Tag: leitura e escrita

  • Frases Fatiadas | Jogo de alfabetização para leitura e organização de texto

    Frases Fatiadas | Jogo de alfabetização para leitura e organização de texto

    O-lá!

    Aprender a ler e a escrever é uma jornada única para cada criança, mas para algumas, esse caminho pode ser repleto de muitos obstáculos. Quem enfrenta dificuldades de aprendizagem passa por desafios intensos e muitas vezes invisíveis. Sofrem os pais, que muitas vezes não sabem como ajudar. Sofrem os professores, que desejam fazer a diferença, mas nem sempre encontram recursos ou estratégias eficazes. E, acima de tudo, sofre a criança, que, ao não conseguir atender às expectativas dos adultos, pode se sentir incapaz ou desmotivada. Esse sofrimento, embora real, pode ser minimizado com acolhimento, paciência e intervenções adequadas.

    E acima de tudo, é essencial lembrar: desanimar não é uma opção, assim como também não basta apenas esperar que as dificuldades se resolvam sozinhas. É preciso agir, buscar conhecimento e aplicar estratégias que tornem essa caminhada menos dolorosa e mais significativa.

    Stanislas Dehaene (2012, p. 250), em sua obra, nos lembra da incrível plasticidade do cérebro durante o processo de aprendizagem:

    Cada dia passado na escola modifica um número vertiginoso de sinapses. Preferências balançam, estratégias novas emergem, automatismos se estabelecem, redes novas se falam.

    Esse é um lembrete poderoso de que a aprendizagem, mesmo diante de desafios, é sempre um processo dinâmico e transformador. Mesmo os pequenos avanços, que às vezes passam despercebidos, representam mudanças no cérebro da criança.

    Entre as habilidades essenciais para a alfabetização, a consciência sintática desempenha um papel fundamental. Trata-se da capacidade de compreender e manipular a estrutura das frases, reconhecendo como as palavras se organizam para formar sentenças com sentido. Isso permite que a criança:

    • Identifique erros e faça correções;
    • Reorganize palavras para formar frases coerentes;
    • Compreenda nuances de significado dentro dos textos.

    Para estimular essa habilidade de forma interativa é que o jogo Frases Fatiadas foi desenvolvido! Ele ajuda a fortalecer a construção de frases e a compreensão textual, além de estimular o pensamento lógico e a coordenação motora fina. Pequenos avanços na consciência sintática podem fazer uma grande diferença no desenvolvimento da leitura e da escrita. Vamos ver como utilizar? 🙂

    Sugestão de Uso:
    1. Comece deixando a criança escolher uma carta com uma imagem.
    2. Após, entregue para a criança uma ficha que tem o mesmo número. Essa ficha contém uma frase relacionada à imagem escolhida, mas as palavras estão embaralhadas.
    3. Peça à criança que recorte as palavras da ficha e, em seguida, organize-as para formar uma frase coerente.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar 🙂

    Espero que pais, professores e crianças possam enxergar nesse processo não um fardo, mas uma oportunidade de crescimento compartilhado. Afinal, cada pequeno passo dado nessa jornada é uma vitória que merece ser celebrada.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.


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    Talvez você queira saber

    1) O “Frases Fatiadas” pode ser útil para crianças com transtornos de aprendizagem, como dislexia? 

    Sim! O Frases Fatiadas é um excelente recurso para crianças com dislexia e outras dificuldades de aprendizagem, pois trabalha a leitura e a escrita de forma lúdica e estruturada. Veja:

    • Redução da sobrecarga cognitiva: A criança manipula fisicamente as palavras, reduzindo a necessidade de manter toda a estrutura da frase na memória de trabalho.
    • Segmentação e reestruturação da frase: Facilita a visualização da organização das palavras e o reconhecimento de padrões sintáticos.
    • Foco na percepção visual e consciência sintática: Como as palavras estão separadas, a criança tem mais tempo para processar cada termo e entender sua posição na frase.
    • Atividade multisensorial: O ato de recortar, manipular e organizar fortalece a aprendizagem por meio do envolvimento motor, visual e cognitivo.

    2) O jogo pode ser associado a práticas de reescrita de textos para aprofundar o aprendizado? Como fazer essa transição?

    Sim! O “Frases Fatiadas” é um ótimo ponto de partida para reescrita e produção textual, ajudando a criança a compreender a estrutura das frases. Algumas formas de fazer essa transição:

    Expansão da frase: Após organizar a frase corretamente, peça para a criança ampliá-la adicionando detalhes.

    Frase original: “Juca já sabe a resposta.”

    Expansão: “Juca levantou a mão porque já sabe a resposta.”

    Reescrita a partir de uma história: Depois de organizar as frases, a criança pode utilizá-las para escrever uma história completa, conectando-as de maneira coerente.

    Atenção! Estudos mostram que escrever à mão contribui para a internalização dos conteúdos. Portanto, incentivar a criança a reescrever as frases pode ser um passo importante para consolidar o aprendizado.

  • Frases Enigmáticas | Jogo de alfabetização para compreensão de textos

    Frases Enigmáticas | Jogo de alfabetização para compreensão de textos

    O-lá!
    A alfabetização é uma etapa fundamental no desenvolvimento educacional de uma criança. No entanto, algumas delas podem enfrentar dificuldades durante esse processo, o que requer uma abordagem diferenciada e adaptada as suas necessidades individuais. A alfabetização de crianças com dificuldade de aprendizagem exige paciência, compreensão e estratégias eficazes para promover o seu progresso e sucesso.

    Sabemos que os motivos que levam a criança a apresentar dificuldades de aprendizagem são diversos. E, antes de achar que há algum comprometimento neurológico, precisamos descartar outras possibilidades, por exemplo, devemos sempre nos perguntar: será que a atividade/jogo que estou utilizando é adequado para os conhecimentos de que ela já dispõe?

    “Um cérebro com estrutura normal, com condições funcionais e neuroquímicas corretas e com um elenco genético adequado, não significa 100% de garantia de aprendizado normal.” (ROTTA, 2006, p. 113)

    As atividades com frases enigmáticas são interessantes porque oferecem uma abordagem divertida e envolvente para incentivar o interesse das crianças pela leitura e pela escrita (indiferentemente se a criança estiver apresentando dificuldade de aprendizagem ou não).  Bora ver como utilizar?

    Sugestão de uso:

    Deixe a criança escolher uma cartela. Verifique se ela conhece os nomes das figuras.

    Após, peça que ela leia e reescreva a frase substituindo as figuras pelos seus nomes.

    É isso! Ah, deixei para falar só agora no final… O arquivo PDF com este jogo estará GRATUITOOOOO até esta quinta-feira (06/07/2023) Aproveiteeee! E me conta nos comentários se você gostou 😉

    Um abraço! 🤗

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    ROTTA, Newra Tellechea. Dificuldades para a aprendizagem. In ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

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  • Descomplique | Jogo para estimular a leitura e a compreensão de textos

    Descomplique | Jogo para estimular a leitura e a compreensão de textos

    O-lá!

    Você acha que o método de alfabetização interfere no processo de construção de escrita das crianças? Eu não saberei qual a sua resposta, a menos que você deixe nos comentários. No entanto, posso dizer o que entendo a esse respeito a partir da minha prática e dos meus estudos. Sim, interfere! E mais, não existe uma abordagem tão eficiente que seja capaz de alfabetizar todas as crianças.

    Ou seja, para alfabetizar é preciso muito estudo! Conhecer as abordagens, saber os seus vieses! Agora, é fundamental desenvolver uma sensibilidade para identificar de qual forma a criança que você tem a sua frente aprende, pois como diz Magda Soares (2016, p. 52):

    […] quem alfabetiza não são os métodos, mas o alfabetizador(a) […].

    E o processo de alfabetização não termina quando a criança já escreve alfabeticamente. É preciso mais! 

    O recurso que eu trouxe como sugestão hoje é adequado para crianças que já estão lendo, mas precisam melhorar a compreensão e interpretação de texto.  Para uma ludicidade, as palavras estão ao contrário. As crianças gostam de desafios assim.

    Veja a explicação do jogo:

    Peça que a criança escolha uma carta e, nesta carta, tente descobrir as palavras que estão ao contrário. A criança deve escrever uma a uma em uma folha.

    Após, precisa organizar as palavras e colocar pontuação de maneira a formar um texto coerente e coeso.

    Para finalizar, ela pega a carta-gabarito (que tem o mesmo número) para conferir.

    Observação: não deixe de validar o texto da criança se, por acaso, ela organizar as palavras de uma maneira diferente do gabarito, mas que faça sentido.

    É isso! Espero que este conteúdo tenha contribuído.

    Um forte abraço e até o próximo post 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

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  • Cópias perfeitas

    Cópias perfeitas

    Oie!!!
    O recurso que trouxemos como sugestão hoje tem como objetivo estimular: leitura, escrita, compreensão, interpretação de texto, percepção e, também, a nossa querida atenção. Ah, a atenção, não nos cansamos de falar dela! Isso porque sabemos da sua importância para o processo de qualquer aprendizagem. Conforme Riesgo (2006, p. 274):

    Sem atenção não há como haver aquisição adequada da informação. E aquisição de novas informações é sinônimo de aprendizado.

    Obviamente, que a atenção está ligada aos nossos interesses. É difícil prestarmos atenção em algo que não nos desperta a curiosidade. Por isso estamos sempre procurando desenvolver ferramentas que possam provocar o desejo de saber, de descobrir , de investigar dos aprendentes.

    Então vamos a explicação do recurso que trouxemos hoje? Façam sempre as adaptações que julgarem necessárias, ok?!

    Sugestão de uso:

    O aprendente escolhe uma carta, lê e assinala as frases que são idênticas, ou seja, são cópias perfeitas. Depois vocês questionam se a frase que tem palavras diferentes mudou o sentido dela ou apenas foi escrito a mesma coisa, mas de outra forma.
    Para finalizar, as frases podem ser aproveitadas para a escrita de histórias.

    Observação: Dependendo do conhecimento prévio do aprendente pode ser que seja necessário consultar um dicionário ou fazer uma pesquisa na Internet para saber o significado de algumas palavras ;).  

    Ficamos por aqui! Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

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    É enviado por e-mail.

  • Consciência fonológica: por que ela é tão importante na alfabetização?

    Consciência fonológica: por que ela é tão importante na alfabetização?

    Você já percebeu como algumas crianças conseguem aprender a ler e escrever com mais facilidade, enquanto outras parecem encontrar muitos obstáculos pelo caminho? Embora diversos fatores influenciem esse processo, existe uma habilidade que desempenha um papel essencial na alfabetização: a consciência fonológica.

    Diversas pesquisas mostram que crianças que desenvolvem essa habilidade apresentam mais facilidade para aprender a ler e escrever.

    Mas afinal, o que é consciência fonológica, por que ela é tão importante e como podemos estimulá-la? Neste artigo você encontrará as respostas para essas perguntas e entenderá como essa habilidade contribui para o sucesso da alfabetização.


    O que é consciência fonológica?

    A consciência fonológica é a capacidade de perceber, refletir e manipular conscientemente os sons da fala.

    Em outras palavras, é quando a criança passa a perceber que as palavras podem ser divididas em partes menores, como sílabas e fonemas, e que esses sons podem ser comparados, separados, unidos e transformados.

    É importante destacar que essa é uma habilidade relacionada à linguagem oral. A escrita depende de ensino sistemático, mas a consciência sobre os sons da fala começa a ser construída desde muito cedo, por meio das interações, das conversas, das músicas, das cantigas e das brincadeiras com a linguagem.

    Durante a alfabetização, essa habilidade passa a desempenhar um papel decisivo, pois ajuda a criança a compreender como a fala se relaciona com a escrita.


    Por que a consciência fonológica é tão importante?

    A consciência fonológica é fundamental para qualquer pessoa em processo de alfabetização, seja criança, adolescente ou adulto. Antes de compreender como a escrita funciona, o aprendiz precisa perceber como as palavras são organizadas sonoramente.

    Diversas pesquisas demonstram essa importância. Um estudo realizado por Alessandra G. S. Capovilla e Fernando C. Capovilla (2000) verificou que crianças que participaram de atividades voltadas ao desenvolvimento da consciência fonológica apresentaram melhor desempenho na alfabetização quando comparadas àquelas que não receberam esse tipo de intervenção.

    Desenvolver essa habilidade significa oferecer à criança melhores condições para compreender como os sons da fala se relacionam com as letras, favorecendo a aprendizagem da leitura e da escrita.


    Quais são os níveis da consciência fonológica?

    A consciência fonológica não é uma habilidade única. Ela é composta por diferentes níveis que se desenvolvem gradativamente, desde habilidades mais simples até aquelas que exigem uma análise mais refinada dos sons da fala.

    Os principais níveis são:

    • consciência de rimas;
    • consciência de aliterações (sons iniciais);
    • consciência silábica;
    • consciência fonêmica.

    Conheça cada um deles.

    Consciência de rimas

    A consciência de rimas é a capacidade de perceber que duas ou mais palavras terminam com sons semelhantes.

    Por exemplo, ao ouvir as palavras casa e asa, a criança consegue perceber que ambas apresentam sons parecidos em sua parte final.

    Brincadeiras com músicas, poemas, parlendas e cantigas favorecem bastante o desenvolvimento dessa habilidade.

    Consciência de aliterações

    A consciência de aliterações refere-se à capacidade de identificar palavras que começam com o mesmo som.

    Por exemplo:

    Quais dessas palavras começam com o mesmo som: bola, boca e mesa?

    Ao responder corretamente, a criança demonstra que consegue perceber semelhanças sonoras no início das palavras.

    Consciência silábica

    A consciência silábica é a capacidade de perceber que as palavras podem ser divididas em sílabas.

    Por exemplo, a palavra boneca pode ser segmentada em:

    bo – ne – ca

    Durante a alfabetização, essa habilidade é estimulada por meio de atividades como contar sílabas, identificar a sílaba inicial ou final, segmentar palavras e formar novas palavras utilizando sílabas.

    A consciência silábica costuma ser mais fácil para as crianças porque as sílabas são unidades sonoras maiores e mais perceptíveis do que os fonemas.

    Consciência fonêmica

    A consciência fonêmica é considerada o nível mais complexo da consciência fonológica.

    Ela consiste na capacidade de perceber e manipular os fonemas, que são os menores sons da fala capazes de distinguir uma palavra da outra.

    Por exemplo, na palavra faca, a criança consegue perceber os fonemas:

    /f/ – /a/ – /k/ – /a/

    Se substituir o primeiro fonema /f/ por /v/, formará a palavra vaca.

    Perceber, retirar, acrescentar ou substituir fonemas exige um nível elevado de reflexão sobre os sons da fala e, por isso, essa habilidade normalmente depende de um ensino sistemático durante a alfabetização.

    Ela está diretamente relacionada à aprendizagem da leitura e da escrita.


    Qual é a relação entre consciência fonológica, fonemas e grafemas?

    À medida que a criança desenvolve a consciência fonológica, ela passa a compreender que a fala é formada por unidades sonoras menores e que esses sons podem ser representados por letras.

    Essa compreensão é fundamental para a alfabetização, pois a criança precisa perceber que existe uma relação entre os fonemas (sons) e os grafemas (letras).

    Por exemplo, ao ouvir a palavra “pato”, a criança precisa compreender que ela é formada por uma sequência de sons:

    /p/ – /a/ – /t/ – /o/

    e que esses sons podem ser representados pelas letras:

    P – A – T – O

    Essa relação entre o que ouvimos e o que escrevemos é uma das bases para que a criança consiga avançar na leitura e na escrita.

    Como afirmam Capovilla e Capovilla (2007, p. xvi):

    “A consciência fonológica e o conhecimento das correspondências entre grafemas e fonemas estão para a alfabetização assim como as vitaminas e sais minerais estão para a saúde.”

    Da mesma forma, Magda Soares (2016, p. 124) destaca:

    “Para aprender a ler e escrever é necessário que o aprendiz volte sua atenção para os sons da fala, e tome consciência das relações entre eles e a sua representação gráfica.”

    Portanto, desenvolver a consciência fonológica não significa apenas brincar com os sons das palavras. Essa habilidade permite que a criança compreenda progressivamente como o sistema de escrita funciona.


    Como desenvolver a consciência fonológica?

    O desenvolvimento da consciência fonológica acontece por meio de experiências frequentes com a linguagem oral.

    Desde a Educação Infantil, brincadeiras envolvendo sons, músicas, histórias, poemas e jogos com palavras ajudam a criança a observar e refletir sobre a estrutura sonora da língua.

    Algumas atividades que contribuem para esse desenvolvimento são:

    • identificar palavras que rimam;
    • brincar com músicas e parlendas;
    • criar frases com palavras que começam com o mesmo som;
    • separar palavras em sílabas;
    • contar a quantidade de sílabas das palavras;
    • identificar sons iniciais e finais;
    • comparar palavras semelhantes;
    • substituir ou retirar sons para formar novas palavras.

    Essas propostas tornam a aprendizagem mais significativa porque permitem que a criança explore a linguagem de forma lúdica e participativa.

    É importante lembrar que, embora muitas habilidades da consciência fonológica possam surgir por meio das brincadeiras com a linguagem, algumas, especialmente relacionadas à consciência fonêmica, precisam ser trabalhadas de forma intencional e sistemática.


    Jogos para desenvolver a consciência fonológica

    Os jogos pedagógicos são excelentes recursos para estimular a consciência fonológica, pois possibilitam que a criança aprenda enquanto brinca.

    Durante uma atividade lúdica, ela pode observar sons, comparar palavras, identificar semelhanças e diferenças, perceber sílabas e refletir sobre os fonemas de maneira natural e prazerosa.

    Aqui na Psicosol você encontra jogos pedagógicos criados para estimular diferentes habilidades da consciência fonológica. Confira alguns exemplos:

    Um outro exemplo é o jogo Som a Som que estimula diversas habilidades de consciência fonológica. Veja mais detalhes clicando no link abaixo.


    Considerações finais

    Compreender como a consciência fonológica se desenvolve permite que professores realizem intervenções mais intencionais e eficazes durante a alfabetização.

    Quando essa habilidade é estimulada de maneira sistemática, a criança constrói bases mais sólidas para compreender o funcionamento do sistema de escrita e avança com mais segurança na leitura e na produção escrita.

    Mais do que decorar letras ou palavras, a criança precisa compreender que a escrita representa a fala e que os sons podem ser analisados e transformados.

    Por isso, atividades envolvendo consciência fonológica são fundamentais para favorecer uma alfabetização mais significativa.

    Espero que este texto tenha contribuído para ampliar sua compreensão sobre esse tema tão importante.

    Um forte abraço!


    Referências Bibliográficas

    CAPOVILLA, Alessandra Gotuzo Seabra; CAPOVILLA, Fernando César. Problemas de leitura e escrita: como identificar, prevenir e remediar numa abordagem fônica. 5. ed. São Paulo: Memnon, 2007.

    CAPOVILLA, Alessandra Gotuzo Seabra; CAPOVILLA, Fernando César. Efeitos do treino de consciência fonológica em crianças com baixo nível socioeconômico. Psicologia: Reflexão e Crítica, Porto Alegre, 2000.

    SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.


    Perguntas frequentes:

    1) O que é o princípio alfabético?

    O princípio alfabético é a compreensão de que as letras representam os sons da fala.

    Quando a criança entende esse princípio, ela percebe que as palavras faladas podem ser registradas por meio de letras e que existe uma relação entre os sons que ouvimos e os símbolos utilizados na escrita.

    Por exemplo, ao ouvir a palavra “sol”, a criança precisa compreender que ela é formada pelos sons:

    /s/ – /ó/ – /l/

    e que esses sons podem ser representados pelas letras:

    S – O – L

    Essa descoberta é um passo essencial para a alfabetização, pois permite que a criança avance da simples memorização de palavras para a compreensão de como a escrita é organizada.

    O desenvolvimento da consciência fonológica favorece essa compreensão, pois ajuda a criança a perceber que as palavras não são unidades inteiras e fixas, mas são compostas por partes sonoras que podem ser analisadas e representadas.

    2. Qual é a diferença entre consciência fonológica e consciência fonêmica?

    A consciência fonológica é um conjunto de habilidades relacionadas à percepção dos sons da fala. Ela envolve diferentes níveis, como rimas, aliterações, sílabas e fonemas.

    Já a consciência fonêmica é uma habilidade mais específica, relacionada à percepção e manipulação dos fonemas, que são os menores sons da fala capazes de diferenciar uma palavra da outra.

    Por exemplo, na palavra faca, a criança pode perceber os sons:

    /f/ – /a/ – /k/ – /a/

    Quando ela troca o primeiro som /f/ pelo som /v/, forma uma nova palavra:

    faca → vaca

    Essa capacidade de perceber e modificar os sons menores das palavras é essencial para a compreensão do sistema de escrita alfabética.

    3.O que são fonemas?

    Os fonemas são os menores sons da fala que conseguimos perceber e que podem ser representados na escrita por letras ou combinações de letras.

  • Circule o nome da figura

    Circule o nome da figura

    Oie!!!
    Genteeee, este é o último post de 2019 aqui no site. No entanto, fiquem atentos as nossas publicações no Instagram, Facebook e WhatsApp porque o nosso trabalho continua e estamos pensando em fazer algumas promoções. Vamos manter vocês informados por lá, ok?! Ah, também avisaremos por e-mail (para quem se inscreveu, claro!) <3

    Agora vamos falar do material que trouxemos como sugestão hoje.

    Além de ser útil para a alfabetização é também uma maneira de estimular a atenção, percepção, memória visual. Apesar de não gostarmos de atividade repetitiva, sabemos que ela é importante para a aprendizagem. Então pensamos em uma maneira lúdica da criança acessar algumas palavras várias vezes, mas de uma maneira que não fosse enfadonha, entediante. A criança precisará selecionar palavras corretas (informação relevante) e descartar as incorretas (informação irrelevante).

    Shimamura (2000) apud Seabra et all (2009, p. 79) esclarece que:

    Para resgatar informações pré-estocadas e, para manter determinada informação ativa durante a realização de uma tarefa, são necessárias as habilidades de acessar informação previamente estocada e de manter informação ativa. […] Trata-se de um mecanismo de filtragem dinâmica de informações, que atenta às informações que são relevantes e ignora as irrelevantes.

    Sugestão de uso:

    Colocar as páginas em uma pasta catálogo (aquelas com plástico).

    A criança deve circular com canetinha (sobre o plástico) todas as palavras da página que correspondam ao nome da figura. Em seguida, você fecha a pasta e pede para ela escrever o nome da figura. Após, ela pode olhar a página para conferir os acertos.

    Observação: Para algumas crianças esta atividade será mais desafiadora se for determinado um tempo para ela executar a tarefa.

    Quando finalizar a atividade basta apagar as anotações com uma flanela.

    É isso! Espero ter contribuído!

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SEABRA, Alessandra Gotuzo; CAPOVILLA, Fernando César. Teoria e pesquisa em avaliação neuropsicológica. São Paulo: Memnon, 2009.

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  • Role os dados e resolva o enigma

    Role os dados e resolva o enigma

    Oie!!!

    Gente, a luta continua firme e forte no desenvolvimento de recursos que sejam práticos e atrativos para as crianças em processo de alfabetização. O letramento também precisa estar sempre em pauta e, quanto mais a criança tem a oportunidade de ler e interpretar textos que circulam na sociedade, terá melhor condição de assimilar as informações, adquirir consciência da diversidade textual e aprender a linguagem.

    Soares, (2017, p. 45) diz:

    […] não basta apenas aprender a ler e a escrever. As pessoas se alfabetizam, aprendem a ler e a escrever, mas não necessariamente incorporam a prática da leitura e da escrita, […]

    Isso que Magda Soares diz vemos acontecer no nosso dia a dia, não é mesmo? Uma opção é estarmos atentos aos interesses das crianças para oferecermos leitura que seja adequada. E, também, apresentar gêneros textuais diferentes para a criança conhecer. Afinal, a leitura é semelhante a uma refeição, para nos interessarmos precisa ser apetitosa. Algumas vezes, um alimento novo nos faz torcer o nariz, mas, conforme experimentamos, podemos acabar gostando.

    Sei que é um trabalho de formiguinha, mas sem nós poderá ficar ainda pior. Sendo assim, vejam a ideia que eu trouxe hoje!

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe uma carta e, supondo que tenha texto, deverá ler e pensar em uma resposta. Após, tenta formar a palavra com os dados.

    Quando não tiver mais cartas disponíveis, podemos propor à criança que pense em um enigma para ser resolvido por outro colega. Para isso, primeiro tenta formar com os dados alguma palavra diferente daquelas que já foram encontradas (e pode utilizar somente dois dados). Depois escreve em uma carta um enigma para outra criança descobrir a palavra que ela encontrou.

    Observação: Se for para atendimento individual, você pode propor que seja elaborado um enigma para uma criança de outro atendimento. Elas amaaam!

    Viram só que bacana? A criança poderá colocar em prática o gênero textual que acabou de vivenciar. Uma ideia super incrível para estimular a leitura e também a escrita.

    Pensou em uma maneira diferente para utilizar este material? Fale pra mim nos comentários, vou amar saber.

    Um abraço e até o próximo post <3

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.

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  • Consciência de sílaba: jogo para alfabetização

    Consciência de sílaba: jogo para alfabetização

    Oie!

    Gente, vocês já estão cansados(as) do tema  consciência fonológica? Espero que não porque ainda tenho muitas ideias para compartilhar aqui com vocês…rs Hoje a sugestão é para estimular a consciência de sílaba, que é a habilidade de segmentar as palavras em sílabas. Esta aprendizagem contribui muito no processo de alfabetização. Inclusive, para um aprendente que esteja apresentando hipótese de escrita pré-silábica é fundamental que seja feita uma intervenção estimulando este conhecimento.

    […] Os estágios iniciais da consciência fonológica (consciência de rimas e sílabas) contribuem para o desenvolvimentos dos estágios iniciais do processo de leitura. […] (CAPOVILLA e CAPOVILLA, 2007, p. 33).

    Quem trabalha com alfabetização sabe que, muitas vezes, quando segmentamos as palavras para as crianças  enfatizando pausadamente os sons, elas apresentam escrita com hipótese diferente daquela que elas conseguem fazer sozinhas. Isso é uma demonstração clara de que precisam desenvolver a consciência fonológica. O jogo que eu trouxe como sugestão hoje estimula as crianças a se esforçarem na aprendizagem deste conhecimento.

    Sugestão de uso:

    Entregue para cada criança um peão (pode ser botões coloridos). Disponibilize o tabuleiro sobre uma superfície plana e coloque as cartas com figuras dentro de uma caixa ou sacola. Cada criança escolhe uma casa no tabuleiro para colocar o seu peão. Depois, cada uma na sua vez, pega uma carta da caixa, fala em voz alta o nome da figura e segmenta a palavra em sílabas (pode bater uma palma para cada sílaba). O número de sílabas será correspondente à quantidade de casas que a criança deve avançar no percurso do tabuleiro. Se cair em uma casa que tenha o símbolo 👏🏽 (uma palma), avança mais uma casa. Se cair em uma casa que tenha o símbolo👇(dedo indicador para baixo), volta uma casa. Após, a criança coloca a carta de volta na caixa/sacola. Ganha o jogo quem conseguir dar uma volta completa no percurso e retornar à sua casa primeiro.

    Variação: a criança pode colocar um marcador na carta para sinalizar a quantidade de sílabas da figura.

    Quero concluir este texto dizendo que as crianças simplesmente amaaam este jogo.

    Espero ter contribuído! Fale pra mim nos comentários 😉

    Um forte abraço

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    CAPOVILLA, Alessandra Gotuzo Seabra; CAPOVILLA, Fernando César. Problemas de leitura e escrita: como identificar, prevenir e remediar numa abordagem fônica. 5. ed. São Paulo: Memnon, 2007.

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  • Quebra-cabeça de foguetes

    Quebra-cabeça de foguetes

    Oieee!

    Gente, o lúdico é uma ferramenta super poderosa para promover a aprendizagem. Tenho observado, pela procura crescente aqui no site por parte de professores, psicopedagogos , fonoaudiólogos, … que enfim, este recurso vem sendo mais utilizado. Espero que esteja ficando para trás o tempo que se separava jogo, brincadeira de uma atividade séria. O lúdico, além de estimular o desenvolvimento cognitivo da criança, enriquece aspectos sociais e emocionais.

    Antunes (2003, p. 36) reforça que:  […] a maioria dos filósofos, sociólogos, etológos e antropólogos compreendem que o jogo é uma atividade que contém em si mesmo o objetivo de decifrar os enigmas da vida e de construir um momento de entusiasmo e alegria na aridez da caminhada humana.[…]

    Sendo assim, seguimos com passos firmes cientes que estamos na direção certa. Vamos ao jogo de hoje?

    Sugestão de uso:

    Espalhem as peças sobre uma superfície plana. A criança deverá montar os foguetes. Precisa ficar atenta porque alguns foguetes são bem semelhantes. Poderá olhar o gabarito para se certificar se está correto. Quando concluir lê a palavra que formou. 😉

    Eu fico aqui imaginando o montão de olhinhos curiosos e entusiasmados com as descobertas.

    As palavras que coloquei nos foguetes são itens que podem ser necessários em uma viagem. Que tal escrever uma história utilizando essas palavras? Para onde será que as crianças gostariam de viajar de foguete? Levariam itens diferentes?

    Vou amar se vocês me enviarem fotos com textos das crianças.

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências.12 edPetrópolis: Vozes, 2003

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  • Decifre a mensagem

    Decifre a mensagem

    Oie!!!

    Queridos(as), sabem aquelas crianças que apresentam escrita com hipótese alfabética, mas escrevem palavras sem colocar os devidos espaços?  A ideia que eu trouxe como sugestão hoje foi pensada nelas. É um meio de fazê-las refletir sobre a escrita já sabendo que há algo que precisa ser corrigido e que o erro não foi feito por elas. 😉

    E, o que é ainda mais legal, é que esta atividade proporciona um meio de conhecermos um pouco mais sobre as crianças: o que gostam de fazer, o que não gostam, o que sentem medo, o que as deixam felizes, o que as deixam tristes, o lugar preferido para dormir, etc. Estarmos conectados afetivamente com as crianças é de suma importância para que consigamos êxito no seu desenvolvimento e, uma maneira de criarmos vínculo, é demonstrarmos interesse por elas e o meio em que vivem (sem julgamentos).

    Vygotsky apud Valiati e Antoniuk (1979, p. 37) afirma: “[…] as emoções tem participação ativa no funcionamento mental, concordando com as relações entre afeto e cognição.[…]”

    Sugestão de uso:

    Coloquem as cartas dentro de envelopes para que sejam sorteadas pela criança. Digam que o ET Caramujo (personagem da carta) gosta muito de desenhos e quer ser nosso amigo. Ele enviou uma mensagem solicitando para que desenhássemos algo, mas, como ele está aprendendo a escrever na nossa língua, ainda não sabe colocar os espaços entre as palavras. Então devemos primeiro escrever a frase corretamente para entendermos a mensagem e, depois, fazer o desenho que ele solicitou.

    Enquanto a criança desenha fiquem atentos(as) ao que ela fala porque é comum que um papo bem bacana surja desta atividade. 😉

    É isso! Pensaram em uma maneira diferente de utilizar esta atividade? Deixem nos comentários, além de me deixar feliz poderá ser útil para outras pessoas que passarem por aqui.

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    RIECHI, Tatiana Izabelle Jaworski; et all. Práticas em neurodesenvolvimento infantil: fundamentos e evidências científicas. Curitiba: Íthala, 2017.

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