Tag: dislexia

  • Frases Fatiadas

    Frases Fatiadas

    O-lá!

    Aprender a ler e a escrever é uma jornada única para cada criança, mas para algumas, esse caminho pode ser repleto de muitos obstáculos. Quem enfrenta dificuldades de aprendizagem passa por desafios intensos e muitas vezes invisíveis. Sofrem os pais, que muitas vezes não sabem como ajudar. Sofrem os professores, que desejam fazer a diferença, mas nem sempre encontram recursos ou estratégias eficazes. E, acima de tudo, sofre a criança, que, ao não conseguir atender às expectativas dos adultos, pode se sentir incapaz ou desmotivada. Esse sofrimento, embora real, pode ser minimizado com acolhimento, paciência e intervenções adequadas.

    E acima de tudo, é essencial lembrar: desanimar não é uma opção, assim como também não basta apenas esperar que as dificuldades se resolvam sozinhas. É preciso agir, buscar conhecimento e aplicar estratégias que tornem essa caminhada menos dolorosa e mais significativa.

    Stanislas Dehaene (2012, p. 250), em sua obra, nos lembra da incrível plasticidade do cérebro durante o processo de aprendizagem:

    Cada dia passado na escola modifica um número vertiginoso de sinapses. Preferências balançam, estratégias novas emergem, automatismos se estabelecem, redes novas se falam.

    Esse é um lembrete poderoso de que a aprendizagem, mesmo diante de desafios, é sempre um processo dinâmico e transformador. Mesmo os pequenos avanços, que às vezes passam despercebidos, representam mudanças no cérebro da criança.

    Entre as habilidades essenciais para a alfabetização, a consciência sintática desempenha um papel fundamental. Trata-se da capacidade de compreender e manipular a estrutura das frases, reconhecendo como as palavras se organizam para formar sentenças com sentido. Isso permite que a criança:

    • Identifique erros e faça correções;
    • Reorganize palavras para formar frases coerentes;
    • Compreenda nuances de significado dentro dos textos.

    Para estimular essa habilidade de forma interativa é que o jogo Frases Fatiadas foi desenvolvido! Ele ajuda a fortalecer a construção de frases e a compreensão textual, além de estimular o pensamento lógico e a coordenação motora fina. Pequenos avanços na consciência sintática podem fazer uma grande diferença no desenvolvimento da leitura e da escrita. Vamos ver como utilizar? 🙂

    Sugestão de Uso:
    1. Comece deixando a criança escolher uma carta com uma imagem.
    2. Após, entregue para a criança uma ficha que tem o mesmo número. Essa ficha contém uma frase relacionada à imagem escolhida, mas as palavras estão embaralhadas.
    3. Peça à criança que recorte as palavras da ficha e, em seguida, organize-as para formar uma frase coerente.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Que tal me contar 🙂

    Espero que pais, professores e crianças possam enxergar nesse processo não um fardo, mas uma oportunidade de crescimento compartilhado. Afinal, cada pequeno passo dado nessa jornada é uma vitória que merece ser celebrada.

    Um abraço e até mais!

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.


    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 24 cartas com imagens;
    • 24 fichas com palavras (frases embaralhas);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir e montar e jogar.

    Talvez você queira saber

    1) O “Frases Fatiadas” pode ser útil para crianças com transtornos de aprendizagem, como dislexia? 

    Sim! O Frases Fatiadas é um excelente recurso para crianças com dislexia e outras dificuldades de aprendizagem, pois trabalha a leitura e a escrita de forma lúdica e estruturada. Veja:

    • Redução da sobrecarga cognitiva: A criança manipula fisicamente as palavras, reduzindo a necessidade de manter toda a estrutura da frase na memória de trabalho.
    • Segmentação e reestruturação da frase: Facilita a visualização da organização das palavras e o reconhecimento de padrões sintáticos.
    • Foco na percepção visual e consciência sintática: Como as palavras estão separadas, a criança tem mais tempo para processar cada termo e entender sua posição na frase.
    • Atividade multisensorial: O ato de recortar, manipular e organizar fortalece a aprendizagem por meio do envolvimento motor, visual e cognitivo.

    2) O jogo pode ser associado a práticas de reescrita de textos para aprofundar o aprendizado? Como fazer essa transição?

    Sim! O “Frases Fatiadas” é um ótimo ponto de partida para reescrita e produção textual, ajudando a criança a compreender a estrutura das frases. Algumas formas de fazer essa transição:

    Expansão da frase: Após organizar a frase corretamente, peça para a criança ampliá-la adicionando detalhes.

    Frase original: “Juca já sabe a resposta.”

    Expansão: “Juca levantou a mão porque já sabe a resposta.”

    Reescrita a partir de uma história: Depois de organizar as frases, a criança pode utilizá-las para escrever uma história completa, conectando-as de maneira coerente.

    Atenção! Estudos mostram que escrever à mão contribui para a internalização dos conteúdos. Portanto, incentivar a criança a reescrever as frases pode ser um passo importante para consolidar o aprendizado.

  • Álbum de frases

    Álbum de frases

    O-lá!

    Durante o processo de alfabetização, as crianças enfrentam diversos desafios, e um deles é a segmentação das palavras, ou seja, aprender a escrever frases e textos colocando os devidos espaços entre as palavras. Muitas vezes, elas acabam juntando palavras que deveriam estar separadas ou separando o que deveria estar junto. Essas confusões são comuns e fazem parte do aprendizado. Então, vamos entender por que isso acontece e como podemos ajudar as crianças a superarem esses desafios?

    Segundo Jaime Luiz Zorzi (1998, p. 60):

    Na escrita alfabética, a separação das palavras por meio de espaços em branco implica o conhecimento convencional da grafia das mesmas e também de alguma noção do que possa ser uma palavra.

    Isso significa que, além de aprender a grafia correta, a criança precisa desenvolver uma compreensão clara do que constitui uma palavra distinta.

    Por isso, uma habilidade fundamental no desenvolvimento da escrita é a consciência de palavras, que é a capacidade de reconhecer que as frases são compostas por unidades menores chamadas palavras. Esta habilidade é importante para que as crianças aprendam a segmentar as palavras corretamente durante a escrita e pode ser iniciada já na educação infantil, por volta dos 4,5 anos. Estudos mostram que trabalhar a consciência fonológica, incluindo a consciência de palavras, desde cedo contribui significativamente para o sucesso na alfabetização. Atividades lúdicas e interativas que envolvem rimas, canções e jogos de palavras são eficazes para promover essa habilidade nas crianças. 

    Quando a criança ainda não tem bem desenvolvida a consciência de palavras, podem ocorrer:

    • Hipersegmentação: quando a criança separa indevidamente uma palavra em partes menores. Por exemplo, a palavra “naquele” pode ser escrita como “na quele”.
    • Hiposegmentação: quando a criança escreve menos separações do que o necessário. Por exemplo, “ele estava ali” pode ser escrito como “eleestava ali”.

    Com o desenvolvimento da consciência de palavras e a prática na escrita de frases e textos, essas dúvidas são resolvidas. A leitura regular e a prática da escrita ajudam as crianças a internalizarem as regras de segmentação das palavras.

    É importante lembrar que cada “equívoco” é uma oportunidade de aprendizagem e uma parte essencial do caminho para a alfabetização completa.

    Hoje eu trouxe o jogo Álbum de Frases. Ele é interessante porque já contribui para que a criança perceba que cada palavra foi escrita em um quadro do álbum. Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestão de uso:

    1. A criança escolhe uma personagem e precisa virar as demais cartas do álbum para formar uma frase coerente.
    2. Após isso, para contribuir na internalização dos espaços entre as palavras, é importante transcrever a frase para um caderno.

    Importante: O arquivo PDF com o recurso “Álbum de Frases” estará disponível gratuitamente no nosso site até esta quinta-feira (11/07/2024). Uhuuu!

    É isso! Espero que você goste!

    Um abraço e até o próximo post 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 10 personagens com possibilidade de formar diversas frases (veja o vídeo para uma melhor compreensão);
    • Instruções de uso.

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

    Após a finalização, o arquivo estará disponível para download acessando ‘Minha Conta’ no canto superior direito da tela, na seção Downloads, e também é enviado para o seu e-mail. Verifique a caixa de SPAM.

    Qualquer dúvida , entre em contato.

  • Maratona F-V

    Maratona F-V

    O-lá!

    Durante a jornada de alfabetização, é comum nos depararmos com um fenômeno intrigante: a troca de letras surdas x sonoras. Crianças que estão começando a se aventurar pelo universo da escrita frequentemente fazem trocas entre letras como F/ V, P/B, T/D, C /G… Essas trocas, embora possam parecer motivo de preocupação, são um sinal natural do desenvolvimento linguístico e representam uma etapa importante na hipótese alfabética da escrita.

    Como nos ensina Artur Gomes de Morais (2022, p. 15):

    As trocas (por exemplo, de P por B ou de F por V) são naturais quando as crianças alcançam uma hipótese alfabética e se devem a uma dificuldade de distinção fonológica, já que os fonemas a que essas letras se referem são muito parecidos.

    Esta fase é marcada pela tentativa da criança de mapear os sons da fala aos símbolos escritos, um processo que pode ser desafiador devido ao parecido acústico entre certos fonemas.

    Diante deste cenário, a introdução de atividades lúdicas é super importante. Jogos, brincadeiras e outras ferramentas pedagógicas divertidas podem desempenhar um papel fundamental no aprimoramento da capacidade de distinção fonológica. Por meio do lúdico, as crianças engajam de maneira mais profunda e natural, o que facilita a aprendizagem e a fixação dos fonemas de maneira correta.

    Hoje, eu trouxe como sugestão o jogo Maratona F/V, que está disponível em arquivo digital formato PDF na nossa loja. Temos outros recursos para contribuir, como por exemplo, o app Surdas x Sonoras (disponível na loja Google Play para celulares e tablets Android).

    Vamos à explicação do jogo Maratona F/V?

    Sugestão de Uso:

    1. Um jogador escolhe a “trilha do F” e usa o peão com a figura de uma formiga. O outro jogador escolhe a “trilha do V” e usa o peão com a figura de uma vaca.
    2. Organize duas pilhas de cartas. Em uma pilha, as frases devem ser completadas com palavras que começam com a letra F; na outra, com palavras que começam com V.
    3. Em sua vez, cada jogador joga o dado e pega uma carta da pilha correspondente à sua trilha. O desafio é encontrar uma palavra que complete a frase da carta, iniciando com a letra F ou V, conforme a trilha. Por exemplo, na trilha F, o jogador pode precisar completar a frase: “A prova de Paulo foi mais ______ do que ele imaginou”. Uma resposta possível seria “fácil”.
    4. Após completar a frase corretamente, o jogador avança o número de casas indicado pelo dado.
    5. Se parar em uma casa de cor laranja, o jogador deverá ficar parado uma rodada. Se parar em uma casa verde avança mais 3 casas, acelerando sua jornada.
    6. O primeiro jogador a chegar ao final de sua trilha é o vencedor!

    Dica: Para contribuir na diferenciação entre os fonemas, você pode pedir para que a criança coloque uma das mãos em torno do pescoço e fale algumas palavras que começam com V ou F. Enfatize o som inicial das palavras, exemplo: /ffffff-aca/ ou /vvvvvolume/. Ela sentirá que, ao pronunciar uma palavra que começa com o som V, há uma vibração maior na garganta em comparação com o fonema F. Esta técnica simples ajuda a criança a perceber fisicamente a diferença entre os sons, tornando o aprendizado mais interativo e eficaz. 

    Para uma melhor internalização das palavras, encoraje as crianças a escrevê-las usando letras em EVA, massinha de modelar ou até mesmo no quadro.

    Obs.: Se essas trocas de letras persistirem além do processo normal de alfabetização, é importante uma avaliação psicopedagógica.

    É isso! Gostou do jogo? Após jogar, conta pra mim como foi?

    Um abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    MORAIS, Artur Gomes de. Jogos para ensinar ortografia: ludicidade e reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 42 cartas com frases;
    • 01 peão/formiga;
    • 01 peão/vaca;
    • 01 dado;
    • 02 trilhas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

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  • Tap Tap Letras

    Tap Tap Letras

    O-lá!

    A jornada rumo à alfabetização é uma aventura fascinante e complexa, repleta de etapas significativas. Para nós, alfabetizados, nem sempre nos damos conta de tudo que uma criança precisa aprender até compreender o princípio alfabético.

    Durante a caminhada rumo à alfabetização, as crianças adquirem uma série de habilidades e conhecimentos fundamentais que as habilitam a ler e escrever de forma eficaz.

    Meninos e meninas vão, aos poucos, desvendando questões que para nós podem parecer bizarras, mas que são bem reais e que as pesquisas psicogenéticas e os professores de crianças pequenas reiteram todo ano. (MORAIS, 2022, p. 17)

    • Inicialmente, é importante que as crianças entendam que as palavras são representações de objetos, ações e sentimentos, mas que o tamanho físico de um objeto não está relacionado ao comprimento da palavra que o representa. Por exemplo, a palavra “elefante” tem mais letras do que “sol”, embora o sol seja muito maior em tamanho real.
    • Além disso, as crianças precisam aprender que as letras são símbolos estáveis que não podem ser inventados ou arbitrariamente rearranjados. A ordem das letras em uma palavra é fixa e essencial para o seu significado. Mudanças na ordem podem transformar completamente a palavra, alterando o significado ou tornando-a ininteligível.
    • Outro aspecto importante é o reconhecimento de que uma mesma letra pode ser repetida dentro de uma palavra e que certas combinações de letras frequentemente aparecem juntas, como “ch”, “lh” e “qu”. Este entendimento ajuda as crianças a decodificar palavras de maneira mais eficiente.
    • As crianças também são introduzidas à variedade de formas que uma letra pode assumir. Elas aprendem que, independentemente de uma letra ser maiúscula, minúscula ou cursiva, ela representa o mesmo som. Essa flexibilidade na representação gráfica é fundamental para a leitura em diferentes contextos e estilos de texto.

    Enfim, a alfabetização é um processo que exige tempo, paciência e prática. Portanto, é essencial que educadores e pais apoiem as crianças com encorajamento contínuo e recursos adequados que atendam às suas necessidades individuais de aprendizado.

    Hoje, eu trouxe como sugestão para ajudar nesta caminhada o jogo Tap Tap Letras. Ele tem como objetivo contribuir para que as crianças percebam que uma letra tem variações na sua forma; além disso, ele pode estimular as crianças a prestarem atenção aos sons iniciais das palavras e a relacioná-los às letras que os representam. Vamos ver?

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque as cartas com letras em uma pilha.
    2. Espalhe as cartas com figuras sobre uma mesa.
    3. Entregue para cada jogador uma pá (pode ser aquelas de matar insetos).
    4. Vire uma carta da pilha e mostre para as crianças. Diga o nome da letra e o som que ela representa de forma clara. Exemplo: /ffffff/ para a letra /F/.
    5. Os jogadores precisam localizar uma figura que comece com aquele som. Ao encontrar, bate com a pá sobre a carta.
    6. O primeiro a bater fica com a carta.
    7. Ganha o jogo quem conquistar mais cartas.

    É isso! Gostou do jogo? Ao entendermos a complexidade e os desafios envolvidos na alfabetização, podemos proporcionar um ambiente mais empático e eficaz para o desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita nas crianças.

    Espero que este jogo contribua muito. Ficarei imensamente feliz se receber notícias de que contribuímos.

    Um abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 26 cartas com letras;
    • 26 cartas com imagens;
    • 01 embalagem;
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  • Caça-Rimas

    Caça-Rimas

    O-lá!

    A consciência fonológica é a habilidade de reconhecer e manipular os sons da fala, sendo fundamental para o desenvolvimento da leitura e da escrita. Existem diferentes níveis de consciência fonológica, que incluem a consciência de palavra, consciência de rima,  a consciência silábica, a consciência intra-silábica e a consciência fonêmica. Cada nível representa um grau crescente de sensibilidade aos segmentos sonoros da fala.

    O jogo “Caça-Rimas” que estou prestes a compartilhar foi projetado para estimular a consciência de rima, um aspecto importante da consciência fonológica. Através deste jogo, que traz frases curtas em forma de poema, as crianças são incentivadas a identificar e formar palavras que rimam. As imagens irão facilitar o reconhecimento das palavras que precisam ser usadas.

    Estimular a identificação de rimas contribui para que as crianças superem o realismo nominal. Ou seja, que passem a compreender que as palavras são mais do que apenas seus significados; elas também são feitas de sons que podem ser analisados e manipulados. Essa compreensão é importante para o desenvolvimento da consciência fonológica e, consequentemente, para a aquisição da leitura e da escrita.

    Artur Gomes de Morais (2022, p. 148) destaca a importância dessa habilidade ao afirmar: “A superação do realismo nominal e a descoberta de que as palavras que soam parecido tendem a ser escritas com as mesmas letras, […], exigem que o aprendiz se desprenda dos significados e se atenha a analisar os significantes orais das palavras que falamos.” Esse processo de análise dos sons, independentemente de seus significados, é crucial para o sucesso na aquisição da linguagem escrita.

    Portanto, o jogo “Caça-Rimas” não apenas proporciona uma atividade lúdica e divertida, mas também desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das habilidades fonológicas essenciais para a alfabetização. Vamos ver como utilizá-lo?

    Sugestão de Uso:

    1. Coloque as cartas em uma pilha com as imagens viradas para baixo.
    2. Posicione o tabuleiro no centro da mesa ou no chão.
    3. Uma criança vira uma carta, observa a imagem e lê a frase, ou você lê para ela.
    4. A criança escreve a palavra que completa a rima na frase.
    5. Em seguida, ela procura essa palavra no tabuleiro (estará com as letras embaralhadas). Para ampliar o desafio você pode determinar um tempo para a criança localizar a palavra.
    6. Se a criança virar uma carta que estiver escrito “Pare”, passa a vez.
    7. O jogo continua até que alguém conquiste 3 cartas, tornando-se o vencedor.

    E aí, o que achou do jogo “Caça-Rimas”? Sua opinião é muito importante para mim e eu adoraria saber o que você pensa. Compartilhe seus comentários e experiências; juntos, podemos promover diversão e aprendizado!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    ATENÇÃO! Antes de finalizar o pedido confira se você cadastrou corretamente o seu e-mail.

    Após a finalização, o arquivo estará disponível para download acessando ‘Minha Conta’ no canto superior direito da tela, na seção Downloads, e também é enviado para o seu e-mail. Verifique a caixa de SPAM.

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  • Figura Faltante

    Figura Faltante

    O-lá!

    Que tal um jogo para estimular a alfabetização e, de quebra, exercitar a memória?! Eu acho maravilhoso, e você? Conte pra mim nos comentários 😉

    Já que eu comecei o post de hoje falando sobre memória, você sabia que houve um tempo em que se acreditou que ela estava localizada em uma única parte do nosso cérebro? Hoje sabemos que, na verdade, ela funciona por meio de uma rede de neurônios que processam e preservam diferentes tipos de informações distribuídas em diversas áreas de nosso cérebro. Ou seja, assim que uma informação chega, diversas conexões são ativadas simultaneamente e uma parte extensa do cérebro é envolvida no processamento das lembranças.

    Agora, o primeiro passo para uma pessoa acessar uma informação e depois tê-la registrada em suas lembranças, é o interesse. Do contrário, é como se o cérebro estivesse desligado.  

    O jogo que eu trouxe hoje tem como pano de fundo o objetivo de estimular a alfabetização, porém, a criança é envolvida em uma brincadeira de tentar descobrir uma figura faltante. Isso é super bacana para “ligar” o sistema de interesse/motivação da criança. E uma criança engajada, motivada, com certeza aprende mais fácil 😉

    […] Não tendo motivação, não tem atenção, não tem boa aquisição de novas informações, não tem formação de memórias, e pode não ter um bom aprendizado. (RIESGO, 2007, p.270)

    Sendo assim, “bora ligar” o sistema de interesse/motivação da criançada?

    Sugestão de Uso:

    Comece mostrando para a criança uma cartela que tem duas imagens. Dê um tempinho para ela observar e, depois, tire a cartela do campo de visão dela. Entregue para a criança outra cartela que contenha somente uma das figuras que ela viu na cartela anterior.

    Ela deve escrever o nome da imagem que está faltando.

    Por fim, você revela a primeira cartela para ela conferir.

    Para ampliar o desafio, aumente o número de cartelas. Ou seja, apresente duas, três, quatro cartelas para a crianças observar e depois descobrir as imagens que estão faltando.

    É isso! De maneira divertida você promoverá aprendizagem!

    Um abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtorno da memória. In ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.

    REFERÊNCIA

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 18 fichas com duas figuras;
    • 18 fichas faltando uma figura;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

     

  • Pegando Carona

    Pegando Carona

     O-lá!

    Este jogo ficou demais de “bão”… Hehe! Aprender com um jogo assim é muito mais divertido! E, por falar em diversão, não sei se você que está lendo este texto já acompanha o nosso trabalho há muito tempo ou se é a primeira vez que está passando por aqui, mas, de qualquer forma, saiba que levamos bem a sério a questão do lúdico na aprendizagem!

    O jogo “Pegando Carona” é mais um dos muitos jogos que temos disponíveis aqui no site com este intuito: promover aprendizagem com diversão. Nele, a criança é instigada a fazer análise das palavras para perceber seus sons e, ao mesmo tempo, as sílabas que representam esses sons são apresentadas a ela. É importante sabermos que nem todas as crianças vão entender de imediato o jogo e que isso faz parte do processo de cada aprendiz. Ou seja, é preciso persistir e mediar até que nossa presença não seja mais necessária.

    […] a expectativa não deve ser de que todas as crianças tenham sucesso imediato em cada atividade. Se fosse assim, não haveria razão para o ensino. (ADAMS, et al., p. 32, 2006)

    Vamos então à explicação do jogo?

    Sugestão de Uso:

    Coloque em um saco todas as cartas que tem os nomes das imagens.

    Organize uma pilha com as demais cartas (embaralhadas e com as imagens viradas para baixo).

    Um jogador pega uma carta do saco e observa nos círculos que estão abaixo do nome da figura para verificar qual deles está preenchido. Ele indica qual parte do nome da figura o jogador deve encontrar igual em outra carta (começo, meio ou final).

    Então, cada jogador, na sua vez, vira uma carta da pilha. Como nestas cartas não estão escritos os nomes das figuras, o jogador poderá utilizar os círculos como pista. Porém, isso não quer dizer que qualquer figura que tenha o mesmo círculo preenchido será o correto. O jogador precisará segmentar o nome da figura em pedaços/sílabas e prestar atenção ao som para verificar se nele a sílaba/som se repete no mesmo lugar (começo, meio ou final) da outra carta.

    O jogador que encontrar, fica com a carta que tem o nome da figura. As demais devem ser devolvidas à pilha.

    Se um jogador virar uma carta que tiver a figura de um carro, pega para si todas as cartas acumuladas pelo outro jogador.

    Vence o jogo quem acumular primeiro três cartas.

    Encerro este post deixando um forte abraço e desejando que você possa aproveitar muito com as crianças o jogo “Pegando Carona”!

    No vídeo que tem logo abaixo você poderá ver o jogo com mais detalhes 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 18 cartas com imagens e palavras;
    • 18 cartas com imagens;
    • 04 cartas com figura de um carro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Domissilexa

    Domissilexa

    O-lá!

    Lembra que há algumas semanas eu compartilhei aqui no site o jogo Domissílabas, um jogo de dominó com sílabas simples? Pois bem, atendendo a pedidos, desenvolvi o Domissílexa que tem, além de sílabas simples, sílabas complexas.

    Os dois jogos, com níveis diferentes, podem servir tanto para promover o aprendizado quanto para avaliar os conhecimentos já adquiridos pelas crianças. Sim, avaliar, porque você sabe que, durante um jogo, geralmente, as crianças estão mais soltas, justamente por se sentirem mais livres do “olhar avaliativo”. Então, por exemplo, é possível utilizar o Domissílabas (sílabas simples) e ver o desempenho das crianças. Se o nível de conhecimento destas sílabas estiver dominado, então é melhor apresentar o Domissílexa (sílabas complexas).

    Agora, o registro após uma brincadeira é sempre importante para consolidar a aprendizagem. Querem uma sugestão?

    Após algumas rodadas do jogo, é possível ampliar e fazer uma brincadeira. Por exemplo, colocar as peças do dominó em um saco. Você retira uma peça e, sem revelar a figura, fala uma sílaba. As crianças tentam lembrar qual figura estava no dominó, com aquela mesma sílaba, e escrevem o nome. 

    Viu que desta forma também estimulamos e avaliamos como está a memória das crianças?! Ou seja, algumas vezes buscamos um instrumento avaliativo e o jogo pode ser nosso melhor aliado.

    […] Para a realização de uma avaliação significativa, o profissional deve deter-se no planejamento e na escolha do instrumento […]. (VALIATI, 2017, p. 51)

    Agora vamos à explicação mais detalhada deste jogo que, apesar de se basear no jogo de dominó tradicional, possui algumas peculiaridades.

    Sugestão de uso:

    Distribua as peças igualmente entre as crianças. Se sobrar, reserve para uma eventual “compra”.

    Sorteiem quem colocará a primeira peça no centro da mesa.

    O jogador seguinte deve colocar uma peça que forme o nome da figura. Uma pista é que as sílabas que formam a palavra têm as mesmas cores. Porém, isto não quer dizer que qualquer sílaba que tenha a mesma cor formará o nome da figura! É preciso ficar atento a isso. 

    Gente, espero que as informações aqui compartilhadas tenham sido úteis.

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    VALIATI, Marcia Regina Machado Santos. Promoção e proteção ao desenvolvimento infantil. In: ANTONIUK, Sergio Antonio; et all. Praticas em neurodesenvolvimento infantil: fundamentos e evidências científicas. Curitiba: Íthala, 2017.

    Veja o vídeo com a explicação do jogo 😉

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    • 24 peças;
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    • Instruções de uso.

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  • Palavra Oculta

    Palavra Oculta

    O-lá!

    O jogo que eu trouxe de sugestão para vocês hoje é um daqueles que tem muitoooo a contribuir com crianças que estão iniciando o processo de alfabetização ou que estejam apresentando dificuldade na aquisição da leitura e escrita. Digo isso porque ele estimula tanto a consciência fonológica como também o conhecimento de sílabas simples.

    Eu não sei se você que está lendo este post já tem conhecimento sobre o processo de construção da leitura e escrita, mas, como qualquer aprendizado, a alfabetização deve sempre ser apresentada do simples para o complexo. O jogo Palavra Oculta, de maneira lúdica, proporcionará isso.

    Antes de explicar o jogo quero salientar, como já falei em outras publicações, que a consciência fonológica tem papel fundamental na caminhada que levará a criança a ser alfabetizada. Muitos aprendentes, inclusive, apresentam dificuldades neste processo, que poderiam ser evitadas com o desenvolvimento da consciência fonológica. Felizmente, muitas das brincadeiras que são realizadas na educação infantil contribuem com esse conhecimento. É o caso de brincadeiras com ritmos, rimas e sons. No entanto, apesar dessas contribuições, é necessário maior aprofundamento nas habilidades de consciência fonológica para facilitar a alfabetização.    

    […] as pesquisas mostram claramente que a consciência fonológica pode ser desenvolvida por meio da instrução e, mais do que isso, que fazê-lo significa acelerar a posterior aquisição da leitura e da escrita por parte da criança. (ADAMS, et al., 2012, p. 21)

    Agora sim podemos partir para a explicação do jogo.

    Sugestão de uso:

    A criança deve escolher uma cartela e falar o nome da figura que aparece na margem superior. Depois, observar os círculos que estão logo abaixo dela. Eles representam a quantidade de sílabas (você pode dizer “pedaços” para a criança) do nome da figura. Peça para a criança colocar um dedo sobre um dos círculos cada vez que falar um “pedaço” do nome da figura. Depois disso, a criança deve observar que um dos círculos está colorido de verde. Este círculo representa o som que ela deverá usar para descobrir a “palavra oculta”.

    Exemplo: Na carta que tem as figuras de um /BOLO/ e um /CACHORRO/, os círculos que estão coloridos são os primeiros. Sendo assim, a criança deverá prestar atenção aos sons das sílabas iniciais das duas palavras para descobrir a palavra oculta: /BOCA/. Depois que ela descobrir a palavra que formou (apenas falando os sons), você pede para ela tentar escrever utilizando as fichas com as sílabas.

    Ahhhh, ficou bom demais este jogo, você não acha? No vídeo abaixo você conseguirá visualizar melhor a explicação do jogo.

    Um forte abraço e até o próximo post.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica: em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Dica importante: Apresente para a criança primeiro as cartelas de que ela tenha que extrair somente os sons das sílabas iniciais, depois somente sons finais e deixe por último as cartelas de que a criança tenha que extrair os sons mediais. Isso é importante, porque os sons mediais são mais complexos em termos de percepção.

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    • 15 cartelas com figuras;
    • 21 fichas com sílabas;
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    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

  • Zigue-zague das Letras

    Zigue-zague das Letras

    O-lá!

    Hoje quero começar dividindo com vocês um exemplo de mensagem que recebo frequentemente: “Tens atividades para um menino de 7 anos que é autista?”. Eu entendo a angústia de quem me envia essas mensagens. Eles(as) querem fazer um bom trabalho e, geralmente, não sabem por onde começar! A faculdade nem sempre nos prepara para a diversidade com que precisamos lidar em uma sala de aula ou atendimento psicopedagógico, etc. Porém, preciso ser sincera. Eu me formei no magistério em 1989 (sim, no século passado…Rsrs!), fiz faculdade, duas pós-graduações, diversos cursos e na área da alfabetização… São quase 20 anos de experiência. Mesmo assim, digo com convicção: é muito complexo e irresponsável indicar jogo, atividade ou qualquer recurso sem conhecer a criança pessoalmente. Especialmente, se basear em diagnóstico. Tem tanto diagnóstico equivocado por aí!

    A meu ver, o melhor caminho para escolher um jogo, recurso, atividade (independente da criança e qualquer diagnóstico que a família tenha trazido) é alinhar os conhecimentos prévios e interesses da criança com os objetivos que pretendemos alcançar. Fazendo estes questionamentos podemos escolher o recurso com mais assertividade. Em especial os jogos lúdicos, que quando utilizados com responsabilidade, promovem significativas alterações emocionais, físicas e cognitivas! Alguns efeitos são vistos de imediato, outros a médio e longo prazo!

    O jogo é movimento em torno e por dentro do sujeito integral. […]. Por meio dos jogos, abrem-se infinitas possibilidades de estímulos para a aprendizagem. (AMARAL e OHY, 2018 apud AMARAL e NASCIMENTO, 2020, p. 23).

    O jogo que eu trouxe como sugestão hoje é um daqueles simples, mas muito eficiente para estimular a alfabetização e a orientação espacial. Será que ele pode contribuir com a criança que você está pensando utilizar? Espero que sim! Porém, é preciso um olhar e escuta voltados para a criança.

    Vamos ver o jogo?

    Sugestão de Uso:

    A criança seleciona uma carta. Ela deve descobrir uma “palavra secreta”. Como dica ela pega uma ficha com o caminho a seguir (as duas cartas têm o mesmo número).

    Segue a indicação da sequência dos números que aparecem na carta para descobrir a “palavra secreta.”

    Quer ampliar a brincadeira? Vire a carta com as letras, peça para a criança escrever a palavra que ela descobriu. Depois, vire a carta para ela verificar se acertou.

    Gostou do jogo? Conta pra mim!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    AMARAL, Anderson; NASCIMENTO, Adriana Limeira do. Jogos de estimulação cognitiva e motora. Rio de Janeiro: Wak, 2020.

    Veja o vídeo com a explicação do jogo 😉

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