Tag: alfabetização lúdica

  • Sacola de palavras I Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    Sacola de palavras I Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    A construção da escrita durante a alfabetização

    O-lá!

    Durante o processo de alfabetização, a criança não apenas aprende quais letras utilizar, mas busca compreender como a escrita funciona. Ela observa, faz tentativas, compara suas produções e cria hipóteses para representar as palavras.

    Nesse processo, a criança precisa compreender que a escrita representa a fala e, gradualmente, estabelecer relações entre os sons das palavras e as letras que os representam.

    Como explica Magda Soares (2016, p. 124):

    “Assim, para aprender a ler e a escrever, é necessário que o aprendiz volte sua atenção para os sons da fala, e tome consciência das relações entre eles e sua representação gráfica, tanto no nível da palavra quanto no nível das relações fonema-grafema […]”

    Essa compreensão é construída aos poucos, por meio de situações em que a criança pode observar palavras, comparar suas escritas, testar possibilidades e perceber novas relações entre sons e letras.

    Por isso, propostas que convidam a criança a pensar sobre a escrita e participar ativamente desse processo podem favorecer avanços importantes na alfabetização.

    Conheça o jogo Sacola de Palavras

    O Sacola de Palavras foi desenvolvido justamente com essa intenção: criar situações em que a criança possa observar palavras, registrar suas ideias e estabelecer relações entre sons e letras durante o processo de alfabetização.

    Neste jogo, cada ficha possui uma figura acompanhada de quadros correspondentes à quantidade de letras da palavra. Por exemplo, a palavra “avião” possui cinco letras; por isso, a ficha apresenta cinco espaços para o registro da escrita.

    Como o jogo ajuda na reflexão sobre a escrita?

    Esse detalhe pode ajudar muito crianças que estão na hipótese silábica. Às vezes, a criança escreve, por exemplo, “OAT” para “tomate”. Ao perceber que ainda sobraram quadros vazios, ela pode começar a refletir que aquela quantidade de letras talvez não seja suficiente para representar toda a palavra.

    Ao perceber essa diferença, a criança é incentivada a rever sua hipótese de escrita e a compreender, gradualmente, o princípio alfabético.

    Esse processo de reflexão torna a aprendizagem mais significativa, pois permite que a criança construa novos conhecimentos a partir das próprias descobertas.

    Habilidades estimuladas pelo jogo Sacola de Palavras

    Além disso, o jogo cria oportunidades para a criança:

    • observar letras iniciais;
    • relacionar sons e escrita;
    • refletir sobre a quantidade de letras necessária para escrever cada palavra;
    • ampliar o vocabulário;
    • desenvolver atenção e concentração;
    • participar de situações de escrita com mais envolvimento e significado.

    Sugestão de Uso

    1. Distribua igualmente as fichas com figuras entre os participantes.
    2. Em seguida, coloque letras dentro de um pote. Podem ser utilizadas letras em EVA ou fichas com letras impressas.
    3. Sorteie uma letra. Por exemplo: a letra F. Apresente o som da letra e diga o seu nome. A criança que tiver uma ficha cuja imagem seja iniciada com esse som deverá escrever o nome correspondente. Após concluir a escrita, guarda a ficha dentro da sacola.
    4. Vence quem conseguir guardar primeiro todas as suas fichas na sacola.

    Sugestão de Mediação

    Durante a atividade, evite informar imediatamente como a palavra é escrita. Em vez disso, incentive a criança a refletir fazendo perguntas como:

    “Qual é o primeiro som que você escuta? E qual som vem depois?”

    Outra estratégia é enfatizar o fonema que a criança ainda não conseguiu identificar. Por exemplo, se ela não perceber o fonema /s/ na palavra “estojo”, o professor pode destacar esse som ao pronunciar a palavra:

    /essssstojo/

    Assim, a criança é incentivada a estabelecer relações entre os sons da fala e sua representação por letras.

    Uma proposta lúdica para favorecer a alfabetização

    O Sacola de Palavras transforma a escrita em uma experiência de investigação. Enquanto brinca, a criança observa, compara, testa hipóteses e faz novas descobertas sobre o sistema de escrita alfabética.

    Quando utilizados com intencionalidade pedagógica, jogos como esse favorecem a participação ativa da criança e tornam o processo de alfabetização mais significativo e prazeroso.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? 😊

    Um forte abraço e aguardo você no próximo post!

    Referência Bibliográfica

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

     

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    Perguntas Frequentes

    1. O jogo Sacola de Palavras é indicado para qual fase da alfabetização?

    Para crianças que estão construindo hipóteses sobre a escrita e iniciando a escrita de palavras.

    2. O jogo pode ser utilizado com crianças com dificuldades de aprendizagem, TEA (autismo), dislexia ou TDAH?

    Sim. O Sacola de Palavras pode ser utilizado como um recurso pedagógico em diferentes contextos de aprendizagem, sempre considerando as características e necessidades de cada criança.

    As fichas possuem imagens reais e espaços amplos para a escrita, recursos que podem favorecer a identificação das figuras, a organização visual e o registro das palavras, especialmente para crianças que podem se beneficiar de maior apoio visual e de mais espaço para realizar a escrita.

    O jogo pode ser aplicado individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, conforme os objetivos do educador.

    Por que o jogo Sacola de Palavras contribui para o processo de alfabetização?

    Porque ele cria situações em que a criança pode refletir sobre a escrita das palavras, relacionar sons e letras e construir conhecimentos sobre o sistema de escrita alfabética de maneira lúdica e significativa.

    Talvez você também goste

    ✏️ Achou, Escreveu! | Jogo de alfabetização para escrita de palavras
    Uma proposta divertida para estimular a escrita, relacionando leitura, imagem e registro das palavras.
    https://psicosol.com/achou-escreveu/

    🎯 Bingolavras | Jogo de alfabetização
    Um bingo com figuras e palavras que favorece a associação entre imagem, leitura e escrita.
    https://psicosol.com/produto/arquivo-bingolavras/

    🔡 Bingossílabas | Jogo para estimular consciência silábica
    Uma proposta para brincar com sílabas simples, estimulando a percepção sonora e a construção de palavras.
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  • Achou, Escreveu! | Jogo de Alfabetização para escrita de palavras

    Achou, Escreveu! | Jogo de Alfabetização para escrita de palavras

    Autonomia na escrita: um desafio importante no processo de alfabetização

    Antes de apresentar o jogo, quero falar um ponto importante no processo da alfabetização: a autonomia das crianças durante a escrita.

    Suponha uma situação em sala de aula em que você propõe uma atividade de escrita e, antes mesmo de tentarem, algumas crianças perguntam: “Como escreve?”. Outras olham para o caderno do colega ou simplesmente dizem que não sabem e desistem de escrever.

    É claro que esse comportamento pode ter diferentes explicações, e é sempre importante investigar o que está acontecendo. Em alguns casos, por exemplo, as crianças podem estar inseguras, com medo de errar.

    Mas, independentemente da causa, como ajudar essas crianças a conquistarem mais autonomia durante a escrita?

    Favorecer a autonomia não significa deixar a criança sozinha

    O primeiro passo é compreender que favorecer a autonomia não significa deixar a criança sozinha diante da dificuldade. Pelo contrário. Significa organizar intervenções que façam a criança pensar sobre a escrita, com a mediação atenta do professor.

    Isso acontece quando o professor propõe situações em que a criança precisa buscar e tomar decisões sobre como escrever. Por exemplo, uma criança com hipótese de escrita pré-silábica pode ficar paralisada diante da proposta de escrever o nome de um animal, simplesmente por não saber por onde começar.

    Nessa situação, um banco de palavras, ou seja, uma lista com palavras que servem como referência para a criança durante a atividade, pode ser um excelente apoio. No entanto, não basta apenas disponibilizá-lo: algumas crianças precisam de orientação para compreender como localizar a palavra desejada e utilizá-la como referência para sua tentativa de escrita. Nesse processo, a intervenção do professor é fundamental, não para fornecer a resposta pronta, mas para mediar a atividade por meio de perguntas, pistas e estratégias que ajudem a criança a chegar à escrita.

    O equilíbrio entre desafio e mediação favorece a aprendizagem

    É esse equilíbrio entre propor desafios e realizar intervenções pontuais que permite que a criança avance. Aos poucos, ela passa a construir estratégias próprias para escrever, deixando de depender exclusivamente do professor, mas sem perder o apoio necessário ao seu processo de aprendizagem.

    Como destaca Magda Soares (2021, p. 23):

    Do ponto de vista propriamente linguístico, o processo de alfabetização é, fundamentalmente, um processo de transferência da sequência temporal da fala para a sequência espaço-direcional da escrita, e de transferência da forma sonora da fala para a forma gráfica da escrita […].

    Ou seja, é fundamental que a criança estabeleça relações entre aquilo que fala, aquilo que observa e a forma como essas palavras são representadas na escrita. Quanto mais oportunidades ela tiver para fazer esse percurso de forma ativa, maiores serão as possibilidades de construir conhecimentos sobre o sistema de escrita alfabética e avançar em seu processo de aprendizagem.

    Pensando em proporcionar esse tipo de experiência, eu trouxe como sugestão o jogo Achou, Escreveu!. Nele, a criança deverá localizar, de acordo com instruções, diferentes animais no tabuleiro e escrever seus respectivos nomes.

    Quais habilidades são estimuladas com este jogo?

    • leitura;
    • escrita de palavras;
    • ampliação do vocabulário;
    • orientação espacial;
    • atenção e concentração;
    • percepção visual.

    Sugestão de uso

    Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e deixe as cartas em uma pilha viradas para baixo.

    Para tornar a brincadeira mais desafiadora, estabeleça um tempo para cumprir a missão utilizando uma ampulheta ou cronômetro.

    Na sua vez, a criança pega uma carta, lê a frase (ou um adulto faz a leitura) e procura, no tabuleiro, o animal indicado.

    Depois de encontrá-lo, escreve o nome do animal.

    Se conseguir encontrar o animal e escrever o nome dentro do tempo combinado, a criança fica com a carta. Caso contrário, ela deve colocá-la embaixo da pilha.

    Vence quem conquistar o maior número de cartas ao final da partida.

    Sugestão de mediação

    Resista à tentação de fornecer a escrita pronta logo na primeira dúvida. Em vez disso, convide a criança a refletir sobre a palavra. Você pode fazer perguntas como:

    • Qual é o nome deste animal?
    • Com qual som esta palavra começa?
    • Qual letra pode representar este som?

    O objetivo não é evitar a ajuda, mas fazer com que ela favoreça a reflexão e a construção de estratégias que, gradualmente, tornem a criança mais autônoma durante a escrita.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica

    SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2021.

    .

     

     

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    Perguntas frequentes

    1. Em que fase da alfabetização este jogo é indicado?
    O jogo pode ser utilizado com crianças em diferentes fases do processo de alfabetização. O professor ou responsável pode adaptar a proposta conforme a hipótese de escrita da criança. Por exemplo, para uma criança que esteja apresentando hipótese de escrita pré-silábica, pode ser disponibilizado um banco de palavras para que ela identifique o nome correspondente à imagem e o utilize como apoio para a escrita. À medida que a criança avança, o jogo pode ser realizado com maior autonomia.

    2. Este jogo pode ser usado em sala de aula?
    Sim. Pode ser utilizado em atividades individuais, em pequenos grupos ou com a turma toda, com adaptações conforme os objetivos do professor.

    3. Este jogo pode ser utilizado com crianças com dificuldades de aprendizagem ou com TEA (autismo)?
    Sim. Ele pode ser utilizado como um recurso pedagógico em contextos de aprendizagem, oferecendo oportunidades de prática de forma lúdica. O professor ou responsável pode adaptar o nível de dificuldade conforme as necessidades e o ritmo de cada criança.

    4. Qual é o principal objetivo do jogo?
    O objetivo do jogo é ajudar a criança a consolidar a escrita de palavras de forma significativa, por meio de uma proposta lúdica que estimula a reflexão sobre a escrita.

  • O Sumiço das Sílabas | Jogo de alfabetização para completar palavras

    O Sumiço das Sílabas | Jogo de alfabetização para completar palavras

    Como trabalhar a formação de palavras na alfabetização com um jogo pedagógico

    O-lá!

    Sabemos que a alfabetização acontece de forma muito mais significativa quando a criança participa ativamente do processo, interage, levanta hipóteses, conversa, escuta e reflete sobre a língua escrita em diferentes contextos. Ela precisa perceber que a escrita não é apenas uma sequência de letras, mas uma forma de representar a linguagem, na qual diferentes elementos se organizam para construir palavras com significado.

    Atividades que envolvem observar, comparar e completar palavras podem favorecer essa reflexão, especialmente quando são propostas em situações significativas e desafiadoras.

    Como destaca Ana Albuquerque (2022, p. 87):

    […] A linguagem escrita deverá estar presente de modo constante e significativo na sala de aula, por meio da criação de rotinas de escrita e leitura e da organização de oportunidades e experiências individuais, a pares e em grupo, promovendo a discussão de pontos de vista e a reflexão metalinguística.

    Pensando nisso, trouxe como sugestão o jogo O Sumiço das Sílabas, uma proposta lúdica em que a criança precisa encontrar a sílaba que falta para completar o nome das figuras. Durante a brincadeira, ela observa, compara possibilidades, testa hipóteses e reflete sobre a estrutura das palavras enquanto participa de um desafio divertido.

    Como trabalhar a formação de palavras de forma lúdica

    A formação de palavras é uma importante etapa do processo de alfabetização. Para compreender como a escrita funciona, a criança precisa perceber relações entre aquilo que fala e aquilo que escreve, observando semelhanças, diferenças e regularidades presentes nas palavras.

    Os jogos pedagógicos podem contribuir nesse processo porque proporcionam situações em que a criança participa ativamente da aprendizagem. Ao procurar a sílaba que completa uma palavra, ela precisa mobilizar seus conhecimentos, analisar pistas e tomar decisões para resolver o desafio proposto.

    No jogo O Sumiço das Sílabas, a criança não apenas identifica uma parte da palavra, mas pensa sobre como aquela sílaba se relaciona com o restante da escrita. Essa reflexão favorece a construção do conhecimento de maneira mais significativa e prazerosa.

    Habilidades estimuladas

    • formação de palavras;
    • leitura de palavras;
    • reflexão sobre a estrutura das palavras;
    • consciência linguística;
    • atenção e concentração;
    • percepção visual;
    • memória;
    • participação em jogos com regras;
    • interação social.

    Sugestão de uso do jogo

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana, com as fichas em formato de “pegadas” cobrindo as sílabas. Deixe as cartelas em uma pilha, viradas para baixo.
    2. Vire a primeira cartela e mostre a figura aos jogadores. Na sua vez, cada participante escolhe uma das pegadas do tabuleiro e a levanta para verificar se a sílaba escondida completa corretamente o nome da figura.
    3. Se a sílaba encontrada completar a palavra, o jogador fica com a ficha. Caso contrário, devolve a pegada ao mesmo lugar, cobrindo novamente a sílaba, e passa a vez ao próximo participante.
    4. O jogo continua até que todas as cartelas sejam utilizadas. Ao final da partida, vence quem reunir o maior número de fichas.

    Mediação

    Durante a partida, incentive a criança a observar atentamente a figura e dizer seu nome em voz alta. Se necessário, repita a palavra de forma lenta e natural e convide-a a pensar em qual sílaba está faltando para completar a palavra.

    Após revelar uma sílaba no tabuleiro, aproveite o momento para ampliar a aprendizagem. Se a criança acertar, leia a palavra completa com ela e converse sobre sua estrutura. Caso não encontre a sílaba correta, incentive-a a ler a palavra utilizando a sílaba revelada. Muitas vezes surgirão palavras que não existem. E isso pode render momentos divertidos! Aproveite essas situações para refletir com a criança sobre por que aquela sílaba não completa corretamente a palavra e qual seria a opção adequada.

    Evite fornecer a resposta imediatamente. Dê tempo para que a criança observe, compare possibilidades, formule hipóteses e participe ativamente da construção do conhecimento. Essa mediação torna o jogo ainda mais significativo para o desenvolvimento da leitura e da escrita.

    Jogos pedagógicos como apoio à alfabetização

    Na alfabetização, experiências concretas e significativas podem fazer diferença no envolvimento da criança com a aprendizagem. Quando ela participa de uma atividade desafiadora, com objetivos claros e momentos de reflexão, encontra mais sentido no contato com a linguagem escrita.

    O jogo O Sumiço das Sílabas não substitui o trabalho sistemático de alfabetização realizado pelo professor, mas pode ser um recurso complementar para criar situações de aprendizagem em que a criança observa, compara, formula hipóteses e amplia seus conhecimentos sobre a formação das palavras.

    Por hoje é isso!

    Gostou do que viu por aqui?

    Um abraço e até o próximo post 😉

    Perguntas frequentes

    1. Como ajudar uma criança que tem dificuldade para formar palavras?

    Crianças em processo de alfabetização podem apresentar diferentes desafios ao compreender como as palavras são formadas. Por isso, antes de escolher uma atividade ou recurso, é importante observar e identificar exatamente onde está a dificuldade apresentada pela criança.

    Conhecer aquilo que ela já sabe é um passo fundamental, pois essas informações ajudam o professor a escolher estratégias de intervenção mais adequadas às suas necessidades.

    Algumas perguntas podem auxiliar nessa observação: Como está o desenvolvimento da consciência fonológica dessa criança? Ela consegue perceber semelhanças sonoras entre as palavras? Reconhece os sons que cada letra representa? Já compreende que a escrita representa a fala? Consegue identificar partes das palavras ou ainda depende muito do apoio das imagens e da oralidade?

    A partir dessa análise, é possível propor atividades que façam sentido para o momento de aprendizagem da criança. Jogos pedagógicos podem ser recursos complementares nesse processo, pois permitem trabalhar a leitura, a formação de palavras e a reflexão sobre a escrita de maneira lúdica e significativa.

    2. Como trabalhar a formação de palavras na alfabetização?

    A formação de palavras pode ser trabalhada por meio de atividades que envolvam leitura, escrita, comparação entre palavras e reflexão sobre sua estrutura. Propostas lúdicas, como jogos de alfabetização, tornam esse aprendizado mais significativo, pois permitem que a criança participe ativamente, faça descobertas e construa conhecimentos.

    3. O jogo “O Sumiço das Sílabas” trabalha apenas sílabas?

    Embora o jogo envolva a identificação de sílabas, sua proposta vai além dessa habilidade. A dinâmica do jogo também favorece outras habilidades importantes. Ao observar as jogadas dos colegas, a criança pode lembrar quais sílabas já foram encontradas e onde estavam localizadas no tabuleiro. Em uma próxima rodada, essa memória poderá ajudá-la a tomar melhores decisões durante a brincadeira.

    Dessa forma, o jogo também estimula atenção, memória, percepção visual, estratégias de resolução de problemas e interação entre os participantes, tornando a aprendizagem mais ampla e significativa.

    4. Para quais crianças o jogo é indicado?

    O jogo é indicado para crianças em processo de alfabetização, podendo ser utilizado em diferentes contextos, como sala de aula, atendimento psicopedagógico, reforço escolar e Atendimento Educacional Especializado (AEE). A mediação pode ser adaptada conforme os conhecimentos e as necessidades de cada criança.

    Referência bibliográfica

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

     

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  • Dino Embaralhado | Jogo de alfabetização para organizar letras e formar palavras

    Dino Embaralhado | Jogo de alfabetização para organizar letras e formar palavras

    O-lá!

    Quando pensamos em alfabetização, é essencial lembrarmos que a leitura é um processo ativo. A criança prevê, testa possibilidades e constrói sentido a partir do que já sabe.

    De acordo com Frank Smith (2003), a leitura envolve um processo de previsão, no qual o leitor utiliza seus conhecimentos prévios para atribuir significado ao que está escrito.

    Isso significa que, ao oferecer pistas sobre o que está escrito para uma criança em processo de aprendizagem da leitura e da escrita, ou sobre o que esperamos que ela escreva, ajudamos a ampliar seu pensamento, levantar hipóteses mais consistentes e se envolver de forma mais significativa com a palavra.

    Foi a partir dessa compreensão que elaboramos o jogo Dino Embaralhado. Organizamos o jogo de forma intencional, incluindo pistas que auxiliam a criança a antecipar quais palavras podem ser formadas a partir de um determinado grupo de letras embaralhadas: nome de animal, fruta, objeto ou vestuário.

    Além disso, as imagens do tabuleiro também funcionam como pistas. Por exemplo: se a dica for “é um animal”, a criança poderá observar quais animais estão disponíveis no tabuleiro e, com base nisso, tentar formar o nome de um deles com as letras apresentadas. (Logo abaixo, há mais detalhes sobre o uso do jogo.)

    Dessa forma, a atividade se torna mais acessível para uma criança que está em processo de aprendizagem, desafiadora na medida certa e muito mais envolvente, favorecendo não apenas o acerto, mas principalmente o raciocínio durante o processo.

    Habilidades estimuladas:

    • leitura e formação de palavras;
    • atenção e concentração;
    • velocidade de processamento;
    • associação entre palavra e imagem;
    • flexibilidade cognitiva.

    Sugestão de uso:

    1. A criança puxa a tira que sai da boca do “Dino”. Nessa tira, encontrará uma palavra com as letras embaralhadas.
    2. Antes de iniciar, será dada uma pista, como: é o nome de um animal, de uma fruta, de um objeto ou de uma peça de vestuário.
    3. Com base nessa informação, a criança deverá descobrir qual é a palavra e organizá-la dentro de um tempo determinado. Se for possível, utilize uma ampulheta ou um cronômetro para marcar esse tempo.
    4. Se conseguir, ganha uma fichinha e deverá procurar, no tabuleiro, a figura correspondente à palavra, colocando a fichinha sobre ela.
    5. Ao final, todos contam suas fichinhas para descobrir quem conquistou mais.

    Ao propor atividades como essa, nosso objetivo vai além do acerto imediato. Queremos que a criança pense, levante hipóteses, teste possibilidades e, principalmente, se envolva com o processo de aprendizagem de forma significativa e prazerosa.

    Quando ajustamos o nível de desafio e oferecemos pistas adequadas, criamos um caminho mais acessível e motivador, respeitando o momento de cada criança e favorecendo avanços reais na leitura e na escrita.

    Espero que essa proposta possa contribuir com a sua prática e trazer momentos de aprendizagem leve, divertida e cheia de descobertas.

    Um abraço,
    Sol 💛

    Referência Bibliográfica:

    SMITH, Frank. Compreendendo a leitura: uma análise psicolinguística da leitura e do aprender a ler. Porto Alegre: Artmed, 2003.

     

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  • Lago das Sílabas | Jogo de alfabetização com sílabas para formação de palavras

    Lago das Sílabas | Jogo de alfabetização com sílabas para formação de palavras

    O-lá!

    Em um primeiro olhar, especialmente quando ainda não conhecemos profundamente o processo de alfabetização, é comum que a escrita de uma criança chame atenção pelo que “não está certo”. Mas, por trás dessas produções, existe algo muito mais importante acontecendo: a criança está pensando.

    Os estudos na área da alfabetização nos ajudaram a compreender que as primeiras tentativas de escrita não são aleatórias. Existe intenção, organização de ideias e construção de conhecimento em cada registro.

    Mesmo que, para um olhar menos atento ou com pouco conhecimento sobre o assunto, pareça uma escrita cheia de erros, hoje já sabemos que isso não procede. No entanto, nem sempre foi assim.

    Como aponta Ana Albuquerque (2022, p. 77):

    […] pouca importância era dada às primeiras produções escritas das crianças, sendo consideradas simples garatujas sem significado e que não envolviam qualquer ligação com a cognição. Eram vistas como reproduções erradas da escrita […].

    Ainda bem que os tempos são outros, não é mesmo?…Rsrs!

    Hoje, já sabemos que a criança está, sim, pensando sobre a escrita, testando hipóteses e organizando suas ideias sobre como a língua funciona.

    E quando esse olhar muda, muda tudo junto. A escrita deixa de ser julgada apenas pelo acerto e passa a ser compreendida como parte essencial do processo.

    É exatamente nesse ponto que os jogos entram com força. Porque, no jogo, a criança:

    • arrisca sem medo;
    • testa combinações;
    • observa o que funciona e o que não funciona;
    • aprende de forma ativa e significativa.

    Hoje eu trouxe como sugestão o “Lago das Sílabas”. Um jogo em que o sapinho precisa pular de sílaba em sílaba, formando palavras ao longo do caminho.

     Habilidades estimuladas:

    • formação e segmentação de palavras;
    • leitura inicial;
    • atenção e planejamento;
    • orientação espacial;
    • flexibilidade cognitiva.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Cada jogador, na sua vez, avança com seu peão tentando formar uma palavra. Pode se mover para a direita, esquerda, frente, atrás e na diagonal, mas não pode pular sílabas.
    3. A cada jogada, deve registrar a palavra formada em uma folha ou caderno.
    4. O jogo termina para o jogador que chegar à última sílaba da margem superior. Ao chegar, não pode mais se mover. Mas atenção: o vencedor não é quem chega primeiro, e sim quem consegue formar mais palavras ao longo do caminho.

    No fim das contas, mais importante do que chegar rápido é o que a criança constrói durante o percurso.

    É isso, turma! Gostaram do que viram por aqui?

    Um abraço e a gente se encontra no próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

     

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    • 01 tabuleiro;
    • 04 peões;
    • instruções de uso.

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  • Intrusa F/V, P/B, T/D, M/N | Jogo para trabalhar trocas de letras

    Intrusa F/V, P/B, T/D, M/N | Jogo para trabalhar trocas de letras

    Troca de letras na alfabetização: como ajudar crianças que confundem F/V, P/B, T/D e M/N

    O-lá!

    A criança troca F por V, P por B, T por D ou M por N durante a escrita? Essas trocas são relativamente comuns no processo de alfabetização e nem sempre indicam um transtorno. Neste artigo, você entenderá por que elas acontecem, como ajudar a criança a diferenciar esses sons e conhecerá um jogo pedagógico criado para tornar essa aprendizagem mais concreta e significativa.

    Por que algumas crianças trocam letras na escrita?

    Se você trabalha com alfabetização ou acompanha uma criança nesse processo, talvez já tenha observado que, mesmo após um caminho bem construído, algumas delas ainda apresentam trocas na escrita, como F/V, P/B, T/D e M/N.

    Essas trocas costumam gerar dúvidas e preocupações, principalmente quando persistem por mais tempo do que o esperado.

    Mas é importante dizer com clareza: nem toda troca de letras indica um transtorno. Não precisamos, de imediato, patologizar ou associar essas dificuldades a quadros como dislexia ou TDAH, embora, em alguns casos, essas condições também possam estar presentes.

    Antes de qualquer rótulo, há algo essencial: a criança precisa desenvolver sua capacidade de perceber e diferenciar os sons da fala (fonemas) e relacioná-los às letras (grafemas).

    Esse trabalho faz parte do desenvolvimento da consciência fonológica e da aprendizagem do sistema de escrita alfabética.

    Como ajudar a criança a diferenciar os sons?

    Muitas crianças se beneficiam quando direcionamos sua atenção para pequenas pistas durante a produção dos sons.

    Por exemplo:

    • No som de /m/, os lábios se tocam; no /n/, isso não acontece.
    • O uso de um espelho permite que a criança observe os movimentos da boca enquanto produz os sons.
    • No /v/, ocorre vibração das cordas vocais; no /f/, não. Colocar a mão no pescoço durante a pronúncia ajuda a perceber essa diferença.

    Esses recursos tornam os sons mais perceptíveis e favorecem a discriminação entre letras que costumam gerar confusão durante a leitura e a escrita.

    Como destacam Artur Gomes de Morais e Tarciana Pereira da Silva Almeida (2022, p. 66):

    […] quando um aprendiz escreve faca em lugar de vaca, precisa de ajuda para perceber a distinção entre os fonemas /f/ e /v/.”

    Ou seja, estamos falando de uma habilidade que pode e deve ser ensinada por meio de intervenções intencionais.

    O que essas crianças precisam?

    Em vez de apenas repetir exercícios de escrita, elas costumam se beneficiar de propostas que favoreçam a reflexão sobre os sons das palavras.

    Algumas estratégias importantes são:

    • apoio direcionado;
    • atividades que evidenciem os sons da fala;
    • comparação entre palavras parecidas;
    • intervenções que chamem atenção para as diferenças entre os fonemas;
    • oportunidades de observar, comparar e tomar decisões;
    • jogos que tornem a aprendizagem mais leve e motivadora.

    Jogo “Intrusa”: trabalhando F/V, P/B, T/D e M/N de forma lúdica

    Pensando nessa necessidade, criei o Jogo Intrusa, um recurso pedagógico para trabalhar a discriminação entre fonemas que costumam gerar confusão durante a alfabetização.

    A proposta é simples e divertida: identificar quando uma palavra não pertence ao grupo correspondente, ou seja, quando há uma intrusa.

    Enquanto joga, a criança compara palavras, analisa seus sons, faz escolhas e fortalece a relação entre fonemas e grafemas de maneira significativa.

    Como funciona o jogo?

    O tabuleiro é colocado no centro da mesa, com os jogadores sentados um de frente para o outro.

    Cada participante fica responsável por um dos lados do tabuleiro. No tabuleiro F/V, por exemplo, um jogador trabalha com palavras escritas com F e o outro com palavras escritas com V.

    Na sua vez, o jogador:

    1. Lança o dado.
    2. Avança o número de casas correspondente.
    3. Observa a palavra onde parou.
    4. Verifica se ela pertence ao seu lado ou se encontrou uma palavra intrusa.

    Quando identifica corretamente uma palavra intrusa, ganha um bônus e avança mais três casas.

    Vence quem chegar primeiro ao círculo central do tabuleiro.

    Quais habilidades são estimuladas?

    Durante a brincadeira, a criança desenvolve diversas habilidades importantes para a alfabetização, como:

    • discriminação dos fonemas F/V, P/B, T/D e M/N;
    • relação entre fonemas e grafemas;
    • consciência fonológica;
    • leitura de palavras;
    • atenção e concentração;
    • análise e comparação de palavras;
    • raciocínio durante a tomada de decisões.

    Para quem o jogo é indicado?

    Este material pode ser utilizado por:

    • professores dos Anos Iniciais;
    • professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE);
    • psicopedagogos;
    • fonoaudiólogos;
    • profissionais do reforço escolar;
    • famílias que desejam complementar a aprendizagem em casa.

    Ao longo da brincadeira, a criança é convidada a observar, comparar, analisar e refletir sobre os sons da fala e sua relação com as letras. Essas experiências tornam o processo de aprendizagem mais ativo, participativo e significativo.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Espero que este jogo possa contribuir com o seu trabalho e proporcionar momentos de aprendizagem de forma leve e envolvente.

    Um abraço e até o próximo post

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Jogos para ensinar ortografia: ludicidade e reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

     

    Clique no linki abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro F/V;
    • 01 tabileiro P/B;
    • 01 tabuleiro T/D;
    • 01 tabuleiro M/N;
    • 01 dado;
    • 04 peões;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

    Perguntas frequentes

    1. É normal a criança trocar F por V ou P por B na escrita?

    Sim. Durante a alfabetização, essas trocas e outras semelhantes podem fazer parte do processo de aprendizagem. Quando persistem, é importante realizar uma avaliação psicopedagógica, para compreender os fatores envolvidos e planejar intervenções adequadas.

    Observação: Se as trocas ocorrerem na fala (oralidade), é fundamental realizar uma avaliação fonoaudiológica.

    2. O jogo serve apenas para F e V?

    Não. O material contempla quatro pares de letras que costumam gerar confusão:

    • F/V;
    • P/B;
    • T/D;
    • M/N.

    3. A partir de que idade o jogo é indicado?

    Mais importante do que a idade é o momento de aprendizagem da criança. O jogo é indicado para crianças que já compreenderam o princípio alfabético e apresentam escrita alfabética, mas ainda realizam trocas entre as letras F/V, P/B, T/D e M/N durante a escrita.

  • Puxa Palavras | Jogo de alfabetização para trabalhar consciência silábica

    Puxa Palavras | Jogo de alfabetização para trabalhar consciência silábica

    O-lá! 😊

    No processo de alfabetização, é muito comum pensarmos leitura e escrita como habilidades separadas. No entanto, do ponto de vista do desenvolvimento, elas caminham juntas e se influenciam constantemente.

    Mesmo quando a proposta envolve apenas leitura, é importante compreender que há impactos diretos sobre a escrita. Ao ler, a criança entra em contato com as formas convencionais das palavras, observa regularidades e começa a construir representações mentais sobre como elas são organizadas.

    Como aponta Magda Soares (2016, p. 84):

    […] Assim, a escrita alfabética prepara e estimula o uso de uma estratégia alfabética na leitura; por outro lado, a leitura propicia a internalização de representações ortográficas que podem ser transferidas para uma escrita ortográfica.

    Isso significa que, mesmo em atividades centradas na leitura, a criança está, ao mesmo tempo, fortalecendo bases importantes para a escrita, especialmente no que se refere à consolidação de padrões ortográficos.

    Pensando nisso, trago como sugestão o jogo “Puxa Palavras”, que trabalha a leitura de forma significativa e favorece esse processo.

    Algumas habilidades estimuladas:

    • Leitura de palavras;
    • Atenção à estrutura das palavras (sílabas);
    • Identificação da última sílaba e relação com o início de outra palavra;
    • Ampliação de vocabulário;
    • Pensamento lógico-dedutivo;
    • Atenção e concentração.

    Sugestão de uso do jogo

    1. Organize as crianças sentadas em círculo.
    2. Distribua igualmente as cartas entre as crianças. O que sobrar, deixe de lado para uma eventual compra.
    3. Coloque a locomotiva que puxa o vagão com a palavra “nove” no centro da mesa.
    4. A criança que tiver uma carta com uma palavra que começa com “VE” (última sílaba de “nove”) deve colocá-la ao lado do vagão. O jogo segue dessa forma, sempre conectando a última sílaba de uma palavra ao início da próxima.
    5. O jogo termina quando não houver mais vagões.

    Este não é um jogo com ganhadores ou perdedores, a montagem do trem é coletiva.

    Propostas como essa mostram, na prática, como a leitura pode ser trabalhada de forma ativa e significativa, contribuindo para o avanço da alfabetização como um todo.

    Gostou do que viu por aqui? O jogo está disponível gratuitamente na nossa loja.

    Espero que essa proposta contribua com a sua prática e torne o momento de leitura ainda mais significativo para as crianças. 💛
    Depois me conta como foi!

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

     

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    • 43 cartas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

     

  • Papa Erros | Jogo de alfabetização para trabalhar ortografia

    Papa Erros | Jogo de alfabetização para trabalhar ortografia

    O-lá! 😊

    Depois que a criança compreende o funcionamento do sistema de escrita alfabética, um novo desafio passa a fazer parte do processo de alfabetização: a ortografia. Nessa etapa, ela precisa aprender que algumas palavras não podem ser escritas apenas com base nos sons da fala, exigindo o desenvolvimento da memória ortográfica e o contato frequente com a escrita correta das palavras.

    Diferentemente das palavras que seguem regras previsíveis, existem aquelas cuja grafia precisa ser aprendida gradualmente por meio da leitura, da escrita e de experiências significativas com a linguagem. Pensando nesse desafio, hoje eu trouxe como sugestão o jogo Papa Erros, uma proposta lúdica que favorece a reflexão sobre a escrita correta das palavras.

    Por que algumas palavras são mais difíceis de escrever?

    Quando a criança chega à escrita alfabética, muita coisa já foi conquistada: ela compreende a relação entre sons e letras e consegue registrar palavras de forma legível. Mas é justamente nesse momento que surge um novo desafio e, muitas vezes, o mais persistente: a ortografia.

    Na língua portuguesa, nem sempre existe uma regra que explique por que determinada palavra é escrita de uma forma e não de outra. Existem as chamadas correspondências fonográficas irregulares, isto é, situações em que o mesmo som pode ser representado por letras diferentes.

    Um exemplo clássico é:

    • gigante (com G);
    • jiló (com J).

    As duas palavras começam com o mesmo som, mas são escritas de maneiras diferentes. Nesses casos, conhecer apenas a relação entre sons e letras não é suficiente. A criança precisa construir, aos poucos, a memória da escrita correta dessas palavras.

    Memória ortográfica: por que ela é importante?

    Esse é um ponto fundamental no ensino da ortografia.

    Nas palavras que seguem regularidades, a criança pode compreender padrões e utilizá-los na escrita. Já nas palavras irregulares, o caminho é diferente: entra em cena a memória ortográfica.

    Isso acontece quando a criança tem oportunidades de:

    • encontrar frequentemente determinada palavra na leitura;
    • utilizá-la em diferentes situações de escrita;
    • refletir sobre sua grafia;
    • registrar essa palavra diversas vezes em contextos significativos.

    Não se trata de decorar mecanicamente, mas de construir familiaridade com a escrita correta ao longo do tempo.

    Como destacam Artur Gomes de Morais e Tarciana Pereira da Silva Almeida (2022, p. 21):

    “[…] pensamos que é mais importante ajudar a criança a, desde cedo, escrever ‘homem’, ‘hoje’ e ‘hora’, palavras que reaparecerão nos textos de que será autora, do que cobrar, aos 7 ou 8 anos, que ela não erre ao escrever palavras raras como ‘harpa’, ‘holofote’ ou ‘hélice’.”

    Essa reflexão nos convida a priorizar palavras que realmente fazem parte do cotidiano da criança e que aparecerão com frequência em suas produções escritas.

    Foi pensando nisso que desenvolvi o Papa Erros. Na seleção das palavras, procurei utilizar exemplos de uso frequente, tornando o aprendizado mais significativo e funcional.

    O que a criança desenvolve com este jogo?

    O Papa Erros possibilita trabalhar:

    • ortografia de palavras frequentes;
    • palavras com S/Z;
    • palavras com X/CH;
    • palavras com C/Ç/SC;
    • palavras com R/RR;
    • palavras com G/J;
    • entre outras dificuldades ortográficas;
    • construção da memória ortográfica;
    • atenção e concentração;
    • reflexão sobre a escrita.

    Quando utilizar este jogo?

    O Papa Erros é indicado para crianças que já compreenderam o princípio alfabético e iniciaram a aprendizagem da ortografia. Pode ser utilizado em sala de aula, atendimentos individuais, pequenos grupos ou como atividade complementar para favorecer a reflexão sobre a escrita correta das palavras.

    Sugestão de uso

    1. Deixe que cada criança escolha o seu “monstro” (o seu lado do jogo).
    2. Coloque as cartas em uma pilha.
    3. Na sua vez, cada criança pega uma carta, lê a frase para o colega e informa qual palavra deverá ser soletrada.
    4. Se o colega soletrar corretamente, nada acontece.
    5. Se cometer um erro, deverá puxar o seu lado da tira, fazendo com que o monstro “coma” uma pastilha.
    6. Perde quem ficar primeiro sem nenhuma pastilha.

    Dica: Para favorecer a construção da memória ortográfica, incentive as crianças a escreverem as palavras trabalhadas durante ou após a partida. A escrita complementa a reflexão realizada durante o jogo e contribui para a internalização da grafia correta.

    Quando o desafio deixa de ser como escrever e passa a ser como escrever corretamente, entramos no campo da ortografia. Nesse processo, compreender que algumas palavras seguem regras e outras dependem da memória ortográfica faz toda a diferença. Recursos lúdicos como o Papa Erros tornam essa aprendizagem mais significativa, participativa e prazerosa.

    Referência Bibliográfica:

    MORAIS, Artur Gomes de. Jogos para ensinar ortografia: ludicidade e reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

     

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:
    • 36 cartas;
    • 04 “monstrinhos”
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

    Perguntas frequentes

    1. Em que fase da alfabetização este jogo é indicado?

    O Papa Erros é indicado para crianças que já compreenderam o funcionamento do sistema de escrita alfabética e iniciaram o aprendizado da ortografia.

    2. O principal objetivo deste jogo é ensinar regras ortográficas?

    Não. O principal objetivo é favorecer a reflexão sobre a escrita correta das palavras e contribuir para a construção da memória ortográfica, especialmente em palavras que não seguem regras simples.

    3. Quais dificuldades ortográficas podem ser trabalhadas?

    O jogo permite trabalhar diferentes correspondências ortográficas, como S/Z, X/CH, G/J, R/R, C/Ç/SC, entre outras, utilizando palavras frequentes no cotidiano da criança.

    4. Este jogo pode ser utilizado em sala de aula?

    Sim. Pode ser utilizado em sala de aula, atendimentos individuais, pequenos grupos ou como atividade complementar para consolidar a aprendizagem da ortografia.

    5. Por que trabalhar palavras de uso frequente?

    Porque são palavras que a criança utilizará com maior frequência em suas produções escritas. Quanto mais contato ela tiver com essas palavras em situações significativas, maiores serão as oportunidades de construir a memória ortográfica.

    6. Como potencializar a aprendizagem durante o jogo?

    Além de soletrar, é interessante que as crianças também escrevam as palavras trabalhadas. A combinação entre leitura, oralidade, escrita e reflexão favorece a consolidação da grafia correta.

    7. Este jogo pode ser utilizado com crianças com dificuldades de aprendizagem?

    Sim. O Papa Erros pode ser utilizado com crianças com diferentes perfis de aprendizagem, incluindo aquelas com dislexia, autismo e outras condições, desde que a proposta seja adaptada às suas necessidades e mediada por um professor, psicopedagogo ou outro profissional responsável.

  • Frase Escondida | Jogo de alfabetização para leitura e construção de frases

    Frase Escondida | Jogo de alfabetização para leitura e construção de frases

    O-lá!

    Estimular a leitura desde a mais tenra idade é abrir portas para o desenvolvimento integral da criança. Muito antes de saber decodificar palavras, ela já pode (e deve) ser inserida em um ambiente rico em linguagem: ouvir histórias, manusear livros, observar imagens, brincar com sons e palavras. Esse contato contribui para o desenvolvimento da imaginação, da oralidade, da atenção e da construção de sentido, bases fundamentais para a alfabetização.

    Como nos lembra Stanislas Dehaene (2012, p. 250):

    […] a pedagogia não será jamais uma ciência exata. Contudo, entre a infinidade de formas de alimentar um cérebro com palavras, algumas são bem melhores do que outras. Cabe a cada professor experimentar com zelo e rigor a fim de identificar, dia após dia, os estímulos ótimos com os quais se alimentarão os alunos.

    Nesse processo, é essencial oferecer experiências significativas e envolventes. E é aí que os jogos entram como grandes aliados, especialmente para as crianças em início do processo de alfabetização.

    Os jogos tornam a aprendizagem mais leve, prazerosa e motivadora. Ao brincar, a criança se envolve emocionalmente, presta mais atenção, se arrisca mais e aprende sem o peso da obrigação. Além disso, os jogos favorecem a repetição de forma natural, o que é fundamental para a consolidação das aprendizagens iniciais, como o reconhecimento de palavras, a construção de frases e a compreensão leitora.

    Hoje, eu trouxe como sugestão o jogo “Frase Escondida”, uma proposta muito rica em possibilidades! Vamos ver?

    Habilidades estimuladas com o jogo:

    • Leitura de palavras e frases;
    • compreensão leitora;
    • atenção e concentração;
    • pensamento lógico;
    • organização da linguagem escrita;
    • construção de frases simples;
    • Formulação de hipóteses.

    Sugestão de uso:

    1. Apresente a atividade para a criança com a frase coberta.
    2. A criança deverá ler as pistas com atenção e tentar descobrir qual é a frase escondida.
    3. Após levantar hipóteses, ela registra sua resposta (escrevendo ou falando, dependendo do nível) e, em seguida, você revela a frase para ela conferir.

    É isso! Gostou do jogo?

    Jogos como esse mostram que aprender a ler pode (e deve!) ser um processo cheio de sentido, desafio e diversão.

    Um abraço e até o próximo post! 💛

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2018.

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    • 30 desafios;
    • fichas com palavras e figuras;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

  • No Rastro das Palavras | Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    No Rastro das Palavras | Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    O-lá!

    Durante o processo de alfabetização, é comum encontrarmos atividades em que a criança apenas copia palavras ou repete exercícios. Embora essas propostas tenham seu espaço, elas nem sempre favorecem algo essencial: o ato de pensar sobre a escrita.

    Aprender a escrever envolve mais do que reproduzir. A criança precisa observar, comparar, levantar hipóteses e tomar decisões. É nesse movimento que a aprendizagem se torna mais significativa.

    Nesse sentido, propor desafios é fundamental. Como afirma Lev Vygotsky:

    O aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer. (VYGOTSKY, 1991, p. 101)

    Essa ideia reforça que o ensino precisa criar situações em que a criança seja desafiada a pensar, e não apenas a repetir.

    Quando a criança precisa descobrir uma palavra a partir de pistas, como é o caso do jogo “No Rastro das Palavras”, que eu trouxe hoje como sugestão, a criança não está apenas tentando acertar. Ela está: analisando informações, fazendo relações, testando possibilidades, organizando o próprio pensamento.

    Esse tipo de atividade contribui para uma aprendizagem mais ativa, em que a escrita passa a fazer sentido.

    Habilidades estimuladas:

    • leitura e interpretação de pistas;
    • escrita de palavras;
    • pensamento lógico;
    • atenção e concentração;
    • formulação de hipóteses;
    • tomada de decisão;
    • autonomia.

    Vamos ver como utilizar o jogo?

    Sugestão de Uso:

    1. Cubra a imagem com a carta do investigador.
    2. A criança deve ler as pistas e tentar descobrir qual é a figura que está escondida.
    3. Em seguida, ela escreve o seu palpite. Depois, revele a imagem para conferir se acertou.

    Considerações finais:

    Criar oportunidades para que a criança pense antes de escrever é um passo importante para tornar a aprendizagem mais significativa.

    Quando há desafio, envolvimento e propósito, o processo de alfabetização se torna mais potente e também mais interessante para quem aprende.

    Referência Bibliográfica:

    Lev Vygotsky, L. S. A formação social da mente. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

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    • 27 cartas;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.