Tag: compreensão de texto

  • Descomplique

    Descomplique

    O-lá!

    Você acha que o método de alfabetização interfere no processo de construção de escrita das crianças? Eu não saberei qual a sua resposta, a menos que você deixe nos comentários. No entanto, posso dizer o que entendo a esse respeito a partir da minha prática e dos meus estudos. Sim, interfere! E mais, não existe uma abordagem tão eficiente que seja capaz de alfabetizar todas as crianças.

    Ou seja, para alfabetizar é preciso muito estudo! Conhecer as abordagens, saber os seus vieses! Agora, é fundamental desenvolver uma sensibilidade para identificar de qual forma a criança que você tem a sua frente aprende, pois como diz Magda Soares (2016, p. 52):

    […] quem alfabetiza não são os métodos, mas o alfabetizador(a) […].

    E o processo de alfabetização não termina quando a criança já escreve alfabeticamente. É preciso mais! 

    O recurso que eu trouxe como sugestão hoje é adequado para crianças que já estão lendo, mas precisam melhorar a compreensão e interpretação de texto.  Para uma ludicidade, as palavras estão ao contrário. As crianças gostam de desafios assim.

    Veja a explicação do jogo:

    Peça que a criança escolha uma carta e, nesta carta, tente descobrir as palavras que estão ao contrário. A criança deve escrever uma a uma em uma folha.

    Após, precisa organizar as palavras e colocar pontuação de maneira a formar um texto coerente e coeso.

    Para finalizar, ela pega a carta-gabarito (que tem o mesmo número) para conferir.

    Observação: não deixe de validar o texto da criança se, por acaso, ela organizar as palavras de uma maneira diferente do gabarito, mas que faça sentido.

    É isso! Espero que este conteúdo tenha contribuído.

    Um forte abraço e até o próximo post 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 15 cartelas com textos e imagens;
    • 15 cartas-gabarito;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar 🙂

     

  • Descubra a Mentira

    Descubra a Mentira

    O-lá!

    É sabido que, ao contrário da linguagem oral, a linguagem escrita precisa de instrução para se desenvolver. Veja como é interessante: mesmo sendo um processo mais complexo do que o desenvolvimento da fala (porque não é inato), quando um bebê balbucia as primeiras tentativas de fala os adultos demonstram alegria, entusiasmo e, inclusive, imitam a fala deles; já quando se trata de leitura e escrita as primeiras palavras são consideradas erros e é comum a criança perceber os olhares tortos dos adultos.

    […] a aprendizagem da escrita não é um processo natural, como é a aquisição da fala: a fala é inata, é um instintor; sendo inata, instintiva, é naturalmente adquirida, bastando para isso que a criança esteja imersa em ambiente em que ouve e fala a língua materna. A escrita, ao contrário, é uma invenção cultural, a construção de uma visualização dos sons da fala, não um instinto. (SOARES, 2016, p.45, grifo do autor).  

    Estar preparado para alfabetizar e promover o letramento exige do profissional conhecimento dos processos cognitivos que levam um indivíduo a compreender como o código escrito funciona, a saber e fazer uso social da leitura e escrita, mas, também, exige sensibilidade. Entender que os “erros” fazem parte da caminhada. A criança precisa se sentir segura de que pode se expressar tanto na escrita, quanto na leitura e não sofrerá penalidade por seus “erros” da mesma forma que isso não aconteceu quando ela pronunciou suas primeiras palavras ou deu seus primeiros passos e caiu. Naquelas vezes ela foi acolhida, incentivada a continuar e isso também precisa acontecer na alfabetização.

    O jogo que eu trouxe como sugestão hoje pode contribuir no trecho do caminho em que a criança já lê, porém silabicamente. Para essa, os textos precisam ser curtos. Do contrário, quando chega no final do texto ela já nem lembra mais o que leu no início.

    Vamos ver então?

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe uma carta. Observa a imagem e pode verbalizar o que vê.

    Depois lê e tenta identificar qual parte do texto não combina com a imagem. No caso é “mentira”.

    Ah, eu amei este jogo! E você?!

    Abaixo tem um vídeo para você visualizar melhor o jogo.

    Um forte abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 18 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e usar 😉

  • Texto Misterioso

    Texto Misterioso

    O-lá!

    O jogo de hoje traz textos curtos em forma de poema e, também, em cada cartela há duas palavras que estão com as letras fora de ordem. Considero importante salientar que desafios, dentro das possibilidades de resolução de cada fase de desenvolvimento, são importantíssimos para as crianças. O jogo de hoje é mais adequado para crianças que já escrevem alfabeticamente, mas cuja leitura ainda é silabada e precisam que os textos sejam curtos para que não cause um nível de esforço mental tão alto que elas desistam no meio da leitura.

    Inclusive, precisamos alertar que a postura do mediador, seja ele professor, psicopedagogo, ou até mesmo os pais, diante das tentativas de leitura e escrita das crianças deve ser sempre a mais confiante e tranquila possível. Digo isso porque as crianças sentem quando seus erros causam frustração nos mediadores. E isso compromete o seu desenvolvimento porque, afinal, elas querem ser aceitas.

    O que faz com que a criança perceba dificuldades em seu desenvolvimento não são o atraso ou algumas tentativas infrutíferas, mas o fato de não ser bem aceita pelo meio. Para a criança, a não aceitação do seu ritmo pessoal se traduz em uma não aceitação da sua pessoa. (FALK, p. 50, 2010).

    A postura dos adultos influencia diretamente no transcorrer das atividades, por isso é preciso demonstrar confiança na capacidade de desenvolvimento da criança e segurança para que nos momentos de dúvidas e/ou dificuldades ela se sinta tranquila em pedir ajuda.

    O jogo é apropriado para estimular a alfabetização, letramento e pensamento lógico. Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe uma cartela. Lê e tenta descobrir o que está escrito nas palavras que estão com as letras embaralhadas. Após ela dar seu palpite pode pegar a ficha que tem o mesmo número para verificar se o palpite dela estava correto.

    Ah, eu amo tanto jogos assim! E você?

    Abaixo segue um vídeo para contribuir na compreensão da utilização do jogo. Se você utilizá-lo de alguma forma diferente, vou amar saber!

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    FALK, Judit. Abordagem Pikler: educação infantil. São Paulo: Omnisciência, 2010.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 15 cartelas;
    • 15 cartas de gabarito;
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    • Instruções de uso.

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  • Dito Revirado

    Dito Revirado

    O-lá!

    Há muitas maneiras de estimularmos o letramento das nossas crianças, mas a sugestão que eu trouxe hoje é encantadora. Digo isso porque os provérbios e ditados populares despertam a curiosidade das crianças por serem, de certa forma, engraçados. Além disso, podem trazer ensinamentos. Ou seja, é um combo maravilhoso, não é mesmo?

    Quando estamos alfabetizando uma criança, precisamos estar cientes de que o letramento deve caminhar lado a lado. Afinal, sabemos da importância que é uma criança conseguir codificar (escrever) e decodificar (ler) as letras, mas fazer uso social desta aprendizagem é fundamental para o seu desenvolvimento como cidadão autônomo.

    […] a leitura é um processo de relacionar símbolos escritos a unidades de som e é também o processo de construir uma interpretação de textos escritos. (SOARES, p. 68-69, 2017, grifo do autor).

    Os provérbios e ditados populares são excelentes para colocar as crianças em uma prática de leitura e interpretação de texto. Afinal, qual o significado deles? Geralmente, fazem sentido dentro de algum contexto. É preciso ir além do sentido literal 😉

    Sugestão de Uso:

    Comece explorando com as crianças provérbios e ditados populares. 

    Depois, embaralhe as cartas (com textos e sem imagens) e peça para a criança sortear uma delas. 

    Em seguida, ela lê e vira a carta com o texto para baixo. Após, pega uma cartela com o mesmo texto, mas “revirado” (elas têm o mesmo número). O desafio da criança será colocar o texto na sequência correta, ou seja, reescrever. A palavra que está escrita em verde serve de pista para o início. 

    Quando concluir, confere!

    Por fim, que tal escrever uma história na qual seja utilizado o provérbio/ditado popular? 

    Espero que este post tenha contribuído de alguma forma.

    Um forte abraço e até a próxima semana.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2001

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 15 cartelas com imagens e textos fora de ordem;
    • 15 cartas com textos em ordem para gabarito;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

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  • Texto Lacunado

    Texto Lacunado

    O-lá!

    Então chegou aquele esperado dia em que a criança já escreve e lê! Uhuuu! É festaaaa! Já presenciei muitos momentos assim e, confesso, é sempre emocionante!

    “Assistimos, assim, à experiência dos primeiros progressos da linguagem gráfica em nossas crianças. […], ficávamos como que estupefatas; parecia-nos assistir a um milagre… […]”. (MONTESSORI, 1965, p. 208).

    São meses, na verdade, anos – se levarmos em consideração que o processo de alfabetização inicia desde o ventre, quando o bebê ouve, a partir da 20a semana ou 5o mês de gestação, o som da voz da mãe; este é o primeiro contato do bebê com a linguagem que conhecemos – porém, os desafios no caminho da escrita e leitura continuam. São palavras novas e gêneros de leitura diferentes com que a criança precisa estar familiarizada para compreender com mais facilidade um texto. E, assim como andar de bicicleta, a melhor maneira de aprender é praticar! De preferência, claro, buscando caminhos (leituras) que sejam de interesse da criança.

    O recurso que eu trouxe como sugestão hoje tem como objetivo estimular a compreensão e interpretação de texto. Escrevi textos curtos em forma de poema (estou tão escritora… Rsrs) pensando em adequar o vocabulário ao universo infantil, mas também acrescentei uma palavra diferente aqui e outra acolá, para ampliar o vocabulário.

    Sugestão de uso:
    Embaralhar as fichas com palavras.
    A criança sorteia uma ficha e pega a cartela de Texto Lacunado com o mesmo número. Lê e reescreve o texto, colocando as palavras da ficha que sorteou de uma maneira que o mesmo fique coerente.
    Outra opção é completar as palavras faltantes no próprio texto! Em virtude dos espaços lacunados, para crianças que tenham letra bem grande esse pode ser um desafio bacana. Trabalha noção de espaço, coordenação motora fina 😉

    É isso! Encerro o texto deixando um forte abraço!

    Até o próximo post! <3

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
    MONTESSORI, Maria. Pedagogia científica. São Paulo: Flamboyant, 1965.

    Arquivo digital em formato PDF contendo:

    •  15 cartelas com textos lacunados;
    •  15 fichas com palavras;
    •  1 embalagem;
    •  Sugestão de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

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  • Cria+: Desvendando Palavras

    Cria+: Desvendando Palavras

    O-laaaaá!!!

    Hoje estou escrevendo este texto para compartilhar uma sugestão de um jogo muito especial. Ele foi desenvolvido por mim e pela equipe da Imagine-me. Ops, espere! Você já ouviu falar na Imagine-me? Assim como eu, o Herinque, o Guilherme e o Pablo (equipe Imagine-me) também gostam muito de desenvolver jogos. Considero eles incríveis!

    Para criar este jogo fizemos mais ou menos assim: pegamos os nossos conhecimentos e colocamos tudo dentro de um caldeirão, mexemos, mexemos, … brincadeira…rsrs Ninguém é bruxo, mas juntos desenvolvemos o jogo: Cria+ Desvendando palavras.

    Dentre outras habilidades, o jogo estimula a alfabetização, o letramento, o pensamento lógico, a coordenação motora fina, a criatividade, a inteligência pictórica. Sim, inteligência pictórica!

    Você sabia que, apesar de muitos considerarem pessoas inteligentes aquelas que se destacam por ter um bom desempenho em pensamento lógico e linguístico, o ser humano é dotado de várias inteligências? Certamente você que está lendo este texto tem uma área do conhecimento mais desenvolvida que outra, mas isso não lhe faz mais ou menos inteligente que ninguém. No entanto, faz parte da pessoa que você é! A Inteligência Pictórica é muito forte em desenhistas, ilustradores e especialistas em computação gráfica.

    Evidentemente, sabemos que nem todos serão do time do Walt Disney (que tinha a inteligência pictórica muito bem desenvolvida), porém, é muito importante que sejam valorizados os desenhos das crianças porque através deles elas podem se comunicar, falar de seus desejos, medos, alegrias e dificuldades. É uma forma de comunicação incrível e nem sempre recebe o olhar ou a “escuta” necessária para entender o que a criança está dizendo.

    […] antes mesmo que a linguagem escrita lhe seja acessível, os recursos pictóricos tornam-se elementos fundamentais na comunicação e na expressão de sentimentos, funcionando como um canal muito especial, através do qual as individualidades se revelam – ou são construídas – expressando ainda, muitas vezes características gerais da personalidade […]. (MACHADO, apud ANTUNES, 2003, p. 217)

    Sendo assim, precisamos explorar e valorizar mais as expressões sobre o mundo que as crianças registram nos desenhos. Bora fazer isso?!

    Sugestão de Uso:

    Separar as cartas em três montes, por cor.

    Embaralhar e pedir para a criança pegar uma carta de cada cor (cabeça, corpo, pernas), ler e completar as palavras faltantes para depois representar o personagem descrito.

    Exemplo:

    Carta cabeça: formato de um brinquedo com a sílaba BO.
    A criança pode escrever /BOla/ e desenhar a cabeça do personagem em formato de uma bola.

    Carta Corpo: Forma de um eletrodoméstico com a sílaba DOR.

    A criança pode escrever /computaDOR/ e desenhar o corpo do personagem em formato de um computador.

    Carta Pernas: com o formato de uma ferramenta com a sílaba TE.

    A criança pode escrever /alicaTE/ e desenhar as pernas do personagem em formato de alicate.

    Depois, ela pode criar um nome para o personagem unindo as sílabas das cartas que o/a originaram.
    Neste caso o nome do personagem seria: BODORTE.

    Eu sei, fica meio maluco! Esta é a ideia, brincar com a possibilidade de criar personagens diferentes.

    Em seguida, que tal inventar uma história sobre o personagem? Por exemplo: a idade que ele tem, onde mora, a profissão, o que gosta e o que não gosta de fazer, se tem medo de alguma coisa… Enfim, pode ser explorado o personagem para construção de uma história.

    Para finalizar este texto, quero dizer que eu e a equipe da Imagine-me estamos curiosos para saber a sua impressão sobre o jogo. Aproveite e deixe registrado nos comentários.

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

    ATENÇÃO! Este jogo está disponível em arquivo PDF (para você imprimir, montar e jogar) no site Imagine-me. Para adquirir clique aqui para ser direcionado(a) para lá 🙂

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    Inclusive

  • Absurdo?

    Absurdo?

    O-lá

    Você já parou para pensar como identificamos quando algo não faz sentido? Muitas vezes, essa habilidade parece automática, mas, na verdade, envolve uma série de processos cognitivos: atenção, interpretação, conhecimento de mundo e pensamento lógico. Desde cedo, as crianças podem começar a perceber incongruências no que ouvem e leem, especialmente quando essa habilidade é estimulada. Esse processo é fundamental para o desenvolvimento da linguagem, da compreensão leitora e até mesmo do pensamento crítico.

    O jogo que apresentamos hoje estimula exatamente isso: a capacidade de analisar uma frase e identificar se ela faz sentido ou se contém um absurdo lógico. Parece simples, mas essa atividade envolve atenção aos detalhes, inferência e uma análise rápida da coerência da informação. Ao brincar, a criança exercita sua percepção, melhora sua compreensão textual e fortalece sua autonomia na leitura.

    Por que isso é importante?

    Para compreender um texto, a criança precisa relacionar as informações com seu conhecimento de mundo, identificar relações de causa e efeito, notar contradições e inconsistências. O jogo “Absurdo?” é uma forma divertida de desenvolver essas habilidades, ajudando a criança a:

    Aprimorar o pensamento lógico, ao perceber quando uma informação está errada ou ilógica.
    Ampliar a atenção e a interpretação, já que ela precisa analisar a frase com cuidado.
    Fortalecer a compreensão leitora, pois para identificar o erro, ela precisa entender o significado completo do que foi dito.
    Estimular a criatividade, já que pode ser desafiada a corrigir ou criar novas frases a partir das situações apresentadas.

    E tem mais! O ganho que atividades como esta promovem vai muito além do desenvolvimento cognitivo. O prazer de resolver um problema, de desvendar um mistério ou de encontrar o erro escondido em uma frase é algo que grava na memória e fortalece a criança para enfrentar desafios futuros. Ou seja, impacta diretamente a autoestima e a confiança da criança, ajudando-a a perceber que, com esforço e persistência, ela é capaz de superar obstáculos. Afinal, como traduzir em palavras aquela satisfação intensa de quem consegue resolver um desafio? 

    Comprovar que somos capazes de resolver um enigma, de achar uma armadilha escondida em uma adivinhação, […] produz um prazer saudável, desconhecido por aqueles que nunca decidem colocar em andamento seu intelecto, algo que um indivíduo merece experimentar desde os primeiros anos de vida. (BATLLORI, 2009, p. 9)

    Mas vamos saber como utilizar o jogo!…Rsrs!

    Sugestão de Uso:
    1. Deixe a criança escolher uma carta e ler a frase.
    2. Peça que ela analise se o que está sendo dito faz sentido ou há algo estranho?
    3. Após usar um marcador para indicar se a frase é absurda ou correta.
    4. Para deixar a atividade ainda mais interessante, peça para a criança explicar seu raciocínio.

    📌 Dica extra!
    Além de identificar os absurdos, a criança pode tentar reescrever a frase para que ela faça sentido. Isso estimula a criatividade, a construção textual e a autonomia na escrita!

    Brincadeiras assim são poderosas porque ensinam sem a criança perceber. Com desafios instigantes, reforçamos a importância de ler com atenção, pensar antes de aceitar uma informação como verdadeira e, acima de tudo, nos divertimos no processo.

    Esperamos que esse jogo traga boas reflexões e momentos de aprendizado! Um forte abraço e até a próxima. 😊

    Referência Bibliográfica

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009.

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    • 30 fichas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar 🙂

  • Conte a história e calcule

    Conte a história e calcule

    Oie!!!
    Outro dia, no post Estrutura e Lógica, falávamos que nem todo mundo tem a mesma capacidade lógica, mas que sempre podemos melhorar. Hoje queremos complementar dizendo que quando começamos a exercitar nosso cérebro, podemos nos surpreender ao atingir níveis que não imaginávamos serem possíveis

    […] não devemos ser medrosos: nossa capacidade de raciocínio é, de forma geral, maior do que suspeitamos […] (BATTLORI, 2009, p. 10.)

    Quando estamos querendo estimular o desenvolvimento cognitivo das crianças devemos ficar atentos na escolha de recursos adequados para as condições de entendimento delas. Geralmente, esta capacidade está atrelada ao que elas já têm de conhecimento prévio. Ou seja, se vocês estão com dúvidas de por onde começar, comecem tentando identificar o que as crianças já sabem 😉

    O recurso que sugerimos hoje tem o objetivo de contribuir na construção do número, no pensamento lógico. Façam as adaptações necessárias, ok?!

    Sugestão de Uso:

    A criança escolhe uma cartela, observa as imagens e conta oralmente ou por escrito uma história matemática. Após, faz o cálculo.
    Exemplo: Ao observar a cartela com bichos de pelúcia a criança pode dizer: “Sofia está fazendo uma coleção de bichos de pelúcia. Ela já tem 5 ursos e 2 dinossauros. Quantos bichos de pelúcia Sofia já tem?”

    Finalizamos deixando um forte abraço. Fiquem bem e até o próximo post <3

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    BATLLORI, Jorge. Jogos para treinar o cérebro. 11. ed. São Paulo: Madras, 2009.

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  • Complete o diálogo

    Complete o diálogo

    Oie!!! Hoje tem PDF GRÁTIS!! Uhuuu!!!

    Exercitar a imaginação é essencial para obtermos uma boa competência criativa. E, esta habilidade, é importante na nossa vida porque, muitas vezes, conseguir lidar bem com os perrengues que a vida nos traz é uma questão de ter criatividade, não é mesmo?

    Todos seríamos beneficiados por conservar a inventividade da infância por meio de jogos criativos, a fim de desenvolver nossa capacidade de encontrar respostas originais para novos problemas. É por meio da criatividade que a sociedade evolui, desenvolve-se e progride. (IMAGINAÇÃO, 2006, p.58)

    Sendo assim, vamos estimular a criatividade da criançada? O recurso que trouxemos para vocês hoje tem este objetivo, além disso, estimula o letramento.

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe uma ficha e completa as frases de uma maneira a produzir um diálogo com algum significado.
    O diálogo que for desenvolvido pode ser utilizado para a construção de uma história. Vai ser show !

    Esperamos que vocês tenham curtido o nosso presente. Vamos ficar muito felizes se vocês nos contarem se contribuímos.
    Um forte abraço e até o próximo post 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    IMAGINAÇÃO. In101 maneiras de melhorar sua memória. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006.

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  • O que você faria?

    O que você faria?

    Oie!

    Vou começar o nosso papo de hoje provocando um questionamento… Por que, frequentemente, vemos adultos resolvendo os conflitos entre as crianças? Penso que, quando tomamos essa atitude, de certa forma, destruímos a iniciativa delas e, o que é pior (!),  fazemos com duvidem da sua própria capacidade em pensar. Óbvio que, precisamos estar atentos e não estou aqui dizendo para deixar as crianças em situações de risco, o que sugiro é, quando elas vêm nos relatar algum conflito, ao invés de imediatamente nos colocarmos a disposição para resolver, podemos mediar a situação de uma maneira que, na medida do possível, elas cheguem a uma estratégia de resolução.

    Lapierre e Lapierre (2010, p. 70) afirmam que:

    A procura sistemática da proteção do adulto mantém a dependência e não permite que a criança afirme sua identidade.  A criança que se beneficia constantemente da proteção do adulto se faz cada vez mais de fraca para manipular este último em seu proveito e em detrimento dos outros.

    Ou seja, ao invés de ajudar, estaremos impedindo o desenvolvimento da criança.

    KAMII e DECLARK (1997, p. 60) explicam que:

    Situações da vida diária e jogos em grupo oferecem oportunidades para as crianças pensarem.

    Então podemos aproveitar as situações do cotidiano porque as crianças estão emocionalmente envolvidas e isso contribui para que tenham interesse e pensem em estratégias para resolver com autonomia os seus conflitos.

    O jogo que eu trouxe como sugestão hoje é excelente para estimular a criança a pensar em estratégias de lidar com situações hipotéticas de problemas, conflitos ou de imensa alegria. A ideia não é culpabilizar as respostas, mas refletir sobre elas. Será que diante de um problema todos resolveriam da mesma forma? Será  que existem maneiras diferentes de lidar e resolver? Por ter textos curtos este jogo é também um excelente recurso para utilizar com crianças em processo de alfabetização.

    Sugestão de uso:

    Coloquem as cartas dentro de uma caixa ou sacola e o tabuleiro sobre uma superfície plana. Entreguem para cada criança um peão para que elas coloquem em uma das casas do tabuleiro. Combinem com as crianças que vence o jogo quem chegar à casa do colega primeiro.

    Cada criança, na sua vez, retira uma carta da caixa, lê e verbaliza o que faria naquela situação. Outras crianças podem também dizer se pensam da mesma maneira ou não. Em seguida, a criança avança (em sentido horário) com seu peão o número de casas indicado na carta. O jogo segue até ter um(a) vencedor(a).

    Por hoje é isso! Falem pra mim se esta sugestão foi útil para vocês 😉

    Um forte abraço.

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. Campinas: Papirus, 1997.

    LAPIERRE, Andre; LAPIERRE, Anne. O adulto diante da criança de 0 a 3 anos: psicomotricidade relacional e firmação da personalidade. Curitiba: UFPR, 2010.

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