Tag: alfabetização lúdica

  • Mudando de Palavra

    Mudando de Palavra

    O-lá!

    Eu não sei você, mas eu amo jogos em que as crianças precisam resolver enigmas. O jogo que eu trouxe hoje como sugestão traz um desafio bem significativo para crianças em processo de alfabetização.
    Nós, pessoas alfabetizadas, já sabemos que acrescentar ou tirar uma sílaba de uma palavra poderá fazer com que ela se transforme em outra completa diferente, mas as crianças que então sendo alfabetizadas já sabem disso?

    Se ainda não sabem, o jogo Mudando de Palavra, irá contribuir para fazer elas perceberem isso. Além da alfabetização este jogo tem como objetivo estimular a atenção e o pensamento lógico.

    Os jogos, de uma maneira geral, quando bem escolhidos e com objetivos claros preestabelecidos, são nossos aliados para motivar e promover aprendizagem. Ou seja, só precisamos saber o que exatamente pretendemos quando buscamos por um jogo, porque a motivação das crianças com eles é inquestionável, faz parte da própria natureza da evolução.

    […] A criança não é atraída por algum jogo por forças externas inerentes ao jogo e sim por uma força interna, pela chama acesa de sua evolução. […] (ANTUNES, p. 37)

    Sugestão de Uso:

    Espalhe as cartas com imagens viradas para cima sobre uma superfície plana e coloque as fichas com enigmas dentro de um saco.

    Entregue para cada jogador uma pá (pode ser aquelas do tipo mata-moscas).

    Você tira uma ficha da sacola e lê em voz alta para todos tentarem descobrir a resposta. Exemplo: “A palavra /FLORESTA/ menos /TA/ fica…”

    Em seguida, todos ao mesmo tempo procuram por uma carta que tenha “FLORES” e batem com sua pá.

    Quem acertar, fica com a ficha.

    Se houver empate, fica com a carta quem estiver com a pá por baixo, porque este foi quem bateu primeiro 😉

    No vídeo abaixo você poderá ver mais detalhes do jogo.

    É isso! Espero que as informações compartilhadas aqui tenham sido úteis.

    Um abraço!

    REFRÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003

    Clique no link abaixo para adquiri o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 24 cartas com imagens;
    • 24 cartas com enigmas;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

     

  • Oficina de Palavras

    Oficina de Palavras

    O-lá!

    Estamos nos aproximando do final do ano e, certamente, muitos brasileirinhos estão, neste momento, sabendo ler porque um exército de profissionais entrou em ação e dedicou todo o seu conhecimento para motivá-los a conhecer o mundo das letras. Isso para quem trabalha com alfabetização é extremamente gratificante.

    Porém, sabemos que há ainda muitas crianças pelo Brasil afora precisando de apoio. O jogo de hoje pode contribuir, especialmente, se a criança estiver precisando de um trabalho com sílabas simples. Com ele é possível formar mais de 100 palavras de maneira lúdica, do jeito que a gente gosta 😉

    Afinal, já sabemos que lembramos melhor das informações que foram acessadas através de uma emoção. Seja ela boa ou ruim!

    […] Lembramo-nos melhor das informações que foram ligadas a uma emoção, agradável ou desagradável. (LAPIERRE, 2010, p. 221).

    Obviamente, queremos que as crianças construam memórias afetivas do momento que aprenderam a ler e a escrever, não é mesmo? Então, o lúdico é o melhor caminho.

    Além da alfabetização, o jogo Oficina de Palavras tem também como objetivo estimular o desenvolvimento da orientação espacial. Vamos ver como utilizar?

    Sugestão de Uso:

    Coloque o tabuleiro em uma superfície plana e as fichas que determinam linha, coluna e direção viradas para baixo.

    A criança começa sorteando uma ficha que corresponde à linha e uma ficha que corresponde à coluna. Procura no tabuleiro a sílaba que corresponde ao número da linha e coluna sorteada.

    Em seguida, sorteia uma ficha que corresponde à direção que ela deve seguir para verificar se forma uma palavra. Dependendo da ficha sorteada, terá que ir para cima, para baixo, direita ou esquerda.

    Se formar uma palavra ela recebe uma ficha “Palavra Pronta”.

    Ganha o jogo quem primeiro acumular 3 fichas.

    Veja o vídeo que está logo abaixo para compreender melhor como utilizar o jogo 😉

    Um forte abraço e até o próximo post!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    LAPIERRE, Andre. Da psicomotricidade relacional à análise corporal da relação. Curitiba: UFPR, 2010.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 16 cartas com números;
    • 12 cartas Direção;
    • 12 cartas “Palavras Prontas”;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso. 

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.  

  • Palavras Gêmeas

    Palavras Gêmeas

    O-lá!

    Alfabetizar letrando são palavras que circulam com muita frequência nos livros e formações cujo tema envolva o processo de construção da escrita, não é mesmo? E é importante que seja assim, afinal, já sabemos a “duras penas” que se nos preocuparmos somente em letrar e deixar de lado a alfabetização, certamente não teremos bons leitores e, se pensarmos o contrário, também podemos dizer o mesmo.

    Rego (1995b:59) apud Soares (2016, p.147) nos diz:

    […] pedagogicamente deve-se buscar um equilíbrio entre atividades que estimulem diretamente a decodificação e aquelas voltadas para a análise do texto e sua compreensão”.

    Eu estou sempre compartilhando jogos com diversos propósitos justamente porque tenho esta preocupação. Se você é assinante do Clube Psicosol, possivelmente já percebeu isso 😉

    O recurso que eu trouxe hoje tem como objetivo instigar a compreensão leitora e também ampliar o vocabulário das crianças. Vamos ver?

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe uma cartela e faz a leitura. Observa a palavra que está em verde no texto.

    Em seguida, pega uma carta que tenha o mesmo número. Ela deve colocar um marcador na palavra que seja sinônimo da palavra destacada no texto.

    Para concluir, vale uma pesquisa em um dicionário para verificar se a criança acertou o palpite. 

    Agora me diz: o que você achou deste jogo? Que tal contar pra mim nos comentários?

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 15 cartelas com textos e imagens;
    • 15 cartas com palavras;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso. 

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

  • Dominó de Frases

    Dominó de Frases

    O-lá!

    Você tem boas lembranças da época em que aprendeu a ler e a escrever? Eu tenho muitas recordações boas e, outras, nem tanto.

    Os jogos que desenvolvo, em sua maioria, são voltados para estimular a alfabetização. Junto com eles vai o meu desejo de contribuir para que as crianças levem para suas vidas recordações de afeto da época que aprenderam  a ler e a escrever.

    Já sabemos que os jogos podem servir de “chave” para abrir as portas para a aprendizagem. Sim, porque as crianças podem não entender o real motivo de precisar aprender a ler e a escrever. Falar para elas que é para ter um futuro melhor é muito distante e pode ser até desmotivador. Agora, jogar, elas gostam. Então, os jogos são excelentes ferramentas para despertar interesse e motivação. Porém, tome cuidado com a escolha do jogo. Ele não pode ser muito fácil e nem tampouco trazer desafios além do que a criança tenha condições de compreender.

    […] do ponto de vista do sujeito, ele não pode aprender algo que esteja acima do seu nível de competência cognitiva […] (WEISS, 2007, p. 105).

    O jogo que eu trouxe hoje é mais indicado para crianças que já leem, mas precisam de textos curtos. Isso significa que não pode ser utilizado por uma criança que ainda não lê “convencionalmente”?  De forma alguma, porém, você precisará fazer adaptações. Por exemplo, você lê e a criança observa nos desenhos qual combina com o texto que você leu.

    Sugestão de uso:

    Distribua as peças igualmente entre as crianças. Se sobrar, reserve para uma eventual “compra”.

    Sorteiem quem colocará a primeira peça no centro da mesa.

    O jogador seguinte deve colocar uma peça que seja o complemento da frase de um dos dois lados do dominó. Ou seja, unindo os dois lados, desenho e texto, deve ser formada uma frase coerente.

    Ganha o jogo quem ficar sem nenhuma peça primeiro. 

     É isso! Que contribua muitoooo!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    WEISS, Maria Lúcia L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 12. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 24 peças;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar 🙂

  • Pegando Carona

    Pegando Carona

     O-lá!

    Este jogo ficou demais de “bão”… Hehe! Aprender com um jogo assim é muito mais divertido! E, por falar em diversão, não sei se você que está lendo este texto já acompanha o nosso trabalho há muito tempo ou se é a primeira vez que está passando por aqui, mas, de qualquer forma, saiba que levamos bem a sério a questão do lúdico na aprendizagem!

    O jogo “Pegando Carona” é mais um dos muitos jogos que temos disponíveis aqui no site com este intuito: promover aprendizagem com diversão. Nele, a criança é instigada a fazer análise das palavras para perceber seus sons e, ao mesmo tempo, as sílabas que representam esses sons são apresentadas a ela. É importante sabermos que nem todas as crianças vão entender de imediato o jogo e que isso faz parte do processo de cada aprendiz. Ou seja, é preciso persistir e mediar até que nossa presença não seja mais necessária.

    […] a expectativa não deve ser de que todas as crianças tenham sucesso imediato em cada atividade. Se fosse assim, não haveria razão para o ensino. (ADAMS, et al., p. 32, 2006)

    Vamos então à explicação do jogo?

    Sugestão de Uso:

    Coloque em um saco todas as cartas que tem os nomes das imagens.

    Organize uma pilha com as demais cartas (embaralhadas e com as imagens viradas para baixo).

    Um jogador pega uma carta do saco e observa nos círculos que estão abaixo do nome da figura para verificar qual deles está preenchido. Ele indica qual parte do nome da figura o jogador deve encontrar igual em outra carta (começo, meio ou final).

    Então, cada jogador, na sua vez, vira uma carta da pilha. Como nestas cartas não estão escritos os nomes das figuras, o jogador poderá utilizar os círculos como pista. Porém, isso não quer dizer que qualquer figura que tenha o mesmo círculo preenchido será o correto. O jogador precisará segmentar o nome da figura em pedaços/sílabas e prestar atenção ao som para verificar se nele a sílaba/som se repete no mesmo lugar (começo, meio ou final) da outra carta.

    O jogador que encontrar, fica com a carta que tem o nome da figura. As demais devem ser devolvidas à pilha.

    Se um jogador virar uma carta que tiver a figura de um carro, pega para si todas as cartas acumuladas pelo outro jogador.

    Vence o jogo quem acumular primeiro três cartas.

    Encerro este post deixando um forte abraço e desejando que você possa aproveitar muito com as crianças o jogo “Pegando Carona”!

    No vídeo que tem logo abaixo você poderá ver o jogo com mais detalhes 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 18 cartas com imagens e palavras;
    • 18 cartas com imagens;
    • 04 cartas com figura de um carro;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail. Para você imprimir, montar e jogar.

  • Abra o Cadeado

    Abra o Cadeado

    O-lá!

    Aqui no site e nas redes sociais falo tanto sobre a importância dos jogos para o desenvolvimento geral das crianças, não é mesmo? Porém, existe algo que é fundamental na aplicação dos jogos: a presença do(a) professor(a)!

    Sem sua presença, claro, acontecem aprendizagens, porque uma criança aprende com a outra, mas o(a) professor(a),  por conta de seu conhecimento, sensibilidade,  escuta  e olhar apurado, faz uma diferença enorme. Quando ele/a está atento(a) ao que está acontecendo durante o jogo, mediando as argumentações, encaminhando as discussões,  faz com que as inteligências aflorem.

    Elemento indispensável e imprescindível na aplicação dos jogos é o professor. Um profissional que assume sua crença no poder de transformação das inteligências, […] (ANTUNES, 1998, p. 12).

    Sendo assim, não basta disponibilizar um jogo; é preciso participar! 

    Sei que é praticamente impossível estar próximo de todos ao mesmo tempo, mas pode ficar um pouco em um grupo, um pouco em outro. Ou mesmo fazer circuito, combinando com as crianças quanto tempo ficará em uma mesa e quando irá sair. As crianças gostam destes combinados e se sentem prestigiadas sabendo que, em algum momento, você estará próximo(a) de cada uma delas.   

    O jogo que eu trouxe como sugestão hoje é adequado para estimular o pensamento lógico e a alfabetização. Para crianças que estejam apresentando hipótese de escrita pré-silábica e silábica é interessante deixar o gabarito com as respostas. Para as crianças que estejam apresentando escrita alfabética, é melhor tirar de perto e só entregar no final do jogo para conferência. Porém, isso é só uma sugestão; você, que está próximo da criança, deve fazer a adaptação do jogo de forma que promova desafios, mas que seja possível de ser realizado. 

    Sugestão de Uso:

    Entregue para cada jogador um tabuleiro e 9 fichas (três de cada cor).

    Organize três pilhas de cartas separando por cor.

    Cada jogador, na sua vez, lança o dado.

    Em seguida, pega uma carta que tenha letras com a mesma cor sorteda e tenta descobrir uma palavra.

    Como pista, as letras das cartas com cor laranja formam nomes de meios de transporte, as de cor verde formam nomes de instrumentos musicais e as de cor vermelha formam nomes de  materiais escolares.

    Após descobrir a palavra, pode colocar uma chave que tenha a mesma cor no tabuleiro.

    Se não conseguir descobrir a palavra, deve colocar a carta por último de volta na pilha.

    Ganha o jogo quem primeiro conseguir “abrir três cadeados” na horizontal ou vertical.

    Obs.: Se for sorteado o lado do dado que contém as três cores, o jogador pode escolher uma carta de qualquer uma das pilhas.

    Ah, também podem conferir no gabarito se acertaram as palavras.

    É isso, espero que você tenha gostado do jogo! Abaixo, um vídeo com uma explicação mais detalhada do jogo.

    Um abraço e até o próximo post 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003 .

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital formato PDF contendo:

    • 27 cartas com letras para formar palavras (nomes de materiais escolares, instrumentos musicais, meios de transporte);
    • 9 fichas com figura de chave (três de cada cor);
    • 01 tabuleiro;
    • 01 dado;
    • 01 embalagem para guardar cartas e fichas;
    • 01 gabarito;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar 🙂

     

  • Texto Fatiado

    Texto Fatiado

    O-lá!

    A criança, quando chega a uma escola, sempre traz consigo alguma bagagem em relação à escrita. Sendo assim, são completamente equivocadas as falas do tipo: “chegou sem saber nada!”. Talvez chegou sem os conhecimentos que o(a) professor(a) gostaria, mas “nada”, é muito forte. A questão é que é preciso avaliar para sondar o que a criança sabe.

    Segundo Vygotsky(1989) apud Weiss (p. 27, 2007):

    “Toda aprendizagem da criança na escola tem uma pré-história.”

    Vejo este momento da chegada de uma criança à escola semelhante a alguém que está vindo nos visitar e, no meio do caminho, liga dizendo estar perdido. A primeira pergunta que precisamos fazer é: onde você está? A partir do que ela nos disser, podemos orientar melhor o caminho até ela conseguir chegar a nossa casa. Em alguns casos, inclusive, precisamos ir ao local onde ela diz estar para buscá-la. Assim é no processo de alfabetização. Sempre precisamos entender em que ponto de conhecimento a criança está em relação à escrita para então sabermos o melhor caminho a seguir com ela.

    O recurso que eu trouxe hoje é mais indicado para uma criança que já lê, mas ainda não é conveniente apresentar a ela textos muito longos. O objetivo é estimular a compreensão e organização de textos, além de aguçar o pensamento lógico 😉

    Sugestão de uso:

    A criança escolhe ou sorteia uma carta com imagem.

    Em seguida, pega todas as fichas com textos que tenham o mesmo número da carta escolhida/sorteda.

    Após, tenta organizar as fichas de maneira a formar um texto coerente.

    Encerro este texto na expectativa de que tenha contribuído!

    Um forte abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

     WEISS, Maria Lúcia L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 12. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo digital em formato PDF contendo:

    • 15 cartas com figuras;
    • 60 fichas com frases (para organizar 15 textos);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

     

  • Lambisco

    Lambisco

    O-lá!

    Se você trabalha com alfabetização, sabe que, para conseguir oferecer uma boa intervenção, é necessário fazer uma avaliação prévia dos conhecimentos que as crianças já possuem sobre leitura e escrita, não é mesmo? Então, é comum fazermos uma sondagem para identificar hipótese de escrita e também verificar os conhecimentos que o aprendiz possui sobre leitura. Pergunta: você faz também uma avaliação para verificar o nível de consciência fonológica do aprendiz? Se sua resposta foi positiva, está de parabéns, pois, realmente, é um excelente começo .

    As avaliações do nível de consciência fonológica de crianças em idade pré-escolar predizem em muito seu futuro sucesso na aprendizagem da leitura. […] (ADAMS, et al., 2006, p. 20)   

    Se sua resposta à pergunta anterior foi negativa, saiba que você não é o(a) único(a)a. O motivo, possivelmente, é porque você não teve esta formação. O importante é, a partir de agora, você se informar mais sobre o assunto. O livro que está na referência bibliográfica deste post traz sugestões de avaliação e também de intervenção.

    O jogo “Lambisco”, que eu trouxe hoje como sugestão, foi idealizado para contribuir no desenvolvimento da consciência de sílabas, importantíssimo para crianças que estejam em processo de alfabetização. Como sabemos que muitos educadores vão gostar de partir para a escrita, no jogo há também fichas com sílabas para a escrita dos nomes das figuras. Porém, se você quiser trabalhar somente consciência fonológica, tire as fichas com sílabas do campo de visão das crianças, ok?

    Sugestão de uso:

    Coloque a imagem do “Lambisco” em uma lata, pote ou caixa que não irá mais usar.

    As crianças, cada uma na sua vez, escolhem quatro fichas de chocolate.  As fichas que sobrarem deixe de lado para uma eventual compra.

    Coloque dentro de um saco as fichas com figuras.

    Cada criança, na sua vez, tira uma ficha do saco e verifica quantas sílabas/pedaços tem o nome da figura. Em seguida, procura entre suas figuras de chocolate uma que contenha a quantidade de quadradinhos correspondente, para colocar na boca do Lambisco.

    Se a criança não tiver uma figura com a mesma quantidade, pode comprar uma ficha.

    Se não houver figuras disponíveis para comprar, passa a vez.  

    Ganha o jogo quem ficar sem nenhuma figura de chocolate primeiro.

    Depois do jogo, se você quiser partir para a escrita, poderá utilizar as fichas com sílabas para escrever os nomes das figuras.

    Ahhh, não ficou o máximo este jogo?! Conta pra mim! 

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartas com imagens;
    • 24 cartas com sílabas;
    • 24 fichas de chocolate;
    • 02 embalagens;
    • 01 arte personagem Lambisco;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar.

  • Descomplique

    Descomplique

    O-lá!

    Você acha que o método de alfabetização interfere no processo de construção de escrita das crianças? Eu não saberei qual a sua resposta, a menos que você deixe nos comentários. No entanto, posso dizer o que entendo a esse respeito a partir da minha prática e dos meus estudos. Sim, interfere! E mais, não existe uma abordagem tão eficiente que seja capaz de alfabetizar todas as crianças.

    Ou seja, para alfabetizar é preciso muito estudo! Conhecer as abordagens, saber os seus vieses! Agora, é fundamental desenvolver uma sensibilidade para identificar de qual forma a criança que você tem a sua frente aprende, pois como diz Magda Soares (2016, p. 52):

    […] quem alfabetiza não são os métodos, mas o alfabetizador(a) […].

    E o processo de alfabetização não termina quando a criança já escreve alfabeticamente. É preciso mais! 

    O recurso que eu trouxe como sugestão hoje é adequado para crianças que já estão lendo, mas precisam melhorar a compreensão e interpretação de texto.  Para uma ludicidade, as palavras estão ao contrário. As crianças gostam de desafios assim.

    Veja a explicação do jogo:

    Peça que a criança escolha uma carta e, nesta carta, tente descobrir as palavras que estão ao contrário. A criança deve escrever uma a uma em uma folha.

    Após, precisa organizar as palavras e colocar pontuação de maneira a formar um texto coerente e coeso.

    Para finalizar, ela pega a carta-gabarito (que tem o mesmo número) para conferir.

    Observação: não deixe de validar o texto da criança se, por acaso, ela organizar as palavras de uma maneira diferente do gabarito, mas que faça sentido.

    É isso! Espero que este conteúdo tenha contribuído.

    Um forte abraço e até o próximo post 😉

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 15 cartelas com textos e imagens;
    • 15 cartas-gabarito;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar 🙂

     

  • Bom Apetite

    Bom Apetite

    O-lá!

    Hoje quero começar dizendo que nosso trabalho, como educadores, pode não ser muito valorizado por quem nunca esteve em um chão de sala de aula para saber o que se passa (sem falar na parte financeira!). Porém, jamais devemos acreditar nos olhares tortos e em palavras rudes que só revelam a falta de conhecimento.

    O trabalho desenvolvido, especialmente na área da alfabetização, pode mudar a história de vida de muitas crianças. Sabemos que muitas dessas mudanças ocorrem ali, sob o olhar atento da professora, que fará com que a criança receba os estímulos e o afeto de que tanto precisa para se desenvolver.

    Um ambiente afetuoso e uma educação rica em estímulos ajudam a atenuar os efeitos de consequências emocionais. (ANTUNES, 2003, p. 16)

    Dentre os estímulos que contribuem para o desenvolvimento de qualquer criança, o lúdico, é o mais recomendável e indispensável! Através dele a criança desenvolve habilidades emocionais, cognitivas e físicas.

    O jogo que eu trouxe hoje tem como objetivo contribuir no processo de alfabetização, estimular a construção do número e o desenvolvimento da coordenação motora fina, mas, de maneira sutil, podemos abordar o tema alimentação saudável.  Atenção (!), nada de julgamento. Deixe a criança falar o que sente.

    Sugestão de Uso:

    Coloque as cartas com palavras dentro de um saco e entregue para cada criança um prato.

    Apresente para as crianças as cartas com figuras de alimentos e aproveite este momento para perguntar quais alimentos elas conhecem. Se há algum que elas nunca comeram e gostariam de experimentar ou tem receio de experimentar…

    Depois, as crianças escolhem 4 cartas com figuras de alimentos e colocam em seus pratos.

    Após, cada uma na sua vez, retira uma carta do saco. Quem tiver em seu prato um alimento correspondente à palavra sorteada, deve colocar a carta na boca do “monstro”.

    Ganha o jogo quem primeiro ficar sem nenhuma carta com alimento no prato.

    Ahhh, vejo crianças se divertindo e aprendendo muito com este jogo!

    Um abraço.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003 .

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 24 cartas com imagens de alimentos;
    • 24 cartas com nomes de alimentos;
    • 01 arte personagem “monstro”;
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    É enviado por e-mail para você imprimir, montar e jogar 🙂