Tag: compreensão de texto

  • Desvende a FraseAÇÃO I Jogo para leitura e compreensão de frases

    Desvende a FraseAÇÃO I Jogo para leitura e compreensão de frases

    Por que as pessoas leem? Por que escrevem?

    No processo de alfabetização, ajudar as crianças a compreenderem que a leitura e a escrita fazem parte do cotidiano é fundamental. Elas precisam perceber que essas habilidades atendem a necessidades reais: buscar informações, comunicar-se, organizar a rotina, aprender e se divertir.

    Quando a alfabetização foca apenas em atividades mecânicas, a criança pode perder o sentido do aprendizado. Por isso, oferecer jogos pedagógicos para alfabetização permite que elas percebam a utilidade real da leitura e da escrita na vida diária.

    Nesse sentido,  Jaime Luiz Zorzi (1998, p. 23) destaca:

    […] Aprender a escrever implica compreender os diferentes usos que as pessoas fazem da escrita, que não se reduzem aos usos que a escola faz ao solicitar cópias, ditados, completar frases, redações, leitura de textos em voz alta e assim por diante. Implica compreender as funções sociais da escrita, ou seja, que as pessoas leem e escrevem para dar e receber informações, para questionar, para convencer, para instruir, para se organizarem no tempo e no espaço, assim como para o próprio lazer e diversão.”

    Assim, quanto mais oportunidades a criança tiver de usar a leitura em situações significativas, maior será o seu envolvimento com essa aprendizagem. Por isso que os jogos pedagógicos para alfabetização podem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem.

    O que é o Jogo Desvende a FraseAÇÃO?

    O Desvende a FraseAÇÃO é um jogo pedagógico para trabalhar leitura e compreensão de forma lúdica, dinâmica e desafiadora.

    No jogo, a criança decifra códigos para descobrir frases que indicam ações. Dessa forma, a leitura ganha um objetivo concreto e imediato: compreender a mensagem para poder participar da brincadeira.

    Ao descobrir uma frase como “Imite um sapo assustado”, por exemplo, não basta apenas identificar as palavras. A criança precisa compreender o sentido da mensagem e transformá-la em uma ação física. Isso conecta a leitura diretamente a uma experiência divertida e significativa.

    Habilidades estimuladas

    • Leitura;
    • Compreensão de frases e comandos;
    • Atenção e concentração;
    • Raciocínio lógico e formulação de hipóteses;
    • Resolução de problemas e tomada de decisão;
    • Memória de trabalho e autonomia;
    • Ampliação de vocabulário;
    • Interação social e participação ativa.

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro impresso sobre uma superfície plana.
    2. Embaralhe as cartas e forme uma pilha com a face voltada para baixo.
    3. Cada criança, na sua vez, retira uma carta da pilha, decifra o código e descobre a frase.
    4. Após realizar a leitura, executa a ação solicitada. Exemplo: “Imite um sapo assustado.”
    5. O jogo continua até que todas as cartas sejam utilizadas.

     

    Sugestão de mediação

    Registro da frase: convide a criança a registrar por escrito cada palavra desvendada. Esse registro permite que ela mantenha a frase disponível para consulta enquanto pensa sobre o que leu e realiza a ação, sem depender exclusivamente da memória de trabalho. Se a sua intenção for aumentar o desafio e a demanda sobre a memória de trabalho, você pode dispensar o registro.

    Dificuldade na leitura: se a criança apresentar muita dificuldade em uma palavra, você pode, por exemplo, sugerir: “Vamos ler juntos? Que som esta letra representa? E depois?” Incentive-a a realizar a leitura sozinha em seguida.

    Dificuldade na compreensão: se a criança ler a frase inteira, mas não compreender o comando, peça que explique com suas próprias palavras: “O que você não entendeu?” Algumas vezes, dizer o que não compreendeu pode ser mais fácil do que explicar imediatamente o que precisa ser feito.

    É isso o que eu tinha para vocês hoje! Associar o aprendizado à descoberta, ao desafio e à diversão pode contribuir para uma relação mais positiva da criança com a leitura. A apropriação do sistema de escrita se fortalece quando a aprendizagem ganha significado.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência bibliográfica

    ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

    Detalhes do produto

    Jogo disponível em arquivo digital formato PDF contendo:

    • 30 cartas com frases codificadas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

    Clique no link abaixo para adquirir.

    Perguntas frequentes

    Para qual faixa etária o jogo é indicado?

    O jogo é recomendado para crianças em fase de alfabetização, especialmente para aquelas para quem ler e compreender uma frase representa um desafio.

    Quantas crianças podem jogar por vez?

    O jogo é flexível e funciona muito bem com grupos de 4 crianças por rodada.

    O jogo pode ser utilizado individualmente ou apenas em grupo?

    Você pode usar o jogo das duas formas. O recurso funciona tanto em atendimentos individuais quanto em pequenos grupos na sala de aula.

    O jogo pode ser utilizado com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem?

    Sim. O jogo pode ser utilizado como recurso complementar em propostas pedagógicas e psicopedagógicas com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem. O professor ou profissional pode ajustar a mediação de acordo com as necessidades de cada criança.

  • Frase Escondida | Jogo de alfabetização para leitura e construção de frases

    Frase Escondida | Jogo de alfabetização para leitura e construção de frases

    O-lá!

    Estimular a leitura desde a mais tenra idade é abrir portas para o desenvolvimento integral da criança. Muito antes de saber decodificar palavras, ela já pode (e deve) ser inserida em um ambiente rico em linguagem: ouvir histórias, manusear livros, observar imagens, brincar com sons e palavras. Esse contato contribui para o desenvolvimento da imaginação, da oralidade, da atenção e da construção de sentido, bases fundamentais para a alfabetização.

    Como nos lembra Stanislas Dehaene (2012, p. 250):

    […] a pedagogia não será jamais uma ciência exata. Contudo, entre a infinidade de formas de alimentar um cérebro com palavras, algumas são bem melhores do que outras. Cabe a cada professor experimentar com zelo e rigor a fim de identificar, dia após dia, os estímulos ótimos com os quais se alimentarão os alunos.

    Nesse processo, é essencial oferecer experiências significativas e envolventes. E é aí que os jogos entram como grandes aliados, especialmente para as crianças em início do processo de alfabetização.

    Os jogos tornam a aprendizagem mais leve, prazerosa e motivadora. Ao brincar, a criança se envolve emocionalmente, presta mais atenção, se arrisca mais e aprende sem o peso da obrigação. Além disso, os jogos favorecem a repetição de forma natural, o que é fundamental para a consolidação das aprendizagens iniciais, como o reconhecimento de palavras, a construção de frases e a compreensão leitora.

    Hoje, eu trouxe como sugestão o jogo “Frase Escondida”, uma proposta muito rica em possibilidades! Vamos ver?

    Habilidades estimuladas com o jogo:

    • Leitura de palavras e frases;
    • compreensão leitora;
    • atenção e concentração;
    • pensamento lógico;
    • organização da linguagem escrita;
    • construção de frases simples;
    • Formulação de hipóteses.

    Sugestão de uso:

    1. Apresente a atividade para a criança com a frase coberta.
    2. A criança deverá ler as pistas com atenção e tentar descobrir qual é a frase escondida.
    3. Após levantar hipóteses, ela registra sua resposta (escrevendo ou falando, dependendo do nível) e, em seguida, você revela a frase para ela conferir.

    É isso! Gostou do jogo?

    Jogos como esse mostram que aprender a ler pode (e deve!) ser um processo cheio de sentido, desafio e diversão.

    Um abraço e até o próximo post! 💛

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2018.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 30 desafios;
    • fichas com palavras e figuras;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

  • Mas…|  Jogo para desenvolver compreensão de texto na alfabetização

    Mas…| Jogo para desenvolver compreensão de texto na alfabetização

    O-lá!

    Compreender um texto é um processo cognitivo ativo, no qual o leitor precisa relacionar ideias, prever sentidos e construir significados.  Segundo Isabel Solé (1998, p. 72):

    O ensino de estratégias de compreensão contribui para dotar os alunos dos recursos necessários para aprender a aprender.

    Ainda, conforme Isabel Solé (1998, p. 23):

    […] Para ler necessitamos simultaneamente manejar com destreza as habilidades de decodificação e aportar ao texto nossos objetivos, ideias e experiências prévias […]

    Portanto, a leitura é um processo de construção de significado no qual o leitor interage com o texto e utiliza seus conhecimentos prévios para compreender e aprender com o que lê.

    Se compreender envolve estratégia, reflexão e construção de sentido, precisamos oferecer às crianças oportunidades reais de exercitar essas habilidades. É nesse contexto que a ludicidade se torna uma grande aliada.

    Quando utilizamos jogos para trabalhar a compreensão leitora, tornamos a aprendizagem mais dinâmica, significativa e envolvente. As crianças, com mais frequência, participam ativamente e, nesse movimento, mobilizam estratégias cognitivas importantes para compreender o que leem.

    Hoje eu trouxe como sugestão o jogo “Mas”, que estimula diversas habilidades relacionadas à leitura. Vamos ver quais são elas?

    Habilidades estimuladas:

    • Compreensão leitora: entender a ideia inicial da frase e buscar uma continuação que mantenha coerência;
    • Construção de sentido: perceber como o conectivo “mas” introduz contraste e exige relação lógica entre as partes;
    • Inferência: antecipar possíveis desfechos e avaliar qual opção faz sentido no contexto;
    • Pensamento lógico: comparar alternativas, eliminar incoerências e tomar decisões fundamentadas;
    • Consciência sintática: compreender como as partes da frase se organizam e se articulam semanticamente;
    • Argumentação oral: justificar escolhas e explicar o próprio raciocínio durante o jogo;
    • Atenção e concentração: acompanhar as jogadas e observar o que já foi marcado no tabuleiro coletivo.

    Bom demais, não é mesmo? Agora vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro no centro da mesa e as cartas em uma pilha.
    2. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da pilha. Em seguida, procura no tabuleiro um quadro que tenha um final coerente para a frase da carta. Os círculos coloridos ajudam a identificar em qual coluna está a continuação correta.
    3. Após identificar, deve marcar o quadro.
    4. Fechou uma coluna? Quem marcou o último quadro é o vencedor.

    Percebeu que o jogo instiga não apenas a ler, mas também a pensar sobre o que foi lido, analisar possibilidades e decidir qual continuação constrói sentido?

    Mais do que completar frases, o jogo convida a criança a construir significado, argumentar e refletir. E quando a leitura ganha intenção, diálogo e propósito ela passa a ser compreensão de verdade.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.

     

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

  • Caça-charadas | Jogo de alfabetização para leitura e escrita de palavras

    Caça-charadas | Jogo de alfabetização para leitura e escrita de palavras

    O-lá!

    A alfabetização é um dos maiores desafios da educação. Ensinar uma criança a ler e escrever significa criar condições para que ela compreenda a língua escrita como um verdadeiro objeto de conhecimento. Por isso, ao longo da história, diferentes métodos e abordagens foram surgindo, cada um tentando responder às necessidades de seu tempo.

    Conforme Soares (2021, p. 62):

    Um olhar histórico sobre a alfabetização escolar no Brasil revela uma trajetória de sucessivas mudanças conceituais e, consequentemente, metodológicas.

    Essa reflexão mostra como o processo de alfabetizar nunca foi estático. Diferentes perspectivas teóricas e práticas foram se sucedendo, transformando a forma como ensinamos a ler e escrever.

    Se por um lado isso evidencia que não existe um caminho único e definitivo, por outro também nos lembra que o professor precisa ter sensibilidade e flexibilidade para escolher recursos que dialoguem com as necessidades reais de cada criança. Métodos de alfabetização, sejam sintéticos, analíticos ou ecléticos, precisam ser vistos como instrumentos que só ganham sentido quando se transformam em experiências significativas.

    É nesse ponto que entram os jogos pedagógicos: eles não substituem o método, mas o enriquecem, criando oportunidades para que a criança desenvolva estratégias de leitura de forma lúdica.

    O jogo “Caça-charadas”, que eu trouxe hoje como sugestão, convida os alunos a exercitar a leitura e a compreensão a partir de pistas e enigmas simples. Enquanto procuram as respostas, eles mobilizam habilidades cognitivas essenciais, como a atenção seletiva e a rapidez na identificação de palavras e imagens. Dessa forma, o jogo não é apenas uma brincadeira, mas um recurso didático alinhado ao processo de alfabetização, capaz de tornar a aprendizagem mais ativa, prazerosa e eficaz.

    Quer mais detalhado algumas das habilidades estimuladas com o jogo? Parece que ouvi “simmmm”…Rsrs!

    Principais habilidades estimuladas com jogo Caça-charadas:

    • Leitura e compreensão: interpretar a charadinha para chegar à resposta correta.

    • Atenção seletiva: concentrar-se nos detalhes para identificar a imagem correspondente.

    • Velocidade de processamento: localizar a figura e escrever no tempo estimulado.

    • Escrita: registrar corretamente o nome da figura encontrada.

    • Associação palavra–imagem: relacionar o que se lê com o que se vê.
    • Memória de trabalho: reter a informação lida até encontrar e escrever a resposta.

    • Pensamento lógico: conectar pistas e resolver o enigma proposto.

    • Interação social: desenvolver cooperação e respeito às regras em atividades coletivas.

    Bacana demais, não é mesmo? Eu amo jogos assim! Agora vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Se possível, disponibilize uma ampulheta ou cronômetro.
    3. As cartas devem ser colocadas em uma pilha.
    4. Cada criança, na sua vez, pega uma carta da pilha e lê a charadinha para outro colega tentar encontrar a imagem correspondente à resposta e, em seguida, escrever o nome da figura dentro do tempo estipulado. Se ele conseguir, fica com a carta. Do contrário, é preciso devolvê-la à pilha (colocando-a por último).
    5. Ganha quem conquistar mais cartas.

    É isso! Gostou? Que tal me contar? Eu amo quando vocês me enviam feedback, afinal, esta é a única maneira para eu ficar sabendo se meu trabalho está contribuindo.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 27 cartas com charadinhas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) O jogo pode ser usado tanto em sala de aula quanto em casa com a família?

    Sim! O Caça-charadas é versátil. Em sala de aula, pode ser usado como atividade em pequenos grupos ou como apoio em momentos de reforço. Em casa, torna-se uma forma lúdica de os pais acompanharem a alfabetização, promovendo momentos de interação afetiva e aprendizado ao mesmo tempo.

    2) Qual a faixa etária mais indicada para jogar Caça-charadas?

    O jogo é indicado, em especial, para crianças em processo de alfabetização inicial, geralmente entre os 5 e 8 anos. No entanto, pode ser adaptado para crianças mais velhas que ainda estejam consolidando leitura e escrita, ou mesmo para intervenções psicopedagógicas.

    3) Crianças em diferentes fases da alfabetização conseguem jogar juntas?

    Sim, e isso pode ser muito rico. As mais avançadas podem ajudar a ler as charadinhas ou escrever as palavras, enquanto as que estão em fases iniciais podem focar em identificar imagens e sons. Essa dinâmica favorece a cooperação e a aprendizagem entre pares.

    4) No texto você falou em métodos de alfabetização analíticos, sintéticos e ecléticos… o que seria isso?

    Métodos sintéticos: começam pelas partes menores (letras, sílabas) até chegar à palavra. Exemplo: método fônico ou silábico.

    Métodos analíticos: partem do todo para as partes, usando palavras, frases ou textos para depois analisar sílabas e letras. Exemplo: método global ou de contos.

    Métodos ecléticos: combinam aspectos dos dois anteriores, buscando equilibrar o trabalho com sílabas, palavras e textos. Exemplo: muitas práticas atuais que integram leitura de pequenos textos com atividades de consciência fonológica e escrita.

  • Gêneros Textuais | Jogo de alfabetização sobre gêneros textuais

    Gêneros Textuais | Jogo de alfabetização sobre gêneros textuais

    Por que trabalhar com gêneros textuais?

    O-lá!

    A leitura e a escrita ganham sentido para a criança quando ela percebe para que servem os textos. Por isso, o contato com diferentes gêneros textuais desde cedo é tão importante.

    Listas, convites, avisos, anúncios, receitas, histórias, poemas, mensagens, manuais… Além disso, cada gênero tem uma intenção, uma forma de organização e uma função no dia a dia.

    Nesse sentido, a criança precisa perceber que a escrita está presente em diferentes situações e pode ser usada para brincar, informar, planejar, orientar, organizar e comunicar. Como afirma Ana Albuquerque (2022, p. 79):

    Para a compreensão da funcionalidade, é importante a familiarização com diferentes suportes de escrita, que remetam para múltiplas utilizações, como o lazer, a comunicação, o caráter informativo, a gestão de rotinas do dia a dia, etc.

    Assim, ao trabalhar com diferentes gêneros, ajudamos a criança a compreender a linguagem escrita como uma ferramenta presente na vida cotidiana e utilizada para diferentes finalidades.

    Mais do que aprender a ler, é importante que a criança aprenda a ler com sentido, compreendendo a função e o propósito dos textos que encontra no seu dia a dia.

    Como trabalhar os gêneros textuais?

    É justamente pensando nisso que criei o jogo Gêneros Textuais. Nele, a criança é convidada a ler diferentes textos e identificar a qual gênero cada um pertence.

    Habilidades estimuladas:

    • Leitura e compreensão textual;
    • Reconhecimento de diferentes gêneros textuais;
    • Identificação da finalidade dos textos;
    • Ampliação do repertório de gêneros e situações de uso da escrita;
    • Atenção e observação de características dos textos;
    • Relação entre texto, contexto e situação comunicativa;
    • Argumentação e justificativa das respostas;
    • Desenvolvimento da consciência sobre a função social da escrita.

    Sugestão de uso

    Deixe que a criança escolha uma ficha, leia o texto com atenção e, depois, peça que identifique a qual gênero textual aquele texto pertence.

    Você pode adaptar a dinâmica de várias formas:

    • Jogar em dupla ou em grupo;
    • Utilizar como atividade de rodízio em estações de aprendizagem;
    • Criar um mural coletivo com os gêneros já identificados;
    • Utilizar como recurso diagnóstico, observando como a criança lê, compreende e classifica os textos.

    Mais do que acertar ou errar, o objetivo é incentivar a criança a refletir sobre a função do texto, relacioná-lo a situações da vida real e perceber a leitura como uma prática social.

    É isso! 😊

    Gostou do que viu por aqui? Espero que este conteúdo seja útil para você e que o jogo possa contribuir para tornar o trabalho com os gêneros textuais ainda mais significativo e divertido para as crianças.

    Um abraço e até o próximo post… Hehe! 💚

    Referência bibliográfica

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 27 cartelas com diferentes gêneros textuais;
    • 01 embalagem para guardar o material;
    • Instruções de uso.

    Você imprime, monta e já pode começar a jogar!

    Talvez você queira saber:

    1. Devo fazer um trabalho prévio com os gêneros antes de utilizar o jogo? Ou ele pode ser usado como introdução ao tema?

    O jogo pode ser utilizado das duas formas, mas seu potencial é ampliado quando vem após uma vivência prática com textos reais.

    Como o próprio texto do site sugere, apresentar previamente uma variedade de gêneros em seu suporte real (receitas, avisos, panfletos…) permite que a criança tenha referências mais concretas para compreender os textos do jogo. Isso favorece uma leitura mais significativa e uma melhor argumentação ao classificar os textos.

    2. Como garantir que a criança esteja realmente compreendendo o texto e não apenas “chutando” o gênero?

    A chave está em conversar com a criança após a escolha.

    Depois que ela sinaliza o gênero textual da ficha, pergunte algo como:
    — O que te fez pensar que esse texto é uma receita?
    — O que tem nesse texto que lembra um aviso?

    Essas perguntas estimulam a metacognição: a criança reflete sobre o próprio pensamento e passa a justificar com base em pistas do texto (formato, vocabulário, estrutura, intenção comunicativa…).

    Além disso, quando o jogo é feito em dupla ou grupo, ouvir os colegas justificando também amplia o repertório argumentativo.

    3. Quais estratégias posso usar para aprofundar a discussão sobre função social do texto após o jogo?

    Depois do jogo, você pode propor uma roda de conversa com perguntas como:

    • Em que situações do dia a dia você já viu um texto assim?
    • Para que serve esse tipo de texto? Quem costuma escrever ou ler isso?

    Outra possibilidade é propor pequenas produções textuais com propósito real:

    • Fazer um convite para um evento fictício na escola,
    • Criar um aviso para ser colado na porta da sala,
    • Escrever uma lista de compras de faz de conta,
    • Produzir uma receita com base em um lanche que fizeram.

    Essas práticas ampliam o entendimento de que o texto não é apenas um conteúdo escolar, mas algo que existe para agir no mundo — e que a criança também pode produzir.

    Aqui no nosso site temos um jogo no qual as crianças são desafiadas a escrever textos de diversos gêneros: o “Missão Literária“.

  • O que eu faço? | Jogo de alfabetização para leitura, resolução de problemas e pensamento lógico

    O que eu faço? | Jogo de alfabetização para leitura, resolução de problemas e pensamento lógico

    O-lá!

    Muitas vezes, na pressa em ajudar, acabamos oferecendo a resposta pronta à criança diante de um problema. A questão é que, assim, tiramos dela a oportunidade de refletir, buscar soluções e confiar no próprio pensamento. Dar espaço para que a criança pense não significa perder tempo. Significa investir na sua autonomia e na confiança necessária para enfrentar os desafios da vida. Por isso, é fundamental que fiquemos atentos para não ceder ao impulso de intervir com soluções imediatas sempre que a criança se vê diante de uma situação que exige reflexão.

    Hoje eu trouxe um jogo que vai direto nesse ponto: estimular a leitura, associação de ideias, pensamento crítico e a resolução de problemas. Essas habilidades estão diretamente ligadas à autonomia da criança.

    Os desafios propostos no jogo, são inspirados em situações do dia a dia, o que também favorecem o fortalecimento das funções executivas. Especialmente o controle inibitório e a flexibilidade cognitiva. Ao ler uma situação-problema, refletir sobre ela e propor uma solução, a criança ativa mecanismos de planejamento, antecipação de consequências e pensamento crítico.

    Segundo Lino de Macedo (2000, p. 10):

    […] jogar é, sobretudo, aprender a lidar com problemas. E isso exige pensar, propor hipóteses, testar, aceitar ou recusar soluções, ou seja, exige operar mentalmente com as situações.

    Essa afirmação reforça o valor dos jogos que estimulam o raciocínio e a tomada de decisões como ferramentas pedagógicas.

    Além das habilidades já mencionadas, o jogo “O que eu faço?”, também favorece o desenvolvimento da compreensão leitora, pois exige que a criança vá além da simples decodificação e compreenda o sentido do que foi lido para, a partir disso, tomar uma decisão.

    O jogo segue a dinâmica de um dominó tradicional, mas com um desafio extra: em vez de apenas juntar peças iguais, a criança precisa relacionar a imagem de uma peça com a frase de outra e, em seguida, propor uma solução para o problema apresentado.

    Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    1. Distribua as peças igualmente entre os jogadores. Se sobrar alguma peça, reserve para uma eventual “compra”.
    2. Sorteiem quem começará colocando a primeira peça no centro da mesa.
    3. Na sua vez, cada jogador deve tentar encaixar uma de suas peças em um dos lados do dominó, fazendo a associação correta entre imagem e texto.
      Por exemplo: Se há uma peça com a imagem de uma bola, o jogador deve procurar uma de suas peças que tenha uma frase relacionada à bola.
    4. Depois de ler a frase em voz alta, o jogador diz o que faria para resolver o problema apresentado.
    5. Vence quem primeiro ficar sem nenhuma peça.

    Gostou do que viu por aqui? Vou amar saber!

    Um abraço e até o próximo post

    Referência Bibliográfica:

    MACEDO, Lino de. Ensaios construtivistas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contento:

    • 24 fichas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO SOMENTE HOJE (27/08/2025)

  • Frases Embaralhadas | Jogo de alfabetização para compreensão leitora

    Frases Embaralhadas | Jogo de alfabetização para compreensão leitora

    O-lá!

    Você sabia que aprender a ler transforma o cérebro da criança?

    Mais do que um marco simbólico no desenvolvimento, a aprendizagem da leitura provoca uma reorganização concreta nas estruturas cerebrais. Ao aprender a ler, a criança ativa novas conexões neurais, modifica a forma como processa sons e imagens e constrói um circuito de leitura no cérebro.

    E não, isso não acontece apenas porque ela atingiu uma certa idade. A transformação acontece porque foi exposta a experiências significativas de leitura e escrita.

    Pesquisas em neuroimagem confirmam: é o exercício ativo da leitura que molda o cérebro leitor. Como explica o neurocientista Stanislas Dehaene:

    […] à medida que melhora a leitura, a ativação da região occipito-temporal esquerda aumenta, precisamente nas coordenadas observadas no adulto. Esse aumento depende mais do nível de leitura alcançado pela criança do que de sua idade. Assim, trata-se de um reflexo da aprendizagem e não de um simples efeito de maturação cerebral. (DEHAENE, 2012, p. 224)

    Em outras palavras: quanto mais a criança lê, mais ativa se torna a área conhecida como “forma visual da palavra” — o mesmo circuito usado por leitores adultos experientes.

    Isso reforça a importância de uma mediação sensível e intencional no processo de alfabetização. Professores, famílias e profissionais da educação têm papel central em garantir que a aprendizagem da leitura ocorra de maneira efetiva. Quando a leitura se transforma em descoberta, o cérebro responde — e se transforma também

    Pensando nisso, apresento o jogo Frases Embaralhadas, criado para estimular a leitura, a compreensão e organização de frases de um jeito divertido. Lembra um jogo de quebra-cabeça, mas com palavras. Vamos ver?

    Sugestão de Uso:

    1. Espalhe todas as fichas sobre a mesa.
    2. Peça que a criança escolha primeiro uma ficha com a figura de um animal.
    3. Depois, selecione todas as fichas que trazem um círculo da mesma cor.
    4. O desafio é escolher quais destas fichas podem ser utilizadas para formar uma frase completa — com começo, meio e fim.

    Variação: Permita que a criança forme frases com fichas de cores diferentes. Isso amplia as possibilidades e incentiva a criatividade na construção das frases.

    Dica extra: Peça que a criança escreva a frase formada em um caderno. A escrita manual recruta circuitos cerebrais adicionais, reforçando ainda mais a aprendizagem.

    Gostou do que viu por aqui?  Observe como a prática fortalece o caminho da leitura. Exatamente como a ciência mostra!

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

    Arquivo digital formato PDF contendo:

    • 84 fichas (sendo possível formar no mínimo 28 frases);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de Uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Talvez você queira saber:

    1) O que esse jogo trabalha além da leitura?

    Ele estimula também a estruturação de frases, a atenção e o pensamento lógico.

    2) É possível usar esse jogo com grupos de crianças?

    Sim. Uma possibilidade é propor que as crianças joguem em duplas ou trios, colaborando para encontrar as fichas e montar a frase correta. Isso favorece a troca de ideias, a argumentação e o desenvolvimento da linguagem oral.

    3) É possível criar novas frases com as mesmas fichas?

    Sim! Para isso, basta não considerar a cor das fichas como um critério fixo. Ao permitir que a criança combine fichas de cores diferentes, surgem novas possibilidades de construção de frases — o que amplia a criatividade, o vocabulário e a capacidade de reorganizar ideias. Essa variação estimula a criança a testar diferentes estruturas e observar o que faz sentido, promovendo uma compreensão mais flexível da linguagem. É uma excelente forma de prolongar o uso do material e tornar o jogo ainda mais rico.

  • Seu aluno lê, mas não compreende? O que pode estar acontecendo

    Seu aluno lê, mas não compreende? O que pode estar acontecendo

    Você já se deparou com um aluno que lê o texto em voz alta, aparentemente com fluência, mas quando você pergunta sobre o que leu, ele não consegue explicar ou responde de forma muito vaga?

    Esse é um cenário que costuma gerar uma dúvida importante: se ele lê corretamente, por que não compreende?

    Em muitos casos, essa situação não indica falta de capacidade, mas sim que a leitura ainda não se consolidou como um processo de construção de sentido.

    Neste texto, você vai entender o que pode estar acontecendo com esse aluno e como isso se relaciona com o desenvolvimento da leitura.

    Ler em voz alta é o mesmo que compreender?

    Nem sempre.

    Algumas crianças conseguem decodificar palavras com precisão, reconhecendo letras e sílabas, e até apresentam uma leitura fluente do ponto de vista sonoro. No entanto, isso não garante compreensão.

    Segundo Solé (1998), a leitura é um processo ativo de construção de sentido, que envolve a interação entre o leitor, o texto e seus conhecimentos prévios. Ou seja, ler não é apenas “falar o texto em voz alta”, mas atribuir significado ao que está sendo lido.

    Quando essa construção não acontece, temos uma leitura mecânica: a criança lê, mas não elabora mentalmente o conteúdo.

    O que pode estar acontecendo com esse aluno?

    Quando o aluno lê, mas não compreende, algumas hipóteses precisam ser consideradas:

    • ele pode estar ainda muito focado na decodificação;
    • pode não ter automatizado suficientemente o reconhecimento das palavras;
    • pode ter dificuldades de vocabulário;
    • ou pode não estar utilizando estratégias de compreensão.

    A compreensão depende da eficiência da leitura de palavras. Quando a decodificação ainda exige muito esforço cognitivo, a memória de trabalho fica sobrecarregada e sobra pouco “espaço mental” para compreender o texto.

    Isso ajuda a entender um ponto importante: às vezes o aluno até lê corretamente, mas ainda está gastando tanta energia para decodificar que não consegue pensar sobre o que leu.

    Decodificar não é o mesmo que compreender

    Para compreender um texto, a criança precisa ir além de reconhecer palavras.

    Ela precisa:

    • manter as informações na memória;
    • relacionar ideias;
    • fazer inferências;
    • ativar conhecimentos prévios;
    • construir uma representação mental do texto.

    A compreensão ocorre quando o leitor consegue integrar as informações do texto com seus conhecimentos anteriores, formando uma rede de sentido coerente.

    Quando essa integração não acontece, a leitura fica fragmentada, a criança até entende partes, mas não o todo.

    E o papel da escola nisso tudo?

    Vygotsky (1934/2001) já destacava que a linguagem escrita é uma função psicológica superior, que não se desenvolve de forma espontânea, mas por meio da mediação.

    Isso significa que compreender textos não é algo que “simplesmente acontece” quando a criança aprende a ler palavras.

    É preciso ensino intencional, com orientação do professor, perguntas guiadas, discussões sobre o texto e estratégias que ajudem a criança a pensar sobre o que leu.

    Quando a leitura se torna apenas “oralização”?

    É importante observar quando a leitura do aluno se resume a uma sequência de palavras faladas, sem construção de sentido.

    Alguns sinais comuns:

    • a criança lê corretamente, mas não sabe recontar o texto;
    • não consegue responder perguntas simples sobre o conteúdo;
    • depende sempre do professor para explicar o texto;
    • não faz inferências básicas.

    Nesses casos, o problema não está apenas na leitura em si, mas na ausência de estratégias de compreensão.

    O papel do vocabulário e dos conhecimentos prévios

    Outro fator importante é o vocabulário. Se a criança não conhece muitas palavras do texto, dificilmente conseguirá compreendê-lo.

    Além disso, a compreensão depende do que ela já sabe sobre o tema. Por isso, dois alunos podem ler o mesmo texto e ter compreensões completamente diferentes, dependendo de suas experiências anteriores.

    Como ajudar o aluno a avançar na compreensão?

    O trabalho com compreensão precisa ser intencional.

    Algumas estratégias importantes:

    • antes da leitura, ativar conhecimentos prévios sobre o tema;
    • durante a leitura, fazer pausas para perguntas simples;
    • pedir que a criança reconte o texto com suas palavras;
    • trabalhar com imagens e associações;
    • ensinar a localizar informações no texto.

    O objetivo não é apenas que o aluno leia, mas que pense sobre o que lê.

    Uma proposta de intervenção: leitura com mediação ativa

    Uma forma simples de intervir é começar explorando textos curtos e transformar a leitura em um processo guiado.

    Por exemplo:

    • o professor lê um trecho junto com o aluno;
    • faz perguntas durante a leitura (“o que você acha que vai acontecer agora?”);
    • pede previsões;
    • e, ao final, solicita que a criança reconte a história.

    Esse tipo de mediação ajuda a criança a sair da leitura mecânica e começar a construir sentido.´

    Um exemplo de jogo com texto curto é o Verdade?.

    Nesse jogo, a criança lê um pequeno texto e, em seguida, sorteia uma carta com uma afirmação relacionada ao conteúdo. A tarefa é analisar a informação e decidir se ela é verdadeira ou falsa, com base no que foi lido.

    Esse movimento é importante porque desloca o foco da leitura mecânica para a compreensão ativa, já que o aluno precisa interpretar o texto, recuperar informações relevantes e comparar o que foi afirmado com o conteúdo lido para tomar uma decisão.

    Esse tipo de atividade é especialmente interessante para crianças que já conseguem decodificar com certa fluência, mas ainda apresentam dificuldades de compreensão. Nesses casos, o jogo funciona como uma intervenção intermediária, pois exige que o aluno volte ao texto mentalmente, selecione informações e construa uma justificativa para sua resposta.

    Além disso, o professor pode atuar como mediador, ajudando a criança a localizar trechos do texto, esclarecer vocabulário e justificar sua decisão com base em evidências textuais. Esse apoio é fundamental para que a atividade não se reduza a um simples “chute”, mas se transforme em um exercício de leitura com sentido.

    Esse tipo de atividade favorece o desenvolvimento da leitura com sentido, pois a criança deixa de apenas “ler em voz alta” e passa a usar a leitura como ferramenta para pensar, confrontar informações e validar hipóteses a partir do texto.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF:

    Considerações finais

    Quando um aluno lê, mas não compreende, não estamos diante de um “não leitor”, mas de alguém em processo de desenvolvimento da leitura.

    Na maioria das vezes, ele já avançou na decodificação, mas ainda precisa desenvolver estratégias de compreensão e ampliar sua capacidade de construir sentido.

    Como aponta Morais (2013), a decodificação é condição necessária, mas não suficiente para a leitura competente.

    O papel do professor é justamente fazer essa ponte entre ler palavras e compreender textos.

    Referências Bibliográficas

    MORAIS, José. A arte de ler. São Paulo: Editora Unesp, 2013.

    SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.

    VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2001. (obra original publicada em 1934)

  • Verbo Faltante | Jogo de verbos para o ensino fundamental

    Verbo Faltante | Jogo de verbos para o ensino fundamental

    O-lá!

    Cada vez mais os jogos têm ganhado espaço nas salas de aula. E com razão! Eles despertam o interesse, envolvem as crianças e promovem o prazer de aprender. Mas, para que cumpram seu papel pedagógico, é essencial que o professor ou professora planeje cuidadosamente como serão utilizados.

    Não basta entregar o jogo e esperar que a mágica aconteça. É preciso pensar nos objetivos, prever possíveis dificuldades e estar presente durante a atividade, fazendo intervenções que estimulem a reflexão e favoreçam a aprendizagem. Ao final do jogo, um momento de sistematização é fundamental: o que foi aprendido? Como esse conhecimento pode ser usado em outras situações?

    Como bem afirmam Morais e Almeida (2022, p. 38):

    É preciso que esses jogos tenham sido planejados previamente pela/o docente e que as jogadas sejam mediadas de modo a promover o máximo de reflexão e descobertas possíveis.

    Ensinar com jogos é potente quando há intencionalidade pedagógica, presença ativa e registro do que foi aprendido.

    Para ilustrar essa proposta de trabalho intencional com jogos, compartilho hoje o “Verbo Faltante”, um recurso simples, mas com muito potencial para estimular a leitura e a construção de sentido. Vamos conhecer?

    Sugestão de uso:

    1. Coloque as cartas em uma pilha, viradas para baixo.
    2. Um jogador vira a carta do topo e, em seguida, lança o dado.
    3. Se o verbo sorteado puder completar a frase de forma coerente, o jogador lê a frase completa (flexionando o verbo, se necessário). Se acertar, fica com a carta. Caso contrário, o próximo jogador lança o dado.
    4. Vence quem conquistar mais cartas ao final da rodada.

    Gostou da ideia? Então experimente e conte como foi?! Vou amar saber 😊

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes; ALMEIDA, Tarciana Pereira da Silva. Jogos para ensinar ortografia: ludicidade e reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 30 cartas;
    • 01 dado;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e usar 🙂

    Talvez você queira saber:

    1. Como aproveitar melhor o jogo em turmas com diferentes níveis de leitura?

    Uma possibilidade é formar duplas ou pequenos grupos mistos, de modo que as crianças mais experientes possam ajudar as demais. Outra estratégia é o professor fazer a leitura das frases em voz alta para os que ainda não leem com autonomia, permitindo que participem da atividade de forma ativa, focando na compreensão e na construção do sentido da frase.

    2. É possível utilizar o jogo em atendimentos individuais de reforço escolar ou intervenção psicopedagógica?

    Sim, o jogo pode ser um ótimo recurso em contextos individuais. Ele permite observar como a criança lida com a leitura, com a compreensão de frases e com a construção de sentido. Além disso, a proposta lúdica favorece o vínculo e a motivação, aspectos essenciais no trabalho psicopedagógico. O profissional pode mediar de forma mais direcionada, ajustando o ritmo e explorando oralmente outras possibilidades para completar as frases.

    3. Qual a melhor forma de fazer a sistematização após a atividade?

    Ao final do jogo, é importante promover um momento de conversa com as crianças, retomando o que foi feito. Pode-se perguntar: “Quais frases vocês acharam mais engraçadas ou difíceis? ”, “O que aprendemos hoje com as palavras que usamos? ”. Esse momento pode ser acompanhado de registros escritos, por exemplo, escrever as frases completas que mais gostaram ou criar novas frases com os verbos usados no jogo. A sistematização ajuda a consolidar os aprendizados e dá sentido ao que foi vivenciado.

  • Conecte | Jogo de alfabetização para estimular compreensão de texto

    Conecte | Jogo de alfabetização para estimular compreensão de texto

    O-lá!

    O processo de alfabetização nem sempre segue uma linha reta. Ele pode ter avanços e recuos, momentos de descoberta e de dúvida, e isso é absolutamente normal. À medida que a criança vai se apropriando da leitura e escrita, ela percorre etapas que não se encaixam perfeitamente como degraus. Em vez disso, ela experimenta estratégias diferentes, testa hipóteses e, aos poucos, constrói um entendimento mais estável.

    Segundo estudos sobre a aquisição da leitura, é possível observar três grandes etapas nesse processo:

    • Etapa Logográfica (ou Pictórica)

    Nesta etapa inicial, a criança reconhece palavras de forma global, sem compreender a relação entre letras e sons. Ela identifica palavras familiares pelo formato ou pelo contexto, tratando-as como imagens. Por exemplo, pode reconhecer a palavra “Coca-Cola” apenas pela aparência das letras e das cores, mas sem saber decodificar cada letra individualmente.

    • Etapa Fonológica (ou Alfabética)

    Aqui, a criança começa a entender que as letras representam sons. Ela aprende a segmentar palavras e associar cada grafema (letra ou grupo de letras) ao seu respectivo fonema (som), conseguindo ler palavras novas. No entanto, a leitura ainda é lenta e exige bastante esforço.

    • Etapa Ortográfica (ou Lexical)

    Nesta etapa, a leitura se torna mais automática e fluente. A criança já reconhece muitas palavras inteiras rapidamente, sem precisar decodificar letra por letra.  Esse é o momento em que ela começa a ter maior compreensão dos textos, pois seu cérebro trabalha com um repertório visual de palavras memorizadas. Inclusive o tamanho da palavra (mais ou menos letras) já não é um desafio.

    Stanislas Dehaene (2022, p. 222) explica essa transição:

    À medida que a leitura se automatiza, o efeito do tamanho da palavra desaparece. Ele se torna totalmente ausente no bom leitor.

    Ou seja, conforme a leitura se torna fluida, a quantidade de letras de uma palavra deixa de ser um obstáculo, e a criança passa a ler de maneira cada vez mais natural.

    O que isso tudo significa na prática?

    Significa que é preciso ter conhecimento para identificar a fase que a criança está e proporcionar a ela estímulos adequados. Nem demais, nem de menos. Por exemplo, para uma criança que está lendo silabicamente é recomendável que os textos sejam curtos e acessíveis, como os do jogo “Conecte”, que permite à criança praticar a leitura sem sobrecarga. Aos poucos, conforme o interesse e a confiança crescem, os desafios podem ser ampliados, com textos mais longos e estruturas mais complexas. Além disso, a criança precisa ter contato com diferentes tipos de textos, explorando gêneros variados que fortaleçam sua fluência leitora e sua compreensão.

    Por que essa fase é tão importante?

    Porque é nela que a leitura se fortalece e se torna um hábito. A criança que tem contato constante com textos bem escolhidos desenvolve não só fluência, mas também compreensão e gosto pela leitura. Quanto mais exposta a diferentes estruturas, mais repertório ela constrói . O que impacta não apenas a leitura, mas também a escrita e a expressão de ideias.

    O jogo “Conecte” é um excelente recurso para esse momento, ajudando a transformar o processo em algo leve, acessível e motivador.

    Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestão de Uso: 

    1. Espalhe as cartas com as imagens viradas para cima sobre uma mesa. Coloque as cartas com textos dentro de um saco;
    2. A criança pega uma carta do saco, lê e aponta qual figura corresponde ao texto;
    3. Em seguida, conecta a carta à imagem para verificar se a associação foi correta;
    4. Para complementar, a criança pode escrever a frase no caderno e até mesmo construir um pequeno texto utilizando a frase da carta como ponto de partida.

    No vídeo abaixo tem outras sugestões de uso para o jogo Conecte 😉

    É isso! Gostou?

    A leitura precisa ser incentivada com afeto, desafios progressivos e oportunidades reais de contato com textos diversos. Vamos transformar cada experiência de leitura em algo significativo? Espero que o jogo “Conecte” contribua grandemente nessa missão. 🙂

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

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    • 24 cartas com textos;
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    Talvez você queira saber:

    1) Existe uma idade ideal para que a criança atinja a fase ortográfica na leitura ou isso varia?

    Não há uma idade fixa, pois o ritmo de aprendizagem varia. Em geral, as crianças entram na fase ortográfica da leitura entre os 7 e 9 anos. Mas isso depende do desenvolvimento individual e, principalmente, do nível de exposição e vínculo que a criança tem com a leitura no dia a dia.

    2) Se uma criança tem dificuldades com a leitura e lê silabicamente, o que pode ser feito para ajudá-la?

    O primeiro passo é avaliar a criança para entender o motivo da dificuldade. Ela pode precisar de um reforço no conhecimento dos fonemas (sons das letras) ou simplesmente de mais exposição à leitura para ganhar fluência. O processo de aprendizagem da leitura é como andar de bicicleta: quanto mais prática, mais natural se torna. Estratégias como jogos interativos, leitura em voz alta (individualmente, sem exposição!) e textos curtos podem ajudar a tornar essa prática mais eficaz e prazerosa.

    3) É possível que uma criança utilize estratégias de diferentes fases ao mesmo tempo?

    Sim! Na verdade, todos nós, adultos e leitores fluentes, recorremos, por exemplo, à leitura fonológica quando encontramos uma palavra desconhecida. Quer um exemplo? Leia esta palavra:

    Trimetilxantina

    A menos que você tenha experiência com componentes químicos, provavelmente leu silabicamente, decodificando parte por parte. Isso acontece porque essa palavra ainda não faz parte do seu léxico visual.

    Com as crianças, o processo é o mesmo. Elas podem reconhecer automaticamente palavras conhecidas (fase ortográfica), mas recorrer à leitura fonológica para palavras novas. A medida que essas palavras se tornam familiares, passam a ser lidas diretamente, sem a necessidade de decodificação.