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  • Estimulação Cognitiva: Crianças como Esponjas?

    Estimulação Cognitiva: Crianças como Esponjas?

    O-lá!

    Começando este texto e indo direto ao ponto: a estimulação cognitiva é uma abordagem que visa exercitar e fortalecer as capacidades mentais de uma pessoa. Em termos simples, é como um treino para o cérebro, com o objetivo de manter e/ou melhorar funções como memória, atenção, linguagem e habilidades de resolução de problemas. No entanto, ao contrário da ideia de que o cérebro de uma criança é como uma esponja que simplesmente absorve as informações que recebe, as coisas não são beeeem assim… Rsrs! Celso Antunes, dentre outros estudiosos, nos diz que elas são ativas na construção do próprio conhecimento.

    O ambiente e a educação fluem do mundo externo para a criança e da criança para seu mundo (ANTUNES, 2003, p. 16).

    Ou seja, a criança está em constante interação com o seu entorno. A aprendizagem é um processo bidirecional, onde a criança não apenas recebe informações, mas também contribui ativamente para a construção do seu próprio conhecimento.

    Essa construção começa desde cedo, quando os pequenos já demonstram uma curiosidade voraz. Observar um inseto, tocar em diferentes texturas e saborear alimentos são experiências fundamentais que vão além de uma mera absorção passiva. Outro exemplo é a linguagem, que não é simplesmente uma coleção de palavras que as crianças memorizam. Elas estão lá, pensando ativamente, associando sons a significados e criando o seu próprio entendimento do mundo.

    Portanto, cada ação, cada interação com o ambiente é uma oportunidade para construir conexões cognitivas.

    Por isso devemos criar um ambiente enriquecedor que estimule o desenvolvimento das crianças de maneira positiva. Isso tudo pode ser alcançado por meio de jogos e brincadeiras, mas reconhecendo sempre a natureza ativa da criança e sua necessidade intrínseca de participação no processo de aprendizagem.

    Vygostky (1979, p. 45) afirma que “[..] a criança aprende muito ao brincar. O que aparentemente ela faz apenas para distrair-se ou gastar energia é na realidade uma importante ferramenta para o seu desenvolvimento cognitivo, emocional, social, psicológico”

    Quer uma boa notícia?! Aqui em nosso site, oferecemos uma variedade de jogos e, muitos deles, são gratuitos (sim, somos fofos!… Rsrs). Seguem algumas ideias para incentivar o desenvolvimento cognitivo, junto com recomendações de jogos adequados.🤩

    1. Atenção e Concentração: desafie a criança a focar em detalhes e resolver problemas.
    2. Memória: reforce as conexões neurais responsáveis pela atenção, percepção e assim ter base sólida para armazenamento e recuperação de dados.
    3. Pensamento Lógico: fomente o pensar logicamente. Ensine a criança a abordar problemas de maneira estruturada e a encontrar soluções eficientes.
    4. Velocidade de Processamento: estimule a velocidade com que o cérebro da criança processa informações, tornando-o mais ágil ao lidar com tarefas complexas.
    5. Criatividade: instigue o pensamento inventivo da criança.

    Concluindo, notou como a estimulação cognitiva pode ser uma jornada envolvente, distante da monotonia? Espero que sim!

    Agora, siga em frente e faça os cérebros das crianças vibrarem de alegria! Depois, compartilhe sua experiência comigo 😉 Eu vou amar!

    Um abraço!

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

    ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003

    VYGOTSKY, L. S. Do ato ao pensamento. Lisboa: Morais, 1979.

     

  • Cadê o menino que estava aqui?

    Cadê o menino que estava aqui?

    O-lá!

    Vou contar uma breve história de uma família e, apesar de que eu não vou citar nomes, possivelmente, você irá saber de quem estou falando.

    Vivia em uma terra não muito distante daqui uma linda família. Um dos membros dessa família era um menino. Eles viviam muito felizes até que… O primeiro dia de escola do menino chegou!
    Logo o grupo escolar chamou a família com ar preocupado:

    – seu filho não está aprendendo!

    Para resolver tal situação a família e a escola decidiram que o melhor era convocar vários profissionais das mais diversas áreas. E assim foi feito!
    Bem, então o batalhão entrou em ação. Na parte da manhã o menino ia para escola e na parte da tarde era aula disso e daquilo para que ele superasse a sua dificuldade! À noite era o momento de estudar para provas e fazer tarefas. Um sacrifício para corpos cansados. Então caiam exaustos em suas camas! O outro dia era igualzinho ao anterior só que com outros profissionais.
    Um dia alguém alertou: Este menino precisa brincar!
    Mas a família e a escola estavam em um ritmo tão louco para enquadrar o menino – é: enquadrar, fazê-lo ter o mesmo rendimento que os demais – que não conseguiam ver nada além disso!
    Responderam apenas que não havia tempo para pensar em brincar!
    E, por falar em tempo… Você sabe, ele não perdoa ninguém. E então, de repente, um dia… o menino simplesmente não mais existia.
    É que ele já era um adulto. E o que ele tinha para falar da vida? O que tinha aprendido? Bom, ele tinha consciência das suas dificuldades. Afinal, sua vida inteira ouviu sobre o que NÃO sabia fazer. E o que ele sabia fazer? Ah, isso ele não podia responder porque não teve oportunidade para conhecer e desenvolver. FIM!

    P.S. Esta é uma reflexão que faço sempre que estou diante de uma criança sobrecarregada. E tenho a convicção que cabe a nós alertarmos os pais tanto em situações de descaso como em situações de excesso. Vale, inclusive, refletir sobre o que é mais importante para aquela criança. E por vezes, é preciso inclusive dizer que outros atendimentos são mais essenciais, naquele momento, do que o nosso. Isso é, na minha opinião, agir com ética e responsabilidade.

    Aqui no nosso site temos diversos jogos e brincadeiras que podem contribuir para deixar o caminho da aprendizagem mais divertido e suave. Muitos são gratuitos! É o caso do jogo Dominó de Atenção. Para adquirir clique no link abaixo.

  • Informativo sobre epilepsia/convulsões/ataques:

    Informativo sobre epilepsia/convulsões/ataques:

    Marcelo Bastos Valbão

    A epilepsia já é conhecida desde a antiguidade e quase sempre foi cercada de mitos, preconceitos, gerando danos inumeráveis aos seus portadores. Na atualidade de modo algum se justifica tal situação, pois este problema já está muito mais esclarecido quanto a suas causas, consequências e tratamentos. A epilepsia na verdade não é uma doença, mas sim o resultado de diversas doenças diferentes que geram uma atividade exagerada em alguma região ou em todo o cérebro (descarga epiléptica, não perceptível a quem observa o paciente) e que pode ou não evoluir para a crise epiléptica (sintomas perceptíveis a quem observa o paciente ou pelo próprio).

    Para se esclarecer a respeito da epilepsia dividiremos o assunto em 3 tópicos:

    1 – Tipos de crises epilépticas (o que acontece com o paciente no momento da crise),

    2 – Causas de epilepsia (qual o problema no cérebro que levou a epilepsia),

    3 – Mitos sobre a epilepsia, 4 – Tratamento da epilepsia.

    1 – TIPOS DE CRISES EPILÉPTICAS = CONVULSÕES = ATAQUES EPILÉPTICOS:

    Existem muitos tipos de crises epilépticas e seria impossível tentar descrever todos neste espaço. Os diferentes tipos de crises são quase tão numerosos quanto às funções que o cérebro é capaz de exercer, daí a quantidade enorme de tipos de crises. Procuraremos nos deter nas mais comuns. Para se entender as crises epilépticas, lembremos que elas podem: a – iniciar em uma região localizada do cérebro (crises parciais); b – iniciar em todo o cérebro ao mesmo tempo (crises generalizadas); c – iniciar em uma região localizada e se espalhar para todo o cérebro (crises parciais com generalização secundária).

    1.a – Crise Tônico-Clônica Generalizada: Certamente o tipo de crise mais conhecido da população geral, que quase todo mundo já presenciou alguém tendo uma, mas que provavelmente não seja a mais comum, é a crise generalizada tipo tônico-clônica. Nesta crise o paciente geralmente inicia com um grito, seguido de perda de consciência com queda e movimentos dos braços e pernas esticando e encolhendo; também com salivação, respiração ruidosa, perda de urina e fezes na roupa; quando o paciente recupera a consciência normalmente fica confuso, sonolento, com dor de cabeça e náuseas; normalmente a crise dura 15 a 20 minutos.

    1.b – Crise Tipo Ausência: Outro tipo de crise que muitas pessoas já viram é a crise generalizada tipo ausência “branco”. Vale lembrar que as crises parciais às vezes podem se confundir com as crises de ausência e somente uma consulta com neurologista pode esclarecer a diferença. Na crise de ausência, que geralmente ocorre em crianças, o paciente tem uma parada súbita da atividade que estava executando, permanece poucos segundos inconsciente, imóvel, não responde a chamados e subitamente volta ao normal retornando a atividade que estava fazendo, muitas vezes sem perceber que teve uma crise; o paciente fica com fama de desatento ou que “vive no mundo da lua”.

    1.c – Crises Parciais: Outros tipos de crises, que são extremamente comuns, mas que nem sempre são reconhecidos pela população geral como formas de epilepsia são as crises parciais. Lembremos que as crises parciais se iniciam em uma região localizada do cérebro e, portanto suas manifestações serão dependentes da área afetada; por exemplo:

    a – se a crise inicia na área da visão – o paciente terá visão de luzes, manchas coloridas;

    b – se a crise inicia na área de controle de movimentos – o paciente terá crises de movimentos de metade do corpo contra a sua vontade;

    c – se a crise inicia na área da sensibilidade (tato, calor, dor) – o paciente terá crises de sensações estranhas, formigamentos, dores, em metade do corpo.

    Nestes 3 tipos de crises parciais descritos acima geralmente o paciente fica acordado e percebe toda a crise sem poder fazer nada ,ele “assiste a crise” (são chamadas de crises parciais simples), apenas esperando ela parar.

    d – crises parciais complexas – Em outros tipos de crises parciais, apesar da crise iniciar em uma região localizada do cérebro os pacientes perdem a consciência e não sabem o que ocorre durante a crise (são chamadas de crises parciais complexas); estas geralmente são as crises que mais demoram a ter diagnóstico, pois os pacientes demoram a reconhecer a crise como sinal de doença, não valorizam os sintomas, acham que seja algo psicológico, nervosismo, depressão, “estresse” e vão deixando o problema de lado até terem alguma conseqüência mais séria ou a freqüência das crises aumentarem muito. Sintomas comuns das crises parciais complexas são a execução de atos automáticos como mastigação, engolir, segurar e soltar objetos, sair andando sem direção, ficar parado com olhar fixo sem responder a chamados ou falando coisas sem sentido. Às vezes as crises podem ter sintomas extremamente semelhantes às atividades normais do paciente; ele continua agindo normalmente durante a crise e ninguém ao redor percebe a crise; quando o paciente volta ao normal não se lembra de nada o que ocorreu durante o período da crise, só para se ter uma idéia, os pacientes podem dirigir veículos, operar máquinas, tomar condução errada, comprar coisas, sair andando por longas distâncias; quando o paciente volta ao normal fica perplexo com a situação em que está envolvido, não conseguindo ter nenhuma explicação para ela.

    image2 – CAUSAS DE EPILEPSIA:

    Para um problema qualquer no cérebro gerar a epilepsia ele deve provocar a formação do chamado foco epiléptico, que é o local do cérebro onde a crise inicia, é o local onde ocorre a atividade exagerada e descontrolada do cérebro. Também neste ponto a variedade de causas é enorme, só para citar as mais comuns:

    2.a – crises hereditárias – transmitidas pelos genes, quando há história de epilepsia na família;

    2.b – traumatismo de crânio – pacientes que sofreram traumas na cabeça, em acidente de trânsito por exemplo;

    2.c – tumores dentro do crânio – a presença de massas crescendo dentro do crânio comprime o cérebro e gera o foco epiléptico;

    2.d – infecções – após meningites, abscessos cerebrais e em nossos dias não se esquecer da AIDS que pode causar epilepsia de diversas formas (meningite, toxoplasmose, ação direta do vírus);

    2.e – parasitas – entre as causas mais comuns de epilepsia em nosso meio, devido à falta de saneamento e ao desconhecimento da população está a cisticercose; o cisticerco é a larva da solitária (Taenia solium) que normalmente vive na fase adulta no intestino do homem, em sua fase larvária pode viver em diversas partes do nosso corpo inclusive o cérebro gerando um foco epiléptico. A solitária (Taenia) é transmitida através da ingestão de carne de porco (Taenia solium) ou boi (Taenia saginata) mal cozidas, a carne infectada possui nódulos esbranquiçados popularmente chamados de “canjica”, às vezes as pessoas conhecem os nódulos, mas não sabem o seu significado e acham a carne que tem o problema mais saborosa! E macia! Um verdadeiro problema de saúde pública. A cisticercose é transmitida quando o ser humano ingere vegetais contaminados com fezes de pessoas que tem a solitária (Taenia solium) adulta no intestino. A epilepsia não é a única conseqüência da cisticercose pode causar também outros problemas mais sérios levando a morte.

    2.f – Anóxia peri-natal – é a falta de oxigênio no cérebro por sofrimento fetal durante ou próximo ao momento do parto, parto demorado, eclampsia, descolamento de placenta.

    3 – MITOS SOBRE A EPILEPSIA:

    Diversos mitos tem causado sofrimento desnecessário aos portadores de epilepsia, vamos tentar desfazê-los:

    3.a – a epilepsia é um sinal de loucura – não é verdade;

    3.b – a epilepsia é transmitida pela saliva – não é verdade;

    3.c – a epilepsia é causada por nervosismo e/ou depressão – não é verdade; o nervosismo pode agravar a epilepsia, mas certamente não é sua causa;

    3.d – a epilepsia é sinal de possessão ou envolvimento por demônios, bruxarias – não é verdade.

    3.e – o epiléptico não pode fazer nada sozinho pelo risco de ter uma crise – não é verdade; não só pode como deve ter uma vida o mais normal possível; para se saber o que o epiléptico pode ou não fazer a regra é muito simples, basta perguntar: Se uma crise ocorrer na situação em que estou envolvido, causarei em mim ou em outro algum ferimento grave ? Se a resposta for sim, não deve fazê-lo.

    Exemplos de situações que o epiléptico deve evitar: natação em locais profundos com ou sem companhia; já, nadar em local de fácil acesso como piscinas com pessoas acompanhando e que sabem da epilepsia é razoavelmente seguro; praticar esportes radicais como surf, alpinismo, salto de asa delta, paraquedismo, mergulho profundo; profissões perigosas ou que exijam atenção de 100%, como dirigir, operar máquinas, mergulho profundo, pilotar veículos aéreos. Se analisarmos, as atividades que devem ser evitadas são as que a maioria das pessoas normalmente não executam.

    3.f – O epiléptico tem menor inteligência que o normal – A inteligência pode ser afetada dependendo da doença causadora da epilepsia, mas isto nem sempre é verdade, a maioria dos epilépticos pode ter rendimento intelectual normal ou até mesmo superior à média da população.

    4 – TRATAMENTO DA EPILEPSIA

    A principal arma que os neurologistas utilizam para tratar a epilepsia são os medicamentos. Hoje em dia, graças ao avanço na indústria farmacêutica, já foram desenvolvidos diversos medicamentos, razoavelmente seguros e efetivos, no controle das crises epilépticas. Salientamos que, as medicações não tratam a causa da epilepsia, mas sim as crises epilépticas, reduzindo a chance de elas ocorrerem; logo se o paciente parar a medicação, as crises tendem a agravar-se novamente. Em alguns casos mais graves existe a possibilidade do tratamento por cirurgia, feita em centros especializados em cirurgia de epilepsia. Somente um médico pode chegar ao diagnóstico e tratamento seguros da epilepsia, nunca se automedique, nem altere as doses da medicação por conta própria. Caso você tenha crises semelhantes ou alguma dúvida sobre o assunto não hesite em consultar um neurologista.

    image5 – O QUE FAZER QUANDO PRESENCIAR ALGUÉM SOFRENDO UMA CONVULSÃO:

    5.a – Se for crise parcial simples ou parcial complexa apenas manter-se calmo, proteger a pessoa para evitar ferimentos.

    5.b – Se for crise generalizada (desmaio com queda ao solo): manter a pessoa deitada de lado, não tentar levantar a pessoa até que restabeleça completamente a consciência, não é necessário fazer respiração boca-a-boca se a crise tiver duração curta (menor que 45 min.), nunca introduzir a mão ou qualquer objeto na boca da pessoa.

    5.c – Em qualquer um dos casos anteriores deve-se se acionar serviço de emergência se: 1 – houver algum ferimento mais grave como cortes profundos, queimaduras, choque elétrico, contusões com formação de hematomas; 2 – a crise durar mais de 45 min. (estado de mal- epiléptico); 3 – ocorrerem crises seguidas, mesmo que de curta duração, mas que no intervalo entre as crises a pessoa não volta totalmente ao normal (crises subentrantes).

    MARCELO BASTOS VALBÃO

    CRM-SC 7494, RTE 4114, RTAA 5346.

    Neurologista e Eletroneuromiografista

    Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica

    Membro da Sociedade Brasileira para Estudos da Dor

     

  • Recado à Adolescência

    Recado à Adolescência

    O-lá!

    Educar não é tarefa fácil e todos que se propõem a ter filhos deveriam saber de antemão isso, mas também não é missão impossível! Ler, discutir e se informar sobre o assunto deixa o caminho mais suave.

    Cada fase dos nossos filhos vem acompanhada de alegrias e desafios. A adolescência é só mais uma delas, e, muitas vezes, quando chega, vem carregada de medo como se fosse uma fase terrível. Alguns rotulam como “aborrescência”. Não vejo assim! Tanto que já que tenho um filho adolescente escrevi um pequeno recado para a Adolescência:

    Adolescência,

    Você pode não lembrar de mim, mas eu lembro muito bem de você. Afinal, não faz tanto tempo assim que você fez parte da minha vida (rs). Então, já sabendo que você chega de repente e cheia de dúvidas, quero lhe dizer para que fique tranquila, pois estou aqui para ajudar nas suas dificuldades, e, por incrível que pareça, estou feliz com sua chegada, portanto, irei aproveitar cada segundo que você estiver próxima de mim, porque sei que assim como você chegou irá partir, e com certeza deixará saudade. <3

    Bjs

  • Independência aos brasileiros

    Independência aos brasileiros

    Pensei em uma modesta lista para nós brasileiros cuidarmos do Brasil e por consequência de nós mesmos. Será sonhar muito? Não sei, mas são itens que independem de políticos (ufa!).

    • Vamos começar tomando as rédeas do conhecimento. Seremos curiosos e iremos à luta, estudaremos além da escola!
    • Se ficarmos doentes e precisarmos de atestado, vamos usufruir do nosso direito, mas retornaremos para o trabalho o mais breve possível. Não nos tornaremos encostados!
    • Trataremos bem todas as pessoas. Indiferentemente do cargo exercido por elas ou do que pensamos poder lucrar com isso.
    • Cuidaremos pessoalmente da educação dos nossos filhos, antes que outros precisem educá-los, afinal, nunca saberemos como isso será feito.
    • Não vamos furar a fila no banco, no mercado, no zoológico, no restaurante e muito menos no trânsito;
    • Jamais ultrapassaremos pelo acostamento;
    • Se acharmos algo que não é nosso vamos procurar o dono. E não ficaremos achando ter feito “grandes coisas”, apenas que fizemos o que era certo.
    • Vimos algo que podemos fazer melhor, então, mãos à obra!
    • Cuidaremos do patrimônio público. Oh, céus! Ele é nosso!
    • O lugar do lixo é…? Já sabemos a resposta e estamos jogando por aí por quê?
    • Não iremos avisar nas redes sociais quando há uma blitz. Isso é muita ignorância! Afinal, poderemos estar ajudando um criminoso. Sei lá, e se ele acabou de sair da casa do nosso melhor amigo ou da nossa mãe? (Eu sei, isso foi golpe baixo!)
    • Alguém fará por nós algo melhor do que nós mesmos faríamos? Não seremos tolos a ponto de acreditar nisso. Inclui aí esperar dos governantes.
    • Espera aí, ficamos chateados com políticos corruptos e tentamos subornar o guarda ou vamos falar com aquele amigo para passar o nosso projeto na frente? Desculpa, mas então temos o governo que merecemos!

    Será que alguém aí vai continuar esta lista?

  • Ah! O mundo fantástico das crianças!!!

    Ah! O mundo fantástico das crianças!!!

    Conheço pessoas que sonham, que fantasiam, que acreditam no impossível e no inacreditável. A maioria delas tem menos de 12 anos e, é justamente elas, consideradas crianças, que fazem eu me sentir tranquila, no sentido de que apesar das previsões catastróficas o nosso mundo sempre pode ser muito melhor.

    Já é sabido que muito do nosso dia a dia depende do que preferimos ver, ouvir, falar e fazer. No entanto, isso que é tão óbvio soa estranho quando nos deixamos ser levados pela maré. Falo dos que propagam desgraças, principalmente daquela mídia, que pelo seu afã de ganhar público, vende diariamente tragédia.

    Agora, tragédia mesmo é quando nós os adultos e ditos “maduros” deixamos nossa felicidade ir pelo ralo abaixo e passamos a viver sob ideias preestabelecidas. Quando já não nos espantamos, nos encantamos, e por fim, deixamos de acreditar na vida.

    Cora Coralina dizia: “Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.”

    Você sabe, ninguém está livre das pedras. Elas surgem sem ao menos nos pedir licença invadindo o nosso caminho, mas penso que se resgatarmos um pouco daquela criança que um dia fomos, ou seja: rir mais, nos permitir errar, perdoar, começar de novo, e de novo e de novo…. poderemos mover a nossa vida para frente, e aí, quem sabe, coisas incríveis e inacreditáveis possam acontecer!

    bjuuu

  • Coisinha boba esta sua felicidade

    Coisinha boba esta sua felicidade

    Que importância tem para o mundo o médico, o dono do mercadinho que fica próximo da nossa casa, o garçom, o coletor de lixo, o professor?

    Ih, que coisa chata, lá vem ela com esse nhé, nhé, nhé, blá, blá, blá…

    Desculpa, é que o espírito natalino se apoderou da minha pessoa (mentira, eu penso assim o ano todo!), mas, continuando… a verdade é que só vamos saber quando por algum motivo precisarmos de um deles. Por exemplo, vamos saber a falta que faz o coletor de lixo quando baratas e ratos invadirem nossa casa porque o lixo não foi recolhido. O mesmo sentimento nos dominará quando estivermos com dor e não encontramos um médico que nos socorra. Ou ainda, quando estivermos com aquele “buraco no estômago” de tanta fome e demorarmos para ser atendidos em um restaurante porque o garçom faltou (claro, depois é suuuper legal se vingar e deixar uma mensagem em redes sociais). Quando o dono do mercadinho resolver não abrir em dia de feriado e precisarmos sim-ples-men-te de carvão para assar o churrasco para a família que veio nos visitar. Quando o excelente professor, cansado de não receber valorização, resolver mudar de profissão e nossas crianças ficarem a mercê da boa sorte. Mas, fazer o quê? A vida é assim, não é mesmo? E ponto final! Opa, espera aí, ponto final uma ova! Que tal utilizarmos outro sinal de pontuação? Algo como um ponto de exclamação para demonstrar a nossa indignação cairia muito bem. Ou então um ponto de interrogação para nos questionarmos: por que tem que ser assim?

    Talvez você esteja esperando um incentivo maior para acreditar que é preciso fazer diferente. Afinal, valorizar o outro pra quê?! Respondo: para que todos tenham consciência da sua importância e que simplesmente sejam felizes! Há algo que buscamos mais na vida do que a felicidade? E a felicidade é contagiante: imagine-se por um segundo vendo o coletor de lixo com um sorriso largo no rosto, o seu médico lhe atendendo com bom humor, aquele excelente professor esperando o seu filho na porta da escola com braços abertos. Aí talvez você compreenda que a SUA FELICIDADE (palavras de forte impacto para quem só pensa no próprio umbigo!) pode estar dependendo do sorriso do outro!

  • Ah, entendi!

    Ah, entendi!

    Propor-se a trabalhar como professor é antes tudo acreditar que você é capaz!

    Que você é capaz de perseverar. Se pelo caminho tiver vontade de chorar, vai chorar, mas se for preciso começar do zero, do zero irá começar, porque você compreende que nem tudo acontece no tempo e ritmo planejado.

    Que você é capaz de lidar com situações difíceis e desafios quase todos os dias!

    Que você é capaz de se emocionar muitoooo… a ponto de ficar com olhos cheios de lágrimas quando ouvir estas duas palavras: “Ah, entendi!”.

    Que você é capaz de promover o bem! Mesmo quando tem uma turma do contra tentando fazer você acreditar justamente o contrário.

    Que você é capaz de sair do papel de “pobre coitado”, pois merece ser valorizado e não precisa provar isso porque é visível na excelência com que você desenvolve o seu trabalho.

    Que você é capaz de lidar muito bem com aquele nariz torcido toda vez que diz: “sou professor”, porque afinal de contas, você é feliz com a escolha que fez e sabe que a sua profissão é para os fortes!

    Por fim (mesmo sem ser o fim), você é capaz de acreditar na sua capacidade para aprender antes de acreditar na sua competência para ensinar.

  • Gagueira não tem graça, tem tratamento!

    Gagueira não tem graça, tem tratamento!

    GAGUEIRA NÃO TEM GRAÇA, TEM TRATAMENTO

    Márcia Celine Rocha de Luca

    O que é a Gagueira?  É um distúrbio de comunicação caracterizado pela interrupção no fluxo normal da fala, repetições, prolongamentos e paradas repentinas de sons e sílabas, trava (freezing) a fala.  Muitas vezes vêm acompanhado de movimentos compesatórios facial e ou corporais, os chamados cacoetes, como piscar os olhos rapidamente, fechá-los com força, balançar pernas e braços, inclinar a cabeça, entre outros.

    Quantos gagos existem? A gagueira atinge 1% da população mundial, sendo os homens os principais afetados. Para cada quatro homens gagos, há uma mulher com o distúrbio.
    Segundo a Associação Brasileira de Gagueira, cerca de 1 milhão e 600 mil pessoas  apresentam a gagueira no Brasil, entre adultos, jovens e crianças. Nos Estados Unidos são 3 milhões de pessoas e  aproximadamente 60 milhões de gagos em todo o mundo.

    Há tratamento para a gagueira? Há sim, quanto mais cedo, melhor o prognóstico. O profissional habilitado para esse tratamento é o fonoaudiólogo, podendo contar com o auxílio de psicólogos, psiquiatras e neurologistas dependendo do quadro clínico.

    Na Fonoaudiologia existem, basicamente duas possibilidades de tratamento: uma visa o disfarce da gagueira, oferecendo técnicas onde o sujeito poderá apresentar uma fala mais fluente, por exemplo, cantando, que utiliza diferentes mecanismos cerebrais, diferentes áreas no cérebro. Estas ocorrências indicam que a gagueira não é resultado de alguma dificuldade motora geral para a fala, mas de um mecanismo específico, logo somente exercícios orgânicos não serão eficazes.

    Enquanto a teoria neurofisiológica, uma nova e atual linha visa a estimulação neurológica e a melhora da auto estima do maufalante fazendo com que o cérebro “descubra” um novo caminho para falar bem.  É como ensinar uma nova língua. Desta forma a teoria neurofisiológica da gagueira não implica deixar as emoções de lado. As emoções ocupam um lugar importante na comunicação, por isso, em alguns casos, há a necessidade de associar o tratamento fonoaudiológico com o psicológico. O problema central na gagueira está na dificuldade do cérebro em processar a informação e sinalizar o término de um som ou uma sílaba e passar para próximo. Até que o cérebro processe esta informação, a língua “trava” e não consegue executar o movimento necessário. Essa ação muscular causa um grande desconforto tanto em adultos como em crianças. A gagueira é involuntária, ou seja, a pessoa que gagueja não tem controle sobre a sua articulação e não consegue evitar a ocorrência da gagueira sem que haja um tratamento adequado. Além dos sinais orgânicos, a gagueira também está associada com um grande sofrimento interno, porque a pessoa tem o que falar, sabe o que falar, mas não consegue. Desta forma, geralmente ocorre uma forte reação emocional à gagueira, porque ela interfere na comunicação e nos desempenhos escolar e profissional.  A pessoa que está escutando também fica angustiada diante da dificuldade do falante e acaba por completar as palavras, isso gera um grande desconforto para ambos, o falante se sente incapaz de se expressar, o que não é verdade!

    Quando inicia a gagueira? Na infância geralmente. É a chamada gagueira de desenvolvimento. Porém, é comum observarmos crianças na fase de desenvolvimento inicial de linguagem com pequenas disfluências que fazem parte deste processo, sendo normal isso acontecer. A gagueira em crianças com idade entre 2 e 3 anos (fase inicial do desenvolvimento de linguagem)  é considerada normal, pois o cérebro ainda não tem arquivo de palavras suficientes para se expressar, porém, na dúvida e diante da angústia das crianças em se expressar vale a pena a opinião de um profissional.

    Isso acontece porque a criança quer se expressar, mas ainda não tem o vocabulário necessário para a conclusão da ideia. Essa fase deve desaparecer até 4 ou 5 anos de idade. Caso a gagueira persista a chance de termos um adulto gago é grande. Tem o exemplo do atual filme “O discurso do Rei” .

    Quando se preocupar? Quando houver histórico familiar de adultos gagos na família. Quando perceber que a criança está se isolando dos amiguinhos e que isso está a deixando constrangida. Na dúvida procure um fonoaudiólogo para diagnosticar se trata-se de uma fase normal ou patológica.

    A gagueira é considerada um distúrbio da fluência da fala estando codificada no Código Internacional de Doenças (CID), portanto passível de tratamento. Há tantos casos que foi instituído o dia Nacional de Atenção à Gagueira – 22 de outubro.

    Quais as causas da gagueira? Ainda não temos a causa totalmente desvendada e é múltipla e complexa na sua natureza. Os achados de pesquisas mais recentes têm mostrado o envolvimento dos sistemas neuromotor e neurofisiológico na produção de uma fala gaguejada. Atualmente, poucos especialistas concordam com a ideia de uma causa totalmente psicológica, embora stress, frustrações, vergonhas, sentimento de inadequação, entre outros, colaborem para aumentar ou manter a gagueira, mas não sendo absolutamente a única causa desta patologia.

    Márcia Celine Rocha de Luca
    Fonoaudióloga – CRFA- 6739
    Especialista em Voz
    Especialista em Liderança
  • A criatividade pede licença para escrever

    A criatividade pede licença para escrever

    Que atire a primeira pedra quem nunca cometeu um erro ao escrever e só percebeu tarde demais para poder corrigir. Nossa, isso é muito chato! Dói na alma, não é mesmo?! Ou estou exagerando?…rs

    O que me causa um certo conforto é o fato de eu não conhecer ninguém que tenha devorado as regras gramaticais e ortográficas, a um ponto de dominá-las totalmente, mas, se você que está lendo este texto é esse “ser supremo”, aceite meus sinceros parabéns! Eu prefiro outra dieta!

    É tanta regra enfadonha (desculpa!), que por vezes me pergunto: o que acontecerá com a criatividade se escrevermos preocupados com a ortografia e a gramática? Penso que certamente ela se perderá no caminho das regras ortográficas, e ficará infeliz para sempre, presa na teia das regras gramaticais.

    O problema é que, ao nos despreocuparmos, só nos restará um caminho: o dos eternamente perdidos na “santa ignorância”. Então, pensando com um pouco mais de leveza e vestindo a roupa do simples mortal, penso que o melhor é, além de fazermos uma “reza brava” para jamais cometermos um erro muito burlesco, é ler muito e entendermos que – possivelmente – estaremos eternamente em processo de alfabetização. A prática de escrever também ajuda muito.

    Agora, ao encontrarmos algum erro por aí, se tivermos intimidade com a pessoa, é legal corrigi-la, mas sem muito nariz empinado, porque somos todos factíveis de cometer erros.

    É isso! Possivelmente, este texto não acrescentou nada ao seu português, então, espero que ao menos tenha lhe proporcionado um sorriso. E se cometi algum erro, por favor me avise! Esta atitude poderá nos aproximar, no entanto, preciso alertar que não o tornará mais esperto do que eu ou qualquer outra pessoa que o esteja lendo. Afinal, como disse Paulo Freire: “Não há saber mais ou saber menos, há saberes diferentes.”

    Bjo!