Tag: atenção

  • Desafiômetro

    Desafiômetro

    O-lá!

    Quando falamos em aprendizagem, falamos também em ativação e reorganização do cérebro. Isso porque toda nova experiência de aprendizagem envolve a ativação de circuitos neurais — o cérebro entra em ação, conectando diferentes áreas responsáveis por atenção, memória, linguagem, raciocínio, entre outras.

    Mas não para por aí: além de ativar, a aprendizagem também modifica o cérebro. Com o tempo e com a repetição de experiências significativas, o cérebro se reorganiza, formando novas conexões, fortalecendo aquelas que são usadas com frequência e eliminando as que não são mais necessárias. Essa capacidade de adaptação é conhecida como neuroplasticidade — e é ela que torna possível o desenvolvimento contínuo das funções cognitivas ao longo da vida, especialmente na infância.

    As funções cognitivas são os processos mentais que nos permitem perceber, prestar atenção, memorizar, raciocinar, resolver problemas, controlar impulsos, adaptar-nos a situações novas, utilizar a linguagem, entre muitas outras ações que envolvem o pensar, o agir e o aprender.

    Existem diversas funções cognitivas — algumas mais amplas, como percepção e linguagem, e outras mais específicas, como controle inibitório, flexibilidade cognitiva, planejamento ou velocidade de processamento. No jogo Desafiômetro, escolhemos estimular algumas das mais essenciais para o desenvolvimento na infância: atenção, memória, pensamento lógico, flexibilidade cognitiva, controle inibitório e linguagem.

    Essas funções atuam como engrenagens mentais que, quando bem estimuladas, favorecem o desenvolvimento global da criança. Por exemplo:

    • A atenção é o que permite selecionar o que deve ser processado.
    • A memória armazena e recupera informações.
    • O pensamento lógico organiza ideias e busca soluções.
    • A flexibilidade cognitiva ajuda a adaptar-se a novas regras ou caminhos.
    • O controle inibitório permite esperar a vez e resistir a impulsos.
    • A linguagem é a ponte entre o pensamento e a comunicação.

    Quanto mais uma função é ativada, mais forte e eficiente ela tende a se tornar. Ao contrário, quando não estimulada, essa mesma função pode se enfraquecer ou regredir. A ciência já demonstrou que o cérebro humano é altamente plástico e dinâmico. Cada neurônio pode se conectar a milhares de outros, formando verdadeiras redes de aprendizagem. Como destaca Rudimar dos Santos Riesgo (2006, p. 24):

    O uso faz aumentar o número de conexões, enquanto que o desuso faz diminuir a quantidade de botões sinápticos.

    Por isso, jogos como o Desafiômetro cumprem um papel precioso: tornam o aprender um ato leve, prazeroso — e, acima de tudo, ativo.

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Embaralhe as cartas de desafio e deixe-as em uma pilha.
    3. Disponibilize uma miçangas (pode ser bolinhas de massinha de modelar) para as crianças.
    4. Se desejar, utilize uma ampulheta de 30 segundos ou um cronômetro para medir o tempo de resposta.
    5. Na vez de cada criança, você pega uma carta da pilha, lê o desafio e ela precisa cumpri-lo em até 30 segundos.
      A cada desafio cumprido, a criança sobe um nível no Desafiômetro.
    6. Se virar uma carta que tem a figura de um ratinho, passa a vez.
    7. Ganha o jogo quem atingir o topo do Desafiômetro primeiro!

    Gostou do que viu por aqui? Eu amo saber as impressões de vocês.
    Um abraço e até o próximo post! 😊

    Referência Bibliográfica

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Anatomia da aprendizagem. In ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

    Arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 32 fichas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de Uso.

    Para você imprimir, montar e jogar

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (21/05/2025)

    Talvez você queira saber:

    1. Esse jogo é indicado para qual faixa etária?
      O Desafiômetro foi pensado para crianças a partir de 6 anos, mas sua aplicação depende dos conhecimentos prévios e das necessidades de cada criança. Cabe ao profissional que acompanha a criança avaliar se o jogo é adequado e se poderá contribuir de forma significativa para o seu desenvolvimento.
    2. O jogo pode ser usado com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem ou TDAH?
      Sim! O jogo é excelente para estimular funções cognitivas que geralmente demandam mais suporte nesses casos, como atenção, controle inibitório e flexibilidade cognitiva, desde que os desafios sejam adaptados conforme a necessidade da criança.
    3. O jogo trabalha habilidades relacionadas à alfabetização ou apenas funções cognitivas gerais?
      O jogo trabalha principalmente funções cognitivas gerais, mas algumas delas — como atenção, memória e linguagem — dão suporte direto ao processo de alfabetização.
  • Carinhas

    Carinhas

    O-lá!

    Primeiramente, quero iniciar este texto dizendo que o jogo “Carinhas” está gratuitooooo! Um mimo adiantado pelo Dia da Criança e Dia do Professor que comemoramos este mês. 

    Segundamente…Rsrs! Eu quero falar um pouco sobre desenvolvimento infantil e funções executivas antes de apresentar o jogo para vocês. Então, senta aí, porque o texto ficou longo! Mas, se você está com pressa e só quer o jogo, pode rolar direto até o final que o link está lá!

    Agora sim… 1, 2, 3… começando:

    O desenvolvimento infantil é um processo dinâmico e multifacetado que abrange diversas áreas, como o físico, emocional, social e cognitivo. Ele é influenciado por uma complexa interação de fatores biológicos, genéticos, ambientais e culturais. Desde o início da vida, as crianças demonstram uma impressionante capacidade de adaptação, respondendo de maneira única aos estímulos ao seu redor. Os fatores genéticos fornecem a base inicial, mas o ambiente em que a criança cresce, incluindo o apoio familiar, a educação e as interações sociais, tem um papel fundamental na forma como esse potencial se expressa. As crianças enfrentam desafios diários, e a maneira como lidam com essas situações varia de acordo com suas experiências e o ambiente em que estão inseridas. Isso destaca a importância de um ambiente que promova seu crescimento saudável, tanto emocional quanto intelectual.

    Nesse contexto, é essencial lembrar que:

    Toda criança é semelhante a inúmeras outras em alguns aspectos e singularíssima em outros” (ANTUNES, 2003, p. 16).

    Ou seja, cada criança é única, e, ao reconhecermos suas individualidades, conseguimos criar estratégias de aprendizado mais eficazes, ajustadas às suas necessidades específicas.

    Estimular as funções executivas – como o controle inibitório, a flexibilidade cognitiva e a memória de trabalho, entre outras – é parte deste processo. Essas funções abrangem uma ampla gama de habilidades que ajudam a organizar pensamentos, planejar e tomar decisões, sendo fundamentais não apenas para o sucesso escolar, mas também para a vida cotidiana.

    Podemos pensar em ambientes de aprendizagem que promovam essas funções executivas através de jogos e brincadeiras. O aprendizado se torna muito mais eficaz quando a criança participa ativamente e se diverte, garantindo que as habilidades adquiridas sejam incorporadas de forma prática e duradoura.

    Hoje, estou disponibilizando gratuitamente o jogo “Carinhas”. Ele é uma ferramenta divertida e envolvente para estimular funções executivas, ajudando as crianças a desenvolverem habilidades como controle de impulsos, atenção e rapidez na tomada de decisões. E tem mais: o “Carinhas” também pode abrir espaço para conversas sobre expressões faciais e emoções. Abaixo, explico tudo em detalhes!

    Sugestão de Uso:
    1. Coloque as cartas em uma pilha com as imagens viradas para baixo.
    2. Se possível, disponibilize uma sineta.
    3. Vire a primeira carta da pilha e, antes de continuar o jogo, deixe que as crianças observem e falem sobre as expressões faciais das carinhas. Incentive-as a descrever o que cada carinha representa, como alegria, tristeza, raiva, surpresa, etc. Isso promove uma conversa sobre emoções e estimula a fala.
    4. Peça às crianças que escolham uma das carinhas e a sinalizem com uma seta.
    5. Em seguida, vire a próxima carta. Se houver uma carinha igual à escolhida anteriormente, a criança deve bater na sineta. Quem bater primeiro e acertar fica com a carta.
    6. Se a criança bater na sineta impulsivamente, sem que haja uma carinha igual, o outro jogador fica com a carta.
    7. Ganha quem conquistar mais cartas.

    Variação: Encontrar uma carta que não tenha a carinha selecionada. 

    Você percebeu que podemos explorar o jogo para falar sobre expressões faciais e emoções, não é mesmo? Porém, vamos ver como as funções executivas, que são o foco deste post, são estimuladas neste jogo?

    • Controle inibitório: O controle inibitório é estimulado quando a criança precisa conter o impulso de bater na sineta imediatamente e esperar o momento certo, ou seja, quando identifica uma carinha igual à anterior. Esse autocontrole é fundamental para evitar ações impulsivas e agir de maneira consciente e pensada.
    • Memória de trabalho: A memória de trabalho é constantemente utilizada quando a criança precisa recordar qual carinha foi escolhida anteriormente e compará-la com as novas cartas viradas. Esse processo de retenção e comparação ajuda a fortalecer a memória de curto prazo, essencial para a aprendizagem. 
    • Flexibilidade cognitiva: A flexibilidade cognitiva é trabalhada quando a criança precisa mudar rapidamente de estratégia se perceber que agiu impulsivamente e precisa se adaptar. Esse ajuste mental, de avaliar o erro e alterar o comportamento, é uma habilidade chave para lidar com diferentes situações no dia a dia. Além disso, a cada nova carta virada, a criança precisa adaptar sua atenção de uma carinha para outra, descartando as opções que não são relevantes. Isso requer flexibilidade cognitiva, pois ela deve alternar entre diferentes estímulos e ajustar sua estratégia continuamente.
    • Atenção sustentada: O jogo exige que a criança mantenha a atenção por um período prolongado para identificar corretamente as correspondências entre as carinhas. Manter o foco no jogo ajuda a criança a desenvolver a capacidade de se concentrar em uma tarefa até completá-la.
    • Atenção seletiva: A criança precisa concentrar-se em uma única carinha entre várias opções e descartar as irrelevantes, exercitando sua capacidade de focar em estímulos específicos e ignorar distrações.
    • Tomada de decisão: A habilidade de tomada de decisão é ativada quando a criança avalia rapidamente se deve bater na sineta ou esperar a próxima carta. Isso envolve uma análise rápida e a escolha da melhor ação em um curto período, o que fortalece a capacidade de decidir sob pressão.

    Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar nos comentários? Eu amo receber feedback!

    Um abraço e até a próxima 😊

    Referência Bibliográfica:

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 23 cartas;
    • 01 seta;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

    Após a finalização, o arquivo estará disponível para download acessando ‘Minha Conta’ no canto superior direito da tela, na seção Downloads, e também é enviado para o seu e-mail. Verifique a caixa de SPAM.

    Qualquer dúvida , entre em contato.

    Talvez você queira saber:

    1) Quais adaptações podem ser feitas para que o jogo beneficie crianças com necessidades educacionais especiais, como crianças com TDAH ou autismo?

    Para adaptar o jogo “Carinhas” a crianças com TDAH ou autismo, é importante considerar algumas estratégias que ajudem a manter o foco e reduzir a frustração. Para crianças com TDAH, pode-se introduzir pausas curtas durante o jogo, para que elas possam descansar e se reorganizar. Já para crianças com autismo, adaptações podem incluir simplificar as regras, como retirar a necessidade de bater na sineta e focar apenas no reconhecimento de figuras iguais. Instruções claras e repetitivas também ajudam, assim como o uso de reforço positivo a cada conquista, reforçando comportamentos adequados e o controle de impulsos.

    2) Qual é a faixa etária mais apropriada para jogar “Carinhas”?

    O jogo “Carinhas” é recomendado para crianças a partir de 4 anos, pois nessa idade elas já começam a desenvolver as habilidades necessárias para reconhecer padrões e trabalhar com jogos de memória. No entanto, essa idade é apenas uma sugestão, pois depende muito do desenvolvimento individual de cada criança. Algumas crianças podem estar prontas um pouco antes, enquanto outras podem precisar de mais tempo para desenvolver as habilidades necessárias para jogar. O importante é adaptar o jogo às necessidades e ritmo da criança. Observando o interesse e o nível de concentração, é possível ajustar o número de cartas ou simplificar as regras para garantir que a experiência seja divertida e enriquecedora, independentemente da idade.

    3) Como podemos observar e monitorar o progresso das crianças em relação ao desenvolvimento de funções executivas ao longo do tempo com o uso do jogo?

    Para monitorar o progresso das crianças no desenvolvimento de funções executivas através do jogo “Carinhas”, é importante observar e anotar comportamentos específicos ao longo de várias sessões de jogo. Uma forma eficaz é criar uma tabela de observação que registre, por exemplo, a frequência com que a criança consegue controlar seus impulsos (não bater na sineta de forma precipitada), sua capacidade de manter a atenção por períodos maiores e sua habilidade em tomar decisões de forma mais rápida e acertada. Além disso, é possível registrar o tempo que a criança leva para completar uma partida e como ela lida com os erros ao longo do jogo. O progresso pode ser monitorado também na forma como a criança ajusta suas estratégias cognitivas, mostrando flexibilidade cognitiva ao mudar táticas de jogo quando necessário. Esses registros podem ser revisados com o passar do tempo, para identificar melhorias em cada habilidade das funções executivas.

    Se ficou com outras dúvidas, pode deixar nos comentários que eu terei o maior prazer em responder ou entre em contato!

  • Sempre Atento

    Sempre Atento

    O-lá!

    Estimular a atenção e a percepção das crianças na Educação Infantil desempenha um papel crucial no desenvolvimento geral de suas habilidades cognitivas, incluindo a memória.

    A atenção é a capacidade de se concentrar em uma determinada tarefa, estímulo ou informação, enquanto a percepção envolve a interpretação e o processamento das informações sensoriais recebidas pelos sentidos. Ambas desempenham um papel fundamental na formação e consolidação das memórias.

    Quer uma boa notícia? O jogo “Sempre Atento”, que eu trouxe hoje como sugestão, está gratuito na nossa loja e pode contribuir para estimular as habilidades de atenção, percepção, e, ainda de quebra, contribuir para o desenvolvimento da construção do número.

    Também, mesmo sendo óbvio (…Rs!), não podemos deixar de mencionar que um ambiente tranquilo e acolhedor tem muito a contribuir com o desenvolvimento dessas habilidades.

    “O recebimento eficaz de informações depende de um estado de espírito adequado e de um processo de recepção livre de perturbações.” (MEMORIZANDO, 2006, p. 28)

    Portanto, precisamos fazer nossa parte para criar um ambiente propício ao aprendizado, minimizando distrações e fornecendo estímulos adequados para que as crianças possam se envolver ativamente nas tarefas.

    Sugestão de Uso:

    Cada criança sorteia uma cartela.

    É iniciada a primeira rodada.

    Um dos jogadores joga o dado. Em seguida, todos conferem em suas respectivas cartelas quantas figuras igual à sorteada aparecem na cartela. O jogador que tiver a quantidade maior de figuras faz ponto.

    Seguem para a segunda rodada e depois para a terceira.

    Ganha o jogo quem em três rodadas fizer o maior número de pontos.

    Assista ao vídeo logo abaixo para ver mais detalhes deste jogo 😉

    Para finalizar, as habilidades de atenção e percepção contribuem para o aprendizado significativo permitindo que as crianças façam conexões entre informações novas e já existentes em sua memória. Quando elas são capazes de se concentrar e perceber de maneira adequada, as crianças têm mais chances de relacionar conceitos e criar uma base de conhecimento sólida. E isso irá refletir em seus aprendizados ao longo da vida.

    Bem, é isso! Um abraço e até o próximo post.

    MEMORIZANDO. In: 101 maneiras de melhorar sua memória. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006.   

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 12 cartelas;
    • 12 fichas;
    • 01 dado;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.  

  • Leitura ou Cor

    Leitura ou Cor

    O-lá!

    A atenção e a concentração são fundamentais para o sucesso na aprendizagem. Quem já se pegou tendo que recomeçar uma atividade porque no meio do caminho se desconcentrou? Algumas pessoas têm uma dificuldade maior em manter a atenção e concentração. O motivo pode ser de ordem biológica, do interesse no assunto, do estado emocional, enfim, há variáveis pessoais que interferem. Agora, o ambiente também influencia muito no desempenho, tanto por ser barulhento, com muitas distrações ou por gerar estresse e/ou pressão além do que o indivíduo tem condições maturacionais para lidar. Pesquisas no campo da plasticidade cerebral indicam que é possível melhorar o desempenho e, algumas vezes, modificações no espaço podem gerar um ganho significativo na aprendizagem.

    […] mudanças ambientais interferem na plasticidade cerebral e, consequentemente, na aprendizagem. […] (ROTTA, p. 453, 2006) .

    Sendo assim, antes de levantar a hipótese de que a criança tem falta de atenção, concentração, dificuldade de aprendizagem, verifique se o desafio proposto é adequado e também observe o ambiente 😉  

    O jogo de hoje tem o objetivo de estimular a atenção, a concentração, a flexibilidade cognitiva e também a alfabetização. Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    Coloque as cartas com palavras em um saco.

    Disponha em sua mão, no formato de leque, as fichas de leitura (desenho de um livro) e fichas de cor (desenho de uma paleta de pintura). Cada jogador, na sua vez, seleciona uma ficha.

    Se ele selecionar uma “ficha de leitura” deve ler as palavras da carta que irá pegar no saco (dependendo do nível de leitura dos jogadores você pode combinar de que eles devem ler somente uma palavra da ficha).

    Se ele selecionar “ficha de cor” deve falar o nome das cores das palavras que irá sortear.   

    Se concluir o desafio com êxito, o jogador fica com a ficha.

    Ganha o jogo quem chegar a três fichas primeiro.

    É isso! Gostou do jogo? Abaixo tem um vídeo que o explica mais detalhadamente. Espero que contribua 😉

    Um forte abraço.

    ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 24 fichas com palavras;
    • 06 fichas cor;
    • 06 fichas leitura;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    É enviado por e-mail.

  • Dominó de Atenção

    Dominó de Atenção

    O-lá!

    Para uma boa qualidade da atenção e percepção visual é necessária tanto uma boa visão, como também uma habilidade de se orientar visualmente no espaço. Quando temos esta capacidade bem desenvolvida, e estamos olhando para uma figura, por exemplo, fazemos uma varredura com o nosso olhar. Evidentemente, esta habilidade pode sempre melhorar. É uma questão de estímulo.

    Agora, claro (!), é bem difícil prestar atenção em algo que não nos cativa de alguma forma ou que não vemos necessidade real de saber, ou seja, quando não estamos precisando daquele conhecimento para fazer alguma coisa. Sentir necessidade é fator importante no desejo de aprender.

    É importante entender bem o fato de a criança prestar atenção e se dedicar apenas àquilo que a interessa ou a motiva. (MATTOS, p. 110, 2008).

    O jogo que eu trouxe hoje tem como objetivo auxiliar no desenvolvimento da atenção, da percepção, da orientação espacial. As crianças serão estimuladas a focar nos detalhes.  

    O arquivo digital em formato PDF está gratuito na nossa loja. Maravilha, hein?! Rsrs! Para adquirir, clique no link disponível no final deste post.

    Sugestão de uso:

    Distribuir a mesma quantidade de peças entre os jogadores.

    Os jogadores deverão unir as figuras que tenham as mesmas sequências de cores.

    Ganha o jogo quem for o primeiro a ficar sem nenhuma peça.

    É isso! Este jogo é suuuper divertido! Depois me conta como foi sua experiência com as crianças que jogaram.

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    MATTOS, Paulo. No mundo da lua. São Paulo: Casa Leitura Médica, 2008.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 18 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Execute o movimento

    Execute o movimento

    Oieee!

    Gente, a alfabetização não espera o período escolar para iniciar. Isso quer dizer que quando a criança inicia o período “formal” de alfabetização ela não é uma inexperiente total nesta área. Pode até não ler e escrever convencionalmente, mas, já formula hipóteses. Agora, além da aprendizagem das letras, seus sons, codificação, decodificação e o letramento, outros conhecimentos são importantes que a criança desenvolva para que a alfabetização ocorra com mais tranquilidade.

    Estou falando de conhecimentos como: esquema corporal, noções embaixo/em cima, frente/atrás, direita/esquerda, entre outros. E por que é preciso aprender esses conceitos? O que tem a ver com a escrita? Seguem alguns exemplos: Escrevemos em uma folha de cima para baixo, da esquerda para a direita; as letras p/q e b/d se diferenciam – visualmente falando -, por um traço e o lado que fica a “bolinha”: direita/esquerda, em cima/embaixo. São poucos exemplos para evitar que este post fique muito extenso. Mas primeiro a criança precisa reconhecer esses conceitos em seu próprio corpo para poder utilizá-lo como referência e ter, inclusive, noções de espaço e delimitações no caderno. É através do corpo que as crianças compreendem o mundo.

    Agora, vale estarmos atentos ao que Rotta, Ohlweiler, Riesgo (2007, p. 78) nos dizem:

    “Aos seis anos a criança reconhece direita e esquerda em si mesma. Aos sete anos consegue mostrar direita e esquerda em si mesma de forma cruzada e é capaz de responder a posição de um objeto em relação a si mesma. Aos oito anos conhece direita e esquerda no examinador […]”.

    Essas informações são importantes para não cobrarmos da criança algo que ela pode não ter possibilidade maturacional para responder. Agora, isso não nos impossibilita de utilizar um jogo ou brincadeira para ajudá-la na construção deste aprendizado.

    Então, vamos ao jogo que eu trouxe como sugestão. Tem arquivo PDF com este jogo disponível na nossa loja. Para adquirir cliquem no link disponível no final deste post.

    Sugestão de uso:

    Disponibilizar duas fitas/barbante (60 cm), duas garrafas PET pequenas, uma cor de tinta facial e, para cada criança, um peão/marcador colorido.

    Colocar as cartas dentro de uma caixa ou sacola e o tabuleiro sobre uma superfície plana. Cada criança, na sua vez, retira uma carta da sacola, lê, executa o movimento e anda com seu peão no tabuleiro a quantidade de casas que consta na carta.

    Atenção! Alguns movimentos são acumulativos. Eles estão sinalizados com uma estrela nas cartas. Portanto, se uma carta com estrela estiver escrito: “levante a mão direita”, a criança deve ficar nesta posição até o final da partida. Na próxima rodada se ela tirar outra carta com estrela e que estiver escrito: “Segure uma garrafa PET embaixo do braço esquerdo”, a criança ficará com a mão direita levantada e com a garrafa PET embaixo do braço esquerdo.

    Obs.: Colocamos poucas casas na trilha porque, para algumas crianças, pode ser difícil ficar na mesma posição por muito tempo. Se você perceber que é possível, combine que tem que dar duas voltas na trilha.

    Ainnn, ficou maravilhoso este jogooooo!!! Pelo menos na minha singela opinião. Quero saber o que vocês acharam. Então falem pra mim nos comentários, please! 🥰

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique abaixo para adquirir:

    • 01 tabuleiro;
    • 26 cartas;
    • Instruções de uso.

    São enviados por e-mail dois arquivos: Um para impressão do jogo em folha tamanho A4 e outro para impressão em folha tamanho A3 (tabuleiro está ampliado).

  • Ligue

    Ligue

    Oie!!!

    Tenho certeza que quem trabalha com alfabetização ou tem um(a) filho(a) iniciando este processo vai amar a notícia que tenho para dar… Tem arquivo PDF GRÁTIS com a atividade de hojeee!!! Uhuuu!!!

    Além de incentivarmos a leitura e escrita esta ideia tem por objetivo estimular o desenvolvimento da coordenação motora fina, a atenção, a percepção, …

    Agora, uma atividade não tem muito valor se o mediador não está atento às demandas da criança. Um ambiente rico em desafios e acolhedor nos momentos de frustrações é imprescindível no processo de aprendizagem. A criança aprende com quem ela gosta.

    Cury (2003, p. 112), nos diz:

    “O grau de abertura das janelas da memória depende da emoção.”

    Ou seja; mais uma vez, a mediação adequada é que faz a diferença 🙂

    Então, vamos a explicação da atividade.

    Sugestão de uso:

    Coloquem as folhas impressas em uma pasta arquivo (aquelas com plástico). A criança, utilizando uma canetinha, escreve sobre o plástico as letras que estão faltando para completar os nomes das figuras. Depois passa a canetinha sobre o traçado correto para ligar a palavra à figura correspondente.

    Após ela preencher, por exemplo, umas três páginas, vocês podem fechar a pasta e pedir para a criança falar de memória ou escrever quais figuras ela se lembra de ter visto. Frases e textos também podem ser produzidos oralmente ou por escrito.

    Após o uso é só apagar com uma flanela as marcações que foram feitas com a canetinha sobre o plástico.

    É isso! Espero que tenham gostado do presente. Cliquem abaixo no botão escrito “GRÁTIS” para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 15 páginas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

     

  • Palpite

    Palpite

    Oie!!!

    Nossa ideia de hoje é para trabalhar alfabetização e coordenação motora fina (habilidade de coordenação das mãos). Vamos, digam que gostaram!!! 🙂

    Lembro-me de quando pequena, na escola, preencher folhas e folhas com exercícios para trabalhar coordenação motora fina. Diziam as professoras que era para ter letra bonita. Sabemos que muitas das nossas crianças hoje em dia, possivelmente, não suportam mais este tipo de atividade (muitos de nós já não aguentávamos também…rs) . A questão é que isso não significa que esses exercícios deixaram de ter sua importância. Então o jeito é tentarmos fazer com que eles sejam feitos de uma maneira mais lúdica possível.

    Dizem que aprendemos pelo amor ou pela dor. Óbvio que o melhor caminho é o do amor. Sendo assim, fazer uma atividade na qual a criança se sinta afetivamente atraída certamente trará frutos maravilhosos.

    Kabarite e Mattos (2014, p. 52) nos dizem:

    “As sensações nos permitem introduzir o meio ambiente em nosso próprio mundo interno.”

    Então, vamos à explicação da atividade? Espero que gostem e deixem comentário se foi útil para vocês.

    Tem arquivo PDF com as cartas para esta atividade na nossa loja. Para adquirir clique no link disponível no final deste post.

    Como eu utilizo (façam as adaptações necessárias):

    Disponibilizo uma caixa com areia e escondo as fichas pela sala.

    É hora de começar a brincadeira!!!

    A criança procura uma das fichas pela sala e eu vou dizendo : “está frio” (se ela estiver longe da ficha), “está quente” (se ela estiver perto). Quando ela encontra a ficha, joga o dado e, com o dedo indicador, faz o traçado (que caiu no dado) na caixa de areia. Após, ela repete o movimento, com uma canetinha, sobre a ficha, ligando o animal ao seu nome. Neste caso, ela lê e dá um palpite sobre qual das três palavras é a escrita correta. Depois procura outra ficha pela sala e repete o procedimento. Para finalizar, mostro o gabarito das respostas. Assim ela verifica os seus acertos.

    Perceberam que desta maneira a criança irá repetir os traçados várias vezes? A repetição também é um processo de aprendizagem. O detalhe é que da maneira como foi elaborada a atividade, a possibilidade da criança se cansar, é muito menor . 🙂

    Pensaram em uma maneira diferente de utilizar este material? Falem nos comentários. Poderá ser útil para mim ou para outras pessoas que passarem por aqui.

    Bjuuu e até a próxima semana.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    KABARITE, Aline; MATTOS, Vera. Psicomotricidade em grupo: o método growing up como recurso de intervenção terapêutica. Rio de Janeiro: Wak, 2014.  

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 12 cartas;
    • Arte com os traçados para serem colados em um dado que você já tenha;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

     

  • Preste atenção

    Preste atenção

    Oieee!!!

    Queridos(as), vamos falar um pouco a respeito da atenção?

    Sabemos que, em alguns casos, delegar uma atividade para uma criança dizendo: preste atenção(!), e esperar que ela consiga atender a nossa solicitação e realizar com autonomia e eficiência, pode ser frustrante. Agora, é complicado afirmar que a criança não prestou atenção, afinal, se pararmos para refletir, a criança sempre está prestando atenção em algo, só, não necessariamente, sua atenção está voltada para o que é preciso e desejado por nós.

    De acordo com o que Cypel (2007, p. 376) cita no livro Transtorno da Aprendizagem:

    A função atencional tem um papel fundamental no desempenho das funções executivas e deve ser considerada como parte integrante desse sistema funcional. Recebe influências multifatoriais e sua participação é condição básica para realização dos objetivos determinados, intervindo em todas as etapas. A atenção inclui-se no processo com os seus subtipos: estado de alerta, atenção sustentada, seletiva, serial, de deslocamento, compartilhada, e os chamados mecanismos inibitórios que favorecem a exclusão dos estímulos, que não interessam ao objetivo atual.

    Um outro detalhe que também pode interferir no transcorrer de uma atividade é que a criança talvez atenda a nossa solicitação e consiga prestar atenção, mas se não possuir estratégias organizativas o trabalho poderá sair prejudicado.

    Na atividade de hoje vamos fazer um passo a passo. Isso ajudará a criança a compreender o processo para se organizar, planejar, perceber, e, por fim, conseguir chegar ao objetivo: organizar figuras levando em consideração sequência e direção. De maneira lúdica, vamos deixar a criança consciente da necessidade de criar estratégias para executar com eficiência uma determinada tarefa solicitada.

    Tem arquivo PDF com as cartelas para esta atividade na nossa loja. É enviado por e-mail. Para adquirir clique no link disponível no final deste post.

    Sugestão de uso:

    1. Mostre uma cartela e deixe a criança observar todas as figuras. Após, retire, apresente as cinco figuras e pergunte: “Qual destas figuras não estava na cartela?”.
    2. Mostre a mesma cartela e deixe a criança observar a sequência das figuras. Após, retire a cartela e diga: “Organize as figuras na mesma sequência”.
    3. Mostre novamente a mesma cartela e deixe a criança observar a direção das figuras. Após, retire a cartela e diga: “Organize as figuras na mesma direção”. Instigue a criança a dizer as direções (para direita, para esquerda, para cima, para baixo).

    Achei que um vídeo poderia ser mais explicativo, então preparei este abaixo. Espero que contribua. 🙂

    https://www.youtube.com/watch?v=8Ig4hyZBZz8

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 20 cartelas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Estacione corretamente

    Estacione corretamente

    Oie!!! Gente, vamos falar um pouco de memória? Espero que este assunto seja interessante para vocês.

    Há um tempo li em um livro (disponível na referência) que George Miller (1956), um pesquisador norte-americano, enquanto estudava sobre a capacidade da memória de curto prazo – hoje chamada de memória de trabalho – descobriu o fenômeno da amplitude da memória. Segundo seus estudos, a amplitude determina a capacidade de armazenamento ou o número de itens (pedaços) que o indivíduo pode reter por até 3 minutos. Esta capacidade pode variar de pessoa para pessoa, entre cinco e nove itens, mas a média seria de sete itens. Porém, dando uma pesquisada na internet encontrei informações mais recentes, de Nelson Cowan (2001), também pesquisador, no qual ele propõe que a atividade da memória de trabalho tem uma capacidade de cerca de quatro itens (pedaços) em adultos jovens e é menor em crianças e adultos mais velhos.

    Bom, uma coisa sabemos: nas áreas que são do nosso interesse temos uma capacidade maior de armazenar… hehe

    E o importante é que podemos melhorar o desempenho da nossa memória. Para isso é preciso exercitar!!! Então vamos à atividade de hoje?

    Procedimento:

    Comece deixando a criança explorar todas as fichas de carros disponíveis. Observar que tem carro de polícia, de táxi, de cor verde, de cor vermelha, etc., …

    Após, mostre uma carta com dois carros estacionados. Peça para ela observar atentamente quais carros estão na carta e, também, a localização exata deles (ou seja estimular a percepção e atenção!). Quando a criança disser que já viu o suficiente ou por volta de 45 segundos, retire a carta e peça para ela colocar as fichas com os carros sobre a cartela (aquela que tem apenas a marcação do estacionamento) nos lugares corretos.

    De acordo com o desempenho da criança você pode aumentar ou diminuir o desafio. Nas cartas que preparei tem de dois a oito carros estacionados. De uma maneira geral, por aqui, as crianças começaram a apresentar dificuldade a partir de quatro carros. No entanto, conforme foram utilizando o material obtiveram mais êxitos. 🙂

    Bem, espero que vocês tenham gostado do post de hoje.

    Um forte abraço.

    Referência

    – 101 maneiras de melhorar sua memória. Coordenação de Marie-Christelle Fiorino; tradutores Celimar de Lima, Stela Maris Gandour, Rodrigo Chia. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006.

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 08 fichas de carros diferentes;
    • 18 cartas com crescente nível de dificuldade;
    • 01 carta contendo apenas a marcação do estacionamento;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.