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  • Dobrou

    Dobrou

    O-lá!

    Ouvi dizer que as crianças gostam de dinossauros. E o “Dobrou” será que elas vão gostar?… Rsrs!

    A proposta de hoje é para trabalhar a matemática, o conceito de “dobro” de maneira divertida. Do jeito que as crianças gostam e a gente também, né?… Rsrs! O professor/psicopedagogo que se entrega a estes momentos com as crianças certamente sai feliz e satisfeito com os resultados.

    Jogar com as crianças é uma experiência inesquecível. É maravilhoso ver o entusiasmo, o interesse e a dedicação que elas colocam nos jogos. (KAMII e DECLARK, p. 230, 1997).

    No entanto, para contribuir, precisamos durante o jogo intervir o mínimo possível, sem apontar diretamente os erros. É importante incentivar as discussões em que cada um pode argumentar e defender seu ponto de vista,  e, também, dar tempo para as crianças pensarem.

    Vamos ao jogo?

    Sugestão de uso:

    Os jogadores devem sentar um de frente para o outro, com o tabuleiro entre eles.

    Colocar a pilha de cartas com as imagens viradas para baixo.

    Um dos jogadores vira uma carta da pilha. Deve contar o número de dinossauros e dizer qual seria o dobro. Em seguida, colocar um marcador sobre o número no tabuleiro.

    Obs.: Você pode disponibilizar material concreto (palitos de picolé, tampas de garrafa PET) para auxiliar no cálculo 😉

    Se o jogador virar uma carta escrito “OPS!”, ele ficará uma rodada sem jogar.

    Se virar uma carta escrito “DIGA”, ele deve pensar em um número e dizer o seu dobro. Após, colocar um botão sobre o número no tabuleiro.

    Ganha o jogo quem primeiro completar todo o seu lado do tabuleiro.

    É isso! Gostou do jogo? Depois de utilizar com as crianças conta pra mim como foi 😉 Eu amoooo saber!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. 13. ed. Campinas: Papirus, 1997.

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    • 18 cartas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem para guardar as cartas;
    • Instruções de uso.

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  • Vogais Roubadas

    Vogais Roubadas

    O-lá!

    Como assim, roubaram as vogais?! O que a gente não inventa para instigar a leitura das nossas crianças, não é mesmo?… Rsrs!

    Aqui no Brasil, com as particularidades de cada região, sabemos que nem sempre o meio onde a criança vive possibilita acesso a livros. Muitas vezes é somente na escola que as crianças terão esta oportunidade. Porém, se a escola é um espelho do sistema no qual ela está inserida, certamente, em muitas localidades, os professores não terão à sua disposição os recursos que gostariam para instigar a leitura de seus alunos.

    […] sistema de ensino, seja público seja particular, reflete sempre a sociedade em que está inserido. A escola não é isolada do sistema socioeconômico, mas, pelo contrário, é um reflexo dele […]. (WEISS, 2007, p. 17, grifo do autor)

    Já vi muitos professores, eu, inclusive, tirando do próprio bolso dinheiro para comprar livros para fazer rodas de leitura.  E olha que eu moro em Blumenau-SC, uma região considerada a “Europa Brasileira”.

    Bom, apesar desta realidade, seguimos o nosso trabalho sempre lançando sementes que possam contribuir para despertar o desejo de leitura das nossas crianças.

    Para o jogo “Vogais Roubadas” eu escrevi textos curtos, engraçados, em forma de poema e tirei as vogais de algumas palavras. O objetivo é despertar o interesse pela leitura e estimular a interpretação de texto. Vamos ver a explicação?

    Sugestão de Uso:

    Comece dizendo para a criança: “Vamos brincar de detetive?”.

    Em seguida, peça para ela escolher uma cartela.

    A criança lê o texto e tenta descobrir quais vogais estão faltando nas palavras que estão escritas em azul. Estas são as “vogais roubadas”.

    Após, confere a resposta na carta-gabarito.

    Finalizo manifestando o meu desejo de que as crianças gostem muito de ler os textos e de descobrir as “vogais roubadas”.

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    WEISS, Maria Lúcia L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 12. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007.

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    • 15 cartelas com textos curtos em forma de poema;
    • 15 cartas-gabarito;
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  • Pesque e Leia

    Pesque e Leia

    O-lá!

    Hoje vai ter jogo com PDF grátiiiis!!! Uhuuu!!

    Porém, antes, quero falar com vocês sobre um tema que talvez gere polêmica: a letra cursiva. E quero falar sobre isso porque, depois de muitos pedidos, o jogo que estou compartilhando gratuitamente tem uma versão em letra caixa alta e outra versão em letra cursiva.

    Quero expressar meu pensamento sobre a obrigação que algumas escolas trazem em relação à letra cursiva. Entendo que a letra cursiva ainda precisa ser ensinada no sentido de informação. Porém, a letra é particular. É preciso respeitar a subjetividade de cada criança e deixar que escolham a sua forma de se expressar. Eu, por exemplo, escrevo com letra script. E daí?!

    As crianças devem ser preparadas para o mundo e não para a escola, certo? Sendo assim, não entendo a obrigação da letra cursiva porque, geralmente, o único lugar que ainda se utiliza a letra cursiva é na escola e no rótulo de algumas marcas de produtos. Eu não queria falar Coca-Cola… Mas já falei. Rsrs.

    Sem contar crianças com dificuldade motora tendo um tempo absurdo despendido em treinar a letra cursiva quando muitas outras habilidades poderiam estar sendo desenvolvidas. Em minha opinião, é um sofrimento desnecessário!

    Como diz Celso Antunes (2003, p. 18):

    “Os estímulos são o alimento das inteligências.”

    Então, vamos “alimentar” nossas crianças com estímulos que realmente vão promover diferenças no desenvolvimento cognitivo e convívio social.

    Agora, como falei no início deste texto, considero importante que a escola ainda apresente a letra cursiva às crianças. Como sempre, os jogos e brincadeiras podem ser utilizados para isso! Porém, obrigar uma criança a escrever com esta ou aquela letra… Não! O importante é que a criança consiga desenvolver a leitura e a escrita para compreender e se comunicar com o mundo que a cerca.

    Agora vamos a explicação do jogo?!

    Sugestão de Uso:

    Coloque as figuras de peixes em uma bacia com areia. Disponibilize um tabuleiro para cada criança.

    Cada criança, na sua vez, “pesca” um peixe da bacia. Se pescar um peixe que tem cabeça verde, deve procurar no tabuleiro o nome de um objeto. Após ler, deve pintar de verde. O mesmo procedimento deve ser feito se “pescar” um peixe que tenha cabeça rosa, porém, deve pintar de rosa o nome de um alimento.

    Ganha o jogo quem pintar primeiro toda uma linha. 

    Gostaram do jogo? 

    Contem pra mim 😉

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 02 tabuleiros com palavras escritas em letra caixa alta;
    • 02 tabuleiros com palavras escritas em letra cursiva;
    • 10 fichas de peixes com cabeça verde;
    • 10 fichas de peixes com cabeça rosa;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

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  • Decodifique

    Decodifique

    O-lá!

    Nosso site é recheado com ideias de jogos e toda quarta tem novidade. Talvez você se pergunte: “Preciso de tantos jogos assim?” Na verdade, é importante ter a disposição uma boa gama de jogos, porque à medida que as crianças compreendem um jogo e já o utilizaram muitas vezes, eles acabam não trazendo mais desafios. Além disso, um jogo pode ser útil para uma criança e não ser muito significativo para outra. Ainda que tenham a mesma idade.

    Uma boa estratégia é não deixar todos à vista das crianças. Disponibilize alguns em uma caixa e à medida que você percebe que elas enjoaram do jogo ou que ele não está mais promovendo desafios, troque por outros. O importante é que você avalie se o jogo está alinhado com os interesses e objetivos de intervenção que você tem com as crianças. A qualidade é muito mais importante do que a quantidade de jogos.

    […] jamais avalie sua qualidade de professor pela quantidade de jogos que emprega, e sim pela qualidade dos jogos que se preocupou em pesquisar e selecionar. ” (ANTUNES, 2003, p. 37)

    O jogo que eu trouxe hoje é maravilhoso para estimular a alfabetização e também o pensamento lógico. Vamos ver?

    Coloque as fichas com imagens viradas para baixo e o tabuleiro sobre uma superfície plana. Cada criança deve receber um peão e colocar no início do tabuleiro.

    Depois, cada uma na sua vez, vira uma ficha. A criança precisará descobrir uma palavra utilizando as letras iniciais de cada figura da ficha. Após descobrir, avança com seu peão na mesma quantidade de figuras que tem na ficha que ela sorteou. Ou seja, se tem 3 figuras, avança 3 casas.

    Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.

    Observação: No arquivo tem dois tabuleiros. Em um, constam as letras iniciais de cada figura. No outro, para aumentar o desafio, há apenas as figuras do jogo.

    É isso! Se você leu até aqui espero que tenha contribuído.

    Um forte abraço, Sol

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003

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    • 01 tabuleiro somente imagens;
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  • Domissílabas

    Domissílabas

    O-lá!

    Vou começar o post de hoje falando de desmotivação, falta de interesse em aprender. Isso é um assunto muito preocupante e parece que, ano após ano, as reclamações a este respeito só aumentam. É comum ouvirmos queixas do tipo: “ele/ela não quer aprender”. Porém, é preciso nos questionarmos: o que está por trás deste desânimo e falta de interesse que acomete algumas (para não dizer muitas) das nossas crianças?

    Será que é o mundo cada vez mais  informatizado e virtual? É a falta de acompanhamento familiar? É a saúde da criança: anemia, sono, alimentação, audição, visão, …? Estamos bem preparados e motivados para ensinar? Estamos conseguindo adequar o ensino aos interesses delas? Estamos promovendo desafios, maaaas, entretanto, todavia, (…Rsrs) adequamos para as condições maturacionais de cada criança?

    Já sabemos que não adianta tentar enfiar conteúdo de “goela abaixo”. Isso só irá causar frustração à criança e, consequentemente, falta de interesse. Enfim, podemos levantar as hipóteses para tentar entender o que está acontecendo com cada criança. As variáveis são muitas. Afinal, cada criança é um universo a ser desvendado! No entanto, precisamos tentar entender para agir! Isso é simples de ser colocado em prática? Claro que não! Quem entra na educação achando que é fácil, logo percebe o equívoco que cometeu…Rsrs! Exige muito estudo, paciência e persistência. 

    Uma coisa é certa: os jogos lúdicos podem contribuir (e muuuitooo) para despertar interesse e motivar a criançada! 😉

    […] Podemos compreender que o interesse está relacionado à motivação, a tendência do ser humano em buscar o prazer, pois tudo o que não o gratifica deixa de ser prioridade. Dessa forma, se a criança não consegue aprender, esta perde o interesse e o estudo deixa de ser sua prioridade. ( TABAQUIM; et al., 2017, p. 154)

    O jogo que eu trouxe hoje como sugestão é adequado para crianças que estejam aprendendo sílabas simples e que precisam de imagens para auxiliar na associação. E, como todo jogo de dominó, estimula o pensamento lógico.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    Distribua as peças igualmente entre as crianças. Se sobrar, reserve para uma eventual “compra”.

    Sorteie quem colocará a primeira peça no centro da mesa.

    O jogador seguinte deve colocar uma peça que forme uma palavra. Uma pista é que as sílabas que formam uma palavra têm as mesmas cores. Porém, isto não quer dizer que qualquer sílaba que tenha a mesma cor formará uma palavra! É preciso ficar atento a isso. 

    É isso! Você tem mais uma sugestão de jogo para estimular a alfabetização. Espero que contribua. Abaixo, um vídeo com a explicação do jogo.

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.

    TABAQUIM, Maria de Lourdes Merighi; et al. Funções executivas na escola: fundamentos e práticas. In: RIECHI, Tatiana Izabele Jaworski de Sá; et al. Práticas em neurodesenvolvimento infantil: fundamentos e evidências científicas. Curitiba: Íthala, 2017.

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  • Achados e Perdidos

    Achados e Perdidos

    O-lá!

    Alfabetizar, eis uma tarefa que é para os fortes! Sim, não é um trabalho para qualquer pessoa. Lembro que quando estava em sala de aula ouvia muito: “Ah, você trabalha com os pequenos! Ensina a ler e escrever, isso é fácil!”. Com o tempo, eu entendi que não adiantava tentar argumentar com quem não estava ali na lida diária, no chão de sala de aula com crianças. Penso que cada etapa do ensino traz suas facilidades e desafios. Cabe a cada profissional se preparar para a área que escolheu e com a qual tem mais afinidade.

    Na alfabetização, por exemplo, um dos desafios constantes é adaptar as atividades para cada hipótese de escrita. Isto é necessário porque nem todas as crianças evoluem no mesmo ritmo. O que é fácil para uma criança, pode ser muito difícil para a outra… E não é possível ficar antecipando etapas. Isso seria como construir uma casa sem fazer o fundamento.

    […] um aprendizado que se antecipe à maturação da criança não é apenas inoportuno porque exige um gasto de energia inútil, […] mas também porque a criança faz esse trabalho contra a sua vontade, ou se distancia do tal trabalho porque lhe associa aos desagradáveis sentimentos de fracasso. (FALK, 2010, p. 80).

    O jogo que eu trouxe como sugestão hoje, da maneira que ele foi organizado, pode ser muito complexo para crianças que estejam apresentando hipótese de escrita pré-silábica. Sendo assim, você pode, por exemplo, previamente escrever junto com as crianças a palavra completa e dizer para elas primeiro verificarem (comparando a sua escrita com a palavra que está na ficha) qual sílaba está faltando na carta. Só então iniciar a jogada!

    Enfim, é preciso estar sempre prestando muita atenção para adaptar os jogos às necessidades de cada criança e assim ter mais assertividade nas intervenções.  

    Sugestão de uso:

    Esconda as cartas com sílabas pela sala ou coloque dentro de um saco.

    Uma das crianças pega uma carta em que está faltando uma sílaba. Discutem entre elas para descobrir qual sílaba está faltando. Esta é a “sílaba perdida”.

    Quando já souberem qual sílaba está faltando, elas devem, procurar pela sala ou, se você colocou em um saco, cada uma na sua vez, tirar uma carta. Quem encontrar a “sílaba perdida” recebe uma “ficha diamante”.

    Ganha o jogo quem conquistar primeiro 3 fichas diamante.

    Importante: Se você colocar as fichas com sílabas em um saco elas devem ser devolvidas ao saco após um jogador encontrar a sílaba perdida.

    Este jogo vai ser super divertido!!!

    É isso! Espero que o jogo contribua!

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    FALK, Judit. Abordagem Pikler: educação infantil. São Paulo: Omnisciência, 2010.

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    • 18 fichas com sílabas;
    • 18 fichas diamante;
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  • Domialerta

    Domialerta

    O-lá!

    Vou começar este post com uma boa notícia: o jogo Domialerta está gratuito para você baixar, imprimir, montar e jogar com as crianças. Iupiii, é festa!!!

    Agora quero falar um pouco sobre a importância dos jogos lúdicos para o aprendizado. Eles são fundamentais no espaço educativo. Além dos conteúdos que podem ser trabalhados, também contribuem para desenvolver o pensamento lógico, estimulam a aceitação de regras e normas, a tolerância à frustração, o pensamento estratégico, a criatividade para lidar com situações-problema e a socialização. Por falar nisso, no espaço escolar, os jogos têm um papel ainda mais favorável para o desenvolvimento saudável do convívio coletivo do que em casa com seus familiares, pois, desta forma, a criança precisa aprender a lidar com diferentes opiniões e culturas.  

    […] o jogo na escola apresenta vantagens sobre o jogo que se pratica em família. Em casa, a criança brinca sozinha ou com seus irmãos […], no centro escolar brinca com muitas outras crianças da mesma idade, frequentemente de várias procedências e culturas, havendo, portanto, uma importante vertente socializante que se deve saber aproveitar.

    O jogo Domialerta, além do descrito acima, estimula a atenção, a percepção, o desenvolvimento da orientação espacial. Vamos à explicação do jogo?

    Sugestão de uso:

    Distribua as peças igualmente entre as crianças. Se sobrar, reserve para uma eventual “compra”.

    Sorteiem quem colocará a primeira peça no centro da mesa.

    O jogador seguinte deve colocar uma peça que tenha uma figura igual a um dos dois lados da peça que foi colocada no centro da mesa. Para isso, deve prestar atenção à cor e também à posição dos braços do(s) robô(s).

    É isso! Gostou do jogo? Vai contribuir com o seu trabalho? Conta nos comentários 😉

    Um forte abraço!

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009

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  • Palavra Oculta

    Palavra Oculta

    O-lá!

    O jogo que eu trouxe de sugestão para vocês hoje é um daqueles que tem muitoooo a contribuir com crianças que estão iniciando o processo de alfabetização ou que estejam apresentando dificuldade na aquisição da leitura e escrita. Digo isso porque ele estimula tanto a consciência fonológica como também o conhecimento de sílabas simples.

    Eu não sei se você que está lendo este post já tem conhecimento sobre o processo de construção da leitura e escrita, mas, como qualquer aprendizado, a alfabetização deve sempre ser apresentada do simples para o complexo. O jogo Palavra Oculta, de maneira lúdica, proporcionará isso.

    Antes de explicar o jogo quero salientar, como já falei em outras publicações, que a consciência fonológica tem papel fundamental na caminhada que levará a criança a ser alfabetizada. Muitos aprendentes, inclusive, apresentam dificuldades neste processo, que poderiam ser evitadas com o desenvolvimento da consciência fonológica. Felizmente, muitas das brincadeiras que são realizadas na educação infantil contribuem com esse conhecimento. É o caso de brincadeiras com ritmos, rimas e sons. No entanto, apesar dessas contribuições, é necessário maior aprofundamento nas habilidades de consciência fonológica para facilitar a alfabetização.    

    […] as pesquisas mostram claramente que a consciência fonológica pode ser desenvolvida por meio da instrução e, mais do que isso, que fazê-lo significa acelerar a posterior aquisição da leitura e da escrita por parte da criança. (ADAMS, et al., 2012, p. 21)

    Agora sim podemos partir para a explicação do jogo.

    Sugestão de uso:

    A criança deve escolher uma cartela e falar o nome da figura que aparece na margem superior. Depois, observar os círculos que estão logo abaixo dela. Eles representam a quantidade de sílabas (você pode dizer “pedaços” para a criança) do nome da figura. Peça para a criança colocar um dedo sobre um dos círculos cada vez que falar um “pedaço” do nome da figura. Depois disso, a criança deve observar que um dos círculos está colorido de verde. Este círculo representa o som que ela deverá usar para descobrir a “palavra oculta”.

    Exemplo: Na carta que tem as figuras de um /BOLO/ e um /CACHORRO/, os círculos que estão coloridos são os primeiros. Sendo assim, a criança deverá prestar atenção aos sons das sílabas iniciais das duas palavras para descobrir a palavra oculta: /BOCA/. Depois que ela descobrir a palavra que formou (apenas falando os sons), você pede para ela tentar escrever utilizando as fichas com as sílabas.

    Ahhhh, ficou bom demais este jogo, você não acha? No vídeo abaixo você conseguirá visualizar melhor a explicação do jogo.

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica: em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Dica importante: Apresente para a criança primeiro as cartelas de que ela tenha que extrair somente os sons das sílabas iniciais, depois somente sons finais e deixe por último as cartelas de que a criança tenha que extrair os sons mediais. Isso é importante, porque os sons mediais são mais complexos em termos de percepção.

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    • 15 cartelas com figuras;
    • 21 fichas com sílabas;
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  • Descubra a Mentira

    Descubra a Mentira

    O-lá!

    É sabido que, ao contrário da linguagem oral, a linguagem escrita precisa de instrução para se desenvolver. Veja como é interessante: mesmo sendo um processo mais complexo do que o desenvolvimento da fala (porque não é inato), quando um bebê balbucia as primeiras tentativas de fala os adultos demonstram alegria, entusiasmo e, inclusive, imitam a fala deles; já quando se trata de leitura e escrita as primeiras palavras são consideradas erros e é comum a criança perceber os olhares tortos dos adultos.

    […] a aprendizagem da escrita não é um processo natural, como é a aquisição da fala: a fala é inata, é um instintor; sendo inata, instintiva, é naturalmente adquirida, bastando para isso que a criança esteja imersa em ambiente em que ouve e fala a língua materna. A escrita, ao contrário, é uma invenção cultural, a construção de uma visualização dos sons da fala, não um instinto. (SOARES, 2016, p.45, grifo do autor).  

    Estar preparado para alfabetizar e promover o letramento exige do profissional conhecimento dos processos cognitivos que levam um indivíduo a compreender como o código escrito funciona, a saber e fazer uso social da leitura e escrita, mas, também, exige sensibilidade. Entender que os “erros” fazem parte da caminhada. A criança precisa se sentir segura de que pode se expressar tanto na escrita, quanto na leitura e não sofrerá penalidade por seus “erros” da mesma forma que isso não aconteceu quando ela pronunciou suas primeiras palavras ou deu seus primeiros passos e caiu. Naquelas vezes ela foi acolhida, incentivada a continuar e isso também precisa acontecer na alfabetização.

    O jogo que eu trouxe como sugestão hoje pode contribuir no trecho do caminho em que a criança já lê, porém silabicamente. Para essa, os textos precisam ser curtos. Do contrário, quando chega no final do texto ela já nem lembra mais o que leu no início.

    Vamos ver então?

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe uma carta. Observa a imagem e pode verbalizar o que vê.

    Depois lê e tenta identificar qual parte do texto não combina com a imagem. No caso é “mentira”.

    Ah, eu amei este jogo! E você?!

    Abaixo tem um vídeo para você visualizar melhor o jogo.

    Um forte abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

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  • Dados Espertos

    Dados Espertos

    O post de hoje traz um jogo que há muuuito tempo está na minha lista para compartilhar com vocês. O dia dele chegou! Uhuuu!

    Se você trabalha com crianças, talvez tenha olhado para os dados da foto que são impressos em papel (usamos gramatura 180!) e pensado que eles vão amassar rapidinho…Rsrs! Pois bem, você sabia que a preensão também é uma habilidade que pode e deve ser desenvolvida? Claro que não podemos esperar que dados feitos de papel se conservem por muito tempo… Porém, podemos dizer para as crianças que os dados devem ser girados e manuseados com pouca preensão para evitar que amassem. Isso envolve aprendizado cognitivo e motor! Ah, e as crianças também podem contribuir na montagem dos dados.

    A interação dos aspectos cognitivos associados aos motores são importantes em todas as fases da vida […]. (AMARAL e NASCIMENTO, 2020, p. 19).

    Quando selecionamos um recurso é relevante ficarmos atentos a tudo que ele pode contribuir no desenvolvimento das crianças. Por exemplo, o jogo “Dados Espertos” além do objetivo principal – que é a alfabetização – pode contribuir no desenvolvimento cognitivo – noções antes, depois – e, também, na coordenação motora final – girar, preensão. É um combo maravilhoso 😉

    Vamos ao jogo?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma figura.

    Fala o nome da figura e observa os círculos coloridos que estão na margem inferior da carta. Os círculos representam as cores dos dados que têm as sílabas para formar o nome da figura e também indicam a sequência.

    Sendo assim, a criança pega os dados com as cores indicadas e gira (não joga) para encontrar as sílabas e formar o nome da figura.

    É isso! Gostou do jogo? Conta pra mim 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    AMARAL, Anderson; NASCIMENTO, Adriana Limeira do. Jogos de estimulação cognitiva e motora. Rio de Janeiro: Wak, 2020.

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    • 24 cartas;
    • 6 dados;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

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