Certamente, muitos dos profissionais que trabalham na área da educação dedicam – ou pelo menos deveriam – um tempo no planejamento das atividades que irão realizar com seus aprendentes. Esse planejamento inclui pensar, por exemplo, naquela criança que não está evoluindo como deveria. Por vezes, podem lembrar de uma atividade que já utilizaram com outra criança que tinha a mesma idade, estava apresentado as mesmas dificuldades, e, inclusive, tinha até o mesmo diagnóstico médico.

imageA questão é: podemos elaborar uma atividade observando apenas os itens citados?

Digo com toda convicção que NÃO. E o motivo é muito simples: por trás das dificuldades e dos diagnósticos residem seres humanos que sentem, que respiram, que têm desejos, anseios e particularidades. Então, uma atividade que serve muito bem para um sujeito pode não produzir o mesmo efeito para outro. Independentemente de terem a mesma idade e apresentarem dificuldade semelhante.

Agora, supondo que o profissional só se dê conta do equívoco da escolha da atividade no transcorrer da mesma, quando percebe que não está proporcionando o aprendizado desejado, e o aprendiz começa a apresentar sinais intensos de frustração – e veja, cada ser humano demonstra a frustração de jeito diferente: com choro, não querendo fazer a atividade, parecendo estar no mundo da lua, etc. -, o que o profissional deve fazer? Sensibilidade é a resposta para essa pergunta. É nesse momento que entra a sensibilidade do mediador de saber conduzir a atividade para melhor proveito do aprendiz. Em alguns casos é até mais prudente interromper a atividade, e, quem sabe, tentar em outro momento, do que insistir em algo que está causando um nível de frustração muito intenso.

Então, é isso! Para preparar uma atividade de intervenção é preciso antes de tudo olhar e escutar o aprendente para elaborar algo que tenha desafio, porém, que seja possível de ser realizado. Essa atitude com certeza fará a diferença e será um ponto significativo para promover o ensino de qualidade que tanto almejamos.

Especialista em Psicopedagogia Clinica e Institucional. Formação em Avaliação Dinâmica do Potencial de Aprendizagem e em PEI (Programa de Enriquecimento Instrumental) pelo CDCP (Centro de Desenvolvimento Cognitivo do Paraná) Centro de Treinamento Autorizado pelo Hadassah Wizo-Canada Reserach Institute e pelo ICELP - The Internacional Center for the Enhancement of Learning Potential, Jerusalém - Israel. Experiência em alfabetização e dificuldades de aprendizagem. Autora do e-book: "Mamãe, deixe-me crescer" e idealizadora da Revista Psicosol. Ama ler e tem levado bem a sério a sua brincadeira de escrever.

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