5. Ao parar em uma casa, a criança deve formar o nome do animal que consta nela, usando as fichas com sílabas.
    6. Após formar a palavra, todas as crianças escrevem o nome do animal em uma folha e as fichas devem ser devolvidas à mesa.
    7. Vence quem chegar ao final da trilha primeiro.
    8. Após o jogo, com a lista dos nomes dos animais em mãos, pode-se explorar: Qual animal teve seu nome escrito mais vezes? Qual não foi escrito nenhuma vez? Qual vocês acharam mais fácil? E mais difícil?

    É isso, gostou do que viu por aqui? Espero que sim!!!… Hehe!

    Um abraço e até o próximo post J

    Referência Bibliográfica:

    SARGIANI, Renan. Alfabetização baseada em evidências: como a ciência cognitiva da leitura contribui para as práticas e políticas educacionais de literacia. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022


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    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (20/08/2025)

    Talvez você queira saber:

    1. Quantas crianças podem jogar ao mesmo tempo?
    O jogo foi pensado para ser flexível. Pode ser jogado em duplas ou em pequenos grupos. Em contextos de sala de aula, é possível formar rodízios com 3 ou 4 crianças por tabuleiro, favorecendo a interação e o aprendizado colaborativo.

    2. Como o jogo pode ser utilizado em sala de aula sem se tornar apenas uma brincadeira?
    Apesar do caráter lúdico, o jogo foi estruturado com objetivos pedagógicos claros. Ao jogar, a criança precisa identificar sons, relacioná-los às sílabas, formar palavras e registrar por escrito — atividades fundamentais no processo de alfabetização.

    Durante a partida, as crianças devem escrever as palavras formadas em uma folha, o que amplia o envolvimento cognitivo com a linguagem. A escrita manual ativa áreas importantes do cérebro ligadas à memória, atenção, linguagem e motricidade fina, contribuindo de forma mais profunda para a fixação da aprendizagem.

    O professor pode conduzir a mediação, propor desafios, incentivar a observação dos sons iniciais, mediais e finais, além de estimular a autoavaliação e a reflexão sobre as palavras escritas. Assim, o jogo se transforma em uma experiência completa de aprendizagem.

  • Misturinha de Sons

    Misturinha de Sons

    O-lá!

    Quando as crianças chegam à pré-escola, muitas já demonstram grande domínio da linguagem oral. Falam com fluência, usam estruturas gramaticais complexas e conseguem se comunicar com clareza nas mais diversas situações do cotidiano (ou, pelo menos, deveriam). No entanto, ao iniciar o processo de alfabetização, é comum que encontrem dificuldades que não estavam presentes na linguagem falada.

    Isso acontece porque a leitura e a escrita exigem mais do que saber falar bem. Elas envolvem a habilidade de refletir conscientemente sobre os sons da fala, identificar as unidades menores que compõem as palavras e compreender como esses sons se combinam. Essa habilidade recebe o nome de consciência fonológica.

    Segundo Adams et al. (2006, p. 31):

    Sendo assim, apesar das suas habilidades impressionantes para falar e para ouvir, elas geralmente não têm qualquer compreensão consciente e reflexivo das partes das palavras ou de como elas se combinam e se organizam na linguagem oral.

    Ou seja, embora a criança compreenda e produza a linguagem de forma funcional, ela ainda não desenvolveu a capacidade de analisar os sons de maneira intencional — algo fundamental para aprender a ler e escrever.

    Desenvolver a consciência fonológica significa ajudar a criança a perceber, por exemplo, que a palavra cavalo começa com o som /k/, que ela é composta por três sílabas (ca-va-lo), e que o final de pato rima com gato. Essa percepção é essencial para estabelecer a ponte entre a linguagem oral e a linguagem escrita.

    Jogos e brincadeiras podem ser utilizados para fortalecer essa habilidade de forma lúdica e eficaz. Quanto mais desenvolvida estiver a consciência fonológica, maiores são as chances de a criança ter sucesso no processo de alfabetização.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo: Misturinha de Sons, justamente com o intuito de contribuir no desenvolvimento da consciência fonológica. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e deixe as cartas organizadas em uma pilha.
    2. A criança sorteia uma carta, e o primeiro desafio é localizar, no tabuleiro, as figuras indicadas pelos códigos (como A2, C3, E4…). Cada código é formado por uma letra e um número: a letra indica a coluna e o número corresponde à linha do tabuleiro. Ao cruzar essas informações, a criança encontra a figura que precisa usar.
    3. Abaixo de cada código há um conjunto de círculos — e apenas um deles está preenchido. Esse detalhe indica qual parte do nome da figura deve ser utilizada: o início, o meio ou o final da palavra.
    4. Depois de identificar as partes indicadas, a criança deve combiná-las para formar uma nova palavra.
    5. O jogo pode ser realizado de forma totalmente oral, com foco exclusivo na consciência fonológica. Mas, se preferir, também é possível utilizar fichas de EVA ou letras móveis para que a criança registre a palavra formada — ampliando o trabalho com leitura e escrita.

    Bacana, né?

    “Misturinha de Sons” é daquelas propostas simples, mas cheias de possibilidades. Além de estimular a percepção dos sons das palavras, o jogo convida a criança a pensar, comparar, combinar e descobrir — tudo isso enquanto se diverte.

    Uma ótima pedida para quem busca desenvolver a consciência fonológica de forma criativa, afetiva e significativa.

    Experimente e depois me conta como foi a experiência por aí!

    Referência Bibliográfica:

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica: em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

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    • 01 tabuleiro;
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    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (13/08/2025)

    Talvez você queira saber:

    1. A partir de que idade o jogo Misturinha de Sons pode ser utilizado?
    O jogo pode ser utilizado, em média, a partir dos 5 anos de idade — ou sempre que a criança já demonstrar interesse por sons, rimas e brincadeiras com palavras.

    2. Pode ser usado em contextos de reforço escolar ou intervenção psicopedagógica?
    Sim, o Misturinha de Sons é uma excelente ferramenta tanto para o reforço escolar quanto para o atendimento psicopedagógico. Ele permite trabalhar de forma lúdica habilidades importantes para a leitura e escrita.

  • Tira, Põe

    Tira, Põe

    O-lá!

    É comum associarmos os jogos ao lazer e à descontração. E de fato, eles cumprem bem esse papel. Mas, na prática educativa, o jogo vai além: ele se transforma em um território fértil para o desenvolvimento do pensamento.

    Quando propomos uma atividade lúdica, o que está em jogo não é apenas vencer ou perder. Está em jogo o modo como a criança observa, planeja, compara, experimenta, erra, tenta de novo. É ali, nesse entrelaçar de ações e decisões, que o cérebro se exercita de maneira potente e significativa.

    Mas quando… ou até quando podemos utilizar jogos?

    Celso Antunes (2023, p. 15, grifo do autor) nos lembra:

    […] Poder-se-ia dizer a ‘vida inteira’, mas com prioridade na fase dos dois aos doze anos, pois no início dessa fase o organismo produz mielina, uma substância que envolve os neurônios e que ajuda a aumentar a velocidade na transmissão das informações.

    Ou seja: quanto mais estímulos adequados nessa fase, maiores as possibilidades de fortalecer as rotas neurais e ampliar a capacidade de aprendizagem.

    Os jogos são um excelente caminho para isso, especialmente quando planejados para desenvolver diferentes áreas do saber. Em uma única proposta é possível articular linguagem escrita, noções matemáticas, pensamento lógico, atenção, memória e organização espacial. Tudo de forma viva, concreta e engajada.

    O jogo “Tira, põe” é um ótimo exemplo dessa integração. Com ele, estimulamos a alfabetização e a construção do número (adição, subtração), além de outras habilidades. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Espalhe as fichas com sílabas.
    3. Sorteie quem iniciará.
    4. Cada criança, na sua vez, joga os dois dados. Um deles determina se ela deve colocar fichas sobre o tabuleiro ou tirar. O outro dado indica a quantidade.
      Importante: Oriente a criança a ler em voz alta as sílabas antes de colocá-las ou retirá-las.
    5. Vence quem completar o tabuleiro colocando a última ficha.

    Gostou?

    As crianças podem formar palavras com as fichas das sílabas. E se você quiser focar apenas em matemática, pode utilizar o mesmo tabuleiro e os dados, substituindo as fichas de sílabas por botões.

    Veja mais detalhes no vídeo que segue abaixo.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    ANTUNES, Celso. Estimular o cérebro da criança. São Paulo: Vozes, 2023.

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    • 70 fichas com sílabas;
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    Talvez você queira saber:

    1. O que fazer quando a criança tem dificuldade em formar palavras com as sílabas?

    Nesse caso, o mais importante é respeitar o estágio em que a criança se encontra. Se ela ainda não consegue formar palavras com autonomia, o adulto pode fazer intervenções leves: dar dicas, perguntar “o que será que pode começar com essa sílaba?”, ou mesmo ajudar a montar palavras conhecidas. Aos poucos, com a repetição e o envolvimento no jogo, a criança tende a se apropriar das regularidades da escrita e formar palavras com mais facilidade.

    2. De que forma o jogo trabalha a construção do número e o pensamento matemático?

    O jogo exige que a criança compreenda e manipule quantidades: ela precisa identificar o número sorteado no dado, contar corretamente, colocar ou retirar fichas do tabuleiro e acompanhar o efeito dessas ações no jogo coletivo. Isso favorece a noção de número, a contagem, a adição e a subtração, além de estimular o pensamento lógico e a antecipação de resultados.

    3. O jogo pode ser utilizado em grupo ou é melhor em dupla?

    O “Tira, põe” foi pensado para funcionar bem em grupo. Como o tabuleiro é coletivo, o revezamento entre as crianças promove a interação social, o respeito à vez do outro e a observação das jogadas. No entanto, ele também pode ser jogado em duplas, caso o número de crianças seja menor ou o espaço limitado. Ambas as formas são válidas — o mais importante é que a experiência seja significativa e envolvente.

  • Ponto Final & Companhia

    Ponto Final & Companhia

    O-lá!

    Escrever bem vai além de saber regras gramaticais ou dominar a ortografia. Uma frase pode estar correta do ponto de vista sintático, sem nenhum erro de grafia, conter palavras bem escolhidas — e, ainda assim, ser mal compreendida.

    É que a clareza na escrita não depende apenas do que se escreve, mas de como se conduz o leitor por aquilo que foi escrito. E é aí que entra a pontuação.

    A pontuação funciona como uma espécie de mapa: orienta a leitura, indica pausas, entonações, marca o ritmo e dá sentido ao texto. Como diz Cláudio Moreno (2004, p. 8):

    Esta é, como veremos, a única (e preciosa) função dos sinais de pontuação: orientar o leitor para a melhor maneira de percorrer os textos que escrevemos.

    E para entender o valor disso, vale uma curiosidade histórica:

    Você sabia que a pontuação não nasceu junto com a escrita?
    Durante séculos, os textos eram escritos sem vírgula, sem ponto e sem espaço entre palavras. Essa prática se chamava scriptio continua e era comum em manuscritos gregos e latinos da Antiguidade até a Idade Média.

    Por que escreviam assim?

    • Possivelmente porque o papiro e o pergaminho eram caros.

    • Porque a fala não tem pausas visuais.

    • E porque se lia em voz alta — e o leitor experiente entendia.

    Mas aí… veio a leitura silenciosa.
    E com ela, a necessidade de pausas visuais para compreender o texto. Foi assim que surgiram os sinais de pontuação e os espaços entre palavras: para organizar o pensamento na página.

    Ou seja, a pontuação não é um detalhe.
    Ela é um recurso que o leitor aprendeu a precisar.

    E essa orientação é fundamental desde o início do processo de alfabetização. Quando ensinamos uma criança a usar um ponto final, por exemplo, não estamos apenas ensinando um sinal gráfico — estamos mostrando que toda ideia tem começo, meio e fim. Estamos ajudando a organizar o pensamento e a torná-lo comunicável.

    A vírgula, por sua vez, exige mais do que conhecimento técnico. Ela pede escuta. Ensina a reconhecer pequenas pausas, a dar ritmo, a separar ideias que caminham juntas. Os dois-pontos, os sinais de interrogação e de exclamação — todos têm uma função que vai além da gramática: são recursos para dar vida à escrita.

    E, como tudo que envolve leitura e escrita, a pontuação também precisa ser ensinada de forma significativa.

    Hoje eu trouxe uma ideia divertida para aguçar a argumentação. Um jogo no qual as crianças são expostas a situações práticas e precisam decidir qual pontuação utilizar. O bacana é que a proposta incentiva a discussão e a exposição de pontos de vista entre elas. Isso vai além de simplesmente dizer se está certo ou errado. Entende?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana. Embaralhe as cartas e forme uma pilha com elas. Entregue a cada jogador marcadores (como botões, pedrinhas etc.).

    2. Na sua vez, o jogador pega uma carta do topo da pilha. Lê a frase em voz alta e diz qual sinal de pontuação está faltando: ponto final, vírgula, ponto de exclamação, ponto de interrogação ou dois-pontos.

    3. Os outros jogadores devem concordar com a resposta. Caso haja dúvida, o grupo pode discutir até chegar a um consenso.

    4. Em seguida, o jogador marca uma casa no tabuleiro que contenha o mesmo sinal de pontuação mencionado.

    5. Vence quem, ao colocar seu marcador, completar uma linha inteira (na horizontal ou vertical), mesmo que outros jogadores tenham marcado parte dela.

    6. Para finalizar, que tal escolher uma das frases e propor que as crianças criem um pequeno texto a partir dela?

    É isso! Espero que as informações que deixei aqui tenham sido úteis para você.
    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica

    MORENO, Cláudio. Guia prático do português correto: pontuação. Porto Alegre: L&PM Editores, 2004.

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    Talvez você queira saber:

    1) O jogo pode ser usado como introdução ao conteúdo de pontuação ou é mais indicado após explicação prévia?
    Pode ser usado das duas formas. Como introdução, ele desperta curiosidade e favorece conversas significativas sobre os sinais e suas funções. Já após uma explicação prévia, o jogo funciona como excelente forma de fixação, promovendo argumentação e aplicação prática do que foi aprendido.

    2) O jogo pode ser utilizado em contextos de reforço escolar ou intervenção psicopedagógica?
    Sim! O jogo é versátil e pode ser adaptado para diferentes contextos. Em atendimentos psicopedagógicos, por exemplo, ele permite observar como a criança compreende o funcionamento da pontuação e favorece intervenções mediadas, com foco na linguagem, leitura e organização do pensamento.

  • Tic-Tac

    Tic-Tac

    O-lá!

    Para o bom desenvolvimento cognitivo, emocional e físico de uma criança, sabemos que é muito importante oferecer tempo, silêncio e espaço para que ela pense, organize suas ideias e encontre o caminho das respostas com tranquilidade.

    No entanto, nem sempre o desafio está em ter tempo de sobra. Às vezes, o que a criança precisa é de ritmo. De desafio. De jogos que façam seu cérebro se mexer mais rápido. De brincadeiras que ativem sua atenção, que instiguem a curiosidade e, ao mesmo tempo, peçam agilidade na resposta.

    É aí que entra a ideia de estimular, de forma lúdica e cuidadosa, a velocidade de processamento — uma habilidade cognitiva que envolve perceber, interpretar e responder a um estímulo em pouco tempo. Ela está diretamente ligada ao desempenho em leitura, escrita, cálculo e também na maneira como a criança lida com tarefas do cotidiano.

    Mas, claro: isso precisa ser feito com equilíbrio. Segundo o capítulo “Memória, estresse e ansiedade” (Fiorino, 2006, p.322):

    Qualquer atividade envolvendo um limite de tempo, até mesmo um jogo, é uma fonte de tensão. A presença de um prazo final pode interferir em sua habilidade de concentração.

    Ou seja, não se trata de apressar a criança o tempo todo. Trata-se de saber dosar. De oferecer tanto jogos que acolham o tempo interno da criança, quanto desafios que provoquem uma resposta mais rápida — sem cobrança, mas com ludicidade.

    Jogos com tempo marcado, como o Tic Tac, por exemplo, instigam a criança a organizar ideias, tomar decisões, testar hipóteses rapidamente. E sabe o que é melhor? Ela nem percebe que está treinando funções executivas… porque está brincando. Ou seja, de maneira controlada, é importante oferecer atividades que desafiem a criança a apresentar respostas com mais rapidez.

    No fim das contas, é isso que buscamos: estimular com sentido e desafiar com alegria.

    Chega de falação, vamos à explicação do jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Cubra as letras dos quadros com as fichas.
    3. Cada criança, na sua vez, joga o dado.
    4. Em seguida, ela deve procurar no tabuleiro uma ficha que tenha o mesmo tempo sorteado.
    5. A criança retira a ficha para descobrir as letras e tenta formar a palavra no tempo estipulado. No alto de cada coluna está indicado se as letras do quadro pertencem a um brinquedo, animal, fruta, parte do corpo ou peça de vestuário.
    6. Se conseguir, fica com a ficha. Do contrário, devolve-a ao mesmo quadro.
    7. O jogo termina quando todas as palavras tiverem sido descobertas.
    8. Ganha quem tiver conquistado mais fichas.

    É isso! Gostou? Que tal me deixar saber?
    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    MEMÓRIA, estresse e ansiedade. In: FIORINO, Marie-Christelle (Coord.). 101 maneiras de melhorar sua memória. Tradução de Celimar de Lima, Stela Maris Gandour, Rodrigo Chia; adaptação: Eduardo Castelo Branco et al. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006

    Arquivo digital formato PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 30 fichas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) O que exatamente é velocidade de processamento e por que ela é importante na alfabetização?

    A velocidade de processamento é a rapidez com que o cérebro percebe, interpreta e responde a um estímulo. No contexto da aprendizagem, isso significa: ouvir uma pergunta, entender o que foi dito, acessar o que já sabe e dar uma resposta — tudo isso em um tempo adequado.

    Ela está diretamente relacionada à fluência de leitura, à escrita espontânea e à resolução de problemas. Quando a criança tem uma velocidade de processamento muito lenta, pode, por exemplo, entender o conteúdo, mas leva tempo demais para reagir, o que pode atrapalhar seu desempenho escolar.

    Estimular essa habilidade de forma lúdica e respeitosa, como propõe o Tic Tac, ajuda a criança a pensar com mais agilidade — sem pressão, mas com desafio.

    2) Esse tipo de jogo com tempo não pode deixar a criança ansiosa ou muito frustrada?

    Depende de como for conduzido. Por isso, é essencial que o jogo seja apresentado com leveza, que o adulto monitore as reações da criança e que o foco esteja sempre no processo, não no acerto.

    A ideia é brincar com o tempo. Criar ritmo, dar movimento ao pensamento.

    Quando a criança percebe que pode errar, tentar de novo, rir, comemorar o que conseguiu… ela se sente segura. E quando se sente segura, ela aprende.

     

  • Frases Embaralhadas

    Frases Embaralhadas

    O-lá!

    Você sabia que aprender a ler transforma o cérebro da criança?

    Mais do que um marco simbólico no desenvolvimento, a aprendizagem da leitura provoca uma reorganização concreta nas estruturas cerebrais. Ao aprender a ler, a criança ativa novas conexões neurais, modifica a forma como processa sons e imagens e constrói um circuito de leitura no cérebro.

    E não, isso não acontece apenas porque ela atingiu uma certa idade. A transformação acontece porque foi exposta a experiências significativas de leitura e escrita.

    Pesquisas em neuroimagem confirmam: é o exercício ativo da leitura que molda o cérebro leitor. Como explica o neurocientista Stanislas Dehaene:

    […] à medida que melhora a leitura, a ativação da região occipito-temporal esquerda aumenta, precisamente nas coordenadas observadas no adulto. Esse aumento depende mais do nível de leitura alcançado pela criança do que de sua idade. Assim, trata-se de um reflexo da aprendizagem e não de um simples efeito de maturação cerebral. (DEHAENE, 2012, p. 224)

    Em outras palavras: quanto mais a criança lê, mais ativa se torna a área conhecida como “forma visual da palavra” — o mesmo circuito usado por leitores adultos experientes.

    Isso reforça a importância de uma mediação sensível e intencional no processo de alfabetização. Professores, famílias e profissionais da educação têm papel central em garantir que a aprendizagem da leitura ocorra de maneira efetiva. Quando a leitura se transforma em descoberta, o cérebro responde — e se transforma também

    Pensando nisso, apresento o jogo Frases Embaralhadas, criado para estimular a leitura, a compreensão e organização de frases de um jeito divertido. Lembra um jogo de quebra-cabeça, mas com palavras. Vamos ver?

    Sugestão de Uso:

    1. Espalhe todas as fichas sobre a mesa.
    2. Peça que a criança escolha primeiro uma ficha com a figura de um animal.
    3. Depois, selecione todas as fichas que trazem um círculo da mesma cor.
    4. O desafio é escolher quais destas fichas podem ser utilizadas para formar uma frase completa — com começo, meio e fim.

    Variação: Permita que a criança forme frases com fichas de cores diferentes. Isso amplia as possibilidades e incentiva a criatividade na construção das frases.

    Dica extra: Peça que a criança escreva a frase formada em um caderno. A escrita manual recruta circuitos cerebrais adicionais, reforçando ainda mais a aprendizagem.

    Gostou do que viu por aqui?  Observe como a prática fortalece o caminho da leitura. Exatamente como a ciência mostra!

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

    Arquivo digital formato PDF contendo:

    • 84 fichas (sendo possível formar no mínimo 28 frases);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de Uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) O que esse jogo trabalha além da leitura?

    Ele estimula também a estruturação de frases, a atenção e o pensamento lógico.

    2) É possível usar esse jogo com grupos de crianças?

    Sim. Uma possibilidade é propor que as crianças joguem em duplas ou trios, colaborando para encontrar as fichas e montar a frase correta. Isso favorece a troca de ideias, a argumentação e o desenvolvimento da linguagem oral.

    3) É possível criar novas frases com as mesmas fichas?

    Sim! Para isso, basta não considerar a cor das fichas como um critério fixo. Ao permitir que a criança combine fichas de cores diferentes, surgem novas possibilidades de construção de frases — o que amplia a criatividade, o vocabulário e a capacidade de reorganizar ideias. Essa variação estimula a criança a testar diferentes estruturas e observar o que faz sentido, promovendo uma compreensão mais flexível da linguagem. É uma excelente forma de prolongar o uso do material e tornar o jogo ainda mais rico.

  • Letra por Letra

    Letra por Letra

    O-lá!

    Aprender o sistema de escrita — compreender como as letras representam os sons da fala, como se organizam nas palavras e como essas palavras ganham sentido — é uma conquista central no processo de alfabetização. Mais do que uma habilidade isolada, trata-se de uma aprendizagem que sustenta e impulsiona outras tantas. Como nos lembra Tolchinsky (2003: xxiii), citada por Soares (2016, p. 36):

    […] aprender o sistema de escrita é apenas um fio na teia de conhecimentos pragmáticos e gramaticais que as crianças precisam dominar a fim de tornarem-se competentes no uso da escrita, mas é uma aprendizagem imperativa, e promove as outras.

    Ou seja: dominar o sistema alfabético-ortográfico não esgota o processo de alfabetização, mas é um passo imprescindível, que sustenta e impulsiona o desenvolvimento das demais competências que envolvem o uso pleno e competente da linguagem escrita — como a compreensão textual, a produção de textos, o uso adequado da linguagem em diferentes contextos comunicativos e a reflexão sobre o funcionamento da própria língua.

    Pensando nisso, o jogo Letra por Letra foi desenvolvido justamente para estimular essa interação entre o conhecimento do sistema de escrita e o desenvolvimento da autonomia na escrita de palavras.

    Um detalhe: O fato de haver a quantidade de quadros correspondente ao número de letras necessárias para escrever o nome da figura em destaque já serve de pista para a criança. Isso é especialmente relevante para aquelas que estejam apresentando hipótese de escrita silábica, pois, ao escrever, poderão perceber de imediato que faltaram letras. Essa constatação desestabiliza sua hipótese de escrita, instigando a criança a afinar e apurar sua escuta aos sons da palavra. Dessa forma, o jogo também estimula a consciência fonêmica. Vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de Uso:

    1. Deixe a criança escrever o nome da figura utilizando as fichas de letras.

    2. Em seguida, ela pode levantar a aba que está com “?” para verificar se escreveu corretamente. Assim, além de exercitar a formação de palavras, a criança tem a oportunidade de comparar sua hipótese de escrita com a grafia convencional, refletindo e ajustando seu conhecimento.

    Gostou?

    Letra por Letra propõe uma atividade de escrita ativa, reflexiva e autônoma, respeitando o processo de construção da linguagem escrita de cada criança. Eu amo jogos assim! E você?

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

     

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE, 02/07/2025

    Arquivo digital formato PDF contendo:

    • 36 fichas com imagens;
    • Fichas com alfabeto;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) O Letra por Letra pode ser utilizado em atendimentos psicopedagógicos individualizados?

    Sim. O jogo é um excelente recurso para o trabalho psicopedagógico individual, pois permite observar de forma lúdica e concreta o modo como a criança está organizando o conhecimento da escrita e mediar o processo de construção da escrita de forma mais assertiva.

    2) Ele também pode ser usado como um instrumento de avaliação diagnóstica do nível de escrita da criança?

    O Letra por Letra pode fornecer indícios valiosos sobre as hipóteses de escrita da criança, já que permite observar como ela organiza os sons e as letras ao tentar escrever. No entanto, como o próprio jogo oferece pistas visuais (a quantidade de quadros indica o número de letras da palavra), essas pistas acabam, de certa forma, mediando a produção da criança e podem influenciar suas escolhas. Por isso, o jogo pode auxiliar na observação e no acompanhamento do desenvolvimento, mas não substitui avaliações diagnósticas mais formais, nas quais a criança escreve livremente, sem apoios visuais.

    3) Qual o papel do adulto durante a atividade? Deve orientar ou deixar a criança explorar sozinha?

    O papel do adulto é de mediador. Inicialmente, pode ser necessário apresentar a dinâmica, esclarecer o funcionamento do jogo e modelar o raciocínio. Conforme a criança se familiariza com a proposta, o ideal é que ela tenha espaço para experimentar e testar suas hipóteses. Quando necessário, o adulto pode intervir com perguntas ou estratégias que favoreçam a reflexão, sem oferecer respostas prontas.

    Por exemplo: se a criança escreve AIA para representar SAIA, o adulto pode alongar os sons:
    “Vamos falar devagar: SSSSS-AAAAA-IIIII-AAA… Qual som você ouviu primeiro?”
    Essa mediação apoia a percepção auditiva dos sons da palavra e ajuda a criança a segmentar com mais precisão, favorecendo o avanço nas hipóteses de escrita e o desenvolvimento da consciência fonêmica.