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  • Vira Palavra

    Vira Palavra

    O-lá!

    A leitura  é uma construção cultural relativamente recente na história da humanidade. Diferente da linguagem oral, que se desenvolve naturalmente nas crianças, a leitura depende de um processo de aprendizagem mediado, no qual a criança precisa compreender como os sinais gráficos representam a linguagem.

    Como destaca Stanislas Dehaene (2012, p. 19):

    A leitura não é senão um exemplo das atividades culturais surpreendentemente diversas que a espécie humana criou numa dezena de milhares de anos.

    Isso significa que aprender a ler envolve entrar em contato com práticas culturais específicas e, pouco a pouco, compreender como as palavras são formadas e organizadas. Nesse percurso, jogos que convidam a criança a manipular sílabas, testar combinações e buscar palavras conhecidas podem favorecer reflexões importantes sobre a estrutura da língua escrita.

    Pensando em contribuir com esse processo de aprendizagem, eu hoje trouxe o jogo Vira Palavra, uma proposta simples que estimula a criança a formar palavras a partir das sílabas disponíveis no tabuleiro, mobilizando diferentes habilidades cognitivas e linguísticas.

    Algumas habilidades estimuladas:

    • Formação e reconhecimento de palavras;
    • flexibilidade cognitiva ao testar diferentes combinações de sílabas;
    • recuperação de palavras do repertório linguístico da criança;
    • atenção e agilidade de pensamento.

    Agora vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Na sua vez, a criança joga o dado. O número sorteado indica a quantidade de sílabas que deverá usar do tabuleiro para formar uma palavra, dentro de um tempo estipulado. Se possível, disponibilize uma ampulheta para marcar o tempo.
    3. Se conseguir formar a palavra, ganha uma estrela.
    4. As sílabas só podem ser utilizadas uma vez.
    5. Ganha o jogo quem primeiro conquistar 3 estrelas.

    Viu que jogo bacana? Ao tentar formar palavras dentro de um tempo determinado, a criança precisa observar as sílabas disponíveis, explorar combinações possíveis e recuperar palavras que já fazem parte de seu repertório. Assim, o jogo cria um contexto desafiador e ao mesmo tempo lúdico para pensar sobre a formação das palavras.

    Propostas simples como essa mostram que aprender a ler e a escrever também pode ser um momento de investigação e descoberta. Quando a criança é convidada a brincar com as palavras, observar suas partes e testar possibilidades, ela passa a se aproximar da língua escrita de forma mais ativa e significativa.

    É isso! Espero que o Vira Palavra possa contribuir com momentos de desafio, diversão e aprendizagem.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

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    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

  • Par Sonoro

    Par Sonoro

    O-lá!

    Toda palavra tem um som, um ritmo e uma forma de se mover na boca. Quando as crianças escutam, repetem e brincam com as palavras, elas estão descobrindo como a língua funciona. É nesse jogo entre o som e o sentido que começa a nascer a consciência fonológica, uma habilidade essencial para compreender que a fala pode ser representada pela escrita.

    Ao brincar com sílabas, rimas e sons iniciais, as crianças aprendem a perceber que as palavras são formadas por partes menores e que esses pedaços sonoros se organizam de maneira significativa. Essa percepção, construída de forma lúdica e espontânea, cria as bases para o desenvolvimento da leitura e da escrita.

    Como explica Artur Gomes de Morais (2022, p. 23):

    […] a escola pode direcionar a reflexão das crianças, ajudando-as, por exemplo, a ver que palavras que começam (ou terminam) de modo parecido quando falamos tendem a ser escritas com as mesmas letras. Não vemos ganho em deixar nossos alunos terem que descobrir isso sozinhos.

    E é justamente nessa direção que entra o olhar do educador e, de modo muito especial, o olhar do psicopedagogo. Afinal, algumas crianças precisam de um acompanhamento mais individualizado para desenvolver essa escuta atenta e compreender melhor a relação entre som e escrita.

    Pensando nisso, nasceu o jogo “Par Sonoro”. Um recurso lúdico que estimula a consciência fonológica por meio da brincadeira com sílabas, rimas e sons iniciais.

    Veja algumas habilidades estimuladas:

    • Consciência fonológica, envolvendo diferentes níveis, como: Consciência de aliteração, ao identificar palavras que começam com o mesmo som. Consciência de rima, ao perceber palavras que terminam de modo semelhante. Consciência de quantidade silábica, ao comparar e identificar palavras com o mesmo número de sílabas;
    • Percepção auditiva: ao discriminar sons semelhantes e diferentes nas palavras;
    • Atenção e concentração: ao ouvir atentamente para perceber o som inicial, final ou a estrutura sonora das palavras;
    • Memória de trabalho: ao reter informações sonoras para realizar as associações corretas;
    • Pensamento lógico e flexibilidade cognitiva: ao refletir sobre as relações entre fala e escrita e adaptar estratégias conforme o desafio;
    • Reconhecimento das correspondências entre sons e letras: passo fundamental no processo de alfabetização.Reconhecimento das correspondências entre sons e letras: passo fundamental no processo de alfabetização.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa e espalhe as cartas com as figuras viradas para baixo.
    2. Cada criança, na sua vez, joga o dado e avança com o seu peão até a próxima casa da mesma cor sorteada. Ao chegar, diz em voz alta o nome da figura indicada no tabuleiro e vira uma carta da mesa, seguindo a regra correspondente à cor da casa:
    • Casa rosa: deve procurar outra carta cujo nome comece com o mesmo som inicial da figura de referência (aliteração);
    • Casa amarela: deve procurar uma carta cujo nome rime com o nome da figura de referência;
    • Casa azul: deve procurar uma carta cujo nome tenha a mesma quantidade de sílabas da figura de referência.
    1. Se a criança virar uma carta que não forme o par sonoro esperado, ela retorna o peão para a casa em que estava antes da jogada.
    2. Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.

    Observação:
    O jogo pode ser realizado de forma totalmente oral ou, conforme o nível das crianças, incluir o registro escrito. À medida que os pares forem formados, as crianças podem escrever os nomes das figuras, favorecendo a reflexão sobre a relação entre som e escrita. Ah, o arquivo PDF com este jogo está gratuito na nossa loja. Bom demais, né?

    É isso! Ah, o arquivo PDF com este jogo está gratuitoooo! Gostou?

    Espero que o “Par Sonoro” desperte muitas descobertas, risadas e bons momentos de aprendizagem. Que ele contribua não apenas para desenvolver habilidades importantes, mas também para aproximar ainda mais as crianças do prazer de ouvir, pensar e brincar com os sons das palavras.

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022

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  • Trilha das Vogais

    Trilha das Vogais

    O-lá!

    Quando a gente já sabe ler e escrever, parece tudo tão simples…
    A letra representa o som, o som vira palavra, a palavra vira texto. Pronto.

    Mas, para a criança, esse caminho não é nada óbvio.

    A nossa fala é contínua, rápida e automática. Quando conversamos, não pensamos: “Agora falei um som, depois outro, depois outro…” Nós pensamos no significado, na ideia, na emoção.

    Por isso, perceber que as palavras são formadas por pequenos sons é um grande desafio. Esses pequenos sons são chamados de fonemas. E a capacidade de percebê-los, identificá-los e separá-los recebe o nome de consciência fonêmica.

    As pesquisas mostram que muitas crianças não desenvolvem essa habilidade sozinhas. Sem uma mediação intencional, uma parte significativa delas encontra dificuldades para aprender a ler e escrever.

    Não é falta de esforço.
    Não é desinteresse.
    Não é falta de inteligência.
    É falta de oportunidade de olhar para a língua “por dentro”.

    A criança precisa aprender a ouvir o que antes passava despercebido. Ela precisa descobrir que “casa” tem partes sonoras, que “bola” começa com um som específico, que “mala” e “mapa” têm algo em comum. E isso se constrói aos poucos.

    Do simples ao complexo! Uma boa ideia é começar pelas vogais. Como já afirmava Maria Montessori:

    […] começamos pelas vogais, apresentando, em seguida, as consoantes […] (MONTESSORI, 1965, p. 198)

    Explico o motivo… Elas são:

    ✔ mais fáceis de perceber;
    ✔ mais presentes nas palavras;
    ✔ mais prolongáveis na fala;
    ✔ mais acessíveis para a criança ouvir e reproduzir.

    Quando trabalhamos as vogais, estamos abrindo a porta para que a criança comece a escutar os sons com atenção.

    Alfabetizar inclui ensinar a escutar.

    Muito antes de pedir que a criança escreva, leia ou copie, precisamos ajudá-la a desenvolver um olhar (e um ouvido) atento para a língua. E, quando respeitamos esse processo, a alfabetização deixa de ser um sofrimento e passa a ser uma construção segura, leve e possível.

    Pensando em tudo isso, hoje eu trago uma sugestão muito especial: o jogo Trilha das Vogais.

    Ele foi pensado justamente para contribuir com esse momento tão importante da alfabetização: ajudar a criança a perceber os sons das vogais e relacioná-los às palavras.

    Durante o jogo, a criança é convidada a:

    • Ouvir com atenção;
    • identificar o som inicial das palavras;
    • relacionar figuras, sons e letras;
    • refletir sobre as vogais de forma natural e divertida.

    Sem pressão.
    Sem excesso de cobrança.
    Com brincadeira, envolvimento e significado.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.
    2. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da sacola, diz com qual som inicia o nome da figura e, em seguida, coloca a carta na vogal correspondente.
    3. Após isso, anda com seu peão no tabuleiro a quantidade de casas que consta na carta.
    4. Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.

    💡 Dica

    Para contribuir na aprendizagem, peça que as crianças escrevam os nomes das figuras após o jogo. Pesquisas apontam a importância da escrita à mão para a aprendizagem, pois ela ativa áreas importantes do cérebro.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    A Trilha das Vogais transforma o treino auditivo em experiência lúdica. E, aos poucos, aquilo que antes passava despercebido começa a fazer sentido. Porque, quando a criança aprende brincando, ela aprende de verdade.

    E nós, educadores e famílias, seguimos fazendo o melhor com o conhecimento que temos, oferecendo caminhos seguros para que cada criança construa sua relação com a leitura e a escrita no seu tempo.

    Vou ficando por aqui.
    Até o próximo post! 💛

    Referência Bibliográfica:

    MONTESSORI, Maria. Pedagogia científica. São Paulo: Flamboyant, 1965.

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    • 25 cartas;
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  • Junta-junta

    Junta-junta

    O-lá!

    O ser humano nasce com uma organização cerebral única, dotada de uma plasticidade que lhe permite aprender, adaptar-se e criar. É essa mesma plasticidade que torna possível a aquisição da leitura e da escrita, conquistas que não são apenas habilidades escolares, mas portas de entrada para a cultura, para o pensamento crítico e para a vida em sociedade.

    […] um dos traços mais impressionantes do cérebro humano é que, desde as primeiras etapas de seu desenvolvimento e já no seio materno, sua organização funcional apresenta uma plasticidade excepcional que lhe permitirá adquirir a escrita.  (CHANGEUX, 2012, p. 10).

    A alfabetização, portanto, é um processo que se apoia tanto na base biológica quanto na dimensão cultural. Ensinar a ler e a escrever é reconhecer essa potência do cérebro humano e, ao mesmo tempo, oferecer à criança acesso ao que a humanidade construiu ao longo de gerações: símbolos, saberes, narrativas, tradições.

    No entanto, a criança precisa vivenciar situações significativas, em que a leitura e a escrita façam sentido em seu cotidiano. É nesse cenário que o jogo se torna um aliado: ao propor desafios de forma lúdica, ele desperta a curiosidade, favorece a atenção e cria vínculos positivos com a aprendizagem.

    Assim, cada palavra formada vai além do exercício escolar: representa também a conquista de quem se descobre capaz de criar, comunicar e compreender o mundo ao redor.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo Junta-Junta, um recurso lúdico pensado para unir alfabetização e diversão, transformando sílabas em palavras de maneira criativa e envolvente.

    Habilidades estimuladas com este jogo:

    • Leitura e escrita: reconhecimento das estruturas das palavras.
    • Pensamento lógico:  organização de sílabas e busca de combinações significativas.
    • Atenção e concentração: foco necessário para relacionar dado, forma geométrica e sílabas.
    • Memória de trabalho: reter informações enquanto manipula possibilidades para formar palavras.
    • Aspectos lúdicos e motivacionais: aprendizagem associada ao brincar, fortalecendo o vínculo positivo com a alfabetização.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas dentro de uma sacola.
    2. Se possível, disponibilize uma ampulheta ou um cronômetro para marcar o tempo.
    3. Cada criança, em sua vez, retira uma carta da sacola. Em seguida, dentro do tempo estipulado, deve procurar no tabuleiro as formas geométricas iguais (forma e cor). Com as sílabas encontradas, tenta montar uma palavra. Se conseguir, fica com a carta; caso contrário, devolve-a para a sacola.
    4. Vence quem conquistar o maior número de cartas.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Eu amo quando vocês me enviam feedback. Só assim fico sabendo se estou contribuindo com o meu trabalho, que é realizado sempre com muita responsabilidade e amor.

    Um abraço, e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Prefácio de Jean-Pierre Changeux. Porto Alegre: Penso, 2012.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

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    • 01 tabuleiro;
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    • instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) Este recurso pode ser utilizado em atendimentos psicopedagógicos individuais?

    Sim! O Junta-Junta é um excelente recurso para atendimentos individuais ou em pequenos grupos. Ele permite observar como a criança pensa, organiza, testa hipóteses e lida com o erro.
    Durante o jogo, o psicopedagogo pode identificar estratégias cognitivas, dificuldades específicas e avanços sutis, além de trabalhar atenção, memória de trabalho e linguagem oral de maneira natural e prazerosa.
    Por unir o lúdico ao cognitivo, o jogo se torna um espaço seguro para aprender sem a pressão de “acertar”.

    2. O que fazer quando a criança forma uma palavra inexistente ou sem sentido?

    Esses momentos são oportunidades riquíssimas de aprendizagem! Em vez de corrigir de imediato, o ideal é conversar sobre a produção da criança: perguntar o que ela quis dizer, se a palavra soa parecida com alguma conhecida ou se ela acha que poderia ajustá-la para fazer sentido.
    Esse tipo de diálogo estimula a oralidade e a argumentação. Muitas vezes, o próprio grupo acaba sugerindo modificações, transformando o que parecia um “erro” em uma descoberta coletiva sobre o funcionamento da língua.

  • Misturinha de Sons

    Misturinha de Sons

    O-lá!

    Quando as crianças chegam à pré-escola, muitas já demonstram grande domínio da linguagem oral. Falam com fluência, usam estruturas gramaticais complexas e conseguem se comunicar com clareza nas mais diversas situações do cotidiano (ou, pelo menos, deveriam). No entanto, ao iniciar o processo de alfabetização, é comum que encontrem dificuldades que não estavam presentes na linguagem falada.

    Isso acontece porque a leitura e a escrita exigem mais do que saber falar bem. Elas envolvem a habilidade de refletir conscientemente sobre os sons da fala, identificar as unidades menores que compõem as palavras e compreender como esses sons se combinam. Essa habilidade recebe o nome de consciência fonológica.

    Segundo Adams et al. (2006, p. 31):

    Sendo assim, apesar das suas habilidades impressionantes para falar e para ouvir, elas geralmente não têm qualquer compreensão consciente e reflexivo das partes das palavras ou de como elas se combinam e se organizam na linguagem oral.

    Ou seja, embora a criança compreenda e produza a linguagem de forma funcional, ela ainda não desenvolveu a capacidade de analisar os sons de maneira intencional — algo fundamental para aprender a ler e escrever.

    Desenvolver a consciência fonológica significa ajudar a criança a perceber, por exemplo, que a palavra cavalo começa com o som /k/, que ela é composta por três sílabas (ca-va-lo), e que o final de pato rima com gato. Essa percepção é essencial para estabelecer a ponte entre a linguagem oral e a linguagem escrita.

    Jogos e brincadeiras podem ser utilizados para fortalecer essa habilidade de forma lúdica e eficaz. Quanto mais desenvolvida estiver a consciência fonológica, maiores são as chances de a criança ter sucesso no processo de alfabetização.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo: Misturinha de Sons, justamente com o intuito de contribuir no desenvolvimento da consciência fonológica. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e deixe as cartas organizadas em uma pilha.
    2. A criança sorteia uma carta, e o primeiro desafio é localizar, no tabuleiro, as figuras indicadas pelos códigos (como A2, C3, E4…). Cada código é formado por uma letra e um número: a letra indica a coluna e o número corresponde à linha do tabuleiro. Ao cruzar essas informações, a criança encontra a figura que precisa usar.
    3. Abaixo de cada código há um conjunto de círculos — e apenas um deles está preenchido. Esse detalhe indica qual parte do nome da figura deve ser utilizada: o início, o meio ou o final da palavra.
    4. Depois de identificar as partes indicadas, a criança deve combiná-las para formar uma nova palavra.
    5. O jogo pode ser realizado de forma totalmente oral, com foco exclusivo na consciência fonológica. Mas, se preferir, também é possível utilizar fichas de EVA ou letras móveis para que a criança registre a palavra formada — ampliando o trabalho com leitura e escrita.

    Bacana, né?

    “Misturinha de Sons” é daquelas propostas simples, mas cheias de possibilidades. Além de estimular a percepção dos sons das palavras, o jogo convida a criança a pensar, comparar, combinar e descobrir — tudo isso enquanto se diverte.

    Uma ótima pedida para quem busca desenvolver a consciência fonológica de forma criativa, afetiva e significativa.

    Experimente e depois me conta como foi a experiência por aí!

    Referência Bibliográfica:

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica: em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 30 fichas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (13/08/2025)

    Talvez você queira saber:

    1. A partir de que idade o jogo Misturinha de Sons pode ser utilizado?
    O jogo pode ser utilizado, em média, a partir dos 5 anos de idade — ou sempre que a criança já demonstrar interesse por sons, rimas e brincadeiras com palavras.

    2. Pode ser usado em contextos de reforço escolar ou intervenção psicopedagógica?
    Sim, o Misturinha de Sons é uma excelente ferramenta tanto para o reforço escolar quanto para o atendimento psicopedagógico. Ele permite trabalhar de forma lúdica habilidades importantes para a leitura e escrita.

  • Letra por Letra

    Letra por Letra

    O-lá!

    Aprender o sistema de escrita — compreender como as letras representam os sons da fala, como se organizam nas palavras e como essas palavras ganham sentido — é uma conquista central no processo de alfabetização. Mais do que uma habilidade isolada, trata-se de uma aprendizagem que sustenta e impulsiona outras tantas. Como nos lembra Tolchinsky (2003: xxiii), citada por Soares (2016, p. 36):

    […] aprender o sistema de escrita é apenas um fio na teia de conhecimentos pragmáticos e gramaticais que as crianças precisam dominar a fim de tornarem-se competentes no uso da escrita, mas é uma aprendizagem imperativa, e promove as outras.

    Ou seja: dominar o sistema alfabético-ortográfico não esgota o processo de alfabetização, mas é um passo imprescindível, que sustenta e impulsiona o desenvolvimento das demais competências que envolvem o uso pleno e competente da linguagem escrita — como a compreensão textual, a produção de textos, o uso adequado da linguagem em diferentes contextos comunicativos e a reflexão sobre o funcionamento da própria língua.

    Pensando nisso, o jogo Letra por Letra foi desenvolvido justamente para estimular essa interação entre o conhecimento do sistema de escrita e o desenvolvimento da autonomia na escrita de palavras.

    Um detalhe: O fato de haver a quantidade de quadros correspondente ao número de letras necessárias para escrever o nome da figura em destaque já serve de pista para a criança. Isso é especialmente relevante para aquelas que estejam apresentando hipótese de escrita silábica, pois, ao escrever, poderão perceber de imediato que faltaram letras. Essa constatação desestabiliza sua hipótese de escrita, instigando a criança a afinar e apurar sua escuta aos sons da palavra. Dessa forma, o jogo também estimula a consciência fonêmica. Vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de Uso:

    1. Deixe a criança escrever o nome da figura utilizando as fichas de letras.

    2. Em seguida, ela pode levantar a aba que está com “?” para verificar se escreveu corretamente. Assim, além de exercitar a formação de palavras, a criança tem a oportunidade de comparar sua hipótese de escrita com a grafia convencional, refletindo e ajustando seu conhecimento.

    Gostou?

    Letra por Letra propõe uma atividade de escrita ativa, reflexiva e autônoma, respeitando o processo de construção da linguagem escrita de cada criança. Eu amo jogos assim! E você?

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

     

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE, 02/07/2025

    Arquivo digital formato PDF contendo:

    • 36 fichas com imagens;
    • Fichas com alfabeto;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) O Letra por Letra pode ser utilizado em atendimentos psicopedagógicos individualizados?

    Sim. O jogo é um excelente recurso para o trabalho psicopedagógico individual, pois permite observar de forma lúdica e concreta o modo como a criança está organizando o conhecimento da escrita e mediar o processo de construção da escrita de forma mais assertiva.

    2) Ele também pode ser usado como um instrumento de avaliação diagnóstica do nível de escrita da criança?

    O Letra por Letra pode fornecer indícios valiosos sobre as hipóteses de escrita da criança, já que permite observar como ela organiza os sons e as letras ao tentar escrever. No entanto, como o próprio jogo oferece pistas visuais (a quantidade de quadros indica o número de letras da palavra), essas pistas acabam, de certa forma, mediando a produção da criança e podem influenciar suas escolhas. Por isso, o jogo pode auxiliar na observação e no acompanhamento do desenvolvimento, mas não substitui avaliações diagnósticas mais formais, nas quais a criança escreve livremente, sem apoios visuais.

    3) Qual o papel do adulto durante a atividade? Deve orientar ou deixar a criança explorar sozinha?

    O papel do adulto é de mediador. Inicialmente, pode ser necessário apresentar a dinâmica, esclarecer o funcionamento do jogo e modelar o raciocínio. Conforme a criança se familiariza com a proposta, o ideal é que ela tenha espaço para experimentar e testar suas hipóteses. Quando necessário, o adulto pode intervir com perguntas ou estratégias que favoreçam a reflexão, sem oferecer respostas prontas.

    Por exemplo: se a criança escreve AIA para representar SAIA, o adulto pode alongar os sons:
    “Vamos falar devagar: SSSSS-AAAAA-IIIII-AAA… Qual som você ouviu primeiro?”
    Essa mediação apoia a percepção auditiva dos sons da palavra e ajuda a criança a segmentar com mais precisão, favorecendo o avanço nas hipóteses de escrita e o desenvolvimento da consciência fonêmica.

  • Som a Som

    Som a Som

    O-lá!

    A aprendizagem da leitura e da escrita é um processo complexo, que exige a articulação de diversas habilidades cognitivas e linguísticas. Diferente da aquisição da fala, que ocorre de forma natural na interação cotidiana, a alfabetização requer um ensino sistemático, no qual a criança precisa compreender, dentre outras competências, que a escrita representa os sons da fala por meio de um sistema de correspondências fonema-grafema. Como destaca Ana Albuquerque (2022, p. 78):

    A alfabetização é um processo não natural, e a tarefa de aprender a ler em um sistema alfabético, como é o caso da língua portuguesa, implica um elevado nível de capacidade para refletir de forma consciente sobre a oralidade e a relação com a escrita […].

    Nesse contexto, a consciência fonológica assume um papel central. Trata-se da habilidade de perceber, identificar e manipular os sons da fala, um requisito essencial para a compreensão do princípio alfabético. Pesquisas demonstram que crianças que desenvolvem uma boa consciência fonológica têm mais facilidade na aquisição da leitura e escrita, pois conseguem segmentar palavras em sílabas, identificar rimas, perceber sons iniciais e finais, entre outras operações mentais fundamentais para a alfabetização.

    Para estimular essa habilidade de forma lúdica e interativa, desenvolvemos o jogo “Som a Som“. Através de desafios variados, a criança é incentivada a refletir sobre os sons das palavras, praticando habilidades como a segmentação silábica, a identificação de rimas e a manipulação fonêmica. O jogo proporciona uma experiência engajadora e ao mesmo tempo estruturada, auxiliando na construção de um conhecimento sólido sobre o funcionamento da língua escrita.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e insira as cartas com figuras dentro de um saco.
    2. Entregue a cada jogador peões ou marcadores.
    3. Na sua vez, o jogador pega uma carta do saco e joga os dois dados. O dado com letras determina a coluna. O dado com números determina a linha.
    4. O jogador cruza essas informações para localizar o quadro com o desafio correspondente. Após, executa a tarefa indicada no quadro.
    5. Caso um dos dados sorteados tenha a palavra “ops”, o jogador perde a vez.
    6. Se um dos dados trouxer a informação “você escolhe”, o jogador pode escolher a linha.
    7. O jogo continua até acabarem as cartas.
    8. Ganha o jogador que tiver conquistado mais cartas ao final da partida.

    Ao incorporar atividades que promovem a consciência fonológica no processo de alfabetização, garantimos um ensino mais eficiente, respeitando a necessidade de mediação ativa para que a criança compreenda os princípios que regem o sistema alfabético. Dessa forma, “Som a Som” não apenas torna o aprendizado mais dinâmico, mas também contribui para uma alfabetização mais consistente e significativa.

    Detalhe que ainda não falei… O PDF está gratuito! Aproveite 🙂

    Referência Bibliográfica:

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF GRÁTIS contendo:

    • 24 cartas;
    • 02 dados;
    • 01 tabuleiro
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1) Qual é a idade ideal para começar a estimular a consciência fonológica?

    A consciência fonológica pode começar a ser estimulada desde cedo, por volta dos 3 a 4 anos, por meio de brincadeiras com rimas, cantigas e jogos sonoros. No entanto, o desenvolvimento mais estruturado dessa habilidade geralmente ocorre entre os 4 e 6 anos, sendo fundamental para a alfabetização.

    2) Crianças com dislexia ou outras dificuldades no processo de alfabetização podem utilizar o jogo “Som a Som”?

    Sim! O jogo pode ser uma excelente ferramenta para crianças com dislexia ou outras dificuldades na alfabetização, pois trabalha a consciência fonológica de forma lúdica e estruturada.

    3) Adultos em processo de alfabetização também precisam desenvolver a consciência fonológica?

    Sim! Trabalhar essa habilidade auxilia na compreensão do princípio alfabético, facilitando a leitura e a escrita. Jogos e atividades focadas na percepção e manipulação dos sons podem tornar esse aprendizado mais acessível e significativo. Independentemente da idade.

  • Dominó Troca Letra

    Dominó Troca Letra

    O-lá!

    No processo de alfabetização, a leitura fluente não surge de forma automática. Na verdade, a criança percorre um longo caminho até alcançar essa habilidade. Uma das etapas essenciais desse percurso é compreender que as palavras são compostas por unidades menores de som, os fonemas, e que pequenas alterações nesses sons podem gerar palavras completamente diferentes.

    É importante salientar que esse entendimento não acontece ao aprender o nome das letras. Saber que a letra F se chama “efe” ou que a letra V se chama “vê” não faz com que a criança consiga ler. O que realmente importa é que ela compreenda os fonemas, ou seja, os sons que as letras representam.

    Stanislas Dehaene (2018, p. 218) explica isso da seguinte forma:

    O que reunimos no curso da leitura não são os nomes das letras, mas os fonemas que elas representam – as unidades da fala abstratas e escondidas que a criança deve descobrir.

    Quando a criança percebe que pode manipular os sons, trocando, retirando ou acrescentando fonemas para formar novas palavras, ela ganha autonomia na leitura e na escrita. Mas essa habilidade não se desenvolve espontaneamente. Atividades estruturadas são fundamentais para fortalecer essa competência e tornar o aprendizado mais eficiente e prazeroso.

    Sabe, não dá para ficar esperando que a criança “adivinhe” isso. Vamos poupar um bom tempo dela se explicitarmos esse conhecimento!

    Pensando nisso, desenvolvi o jogo Dominó Troca Letra, que propõe uma abordagem lúdica para estimular essa habilidade essencial.

    Sugestão de Uso:
    1. Distribua as peças igualmente entre os jogadores;
    2. Se sobrar alguma peça, reserve para uma eventual “compra”;
    3. Sorteiem quem começará colocando a primeira peça no centro da mesa;
    4. Cada jogador, em sua vez, deve colocar uma peça que seja o complemento de um dos lados do dominó. Por exemplo, uma peça pode apresentar a palavra “faca”, mas com o F sublinhado, sugerindo que seja substituído por V. A criança, então, precisa encontrar a peça que tenha a imagem de uma vaca.
    5. Vence quem primeiro ficar sem nenhuma peça.
    Por que jogar?

    Esse jogo auxilia no reconhecimento e na manipulação dos fonemas de forma intuitiva e divertida. Ao brincar, a criança percebe os padrões da escrita, fortalece a relação fonema x grafema e sua consciência fonêmica.

    Gostou? Então vale a pena experimentar essa ideia e explorar os sons das palavras com as crianças!

    É isso! Um abraço, e até mais!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2018.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 30 peças;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir e montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) Para qual faixa etária o jogo “Dominó Troca Letra” é mais indicado?

    É mais indicado para crianças em fase de alfabetização, geralmente entre 5 e 8 anos, período em que estão desenvolvendo a consciência fonêmica e aprendendo a relação entre fonemas e grafemas. No entanto, o jogo pode ser utilizado com crianças que ainda apresentam dificuldades na leitura e escrita, independentemente da idade, pois a habilidade de manipular fonemas é essencial para o avanço na alfabetização. Ele também pode ser um recurso útil para educação inclusiva, ajudando alunos com dificuldades específicas, como dislexia, a compreender melhor as estruturas sonoras das palavras.

    2) Além da alfabetização, o jogo trabalha outras habilidades?

    Sim! Embora o foco principal do jogo “Dominó Troca Letra” seja contribuir no desenvolvimento da alfabetização, ele também estimula várias outras habilidades essenciais para qualquer aprendizado. Entre elas:

    • Atenção e Concentração – A criança precisa focar nas palavras e imagens para encontrar as correspondências corretas, fortalecendo a atenção seletiva e a concentração durante a atividade.
    • Memória de Trabalho – Ao manipular os sons e formar novas palavras, a criança ativa a memória de curto prazo, que é essencial para processar informações e realizar conexões entre sons e grafias.
    • Pensamento Lógico e Estratégia – Como o jogo segue uma dinâmica de dominó, os jogadores precisam planejar seus movimentos e decidir qual peça usar para dar continuidade ao jogo, desenvolvendo pensamento lógico e estratégias de jogo.
    • Discriminação Auditiva – O jogo exige que a criança perceba pequenas diferenças entre os sons das palavras (por exemplo, “faca” e “vaca”), aprimorando a habilidade de distinguir fonemas semelhantes, algo essencial para a leitura e escrita precisa.
    • Habilidades Sociais e Trabalho em Equipe – Se jogado em duplas ou grupos, a criança aprende a respeitar turnos, seguir regras e interagir com colegas, desenvolvendo a comunicação e habilidades sociais importantes para o ambiente escolar.
  • Frases Fatiadas

    Frases Fatiadas

    O-lá!

    Aprender a ler e a escrever é uma jornada única para cada criança, mas para algumas, esse caminho pode ser repleto de muitos obstáculos. Quem enfrenta dificuldades de aprendizagem passa por desafios intensos e muitas vezes invisíveis. Sofrem os pais, que muitas vezes não sabem como ajudar. Sofrem os professores, que desejam fazer a diferença, mas nem sempre encontram recursos ou estratégias eficazes. E, acima de tudo, sofre a criança, que, ao não conseguir atender às expectativas dos adultos, pode se sentir incapaz ou desmotivada. Esse sofrimento, embora real, pode ser minimizado com acolhimento, paciência e intervenções adequadas.

    E acima de tudo, é essencial lembrar: desanimar não é uma opção, assim como também não basta apenas esperar que as dificuldades se resolvam sozinhas. É preciso agir, buscar conhecimento e aplicar estratégias que tornem essa caminhada menos dolorosa e mais significativa.

    Stanislas Dehaene (2012, p. 250), em sua obra, nos lembra da incrível plasticidade do cérebro durante o processo de aprendizagem:

    Cada dia passado na escola modifica um número vertiginoso de sinapses. Preferências balançam, estratégias novas emergem, automatismos se estabelecem, redes novas se falam.

    Esse é um lembrete poderoso de que a aprendizagem, mesmo diante de desafios, é sempre um processo dinâmico e transformador. Mesmo os pequenos avanços, que às vezes passam despercebidos, representam mudanças no cérebro da criança.

    Entre as habilidades essenciais para a alfabetização, a consciência sintática desempenha um papel fundamental. Trata-se da capacidade de compreender e manipular a estrutura das frases, reconhecendo como as palavras se organizam para formar sentenças com sentido. Isso permite que a criança:

    • Identifique erros e faça correções;
    • Reorganize palavras para formar frases coerentes;
    • Compreenda nuances de significado dentro dos textos.

    Para estimular essa habilidade de forma interativa é que o jogo Frases Fatiadas foi desenvolvido! Ele ajuda a fortalecer a construção de frases e a compreensão textual, além de estimular o pensamento lógico e a coordenação motora fina. Pequenos avanços na consciência sintática podem fazer uma grande diferença no desenvolvimento da leitura e da escrita. Vamos ver como utilizar? 🙂

    Sugestão de Uso:
    1. Comece deixando a criança escolher uma carta com uma imagem.
    2. Após, entregue para a criança uma ficha que tem o mesmo número. Essa ficha contém uma frase relacionada à imagem escolhida, mas as palavras estão embaralhadas.
    3. Peça à criança que recorte as palavras da ficha e, em seguida, organize-as para formar uma frase coerente.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar 🙂

    Espero que pais, professores e crianças possam enxergar nesse processo não um fardo, mas uma oportunidade de crescimento compartilhado. Afinal, cada pequeno passo dado nessa jornada é uma vitória que merece ser celebrada.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.


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    • 24 cartas com imagens;
    • 24 fichas com palavras (frases embaralhas);
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    Para você imprimir e montar e jogar.

    Talvez você queira saber

    1) O “Frases Fatiadas” pode ser útil para crianças com transtornos de aprendizagem, como dislexia? 

    Sim! O Frases Fatiadas é um excelente recurso para crianças com dislexia e outras dificuldades de aprendizagem, pois trabalha a leitura e a escrita de forma lúdica e estruturada. Veja:

    • Redução da sobrecarga cognitiva: A criança manipula fisicamente as palavras, reduzindo a necessidade de manter toda a estrutura da frase na memória de trabalho.
    • Segmentação e reestruturação da frase: Facilita a visualização da organização das palavras e o reconhecimento de padrões sintáticos.
    • Foco na percepção visual e consciência sintática: Como as palavras estão separadas, a criança tem mais tempo para processar cada termo e entender sua posição na frase.
    • Atividade multisensorial: O ato de recortar, manipular e organizar fortalece a aprendizagem por meio do envolvimento motor, visual e cognitivo.

    2) O jogo pode ser associado a práticas de reescrita de textos para aprofundar o aprendizado? Como fazer essa transição?

    Sim! O “Frases Fatiadas” é um ótimo ponto de partida para reescrita e produção textual, ajudando a criança a compreender a estrutura das frases. Algumas formas de fazer essa transição:

    Expansão da frase: Após organizar a frase corretamente, peça para a criança ampliá-la adicionando detalhes.

    Frase original: “Juca já sabe a resposta.”

    Expansão: “Juca levantou a mão porque já sabe a resposta.”

    Reescrita a partir de uma história: Depois de organizar as frases, a criança pode utilizá-las para escrever uma história completa, conectando-as de maneira coerente.

    Atenção! Estudos mostram que escrever à mão contribui para a internalização dos conteúdos. Portanto, incentivar a criança a reescrever as frases pode ser um passo importante para consolidar o aprendizado.

  • Álbum de frases

    Álbum de frases

    O-lá!

    Durante o processo de alfabetização, as crianças enfrentam diversos desafios, e um deles é a segmentação das palavras, ou seja, aprender a escrever frases e textos colocando os devidos espaços entre as palavras. Muitas vezes, elas acabam juntando palavras que deveriam estar separadas ou separando o que deveria estar junto. Essas confusões são comuns e fazem parte do aprendizado. Então, vamos entender por que isso acontece e como podemos ajudar as crianças a superarem esses desafios?

    Segundo Jaime Luiz Zorzi (1998, p. 60):

    Na escrita alfabética, a separação das palavras por meio de espaços em branco implica o conhecimento convencional da grafia das mesmas e também de alguma noção do que possa ser uma palavra.

    Isso significa que, além de aprender a grafia correta, a criança precisa desenvolver uma compreensão clara do que constitui uma palavra distinta.

    Por isso, uma habilidade fundamental no desenvolvimento da escrita é a consciência de palavras, que é a capacidade de reconhecer que as frases são compostas por unidades menores chamadas palavras. Esta habilidade é importante para que as crianças aprendam a segmentar as palavras corretamente durante a escrita e pode ser iniciada já na educação infantil, por volta dos 4,5 anos. Estudos mostram que trabalhar a consciência fonológica, incluindo a consciência de palavras, desde cedo contribui significativamente para o sucesso na alfabetização. Atividades lúdicas e interativas que envolvem rimas, canções e jogos de palavras são eficazes para promover essa habilidade nas crianças. 

    Quando a criança ainda não tem bem desenvolvida a consciência de palavras, podem ocorrer:

    • Hipersegmentação: quando a criança separa indevidamente uma palavra em partes menores. Por exemplo, a palavra “naquele” pode ser escrita como “na quele”.
    • Hiposegmentação: quando a criança escreve menos separações do que o necessário. Por exemplo, “ele estava ali” pode ser escrito como “eleestava ali”.

    Com o desenvolvimento da consciência de palavras e a prática na escrita de frases e textos, essas dúvidas são resolvidas. A leitura regular e a prática da escrita ajudam as crianças a internalizarem as regras de segmentação das palavras.

    É importante lembrar que cada “equívoco” é uma oportunidade de aprendizagem e uma parte essencial do caminho para a alfabetização completa.

    Hoje eu trouxe o jogo Álbum de Frases. Ele é interessante porque já contribui para que a criança perceba que cada palavra foi escrita em um quadro do álbum. Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestão de uso:

    1. A criança escolhe uma personagem e precisa virar as demais cartas do álbum para formar uma frase coerente.
    2. Após isso, para contribuir na internalização dos espaços entre as palavras, é importante transcrever a frase para um caderno.

    Importante: O arquivo PDF com o recurso “Álbum de Frases” estará disponível gratuitamente no nosso site até esta quinta-feira (11/07/2024). Uhuuu!

    É isso! Espero que você goste!

    Um abraço e até o próximo post 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

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    • 10 personagens com possibilidade de formar diversas frases (veja o vídeo para uma melhor compreensão);
    • Instruções de uso.

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