Tag: leitura e escrita

  • Caça-charadas

    Caça-charadas

    O-lá!

    A alfabetização é um dos maiores desafios da educação. Ensinar uma criança a ler e escrever significa criar condições para que ela compreenda a língua escrita como um verdadeiro objeto de conhecimento. Por isso, ao longo da história, diferentes métodos e abordagens foram surgindo, cada um tentando responder às necessidades de seu tempo.

    Conforme Soares (2021, p. 62):

    Um olhar histórico sobre a alfabetização escolar no Brasil revela uma trajetória de sucessivas mudanças conceituais e, consequentemente, metodológicas.

    Essa reflexão mostra como o processo de alfabetizar nunca foi estático. Diferentes perspectivas teóricas e práticas foram se sucedendo, transformando a forma como ensinamos a ler e escrever.

    Se por um lado isso evidencia que não existe um caminho único e definitivo, por outro também nos lembra que o professor precisa ter sensibilidade e flexibilidade para escolher recursos que dialoguem com as necessidades reais de cada criança. Métodos de alfabetização, sejam sintéticos, analíticos ou ecléticos, precisam ser vistos como instrumentos que só ganham sentido quando se transformam em experiências significativas.

    É nesse ponto que entram os jogos pedagógicos: eles não substituem o método, mas o enriquecem, criando oportunidades para que a criança desenvolva estratégias de leitura de forma lúdica.

    O jogo “Caça-charadas”, que eu trouxe hoje como sugestão, convida os alunos a exercitar a leitura e a compreensão a partir de pistas e enigmas simples. Enquanto procuram as respostas, eles mobilizam habilidades cognitivas essenciais, como a atenção seletiva e a rapidez na identificação de palavras e imagens. Dessa forma, o jogo não é apenas uma brincadeira, mas um recurso didático alinhado ao processo de alfabetização, capaz de tornar a aprendizagem mais ativa, prazerosa e eficaz.

    Quer mais detalhado algumas das habilidades estimuladas com o jogo? Parece que ouvi “simmmm”…Rsrs!

    Principais habilidades estimuladas com jogo Caça-charadas:

    • Leitura e compreensão: interpretar a charadinha para chegar à resposta correta.

    • Atenção seletiva: concentrar-se nos detalhes para identificar a imagem correspondente.

    • Velocidade de processamento: localizar a figura e escrever no tempo estimulado.

    • Escrita: registrar corretamente o nome da figura encontrada.

    • Associação palavra–imagem: relacionar o que se lê com o que se vê.
    • Memória de trabalho: reter a informação lida até encontrar e escrever a resposta.

    • Pensamento lógico: conectar pistas e resolver o enigma proposto.

    • Interação social: desenvolver cooperação e respeito às regras em atividades coletivas.

    Bacana demais, não é mesmo? Eu amo jogos assim! Agora vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Se possível, disponibilize uma ampulheta ou cronômetro.
    3. As cartas devem ser colocadas em uma pilha.
    4. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da pilha e lê a charadinha para outro colega tentar encontrar a imagem correspondente à resposta e, em seguida, escrever o nome da figura dentro do tempo estipulado. Se ele conseguir, fica com a carta. Do contrário, é preciso devolvê-la à pilha (colocando-a por último).
    5. Ganha quem conquistar mais cartas.

    É isso! Gostou? Que tal me contar? Eu amo quando vocês me enviam feedback, afinal, esta é a única maneira para eu ficar sabendo se meu trabalho está contribuindo.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

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    • 27 cartas com charadinhas;
    • 01 tabuleiro;
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    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) O jogo pode ser usado tanto em sala de aula quanto em casa com a família?

    Sim! O Caça-charadas é versátil. Em sala de aula, pode ser usado como atividade em pequenos grupos ou como apoio em momentos de reforço. Em casa, torna-se uma forma lúdica de os pais acompanharem a alfabetização, promovendo momentos de interação afetiva e aprendizado ao mesmo tempo.

    2) Qual a faixa etária mais indicada para jogar Caça-charadas?

    O jogo é indicado, em especial, para crianças em processo de alfabetização inicial, geralmente entre os 5 e 8 anos. No entanto, pode ser adaptado para crianças mais velhas que ainda estejam consolidando leitura e escrita, ou mesmo para intervenções psicopedagógicas.

    3) Crianças em diferentes fases da alfabetização conseguem jogar juntas?

    Sim, e isso pode ser muito rico. As mais avançadas podem ajudar a ler as charadinhas ou escrever as palavras, enquanto as que estão em fases iniciais podem focar em identificar imagens e sons. Essa dinâmica favorece a cooperação e a aprendizagem entre pares.

    4) No texto você falou em métodos de alfabetização analíticos, sintéticos e ecléticos… o que seria isso?

    Métodos sintéticos: começam pelas partes menores (letras, sílabas) até chegar à palavra. Exemplo: método fônico ou silábico.

    Métodos analíticos: partem do todo para as partes, usando palavras, frases ou textos para depois analisar sílabas e letras. Exemplo: método global ou de contos.

    Métodos ecléticos: combinam aspectos dos dois anteriores, buscando equilibrar o trabalho com sílabas, palavras e textos. Exemplo: muitas práticas atuais que integram leitura de pequenos textos com atividades de consciência fonológica e escrita.

  • Qual Palavra Dá?

    Qual Palavra Dá?

    O-lá!

    Já não é mais possível negar que uma consciência fonológica bem desenvolvida contribui de forma significativa para a aprendizagem da leitura, não é mesmo? Diversas pesquisas corroboram com esta afirmação: quanto mais à vontade a criança manipula conscientemente os fonemas, mais rapidamente aprende a ler e a escrever.

    Segundo Artur Gomes de Morais (2022, p. 125, grifo do autor):

    […]Para sair de uma hipótese pré-silábica e começar a ‘fonetizar a escrita’ (desde o início da etapa silábica até a alfabética), a criança lança mão de várias habilidades de consciência fonológica que vai desenvolvendo.

    Hoje eu trouxe um jogo que dialoga diretamente com essas pesquisas. O “Que Palavra Dá?” foi elaborado com base em princípios da alfabetização que valorizam a consciência fonológica, a correspondência fonema-grafema e a construção significativa da leitura e da escrita.

    Este jogo estimula:

    • Consciência silábica e fonema-grafema: ao identificar e combinar sílabas iniciais para formar palavras.
    • Atenção, memória e pensamento lógico: ao selecionar e organizar as sílabas na ordem correta.
    • Expressão oral e interação social: ao ler em voz alta as palavras formadas e compartilhar com colegas em situações de jogo.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. As cartas devem ficar em uma pilha.
    3. Se possível, disponibilize uma ampulheta (30 segundos ou 1 minuto, conforme a realidade do grupo). Se não houver, utilize um cronômetro.
    4. Cada criança, na sua vez, vira uma carta da pilha, fala em voz alta os nomes dos animais e, a partir de suas sílabas iniciais, tenta descobrir qual palavra pode formar. Em seguida, dentro do tempo estipulado, procura essa palavra no tabuleiro.
    5. Se conseguir, fica com a carta; caso contrário, coloca de volta na pilha.
    6. Ganha o jogo quem conquistar mais cartas.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Vou ficar muito feliz se você me contar suas impressões.

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022

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    Talvez você queira saber:

    1. Quantas crianças podem jogar ao mesmo tempo sem que a atividade perca o foco pedagógico?
    O ideal é jogar em duplas. Assim, cada uma tem oportunidade de participar, esperar a sua vez e manter a atenção no processo. Grupos muito grandes podem dispersar e dificultar o acompanhamento do adulto.

    2. O jogo pode ser utilizado em casa pelos pais ou é mais indicado para contextos escolares?
    Pode ser utilizado em ambos! Em casa, os pais encontram no jogo uma forma lúdica de apoiar a alfabetização, tornando o momento leve e divertido. Na escola, o professor pode usar o recurso de forma planejada, dentro de atividades coletivas ou em atendimento a pequenos grupos.

    3. De que forma posso avaliar se a criança está realmente aprendendo com o jogo?

    A observação é a principal ferramenta: notar se a criança identifica mais facilmente as sílabas iniciais, se consegue combinar e formar palavras com autonomia  e se participa de forma mais ativa. A evolução aparece tanto na rapidez com que encontra as palavras quanto na segurança ao falar e ler em voz alta.

  • Trilha Animal

    Trilha Animal

    O-lá!

    Uma educação de qualidade começa com uma alfabetização sólida. Garantir que todas as crianças aprendam a ler e escrever com autonomia é um compromisso que deve envolver educadores, famílias, gestores e políticas públicas. Afinal, desenvolver as habilidades de leitura e escrita é essencial não apenas para o sucesso escolar, mas para a participação plena na vida em sociedade.

    A base de toda educação começa por uma alfabetização eficiente. (SARGIANI, 2022, p. 1)

    Infelizmente, o acesso à alfabetização de qualidade ainda é desigual, principalmente para grupos mais vulneráveis. Por isso, é fundamental investir em práticas que tornem o processo mais acessível, eficiente e significativo para as crianças. E uma dessas práticas é o uso de jogos educativos.

    Os jogos criam oportunidades para que a criança experimente a linguagem escrita em diferentes contextos, fortalecendo sua compreensão, sua motivação e sua confiança como leitora e escritora em formação.

    Nos últimos anos, o interesse por práticas pedagógicas baseadas em evidências tem crescido, justamente porque são capazes de gerar melhores resultados. Mas ainda há um longo caminho entre o que a ciência já comprovou e o que de fato chega à sala de aula. Criar recursos que aproximem esses dois mundos — o conhecimento teórico e a prática cotidiana — é uma das formas de contribuir com essa transformação.

    Hoje eu trouxe o jogo “Trilha Animal”, que é uma proposta divertida para estimular o processo de alfabetização. Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa.
    2. Espalhe as fichas com sílabas sobre a mesa, com a face voltada para cima.
    3. Cada criança posiciona o seu peão no início do tabuleiro.
    4. Na sua vez, a criança lança o dado e avança com o seu peão o número de casas correspondente.
    5. Ao parar em uma casa, a criança deve formar o nome do animal que consta nela, usando as fichas com sílabas.
    6. Após formar a palavra, todas as crianças escrevem o nome do animal em uma folha e as fichas devem ser devolvidas à mesa.
    7. Vence quem chegar ao final da trilha primeiro.
    8. Após o jogo, com a lista dos nomes dos animais em mãos, pode-se explorar: Qual animal teve seu nome escrito mais vezes? Qual não foi escrito nenhuma vez? Qual vocês acharam mais fácil? E mais difícil?

    É isso, gostou do que viu por aqui? Espero que sim!!!… Hehe!

    Um abraço e até o próximo post J

    Referência Bibliográfica:

    SARGIANI, Renan. Alfabetização baseada em evidências: como a ciência cognitiva da leitura contribui para as práticas e políticas educacionais de literacia. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022


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    Talvez você queira saber:

    1. Quantas crianças podem jogar ao mesmo tempo?
    O jogo foi pensado para ser flexível. Pode ser jogado em duplas ou em pequenos grupos. Em contextos de sala de aula, é possível formar rodízios com 3 ou 4 crianças por tabuleiro, favorecendo a interação e o aprendizado colaborativo.

    2. Como o jogo pode ser utilizado em sala de aula sem se tornar apenas uma brincadeira?
    Apesar do caráter lúdico, o jogo foi estruturado com objetivos pedagógicos claros. Ao jogar, a criança precisa identificar sons, relacioná-los às sílabas, formar palavras e registrar por escrito — atividades fundamentais no processo de alfabetização.

    Durante a partida, as crianças devem escrever as palavras formadas em uma folha, o que amplia o envolvimento cognitivo com a linguagem. A escrita manual ativa áreas importantes do cérebro ligadas à memória, atenção, linguagem e motricidade fina, contribuindo de forma mais profunda para a fixação da aprendizagem.

    O professor pode conduzir a mediação, propor desafios, incentivar a observação dos sons iniciais, mediais e finais, além de estimular a autoavaliação e a reflexão sobre as palavras escritas. Assim, o jogo se transforma em uma experiência completa de aprendizagem.

  • Conecte

    Conecte

    O-lá!

    O processo de alfabetização nem sempre segue uma linha reta. Ele pode ter avanços e recuos, momentos de descoberta e de dúvida, e isso é absolutamente normal. À medida que a criança vai se apropriando da leitura e escrita, ela percorre etapas que não se encaixam perfeitamente como degraus. Em vez disso, ela experimenta estratégias diferentes, testa hipóteses e, aos poucos, constrói um entendimento mais estável.

    Segundo estudos sobre a aquisição da leitura, é possível observar três grandes etapas nesse processo:

    • Etapa Logográfica (ou Pictórica)

    Nesta etapa inicial, a criança reconhece palavras de forma global, sem compreender a relação entre letras e sons. Ela identifica palavras familiares pelo formato ou pelo contexto, tratando-as como imagens. Por exemplo, pode reconhecer a palavra “Coca-Cola” apenas pela aparência das letras e das cores, mas sem saber decodificar cada letra individualmente.

    • Etapa Fonológica (ou Alfabética)

    Aqui, a criança começa a entender que as letras representam sons. Ela aprende a segmentar palavras e associar cada grafema (letra ou grupo de letras) ao seu respectivo fonema (som), conseguindo ler palavras novas. No entanto, a leitura ainda é lenta e exige bastante esforço.

    • Etapa Ortográfica (ou Lexical)

    Nesta etapa, a leitura se torna mais automática e fluente. A criança já reconhece muitas palavras inteiras rapidamente, sem precisar decodificar letra por letra.  Esse é o momento em que ela começa a ter maior compreensão dos textos, pois seu cérebro trabalha com um repertório visual de palavras memorizadas. Inclusive o tamanho da palavra (mais ou menos letras) já não é um desafio.

    Stanislas Dehaene (2022, p. 222) explica essa transição:

    À medida que a leitura se automatiza, o efeito do tamanho da palavra desaparece. Ele se torna totalmente ausente no bom leitor.

    Ou seja, conforme a leitura se torna fluida, a quantidade de letras de uma palavra deixa de ser um obstáculo, e a criança passa a ler de maneira cada vez mais natural.

    O que isso tudo significa na prática?

    Significa que é preciso ter conhecimento para identificar a fase que a criança está e proporcionar a ela estímulos adequados. Nem demais, nem de menos. Por exemplo, para uma criança que está lendo silabicamente é recomendável que os textos sejam curtos e acessíveis, como os do jogo “Conecte”, que permite à criança praticar a leitura sem sobrecarga. Aos poucos, conforme o interesse e a confiança crescem, os desafios podem ser ampliados, com textos mais longos e estruturas mais complexas. Além disso, a criança precisa ter contato com diferentes tipos de textos, explorando gêneros variados que fortaleçam sua fluência leitora e sua compreensão.

    Por que essa fase é tão importante?

    Porque é nela que a leitura se fortalece e se torna um hábito. A criança que tem contato constante com textos bem escolhidos desenvolve não só fluência, mas também compreensão e gosto pela leitura. Quanto mais exposta a diferentes estruturas, mais repertório ela constrói . O que impacta não apenas a leitura, mas também a escrita e a expressão de ideias.

    O jogo “Conecte” é um excelente recurso para esse momento, ajudando a transformar o processo em algo leve, acessível e motivador.

    Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestão de Uso: 

    1. Espalhe as cartas com as imagens viradas para cima sobre uma mesa. Coloque as cartas com textos dentro de um saco;
    2. A criança pega uma carta do saco, lê e aponta qual figura corresponde ao texto;
    3. Em seguida, conecta a carta à imagem para verificar se a associação foi correta;
    4. Para complementar, a criança pode escrever a frase no caderno e até mesmo construir um pequeno texto utilizando a frase da carta como ponto de partida.

    No vídeo abaixo tem outras sugestões de uso para o jogo Conecte 😉

    É isso! Gostou?

    A leitura precisa ser incentivada com afeto, desafios progressivos e oportunidades reais de contato com textos diversos. Vamos transformar cada experiência de leitura em algo significativo? Espero que o jogo “Conecte” contribua grandemente nessa missão. 🙂

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

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    • 24 cartas com textos;
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    Talvez você queira saber:

    1) Existe uma idade ideal para que a criança atinja a fase ortográfica na leitura ou isso varia?

    Não há uma idade fixa, pois o ritmo de aprendizagem varia. Em geral, as crianças entram na fase ortográfica da leitura entre os 7 e 9 anos. Mas isso depende do desenvolvimento individual e, principalmente, do nível de exposição e vínculo que a criança tem com a leitura no dia a dia.

    2) Se uma criança tem dificuldades com a leitura e lê silabicamente, o que pode ser feito para ajudá-la?

    O primeiro passo é avaliar a criança para entender o motivo da dificuldade. Ela pode precisar de um reforço no conhecimento dos fonemas (sons das letras) ou simplesmente de mais exposição à leitura para ganhar fluência. O processo de aprendizagem da leitura é como andar de bicicleta: quanto mais prática, mais natural se torna. Estratégias como jogos interativos, leitura em voz alta (individualmente, sem exposição!) e textos curtos podem ajudar a tornar essa prática mais eficaz e prazerosa.

    3) É possível que uma criança utilize estratégias de diferentes fases ao mesmo tempo?

    Sim! Na verdade, todos nós, adultos e leitores fluentes, recorremos, por exemplo, à leitura fonológica quando encontramos uma palavra desconhecida. Quer um exemplo? Leia esta palavra:

    Trimetilxantina

    A menos que você tenha experiência com componentes químicos, provavelmente leu silabicamente, decodificando parte por parte. Isso acontece porque essa palavra ainda não faz parte do seu léxico visual.

    Com as crianças, o processo é o mesmo. Elas podem reconhecer automaticamente palavras conhecidas (fase ortográfica), mas recorrer à leitura fonológica para palavras novas. A medida que essas palavras se tornam familiares, passam a ser lidas diretamente, sem a necessidade de decodificação.

  • Dominó Troca Letra

    Dominó Troca Letra

    O-lá!

    No processo de alfabetização, a leitura fluente não surge de forma automática. Na verdade, a criança percorre um longo caminho até alcançar essa habilidade. Uma das etapas essenciais desse percurso é compreender que as palavras são compostas por unidades menores de som, os fonemas, e que pequenas alterações nesses sons podem gerar palavras completamente diferentes.

    É importante salientar que esse entendimento não acontece ao aprender o nome das letras. Saber que a letra F se chama “efe” ou que a letra V se chama “vê” não faz com que a criança consiga ler. O que realmente importa é que ela compreenda os fonemas, ou seja, os sons que as letras representam.

    Stanislas Dehaene (2018, p. 218) explica isso da seguinte forma:

    O que reunimos no curso da leitura não são os nomes das letras, mas os fonemas que elas representam – as unidades da fala abstratas e escondidas que a criança deve descobrir.

    Quando a criança percebe que pode manipular os sons, trocando, retirando ou acrescentando fonemas para formar novas palavras, ela ganha autonomia na leitura e na escrita. Mas essa habilidade não se desenvolve espontaneamente. Atividades estruturadas são fundamentais para fortalecer essa competência e tornar o aprendizado mais eficiente e prazeroso.

    Sabe, não dá para ficar esperando que a criança “adivinhe” isso. Vamos poupar um bom tempo dela se explicitarmos esse conhecimento!

    Pensando nisso, desenvolvi o jogo Dominó Troca Letra, que propõe uma abordagem lúdica para estimular essa habilidade essencial.

    Sugestão de Uso:
    1. Distribua as peças igualmente entre os jogadores;
    2. Se sobrar alguma peça, reserve para uma eventual “compra”;
    3. Sorteiem quem começará colocando a primeira peça no centro da mesa;
    4. Cada jogador, em sua vez, deve colocar uma peça que seja o complemento de um dos lados do dominó. Por exemplo, uma peça pode apresentar a palavra “faca”, mas com o F sublinhado, sugerindo que seja substituído por V. A criança, então, precisa encontrar a peça que tenha a imagem de uma vaca.
    5. Vence quem primeiro ficar sem nenhuma peça.
    Por que jogar?

    Esse jogo auxilia no reconhecimento e na manipulação dos fonemas de forma intuitiva e divertida. Ao brincar, a criança percebe os padrões da escrita, fortalece a relação fonema x grafema e sua consciência fonêmica.

    Gostou? Então vale a pena experimentar essa ideia e explorar os sons das palavras com as crianças!

    É isso! Um abraço, e até mais!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2018.

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    Para você imprimir e montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) Para qual faixa etária o jogo “Dominó Troca Letra” é mais indicado?

    É mais indicado para crianças em fase de alfabetização, geralmente entre 5 e 8 anos, período em que estão desenvolvendo a consciência fonêmica e aprendendo a relação entre fonemas e grafemas. No entanto, o jogo pode ser utilizado com crianças que ainda apresentam dificuldades na leitura e escrita, independentemente da idade, pois a habilidade de manipular fonemas é essencial para o avanço na alfabetização. Ele também pode ser um recurso útil para educação inclusiva, ajudando alunos com dificuldades específicas, como dislexia, a compreender melhor as estruturas sonoras das palavras.

    2) Além da alfabetização, o jogo trabalha outras habilidades?

    Sim! Embora o foco principal do jogo “Dominó Troca Letra” seja contribuir no desenvolvimento da alfabetização, ele também estimula várias outras habilidades essenciais para qualquer aprendizado. Entre elas:

    • Atenção e Concentração – A criança precisa focar nas palavras e imagens para encontrar as correspondências corretas, fortalecendo a atenção seletiva e a concentração durante a atividade.
    • Memória de Trabalho – Ao manipular os sons e formar novas palavras, a criança ativa a memória de curto prazo, que é essencial para processar informações e realizar conexões entre sons e grafias.
    • Pensamento Lógico e Estratégia – Como o jogo segue uma dinâmica de dominó, os jogadores precisam planejar seus movimentos e decidir qual peça usar para dar continuidade ao jogo, desenvolvendo pensamento lógico e estratégias de jogo.
    • Discriminação Auditiva – O jogo exige que a criança perceba pequenas diferenças entre os sons das palavras (por exemplo, “faca” e “vaca”), aprimorando a habilidade de distinguir fonemas semelhantes, algo essencial para a leitura e escrita precisa.
    • Habilidades Sociais e Trabalho em Equipe – Se jogado em duplas ou grupos, a criança aprende a respeitar turnos, seguir regras e interagir com colegas, desenvolvendo a comunicação e habilidades sociais importantes para o ambiente escolar.
  • Frases Fatiadas

    Frases Fatiadas

    O-lá!

    Aprender a ler e a escrever é uma jornada única para cada criança, mas para algumas, esse caminho pode ser repleto de muitos obstáculos. Quem enfrenta dificuldades de aprendizagem passa por desafios intensos e muitas vezes invisíveis. Sofrem os pais, que muitas vezes não sabem como ajudar. Sofrem os professores, que desejam fazer a diferença, mas nem sempre encontram recursos ou estratégias eficazes. E, acima de tudo, sofre a criança, que, ao não conseguir atender às expectativas dos adultos, pode se sentir incapaz ou desmotivada. Esse sofrimento, embora real, pode ser minimizado com acolhimento, paciência e intervenções adequadas.

    E acima de tudo, é essencial lembrar: desanimar não é uma opção, assim como também não basta apenas esperar que as dificuldades se resolvam sozinhas. É preciso agir, buscar conhecimento e aplicar estratégias que tornem essa caminhada menos dolorosa e mais significativa.

    Stanislas Dehaene (2012, p. 250), em sua obra, nos lembra da incrível plasticidade do cérebro durante o processo de aprendizagem:

    Cada dia passado na escola modifica um número vertiginoso de sinapses. Preferências balançam, estratégias novas emergem, automatismos se estabelecem, redes novas se falam.

    Esse é um lembrete poderoso de que a aprendizagem, mesmo diante de desafios, é sempre um processo dinâmico e transformador. Mesmo os pequenos avanços, que às vezes passam despercebidos, representam mudanças no cérebro da criança.

    Entre as habilidades essenciais para a alfabetização, a consciência sintática desempenha um papel fundamental. Trata-se da capacidade de compreender e manipular a estrutura das frases, reconhecendo como as palavras se organizam para formar sentenças com sentido. Isso permite que a criança:

    • Identifique erros e faça correções;
    • Reorganize palavras para formar frases coerentes;
    • Compreenda nuances de significado dentro dos textos.

    Para estimular essa habilidade de forma interativa é que o jogo Frases Fatiadas foi desenvolvido! Ele ajuda a fortalecer a construção de frases e a compreensão textual, além de estimular o pensamento lógico e a coordenação motora fina. Pequenos avanços na consciência sintática podem fazer uma grande diferença no desenvolvimento da leitura e da escrita. Vamos ver como utilizar? 🙂

    Sugestão de Uso:
    1. Comece deixando a criança escolher uma carta com uma imagem.
    2. Após, entregue para a criança uma ficha que tem o mesmo número. Essa ficha contém uma frase relacionada à imagem escolhida, mas as palavras estão embaralhadas.
    3. Peça à criança que recorte as palavras da ficha e, em seguida, organize-as para formar uma frase coerente.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar 🙂

    Espero que pais, professores e crianças possam enxergar nesse processo não um fardo, mas uma oportunidade de crescimento compartilhado. Afinal, cada pequeno passo dado nessa jornada é uma vitória que merece ser celebrada.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.


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    Talvez você queira saber

    1) O “Frases Fatiadas” pode ser útil para crianças com transtornos de aprendizagem, como dislexia? 

    Sim! O Frases Fatiadas é um excelente recurso para crianças com dislexia e outras dificuldades de aprendizagem, pois trabalha a leitura e a escrita de forma lúdica e estruturada. Veja:

    • Redução da sobrecarga cognitiva: A criança manipula fisicamente as palavras, reduzindo a necessidade de manter toda a estrutura da frase na memória de trabalho.
    • Segmentação e reestruturação da frase: Facilita a visualização da organização das palavras e o reconhecimento de padrões sintáticos.
    • Foco na percepção visual e consciência sintática: Como as palavras estão separadas, a criança tem mais tempo para processar cada termo e entender sua posição na frase.
    • Atividade multisensorial: O ato de recortar, manipular e organizar fortalece a aprendizagem por meio do envolvimento motor, visual e cognitivo.

    2) O jogo pode ser associado a práticas de reescrita de textos para aprofundar o aprendizado? Como fazer essa transição?

    Sim! O “Frases Fatiadas” é um ótimo ponto de partida para reescrita e produção textual, ajudando a criança a compreender a estrutura das frases. Algumas formas de fazer essa transição:

    Expansão da frase: Após organizar a frase corretamente, peça para a criança ampliá-la adicionando detalhes.

    Frase original: “Juca já sabe a resposta.”

    Expansão: “Juca levantou a mão porque já sabe a resposta.”

    Reescrita a partir de uma história: Depois de organizar as frases, a criança pode utilizá-las para escrever uma história completa, conectando-as de maneira coerente.

    Atenção! Estudos mostram que escrever à mão contribui para a internalização dos conteúdos. Portanto, incentivar a criança a reescrever as frases pode ser um passo importante para consolidar o aprendizado.

  • Descomplique

    Descomplique

    O-lá!

    Você acha que o método de alfabetização interfere no processo de construção de escrita das crianças? Eu não saberei qual a sua resposta, a menos que você deixe nos comentários. No entanto, posso dizer o que entendo a esse respeito a partir da minha prática e dos meus estudos. Sim, interfere! E mais, não existe uma abordagem tão eficiente que seja capaz de alfabetizar todas as crianças.

    Ou seja, para alfabetizar é preciso muito estudo! Conhecer as abordagens, saber os seus vieses! Agora, é fundamental desenvolver uma sensibilidade para identificar de qual forma a criança que você tem a sua frente aprende, pois como diz Magda Soares (2016, p. 52):

    […] quem alfabetiza não são os métodos, mas o alfabetizador(a) […].

    E o processo de alfabetização não termina quando a criança já escreve alfabeticamente. É preciso mais! 

    O recurso que eu trouxe como sugestão hoje é adequado para crianças que já estão lendo, mas precisam melhorar a compreensão e interpretação de texto.  Para uma ludicidade, as palavras estão ao contrário. As crianças gostam de desafios assim.

    Veja a explicação do jogo:

    Peça que a criança escolha uma carta e, nesta carta, tente descobrir as palavras que estão ao contrário. A criança deve escrever uma a uma em uma folha.

    Após, precisa organizar as palavras e colocar pontuação de maneira a formar um texto coerente e coeso.

    Para finalizar, ela pega a carta-gabarito (que tem o mesmo número) para conferir.

    Observação: não deixe de validar o texto da criança se, por acaso, ela organizar as palavras de uma maneira diferente do gabarito, mas que faça sentido.

    É isso! Espero que este conteúdo tenha contribuído.

    Um forte abraço e até o próximo post 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 15 cartelas com textos e imagens;
    • 15 cartas-gabarito;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar 🙂

     

  • Cópias perfeitas

    Cópias perfeitas

    Oie!!!
    O recurso que trouxemos como sugestão hoje tem como objetivo estimular: leitura, escrita, compreensão, interpretação de texto, percepção e, também, a nossa querida atenção. Ah, a atenção, não nos cansamos de falar dela! Isso porque sabemos da sua importância para o processo de qualquer aprendizagem. Conforme Riesgo (2006, p. 274):

    Sem atenção não há como haver aquisição adequada da informação. E aquisição de novas informações é sinônimo de aprendizado.

    Obviamente, que a atenção está ligada aos nossos interesses. É difícil prestarmos atenção em algo que não nos desperta a curiosidade. Por isso estamos sempre procurando desenvolver ferramentas que possam provocar o desejo de saber, de descobrir , de investigar dos aprendentes.

    Então vamos a explicação do recurso que trouxemos hoje? Façam sempre as adaptações que julgarem necessárias, ok?!

    Sugestão de uso:

    O aprendente escolhe uma carta, lê e assinala as frases que são idênticas, ou seja, são cópias perfeitas. Depois vocês questionam se a frase que tem palavras diferentes mudou o sentido dela ou apenas foi escrito a mesma coisa, mas de outra forma.
    Para finalizar, as frases podem ser aproveitadas para a escrita de histórias.

    Observação: Dependendo do conhecimento prévio do aprendente pode ser que seja necessário consultar um dicionário ou fazer uma pesquisa na Internet para saber o significado de algumas palavras ;).  

    Ficamos por aqui! Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

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    • 18 cartas;
    • Instruções de uso.

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  • Circule o nome da figura

    Circule o nome da figura

    Oie!!!
    Genteeee, este é o último post de 2019 aqui no site. No entanto, fiquem atentos as nossas publicações no Instagram, Facebook e WhatsApp porque o nosso trabalho continua e estamos pensando em fazer algumas promoções. Vamos manter vocês informados por lá, ok?! Ah, também avisaremos por e-mail (para quem se inscreveu, claro!) <3

    Agora vamos falar do material que trouxemos como sugestão hoje.

    Além de ser útil para a alfabetização é também uma maneira de estimular a atenção, percepção, memória visual. Apesar de não gostarmos de atividade repetitiva, sabemos que ela é importante para a aprendizagem. Então pensamos em uma maneira lúdica da criança acessar algumas palavras várias vezes, mas de uma maneira que não fosse enfadonha, entediante. A criança precisará selecionar palavras corretas (informação relevante) e descartar as incorretas (informação irrelevante).

    Shimamura (2000) apud Seabra et all (2009, p. 79) esclarece que:

    Para resgatar informações pré-estocadas e, para manter determinada informação ativa durante a realização de uma tarefa, são necessárias as habilidades de acessar informação previamente estocada e de manter informação ativa. […] Trata-se de um mecanismo de filtragem dinâmica de informações, que atenta às informações que são relevantes e ignora as irrelevantes.

    Sugestão de uso:

    Colocar as páginas em uma pasta catálogo (aquelas com plástico).

    A criança deve circular com canetinha (sobre o plástico) todas as palavras da página que correspondam ao nome da figura. Em seguida, você fecha a pasta e pede para ela escrever o nome da figura. Após, ela pode olhar a página para conferir os acertos.

    Observação: Para algumas crianças esta atividade será mais desafiadora se for determinado um tempo para ela executar a tarefa.

    Quando finalizar a atividade basta apagar as anotações com uma flanela.

    É isso! Espero ter contribuído!

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SEABRA, Alessandra Gotuzo; CAPOVILLA, Fernando César. Teoria e pesquisa em avaliação neuropsicológica. São Paulo: Memnon, 2009.

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    • 16 páginas;
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  • Role os dados e resolva o enigma

    Role os dados e resolva o enigma

    Oie!!!

    Gente, a luta continua firme e forte no desenvolvimento de recursos que sejam práticos e atrativos para as crianças em processo de alfabetização. O letramento também precisa estar sempre em pauta e, quanto mais a criança tem a oportunidade de ler e interpretar textos que circulam na sociedade, terá melhor condição de assimilar as informações, adquirir consciência da diversidade textual e aprender a linguagem.

    Soares, (2017, p. 45) diz:

    […] não basta apenas aprender a ler e a escrever. As pessoas se alfabetizam, aprendem a ler e a escrever, mas não necessariamente incorporam a prática da leitura e da escrita, […]

    Isso que Magda Soares diz vemos acontecer no nosso dia a dia, não é mesmo? Uma opção é estarmos atentos aos interesses das crianças para oferecermos leitura que seja adequada. E, também, apresentar gêneros textuais diferentes para a criança conhecer. Afinal, a leitura é semelhante a uma refeição, para nos interessarmos precisa ser apetitosa. Algumas vezes, um alimento novo nos faz torcer o nariz, mas, conforme experimentamos, podemos acabar gostando.

    Sei que é um trabalho de formiguinha, mas sem nós poderá ficar ainda pior. Sendo assim, vejam a ideia que eu trouxe hoje!

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe uma carta e, supondo que tenha texto, deverá ler e pensar em uma resposta. Após, tenta formar a palavra com os dados.

    Quando não tiver mais cartas disponíveis, podemos propor à criança que pense em um enigma para ser resolvido por outro colega. Para isso, primeiro tenta formar com os dados alguma palavra diferente daquelas que já foram encontradas (e pode utilizar somente dois dados). Depois escreve em uma carta um enigma para outra criança descobrir a palavra que ela encontrou.

    Observação: Se for para atendimento individual, você pode propor que seja elaborado um enigma para uma criança de outro atendimento. Elas amaaam!

    Viram só que bacana? A criança poderá colocar em prática o gênero textual que acabou de vivenciar. Uma ideia super incrível para estimular a leitura e também a escrita.

    Pensou em uma maneira diferente para utilizar este material? Fale pra mim nos comentários, vou amar saber.

    Um abraço e até o próximo post <3

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.

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    • 03 dados;
    • 10 cartas;
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