Na semana passada eu compartilhei com vocês a atividade “Complete com a mesma letra“. A Atividade de hoje é semelhante. No entanto, o desafio é um pouco maior porque terá leitura de frases e, ao invés de letras, será necessário completar com a mesm palavra. Excelente sugestão para começar a trabalhar interpretação de texto. Sabe aquelas palavras que são iguais, mas, dependendo do contexto, têm significados totalmente diferentes? Então, a atividade de hoje trata exatamente sobre isso. Vamos ver?
Sugestão de materiais:
Livreto contendo em cada página duas frases diferentes. Ambas deverão faltar a mesma palavra. Está disponível na nossa loja em arquivo PDF. É enviado por e-mail.
lápis e borracha ou canetinha e flanela;
folhas ou caderno.
Procedimento:
A criança ou adolescente deverá descobrir qual palavra está faltando em cada página; ou seja, a mesma palavra servirá para completar as duas frases.
Após, poderá construir histórias que tenham as frases descobertas. Pode ser escrito ou oral.
Observação: Como eu plastifico o meu material as crianças podem escrever sobre as páginas com canetinha. Após o uso apago com flanela. Se você aplicar papel Contact o efeito será o mesmo.
Por hoje foi isso meus queridos e queridas! Espero que, de alguma maneira, o meu trabalho contribua com o de vocês.
Beijão e tchau
Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:
Gente, a atividade de hoje poderá ser utilizada com crianças e adolescentes em processo de alfabetização.
Sugestão de materiais:
cartas com palavras faltando a mesma letra (está disponível em arquivo PDF na nossa loja);
massinha de modelar ou argila;
lápis;
canetinha;
borracha;
folhas A4 ou caderno.
Procedimento:
A criança ou adolescente deverá escolher uma carta e tentar descobrir qual letra está faltando para completar as palavras; ou seja, a mesma letra servirá para as três palavras. Portanto, se a letra não servir para todas as palavras da carta significa que está incorreta.
Algumas das cartas que preparei têm imagens para facilitar a descoberta das palavras. Porém, eu quis deixar um pouco mais desafiadora a atividade e, na maioria das cartas, não têm imagens.
Outras sugestões para utilizar as cartas:
Escrever as palavras descobertas com massinha de modelar ou argila;
separar as palavras em sílabas;
desenhar ou reproduzir os objetos com massinha de moledar/argila;
escrever outras palavras que tenham a mesma letra descoberta;
escrever frases e histórias.
Observação: é possível que alguns adolescentes prefiram a argila ao invés da massinha de modelar por não ser colorida, mas você pode disponibilizar as duas opções e ver o que ele prefere. 🙂
bjão e tchau!
Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:
Queridos(as), primeiramente, preciso dizer que hoje completamos 100 arquivos PDF’s na nossa loja!!!! Uhuuu!!!\o/ São 7 anos produzindo esse material com muita responsabilidade. Nesta caminhada tivemos dias de alegria, de desânimo, desafios #quemnunca. Agora, o legal mesmo, foi contar com o carinho e o incentivo de vocês! Obrigada, viu! Cada curtida, comentário, aquela #indicacaoparaasamigas foram e são fundamentais para o nosso trabalho acontecer! É desta maneira que ficamos sabemos que o nosso material contribui de alguma maneira com a educação do nosso país.
Agora sim vamos à explicação da atividade. 🙂
Materiais necessários:
cartas com sílabas. Deixei na nossa loja o arquivo PDF com as cartas. É enviado por e-mail;
caderno/papel;
lápis;
borracha.
Procedimento:
A criança escolhe uma carta e tenta formar o maior número possível de palavras com as sílabas disponíveis. Dependendo da criança, pode ser aumentado o desafio determinando um tempo para encontrar palavras.
Após, vocês também podem solicitar que a criança escreva um texto com as palavras que ela descobriu.
Por hoje foi isso! Beijão e tchau!
Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:
Gente, sabemos que a leitura faz parte de uma cultura intelectual abstrata pois envolve compreeensão e interpretação de ideias emitidas por símbolos gráficos. E começamos a apresentar às crianças quando elas ainda estão explorando o mundo no concreto para compreendê-lo. Para algumas crianças, especialmente as que apresentam déficits cognitivos, esta tarefa pode ser muito penosa. Então, se pudermos com maior frequência deixar presente o recurso lúdico (jogos e brincadeiras) vamos auxiliar esse processo de transição do concreto para o abstrato.
A criança que participa de uma atividade que envolva ação por meio do seu corpo percebe sentido pois o seu corpo é concreto e comunicativo. A atividade que eu trouxe como sugestão hoje tem o objetivo de aproveitar o brincar que está impregnado no corpo da criança nos seus sentidos mais concretos para a aprendizagem do alfabeto.
Sugestão de materiais:
um tapete ou TNT que tenha espaço para duas crianças;
cartas com imagens de crianças representando as letras do alfabeto (deixei na nossa loja o arquivo PDF com as cartas. É enviado por e-mail. Para adquirir clique no link disponível no final deste post);
uma sacola pequena;
papel/caderno, lápis, borracha.
Procedimento:
Uma criança fecha os olhos para pegar uma carta da sacola. Sobre o tapete, faz o movimento apresentado na carta para representar uma letra, ou, também pode pensar em outra maneira de representar a letra através do corpo. Por exemplo, usando as mãos. Se for necessário, convida um(a) amigo(a) para ajudar. As demais crianças deverão tentar descobrir qual letra está sendo representada e escrevem os seus palpites em uma folha. Só depois é revelado qual é a letra. Ou seja, é como se fosse um ditado de letras com o corpo.
Em um momento seguinte pode ser sugerido a escrita de palavras. 🙂
Importante: É necessário que na sala tenha exposto o alfabeto para que as crianças possam comparar.
Então, o que vocês acharam? Digam pra mim!!! Fico tããão feliz quando vocês falam comigo!
Beijão e tchau
Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:
É comum observar, nos primeiros registros escritos das crianças, letras, números e palavras aparecendo de trás para frente (veja o vídeo no final deste post). Esse é um fenômeno frequente no processo de aprendizagem da linguagem escrita.
Mas por que isso acontece?
Nas primeiras tentativas, a criança ainda não domina todas as regularidades da escrita. Em nossa cultura, por exemplo, lemos e escrevemos da esquerda para a direita. Já em outras culturas, como a árabe e a hebraica, a escrita ocorre da direita para a esquerda, enquanto na cultura chinesa é comum a organização de cima para baixo. Ou seja, a direção da escrita não é uma noção universal e precisa ser aprendida.
O papel do corpo e do espaço na construção da escrita
Durante a alfabetização, a criança também está construindo noções importantes de direita e esquerda, além de desenvolver gradualmente as áreas cerebrais responsáveis pelas relações visoespaciais.
Por isso, jogos e brincadeiras que envolvem o corpo são fundamentais nesse processo. Antes de compreender essas relações no papel, a criança precisa vivenciá-las no próprio corpo, no espaço e na ação.
Escritas não convencionais: parte do processo
É comum que pais e cuidadores fiquem angustiados ao se depararem com escritas espelhadas, ausência de letras ou até mistura de letras e números. No entanto, o mais importante é compreender que essas produções fazem parte do caminho da alfabetização.
Segundo as pesquisas de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, a criança começa a construir hipóteses sobre a escrita muito antes do ensino formal. Ou seja, ela já pensa sobre a língua escrita antes mesmo de dominá-la convencionalmente.
Como afirma Zorzi (2000):
“Por muito tempo e, de modo bastante insistente, temos sido levados a ver, nos erros e enganos que as crianças fazem ao escrever, indícios de distúrbios e patologias. Os espelhamentos de letras são um exemplo típico desta maneira, até mesmo parcial e distorcida, de compreendermos o que é a aprendizagem.”
As hipóteses infantis sobre a escrita
Nesse processo inicial, a criança pode apresentar diferentes formas de escrita:
Escrever “formiga” com poucas letras e “boi” com muitas, justificando que o tamanho do animal determina a quantidade de letras;
Produzir sequências aleatórias como “CFAO” ou “JAJNSHSJAKOV”;
Utilizar letras do próprio nome em diferentes ordens para escrever outras palavras.
Mais adiante, ela passa a perceber a relação entre sons e letras, podendo escrever uma letra para cada som que pronuncia.
Esse é um percurso natural de investigação até a construção da escrita convencional.
A importância da mediação
Não existe criança que “não saiba nada” sobre a escrita. O que existe são diferentes hipóteses sendo construídas para compreender esse sistema.
Isso não significa que a criança aprende sozinha. O papel do mediador é essencial nesse processo, pois é ele quem organiza, seleciona e dá sentido às experiências de aprendizagem.
Feuerstein (1980 apud Beyer, 1996, p. 75) explica:
“Por meio do conceito da experiência da aprendizagem mediada (EAM) nós nos referimos à forma como os estímulos emitidos pelo meio são transformados por um agente ‘mediador’, usualmente um pai, um irmão ou outra pessoa do círculo da criança. Este agente mediador, motivado por suas intenções, cultura e envolvimento emocional, seleciona e organiza o mundo dos estímulos para a criança. […] Através desse processo de mediação, a estrutura cognitiva da criança é afetada.”
Ansiedade, comparações e o ritmo de cada criança
Muitas vezes, quando se ouve que uma criança de 5 anos já lê e escreve, surge a preocupação: “será que meu filho de 6 anos tem algum problema?”
Nesses casos, o mais importante é o bom senso. Cada criança tem seu ritmo de desenvolvimento, e a comparação nem sempre ajuda. A escola deve atuar como parceira da família, sinalizando quando perceber algo que mereça maior atenção.
Como destaca Zorzi (2000):
“Estamos, como adultos, fortemente contaminados com noções rígidas de ‘certo’ e ‘errado’ […] se a criança está agindo ou pensando de forma diferente da nossa, então ela está errada, não está aprendendo.”
Conclusão: acompanhar, confiar e valorizar o processo
Há uma preocupação excessiva em antecipar a leitura e a escrita. O mais sensato é reduzir a ansiedade, confiar no processo de aprendizagem, na escola e no desenvolvimento da criança.
Oferecer um ambiente rico em leitura e escrita, com paciência e continuidade, faz toda a diferença.
E, acima de tudo, é importante valorizar essas primeiras tentativas com o mesmo carinho dado às primeiras palavras e aos primeiros passos.
Um registro especial
E para ilustrar esse processo, veja que lindo vídeo que recebi: Artur, aos 4 anos e 5 meses, escreveu seu nome assim.
P.S. A escrita espelhada é comum até a idade de 7-8 anos. Se, entretanto, mesmo recebendo estímulo e ensino adequados, ainda assim ela estiver apresentando, além da escrita espelhada, dificuldade na aprendizagem da leitura e escrita, considero prudente uma avaliação psicopedagógica.
REFERÊNCIAS
BEYER, Hugo Otto. O fazer psicopedagógico: a abordagem de Reuven Feuerstein a partir de Piaget e Vygotsky. Porto Alegre: Mediação, 1996.
ZORZI, Jaime Luiz. As inversões de letras na escrita o “fantasma” do espelhamento. 2000. Disponível em < http://www.filologia.org.br/soletras/15sup/As%20invers%C3%B5es%20de%20letras%20na%20escrita-%20o%20’fantasma’%20do%20espelhamento.pdf>. Acesso em 11 fevereiro 2011.
OBRAS CONSULTADAS
FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.
MACEDO, Lino de; NORIMAR, Ana Lúcia Sícoli Petty, PASSOS, Norimar Christe. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2005.
ZORZI, Jaime Luiz. Aprendizagem e distúrbios da linguagem escrita: questões clínicas e educacionais. Porto Alegre: Artmed, 2003.
Clique no link abaixo para ter acesso a uma apostila com sugestões de atividades lúdicas para intervenção da escrita espelhada.