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  • Ouvidos Afinados

    Ouvidos Afinados

    Oie!!!

    Muitos estudos demonstram que a criança quando inicia o processo formal da alfabetização já traz com ela conhecimentos sobre a escrita e, estes, foram adquiridos pelas experiências proporcionadas pelo meio em que vivem. Por isso, antes de qualquer intervenção, é sempre importante fazermos uma sondagem para sabermos o que a criança já sabe.

    Luria (1998, p. 188) esclarece que:

    “Antes que a criança tenha compreendido o sentido e o mecanismo da escrita, já efetuou inúmeras tentativas para elaborar métodos primitivos, e estes são, para ela, a pré-história de sua escrita”

    Feita a sondagem é hora da intervenção! A sugestão que eu trouxe hoje tem o objetivo de estimular o desenvolvimento da consciência fonológica e o processo de construção da escrita. No entanto, também podemos aproveitar para instigar a percepção, atenção e, assim, ampliar a memória visual.

    Sugestão de uso:

    Coloque as páginas em uma pasta catálogo (aquelas com plástico).

    Peça para a criança ou o adolescente observar as imagens de uma página por um tempo. Feche a pasta e pergunte quais figuras ele/ela se lembra de ter visto. Depois você pode abrir a pasta novamente para que seja feita a conferência dos acertos.

    Em seguida, sugira que a criança ou o adolescente fale em voz alta os nomes de todas as figuras da página e, preste atenção aos sons, para conseguir identificar as palavras que tenham a sílaba solicitada. Após, ela/ele deve escrever os nomes nos espaços correspondentes. Nas páginas que apresentam palavras com quantidade de letras diferentes você pode pedir que, antes da tentativa de escrita, seja prestada ainda mais atenção aos sons para conseguir descobrir qual palavra tem mais letras.

    Utilizar as palavras escritas para elaborar frases e/ou textos pode contribuir no aprendizado.

    Obs.: Se as folhas forem colocadas em uma pasta catálogo, a escrita poderá ser feita com canetinha sobre o plástico. Após o uso é só apagar com uma flanela.

    Espero que este post tenha sido útil para você que o leu até aqui. 😉

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    LURIA, Alexander R. O desenvolvimento da escrita na criança. In: VYGOTSKY, L. S.; LURIA, A.R. LEONTIEV, A. N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1998.

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  • Trilha do alfabeto

    Trilha do alfabeto

    Oie!

    Gente, quero ver vocês sorrindo, dando pulos de alegria, porque o jogo que eu trouxe como sugestão está disponível em arquivo PDF GRÁTIS! Uhuuu!!! E tem mais!!! Poderá ser utilizado de muitas maneiras: para estimular a aprendizagem do alfabeto (letra/som), escrita de palavras, frases, textos e, também, para falarmos sobre alimentação saudável com as crianças! Ahhh, é muito amor em um jogo.

    E, por falar em amor, quero aproveitar este gancho para falar também de compaixão e empatia porque entendo que estes sentimentos precisam caminhar de mãos dadas com o processo de alfabetização (na verdade, qualquer aprendizado). É preciso compreender que os erros no processo de construção da escrita fazem parte do processo e acontecem porque a criança se arriscou, levantou uma hipótese, o que é excelente. Portanto, jamais(!), podemos culpabilizar o equívoco da criança. Inclusive, neste caminho, há também momentos de esquecimentos. Um dia parece que a criança sabe e, no outro, que não sabe. Mas, fala pra mim quem nunca parou diante de algo que ainda está em processo de aprendizagem e pensou: ”como é isso mesmo?”

    Ferreiro e Teberosky (1999, p. 34), grifo dos autores, esclarecem:

    Se dissemos antes que uma prática pedagógica de acordo com a teoria piagetiana não deve temer o erro (sob a condição de distinguir entre os erros construtivos e os que não o são), agora devemos acrescentar que ela não deve, tampouco, temer o esquecimento. O importante não é o esquecimento, e sim a incapacidade para restituir o conteúdo esquecido.

    Ou seja, claro que precisamos ficar atentos às crianças com dificuldade de reter o conhecimento, no entanto, o esquecimento também faz parte do processo de construção de qualquer aprendizado. Nosso cérebro é incrível! Ele precisa ter certeza que o conteúdo é importante para guardá-lo em seus arquivos. Do contrário, ele joga fora.  Bom, antes que vocês fiquem chateados(as) com o meu texto longo segue a explicação do jogo…hehe

    Sugestões de uso:

    1) Disponibilizar o tabuleiro sobre uma superfície plana. Cada jogador, na sua vez, joga o dado e, o número que cair, será correspondente à quantidade de casas que poderá avançar com seu peão no tabuleiro. Quando parar, diz o nome da letra/som que constar na casa. Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.

    2) Os jogadores repetem o procedimento da sugestão 1, mas, também, procuram no tabuleiro um alimento que começa com aquela letra/som e escrevem o nome. Depois, podem conferir a escrita no gabarito.

    Observação: os alimentos que já tem o nome escrito no tabuleiro, podemos deixar que leiam e, após, cobrimos a palavra para que seja escrita de acordo com o que lembram.

    3) Fazer uma pesquisa para procurar imagens e benefícios dos alimentos que constam no tabuleiro para nossa saúde.

    4) Utilizar as palavras que precisaram escrever durante o jogo para produzir um texto.

    Gostaram do post de hoje? Que tal me dizer nos comentários?! Vou amar saber <3

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999.

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  • Role os dados e resolva o enigma

    Role os dados e resolva o enigma

    Oie!!!

    Gente, a luta continua firme e forte no desenvolvimento de recursos que sejam práticos e atrativos para as crianças em processo de alfabetização. O letramento também precisa estar sempre em pauta e, quanto mais a criança tem a oportunidade de ler e interpretar textos que circulam na sociedade, terá melhor condição de assimilar as informações, adquirir consciência da diversidade textual e aprender a linguagem.

    Soares, (2017, p. 45) diz:

    […] não basta apenas aprender a ler e a escrever. As pessoas se alfabetizam, aprendem a ler e a escrever, mas não necessariamente incorporam a prática da leitura e da escrita, […]

    Isso que Magda Soares diz vemos acontecer no nosso dia a dia, não é mesmo? Uma opção é estarmos atentos aos interesses das crianças para oferecermos leitura que seja adequada. E, também, apresentar gêneros textuais diferentes para a criança conhecer. Afinal, a leitura é semelhante a uma refeição, para nos interessarmos precisa ser apetitosa. Algumas vezes, um alimento novo nos faz torcer o nariz, mas, conforme experimentamos, podemos acabar gostando.

    Sei que é um trabalho de formiguinha, mas sem nós poderá ficar ainda pior. Sendo assim, vejam a ideia que eu trouxe hoje!

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe uma carta e, supondo que tenha texto, deverá ler e pensar em uma resposta. Após, tenta formar a palavra com os dados.

    Quando não tiver mais cartas disponíveis, podemos propor à criança que pense em um enigma para ser resolvido por outro colega. Para isso, primeiro tenta formar com os dados alguma palavra diferente daquelas que já foram encontradas (e pode utilizar somente dois dados). Depois escreve em uma carta um enigma para outra criança descobrir a palavra que ela encontrou.

    Observação: Se for para atendimento individual, você pode propor que seja elaborado um enigma para uma criança de outro atendimento. Elas amaaam!

    Viram só que bacana? A criança poderá colocar em prática o gênero textual que acabou de vivenciar. Uma ideia super incrível para estimular a leitura e também a escrita.

    Pensou em uma maneira diferente para utilizar este material? Fale pra mim nos comentários, vou amar saber.

    Um abraço e até o próximo post <3

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.

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  • Bingo Fonema x Grafema

    Bingo Fonema x Grafema

    Oie!!!

    Se existe uma ferramenta que precisa estar presente em um ambiente alfabetizador, certamente, é uma que envolva o conhecimento da relação grafema x fonema (letra/som).

    Bus e Van Ijzendoorn apud Soares (2016, p. 217) esclarecem:

    […] a plena compreensão do princípio alfabético se fundamenta na associação entre letras e fonemas. Esses pesquisadores, com base na análise de 71 pesquisas experimentais sobre o desenvolvimento da consciência fonêmica, com ou sem o suporte do conhecimento de letras, concluíram que a aprendizagem da escrita ocorreu de forma mais consistente e efetiva nos programas que desenvolveram simultaneamente fonemas e letras […].

    Para reforçar ainda mais a importância deste conhecimento para a construção da escrita vejam o que Montessori (1965, p. 202), nos diz:

    […] Quando se apresenta à criança uma letra, emitindo seu som, ela fixa a imagem mediante o seu sentido visual e, ao mesmo tempo, com seu sentido tátil-muscular; associa o som aos sinais correspondentes, isto é, toma conhecimento da linguagem gráfica.

    Queridos, eu tomo o cuidado de fundamentar o que trago de sugestão para vocês porque considero importante estarmos bem embasados teoricamente na nossa prática que, jamais(!), pode ser desenvolvida por “achismo”. Além disso, devido a subjetividade de cada criança, é preciso constantemente reavaliar o nosso trabalho para nos certificarmos se estamos proporcionando a intervenção adequada. Tenho esta convicção por compreender que nem sempre uma atividade que foi eficiente no desenvolvimento de uma criança será para outra. Sendo assim, procurar por autores que já desenvolveram pesquisas na área é fundamental.

    Então vamos a ideia de hoje?

    Sugestão de uso:

    Distribuir para cada criança ou dupla uma cartela com letras e marcadores (botões, bolinhas de papel reciclado, …). Colocar as fichas com imagens dentro de uma sacola/caixa.

    Para o jogo começar é preciso retirar uma ficha da sacola, falar o som da primeira letra do nome da figura. Exemplo: /mmmm/ para maçã. As crianças deverão procurar em suas cartelas uma letra que tenha esse som. Quem tiver coloca um marcador sobre a letra e fala o som. Após, é necessário mostrar a carta com a figura, falar novamente o som e mostrar a letra para a criança ter certeza que marcou corretamente (se for necessário, escrevam no quadro). O jogo continua e ganha quem marcar primeiro três letras na horizontal, vertical ou diagonal. Vocês também podem combinar que é necessário completar a cartela toda para vencer o jogo. É preciso avaliar o que é mais adequado.

    Vou encerrar deixando uma dica importante: O conhecimento da relação fonema x grafema (som/letra) deve ser apresentada ao longo do ano juntamente com outras atividades para estimular o desenvolvimento da consciência fonológica. Supondo que a criança não tenha nenhum conhecimento sobre este assunto, sugiro apresentar duas ou três letras/som a cada dia. Sendo que, as letras já aprendidas, devem ser revisadas nos dias seguintes. Ok?!

    Um forte abraço e até o próximo post 😉

    Ah! Fale nos comentários se este texto lhe ajudou, vou amar saber.

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    MONTESSORI, Maria. Pedagogia científica. São Paulo: Flamboyant, 1965.

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

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  • Consciência de sílaba

    Consciência de sílaba

    Oie!

    Gente, vocês já estão cansados(as) do tema  consciência fonológica? Espero que não porque ainda tenho muitas ideias para compartilhar aqui com vocês…rs Hoje a sugestão é para estimular a consciência de sílaba, que é a habilidade de segmentar as palavras em sílabas. Esta aprendizagem contribui muito no processo de alfabetização. Inclusive, para um aprendente que esteja apresentando hipótese de escrita pré-silábica é fundamental que seja feita uma intervenção estimulando este conhecimento.

    […] Os estágios iniciais da consciência fonológica (consciência de rimas e sílabas) contribuem para o desenvolvimentos dos estágios iniciais do processo de leitura. […] (CAPOVILLA e CAPOVILLA, 2007, p. 33).

    Quem trabalha com alfabetização sabe que, muitas vezes, quando segmentamos as palavras para as crianças  enfatizando pausadamente os sons, elas apresentam escrita com hipótese diferente daquela que elas conseguem fazer sozinhas. Isso é uma demonstração clara de que precisam desenvolver a consciência fonológica. O jogo que eu trouxe como sugestão hoje estimula as crianças a se esforçarem na aprendizagem deste conhecimento.

    Sugestão de uso:

    Entregue para cada criança um peão (pode ser botões coloridos). Disponibilize o tabuleiro sobre uma superfície plana e coloque as cartas com figuras dentro de uma caixa ou sacola. Cada criança escolhe uma casa no tabuleiro para colocar o seu peão. Depois, cada uma na sua vez, pega uma carta da caixa, fala em voz alta o nome da figura e segmenta a palavra em sílabas (pode bater uma palma para cada sílaba). O número de sílabas será correspondente à quantidade de casas que a criança deve avançar no percurso do tabuleiro. Se cair em uma casa que tenha o símbolo 👏🏽 (uma palma), avança mais uma casa. Se cair em uma casa que tenha o símbolo👇(dedo indicador para baixo), volta uma casa. Após, a criança coloca a carta de volta na caixa/sacola. Ganha o jogo quem conseguir dar uma volta completa no percurso e retornar à sua casa primeiro.

    Variação: a criança pode colocar um marcador na carta para sinalizar a quantidade de sílabas da figura.

    Quero concluir este texto dizendo que as crianças simplesmente amaaam este jogo.

    Espero ter contribuído! Fale pra mim nos comentários 😉

    Um forte abraço

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    CAPOVILLA, Alessandra Gotuzo Seabra; CAPOVILLA, Fernando César. Problemas de leitura e escrita: como identificar, prevenir e remediar numa abordagem fônica. 5. ed. São Paulo: Memnon, 2007.

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  • Decomponha os números

    Decomponha os números

    Oie!

    Há muitas maneiras de demonstrar carinho e gratidão por alguém: com um abraço, um beijo, um olhar, … No entanto, a distância que me separa fisicamente de vocês que acompanham o meu trabalho, impede que eu faça isso pessoalmente. Sendo assim, a maneira que demonstro o meu carinho é procurando dar atenção a todos os comentários que recebo e, de tempos em tempos, dedico algumas horas do meu trabalho para produzir algo que não receberei uma recompensa monetária por ele, mas, tenho a expectativa que vocês se sentirão tocados e acarinhados por mim. Tudo que compartilho tem o intuito de levar muito mais do que informações, almejo que esteja proporcionando experiências positivas.

    Deixei na nossa loja o arquivo PDF com este material. É enviado por e-mail e é gratuito!!! Para receber clique no botão escrito “Grátis” disponível no final deste post.

    Bom, chega de papo … rs, agora vou discorrer sobre a ideia de hoje.

    Os números podem ser apresentados de maneiras diferentes: compostos ou decompostos. Por exemplo: o número 123 está na forma composta, mas eu posso decompor ele e, então, apresentá-lo assim: 100 + 20 + 3. As duas maneiras representam o mesmo valor. E qual a relevância de sabermos isso? É importante para entendermos padrões e relações dentro de um número maior e entre números dentro de uma equação.

    Considero importante salientar que valor posicional não é uma técnica a ser aprendida pela criança. Na verdade, é algo que precisa ser construído por ela e que envolve raciocínio lógico-matemático. Sendo assim, é preciso primeiro que a criança tenha construído a unidade para que possamos apresentar as dezenas. Da mesma forma, ela precisa ter construído o entendimento de dezenas e das unidades para que seja apresentado as centenas e assim por diante.

    […] ‘Dezenas e unidades’ podem ser ensinadas somente depois de as crianças terem construído as ‘unidades’ […] (KAMII e DECLARK, 1997, p. 93.)

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe uma cartela e, para decompor o número em destaque, deve procurar os grampos que tenham os números necessários e fixá-los na cartela colocando-os em sequência, do maior para o menor.

    Queridos(as), mesmo que eu esteja ciente da riqueza deste material, fico esperando que me digam se contribuiu com o trabalho de vocês.

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. 13. ed. Campinas: Papirus, 1997.

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  • Troca letra

    Troca letra

    Oieee!

    Pensem em uma atividade rica para alfabetização, agora pensem em uma atividade simples para alfabetização e… tcham… tcham…tcham… tcham…

    Eu coloquei o nome de “troca letra”, mas poderia muito bem ser “troca som” porque nesta atividade a criança terá a possibilidade de observar que a mudança de apenas uma letra/som em uma palavra pode mudar completamente o seu sentido. Isso é um excelente exercício de percepção e discriminação auditiva. É importante proporcionarmos para as crianças em processo de alfabetização atividades que elas confrontem sons iguais/sons diferentes.

    A capacidade de discriminar sons diferentes constitui fator indispensável à aprendizagem da leitura e escrita. (ANTUNES, 2003, p. 46).

    Sugestão de uso:

    A criança deverá pegar uma cartela, observar o grupo de letras disponível na margem superior. Procurar o grampo que tenha o mesmo grupo de letras e fixá-lo na cartela, junto com a primeira letra que está em destaque, ler a palavra que formou. Para descobrir uma palavra diferente deve mudar a posição do grampo para a outra letra em destaque na cartela.

    Construir frases e histórias com as palavras descobertas será uma excelente maneira de colocá-las em um contexto e, assim, contribuir no aprendizado.

    Gostaram? Quero saber!!!

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências.12 edPetrópolis: Vozes, 2003

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  • Quebra-cabeça de foguetes

    Quebra-cabeça de foguetes

    Oieee!

    Gente, o lúdico é uma ferramenta super poderosa para promover a aprendizagem. Tenho observado, pela procura crescente aqui no site por parte de professores, psicopedagogos , fonoaudiólogos, … que enfim, este recurso vem sendo mais utilizado. Espero que esteja ficando para trás o tempo que se separava jogo, brincadeira de uma atividade séria. O lúdico, além de estimular o desenvolvimento cognitivo da criança, enriquece aspectos sociais e emocionais.

    Antunes (2003, p. 36) reforça que:  […] a maioria dos filósofos, sociólogos, etológos e antropólogos compreendem que o jogo é uma atividade que contém em si mesmo o objetivo de decifrar os enigmas da vida e de construir um momento de entusiasmo e alegria na aridez da caminhada humana.[…]

    Sendo assim, seguimos com passos firmes cientes que estamos na direção certa. Vamos ao jogo de hoje?

    Sugestão de uso:

    Espalhem as peças sobre uma superfície plana. A criança deverá montar os foguetes. Precisa ficar atenta porque alguns foguetes são bem semelhantes. Poderá olhar o gabarito para se certificar se está correto. Quando concluir lê a palavra que formou. 😉

    Eu fico aqui imaginando o montão de olhinhos curiosos e entusiasmados com as descobertas.

    As palavras que coloquei nos foguetes são itens que podem ser necessários em uma viagem. Que tal escrever uma história utilizando essas palavras? Para onde será que as crianças gostariam de viajar de foguete? Levariam itens diferentes?

    Vou amar se vocês me enviarem fotos com textos das crianças.

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências.12 edPetrópolis: Vozes, 2003

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  • Decifre a mensagem

    Decifre a mensagem

    Oie!!!

    Queridos(as), sabem aquelas crianças que apresentam escrita com hipótese alfabética, mas escrevem palavras sem colocar os devidos espaços?  A ideia que eu trouxe como sugestão hoje foi pensada nelas. É um meio de fazê-las refletir sobre a escrita já sabendo que há algo que precisa ser corrigido e que o erro não foi feito por elas. 😉

    E, o que é ainda mais legal, é que esta atividade proporciona um meio de conhecermos um pouco mais sobre as crianças: o que gostam de fazer, o que não gostam, o que sentem medo, o que as deixam felizes, o que as deixam tristes, o lugar preferido para dormir, etc. Estarmos conectados afetivamente com as crianças é de suma importância para que consigamos êxito no seu desenvolvimento e, uma maneira de criarmos vínculo, é demonstrarmos interesse por elas e o meio em que vivem (sem julgamentos).

    Vygotsky apud Valiati e Antoniuk (1979, p. 37) afirma: “[…] as emoções tem participação ativa no funcionamento mental, concordando com as relações entre afeto e cognição.[…]”

    Sugestão de uso:

    Coloquem as cartas dentro de envelopes para que sejam sorteadas pela criança. Digam que o ET Caramujo (personagem da carta) gosta muito de desenhos e quer ser nosso amigo. Ele enviou uma mensagem solicitando para que desenhássemos algo, mas, como ele está aprendendo a escrever na nossa língua, ainda não sabe colocar os espaços entre as palavras. Então devemos primeiro escrever a frase corretamente para entendermos a mensagem e, depois, fazer o desenho que ele solicitou.

    Enquanto a criança desenha fiquem atentos(as) ao que ela fala porque é comum que um papo bem bacana surja desta atividade. 😉

    É isso! Pensaram em uma maneira diferente de utilizar esta atividade? Deixem nos comentários, além de me deixar feliz poderá ser útil para outras pessoas que passarem por aqui.

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    RIECHI, Tatiana Izabelle Jaworski; et all. Práticas em neurodesenvolvimento infantil: fundamentos e evidências científicas. Curitiba: Íthala, 2017.

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  • Pescaria de Aliteração

    Pescaria de Aliteração

    Oieee!!!

    Hoje vou continuar nosso assunto da semana passada sobre consciência fonólogica. Lembram que falei sobre a rima? Naquele post também abordei que um dos itens a ser desenvolvido da consciência fonológica é a aliteração,  que é a habilidade de identificar sons iniciais iguais (sílabas ou fonemas). Antes de tudo é importante estarmos cientes que utilizar a rota fonológica é essencial para o desenvolvimento da leitura e, mesmo nós, leitores fluentes, precisamos recorrer a ela quando estamos diante de uma palavra nova. Estimular a consciência fonológica faz a criança voltar sua atenção para a cadeia sonora das palavras e, se apresentarmos jogos ou brincadeiras que elas possam verificar a representação gráfica fará, consequentemente, que elas encontrem correspondências gráficas.

    Soares (2016, p. 184), afirma: “[…] atividades que levem a criança a confrontar rimas e aliterações com sua representação escrita podem introduzir a compreensão da relação entre os sons e os grafemas que os representam, ou seja, a compressão do princípio alfabético.”

    Agora vamos ao jogo? Deixei o arquivo PDF com este material na nossa loja. Para adquirir clique no link disponível no final do post.

    Sugestão de uso:

    Coloquem os peixes em uma bacia com areia e as cartas com figuras em uma sacola. Cada criança, na sua vez, retira uma carta da sacola e tenta pescar um peixe que tenha uma palavra que inicie com o mesmo som (fonema) da figura da carta. Se conseguir, fica com o peixe. Se não conseguir, deverá devolver a carta para a sacola e o peixe para a bacia (no mesmo lugar que estava).

    Se a criança tirar um peixe que estiver escrito “+ 1 CHANCE”, ela poderá pescar mais uma vez, porém, antes precisará cumprir alguma tarefa. Pode ser dizer uma palavra que começa com o mesmo som que precisa encontrar ou outra tarefa que vocês acharem interessante para a brincadeira.

    Ganha o jogo quem conquistar mais peixes.

    Gente, as crianças amam este jogo. Espero que contribua com o trabalho de vocês e que tenhamos mais alegria no processo de construção da escrita e leitura.

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

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