Categoria: Jogos

  • Dominó de Rima | Jogo para Consciência Fonológica

    Dominó de Rima | Jogo para Consciência Fonológica

    O-lá!

    Quando pensamos em alfabetização, é comum pensarmos logo no reconhecimento das letras, na formação de sílabas e na leitura de palavras. Mas, antes e durante esse processo, há um trabalho muito importante: ajudar a criança a perceber os sons da fala.

    A rima é uma maneira interessante de fazer isso. Ao perceber que palavras como gato e rato terminam com sons parecidos, por exemplo, a criança começa a prestar atenção à estrutura sonora das palavras, desenvolvendo sua consciência fonológica.

    Foi pensando nesse trabalho que desenvolvemos o Dominó de Rima, um jogo simples, com imagens, que pode ser utilizado tanto na Educação Infantil quanto no início do Ensino Fundamental e em com crianças que estejam apresentando dificuldade no processo de alfabetização.

    O que as pesquisas dizem sobre o trabalho com rimas?

    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) contempla, desde a Educação Infantil, experiências relacionadas à percepção dos sons da língua. No campo de experiências Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação, encontramos objetivos que envolvem rimas, aliterações e diferentes sonoridades (EI02EF02 e EI03EF02).

    A importância desse trabalho também aparece nas pesquisas sobre alfabetização. Morais (2022, p. 108), ao apresentar um estudo realizado por Aquino (2007) com crianças ao final da Educação Infantil, traz o seguinte resultado:

    “Ao final do ano, entre os alunos que tinham sido estimulados a refletir sobre rimas, a proporção daqueles que tinham alcançado uma hipótese silábica de escrita era bem mais alta (50%), que na outra turma, na qual 70% dos aprendizes ainda revelavam uma hipótese pré-silábica mais primitiva de escrita (ainda misturando letras, números e outros símbolos).”

    O resultado chama a atenção para a importância de oferecer situações em que a criança não apenas escute palavras, mas também pense sobre seus sons, compare-os e perceba semelhanças entre eles.

    O Dominó de Rima nas intervenções

    O jogo também pode ser utilizado como recurso complementar em intervenções com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem ou dislexia, de acordo com os objetivos estabelecidos pelo profissional.

    Como as dificuldades no processamento fonológico estão frequentemente presentes na dislexia, atividades com rima podem fazer parte de um trabalho voltado à consciência fonológica.

    Nesse jogo, a criança não precisa ler as palavras. Sua atenção fica voltada principalmente para as imagens, para a nomeação e para a comparação dos sons finais das palavras.

    Habilidades estimuladas

    • Consciência de rima;
    • percepção dos sons da fala;
    • linguagem oral;
    • ampliação do vocabulário;
    • atenção e memória;
    • respeito às regras e espera da vez;
    • interação social.

    Sugestão de uso

    1. Distribua as peças do dominó igualmente entre os participantes. Se sobrar alguma peça, deixe-a disponível para compra.
    2. Sorteiem quem iniciará a partida e peça ao jogador que coloque uma peça sobre a mesa.
    3. O próximo jogador deverá colocar uma peça cuja figura rime com uma das imagens que estão nas extremidades do dominó.
    4. Caso não tenha uma peça que possa ser utilizada, deverá comprar uma das peças que sobraram.
    5. Vence quem primeiro ficar sem peças.

     

    Sugestão de mediação

    Antes de começar, vale a pena apresentar as figuras e verificar se as crianças conhecem os nomes que serão utilizados no jogo.

    Esse cuidado é importante porque uma mesma imagem pode receber nomes diferentes. Uma criança pode chamar uma figura de caneca, enquanto outra pode chamá-la de xícara. Como o objetivo é perceber as rimas, é necessário combinar previamente qual nome será utilizado.

    Durante a partida, incentive a criança a falar o nome das figuras em voz alta antes de colocar a peça. Algumas perguntas também podem ajudar:

    • Como você descobriu que essas palavras rimam?
    • Que parte das palavras tem um som parecido?
    • Você conhece outra palavra que rima com essa?

    São perguntas simples, mas que fazem a criança prestar atenção justamente naquilo que queremos trabalhar: os sons das palavras.

    Considerações finais

    Trabalhar com rimas não precisa ficar restrito a atividades no papel. Os jogos permitem que a criança compare palavras, faça tentativas, converse sobre suas escolhas e pense sobre os sons enquanto brinca.

    Essa é a proposta do Dominó de Rima oferecer mais uma possibilidade para trabalhar a consciência fonológica de maneira lúdica, seja na sala de aula, nos atendimentos ou em casa.

    Espero que você goste do material e que ele renda boas partidas por aí!

    Um grande abraço e até o próximo post!

    Referência bibliográfica

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

    Arquivo em PDF

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    Talvez você queira saber

    1. Para qual faixa etária o Dominó de Rima é indicado?

    O jogo pode ser utilizado a partir da Educação Infantil, especialmente com crianças que já conseguem nomear as figuras e começar a perceber semelhanças entre os sons das palavras. Também pode ser utilizado nos primeiros anos do Ensino Fundamental e com crianças, adolescentes ou adultos que necessitem desse tipo de intervenção.

    2. O jogo pode ser utilizado por psicopedagogos, fonoaudiólogos e professores?

    Sim. O Dominó de Rima pode ser utilizado por professores, psicopedagogos, fonoaudiólogos e também por familiares, adequando a mediação às necessidades da criança e aos objetivos do trabalho.

    3. Quantas crianças podem participar?

    Pode ser utilizado em duplas ou em pequenos grupos. Com até quatro crianças, a dinâmica costuma funcionar muito bem, pois todos conseguem participar sem um tempo de espera muito longo entre as jogadas.

  • Desembaralhe as Frases: jogo para trabalhar a organização de frases na alfabetização.

    Desembaralhe as Frases: jogo para trabalhar a organização de frases na alfabetização.

    Meu aluno tem dificuldade para organizar frases. O que fazer?

    O-lá! A criança já consegue ler e escrever palavras, mas, na hora de formar uma frase, parece não saber muito bem onde colocar cada uma delas. Você percebe essa dificuldade em seu aluno?

    Formar uma frase exige mais do que reconhecer as palavras. É preciso compreender a relação entre elas para conseguir organizar aquilo que se quer comunicar.

    Essa capacidade de refletir sobre a estrutura das frases está relacionada à consciência sintática.

    “O termo consciência sintática refere-se à habilidade para refletir e manipular mentalmente a estrutura gramatical das sentenças.” (BARRERA; MALUF, 2003, p. 494).

    E como podemos trabalhar a organização de frases?

    Uma possibilidade é apresentar palavras fora de ordem e desafiar a criança a descobrir como organizá-las para formar uma frase com sentido.

    Foi pensando nessa proposta que desenvolvemos o jogo Desembaralhe as Frases.

    Habilidades estimuladas

    • Organização de frases;
    • Leitura;
    • Compreensão leitora;
    • Construção de sentido;
    • Produção escrita;
    • Atenção e concentração.

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana.
    2. Cada criança escolhe um peão e, na sua vez, lança o dado, avançando a quantidade de casas correspondente.
    3. Ao parar em uma casa, deverá ler as palavras e organizá-las para formar uma frase com sentido, sem acrescentar, retirar ou trocar nenhuma palavra.
    4. A criança pode dizer oralmente a frase formada. No entanto, o registro escrito sempre contribui para a internalização da aprendizagem.
    5. Vence quem chegar primeiro ao final da trilha!

    Dica: Para tornar o jogo mais desafiador, estabeleça um tempo para cada rodada (30 segundos, 1 minuto…).

    Sugestão de mediação

    Quando a criança tiver dificuldade, procure não indicar imediatamente a ordem correta das palavras.

    Você pode pedir que ela leia a frase que organizou e grave sua leitura. Depois, coloque o áudio para que ela escute e tente perceber se a frase ficou adequada ou se alguma palavra precisa mudar de lugar.

    Se necessário, leia as palavras em voz alta e incentive-a a experimentar diferentes possibilidades de organização.

    Algumas perguntas também podem ajudar:

    • “Essa frase faz sentido?”
    • “Tem alguma palavra que você mudaria de lugar?”
    • “Vamos tentar organizar de outra forma?”

    É isso, gostou do que viu por aqui? Espero você no próximo post.

    Um abraço!

    Referência bibliográfica

    BARRERA, Sylvia Domingos; MALUF, Maria Regina. Consciência metalinguística e alfabetização: um estudo com crianças da primeira série do ensino fundamental. Psicologia: Reflexão e Crítica, Porto Alegre, v. 16, n. 3, p. 491–502, 2003.

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    Perguntas frequentes

    1. Para qual faixa etária o jogo é indicado?

    O jogo é indicado para crianças em processo de alfabetização ou que já realizam leitura de palavras e estão desenvolvendo a organização de frases.

    2. Posso utilizar o jogo em atendimento individual?

    Sim. Nesse caso, o profissional pode jogar com a criança ou utilizar os desafios individualmente.

    3. A criança precisa escrever as frases?

    Não. A criança precisa ler as palavras apresentadas no jogo e organizá-las para formar uma frase, mas pode apresentar a resposta oralmente, sem fazer o registro escrito.

    No entanto, sempre que possível, é interessante propor também o registro escrito das frases formadas. Esse momento amplia o desafio da atividade, pois permite que a criança transforme uma frase organizada mentalmente em uma produção escrita, envolvendo habilidades como atenção, memória, planejamento e coordenação motora.

    Você também pode gostar

    • Frase Escondida – um jogo para estimular a leitura, a compreensão e a organização de frases.
    • Deu Frase! – ideal para ampliar a produção de frases de maneira divertida.
    • Frases Fatiadas – uma excelente proposta para trabalhar a estrutura das frases por meio da manipulação das palavras.

     

  • Transforme as Palavras | Jogo para alfabetização

    Transforme as Palavras | Jogo para alfabetização

    O-lá! Quando desafiamos uma criança em processo de alfabetização a transformar pato em gato ou vela em velha, estamos promovendo a análise ativa da estrutura escrita. Foi pensando na riqueza desse tipo de atividade que desenvolvemos o Transforme as Palavras, um jogo para alfabetização que desafia a criança a acrescentar ou trocar letras para formar novas palavras.

    Esse tipo de exercício é muito rico para a alfabetização, pois leva a criança a perceber, na prática, como pequenas mudanças na escrita podem formar novas palavras e novos significados.

    Como o jogo apoia o processo de alfabetização?

    O aprendizado da escrita se consolida quando a criança deixa de apenas copiar palavras mecanicamente e passa a compreender como elas são estruturadas. Ao manipular as letras o aluno visualiza o impacto que uma única letra tem na construção de novos significados. O “Transforme as Palavras” funciona como um excelente elo entre a instrução fônica (relação som-letra) e a prática real da escrita.

    Conforme o neurocientista Stanislas Dehaene (2012, p. 218):

    “[…] A criança descobre que a fala é composta de átomos, os fonemas, que podem ser recombinados, para formar novas palavras, verdadeiras moléculas verbais.”

    No jogo, essas “moléculas verbais” ganham forma física nas cartas e no tabuleiro, permitindo que o aluno manipule a estrutura alfabética de maneira concreta e contextualizada. Como jogo para alfabetização, o Transforme as Palavras favorece justamente essa reflexão sobre as relações entre letras, sons e significados.

     Habilidades estimuladas pelo jogo

    • Análise e manipulação da estrutura escrita das palavras;
    • Compreensão e consolidação do princípio alfabético;
    • Decodificação (leitura) e codificação (escrita);
    • Consciência ortográfica e ampliação de vocabulário;
    • Funções executivas (atenção sustentada, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva).

    Sugestão de uso

    Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e organize as cartas em uma pilha, com a face voltada para baixo.

    Na sua vez, cada participante retira uma carta e observa o código indicado. A letra corresponde à coluna e o número à linha do tabuleiro. Em seguida, o participante localiza a palavra e realiza o desafio proposto, acrescentando ou trocando uma letra para formar outra palavra.

    Se conseguir realizar corretamente a transformação, fica com a carta. Caso contrário, ela retorna ao final da pilha.

    Ao término da partida, vence quem conquistar o maior número de cartas.

     

    Sugestões de mediação

    A intervenção do professor, do psicopedagogo ou da família enriquece a atividade.

    Sempre que possível, peça que a criança leia em voz alta a palavra inicial e a palavra formada. Essa estratégia favorece a percepção das mudanças sonoras e fortalece a relação entre fala e escrita.

    O que fazer se a criança encontrar dificuldade? Ofereça pistas em vez de dar a resposta pronta. Por exemplo, se a palavra do tabuleiro for CARO e o desafio for acrescentar uma letra para formar outra palavra, você pode dizer: “Estou pensando em um meio de transporte…”.

    Quando a criança responder “carro”, incentive a reflexão: “Muito bem! E o que você precisa fazer na palavra CARO para que ela se transforme em CARRO?”. Esse tipo de intervenção mantém a criança como protagonista da aprendizagem, estimula a elaboração de hipóteses e favorece a construção do conhecimento de forma mais significativa.

    Considerações finais

    A alfabetização se fortalece quando a criança deixa de apenas reconhecer palavras e passa a compreender como elas são construídas.

    Assim, ao desafiar os participantes a acrescentar ou trocar letras para formar novas palavras, Transforme as Palavras estimula a observação, a reflexão e a elaboração de hipóteses sobre o funcionamento da língua escrita. De forma lúdica e envolvente, o jogo promove a análise linguística, amplia o vocabulário e incentiva a criança a descobrir que pequenas mudanças dão origem a novas palavras e novos significados.

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

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    Talvez você queira saber

    O jogo pode ser utilizado em sala de aula?

    Sim. O material pode ser utilizado em pequenos grupos, estações de aprendizagem, oficinas de alfabetização, reforço escolar ou como atividade complementar às aulas.

    O jogo pode ser utilizado em atendimentos psicopedagógicos?

    Sim. O jogo favorece intervenções individuais ou em pequenos grupos e pode ser adaptado conforme os objetivos e as necessidades de cada criança na clínica.

    A partir de qual idade o jogo é recomendado?

    O jogo é ideal para crianças a partir de 5 ou 6 anos. No entanto, ele também serve para crianças mais velhas que apresentem dificuldades na aprendizagem da leitura e escrita.

    É necessário que a criança já saiba ler?

    Não. É recomendado que a criança esteja em processo de alfabetização e precise consolidar a base da consciência fonêmica através da associação com as letras.

  • Que horas são? | Um jogo para aprender a ler as horas

    Que horas são? | Um jogo para aprender a ler as horas

    O-lá!

    Aprender a ler as horas é uma habilidade importante para a autonomia da criança, pois o tempo está presente em diversas situações do cotidiano: horário de acordar, ir à escola, realizar atividades, brincar, fazer refeições e organizar sua rotina.

    No entanto, compreender o funcionamento de um relógio não significa apenas memorizar que o ponteiro pequeno indica as horas e o ponteiro grande indica os minutos. A criança precisa observar, estabelecer relações e compreender gradualmente como os elementos do relógio se organizam.

    Foi pensando nesse processo de aprendizagem que desenvolvemos o jogo Que horas são?, um jogo pedagógico de matemática que auxilia a criança na leitura das horas por meio de uma proposta lúdica e interativa.

    A construção do conhecimento pela criança

    A aprendizagem acontece de forma mais significativa quando a criança participa ativamente do processo, explorando, levantando hipóteses, comparando informações e buscando compreender aquilo que observa.

    Segundo Kamii e Declark (1997, p. 50):

    […] Se a criança não consegue construir uma relação, nenhuma explicação do mundo fará com que ela entenda as afirmações da professora. […]

    Essa reflexão mostra que determinados conceitos não são compreendidos apenas por meio de explicações prontas. A criança precisa ter oportunidades para pensar, experimentar e estabelecer relações que façam sentido.

    O jogo e a BNCC: desenvolvendo conhecimentos sobre medidas de tempo

    A proposta do jogo Que horas são? está alinhada às habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relacionadas às medidas de tempo e à leitura de horários.

    Esse conhecimento é ampliado ao longo dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, partindo das noções de sequência e organização temporal até chegar à leitura de relógios e à compreensão de intervalos de tempo.

    Entre as habilidades previstas, destaca-se a EF03MA22, que propõe:

    “Ler e registrar medidas e intervalos de tempo, utilizando relógios (analógico e digital) para informar os horários de início e término de realização de uma atividade e sua duração.”

    Dessa forma, o jogo pode ser utilizado como um recurso para explorar horas e minutos, permitindo que a criança observe diferentes horários e compreenda sua representação no relógio.

    Habilidades estimuladas pelo jogo

    • leitura e interpretação de relógios analógicos e digitais;
    • compreensão das relações entre horas e minutos;
    • percepção visual e atenção aos detalhes;
    • raciocínio lógico;
    • associação entre representação visual e informação numérica;
    • concentração e memória;
    • organização temporal;
    • respeito às regras e espera da vez;
    • tomada de decisões e resolução de desafios.

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana.
    2. Organize as cartas em uma pilha, deixando-as viradas para baixo.
    3. Cada participante, na sua vez, retira uma carta da pilha.
    4. Observa o relógio apresentado na carta e movimenta os ponteiros do relógio do tabuleiro para marcar o mesmo horário.
    5. Depois de ajustar os ponteiros, diz que horas o relógio está marcando.
    6. Se a resposta estiver correta, avança uma casa na trilha.

    Durante o percurso, algumas cartas especiais deixam o jogo ainda mais divertido. Exemplos:

    • Hora do jantar: fique uma rodada sem jogar.
    • Você já alimentou as galinhas: avance 3 casas.

    Vence o jogo quem chegar primeiro ao fim da trilha.

    Sugestão de mediação

    Durante o jogo, o adulto pode incentivar a criança a explicar como chegou à resposta. Isso ajuda a tornar visíveis as estratégias que ela utiliza e permite identificar o que já compreendeu e em quais aspectos ainda necessita de auxílio.

    Algumas perguntas podem auxiliar:

    • “Qual ponteiro indica as horas?”
    • “Qual ponteiro indica os minutos?”
    • “Onde o ponteiro dos minutos está apontando?”
    • “Esse horário faz parte de algum momento da sua rotina?”

    Essas intervenções incentivam a criança a pensar sobre o que observa e a estabelecer relações entre a posição dos ponteiros e o horário representado.

    Aprender brincando também é construir conhecimento

    O jogo “Que horas são?” transforma o aprendizado das horas em uma experiência de descoberta e participação.

    Ao brincar, a criança não apenas identifica horários. Ela observa os ponteiros, compara diferentes representações e utiliza seus conhecimentos para resolver os desafios apresentados.

    Gostou da proposta? Eu amoooo saber!

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência bibliográfica e documental

    Referência teórica

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. Campinas, SP: Papirus, 1997.

    Documento oficial

    BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.

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    Perguntas frequentes

    Como ensinar a criança a ver as horas?

    Ensinar a criança a ver as horas envolve mais do que decorar os números do relógio. É necessário ajudá-la a compreender gradualmente a relação entre ponteiros, horas, minutos e situações do cotidiano. Jogos e atividades lúdicas podem tornar esse aprendizado mais significativo.

    A partir de que idade a criança aprende a ver as horas?

    A compreensão do tempo acontece gradualmente. Antes de aprender a ler um relógio, a criança começa a desenvolver noções como sequência de acontecimentos, antes e depois, duração e organização da rotina.

    De modo geral, na Educação Infantil, a criança pode explorar conceitos relacionados ao tempo, como manhã e noite, dias da semana, sequência de atividades e acontecimentos da rotina.

    Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, esse conhecimento é ampliado com a aprendizagem da leitura de relógios, inicialmente com horas exatas e, progressivamente, com a compreensão de minutos e intervalos de tempo.

    A aprendizagem deve considerar os conhecimentos prévios e o ritmo de cada criança.

    O jogo “Que horas são?” é indicado para quais crianças?

    O jogo pode ser utilizado com crianças em diferentes etapas de aprendizagem, especialmente em atividades dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, reforço escolar e atendimento psicopedagógico, com adaptações conforme as necessidades de cada criança.

  • Sempre Duas | Aliteração: sons iniciais das palavras

    Sempre Duas | Aliteração: sons iniciais das palavras

    O-lá!

    A consciência fonológica é uma habilidade fundamental no processo de alfabetização, pois envolve a capacidade de refletir sobre os sons da fala. Trata-se de uma competência metalinguística que permite à criança perceber, identificar e manipular diferentes unidades sonoras da língua.

    Essa habilidade envolve diferentes dimensões de reflexão sobre a língua, entre elas:

    Cada uma dessas dimensões contribui para que a criança compreenda como a linguagem oral se organiza, favorecendo, posteriormente, a apropriação do sistema de escrita.

    No jogo “Sempre Duas”, o foco está na aliteração, ou seja, na identificação de palavras que começam com o mesmo som. Esse tipo de atividade favorece a atenção aos sons iniciais das palavras, contribuindo para o desenvolvimento da consciência fonológica.

    Ao propor atividades com apoio visual, podemos favorecer a atenção da criança aos sons da fala e reduzir a demanda sobre sua memória de trabalho. Nesse sentido, como destaca Artur Gomes de Morais (2022, p. 153):

    A apresentação de cartelas contendo desenhos ou fotografias de objetos cujos nomes têm determinado segmento sonoro permite à criança recuperar a palavra oral sobre a qual vai refletir, e isso reduz a sobrecarga em sua memória de trabalho, porque, olhando a imagem, ela pode sempre recuperar a palavra (isto é, o significado oral) que está focalizando.

    Por isso, neste jogo, utilizamos imagens como apoio. Elas facilitam o resgate da palavra oral e permitem que a criança concentre sua atenção no som, e não na escrita, neste primeiro momento. Isso se deve à nossa intenção de trabalhar a aliteração de forma “pura”. Portanto, não são utilizadas sílabas ou letras no jogo. No entanto, nada impede que o profissional amplie a proposta, caso considere adequado, explorando também a relação fonema-grafema, por exemplo, utilizando letras em EVA ou solicitando que a criança registre palavras no caderno.

    Cabe ao profissional avaliar qual é o melhor caminho, considerando o nível de desenvolvimento da criança e os objetivos pedagógicos.

    Habilidades estimuladas

    • Consciência fonológica com foco na aliteração;
    • Atenção e concentração;
    • Discriminação dos sons iniciais;
    • Memória de trabalho;
    • Vocabulário.

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e deixe as cartas viradas para baixo, formando uma pilha.
    2. Antes de iniciar, explore com as crianças os nomes das figuras do tabuleiro. Combine um único nome para cada imagem (seguindo, se desejar, o gabarito), evitando variações como “camisa/blusa”.
    3. Para jogar, uma criança por vez pega uma carta da pilha. Em seguida, dentro de um tempo combinado, deve encontrar duas figuras no tabuleiro que iniciem com o mesmo som da figura sorteada. Se encontrar corretamente dentro do tempo, fica com a carta. Se retirar uma carta “ops!”, passa a vez.
    4. Vence quem conquistar mais cartas ao final da partida.

     

    Sugestão de mediação

    Durante a partida, incentive a criança a dizer o nome das figuras em voz alta e prolongar o som inicial, quando possível. Em caso de dúvida, repita as palavras com ela e pergunte: “Elas começam com o mesmo som?” Evite dar a resposta imediatamente; dê tempo para que a criança observe, compare e faça sua própria descoberta.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? Mais do que encontrar as figuras certas, o Sempre Duas cria oportunidades para a criança ouvir, comparar e brincar com os sons das palavras, tornando a reflexão sobre a língua uma experiência leve e significativa. Espero que ele possa contribuir para um trabalho com os sons da fala de forma prazerosa, intencional e divertida. 💛

    Um abraço e até o próximo post.

    Referência bibliográfica

    MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

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    Perguntas Frequentes

    1. É necessário que a criança já saiba ler?

    Não. O jogo utiliza imagens como apoio, permitindo que a criança realize a atividade a partir da linguagem oral, sem depender do conhecimento das letras ou da leitura.

    2. O Sempre Duas pode ser utilizado com crianças que apresentam sinais de dislexia?

    Sim. O jogo pode ser utilizado como um recurso complementar em propostas de intervenção com crianças que apresentam dificuldades relacionadas à consciência fonológica, incluindo aquelas com sinais de dislexia.

    3. Como adaptar o jogo para uma criança que apresenta mais dificuldade?

    Você pode oferecer mais tempo para a criança encontrar as figuras ou realizar a atividade junto com ela, verbalizando os nomes das imagens quando necessário. Outra possibilidade é começar com palavras que tenham sons iniciais mais perceptíveis e, gradualmente, ampliar o desafio conforme a criança demonstre maior segurança.

  • Desmonta e Monta | Jogo de sílabas para formar palavras

    Desmonta e Monta | Jogo de sílabas para formar palavras

    O-lá! 😊

    Quem trabalha com alfabetização sabe que pequenas descobertas podem tornar a aprendizagem muito mais significativa. Quando a criança percebe que basta trocar uma única sílaba para formar uma outra palavra, ela passa a olhar para a escrita de um jeito diferente.

    Ao trocar, substituir, reorganizar e experimentar novas combinações de sílabas, a criança é desafiada a refletir sobre a estrutura das palavras. Aos poucos, ela deixa de apenas juntar sílabas e passa a compreender que a escrita pode ser analisada, transformada e reconstruída.

    Esse processo não acontece de forma isolada. Por isso, a interação com adultos e com outras crianças, aliada a propostas intencionalmente planejadas, favorece a construção de conhecimentos sobre a linguagem escrita. Como afirma Ana Albuquerque (2022, p. 82):

    “[…] A partir das interações com pares e adultos, as crianças desenvolvem habilidades e constroem conhecimentos acerca das propriedades do sistema alfabético, nomeadamente as ligações entre a linguagem oral e a escrita, os objetos e a escrita, o desenho e a escrita, as características gráficas e fonológicas da linguagem escrita, assim como seu funcionamento, suas regras e sua utilização. […].”

    Percebe como essa construção acontece quando a criança é convidada a pensar sobre a língua escrita? Assim, não se trata apenas de formar palavras. Ao manipular sílabas, ela observa, compara, levanta hipóteses, testa possibilidades e compreende, na prática, como as palavras são organizadas.

    Foi pensando em contribuir com esse processo que desenvolvemos o Desmonta e Monta.

    A proposta é simples, mas bastante desafiadora. A cada rodada, a criança deverá substituir uma das sílabas da palavra que está na mesa para formar uma nova palavra. Parece uma troca simples, mas, para conseguir fazer isso, ela precisará analisar a palavra, pensar nas possibilidades e verificar se a nova combinação realmente forma uma palavra existente.

    Enquanto brinca, a criança aprende, testa hipóteses, faz descobertas e fortalece importantes habilidades relacionadas ao processo de alfabetização.

    Habilidades estimuladas

    • consciência silábica;
    • manipulação de sílabas;
    • formação e leitura de palavras;
    • ampliação do vocabulário;
    • atenção e concentração;
    • flexibilidade cognitiva;
    • pensamento lógico.

    Sugestão de uso

    1. Embaralhe todas as cartas.
    2. Distribua três cartas para cada participante.
    3. Forme uma palavra no centro da mesa utilizando duas cartas de sílabas.
    4. As demais cartas permanecem em uma pilha para compra.
    5. Na sua vez, o jogador deverá observar a palavra formada no centro da mesa e substituir uma das sílabas por uma carta de sua mão, formando uma nova palavra.
    6. Depois da troca, coloca a sílaba retirada na área de descarte
    7. Caso não consiga realizar nenhuma troca, o jogador poderá comprar uma carta da pilha ou utilizar uma das cartas já descartadas, desde que consiga formar uma nova palavra.
    8. Vence o jogo quem conseguir utilizar primeiro todas as cartas da mão.

    Sugestão de mediação

    Durante o jogo, procure valorizar o raciocínio da criança. Em vez de apenas dizer se a palavra está certa ou errada, incentive-a a explicar como pensou.

    Algumas perguntas podem enriquecer esse momento:

    • Essa palavra existe? O que ela significa?
    • O que mudou quando você trocou essa sílaba?
    • Existe outra palavra que poderia ser formada?
    • Por que você escolheu trocar essa sílaba?

    Dessa forma, essas pequenas intervenções tornam a brincadeira ainda mais significativa, pois ajudam a criança a refletir sobre o funcionamento da escrita enquanto joga.

    Também vale a pena pedir que a criança leia a palavra antes e depois da substituição, favorecendo a percepção de como uma única mudança pode alterar a leitura e o significado

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Espero que o Desmonta e Monta contribua para momentos de muita aprendizagem, descobertas e diversão!

    Se utilizar o jogo com suas crianças, depois volte para me contar como foi a experiência. Vou adorar saber!

    Um grande abraço!

    Referência Bibliográfica

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

    O que vem no Desmonta e Monta

    Clique no link abaixo e adquira o arquivo digital em PDF. Você receberá:

    • 40 cartas com sílabas;
    • 1 embalagem;
    • instruções de uso.

    Depois, é só imprimir, montar e jogar!

    Perguntas frequentes

    1. O que é manipulação de sílabas?

    É a habilidade de trocar, acrescentar, retirar ou reorganizar sílabas para formar novas palavras. Essa prática favorece a reflexão sobre a estrutura das palavras e contribui para a aprendizagem da leitura e da escrita.

    2. Por que trabalhar a manipulação de sílabas durante a alfabetização?

    Porque essa habilidade ajuda a criança a compreender como formamos as palavras. Ao manipular sílabas, por exemplo, ela observa padrões, testa hipóteses e fortalece a compreensão do sistema de escrita alfabética.

    3. Qual é a diferença entre consciência silábica e manipulação de sílabas?

    A consciência silábica é a capacidade de perceber e identificar as sílabas que compõem uma palavra. Já a manipulação de sílabas envolve realizar transformações nessas sílabas, como substituí-las, reorganizá-las ou acrescentá-las para formar novas palavras.

    4. A partir de que idade a manipulação de sílabas pode ser trabalhada?

    Em geral, podemos estimular essa habilidade com crianças que já apresentam conhecimentos iniciais sobre sílabas e estão em processo de alfabetização. Além disso, é importante adequar a escolha das palavras e o nível de dificuldade ao desenvolvimento de cada criança.

    5. O jogo Desmonta e Monta pode ser utilizado em sala de aula?

    Sim. O jogo pode ser utilizado por professores, psicopedagogos, fonoaudiólogos e também pelas famílias, em atendimentos individuais, pequenos grupos ou atividades em sala de aula.

  • Tem Tudo a Ver | Jogo de leitura de palavras e associação de ideias

    Tem Tudo a Ver | Jogo de leitura de palavras e associação de ideias

    O-lá!

    Quando pensamos em alfabetização, é comum lembrarmos da aprendizagem da leitura e da escrita. No entanto, as atividades propostas nesse processo também podem favorecer o desenvolvimento de habilidades importantes para a aprendizagem de forma geral.

    Nesse contexto, a capacidade de estabelecer relações entre diferentes informações merece destaque. Atividades de associação permitem que a criança relacione objetos, imagens e situações a partir de seus significados, funções e contextos. Ao observar uma imagem e identificar, entre diferentes palavras, aquela que estabelece uma relação com o elemento representado, a criança mobiliza conhecimentos prévios, memória semântica, atenção, compreensão verbal e pensamento lógico. Além disso, esse processo também contribui para a ampliação do vocabulário e para a organização dos conhecimentos, favorecendo a compreensão de que os elementos do mundo estão relacionados de diferentes maneiras.

    Kamii e Declark (1997, p. 31) destacam que

    […] as crianças não poderiam ‘ler’ fatos da realidade externa se cada fato permanecesse um pedaço de conhecimento isolado, não tendo nenhuma relação com o conhecimento já construído de uma forma organizada.

    É a partir dessa perspectiva que o Tem Tudo a Ver propõe situações em que a criança precisa estabelecer relações entre diferentes elementos. Para realizar as associações, a criança precisa identificar qual palavra apresenta uma relação coerente com a figura, acessar conhecimentos já construídos, analisar as possibilidades disponíveis e identificar qual palavra apresenta uma relação coerente com aquilo que foi representado.

    Habilidades estimuladas

    • leitura de palavras;
    • atenção concentrada;
    • atenção seletiva;
    • percepção visual;
    • memória de trabalho;
    • raciocínio associativo;
    • pensamento lógico;
    • desenvolvimento da linguagem e do vocabulário.

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana. Se possível, disponibilize uma ampulheta para tornar a atividade mais desafiadora.
    2. Organize as cartas em uma pilha, com as imagens voltadas para baixo.
    3. Cada criança, na sua vez, vira uma carta da pilha e, dentro do tempo estipulado, precisa encontrar no tabuleiro uma palavra que possa ser associada à figura sorteada.
    4. Por exemplo: ao virar a figura de uma lata de tinta, a criança deve procurar uma palavra que tenha relação com ela, como “pincel”.
    5. Se conseguir realizar a associação dentro do tempo determinado, fica com a carta. Caso contrário, deve colocá-la novamente no final da pilha.
    6. Vence o jogo quem conquistar o maior número de cartas ao final da partida.

     

    Sugestão de mediação

    Incentive a criança a observar atentamente a figura e pensar sobre ela antes de procurar a palavra no tabuleiro. Faça perguntas que a ajudem a estabelecer relações, sem indicar diretamente a resposta, como: “O que é isso?”, “Para que serve?”, “Onde encontramos?”, “O que usamos junto com isso?” ou “O que combina com essa figura?”. Depois que a criança fizer sua escolha, peça que explique por que acredita que aquela palavra tem relação com a imagem. Dessa forma, você favorece que a criança não apenas encontre a resposta, mas compreenda e verbalize a relação estabelecida.

    Ao desafiar a criança a observar, comparar, relacionar e atribuir significado às informações, o Tem Tudo a Ver favorece não apenas a prática da leitura, mas também a mobilização de habilidades importantes para a aprendizagem.

    Afinal, aprender envolve muito mais do que memorizar informações: envolve estabelecer relações, construir significados e integrar novos conhecimentos àquilo que já sabemos.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Referência bibliográfica

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. Campinas: Papirus, 1997.

    O que vem no jogo Tem Tudo a Ver?

    O arquivo digital em formato PDF contém:

    • 32 cartas com imagens;
    • 01 tabuleiro;
    • instrução de uso.

    O jogo já vem pronto para imprimir, montar e jogar! 💚

    Perguntas Frequentes

    1. Este jogo pode ser usado com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem?

    Sim. O Tem Tudo a Ver é uma excelente opção para crianças que precisam fortalecer habilidades importantes para a aprendizagem, como pensamento lógico, memória, atenção, linguagem e capacidade de estabelecer relações entre diferentes informações. Você pode adaptar ao nível de cada criança e utilizar tanto em atividades pedagógicas quanto em atendimentos individuais.

    2. Para qual idade o jogo é indicado?

    O Tem Tudo a Ver pode ser utilizado com crianças em diferentes níveis de aprendizagem, especialmente aquelas que já estão iniciando ou desenvolvendo a leitura de palavras. A idade pode variar de acordo com o nível de cada criança.

    3. O jogo pode ser utilizado por crianças que ainda não leem sozinhas?

    Sim. Você pode fazer a leitura das palavras apresentadas no tabuleiro e adaptar a proposta, permitindo que a criança se concentre inicialmente no estabelecimento das relações.

  • Desvende a FraseAÇÃO I Jogo para leitura e compreensão de frases

    Desvende a FraseAÇÃO I Jogo para leitura e compreensão de frases

    Por que as pessoas leem? Por que escrevem?

    No processo de alfabetização, ajudar as crianças a compreenderem que a leitura e a escrita fazem parte do cotidiano é fundamental. Elas precisam perceber que essas habilidades atendem a necessidades reais: buscar informações, comunicar-se, organizar a rotina, aprender e se divertir.

    Quando a alfabetização foca apenas em atividades mecânicas, a criança pode perder o sentido do aprendizado. Por isso, oferecer jogos pedagógicos para alfabetização permite que elas percebam a utilidade real da leitura e da escrita na vida diária.

    Nesse sentido,  Jaime Luiz Zorzi (1998, p. 23) destaca:

    “[…] Aprender a escrever implica compreender os diferentes usos que as pessoas fazem da escrita, que não se reduzem aos usos que a escola faz ao solicitar cópias, ditados, completar frases, redações, leitura de textos em voz alta e assim por diante. Implica compreender as funções sociais da escrita, ou seja, que as pessoas leem e escrevem para dar e receber informações, para questionar, para convencer, para instruir, para se organizarem no tempo e no espaço, assim como para o próprio lazer e diversão.”

    Assim, quanto mais oportunidades a criança tiver de usar a leitura em situações significativas, maior será o seu envolvimento com essa aprendizagem. Por isso que os jogos pedagógicos para alfabetização podem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem.

    O que é o Jogo Desvende a FraseAÇÃO?

    O Desvende a FraseAÇÃO é um jogo pedagógico para trabalhar leitura e compreensão de forma lúdica, dinâmica e desafiadora.

    No jogo, a criança decifra códigos para descobrir frases que indicam ações. Dessa forma, a leitura ganha um objetivo concreto e imediato: compreender a mensagem para poder participar da brincadeira.

    Ao descobrir uma frase como “Imite um sapo assustado”, por exemplo, não basta apenas identificar as palavras. A criança precisa compreender o sentido da mensagem e transformá-la em uma ação física. Isso conecta a leitura diretamente a uma experiência divertida e significativa.

    Habilidades estimuladas

    • Leitura;
    • Compreensão de frases e comandos;
    • Atenção e concentração;
    • Raciocínio lógico e formulação de hipóteses;
    • Resolução de problemas e tomada de decisão;
    • Memória de trabalho e autonomia;
    • Ampliação de vocabulário;
    • Interação social e participação ativa.

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro impresso sobre uma superfície plana.
    2. Embaralhe as cartas e forme uma pilha com a face voltada para baixo.
    3. Cada criança, na sua vez, retira uma carta da pilha, decifra o código e descobre a frase.
    4. Após realizar a leitura, executa a ação solicitada. Exemplo: “Imite um sapo assustado.”
    5. O jogo continua até que todas as cartas sejam utilizadas.

     

    Sugestão de mediação

    Registro da frase: convide a criança a registrar por escrito cada palavra desvendada. Esse registro permite que ela mantenha a frase disponível para consulta enquanto pensa sobre o que leu e realiza a ação, sem depender exclusivamente da memória de trabalho. Se a sua intenção for aumentar o desafio e a demanda sobre a memória de trabalho, você pode dispensar o registro.

    Dificuldade na leitura: se a criança apresentar muita dificuldade em uma palavra, você pode, por exemplo, sugerir: “Vamos ler juntos? Que som esta letra representa? E depois?” Incentive-a a realizar a leitura sozinha em seguida.

    Dificuldade na compreensão: se a criança ler a frase inteira, mas não compreender o comando, peça que explique com suas próprias palavras: “O que você não entendeu?” Algumas vezes, dizer o que não compreendeu pode ser mais fácil do que explicar imediatamente o que precisa ser feito.

    É isso o que eu tinha para vocês hoje! Associar o aprendizado à descoberta, ao desafio e à diversão pode contribuir para uma relação mais positiva da criança com a leitura. A apropriação do sistema de escrita se fortalece quando a aprendizagem ganha significado.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência bibliográfica

    ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

    Detalhes do produto

    Jogo disponível em arquivo digital formato PDF contendo:

    • 30 cartas com frases codificadas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

    Clique no link abaixo para adquirir.

    Perguntas frequentes

    Para qual faixa etária o jogo é indicado?

    O jogo é recomendado para crianças em fase de alfabetização, especialmente para aquelas para quem ler e compreender uma frase representa um desafio.

    Quantas crianças podem jogar por vez?

    O jogo é flexível e funciona muito bem com grupos de 4 crianças por rodada.

    O jogo pode ser utilizado individualmente ou apenas em grupo?

    Você pode usar o jogo das duas formas. O recurso funciona tanto em atendimentos individuais quanto em pequenos grupos na sala de aula.

    O jogo pode ser utilizado com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem?

    Sim. O jogo pode ser utilizado como recurso complementar em propostas pedagógicas e psicopedagógicas com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem. O professor ou profissional pode ajustar a mediação de acordo com as necessidades de cada criança.

  • Quem Mora Aqui? | Jogo para composição e decomposição de números

    Quem Mora Aqui? | Jogo para composição e decomposição de números

    O-lá!

    Ensinar composição e decomposição de números é uma etapa fundamental da aprendizagem matemática. Essas habilidades ajudam a criança a compreender como os números são estruturados, favorecendo o desenvolvimento do cálculo mental, da resolução de problemas e da compreensão do Sistema de Numeração Decimal (SND).

    No entanto, durante o processo de alfabetização matemática, é comum que muitas crianças consigam contar, reconhecer e escrever números, mas ainda apresentem dificuldades para compreender o valor posicional dos algarismos. O maior desafio é entender que o valor de um algarismo depende da posição que ocupa e que um mesmo número pode ser formado ou decomposto de diferentes maneiras.

    A importância do Sistema de Numeração Decimal (SND)

    As ideias envolvidas no Sistema de Numeração Decimal, como nomear e escrever os números, agrupá-los por dezenas e reconhecer o valor posicional de um algarismo em diferentes posições, devem ser estudadas ao longo do Ensino Fundamental.

    Como afirmam Bigode e Frant (2011, p. 16):

    Nos anos iniciais, os alunos que ainda não dominam o SND confundem os números devido a variações de posição dos algarismos que os formam. Eles confundem, por exemplo, 23 e 32, o que dificulta a prática das contas.

    Para favorecer essa aprendizagem, é importante proporcionar experiências que permitam à criança explorar diferentes estratégias de composição e decomposição numérica de forma concreta e significativa.

    Conheça o jogo pedagógico Quem Mora Aqui?

    O Quem Mora Aqui? foi desenvolvido para tornar a aprendizagem do Sistema de Numeração Decimal mais significativa. O jogo desafia a criança a compor e decompor números de diferentes maneiras, favorecendo a compreensão do valor posicional, dos agrupamentos e das relações entre as partes e o todo, utilizando números de até 99.

    Este recurso está alinhado à seguinte habilidade da Base Nacional Comum Curricular (BNCC):

    • EF01MA07 – Compor e decompor números de até duas ordens, por meio de diferentes adições, com o suporte de material manipulável, contribuindo para a compreensão de características do sistema de numeração decimal e o desenvolvimento de estratégias de cálculo.

    Habilidades estimuladas

    • composição e decomposição de números;
    • compreensão do Sistema de Numeração Decimal;
    • reconhecimento do valor posicional;
    • agrupamentos e trocas;
    • cálculo mental;
    • resolução de problemas;
    • raciocínio lógico;
    • flexibilidade do pensamento matemático;
    • planejamento de estratégias;
    • atenção e concentração;
    • interação social.

    Sugestão de Uso

    Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e organize as cartas numéricas.

    Na sua vez, cada jogador pega uma ficha e avança a quantidade de casas indicada.

    Ao parar em uma casa, deverá decompor o número utilizando as cartas numéricas, encontrando uma combinação cujo valor total seja igual ao número indicado.

    Exemplo: 42

    • 20 + 20 + 2
    • 10 + 10 + 10 + 10 + 2
    • 25 + 10 + 5 + 2

    Vence o jogador que chegar primeiro ao final da trilha.

    Variação: trabalhando também a composição de números

    Ao final da partida, utilize as próprias cartas numéricas para montar a decomposição de um dos números presentes no tabuleiro.

    As crianças deverão observar as cartas, identificar qual número elas formam e sinalizá-lo no tabuleiro.

    Exemplos:

    • 20 + 20 + 2 → 42
    • 25 + 25 + 20 + 5 → 75
    • 50 + 20 + 10 + 5 + 2 → 87

    Nessa proposta, o desafio acontece no sentido inverso. Em vez de decompor um número, a criança deverá compô-lo a partir das cartas apresentadas. Assim, o mesmo material possibilita trabalhar tanto a composição quanto a decomposição de números.

    Considerações finais

    A compreensão do Sistema de Numeração Decimal é construída gradativamente e depende de experiências que permitam à criança refletir sobre a estrutura dos números.

    Ao explorar diferentes formas de compor e decompor números, ela fortalece o cálculo mental, desenvolve o pensamento lógico e amplia sua compreensão do valor posicional.

    Com o Quem Mora Aqui?, essas aprendizagens acontecem de forma lúdica, desafiadora e significativa, tornando o ensino da Matemática mais envolvente.

    Espero que este material contribua para enriquecer suas aulas e tornar a aprendizagem dos números ainda mais prazerosa!

    Um abraço e até o próximo post! ❤️

    Referência Bibliográfica

    BIGODE, Antonio José Lopes; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

     

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 48 fichas numéricas;
    • 12 fichas com quantidades;
    • 04 peões;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

    Perguntas frequentes (FAQ)

    1. O que é composição e decomposição de números?

    A composição é o processo de formar um número unindo quantidades ou parcelas. A decomposição consiste em separar um número em partes menores (como dezenas e unidades), revelando como ele é estruturado.

    2. Em que ano escolar se trabalha composição e decomposição de números?

    Essa habilidade com números de até duas ordens (dezenas e unidades) é o foco principal do 1º ano (código EF01MA07). Ela também é fundamental no início do 2º ano como base obrigatória da BNCC para que o aluno consiga avançar com segurança para as centenas.

    3. Quais as melhores atividades para ensinar composição numérica?

    As melhores propostas envolvem o uso de Material Dourado, fichas sobrepostas, problemas contextualizados e jogos de tabuleiro pedagógicos (como o Quem Mora Aqui?), que ajudam a fixar o conteúdo de forma visual e divertida.
    4. O jogo “Quem Mora Aqui?”,  pode ser usado com alunos que têm discalculia?

    Sim! Por utilizar cartas numéricas e um tabuleiro visual, o jogo é um excelente recurso terapêutico e pedagógico para crianças com discalculia (dificuldade de aprendizagem em matemática). Ele transforma conceitos abstratos de valor posicional em uma experiência concreta e visual, facilitando a compreensão da estrutura dos números.

  • Batalha das Letras S, SS, C e Ç | Jogo de ortografia

    Batalha das Letras S, SS, C e Ç | Jogo de ortografia

    O-lá!

    Durante o processo de alfabetização, a criança precisa compreender que a escrita representa a fala e que as letras são utilizadas para registrar os sons das palavras.

    Porém, depois de compreender o princípio alfabético, surge um novo desafio: a aprendizagem ortográfica. Nesse momento, a criança percebe que nem sempre existe uma relação direta entre um som e uma única forma de escrita, passando a levantar dúvidas como: “Professora, caçar é com Ç ou com SS?”

    Este é um excelente indicativo de que está na hora de trabalhar ortografia. Aqui entra o olhar atento do professor, observando essas dúvidas como oportunidades de reflexão sobre a escrita.

    Pensando nisso, desenvolvemos um jogo para trabalhar ortografia: o Batalha das Letras: S, SS, C e Ç. Trata-se de um material pedagógico em PDF que transforma a aprendizagem ortográfica em uma atividade divertida, significativa e motivadora.

    Em vez de apenas copiar listas de palavras, as crianças escrevem, refletem, observam padrões e constroem gradualmente seus conhecimentos sobre a escrita por meio da brincadeira.

    Afinal, quem decidiu que seria com S, SS, C ou Ç?

    A resposta para essa pergunta passa pela própria história da nossa língua. A ortografia do português foi construída ao longo dos séculos e, por isso, mistura regras muito claras com outras cheias de exceções (as chamadas regularidades e irregularidades).

    O grupo do S, SS, C e Ç ilustra perfeitamente essa confusão na cabeça das crianças. Veja que curioso: em palavras como sapo, passar, cidade e açúcar, grafias completamente diferentes representam exatamente o mesmo som (o fonema /s/). Para complicar um pouquinho mais, a mesma letra S muda de voz dependendo de onde está: tem som de /s/ em sapo, mas ganha som de /z/ em casaco e risada.

    É por isso que apenas decorar regras ou tentar explicar a origem das palavras (etimologia) nem sempre funciona com as crianças. O domínio da escrita depende de um tripé: leitura frequente, prática constante e, principalmente, a construção de uma memória visual e ortográfica.

    O pesquisador Jaime Luiz Zorzi (1998, p. 34) sintetiza muito bem esse desafio:

    “[…] existem outros tipos de relações entre letras e sons nas quais não se observa tal estabilidade nas formas de grafar. Encontramos casos nos quais, para o mesmo som, podem corresponder diversas letras ou, inversamente, situações nas quais uma mesma letra pode estar representando diferentes sons, como s, ss, c, ç, entre outras […].”

    Na prática, isso nos mostra que aprender a escrever vai muito além de memorizar normas rígidas. A criança precisa de espaço para observar padrões, comparar palavras parecidas, levantar suas próprias hipóteses e, acima de tudo, refletir sobre o que está escrevendo.

    Conheça o jogo Batalha das Letras: S, SS, C e Ç

    A proposta do jogo, que eu trouxe hoje como sugestão, é transformar o treino ortográfico em uma experiência divertida e significativa.

    Durante a brincadeira, as crianças escrevem palavras utilizando uma determinada grafia (S, SS, C ou Ç), refletem sobre suas escolhas e fortalecem gradualmente sua aprendizagem ortográfica.

    Como a escrita acontece em um contexto de jogo, a atividade favorece maior envolvimento, participação e motivação.

    Habilidades estimuladas

    O jogo favorece o desenvolvimento de habilidades importantes para a consolidação da escrita, como:

    • aprendizagem ortográfica;
    • memória visual das palavras;
    • atenção e concentração;
    • ampliação do vocabulário;
    • leitura;
    • escrita;
    • reflexão sobre regularidades e irregularidades do sistema ortográfico da língua portuguesa.

    Sugestão de Uso

    Importante: evite trabalhar todas as grafias ao mesmo tempo.

    1. Entregue um tabuleiro para cada criança e deixe as fichas organizadas em uma pilha.
    2. Na sua vez, a criança deverá retirar uma ficha e escrever no tabuleiro a quantidade de palavras indicada. Por exemplo: se estiver com o tabuleiro do Ç e retirar uma ficha indicando três, deverá escrever três palavras utilizando essa grafia: caça, açúcar, braço.
    3. Caso considere necessário, disponibilize fichas com sugestões de palavras para apoiar a atividade.
    4. Vence quem preencher primeiro todo o tabuleiro.

    Sugestões de mediação

    Mais importante do que acertar rapidamente é incentivar a criança a refletir sobre a escrita das palavras.

    Em vez de fornecer imediatamente a resposta correta, procure conduzi-la a observar padrões, levantar hipóteses e justificar suas escolhas.

    Durante a atividade, experimente fazer perguntas como:

    • Você já viu essa palavra escrita em algum lugar?
    • Você conhece outra palavra parecida?
    • Consegue pensar em outra palavra escrita da mesma forma?
    • Se fosse escrever uma frase utilizando essa palavra, como ela ficaria?

    Aproveite também as palavras escritas pelas crianças para explorar algumas regularidades ortográficas, como:

    • O Ç nunca é utilizado no início das palavras.
    • A letra S entre duas vogais geralmente representa o som /z/, como em casa, mesa e camiseta.
    • Antes das vogais E e I, a letra C representa o som /s/, como em cebola, cidade e cenoura.
    • Palavras da mesma família costumam manter a mesma grafia, como em caçar e caçador, ou açúcar e açucareiro.

    Sempre que possível, incentive as crianças a comparar palavras, observar semelhanças e diferenças na escrita e explicar por que escolheram determinada grafia.

    Esse tipo de reflexão favorece a construção da consciência ortográfica e contribui para a consolidação da memória ortográfica.

    Depois da brincadeira

    O jogo pode ser ampliado com outras propostas pedagógicas, como:

    • produzir frases utilizando algumas das palavras escritas;
    • organizar as palavras em ordem alfabética;
    • separar as palavras conforme a grafia utilizada (S, SS, C ou Ç);
    • encontrar palavras da mesma família;
    • localizar essas palavras em livros, poemas, panfletos ;
    • produzir textos utilizando várias delas.

    Essas atividades ampliam as oportunidades de reflexão sobre a escrita e ajudam a consolidar a aprendizagem ortográfica.

    Considerações finais

    A aprendizagem da ortografia acontece gradualmente. Ela se fortalece quando a criança lê, escreve, compara palavras, levanta hipóteses e recebe oportunidades frequentes para refletir sobre a escrita.

    O Batalha das Letras: S, SS, C e Ç foi desenvolvido justamente com esse objetivo: oferecer um jogo para trabalhar ortografia de forma significativa, favorecendo a reflexão sobre a escrita enquanto a criança brinca.

    Mais do que decorar regras, ela é convidada a observar padrões, construir conhecimentos e desenvolver autonomia na escrita.

    Espero que este material contribua para tornar suas intervenções ainda mais envolventes e eficazes.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica

    ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artmed, 1998.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro S;
    • 01 tabuleiro SS;
    • 01 tabuleiro C;
    • 01 tabuleiro Ç;
    • 05 fichas com sugestões de palavras (S, SS, C e Ç);
    • 12 fichas quantidade (para indicar o número de palavras a serem escritas);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Perguntas frequentes

    1. Qual é o momento certo para começar a ensinar ortografia?

    O trabalho com as regras de escrita ganha sentido quando a criança já escreve de forma alfabética (consegue juntar as sílabas e registrar os sons), mas começa a tropeçar nas convenções da língua. Um sinal claro de que ela está pronta é quando surgem dúvidas espontâneas, como trocar o S pelo Z (em casa) ou o X pelo CH (em chuva). É nessa fase de transição que o jogo se torna uma ferramenta poderosa de intervenção.

    2. Por que é recomendado trabalhar apenas uma grafia por vez?

    Focar em uma única dificuldade (como trabalhar apenas o Ç antes de ir para o SS) reduz a sobrecarga cognitiva da criança. Isso permite que ela observe, compare e memorize aquele padrão visual específico com calma, antes de ser desafiada a diferenciá-lo de outras formas de escrita semelhantes.

    3. O jogo serve para atendimento clínico e psicopedagógico?

    Sim. O material foi estruturado com base terapêutica e pedagógica, sendo amplamente indicado para atendimentos psicopedagógicos, fonoaudiológicos, reforço escolar, salas de Recursos Multifuncionais (AEE) e intervenções voltadas para crianças com dificuldades acentuadas na escrita ou disortografia.

    4. Como vou receber o jogo Batalha das Letras?

    O material é um produto digital em formato PDF. Assim que o pagamento for confirmado, você receberá o link para download direto no seu e-mail. Depois, basta imprimir as páginas, recortar as fichas e o seu jogo estará pronto para ser usado na sala de aula, no consultório ou em casa.