Tag: concentração

  • Leitura ou Cor

    Leitura ou Cor

    O-lá!

    A atenção e a concentração são fundamentais para o sucesso na aprendizagem. Quem já se pegou tendo que recomeçar uma atividade porque no meio do caminho se desconcentrou? Algumas pessoas têm uma dificuldade maior em manter a atenção e concentração. O motivo pode ser de ordem biológica, do interesse no assunto, do estado emocional, enfim, há variáveis pessoais que interferem. Agora, o ambiente também influencia muito no desempenho, tanto por ser barulhento, com muitas distrações ou por gerar estresse e/ou pressão além do que o indivíduo tem condições maturacionais para lidar. Pesquisas no campo da plasticidade cerebral indicam que é possível melhorar o desempenho e, algumas vezes, modificações no espaço podem gerar um ganho significativo na aprendizagem.

    […] mudanças ambientais interferem na plasticidade cerebral e, consequentemente, na aprendizagem. […] (ROTTA, p. 453, 2006) .

    Sendo assim, antes de levantar a hipótese de que a criança tem falta de atenção, concentração, dificuldade de aprendizagem, verifique se o desafio proposto é adequado e também observe o ambiente 😉  

    O jogo de hoje tem o objetivo de estimular a atenção, a concentração, a flexibilidade cognitiva e também a alfabetização. Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    Coloque as cartas com palavras em um saco.

    Disponha em sua mão, no formato de leque, as fichas de leitura (desenho de um livro) e fichas de cor (desenho de uma paleta de pintura). Cada jogador, na sua vez, seleciona uma ficha.

    Se ele selecionar uma “ficha de leitura” deve ler as palavras da carta que irá pegar no saco (dependendo do nível de leitura dos jogadores você pode combinar de que eles devem ler somente uma palavra da ficha).

    Se ele selecionar “ficha de cor” deve falar o nome das cores das palavras que irá sortear.   

    Se concluir o desafio com êxito, o jogador fica com a ficha.

    Ganha o jogo quem chegar a três fichas primeiro.

    É isso! Gostou do jogo? Abaixo tem um vídeo que o explica mais detalhadamente. Espero que contribua 😉

    Um forte abraço.

    ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 24 fichas com palavras;
    • 06 fichas cor;
    • 06 fichas leitura;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    É enviado por e-mail.

  • Estimular a atenção seletiva

    Estimular a atenção seletiva

    Oieeee!!!

    Queridos, vamos falar um pouquinho sobre a atenção seletiva? Esta atenção é utilizada quando estamos diante de um estímulo que precisamos focar e, ao mesmo tempo, desconsiderar outros não relevantes para realizar uma determinada tarefa. É como se fosse um filtro e, claro, é muito importante para a aprendizagem acontecer com eficiência. Portanto, precisamos estimular o seu desenvolvimento. Abaixo segue uma sugestão.

    Tem arquivo PDF com este material disponível na nossa loja. É enviado por e-mail. Para adquirir clique no final deste post.

    Sugestão de uso:

    Colocar em uma pasta arquivo (aquelas com plástico).

    Peça para a criança observar as duas figuras que estão na margem superior esquerda de cada página. Exemplo: Diga para ela olhar cada detalhe, como os personagens estão vestidos, se estão segurando algo, qual a sequência deles.

    Dentro do quadro há três tipos de figuras diferentes, mas a criança deverá circular com uma canetinha (sobre o plástico) somente as duas figuras que são iguais ao modelo e, também, que estão na mesma sequência.

    Talvez, para alguma criança, seja necessário você sugerir, como estratégia para não se perder nas linhas, que ela siga linha por linha, da esquerda para a direita.

    Depois do uso é só apagar com uma flanela.

    Por hoje foi isso, espero ter contribuído.

    Um forte abraço e até a próxima semana. 🙂

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 10 páginas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Estacione corretamente

    Estacione corretamente

    Oie!!! Gente, vamos falar um pouco de memória? Espero que este assunto seja interessante para vocês.

    Há um tempo li em um livro (disponível na referência) que George Miller (1956), um pesquisador norte-americano, enquanto estudava sobre a capacidade da memória de curto prazo – hoje chamada de memória de trabalho – descobriu o fenômeno da amplitude da memória. Segundo seus estudos, a amplitude determina a capacidade de armazenamento ou o número de itens (pedaços) que o indivíduo pode reter por até 3 minutos. Esta capacidade pode variar de pessoa para pessoa, entre cinco e nove itens, mas a média seria de sete itens. Porém, dando uma pesquisada na internet encontrei informações mais recentes, de Nelson Cowan (2001), também pesquisador, no qual ele propõe que a atividade da memória de trabalho tem uma capacidade de cerca de quatro itens (pedaços) em adultos jovens e é menor em crianças e adultos mais velhos.

    Bom, uma coisa sabemos: nas áreas que são do nosso interesse temos uma capacidade maior de armazenar… hehe

    E o importante é que podemos melhorar o desempenho da nossa memória. Para isso é preciso exercitar!!! Então vamos à atividade de hoje?

    Procedimento:

    Comece deixando a criança explorar todas as fichas de carros disponíveis. Observar que tem carro de polícia, de táxi, de cor verde, de cor vermelha, etc., …

    Após, mostre uma carta com dois carros estacionados. Peça para ela observar atentamente quais carros estão na carta e, também, a localização exata deles (ou seja estimular a percepção e atenção!). Quando a criança disser que já viu o suficiente ou por volta de 45 segundos, retire a carta e peça para ela colocar as fichas com os carros sobre a cartela (aquela que tem apenas a marcação do estacionamento) nos lugares corretos.

    De acordo com o desempenho da criança você pode aumentar ou diminuir o desafio. Nas cartas que preparei tem de dois a oito carros estacionados. De uma maneira geral, por aqui, as crianças começaram a apresentar dificuldade a partir de quatro carros. No entanto, conforme foram utilizando o material obtiveram mais êxitos. 🙂

    Bem, espero que vocês tenham gostado do post de hoje.

    Um forte abraço.

    Referência

    – 101 maneiras de melhorar sua memória. Coordenação de Marie-Christelle Fiorino; tradutores Celimar de Lima, Stela Maris Gandour, Rodrigo Chia. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006.

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 08 fichas de carros diferentes;
    • 18 cartas com crescente nível de dificuldade;
    • 01 carta contendo apenas a marcação do estacionamento;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Memorize

    Memorize

    Oie!

    Queridos(as), no post de hoje eu trouxe uma atividade que pode ser utilizada com crianças em alfabetização, mas é, especialmente, uma ideia para estimular a memória visual. Ou melhor dizendo: atenção, percepção, concentração. Afinal, sabemos que a memorização consiste em receber informações, mantê-las intactas e poder recuperá-las quando for preciso. Porém, para reter essas informações é necessário o funcionamento dos nossos sentidos.  Ninguém terá a capacidade de lembrar algo que foi sequer percebido. Certo? Outro fator importante para uma boa memória é a concentração que, claro, é influenciada pelo interesse, curiosidade e estado emocional.

    Ou seja, ao perceber falhas frequentes para recordar algo é preciso verificar como está o aparato sensorial, treiná-lo com estratégias adequadas para melhorar o desempenho e, também, é imprescindível providenciar um lugar calmo e de interesse. Ok?!

    Agora vamos à explicação da atividade de hoje. O arquivo PDF com as cartas que utilizo para a atividade está disponível na nossa loja. É enviado por e-mail. Para adquirir clique no link no final deste post.

    Procedimento:

    As cartas têm frente (lado “A”) e verso (lado “B”).

    Apresente uma carta virada com o lado “A” para a criança. Peça para ela visualizar e, de preferência, nomear em voz alta uma a uma as figuras que estão no canto superior da carta. Esta é uma importante estratégia, pois além de estimularmos a percepção visual estaremos instigando a percepção auditiva. Ou seja, aguçamos dois sentidos para auxiliar na memorização. Talvez alguns objetos não sejam do conhecimento da criança. Aproveite para explorar isso e aumentar o vocabulário. Após, vire a carta para  o lado “B” e pergunte: “qual das figuras não estava no outro lado?”.

    Depois de a criança dar o palpite dela é só virar a carta para o lado “A” e verificar se acertou.

    Então chega o momento de explorar a parte da escrita. Peça para a criança escrever o nome da figura que não estava no lado “A”.

    Além das atividades já descritas as cartas poderão ser usadas também para produção de frases, textos, …

    Vejam esta atividade no vídeo!!!

    Gostaram?! Querem mais posts assim? Falem pra mim, ok?! Amo demais quando recebo feedback.

    Beijão e até o próximo post!!!

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 10 cartas;
    • Instruções de uso. 

    É enviado por e-mail.

  • TDAH, quem tu és?

    TDAH, quem tu és?

    A Professora diz: “Não sossega, é impulsivo, não presta atenção, está sempre metido em confusão.”

    Algumas pessoas comentam: “Se fosse meu filho, eu mostrava quem é que manda. Isso é falta de chinelo na bunda!

    Os pais desabafam: “Não sabemos mais o que fazer.”

    Esses relatos são comuns vindos de pessoas que convivem com crianças com TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade.  Como o próprio nome diz: transtorna a vida da pessoa. E cabe ressaltar que o transtorno não é só escolar, mas também em casa, no trabalho, nas amizades, enfim, afeta a vida do indivíduo em sua totalidade.

    TDAH é um dos transtornos mais estudados no mundo. Segundo especialistas, o controle na liberação de substâncias químicas, entre elas dopamina e noradrenalina, estão alterados. Essas substâncias são neurotransmissores que atuam principalmente no lobo frontal do cérebro.

    É também frequente que pais se reconheçam nas atitudes do filho, porque se trata de um transtorno com predisposição genética.

    No entanto, precisamos de muita cautela ao apontar o dedo para uma criança, dizendo que ela que é hiperativa. Primeiro porque somente o médico pode diagnosticar e também porque podemos erroneamente “rotular” crianças que somente estão apresentando “sintomas” decorrentes, por exemplo, de um esforço para chamar a nossa atenção. Todos temos necessidade de sermos reconhecidos, de ocupar um espaço.  Em meus atendimentos um adolescente uma vez desabafou: “Já que eu não sou o melhor, então vou ser o pior”. Esta foi a maneira, equivocada, que ele encontrou de ser reconhecido por algo, de pedir socorro.

    Um outro ponto que é importante refletir é que a aprendizagem acontece de formas e ritmos diferentes, então, se o conteúdo está muito acima do que a criança tem condições de realizar naquele momento, e se isso se repete diariamente, dia após dia, parece-me evidente que o desinteresse será gerado.

    Ai… ai… quanta responsabilidade!

    Mas de qualquer maneira, existem algumas formas de lidar com as crianças que podem melhorar a convivência. Vou citar algumas:

    • Discutir individualmente atitudes inadequadas que devam ser evitadas. É produtivo escolher uma atitude de cada vez;
    • Chamar a atenção discretamente. Todos nós temos dificuldades e certamente não gostaríamos de ser chamados atenção na frente de outros. Por que então fazemos isso com as crianças?
    • Para exigir da criança controle e bom comportamento, precisamos primeiro dar o exemplo.  As crianças aprendem muito mais com o que fazemos do que com o que dizemos. Então gritando e perdendo a paciência vamos estar ensinando o quê?
    • Só prometer o que pode e vai cumprir. De nada adianta ameaçar bater, expulsar de casa, quando você sabe que é seu filho, sua responsabilidade e não fará isso;
    • Ninguém é de ferro, e falar certamente é sempre mais fácil. Mas vamos ser sinceros, têm dias que a gente não está bem, então vale a dica: evite entrar em confronto. E se a situação está insustentável é melhor reconhecer que você precisa de ajuda;
    • Elogios sinceros é a melhor dica que posso deixar. Tente identificar o que a criança gosta e se sai bem fazendo. Foque nisso, valorize o desejo dela! Falei anteriormente neste texto, mas vou repetir: todos queremos ocupar um espaço. Tire, livre a criança do rótulo de delinquente porque ela é um ser em desenvolvimento.

    A discussão pode ir longe, e se você que lê este texto quiser dar a sua opinião, estou à disposição. Espero ter contribuído de alguma forma.

    Um forte abraço.

    OBRAS CONSULTADAS

    BEYER, Hugo Otto. O fazer psicopedagógico: a abordagem de Reuven Feuerstein a partir de Piaget e Vygotsky. Porto Alegre: Mediação, 1996.

    FERNÁNDEZ, Alicia. Os idiomas do aprendente. Porto Alegre: Artmed, 2001.

    MATTOS, Paulo. No mundo da lua. São Paulo: Casa Leitura Médica, 2008.

    SILVA, Ana Beatriz B. Mentes inquietas. Rio de Janeiro: Napades, 2003.

    Aqui neste site eu compartilho diversos jogos que podem contribuir no desenvolvimento da atenção, percepção. Um exemplo é o jogo Estacione Corretamente. Clique no link abaixo para mais informações.