Categoria: Jogos

  • Desmonta e Monta | Jogo de sílabas para formar palavras

    Desmonta e Monta | Jogo de sílabas para formar palavras

    O-lá! 😊

    Quem trabalha com alfabetização sabe que pequenas descobertas podem tornar a aprendizagem muito mais significativa. Quando a criança percebe que basta trocar uma única sílaba para formar uma outra palavra, ela passa a olhar para a escrita de um jeito diferente.

    Ao trocar, substituir, reorganizar e experimentar novas combinações de sílabas, a criança é desafiada a refletir sobre a estrutura das palavras. Aos poucos, ela deixa de apenas juntar sílabas e passa a compreender que a escrita pode ser analisada, transformada e reconstruída.

    Esse processo não acontece de forma isolada. Por isso, a interação com adultos e com outras crianças, aliada a propostas intencionalmente planejadas, favorece a construção de conhecimentos sobre a linguagem escrita. Como afirma Ana Albuquerque (2022, p. 82):

    “[…] A partir das interações com pares e adultos, as crianças desenvolvem habilidades e constroem conhecimentos acerca das propriedades do sistema alfabético, nomeadamente as ligações entre a linguagem oral e a escrita, os objetos e a escrita, o desenho e a escrita, as características gráficas e fonológicas da linguagem escrita, assim como seu funcionamento, suas regras e sua utilização. […].”

    Percebe como essa construção acontece quando a criança é convidada a pensar sobre a língua escrita? Assim, não se trata apenas de formar palavras. Ao manipular sílabas, ela observa, compara, levanta hipóteses, testa possibilidades e compreende, na prática, como as palavras são organizadas.

    Foi pensando em contribuir com esse processo que desenvolvemos o Desmonta e Monta.

    A proposta é simples, mas bastante desafiadora. A cada rodada, a criança deverá substituir uma das sílabas da palavra que está na mesa para formar uma nova palavra. Parece uma troca simples, mas, para conseguir fazer isso, ela precisará analisar a palavra, pensar nas possibilidades e verificar se a nova combinação realmente forma uma palavra existente.

    Enquanto brinca, a criança aprende, testa hipóteses, faz descobertas e fortalece importantes habilidades relacionadas ao processo de alfabetização.

    Habilidades estimuladas

    • consciência silábica;
    • manipulação de sílabas;
    • formação e leitura de palavras;
    • ampliação do vocabulário;
    • atenção e concentração;
    • flexibilidade cognitiva;
    • pensamento lógico.

    Sugestão de uso

    1. Embaralhe todas as cartas.
    2. Distribua três cartas para cada participante.
    3. Forme uma palavra no centro da mesa utilizando duas cartas de sílabas.
    4. As demais cartas permanecem em uma pilha para compra.
    5. Na sua vez, o jogador deverá observar a palavra formada no centro da mesa e substituir uma das sílabas por uma carta de sua mão, formando uma nova palavra.
    6. Depois da troca, coloca a sílaba retirada na área de descarte
    7. Caso não consiga realizar nenhuma troca, o jogador poderá comprar uma carta da pilha ou utilizar uma das cartas já descartadas, desde que consiga formar uma nova palavra.
    8. Vence o jogo quem conseguir utilizar primeiro todas as cartas da mão.

    Sugestão de mediação

    Durante o jogo, procure valorizar o raciocínio da criança. Em vez de apenas dizer se a palavra está certa ou errada, incentive-a a explicar como pensou.

    Algumas perguntas podem enriquecer esse momento:

    • Essa palavra existe? O que ela significa?
    • O que mudou quando você trocou essa sílaba?
    • Existe outra palavra que poderia ser formada?
    • Por que você escolheu trocar essa sílaba?

    Dessa forma, essas pequenas intervenções tornam a brincadeira ainda mais significativa, pois ajudam a criança a refletir sobre o funcionamento da escrita enquanto joga.

    Também vale a pena pedir que a criança leia a palavra antes e depois da substituição, favorecendo a percepção de como uma única mudança pode alterar a leitura e o significado

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Espero que o Desmonta e Monta contribua para momentos de muita aprendizagem, descobertas e diversão!

    Se utilizar o jogo com suas crianças, depois volte para me contar como foi a experiência. Vou adorar saber!

    Um grande abraço!

    Referência Bibliográfica

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

    O que vem no Desmonta e Monta

    Clique no link abaixo e adquira o arquivo digital em PDF. Você receberá:

    • 40 cartas com sílabas;
    • 1 embalagem;
    • instruções de uso.

    Depois, é só imprimir, montar e jogar!

    Perguntas frequentes

    1. O que é manipulação de sílabas?

    É a habilidade de trocar, acrescentar, retirar ou reorganizar sílabas para formar novas palavras. Essa prática favorece a reflexão sobre a estrutura das palavras e contribui para a aprendizagem da leitura e da escrita.

    2. Por que trabalhar a manipulação de sílabas durante a alfabetização?

    Porque essa habilidade ajuda a criança a compreender como formamos as palavras. Ao manipular sílabas, por exemplo, ela observa padrões, testa hipóteses e fortalece a compreensão do sistema de escrita alfabética.

    3. Qual é a diferença entre consciência silábica e manipulação de sílabas?

    A consciência silábica é a capacidade de perceber e identificar as sílabas que compõem uma palavra. Já a manipulação de sílabas envolve realizar transformações nessas sílabas, como substituí-las, reorganizá-las ou acrescentá-las para formar novas palavras.

    4. A partir de que idade a manipulação de sílabas pode ser trabalhada?

    Em geral, podemos estimular essa habilidade com crianças que já apresentam conhecimentos iniciais sobre sílabas e estão em processo de alfabetização. Além disso, é importante adequar a escolha das palavras e o nível de dificuldade ao desenvolvimento de cada criança.

    5. O jogo Desmonta e Monta pode ser utilizado em sala de aula?

    Sim. O jogo pode ser utilizado por professores, psicopedagogos, fonoaudiólogos e também pelas famílias, em atendimentos individuais, pequenos grupos ou atividades em sala de aula.

  • Tem Tudo a Ver | Jogo de leitura de palavras e associação de ideias

    Tem Tudo a Ver | Jogo de leitura de palavras e associação de ideias

    O-lá!

    Quando pensamos em alfabetização, é comum lembrarmos da aprendizagem da leitura e da escrita. No entanto, as atividades propostas nesse processo também podem favorecer o desenvolvimento de habilidades importantes para a aprendizagem de forma geral.

    Nesse contexto, a capacidade de estabelecer relações entre diferentes informações merece destaque. Atividades de associação permitem que a criança relacione objetos, imagens e situações a partir de seus significados, funções e contextos. Ao observar uma imagem e identificar, entre diferentes palavras, aquela que estabelece uma relação com o elemento representado, a criança mobiliza conhecimentos prévios, memória semântica, atenção, compreensão verbal e pensamento lógico. Além disso, esse processo também contribui para a ampliação do vocabulário e para a organização dos conhecimentos, favorecendo a compreensão de que os elementos do mundo estão relacionados de diferentes maneiras.

    Kamii e Declark (1997, p. 31) destacam que

    […] as crianças não poderiam ‘ler’ fatos da realidade externa se cada fato permanecesse um pedaço de conhecimento isolado, não tendo nenhuma relação com o conhecimento já construído de uma forma organizada.

    É a partir dessa perspectiva que o Tem Tudo a Ver propõe situações em que a criança precisa estabelecer relações entre diferentes elementos. Para realizar as associações, a criança precisa identificar qual palavra apresenta uma relação coerente com a figura, acessar conhecimentos já construídos, analisar as possibilidades disponíveis e identificar qual palavra apresenta uma relação coerente com aquilo que foi representado.

    Habilidades estimuladas

    • leitura de palavras;
    • atenção concentrada;
    • atenção seletiva;
    • percepção visual;
    • memória de trabalho;
    • raciocínio associativo;
    • pensamento lógico;
    • desenvolvimento da linguagem e do vocabulário.

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana. Se possível, disponibilize uma ampulheta para tornar a atividade mais desafiadora.
    2. Organize as cartas em uma pilha, com as imagens voltadas para baixo.
    3. Cada criança, na sua vez, vira uma carta da pilha e, dentro do tempo estipulado, precisa encontrar no tabuleiro uma palavra que possa ser associada à figura sorteada.
    4. Por exemplo: ao virar a figura de uma lata de tinta, a criança deve procurar uma palavra que tenha relação com ela, como “pincel”.
    5. Se conseguir realizar a associação dentro do tempo determinado, fica com a carta. Caso contrário, deve colocá-la novamente no final da pilha.
    6. Vence o jogo quem conquistar o maior número de cartas ao final da partida.

     

    Sugestão de mediação

    Incentive a criança a observar atentamente a figura e pensar sobre ela antes de procurar a palavra no tabuleiro. Faça perguntas que a ajudem a estabelecer relações, sem indicar diretamente a resposta, como: “O que é isso?”, “Para que serve?”, “Onde encontramos?”, “O que usamos junto com isso?” ou “O que combina com essa figura?”. Depois que a criança fizer sua escolha, peça que explique por que acredita que aquela palavra tem relação com a imagem. Dessa forma, você favorece que a criança não apenas encontre a resposta, mas compreenda e verbalize a relação estabelecida.

    Ao desafiar a criança a observar, comparar, relacionar e atribuir significado às informações, o Tem Tudo a Ver favorece não apenas a prática da leitura, mas também a mobilização de habilidades importantes para a aprendizagem.

    Afinal, aprender envolve muito mais do que memorizar informações: envolve estabelecer relações, construir significados e integrar novos conhecimentos àquilo que já sabemos.

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Referência bibliográfica

    KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. Campinas: Papirus, 1997.

    O que vem no jogo Tem Tudo a Ver?

    O arquivo digital em formato PDF contém:

    • 32 cartas com imagens;
    • 01 tabuleiro;
    • instrução de uso.

    O jogo já vem pronto para imprimir, montar e jogar! 💚

    Perguntas Frequentes

    1. Este jogo pode ser usado com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem?

    Sim. O Tem Tudo a Ver é uma excelente opção para crianças que precisam fortalecer habilidades importantes para a aprendizagem, como pensamento lógico, memória, atenção, linguagem e capacidade de estabelecer relações entre diferentes informações. Você pode adaptar ao nível de cada criança e utilizar tanto em atividades pedagógicas quanto em atendimentos individuais.

    2. Para qual idade o jogo é indicado?

    O Tem Tudo a Ver pode ser utilizado com crianças em diferentes níveis de aprendizagem, especialmente aquelas que já estão iniciando ou desenvolvendo a leitura de palavras. A idade pode variar de acordo com o nível de cada criança.

    3. O jogo pode ser utilizado por crianças que ainda não leem sozinhas?

    Sim. Você pode fazer a leitura das palavras apresentadas no tabuleiro e adaptar a proposta, permitindo que a criança se concentre inicialmente no estabelecimento das relações.

  • Desvende a FraseAÇÃO I Jogo para leitura e compreensão de frases

    Desvende a FraseAÇÃO I Jogo para leitura e compreensão de frases

    Por que as pessoas leem? Por que escrevem?

    No processo de alfabetização, ajudar as crianças a compreenderem que a leitura e a escrita fazem parte do cotidiano é fundamental. Elas precisam perceber que essas habilidades atendem a necessidades reais: buscar informações, comunicar-se, organizar a rotina, aprender e se divertir.

    Quando a alfabetização foca apenas em atividades mecânicas, a criança pode perder o sentido do aprendizado. Por isso, oferecer jogos pedagógicos para alfabetização permite que elas percebam a utilidade real da leitura e da escrita na vida diária.

    Nesse sentido,  Jaime Luiz Zorzi (1998, p. 23) destaca:

    […] Aprender a escrever implica compreender os diferentes usos que as pessoas fazem da escrita, que não se reduzem aos usos que a escola faz ao solicitar cópias, ditados, completar frases, redações, leitura de textos em voz alta e assim por diante. Implica compreender as funções sociais da escrita, ou seja, que as pessoas leem e escrevem para dar e receber informações, para questionar, para convencer, para instruir, para se organizarem no tempo e no espaço, assim como para o próprio lazer e diversão.”

    Assim, quanto mais oportunidades a criança tiver de usar a leitura em situações significativas, maior será o seu envolvimento com essa aprendizagem. Por isso que os jogos pedagógicos para alfabetização podem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem.

    O que é o Jogo Desvende a FraseAÇÃO?

    O Desvende a FraseAÇÃO é um jogo pedagógico para trabalhar leitura e compreensão de forma lúdica, dinâmica e desafiadora.

    No jogo, a criança decifra códigos para descobrir frases que indicam ações. Dessa forma, a leitura ganha um objetivo concreto e imediato: compreender a mensagem para poder participar da brincadeira.

    Ao descobrir uma frase como “Imite um sapo assustado”, por exemplo, não basta apenas identificar as palavras. A criança precisa compreender o sentido da mensagem e transformá-la em uma ação física. Isso conecta a leitura diretamente a uma experiência divertida e significativa.

    Habilidades estimuladas

    • Leitura;
    • Compreensão de frases e comandos;
    • Atenção e concentração;
    • Raciocínio lógico e formulação de hipóteses;
    • Resolução de problemas e tomada de decisão;
    • Memória de trabalho e autonomia;
    • Ampliação de vocabulário;
    • Interação social e participação ativa.

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro impresso sobre uma superfície plana.
    2. Embaralhe as cartas e forme uma pilha com a face voltada para baixo.
    3. Cada criança, na sua vez, retira uma carta da pilha, decifra o código e descobre a frase.
    4. Após realizar a leitura, executa a ação solicitada. Exemplo: “Imite um sapo assustado.”
    5. O jogo continua até que todas as cartas sejam utilizadas.

     

    Sugestão de mediação

    Registro da frase: convide a criança a registrar por escrito cada palavra desvendada. Esse registro permite que ela mantenha a frase disponível para consulta enquanto pensa sobre o que leu e realiza a ação, sem depender exclusivamente da memória de trabalho. Se a sua intenção for aumentar o desafio e a demanda sobre a memória de trabalho, você pode dispensar o registro.

    Dificuldade na leitura: se a criança apresentar muita dificuldade em uma palavra, você pode, por exemplo, sugerir: “Vamos ler juntos? Que som esta letra representa? E depois?” Incentive-a a realizar a leitura sozinha em seguida.

    Dificuldade na compreensão: se a criança ler a frase inteira, mas não compreender o comando, peça que explique com suas próprias palavras: “O que você não entendeu?” Algumas vezes, dizer o que não compreendeu pode ser mais fácil do que explicar imediatamente o que precisa ser feito.

    É isso o que eu tinha para vocês hoje! Associar o aprendizado à descoberta, ao desafio e à diversão pode contribuir para uma relação mais positiva da criança com a leitura. A apropriação do sistema de escrita se fortalece quando a aprendizagem ganha significado.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência bibliográfica

    ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

    Detalhes do produto

    Jogo disponível em arquivo digital formato PDF contendo:

    • 30 cartas com frases codificadas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

    Clique no link abaixo para adquirir.

    Perguntas frequentes

    Para qual faixa etária o jogo é indicado?

    O jogo é recomendado para crianças em fase de alfabetização, especialmente para aquelas para quem ler e compreender uma frase representa um desafio.

    Quantas crianças podem jogar por vez?

    O jogo é flexível e funciona muito bem com grupos de 4 crianças por rodada.

    O jogo pode ser utilizado individualmente ou apenas em grupo?

    Você pode usar o jogo das duas formas. O recurso funciona tanto em atendimentos individuais quanto em pequenos grupos na sala de aula.

    O jogo pode ser utilizado com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem?

    Sim. O jogo pode ser utilizado como recurso complementar em propostas pedagógicas e psicopedagógicas com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem. O professor ou profissional pode ajustar a mediação de acordo com as necessidades de cada criança.

  • Quem Mora Aqui? | Jogo para composição e decomposição de números

    Quem Mora Aqui? | Jogo para composição e decomposição de números

    O-lá!

    Ensinar composição e decomposição de números é uma etapa fundamental da aprendizagem matemática. Essas habilidades ajudam a criança a compreender como os números são estruturados, favorecendo o desenvolvimento do cálculo mental, da resolução de problemas e da compreensão do Sistema de Numeração Decimal (SND).

    No entanto, durante o processo de alfabetização matemática, é comum que muitas crianças consigam contar, reconhecer e escrever números, mas ainda apresentem dificuldades para compreender o valor posicional dos algarismos. O maior desafio é entender que o valor de um algarismo depende da posição que ocupa e que um mesmo número pode ser formado ou decomposto de diferentes maneiras.

    A importância do Sistema de Numeração Decimal (SND)

    As ideias envolvidas no Sistema de Numeração Decimal, como nomear e escrever os números, agrupá-los por dezenas e reconhecer o valor posicional de um algarismo em diferentes posições, devem ser estudadas ao longo do Ensino Fundamental.

    Como afirmam Bigode e Frant (2011, p. 16):

    Nos anos iniciais, os alunos que ainda não dominam o SND confundem os números devido a variações de posição dos algarismos que os formam. Eles confundem, por exemplo, 23 e 32, o que dificulta a prática das contas.

    Para favorecer essa aprendizagem, é importante proporcionar experiências que permitam à criança explorar diferentes estratégias de composição e decomposição numérica de forma concreta e significativa.

    Conheça o jogo pedagógico Quem Mora Aqui?

    O Quem Mora Aqui? foi desenvolvido para tornar a aprendizagem do Sistema de Numeração Decimal mais significativa. O jogo desafia a criança a compor e decompor números de diferentes maneiras, favorecendo a compreensão do valor posicional, dos agrupamentos e das relações entre as partes e o todo, utilizando números de até 99.

    Este recurso está alinhado à seguinte habilidade da Base Nacional Comum Curricular (BNCC):

    • EF01MA07 – Compor e decompor números de até duas ordens, por meio de diferentes adições, com o suporte de material manipulável, contribuindo para a compreensão de características do sistema de numeração decimal e o desenvolvimento de estratégias de cálculo.

    Habilidades estimuladas

    • composição e decomposição de números;
    • compreensão do Sistema de Numeração Decimal;
    • reconhecimento do valor posicional;
    • agrupamentos e trocas;
    • cálculo mental;
    • resolução de problemas;
    • raciocínio lógico;
    • flexibilidade do pensamento matemático;
    • planejamento de estratégias;
    • atenção e concentração;
    • interação social.

    Sugestão de Uso

    Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e organize as cartas numéricas.

    Na sua vez, cada jogador pega uma ficha e avança a quantidade de casas indicada.

    Ao parar em uma casa, deverá decompor o número utilizando as cartas numéricas, encontrando uma combinação cujo valor total seja igual ao número indicado.

    Exemplo: 42

    • 20 + 20 + 2
    • 10 + 10 + 10 + 10 + 2
    • 25 + 10 + 5 + 2

    Vence o jogador que chegar primeiro ao final da trilha.

    Variação: trabalhando também a composição de números

    Ao final da partida, utilize as próprias cartas numéricas para montar a decomposição de um dos números presentes no tabuleiro.

    As crianças deverão observar as cartas, identificar qual número elas formam e sinalizá-lo no tabuleiro.

    Exemplos:

    • 20 + 20 + 2 → 42
    • 25 + 25 + 20 + 5 → 75
    • 50 + 20 + 10 + 5 + 2 → 87

    Nessa proposta, o desafio acontece no sentido inverso. Em vez de decompor um número, a criança deverá compô-lo a partir das cartas apresentadas. Assim, o mesmo material possibilita trabalhar tanto a composição quanto a decomposição de números.

    Considerações finais

    A compreensão do Sistema de Numeração Decimal é construída gradativamente e depende de experiências que permitam à criança refletir sobre a estrutura dos números.

    Ao explorar diferentes formas de compor e decompor números, ela fortalece o cálculo mental, desenvolve o pensamento lógico e amplia sua compreensão do valor posicional.

    Com o Quem Mora Aqui?, essas aprendizagens acontecem de forma lúdica, desafiadora e significativa, tornando o ensino da Matemática mais envolvente.

    Espero que este material contribua para enriquecer suas aulas e tornar a aprendizagem dos números ainda mais prazerosa!

    Um abraço e até o próximo post! ❤️

    Referência Bibliográfica

    BIGODE, Antonio José Lopes; FRANT, Janete Bolite. Matemática: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática, 2011.

     

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 48 fichas numéricas;
    • 12 fichas com quantidades;
    • 04 peões;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

    Perguntas frequentes (FAQ)

    1. O que é composição e decomposição de números?

    A composição é o processo de formar um número unindo quantidades ou parcelas. A decomposição consiste em separar um número em partes menores (como dezenas e unidades), revelando como ele é estruturado.

    2. Em que ano escolar se trabalha composição e decomposição de números?

    Essa habilidade com números de até duas ordens (dezenas e unidades) é o foco principal do 1º ano (código EF01MA07). Ela também é fundamental no início do 2º ano como base obrigatória da BNCC para que o aluno consiga avançar com segurança para as centenas.

    3. Quais as melhores atividades para ensinar composição numérica?

    As melhores propostas envolvem o uso de Material Dourado, fichas sobrepostas, problemas contextualizados e jogos de tabuleiro pedagógicos (como o Quem Mora Aqui?), que ajudam a fixar o conteúdo de forma visual e divertida.
    4. O jogo “Quem Mora Aqui?”,  pode ser usado com alunos que têm discalculia?

    Sim! Por utilizar cartas numéricas e um tabuleiro visual, o jogo é um excelente recurso terapêutico e pedagógico para crianças com discalculia (dificuldade de aprendizagem em matemática). Ele transforma conceitos abstratos de valor posicional em uma experiência concreta e visual, facilitando a compreensão da estrutura dos números.

  • Batalha das Letras S, SS, C e Ç | Jogo de ortografia

    Batalha das Letras S, SS, C e Ç | Jogo de ortografia

    O-lá!

    Durante o processo de alfabetização, a criança precisa compreender que a escrita representa a fala e que as letras são utilizadas para registrar os sons das palavras.

    Porém, depois de compreender o princípio alfabético, surge um novo desafio: a aprendizagem ortográfica. Nesse momento, a criança percebe que nem sempre existe uma relação direta entre um som e uma única forma de escrita, passando a levantar dúvidas como: “Professora, caçar é com Ç ou com SS?”

    Este é um excelente indicativo de que está na hora de trabalhar ortografia. Aqui entra o olhar atento do professor, observando essas dúvidas como oportunidades de reflexão sobre a escrita.

    Pensando nisso, desenvolvemos um jogo para trabalhar ortografia: o Batalha das Letras: S, SS, C e Ç. Trata-se de um material pedagógico em PDF que transforma a aprendizagem ortográfica em uma atividade divertida, significativa e motivadora.

    Em vez de apenas copiar listas de palavras, as crianças escrevem, refletem, observam padrões e constroem gradualmente seus conhecimentos sobre a escrita por meio da brincadeira.

    Afinal, quem decidiu que seria com S, SS, C ou Ç?

    A resposta para essa pergunta passa pela própria história da nossa língua. A ortografia do português foi construída ao longo dos séculos e, por isso, mistura regras muito claras com outras cheias de exceções (as chamadas regularidades e irregularidades).

    O grupo do S, SS, C e Ç ilustra perfeitamente essa confusão na cabeça das crianças. Veja que curioso: em palavras como sapo, passar, cidade e açúcar, grafias completamente diferentes representam exatamente o mesmo som (o fonema /s/). Para complicar um pouquinho mais, a mesma letra S muda de voz dependendo de onde está: tem som de /s/ em sapo, mas ganha som de /z/ em casaco e risada.

    É por isso que apenas decorar regras ou tentar explicar a origem das palavras (etimologia) nem sempre funciona com as crianças. O domínio da escrita depende de um tripé: leitura frequente, prática constante e, principalmente, a construção de uma memória visual e ortográfica.

    O pesquisador Jaime Luiz Zorzi (1998, p. 34) sintetiza muito bem esse desafio:

    “[…] existem outros tipos de relações entre letras e sons nas quais não se observa tal estabilidade nas formas de grafar. Encontramos casos nos quais, para o mesmo som, podem corresponder diversas letras ou, inversamente, situações nas quais uma mesma letra pode estar representando diferentes sons, como s, ss, c, ç, entre outras […].”

    Na prática, isso nos mostra que aprender a escrever vai muito além de memorizar normas rígidas. A criança precisa de espaço para observar padrões, comparar palavras parecidas, levantar suas próprias hipóteses e, acima de tudo, refletir sobre o que está escrevendo.

    Conheça o jogo Batalha das Letras: S, SS, C e Ç

    A proposta do jogo, que eu trouxe hoje como sugestão, é transformar o treino ortográfico em uma experiência divertida e significativa.

    Durante a brincadeira, as crianças escrevem palavras utilizando uma determinada grafia (S, SS, C ou Ç), refletem sobre suas escolhas e fortalecem gradualmente sua aprendizagem ortográfica.

    Como a escrita acontece em um contexto de jogo, a atividade favorece maior envolvimento, participação e motivação.

    Habilidades estimuladas

    O jogo favorece o desenvolvimento de habilidades importantes para a consolidação da escrita, como:

    • aprendizagem ortográfica;
    • memória visual das palavras;
    • atenção e concentração;
    • ampliação do vocabulário;
    • leitura;
    • escrita;
    • reflexão sobre regularidades e irregularidades do sistema ortográfico da língua portuguesa.

    Sugestão de Uso

    Importante: evite trabalhar todas as grafias ao mesmo tempo.

    1. Entregue um tabuleiro para cada criança e deixe as fichas organizadas em uma pilha.
    2. Na sua vez, a criança deverá retirar uma ficha e escrever no tabuleiro a quantidade de palavras indicada. Por exemplo: se estiver com o tabuleiro do Ç e retirar uma ficha indicando três, deverá escrever três palavras utilizando essa grafia: caça, açúcar, braço.
    3. Caso considere necessário, disponibilize fichas com sugestões de palavras para apoiar a atividade.
    4. Vence quem preencher primeiro todo o tabuleiro.

    Sugestões de mediação

    Mais importante do que acertar rapidamente é incentivar a criança a refletir sobre a escrita das palavras.

    Em vez de fornecer imediatamente a resposta correta, procure conduzi-la a observar padrões, levantar hipóteses e justificar suas escolhas.

    Durante a atividade, experimente fazer perguntas como:

    • Você já viu essa palavra escrita em algum lugar?
    • Você conhece outra palavra parecida?
    • Consegue pensar em outra palavra escrita da mesma forma?
    • Se fosse escrever uma frase utilizando essa palavra, como ela ficaria?

    Aproveite também as palavras escritas pelas crianças para explorar algumas regularidades ortográficas, como:

    • O Ç nunca é utilizado no início das palavras.
    • A letra S entre duas vogais geralmente representa o som /z/, como em casa, mesa e camiseta.
    • Antes das vogais E e I, a letra C representa o som /s/, como em cebola, cidade e cenoura.
    • Palavras da mesma família costumam manter a mesma grafia, como em caçar e caçador, ou açúcar e açucareiro.

    Sempre que possível, incentive as crianças a comparar palavras, observar semelhanças e diferenças na escrita e explicar por que escolheram determinada grafia.

    Esse tipo de reflexão favorece a construção da consciência ortográfica e contribui para a consolidação da memória ortográfica.

    Depois da brincadeira

    O jogo pode ser ampliado com outras propostas pedagógicas, como:

    • produzir frases utilizando algumas das palavras escritas;
    • organizar as palavras em ordem alfabética;
    • separar as palavras conforme a grafia utilizada (S, SS, C ou Ç);
    • encontrar palavras da mesma família;
    • localizar essas palavras em livros, poemas, panfletos ;
    • produzir textos utilizando várias delas.

    Essas atividades ampliam as oportunidades de reflexão sobre a escrita e ajudam a consolidar a aprendizagem ortográfica.

    Considerações finais

    A aprendizagem da ortografia acontece gradualmente. Ela se fortalece quando a criança lê, escreve, compara palavras, levanta hipóteses e recebe oportunidades frequentes para refletir sobre a escrita.

    O Batalha das Letras: S, SS, C e Ç foi desenvolvido justamente com esse objetivo: oferecer um jogo para trabalhar ortografia de forma significativa, favorecendo a reflexão sobre a escrita enquanto a criança brinca.

    Mais do que decorar regras, ela é convidada a observar padrões, construir conhecimentos e desenvolver autonomia na escrita.

    Espero que este material contribua para tornar suas intervenções ainda mais envolventes e eficazes.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica

    ZORZI, Jaime Luiz. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artmed, 1998.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro S;
    • 01 tabuleiro SS;
    • 01 tabuleiro C;
    • 01 tabuleiro Ç;
    • 05 fichas com sugestões de palavras (S, SS, C e Ç);
    • 12 fichas quantidade (para indicar o número de palavras a serem escritas);
    • 01 embalagem;
    • Instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

    Perguntas frequentes

    1. Qual é o momento certo para começar a ensinar ortografia?

    O trabalho com as regras de escrita ganha sentido quando a criança já escreve de forma alfabética (consegue juntar as sílabas e registrar os sons), mas começa a tropeçar nas convenções da língua. Um sinal claro de que ela está pronta é quando surgem dúvidas espontâneas, como trocar o S pelo Z (em casa) ou o X pelo CH (em chuva). É nessa fase de transição que o jogo se torna uma ferramenta poderosa de intervenção.

    2. Por que é recomendado trabalhar apenas uma grafia por vez?

    Focar em uma única dificuldade (como trabalhar apenas o Ç antes de ir para o SS) reduz a sobrecarga cognitiva da criança. Isso permite que ela observe, compare e memorize aquele padrão visual específico com calma, antes de ser desafiada a diferenciá-lo de outras formas de escrita semelhantes.

    3. O jogo serve para atendimento clínico e psicopedagógico?

    Sim. O material foi estruturado com base terapêutica e pedagógica, sendo amplamente indicado para atendimentos psicopedagógicos, fonoaudiológicos, reforço escolar, salas de Recursos Multifuncionais (AEE) e intervenções voltadas para crianças com dificuldades acentuadas na escrita ou disortografia.

    4. Como vou receber o jogo Batalha das Letras?

    O material é um produto digital em formato PDF. Assim que o pagamento for confirmado, você receberá o link para download direto no seu e-mail. Depois, basta imprimir as páginas, recortar as fichas e o seu jogo estará pronto para ser usado na sala de aula, no consultório ou em casa.
  • Sacola de palavras I Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    Sacola de palavras I Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    A construção da escrita durante a alfabetização

    O-lá!

    Durante o processo de alfabetização, a criança não apenas aprende quais letras utilizar, mas busca compreender como a escrita funciona. Ela observa, faz tentativas, compara suas produções e cria hipóteses para representar as palavras.

    Nesse processo, a criança precisa compreender que a escrita representa a fala e, gradualmente, estabelecer relações entre os sons das palavras e as letras que os representam.

    Como explica Magda Soares (2016, p. 124):

    “Assim, para aprender a ler e a escrever, é necessário que o aprendiz volte sua atenção para os sons da fala, e tome consciência das relações entre eles e sua representação gráfica, tanto no nível da palavra quanto no nível das relações fonema-grafema […]”

    Essa compreensão é construída aos poucos, por meio de situações em que a criança pode observar palavras, comparar suas escritas, testar possibilidades e perceber novas relações entre sons e letras.

    Por isso, propostas que convidam a criança a pensar sobre a escrita e participar ativamente desse processo podem favorecer avanços importantes na alfabetização.

    Conheça o jogo Sacola de Palavras

    O Sacola de Palavras foi desenvolvido justamente com essa intenção: criar situações em que a criança possa observar palavras, registrar suas ideias e estabelecer relações entre sons e letras durante o processo de alfabetização.

    Neste jogo, cada ficha possui uma figura acompanhada de quadros correspondentes à quantidade de letras da palavra. Por exemplo, a palavra “avião” possui cinco letras; por isso, a ficha apresenta cinco espaços para o registro da escrita.

    Como o jogo ajuda na reflexão sobre a escrita?

    Esse detalhe pode ajudar muito crianças que estão na hipótese silábica. Às vezes, a criança escreve, por exemplo, “OAT” para “tomate”. Ao perceber que ainda sobraram quadros vazios, ela pode começar a refletir que aquela quantidade de letras talvez não seja suficiente para representar toda a palavra.

    Ao perceber essa diferença, a criança é incentivada a rever sua hipótese de escrita e a compreender, gradualmente, o princípio alfabético.

    Esse processo de reflexão torna a aprendizagem mais significativa, pois permite que a criança construa novos conhecimentos a partir das próprias descobertas.

    Habilidades estimuladas pelo jogo Sacola de Palavras

    Além disso, o jogo cria oportunidades para a criança:

    • observar letras iniciais;
    • relacionar sons e escrita;
    • refletir sobre a quantidade de letras necessária para escrever cada palavra;
    • ampliar o vocabulário;
    • desenvolver atenção e concentração;
    • participar de situações de escrita com mais envolvimento e significado.

    Sugestão de Uso

    1. Distribua igualmente as fichas com figuras entre os participantes.
    2. Em seguida, coloque letras dentro de um pote. Podem ser utilizadas letras em EVA ou fichas com letras impressas.
    3. Sorteie uma letra. Por exemplo: a letra F. Apresente o som da letra e diga o seu nome. A criança que tiver uma ficha cuja imagem seja iniciada com esse som deverá escrever o nome correspondente. Após concluir a escrita, guarda a ficha dentro da sacola.
    4. Vence quem conseguir guardar primeiro todas as suas fichas na sacola.

    Sugestão de Mediação

    Durante a atividade, evite informar imediatamente como a palavra é escrita. Em vez disso, incentive a criança a refletir fazendo perguntas como:

    “Qual é o primeiro som que você escuta? E qual som vem depois?”

    Outra estratégia é enfatizar o fonema que a criança ainda não conseguiu identificar. Por exemplo, se ela não perceber o fonema /s/ na palavra “estojo”, o professor pode destacar esse som ao pronunciar a palavra:

    /essssstojo/

    Assim, a criança é incentivada a estabelecer relações entre os sons da fala e sua representação por letras.

    Uma proposta lúdica para favorecer a alfabetização

    O Sacola de Palavras transforma a escrita em uma experiência de investigação. Enquanto brinca, a criança observa, compara, testa hipóteses e faz novas descobertas sobre o sistema de escrita alfabética.

    Quando utilizados com intencionalidade pedagógica, jogos como esse favorecem a participação ativa da criança e tornam o processo de alfabetização mais significativo e prazeroso.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? 😊

    Um forte abraço e aguardo você no próximo post!

    Referência Bibliográfica

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

     

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 39 fichas;
    • 01 embalagem (sacola);
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Perguntas Frequentes

    1. O jogo Sacola de Palavras é indicado para qual fase da alfabetização?

    Para crianças que estão construindo hipóteses sobre a escrita e iniciando a escrita de palavras.

    2. O jogo pode ser utilizado com crianças com dificuldades de aprendizagem, TEA (autismo), dislexia ou TDAH?

    Sim. O Sacola de Palavras pode ser utilizado como um recurso pedagógico em diferentes contextos de aprendizagem, sempre considerando as características e necessidades de cada criança.

    As fichas possuem imagens reais e espaços amplos para a escrita, recursos que podem favorecer a identificação das figuras, a organização visual e o registro das palavras, especialmente para crianças que podem se beneficiar de maior apoio visual e de mais espaço para realizar a escrita.

    O jogo pode ser aplicado individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, conforme os objetivos do educador.

    Por que o jogo Sacola de Palavras contribui para o processo de alfabetização?

    Porque ele cria situações em que a criança pode refletir sobre a escrita das palavras, relacionar sons e letras e construir conhecimentos sobre o sistema de escrita alfabética de maneira lúdica e significativa.

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    ✏️ Achou, Escreveu! | Jogo de alfabetização para escrita de palavras
    Uma proposta divertida para estimular a escrita, relacionando leitura, imagem e registro das palavras.
    https://psicosol.com/achou-escreveu/

    🎯 Bingolavras | Jogo de alfabetização
    Um bingo com figuras e palavras que favorece a associação entre imagem, leitura e escrita.
    https://psicosol.com/produto/arquivo-bingolavras/

    🔡 Bingossílabas | Jogo para estimular consciência silábica
    Uma proposta para brincar com sílabas simples, estimulando a percepção sonora e a construção de palavras.
    https://psicosol.com/produto/arquivo-bingossilabas/

  • Achou, Escreveu! | Jogo para leitura e escrita

    Achou, Escreveu! | Jogo para leitura e escrita

    O-lá!

    Durante o processo de alfabetização, criar situações em que a criança tenha motivos para ler e escrever é fundamental. E isso está bem longe de apenas apresentar listas de palavras ou pedir que ela copie o que está escrito.

    Por isso, em muitas situações, podemos propor desafios em que a criança precise ler, compreender uma informação, tomar uma decisão e registrar por escrito aquilo que descobriu.

    Como destaca Emília Ferreiro (1997, p. 20):

    “A escrita é importante na escola porque é importante fora da escola, e não o inverso.”

    A ideia, então, é proporcionar oportunidades em que a criança perceba que escrever não é apenas cumprir uma tarefa, mas uma forma de registrar, responder, comunicar e participar de experiências que tenham sentido para ela.

    Mas como criar, na prática, situações de leitura e escrita que façam sentido para a criança? Os jogos pedagógicos são excelentes aliados.

    É o que acontece no Achou, Escreveu!

    Conheça o Achou, Escreveu!

    O Achou, Escreveu! é um jogo de alfabetização que integra leitura, compreensão, observação e escrita de palavras em uma proposta lúdica.

    A dinâmica é simples: a criança precisa compreender a pista, observar o tabuleiro, localizar o animal correspondente e, depois, escrever seu nome.

    Assim, a escrita não aparece simplesmente como uma obrigação. A criança escreve porque precisa registrar aquilo que descobriu para realizar a missão do jogo!

    Quais habilidades podem ser trabalhadas?

    Durante a brincadeira, você pode estimular:

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e deixe as cartas em uma pilha, viradas para baixo.
    2. Na sua vez, a criança pega uma carta e lê a frase. Caso ainda não consiga fazer a leitura com autonomia, um adulto ou colega pode realizar a leitura.
    3. Depois, a criança procura no tabuleiro o animal indicado pela pista e escreve seu nome.
    4. Ao final, vence quem conquistar o maior número de cartas.

    Quer deixar o jogo mais desafiador? Você pode estabelecer um tempo para cumprir a missão, utilizando uma ampulheta ou o cronômetro do celular.

    Se conseguir encontrar o animal e escrever o nome dentro do tempo combinado, a criança fica com a carta. Caso contrário, ela deve colocá-la embaixo da pilha.

    Sugestão de mediação

    Se, por exemplo, a criança encontrar o animal, mas tiver dificuldade para escrever seu nome, evite fornecer a resposta pronta logo de início. Transforme a dúvida em reflexão:

    • Com qual som começa essa palavra?
    • Qual letra pode representar esse som?
    • Você conhece outra palavra que começa da mesma maneira?

    Um banco de palavras também pode ser utilizado como apoio para as crianças que ainda precisam de referências visuais para realizar suas tentativas de escrita.

    Durante as atividades de alfabetização, o mais importante é observar o que a criança já consegue fazer e oferecer as intervenções certas para que ela avance em suas hipóteses de escrita.

    Espero que esse material e as reflexões de hoje contribuam bastante para a sua prática pedagógica.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência bibliográfica

    FERREIRO, Emilia. Com todas as letras. São Paulo: Cortez, 1997.

     

    Gostou da proposta?

    O arquivo PDF com o Achou, Escreveu! está pronto para impressão e contém:

    • 36 cartas com pistas;
    • 01 tabuleiro ilustrado;
    • 01 embalagem para guardar o jogo;
    • Instruções completas de uso.

    É só baixar, imprimir, montar e jogar!

    Perguntas frequentes

    1. Em que fase da alfabetização este jogo é indicado?
    O jogo pode ser utilizado com crianças em diferentes fases do processo de alfabetização. O professor ou responsável pode adaptar a proposta conforme a hipótese de escrita da criança. Por exemplo, para uma criança que esteja apresentando hipótese de escrita pré-silábica, pode ser disponibilizado um banco de palavras para que ela identifique o nome correspondente à imagem e o utilize como apoio para a escrita. À medida que a criança avança, o jogo pode ser realizado com maior autonomia.

    2. Este jogo pode ser usado em sala de aula?
    Sim. Pode ser utilizado em atividades individuais, em pequenos grupos ou com a turma toda, com adaptações conforme os objetivos do professor.

    3. Este jogo pode ser utilizado com crianças com dificuldades de aprendizagem ou com TEA (autismo)?
    Sim. Ele pode ser utilizado como um recurso pedagógico em contextos de aprendizagem, oferecendo oportunidades de prática de forma lúdica. O professor ou responsável pode adaptar o nível de dificuldade conforme as necessidades e o ritmo de cada criança.

    4. Qual é o principal objetivo do jogo?
    O objetivo do jogo é ajudar a criança a consolidar a escrita de palavras de forma significativa, por meio de uma proposta lúdica que estimula a reflexão sobre a escrita.

  • O Sumiço das Sílabas | Jogo de alfabetização para completar palavras

    O Sumiço das Sílabas | Jogo de alfabetização para completar palavras

    Como trabalhar a formação de palavras na alfabetização com um jogo pedagógico

    O-lá!

    Sabemos que a alfabetização acontece de forma muito mais significativa quando a criança participa ativamente do processo, interage, levanta hipóteses, conversa, escuta e reflete sobre a língua escrita em diferentes contextos. Ela precisa perceber que a escrita não é apenas uma sequência de letras, mas uma forma de representar a linguagem, na qual diferentes elementos se organizam para construir palavras com significado.

    Atividades que envolvem observar, comparar e completar palavras podem favorecer essa reflexão, especialmente quando são propostas em situações significativas e desafiadoras.

    Como destaca Ana Albuquerque (2022, p. 87):

    […] A linguagem escrita deverá estar presente de modo constante e significativo na sala de aula, por meio da criação de rotinas de escrita e leitura e da organização de oportunidades e experiências individuais, a pares e em grupo, promovendo a discussão de pontos de vista e a reflexão metalinguística.

    Pensando nisso, trouxe como sugestão o jogo O Sumiço das Sílabas, uma proposta lúdica em que a criança precisa encontrar a sílaba que falta para completar o nome das figuras. Durante a brincadeira, ela observa, compara possibilidades, testa hipóteses e reflete sobre a estrutura das palavras enquanto participa de um desafio divertido.

    Como trabalhar a formação de palavras de forma lúdica

    A formação de palavras é uma importante etapa do processo de alfabetização. Para compreender como a escrita funciona, a criança precisa perceber relações entre aquilo que fala e aquilo que escreve, observando semelhanças, diferenças e regularidades presentes nas palavras.

    Os jogos pedagógicos podem contribuir nesse processo porque proporcionam situações em que a criança participa ativamente da aprendizagem. Ao procurar a sílaba que completa uma palavra, ela precisa mobilizar seus conhecimentos, analisar pistas e tomar decisões para resolver o desafio proposto.

    No jogo O Sumiço das Sílabas, a criança não apenas identifica uma parte da palavra, mas pensa sobre como aquela sílaba se relaciona com o restante da escrita. Essa reflexão favorece a construção do conhecimento de maneira mais significativa e prazerosa.

    Habilidades estimuladas

    • formação de palavras;
    • leitura de palavras;
    • reflexão sobre a estrutura das palavras;
    • consciência linguística;
    • atenção e concentração;
    • percepção visual;
    • memória;
    • participação em jogos com regras;
    • interação social.

    Sugestão de uso do jogo

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana, com as fichas em formato de “pegadas” cobrindo as sílabas. Deixe as cartelas em uma pilha, viradas para baixo.
    2. Vire a primeira cartela e mostre a figura aos jogadores. Na sua vez, cada participante escolhe uma das pegadas do tabuleiro e a levanta para verificar se a sílaba escondida completa corretamente o nome da figura.
    3. Se a sílaba encontrada completar a palavra, o jogador fica com a ficha. Caso contrário, devolve a pegada ao mesmo lugar, cobrindo novamente a sílaba, e passa a vez ao próximo participante.
    4. O jogo continua até que todas as cartelas sejam utilizadas. Ao final da partida, vence quem reunir o maior número de fichas.

    Mediação

    Durante a partida, incentive a criança a observar atentamente a figura e dizer seu nome em voz alta. Se necessário, repita a palavra de forma lenta e natural e convide-a a pensar em qual sílaba está faltando para completar a palavra.

    Após revelar uma sílaba no tabuleiro, aproveite o momento para ampliar a aprendizagem. Se a criança acertar, leia a palavra completa com ela e converse sobre sua estrutura. Caso não encontre a sílaba correta, incentive-a a ler a palavra utilizando a sílaba revelada. Muitas vezes surgirão palavras que não existem. E isso pode render momentos divertidos! Aproveite essas situações para refletir com a criança sobre por que aquela sílaba não completa corretamente a palavra e qual seria a opção adequada.

    Evite fornecer a resposta imediatamente. Dê tempo para que a criança observe, compare possibilidades, formule hipóteses e participe ativamente da construção do conhecimento. Essa mediação torna o jogo ainda mais significativo para o desenvolvimento da leitura e da escrita.

    Jogos pedagógicos como apoio à alfabetização

    Na alfabetização, experiências concretas e significativas podem fazer diferença no envolvimento da criança com a aprendizagem. Quando ela participa de uma atividade desafiadora, com objetivos claros e momentos de reflexão, encontra mais sentido no contato com a linguagem escrita.

    O jogo O Sumiço das Sílabas não substitui o trabalho sistemático de alfabetização realizado pelo professor, mas pode ser um recurso complementar para criar situações de aprendizagem em que a criança observa, compara, formula hipóteses e amplia seus conhecimentos sobre a formação das palavras.

    Por hoje é isso!

    Gostou do que viu por aqui?

    Um abraço e até o próximo post 😉

    Perguntas frequentes

    1. Como ajudar uma criança que tem dificuldade para formar palavras?

    Crianças em processo de alfabetização podem apresentar diferentes desafios ao compreender como as palavras são formadas. Por isso, antes de escolher uma atividade ou recurso, é importante observar e identificar exatamente onde está a dificuldade apresentada pela criança.

    Conhecer aquilo que ela já sabe é um passo fundamental, pois essas informações ajudam o professor a escolher estratégias de intervenção mais adequadas às suas necessidades.

    Algumas perguntas podem auxiliar nessa observação: Como está o desenvolvimento da consciência fonológica dessa criança? Ela consegue perceber semelhanças sonoras entre as palavras? Reconhece os sons que cada letra representa? Já compreende que a escrita representa a fala? Consegue identificar partes das palavras ou ainda depende muito do apoio das imagens e da oralidade?

    A partir dessa análise, é possível propor atividades que façam sentido para o momento de aprendizagem da criança. Jogos pedagógicos podem ser recursos complementares nesse processo, pois permitem trabalhar a leitura, a formação de palavras e a reflexão sobre a escrita de maneira lúdica e significativa.

    2. Como trabalhar a formação de palavras na alfabetização?

    A formação de palavras pode ser trabalhada por meio de atividades que envolvam leitura, escrita, comparação entre palavras e reflexão sobre sua estrutura. Propostas lúdicas, como jogos de alfabetização, tornam esse aprendizado mais significativo, pois permitem que a criança participe ativamente, faça descobertas e construa conhecimentos.

    3. O jogo “O Sumiço das Sílabas” trabalha apenas sílabas?

    Embora o jogo envolva a identificação de sílabas, sua proposta vai além dessa habilidade. A dinâmica do jogo também favorece outras habilidades importantes. Ao observar as jogadas dos colegas, a criança pode lembrar quais sílabas já foram encontradas e onde estavam localizadas no tabuleiro. Em uma próxima rodada, essa memória poderá ajudá-la a tomar melhores decisões durante a brincadeira.

    Dessa forma, o jogo também estimula atenção, memória, percepção visual, estratégias de resolução de problemas e interação entre os participantes, tornando a aprendizagem mais ampla e significativa.

    4. Para quais crianças o jogo é indicado?

    O jogo é indicado para crianças em processo de alfabetização, podendo ser utilizado em diferentes contextos, como sala de aula, atendimento psicopedagógico, reforço escolar e Atendimento Educacional Especializado (AEE). A mediação pode ser adaptada conforme os conhecimentos e as necessidades de cada criança.

    Referência bibliográfica

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

     

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    É para você imprimir, montar e jogar.

     

  • Dino Embaralhado | Jogo de alfabetização para organizar letras e formar palavras

    Dino Embaralhado | Jogo de alfabetização para organizar letras e formar palavras

    O-lá!

    Quando pensamos em alfabetização, é essencial lembrarmos que a leitura é um processo ativo. A criança prevê, testa possibilidades e constrói sentido a partir do que já sabe.

    De acordo com Frank Smith (2003), a leitura envolve um processo de previsão, no qual o leitor utiliza seus conhecimentos prévios para atribuir significado ao que está escrito.

    Isso significa que, ao oferecer pistas sobre o que está escrito para uma criança em processo de aprendizagem da leitura e da escrita, ou sobre o que esperamos que ela escreva, ajudamos a ampliar seu pensamento, levantar hipóteses mais consistentes e se envolver de forma mais significativa com a palavra.

    Foi a partir dessa compreensão que elaboramos o jogo Dino Embaralhado. Organizamos o jogo de forma intencional, incluindo pistas que auxiliam a criança a antecipar quais palavras podem ser formadas a partir de um determinado grupo de letras embaralhadas: nome de animal, fruta, objeto ou vestuário.

    Além disso, as imagens do tabuleiro também funcionam como pistas. Por exemplo: se a dica for “é um animal”, a criança poderá observar quais animais estão disponíveis no tabuleiro e, com base nisso, tentar formar o nome de um deles com as letras apresentadas. (Logo abaixo, há mais detalhes sobre o uso do jogo.)

    Dessa forma, a atividade se torna mais acessível para uma criança que está em processo de aprendizagem, desafiadora na medida certa e muito mais envolvente, favorecendo não apenas o acerto, mas principalmente o raciocínio durante o processo.

    Habilidades estimuladas:

    • leitura e formação de palavras;
    • atenção e concentração;
    • velocidade de processamento;
    • associação entre palavra e imagem;
    • flexibilidade cognitiva.

    Sugestão de uso:

    1. A criança puxa a tira que sai da boca do “Dino”. Nessa tira, encontrará uma palavra com as letras embaralhadas.
    2. Antes de iniciar, será dada uma pista, como: é o nome de um animal, de uma fruta, de um objeto ou de uma peça de vestuário.
    3. Com base nessa informação, a criança deverá descobrir qual é a palavra e organizá-la dentro de um tempo determinado. Se for possível, utilize uma ampulheta ou um cronômetro para marcar esse tempo.
    4. Se conseguir, ganha uma fichinha e deverá procurar, no tabuleiro, a figura correspondente à palavra, colocando a fichinha sobre ela.
    5. Ao final, todos contam suas fichinhas para descobrir quem conquistou mais.

    Ao propor atividades como essa, nosso objetivo vai além do acerto imediato. Queremos que a criança pense, levante hipóteses, teste possibilidades e, principalmente, se envolva com o processo de aprendizagem de forma significativa e prazerosa.

    Quando ajustamos o nível de desafio e oferecemos pistas adequadas, criamos um caminho mais acessível e motivador, respeitando o momento de cada criança e favorecendo avanços reais na leitura e na escrita.

    Espero que essa proposta possa contribuir com a sua prática e trazer momentos de aprendizagem leve, divertida e cheia de descobertas.

    Um abraço,
    Sol 💛

    Referência Bibliográfica:

    SMITH, Frank. Compreendendo a leitura: uma análise psicolinguística da leitura e do aprender a ler. Porto Alegre: Artmed, 2003.

     

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 4 tiras com palavras embaralhadas;
    • 0 arte “Dino”;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.

  • Lago das Sílabas | Jogo de alfabetização com sílabas para formação de palavras

    Lago das Sílabas | Jogo de alfabetização com sílabas para formação de palavras

    O-lá!

    Em um primeiro olhar, especialmente quando ainda não conhecemos profundamente o processo de alfabetização, é comum que a escrita de uma criança chame atenção pelo que “não está certo”. Mas, por trás dessas produções, existe algo muito mais importante acontecendo: a criança está pensando.

    Os estudos na área da alfabetização nos ajudaram a compreender que as primeiras tentativas de escrita não são aleatórias. Existe intenção, organização de ideias e construção de conhecimento em cada registro.

    Mesmo que, para um olhar menos atento ou com pouco conhecimento sobre o assunto, pareça uma escrita cheia de erros, hoje já sabemos que isso não procede. No entanto, nem sempre foi assim.

    Como aponta Ana Albuquerque (2022, p. 77):

    […] pouca importância era dada às primeiras produções escritas das crianças, sendo consideradas simples garatujas sem significado e que não envolviam qualquer ligação com a cognição. Eram vistas como reproduções erradas da escrita […].

    Ainda bem que os tempos são outros, não é mesmo?…Rsrs!

    Hoje, já sabemos que a criança está, sim, pensando sobre a escrita, testando hipóteses e organizando suas ideias sobre como a língua funciona.

    E quando esse olhar muda, muda tudo junto. A escrita deixa de ser julgada apenas pelo acerto e passa a ser compreendida como parte essencial do processo.

    É exatamente nesse ponto que os jogos entram com força. Porque, no jogo, a criança:

    • arrisca sem medo;
    • testa combinações;
    • observa o que funciona e o que não funciona;
    • aprende de forma ativa e significativa.

    Hoje eu trouxe como sugestão o “Lago das Sílabas”. Um jogo em que o sapinho precisa pular de sílaba em sílaba, formando palavras ao longo do caminho.

     Habilidades estimuladas:

    • formação e segmentação de palavras;
    • leitura inicial;
    • atenção e planejamento;
    • orientação espacial;
    • flexibilidade cognitiva.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Cada jogador, na sua vez, avança com seu peão tentando formar uma palavra. Pode se mover para a direita, esquerda, frente, atrás e na diagonal, mas não pode pular sílabas.
    3. A cada jogada, deve registrar a palavra formada em uma folha ou caderno.
    4. O jogo termina para o jogador que chegar à última sílaba da margem superior. Ao chegar, não pode mais se mover. Mas atenção: o vencedor não é quem chega primeiro, e sim quem consegue formar mais palavras ao longo do caminho.

    No fim das contas, mais importante do que chegar rápido é o que a criança constrói durante o percurso.

    É isso, turma! Gostaram do que viram por aqui?

    Um abraço e a gente se encontra no próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

     

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    • 01 tabuleiro;
    • 04 peões;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.