Autor: Solange Moll

  • Quebra-cabeça de foguetes

    Quebra-cabeça de foguetes

    Oieee!

    Gente, o lúdico é uma ferramenta super poderosa para promover a aprendizagem. Tenho observado, pela procura crescente aqui no site por parte de professores, psicopedagogos , fonoaudiólogos, … que enfim, este recurso vem sendo mais utilizado. Espero que esteja ficando para trás o tempo que se separava jogo, brincadeira de uma atividade séria. O lúdico, além de estimular o desenvolvimento cognitivo da criança, enriquece aspectos sociais e emocionais.

    Antunes (2003, p. 36) reforça que:  […] a maioria dos filósofos, sociólogos, etológos e antropólogos compreendem que o jogo é uma atividade que contém em si mesmo o objetivo de decifrar os enigmas da vida e de construir um momento de entusiasmo e alegria na aridez da caminhada humana.[…]

    Sendo assim, seguimos com passos firmes cientes que estamos na direção certa. Vamos ao jogo de hoje?

    Sugestão de uso:

    Espalhem as peças sobre uma superfície plana. A criança deverá montar os foguetes. Precisa ficar atenta porque alguns foguetes são bem semelhantes. Poderá olhar o gabarito para se certificar se está correto. Quando concluir lê a palavra que formou. 😉

    Eu fico aqui imaginando o montão de olhinhos curiosos e entusiasmados com as descobertas.

    As palavras que coloquei nos foguetes são itens que podem ser necessários em uma viagem. Que tal escrever uma história utilizando essas palavras? Para onde será que as crianças gostariam de viajar de foguete? Levariam itens diferentes?

    Vou amar se vocês me enviarem fotos com textos das crianças.

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências.12 edPetrópolis: Vozes, 2003

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 10 imagens de foguetes;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Decifre a mensagem

    Decifre a mensagem

    Oie!!!

    Queridos(as), sabem aquelas crianças que apresentam escrita com hipótese alfabética, mas escrevem palavras sem colocar os devidos espaços?  A ideia que eu trouxe como sugestão hoje foi pensada nelas. É um meio de fazê-las refletir sobre a escrita já sabendo que há algo que precisa ser corrigido e que o erro não foi feito por elas. 😉

    E, o que é ainda mais legal, é que esta atividade proporciona um meio de conhecermos um pouco mais sobre as crianças: o que gostam de fazer, o que não gostam, o que sentem medo, o que as deixam felizes, o que as deixam tristes, o lugar preferido para dormir, etc. Estarmos conectados afetivamente com as crianças é de suma importância para que consigamos êxito no seu desenvolvimento e, uma maneira de criarmos vínculo, é demonstrarmos interesse por elas e o meio em que vivem (sem julgamentos).

    Vygotsky apud Valiati e Antoniuk (1979, p. 37) afirma: “[…] as emoções tem participação ativa no funcionamento mental, concordando com as relações entre afeto e cognição.[…]”

    Sugestão de uso:

    Coloquem as cartas dentro de envelopes para que sejam sorteadas pela criança. Digam que o ET Caramujo (personagem da carta) gosta muito de desenhos e quer ser nosso amigo. Ele enviou uma mensagem solicitando para que desenhássemos algo, mas, como ele está aprendendo a escrever na nossa língua, ainda não sabe colocar os espaços entre as palavras. Então devemos primeiro escrever a frase corretamente para entendermos a mensagem e, depois, fazer o desenho que ele solicitou.

    Enquanto a criança desenha fiquem atentos(as) ao que ela fala porque é comum que um papo bem bacana surja desta atividade. 😉

    É isso! Pensaram em uma maneira diferente de utilizar esta atividade? Deixem nos comentários, além de me deixar feliz poderá ser útil para outras pessoas que passarem por aqui.

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    RIECHI, Tatiana Izabelle Jaworski; et all. Práticas em neurodesenvolvimento infantil: fundamentos e evidências científicas. Curitiba: Íthala, 2017.

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 18 cartas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Pescaria de Aliteração

    Pescaria de Aliteração

    Oieee!!!

    Hoje vou continuar nosso assunto da semana passada sobre consciência fonólogica. Lembram que falei sobre a rima? Naquele post também abordei que um dos itens a ser desenvolvido da consciência fonológica é a aliteração,  que é a habilidade de identificar sons iniciais iguais (sílabas ou fonemas). Antes de tudo é importante estarmos cientes que utilizar a rota fonológica é essencial para o desenvolvimento da leitura e, mesmo nós, leitores fluentes, precisamos recorrer a ela quando estamos diante de uma palavra nova. Estimular a consciência fonológica faz a criança voltar sua atenção para a cadeia sonora das palavras e, se apresentarmos jogos ou brincadeiras que elas possam verificar a representação gráfica fará, consequentemente, que elas encontrem correspondências gráficas.

    Soares (2016, p. 184), afirma: “[…] atividades que levem a criança a confrontar rimas e aliterações com sua representação escrita podem introduzir a compreensão da relação entre os sons e os grafemas que os representam, ou seja, a compressão do princípio alfabético.”

    Agora vamos ao jogo? Deixei o arquivo PDF com este material na nossa loja. Para adquirir clique no link disponível no final do post.

    Sugestão de uso:

    Coloquem os peixes em uma bacia com areia e as cartas com figuras em uma sacola. Cada criança, na sua vez, retira uma carta da sacola e tenta pescar um peixe que tenha uma palavra que inicie com o mesmo som (fonema) da figura da carta. Se conseguir, fica com o peixe. Se não conseguir, deverá devolver a carta para a sacola e o peixe para a bacia (no mesmo lugar que estava).

    Se a criança tirar um peixe que estiver escrito “+ 1 CHANCE”, ela poderá pescar mais uma vez, porém, antes precisará cumprir alguma tarefa. Pode ser dizer uma palavra que começa com o mesmo som que precisa encontrar ou outra tarefa que vocês acharem interessante para a brincadeira.

    Ganha o jogo quem conquistar mais peixes.

    Gente, as crianças amam este jogo. Espero que contribua com o trabalho de vocês e que tenhamos mais alegria no processo de construção da escrita e leitura.

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 14 peixes;
    • 14 cartas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Marque a rima

    Marque a rima

    Oieee!!!

    Queridos, estimular o desenvolvimento da consciência fonológica é sempre muito importante para o processo de alfabetização.

    Capovilla e Capovilla (2007, p. 214-215) afirmam: “[…] procedimentos para desenvolver consciência fonológica e ensinar correspondências grafo-fonêmicas podem efetivamente auxiliar a aquisição de leitura e escrita. […]“

    Esta estimulação pode ser realizada através de jogos e brincadeiras de rimas, aliterações, consciência das palavras, consciência silábica, consciência fonêmica e relação grafema-fonema.

    A sugestão de jogo que eu trouxe hoje, como o próprio título diz, tem o objetivo de estimular a habilidade de identificar rimas. Mas o que é rima? É a repetição de uma sequência de sons a partir da vogal da última sílaba tônica. A equivalência deve ser sempre sonora e não necessariamente gráfica. Exemplo: caroço e osso. No entanto, no jogo que estou apresentando, há também correspondência gráfica.

    Deixei na nossa loja o arquivo PDF com este jogo (é enviado por e-mail). Para adquirir acesse o link disponível no final deste post.

    Sugestão de uso:

    Coloquem o tabuleiro em uma superfície plana e as cartas com figuras em uma sacola. Cada criança deverá ter uma cor de massinha de modelar e, na sua vez, retira uma das cartas da sacola. Todas as crianças, ao mesmo tempo, deverão procurar no tabuleiro uma palavra que rime com a figura da carta. Quem encontrar coloca uma bolinha de massinha de modelar sobre a palavra. Para cada figura há duas palavras no tabuleiro que rimam com ela. O jogo termina quando não há mais cartas na sacola. Ganha o jogo quem conseguir marcar mais palavras.

    Observação 1: Caso a criança encontre muita dificuldade em ler as palavras do tabuleiro, vocês podem ir lendo com ela porque o objetivo inicial deste jogo é fazer com que a criança consiga identificar a correspondência sonora.

    Observação 2: Já se a criança está em um processo um pouco mais avançando e o jogo estiver muito fácil, vocês podem cobrir as palavras das cartas. Assim ela irá se atentar somente ao som e não a correspondência gráfica.

    Ou seja, façam as adaptações necessárias para que o jogo tenha um desafio, mas que seja possível de ser realizado 😉

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    CAPOVILLA, Alessandra Gatuzo Seabra; CAPOVILLA, Fernando César. Problemas de leitura e escrita: como identificar, prevenir e remediar numa abordagem fônica. São Paulo: Memnon, 2007.

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 12 cartas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Leia e responda

    Leia e responda

    Oieee!!!

    Hoje tem arquivo PDF GRÁTIS!!! Uhuuu! Podem comemorar!

    Gente, sabemos que, a melhor maneira de estimular a competência leitora das nossas crianças é proporcionar leitura. Quanto mais gêneros textuais elas tiverem acesso, mais familiarizadas ficarão com o universo da leitura e o letramento vai acontecendo.

    Apresentar textos curtos pode ser uma boa estratégia para as crianças que estão iniciando o processo.  Obviamente que, classificar se o texto é longo ou suficientemente curto, é o educador que poderá fazer, porque a seleção deve ser feita de acordo com os conhecimentos prévios da criança. Digo isso porque para algumas crianças conseguir ler uma palavra representa um desafio, enquanto que para outra, ler uma frase é um desafio mais adequado. Agora, também é bacana deixar a criança escolher. Confesso que prefiro esta última opção. E, supondo que, no transcorrer da leitura eu perceba que a criança esteja apresentando cansaço vou lendo com ela. Ou seja, leio uma parte e ela lê outra. Há muitos métodos de alfabetização, mas é sempre preciso ter flexibilidade para alterar de acordo com as necessidades que irão surgindo.

    “Afinal, quem alfabetiza não são os métodos, mas o(a) alfabetizador(a) […]”. (SOARES, 2016, p. 52).

    Queridos, deixei o arquivo PDF gratuito com este material na nossa loja. Para receber cliquem no link escrito GRÁTIS disponível no final deste post. Espero que aproveitem e, se o material for útil para vocês, ficarei muito feliz em saber.

    Sugestão de uso:

    A criança faz a leitura da parlenda. Após, lê a pergunta que se encontra na margem inferior da carta e assinala a resposta correta.

    Obs.: Eu plastifiquei as minhas cartas. Desta maneira as crianças podem fazer a marcação com canetinha e, depois do uso, apagamos com uma flanela. Se vocês aplicarem papel Contact o efeito será o mesmo.

    É isso!  Espero que contribua muuuito!

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 15 cartas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Descubra a palavra secreta

    Descubra a palavra secreta

    Oieee!

    Quem acompanha há algum tempo o meu trabalho vai perceber que a ideia que estou compartilhando hoje é semelhante ao forme palavras e leia. E é mesmo…rs! Porém, neste material, temos também sílabas complexas.

    Espero que seja útil para vocês e, só vou ficar sabendo, se me falarem!!! Então deixem comentários que vou amar saber. Se tiverem sugestões também podem falar. Na medida do possível, vou atendendo. Saibam que estou sempre pensando a melhor maneira de contribuir com o trabalho de vocês, por isso os feedbacks que recebo me ajudam muito.

    Então vamos lá! Quem quiser adquirir o arquivo PDF com este material deve clicar  no link disponível no final deste post.

    Pretendemos com esta atividade estimular além da alfabetização a atenção, a concentração e a percepção. A criança vai precisar estar atenta aos detalhes de cada imagem para resolver o enigma porque,  alguns deles, possuem cores e formas semelhantes. É importante que façamos isso de maneira tranquila, para que a criança se sinta realmente acolhida e incentivada. Inclusive, estes quesitos são importantes para o desempenho da memória e, assim, fazer com que o aprendizado ocorra com mais eficiência. Vejam o que nos diz Cypel (2006, p. 377) sobre a memória:

    A memória constitui-se em uma capacidade funcional do sistema nervoso para codificar, classificar, armazenar e evocar eventos já acontecidos. […] Necessita, para o seu desempenho, boas condições de atenção, capacidade de concentração, e estado emocional adequado do sujeito.

    Sabendo disso vamos a explicação da ideia de hoje. 😉

    Sugestão de uso:

    • A criança procura na tabela os símbolos solicitados nas páginas da apostila;
    • vê quais sílabas estão nos quadros dos respectivos símbolos;
    • utilizando letras móveis passa para a apostila as sílabas encontradas na tabela;
    • lê a palavra que formou;
    • fala oralmente ou escreve frases/textos com as palavras.

    É isso, um forte abraço e até o próximo post <3

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    CYPEL, Saul. O papel das funções executivas nos transtornos da aprendizagem. In: ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia;  RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 20 páginas para formar palavras;
    • 01 tabela com símbolos/sílabas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Combine Relógio com Texto

    Combine Relógio com Texto

    Oie!!! Há muito tempo estou querendo publicar algo que possamos utilizar com as crianças para que elas sejam estimuladas a identificar as horas em relógio analógico. Afinal, apesar de que os relógios digitais estão por toda parte, este conhecimento é também muito importante.

    No entanto, para dar significado a esta aprendizagem podemos construir junto com a criança uma agenda na qual ela irá registrar quanto tempo se dedica aos estudos, às brincadeiras, acesso à Internet, etc. Viu só que ideia bacana para a criança desde cedo aprender sobre a importância da administração do tempo?!

    ANTUNES (2003, p. 74) nos diz:

    Ensine a criança a administrar seu tempo. […] Dê-lhe uma agenda, ensine-a usar e cumprimente-a por sua execução.

    Deixei o arquivo PDF com este material disponível na nossa loja. Para adquirir acesse o link disponível no final deste post.

    Sugestão de uso:

    Disponibilizar um relógio analógico verdadeiro para que a criança possa manipular, girar os ponteiros e vê-lo funcionando.

    Após, a criança escolhe uma das cartas, lê o texto, acerta o relógio de acordo com o que ela leu. Por fim, procura a carta com o desenho do relógio que registra o mesmo horário descrito no texto.

    Para concluir esta atividade organize com a criança o registro com os horários estabelecidos para as atividades diárias. Ela poderá colar no caderno ou deixar em um local visível.

    Vai ser show!!!

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. Petrópolis: Vozes, 2003.

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 10 cartas com texto;
    • 10 cartas com desenhos de relógio;
    • 01 ficha para agenda;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Tríade

    Tríade

    Oieee!!!

    Gente, vocês conhecem o jogo “Trinca” ou então o “Pife”? Quando eu era criança jogava muito com minha mãe. Após o almoço eu tinha a responsabilidade de lavar a louça e fazia isso bem rapidinho só para jogar com ela. Era pura diversão… hehe Óbvio que, a questão ali não era apenas jogar, mas estar perto da minha mãe. Grandes lições aprendi com ela, por exemplo, paciência e persistência.

    CURY (2003, p. 33) nos faz refletir:

    Bons pais corrigem falhas, pais brilhantes ensinam os seus filhos a pensar.

    E por que estou falando tudo isso? Porque o jogo de hoje lembra um pouco a Trinca. No entanto, a primeira adaptação que fiz foi que na Trinca é preciso agrupar três grupos de três cartas. Sei que é meio difícil segurar tantas cartas com mãos ainda pequenas, então será necessário apenas um grupo de três cartas (um tríade). Explico melhor logo abaixo.

    Sugestão de uso:

    O desafio do jogo será agrupar a figura de um animal com as sílabas que formam o seu nome (observem a imagem acima).

    Comecem distribuindo três cartas para cada jogador. O que sobrar coloquem dentro de uma caixa ou sacola.

    Uma criança pega uma carta da sacola, se ela quiser ficar deverá descartar uma das suas cartas sobre a mesa. Se não quiser, é só colocar sobre a mesa. O outro jogador poderá escolher se fica com a carta da mesa ou pega outra da sacola. Assim o jogo segue até uma das crianças atingir o objetivo.

    Tríade

    Variação: Talvez, para algumas crianças, este jogo seja mais desafiador se vocês cobrirem os nomes dos animais (veja imagem ao lado) 😉

    Bom, é isso meus queridos! Escrever este post me trouxe doces lembranças. E vocês, gostaram? Querem mais jogos assim? É a participação de vocês que vai me orientando a melhor maneira de ajudá-los, ok?

    Um forte abraço,

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    CURY, Augusto. Pais brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 27 cartas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Varal para formar palavras com sílabas complexas

    Varal para formar palavras com sílabas complexas

    Oieee!!!

    Lembram que há um tempinho eu compartilhei com vocês aqui no site o varal para formar palavras? A ideia que compartilho hoje é semelhante. A diferença é que agora temos sílabas complexas. Isso porque, como falei naquele post, é importante adaptarmos a atividade de acordo com os conhecimentos prévios das crianças e, também, é sempre preciso nos preocuparmos em estipular um desafio.

    Então, supondo que a criança já tenha facilidade com as sílabas simples, é hora de apresentar as sílabas complexas; ou seja, partimos do que a criança já sabe em direção ao que ela precisa se desenvolver. Aliás, aproveitando o gancho, isso é algo que quero há muito tempo falar com vocês. É comum eu receber perguntas, por exemplo, assim: “estou atendendo uma criança que tem dislexia, qual atividade você recomenda?” Gente, um diagnóstico nos diz muito pouco sobre a PESSOA. Para escolher uma intervenção precisamos saber o que a criança/adolescente já sabe e quais interesses tem. E, ne-nhum, diagnóstico de TDAH, Dislexia, Autismo, vai nos dar essas respostas.

    A maioria das dificuldades de aprendizagem escolar são ‘anorexias intelectuais’. Obrigar alguém a empanturrar-se de comida nunca resolveu o problema da anorexia, ao contrário. (LAPIERRE e AUCOUTURIER, 2012, p. 134)

    Sendo assim, a sugestão de hoje pode servir para qualquer criança que esteja em processo de alfabetização, independente do diagnóstico que por acaso apresente. Vocês só precisam observar os conhecimentos prévios dela, para não ser muito difícil e também não muito fácil.

    Para concluir esta fala, precisamos olhar além do invólucro porque muitos talentos podem estar escondidos atrás de um diagnóstico; ou seja, é possível que grandes mentes estejam aprisionadas. Isso sem contar que… espera… preciso tomar fôlego para escrever isso: o diagnóstico pode estar errado. Pronto, falei!

    Partiu fazer a diferença?

    Sugestão de uso:

    Disponibilizem o varal para formar palavras para a criança explorá-lo. Deixem-na olhar as imagens, falar quais conhece ou não, etc. Após, fechem o varal e façam perguntas, por exemplo: quais imagens ela lembra de ter visto? Quantos animais tinha? Qual a cor do trator?

    Se a criança não se lembrar de muita coisa, deixem-na explorar mais uma vez o material. Desta maneira ela irá ficar mais atenta a cada detalhe.

    Depois é hora de escrever os nomes das figuras. Para isso entreguem as fichas com sílabas.

    Uma ideia bacana também é pedir para a criança pensar em outras palavras que tenham as mesmas sílabas das fichas. Isso ajudará na fixação das sílabas estudadas. 🙂

    Um forte abraço

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    LAPIERRE, Andre; AUCOUTURIER, Bernard. A simbologia do movimento: psicomotricidade e educação. Fortaleza: RDS, 2012.

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 20 fichas com imagens (para organizar o varal);
    • 15 fichas com sílabas;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.

  • Desafio e treino ortográfico

    Desafio e treino ortográfico

    Oie!!!

    Enfim chegou o dia que a criança compreendeu o princípio alfabético. Agora ela escreve alfabeticamente, maaaas, será que suas dúvidas sobre a escrita acabaram? Sabemos que não! Agora a ouvimos dizer: “pássaro” é com “ç” ou “ss”? É, a busca da criança para encontrar alguma regularidade no sistema de escrita que a ajude resolver seus conflitos vai continuar! Por isso, quando a criança chega nesta fase, dizemos que o seu desafio é ortográfico.

    Ao chegar à escrita alfabética, a criança segue na busca de uma regularidade no sistema de escrita em que para cada som existe uma letra correspondente. Ao confrontar suas hipóteses com a realidade, passa a descobrir, provavelmente, com uma sensação de incômodo ou traição, que a relação som/letra não é suficiente. Dá-se conta de que há letras que representam sons distintos e de que há sons iguais que são representados por letras diferentes. Sendo assim, passa a reconhecer que há uma forma “autorizada” de escrever que não consiste apenas na transcrição da fala e que seus erros não são devidos a falta de competência, de atenção ou de esforço. (MOOJEN, 2009, p. 38)

    Como vamos contribuir com a continuação deste processo? Quem me acompanha por aqui já sabe que minha resposta é: vamos utilizar jogos e brincadeiras! O lúdico é sempre a melhor maneira de deixar o caminho do conhecimento mais significativo e suave.

    Então vamos a ideia que eu trouxe hoje. Deixei o arquivo PDF com este material na nossa loja. Para adquirir clique no link disponível no final deste post.

    Sugestão de uso:

    Cada criança deverá receber botões, pedras ou fichas; algo que ela possa usar como marcação (cada criança uma cor). Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e deixe as crianças lerem as palavras, fazerem suas descobertas e observações por um tempo. Após, é hora do jogo. Cada criança, na sua vez, joga os dois dados. Supondo que caia a quantidade “2” e a letra “S”. A criança deverá procurar no tabuleiro duas palavras que tenham a letra “s”, colocar uma marcação (fichas, pedras, botões) sobre elas e escrevê-las na tabela “Desafio Ortográfico”. Se cair uma letra que não tenha mais nenhuma palavra com ela no tabuleiro passa a vez. O jogo continua até não ter mais nenhuma palavra disponível no tabuleiro. Neste momento é hora de contar as marcações. Ganha o jogo quem fizer pontuação maior.

    Peça para as crianças escreverem frases que tenham as palavras do tabuleiro. Após, para verificar a aprendizagem, que tal fazer um ditado com as palavras estudadas? Detalhe, as crianças fazem o ditado entre elas. Ou seja, deixe as crianças brincarem de professor(a). Os acertos poderão ser verificados no tabuleiro. 🙂

    É muito bom aprender assim, vocês não acham?!

    Desafio e treino ortográfico

    Ahhh!!! Fiquei imaginando aqui que, talvez, as palavras que você esteja precisando trabalhar com as crianças possam não ser as mesmas que coloquei no tabuleiro. Então, deixei também no arquivo PDF um tabuleiro sem palavras escritas. Para utilizar você pode escrever as palavras desejadas em etiquetas e fixar sobre o tabuleiro. Olhe na imagem ao lado. Ainnn, eu sou muito fofa!!! hehe

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    MOOJEN, Sônia Maria Pallaoro. A escrita ortográfica na escola e na clínica: teoria avaliação e tratamento. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2009.

    Clique abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro com palavras (S, SS, Ç);
    • 01 tabuleiro sem palavras (que você poderá fixar etiquetas com as palavras que precisa trabalhar);
    • 01 tabela para escrita;
    • 02 dados;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail.