Tag: alfabetização lúdica

  • Domissílabas

    Domissílabas

    O-lá!

    Vou começar o post de hoje falando de desmotivação, falta de interesse em aprender. Isso é um assunto muito preocupante e parece que, ano após ano, as reclamações a este respeito só aumentam. É comum ouvirmos queixas do tipo: “ele/ela não quer aprender”. Porém, é preciso nos questionarmos: o que está por trás deste desânimo e falta de interesse que acomete algumas (para não dizer muitas) das nossas crianças?

    Será que é o mundo cada vez mais  informatizado e virtual? É a falta de acompanhamento familiar? É a saúde da criança: anemia, sono, alimentação, audição, visão, …? Estamos bem preparados e motivados para ensinar? Estamos conseguindo adequar o ensino aos interesses delas? Estamos promovendo desafios, maaaas, entretanto, todavia, (…Rsrs) adequamos para as condições maturacionais de cada criança?

    Já sabemos que não adianta tentar enfiar conteúdo de “goela abaixo”. Isso só irá causar frustração à criança e, consequentemente, falta de interesse. Enfim, podemos levantar as hipóteses para tentar entender o que está acontecendo com cada criança. As variáveis são muitas. Afinal, cada criança é um universo a ser desvendado! No entanto, precisamos tentar entender para agir! Isso é simples de ser colocado em prática? Claro que não! Quem entra na educação achando que é fácil, logo percebe o equívoco que cometeu…Rsrs! Exige muito estudo, paciência e persistência. 

    Uma coisa é certa: os jogos lúdicos podem contribuir (e muuuitooo) para despertar interesse e motivar a criançada! 😉

    […] Podemos compreender que o interesse está relacionado à motivação, a tendência do ser humano em buscar o prazer, pois tudo o que não o gratifica deixa de ser prioridade. Dessa forma, se a criança não consegue aprender, esta perde o interesse e o estudo deixa de ser sua prioridade. ( TABAQUIM; et al., 2017, p. 154)

    O jogo que eu trouxe hoje como sugestão é adequado para crianças que estejam aprendendo sílabas simples e que precisam de imagens para auxiliar na associação. E, como todo jogo de dominó, estimula o pensamento lógico.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    Distribua as peças igualmente entre as crianças. Se sobrar, reserve para uma eventual “compra”.

    Sorteie quem colocará a primeira peça no centro da mesa.

    O jogador seguinte deve colocar uma peça que forme uma palavra. Uma pista é que as sílabas que formam uma palavra têm as mesmas cores. Porém, isto não quer dizer que qualquer sílaba que tenha a mesma cor formará uma palavra! É preciso ficar atento a isso. 

    É isso! Você tem mais uma sugestão de jogo para estimular a alfabetização. Espero que contribua. Abaixo, um vídeo com a explicação do jogo.

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.

    TABAQUIM, Maria de Lourdes Merighi; et al. Funções executivas na escola: fundamentos e práticas. In: RIECHI, Tatiana Izabele Jaworski de Sá; et al. Práticas em neurodesenvolvimento infantil: fundamentos e evidências científicas. Curitiba: Íthala, 2017.

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  • Achados e Perdidos

    Achados e Perdidos

    O-lá!

    Alfabetizar, eis uma tarefa que é para os fortes! Sim, não é um trabalho para qualquer pessoa. Lembro que quando estava em sala de aula ouvia muito: “Ah, você trabalha com os pequenos! Ensina a ler e escrever, isso é fácil!”. Com o tempo, eu entendi que não adiantava tentar argumentar com quem não estava ali na lida diária, no chão de sala de aula com crianças. Penso que cada etapa do ensino traz suas facilidades e desafios. Cabe a cada profissional se preparar para a área que escolheu e com a qual tem mais afinidade.

    Na alfabetização, por exemplo, um dos desafios constantes é adaptar as atividades para cada hipótese de escrita. Isto é necessário porque nem todas as crianças evoluem no mesmo ritmo. O que é fácil para uma criança, pode ser muito difícil para a outra… E não é possível ficar antecipando etapas. Isso seria como construir uma casa sem fazer o fundamento.

    […] um aprendizado que se antecipe à maturação da criança não é apenas inoportuno porque exige um gasto de energia inútil, […] mas também porque a criança faz esse trabalho contra a sua vontade, ou se distancia do tal trabalho porque lhe associa aos desagradáveis sentimentos de fracasso. (FALK, 2010, p. 80).

    O jogo que eu trouxe como sugestão hoje, da maneira que ele foi organizado, pode ser muito complexo para crianças que estejam apresentando hipótese de escrita pré-silábica. Sendo assim, você pode, por exemplo, previamente escrever junto com as crianças a palavra completa e dizer para elas primeiro verificarem (comparando a sua escrita com a palavra que está na ficha) qual sílaba está faltando na carta. Só então iniciar a jogada!

    Enfim, é preciso estar sempre prestando muita atenção para adaptar os jogos às necessidades de cada criança e assim ter mais assertividade nas intervenções.  

    Sugestão de uso:

    Esconda as cartas com sílabas pela sala ou coloque dentro de um saco.

    Uma das crianças pega uma carta em que está faltando uma sílaba. Discutem entre elas para descobrir qual sílaba está faltando. Esta é a “sílaba perdida”.

    Quando já souberem qual sílaba está faltando, elas devem, procurar pela sala ou, se você colocou em um saco, cada uma na sua vez, tirar uma carta. Quem encontrar a “sílaba perdida” recebe uma “ficha diamante”.

    Ganha o jogo quem conquistar primeiro 3 fichas diamante.

    Importante: Se você colocar as fichas com sílabas em um saco elas devem ser devolvidas ao saco após um jogador encontrar a sílaba perdida.

    Este jogo vai ser super divertido!!!

    É isso! Espero que o jogo contribua!

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    FALK, Judit. Abordagem Pikler: educação infantil. São Paulo: Omnisciência, 2010.

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  • Palavra Oculta

    Palavra Oculta

    O-lá!

    O jogo que eu trouxe de sugestão para vocês hoje é um daqueles que tem muitoooo a contribuir com crianças que estão iniciando o processo de alfabetização ou que estejam apresentando dificuldade na aquisição da leitura e escrita. Digo isso porque ele estimula tanto a consciência fonológica como também o conhecimento de sílabas simples.

    Eu não sei se você que está lendo este post já tem conhecimento sobre o processo de construção da leitura e escrita, mas, como qualquer aprendizado, a alfabetização deve sempre ser apresentada do simples para o complexo. O jogo Palavra Oculta, de maneira lúdica, proporcionará isso.

    Antes de explicar o jogo quero salientar, como já falei em outras publicações, que a consciência fonológica tem papel fundamental na caminhada que levará a criança a ser alfabetizada. Muitos aprendentes, inclusive, apresentam dificuldades neste processo, que poderiam ser evitadas com o desenvolvimento da consciência fonológica. Felizmente, muitas das brincadeiras que são realizadas na educação infantil contribuem com esse conhecimento. É o caso de brincadeiras com ritmos, rimas e sons. No entanto, apesar dessas contribuições, é necessário maior aprofundamento nas habilidades de consciência fonológica para facilitar a alfabetização.    

    […] as pesquisas mostram claramente que a consciência fonológica pode ser desenvolvida por meio da instrução e, mais do que isso, que fazê-lo significa acelerar a posterior aquisição da leitura e da escrita por parte da criança. (ADAMS, et al., 2012, p. 21)

    Agora sim podemos partir para a explicação do jogo.

    Sugestão de uso:

    A criança deve escolher uma cartela e falar o nome da figura que aparece na margem superior. Depois, observar os círculos que estão logo abaixo dela. Eles representam a quantidade de sílabas (você pode dizer “pedaços” para a criança) do nome da figura. Peça para a criança colocar um dedo sobre um dos círculos cada vez que falar um “pedaço” do nome da figura. Depois disso, a criança deve observar que um dos círculos está colorido de verde. Este círculo representa o som que ela deverá usar para descobrir a “palavra oculta”.

    Exemplo: Na carta que tem as figuras de um /BOLO/ e um /CACHORRO/, os círculos que estão coloridos são os primeiros. Sendo assim, a criança deverá prestar atenção aos sons das sílabas iniciais das duas palavras para descobrir a palavra oculta: /BOCA/. Depois que ela descobrir a palavra que formou (apenas falando os sons), você pede para ela tentar escrever utilizando as fichas com as sílabas.

    Ahhhh, ficou bom demais este jogo, você não acha? No vídeo abaixo você conseguirá visualizar melhor a explicação do jogo.

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica: em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Dica importante: Apresente para a criança primeiro as cartelas de que ela tenha que extrair somente os sons das sílabas iniciais, depois somente sons finais e deixe por último as cartelas de que a criança tenha que extrair os sons mediais. Isso é importante, porque os sons mediais são mais complexos em termos de percepção.

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  • Descubra a Mentira

    Descubra a Mentira

    O-lá!

    É sabido que, ao contrário da linguagem oral, a linguagem escrita precisa de instrução para se desenvolver. Veja como é interessante: mesmo sendo um processo mais complexo do que o desenvolvimento da fala (porque não é inato), quando um bebê balbucia as primeiras tentativas de fala os adultos demonstram alegria, entusiasmo e, inclusive, imitam a fala deles; já quando se trata de leitura e escrita as primeiras palavras são consideradas erros e é comum a criança perceber os olhares tortos dos adultos.

    […] a aprendizagem da escrita não é um processo natural, como é a aquisição da fala: a fala é inata, é um instintor; sendo inata, instintiva, é naturalmente adquirida, bastando para isso que a criança esteja imersa em ambiente em que ouve e fala a língua materna. A escrita, ao contrário, é uma invenção cultural, a construção de uma visualização dos sons da fala, não um instinto. (SOARES, 2016, p.45, grifo do autor).  

    Estar preparado para alfabetizar e promover o letramento exige do profissional conhecimento dos processos cognitivos que levam um indivíduo a compreender como o código escrito funciona, a saber e fazer uso social da leitura e escrita, mas, também, exige sensibilidade. Entender que os “erros” fazem parte da caminhada. A criança precisa se sentir segura de que pode se expressar tanto na escrita, quanto na leitura e não sofrerá penalidade por seus “erros” da mesma forma que isso não aconteceu quando ela pronunciou suas primeiras palavras ou deu seus primeiros passos e caiu. Naquelas vezes ela foi acolhida, incentivada a continuar e isso também precisa acontecer na alfabetização.

    O jogo que eu trouxe como sugestão hoje pode contribuir no trecho do caminho em que a criança já lê, porém silabicamente. Para essa, os textos precisam ser curtos. Do contrário, quando chega no final do texto ela já nem lembra mais o que leu no início.

    Vamos ver então?

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe uma carta. Observa a imagem e pode verbalizar o que vê.

    Depois lê e tenta identificar qual parte do texto não combina com a imagem. No caso é “mentira”.

    Ah, eu amei este jogo! E você?!

    Abaixo tem um vídeo para você visualizar melhor o jogo.

    Um forte abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

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  • Dados Espertos

    Dados Espertos

    O post de hoje traz um jogo que há muuuito tempo está na minha lista para compartilhar com vocês. O dia dele chegou! Uhuuu!

    Se você trabalha com crianças, talvez tenha olhado para os dados da foto que são impressos em papel (usamos gramatura 180!) e pensado que eles vão amassar rapidinho…Rsrs! Pois bem, você sabia que a preensão também é uma habilidade que pode e deve ser desenvolvida? Claro que não podemos esperar que dados feitos de papel se conservem por muito tempo… Porém, podemos dizer para as crianças que os dados devem ser girados e manuseados com pouca preensão para evitar que amassem. Isso envolve aprendizado cognitivo e motor! Ah, e as crianças também podem contribuir na montagem dos dados.

    A interação dos aspectos cognitivos associados aos motores são importantes em todas as fases da vida […]. (AMARAL e NASCIMENTO, 2020, p. 19).

    Quando selecionamos um recurso é relevante ficarmos atentos a tudo que ele pode contribuir no desenvolvimento das crianças. Por exemplo, o jogo “Dados Espertos” além do objetivo principal – que é a alfabetização – pode contribuir no desenvolvimento cognitivo – noções antes, depois – e, também, na coordenação motora final – girar, preensão. É um combo maravilhoso 😉

    Vamos ao jogo?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma figura.

    Fala o nome da figura e observa os círculos coloridos que estão na margem inferior da carta. Os círculos representam as cores dos dados que têm as sílabas para formar o nome da figura e também indicam a sequência.

    Sendo assim, a criança pega os dados com as cores indicadas e gira (não joga) para encontrar as sílabas e formar o nome da figura.

    É isso! Gostou do jogo? Conta pra mim 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    AMARAL, Anderson; NASCIMENTO, Adriana Limeira do. Jogos de estimulação cognitiva e motora. Rio de Janeiro: Wak, 2020.

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  • Sílabas Conectadas

    Sílabas Conectadas

    O-lá!

    O jogo que eu trouxe hoje está tão bacana!!! Com uma pitada de tecnologia, ele está muito mais atrativo para as crianças! O que queremos é despertar o interesse delas para incentivar a alfabetização. Acreditamos que, explorando sua curiosidade inata com ludicidade, alcançaremos o nosso objetivo de maneira mais suave.

    O Saber tem algo de jogo, principalmente quando o aprendiz se dispõe a conhecer o desconhecido, o que pode gerar prazer e despertar a curiosidade. (BARBOSA, 2002, p. 40).

    Afinal de contas, o que é a curiosidade se não o desejo de saber?! Inclusive, aquela criança que você acha que está desmotivada, tente brincar de esconder algo dela. Possivelmente você verá, mesmo que discretamente, um olhar de “quero saber o que tem aí”. Foi pensando nisso que o recurso que trouxemos hoje foi desenvolvido. O uso da tecnologia dará um toque a mais!

    Mas atenção: é só uma “pitada” de tecnologia. Além da alfabetização, este jogo tem como objetivo estimular a coordenação motora fina e o pensamento lógico 😉 Entendemos que a tecnologia pode ser acessada pelas crianças com cautela e sob a supervisão de um adulto.

    Sugestão de Uso:

    Coloque as páginas em uma pasta catálogo (aquelas com plástico).

    Entregue para a criança uma canetinha e diga para ela escolher uma página. Ela deve descobrir o nome de um animal.

    Para isso ela deve partir sempre de uma das sílabas localizadas nas laterais da página (margem superior, inferior, esquerda, direita).

    Ela pode passar a canetinha sobre o plástico seguindo as linhas pontilhadas.

    Após, para verificar se ela descobriu o nome do animal, ative a câmera do seu celular, aponte para o QR code que está no centro da folha e vejam que animal aparece.

    Por fim, pode apagar as marcações feitas com canetinha sobre o plástico com uma flanela.

    Observação! Se no momento do jogo você estiver sem celular ou internet para verificar a imagem do QR code pode utilizar o gabarito impresso.

    Agora eu quero saber, você gostou deste jogo? Para facilitar ainda mais o entendimento eu deixei abaixo um vídeo com a demonstração de uso.

    Um forte abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
    BARBOSA, Laura Monte Serrat. Parâmetros Curriculares Nacionais: o papel da escola no século XXI. Curitiba: Bella Escola, 2002.

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  • Uni, Duni, Tê

    Uni, Duni, Tê

    O-lá!

    Sabemos que para uma criança ser considerada alfabetizada e letrada ela já deve ter percorrido um longo caminho. E, obviamente, o local de partida não foi o primeiro ou segundo ano do ensino fundamental. Muito, muito tempo antes, o caminho começou a ser trilhado. Quando ela ouviu a vovó, o vovô, a mamãe, contando uma história ela já estava – mesmo que nenhum dos envolvidos estivesse ciente disso – sendo preparada para a leitura e a escrita. Inclusive, ampliando o vocabulário e o repertório para mais tarde estar apta a escrever uma história com começo, meio e fim!

    Então, alfabetizar e letrar uma criança é um caminho loooongo, cheio de curvas, paradas, retrocessos, avanços até a linha de chegada. Muitos questionamentos sobre qual é o melhor caminho a seguir vão surgindo pela estrada. Em minha singela opinião, o melhor caminho é aquele que promove curiosidade e diversão!

    No jogo que eu trouxe como sugestão hoje nós iremos aliar o uso de cartas impressas com a tecnologia para a escrita de palavras, frases ou histórias! Simmm!!!  A gente é sempre a favor do lúdico no concreto, mas a tecnologia está aí, não conseguimos ficar sem ela e cabe a nós aproveitarmos da melhor forma possível e sem exageros!

    É indiscutível a importância da infância para toda a nossa vida e o nosso desafio é aproveitar o melhor que os recursos tecnológicos possam proporcionar, especialmente, ao desenvolvimento das crianças; mas, jamais, podemos negligenciar a necessidade de relações concretas entre elas e nós para que não nos distanciemos da nossa essência humana.

    “Um jogo serve para que a criança possa elaborar as contingências (o real) do mundo que a atravessam e a ocupam, com a ajuda da linguagem e de seus recursos simbólico e imaginário.” (MENA, 2017, 218).

    O Jogo de hoje possibilita tudo isso e vai ser super divertido! Do jeitinho que a gente gosta! Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    O jogo pode ser realizado oralmente ou por escrito.

    Selecione 12 cartas com figuras e 6 cartas com QRcode. Embaralhe e segure em sua mão em formato de leque ou espalhe sobre uma mesa.

    Cada jogador, em sua vez, enquanto aponta uma das cartas deve dizer: Uni, duni, tê, o escolhido foi você.

    Se for sorteada uma figura, o jogador deve começar a contar uma história na qual o nome da figura esteja inserido.

    Se for sorteada uma imagem de QRcode, você deve ativar a câmera do seu celular e apontar para a imagem e irá aparecer uma palavra. O jogador deve começar ou continuar a história do colega utilizando a palavra que apareceu no QRcode.

    O jogo segue com cada jogador sorteando uma carta e adicionando o nome da figura ou a palavra sorteada à história.

    O  final da história pode ser quando o último jogador selecionar uma carta, ou, se você estiver utilizando com apenas uma criança, pode colocar menos cartas no leque e ir retirando cada uma delas à medida que for sendo utilizada.

    Ah! Caso você não tenha disponível um celular ou estiver sem internet no momento do jogo, pode utilizar o gabarito impresso para ter acesso às palavras do QRcode 😉

    Variação: O jogo pode ser também utilizado para a escrita dos nomes das figuras. Sendo assim, dependendo da carta que a criança sortear, deverá escrever ou ler uma palavra. Depois pode ser instigada a escrever uma frase.

    É isso! Mais uma ideia de jogo compartilhada com muuuito carinho! Espero que contribua!

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    MENA, Luiz. O objeto entre o corpo e a inexistência do Outro. In: BAPTISTA, Angela e JERUSALINSKY, Julieta. Intoxicações eletrônicas: o sujeito na era das relações virtuais. Salvador: Ágalma, 2017, p.211-226. 

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  • Zigue-zague das Letras

    Zigue-zague das Letras

    O-lá!

    Hoje quero começar dividindo com vocês um exemplo de mensagem que recebo frequentemente: “Tens atividades para um menino de 7 anos que é autista?”. Eu entendo a angústia de quem me envia essas mensagens. Eles(as) querem fazer um bom trabalho e, geralmente, não sabem por onde começar! A faculdade nem sempre nos prepara para a diversidade com que precisamos lidar em uma sala de aula ou atendimento psicopedagógico, etc. Porém, preciso ser sincera. Eu me formei no magistério em 1989 (sim, no século passado…Rsrs!), fiz faculdade, duas pós-graduações, diversos cursos e na área da alfabetização… São quase 20 anos de experiência. Mesmo assim, digo com convicção: é muito complexo e irresponsável indicar jogo, atividade ou qualquer recurso sem conhecer a criança pessoalmente. Especialmente, se basear em diagnóstico. Tem tanto diagnóstico equivocado por aí!

    A meu ver, o melhor caminho para escolher um jogo, recurso, atividade (independente da criança e qualquer diagnóstico que a família tenha trazido) é alinhar os conhecimentos prévios e interesses da criança com os objetivos que pretendemos alcançar. Fazendo estes questionamentos podemos escolher o recurso com mais assertividade. Em especial os jogos lúdicos, que quando utilizados com responsabilidade, promovem significativas alterações emocionais, físicas e cognitivas! Alguns efeitos são vistos de imediato, outros a médio e longo prazo!

    O jogo é movimento em torno e por dentro do sujeito integral. […]. Por meio dos jogos, abrem-se infinitas possibilidades de estímulos para a aprendizagem. (AMARAL e OHY, 2018 apud AMARAL e NASCIMENTO, 2020, p. 23).

    O jogo que eu trouxe como sugestão hoje é um daqueles simples, mas muito eficiente para estimular a alfabetização e a orientação espacial. Será que ele pode contribuir com a criança que você está pensando utilizar? Espero que sim! Porém, é preciso um olhar e escuta voltados para a criança.

    Vamos ver o jogo?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma carta. Ela deve descobrir uma “palavra secreta”. Como dica ela pega uma ficha com o caminho a seguir (as duas cartas têm o mesmo número).

    Segue a indicação da sequência dos números que aparecem na carta para descobrir a “palavra secreta.”

    Quer ampliar a brincadeira? Vire a carta com as letras, peça para a criança escrever a palavra que ela descobriu. Depois, vire a carta para ela verificar se acertou.

    Gostou do jogo? Conta pra mim!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    AMARAL, Anderson; NASCIMENTO, Adriana Limeira do. Jogos de estimulação cognitiva e motora. Rio de Janeiro: Wak, 2020.

    Veja o vídeo com a explicação do jogo 😉

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  • Abelhuda

    Abelhuda

    Os jogos lúdicos são excelentes fontes de diversão e aprendizado. Claro, não estou revelando nenhuma novidade para você! Especialmente se você trabalha na Educação. No entanto, será que exploramos este conhecimento o suficiente? Digo em sala de aula mesmo! Tenho a expectativa de que estejamos melhorando, mas ainda fico sabendo de muitas salas de aula pelo Brasil afora que se utilizam apenas do recurso cópia para alfabetizar. Eu entendo que a cópia também contribui para a consolidação da aprendizagem, porém, ela não pode tomar a maior parte do tempo de uma criança na escola.

    Um outro detalhe é que é importante propormos jogos diferentes (sem exageros também!), porque cada jogo estimula uma área do saber. Sendo assim, quando diversificamos estamos promovendo novas conexões cerebrais. A criança sai da zona de conforto daquele jogo que ela já conhece.

    […] cada jogo ou atividade lúdica incide mais sobre umas capacidades que outras […]” (BATLLORI, 2009, p. 16).

    O jogo que eu trouxe hoje como sugestão estimula a atenção, a alfabetização, o pensamento hipotético, a lógica, dentre outras habilidades. Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    Cada criança deve receber 4 fichas de abelha (uma de cada cor).

    Depois você mostra uma cartela. As crianças devem tentar identificar qual sílaba não pertence ao nome da figura. Então elas fazem o seu palpite colocando sobre a mesa uma ficha de abelha na cor da sílaba “Abelhuda”.

    Depois do palpite feito, elas conferem no gabarito quem acertou.

    Obs.: Este jogo não foi organizado para ser uma competição! É mais para ser uma brincadeira mesmo, na qual a criança verifica no gabarito se acertou o palpite. Porém, se você quiser, pode combinar de cada acerto valer um ponto.  

    É isso! Pensou em uma maneira diferente de utilizar este jogo? Conta pra mim 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009.

    A seguir vídeo com explicação do jogo 🙂

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  • Sílaba Faltante

    Sílaba Faltante

    O-lá!

    Aprender algo novo sempre promove modificações no sistema nervoso central e faz com que o aprendiz tenha uma melhor adaptabilidade com o mundo que o cerca.

    […] quando um estímulo é conhecido do sistema nervoso central (SNC), desencadeia uma lembrança; quando o estímulo é novo, desencadeia uma mudança. […] (ROTTA; OHLWEILER e RIESGO, p. 65, 2006).

    Quando falamos do processo de construção de escrita isso também acontece, porém, pode não ser percebido de imediato. Algumas mudanças acontecem tão lentamente que pode parecer que a criança não evolui. No entanto, as crianças em processo de alfabetização vão realizando suas tentativas de acordo com o que pensam sobre a escrita. Cada intervenção que fazemos pode promover significativas transformações. Por isso precisamos estar atentos ao que a criança nos diz através de suas tentativas.

    O jogo que eu trouxe como sugestão traz duas maneiras iniciais de utilizá-lo. A primeira sugestão é mais indicada para crianças que estejam apresentando hipótese de escrita pré-silabica.   Veja a seguir.

    Sugestão de Uso 1:

    Embaralhar as cartas com figuras. A criança sorteia uma delas e observa as sílabas que formam o nome da figura.

    Depois pega uma carta com sílabas que tenha o mesmo número. Procura e marca as sílabas que pertençam ao nome da figura. A sílaba que não constar na cartela é a “sílaba faltante”.

    Sugestão de Uso 2:

    Embaralhar as cartas com figuras. A criança sorteia uma delas, porém, ao mostrar a carta, você cobre o nome da figura.

    Em seguida, a criança pega uma carta com sílabas que tenha o mesmo número para procurar quais são as sílabas que servem para escrever o nome da figura. Além disso, diz e escreve qual está faltando. Por último, você mostra o nome da figura para ela conferir.

    É isso! Pensaram em uma maneira diferente para utilizar este jogo? Vou amar saber.

    Um forte abraço,

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

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