O recurso que eu trouxe como sugestão hoje traz um desafio para as crianças em processo de alfabetização resolverem. Hummm … e desafio, se for dentro do que a criança já tem algum conhecimento prévio para conseguir decifrar, é muito bom.
Em termos práticos, não se trata de continuamente introduzir o sujeito em situações conflitivas dificilmente suportáveis, e sim de tratar de detectar quais são os momentos cruciais nos quais o sujeito é sensível às perturbações e às suas próprias contradições, para ajudá-lo a avançar […]. (FERREIRO e TEBEROSKY, 1999, p. 34).
Portanto, jogos, brincadeiras e atividades nas quais as crianças são expostas a situações conflitivas são de extrema importância para o seu desenvolvimento.
O jogo que compartilho hoje tem o objetivo estimular o processo de leitura e escrita, mas também desenvolve a coordenação motora fina e o pensamento lógico.
Sugestão de Uso:
A criança escolhe uma carta, observa as imagens, lê as palavras e coloca um marcador (prendedor de roupa, clips) na palavra que corresponde ao nome do animal que não consta entre as imagens disponíveis.
Outras opções de uso das cartas:
Deixe a criança observar por um tempo os nomes dos animais (letra inicial, final…). Em seguida você retira a carta e peça para ela escrever os nomes dos animais. Depois você devolve a carta para ela conferir.
Colocar em ordem alfabética os nomes dos animais. Observação: como a criança está em processo de construção da escrita deixe ela levar em consideração apenas a primeira letra das palavras;
Escrita de frases e histórias.
Finalizo este texto deixando um abraço beeem recheado de afeto. Espero você no próximo post. T+
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999
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Hoje estou escrevendo este texto para compartilhar uma sugestão de um jogo muito especial. Ele foi desenvolvido por mim e pela equipe da Imagine-me. Ops, espere! Você já ouviu falar na Imagine-me? Assim como eu, o Herinque, o Guilherme e o Pablo (equipe Imagine-me) também gostam muito de desenvolver jogos. Considero eles incríveis!
Para criar este jogo fizemos mais ou menos assim: pegamos os nossos conhecimentos e colocamos tudo dentro de um caldeirão, mexemos, mexemos, … brincadeira…rsrs Ninguém é bruxo, mas juntos desenvolvemos o jogo: Cria+ Desvendando palavras.
Dentre outras habilidades, o jogo estimula a alfabetização, o letramento, o pensamento lógico, a coordenação motora fina, a criatividade, a inteligência pictórica. Sim, inteligência pictórica!
Você sabia que, apesar de muitos considerarem pessoas inteligentes aquelas que se destacam por ter um bom desempenho em pensamento lógico e linguístico, o ser humano é dotado de várias inteligências? Certamente você que está lendo este texto tem uma área do conhecimento mais desenvolvida que outra, mas isso não lhe faz mais ou menos inteligente que ninguém. No entanto, faz parte da pessoa que você é! A Inteligência Pictórica é muito forte em desenhistas, ilustradores e especialistas em computação gráfica.
Evidentemente, sabemos que nem todos serão do time do Walt Disney (que tinha a inteligência pictórica muito bem desenvolvida), porém, é muito importante que sejam valorizados os desenhos das crianças porque através deles elas podem se comunicar, falar de seus desejos, medos, alegrias e dificuldades. É uma forma de comunicação incrível e nem sempre recebe o olhar ou a “escuta” necessária para entender o que a criança está dizendo.
[…] antes mesmo que a linguagem escrita lhe seja acessível, os recursos pictóricos tornam-se elementos fundamentais na comunicação e na expressão de sentimentos, funcionando como um canal muito especial, através do qual as individualidades se revelam – ou são construídas – expressando ainda, muitas vezes características gerais da personalidade […]. (MACHADO, apud ANTUNES, 2003, p. 217)
Sendo assim, precisamos explorar e valorizar mais as expressões sobre o mundo que as crianças registram nos desenhos. Bora fazer isso?!
Sugestão de Uso:
Separar as cartas em três montes, por cor.
Embaralhar e pedir para a criança pegar uma carta de cada cor (cabeça, corpo, pernas), ler e completar as palavras faltantes para depois representar o personagem descrito.
Exemplo:
Cartacabeça: formato de um brinquedo com a sílaba BO. A criança pode escrever /BOla/ e desenhar a cabeça do personagem em formato de uma bola.
Carta Corpo: Forma de um eletrodoméstico com a sílaba DOR.
A criança pode escrever /computaDOR/ e desenhar o corpo do personagem em formato de um computador.
Carta Pernas: com o formato de uma ferramenta com a sílaba TE.
A criança pode escrever /alicaTE/ e desenhar as pernas do personagem em formato de alicate.
Depois, ela pode criar um nome para o personagem unindo as sílabas das cartas que o/a originaram. Neste caso o nome do personagem seria: BODORTE.
Eu sei, fica meio maluco! Esta é a ideia, brincar com a possibilidade de criar personagens diferentes.
Em seguida, que tal inventar uma história sobre o personagem? Por exemplo: a idade que ele tem, onde mora, a profissão, o que gosta e o que não gosta de fazer, se tem medo de alguma coisa… Enfim, pode ser explorado o personagem para construção de uma história.
Para finalizar este texto, quero dizer que eu e a equipe da Imagine-me estamos curiosos para saber a sua impressão sobre o jogo. Aproveite e deixe registrado nos comentários.
Um forte abraço e até o próximo post.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
ATENÇÃO! Este jogo está disponível em arquivo PDF (para você imprimir, montar e jogar) no site Imagine-me. Para adquirir clique aqui para ser direcionado(a) para lá 🙂
Você já percebeu que quando está diante de uma informação aparentemente nova, busca em sua memória algo que possa associá-la, ou seja, verifica se o conhecimento é totalmente novo mesmo ou se pode fazer uma conexão com qualquer outra coisa que já tenha visto? Então, talvez até tenha percebido, mas, possivelmente, não. Isso porque esse processo é automático e, quanto mais conhecimentos adquirimos, mais associações fazemos! Ou seja, turbinamos nossa capacidade de aprendizagem porque não precisamos partir do zero, entende?
“[…] cada vez que você encontra algo novo, seja um objeto material ou uma ideia, vai associá-lo automaticamente com o que já conhece. A associação é um processo mental automático. (MEMORIZAÇÃO, 2006, p. 228, grifo do autor)
O jogo que trouxemos hoje é uma brincadeira de associação. No entanto, aqui será intencional…hehe e além de estimular a alfabetização, tem o objetivo de instigar a flexibilidade cognitiva, pensar em uma maneira diferente de escrever através de códigos que não são letras (mas as representam), como também, despertar a atenção, a percepção.
Ops! Uma pequena, mas necessária pausa, para explorar um pouco mais o significado e importância da flexibilidade cognitiva. Esta é uma habilidade desenvolvida no lobo frontal do nosso cérebro e ela amadure ao longo dos anos chegando ao ápice lá pelos 35, 40 anos. Porém, entretanto, todavia (rsrsrs), é sempre bom estimular. Afinal, ela contribui para que sejamos capazes de pensar “fora da caixa” e resolver situações simples ou complexas do nosso dia a dia de maneiras diferentes e até criativas 😉
Pausa feita, agora vamos à utilização do jogo que trouxemos como indicação.
Sugestão de Uso:
A criança escolhe uma carta e observa a legenda de associação (cores x letras) para escrever o nome da figura utilizando somente as fichas coloridas.
Verifique se está correto 😉
Depois peça para a criança escrever embaixo das fichas coloridas o nome da figura (agora com letras). Em seguida você cobre a legenda da carta, embaralha as fichas coloridas e solicita que a criança tente lembrar a cor que representava cada letra.
Dica: O registro é sempre importante para apropriação do conhecimento. Sendo assim, após a brincadeira, peça para a criança escrever uma frase com o nome da figura.
Por hoje é isso! Esperamos que você tenha aproveitado as informações aqui compartilhadas. Conte-nos se você pensou em uma maneira diferente de utilizar este jogo. Vamos amar saber ; )
Um forte abraço e até o próximo post.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
MEMORIZAÇÃO POR ASSOCIAÇÃO. In: 101 maneiras de melhorar sua memória. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2006.
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O-lá! Há duas semanas compartilhamos com vocês o jogo Revele a palavra (som inicial). O jogo que trouxemos hoje é semelhante. A diferença é que neste a criança será estimulada a prestar atenção aos sons finais das palavras.
Os dois jogos têm objetivo de estimular a consciência fonológica, habilidade que contribui muito para o sucesso da construção da escrita. Vejam na citação a seguir o que dizem alguns autores.
[…] diante de uma escrita alfabética, o nível de consciência fonológica de uma criança ao entrar na escola é considerado o indicador mais forte de êxito que ela terá ao aprender a ler ou, ao contrário, da probabilidade de que não o consiga (ADAMS, 1990; STANOVICH, 1986 apud ADAMS et al., 2012, p. 20).
O jogo também contribui fortemente para estimular a atenção 😉 A gente ama isso, não é mesmo?! <3
Sugestão de Uso:
Colocar o tabuleiro sobre uma superfície plana e as fichas em uma sacola ou caixa. Verificar se os jogadores sabem os nomes de todas as figuras.
Cada jogador, na sua vez, retira uma ficha da caixa. Localiza as figuras no tabuleiro que correspondem aos números que estão na ficha. Fala em voz alta os nomes delas e presta atenção aos sons das sílabas finais. O jogador precisa descobrir qual palavra é possível formar com esses sons.
Exemplo: no tabuleiro 13 é = manGA e 10 é = gaiTA. Portanto, formamos “GATA”.
O jogador fica com a ficha se conseguir revelar a palavra. Se não conseguir, devolve a ficha para a caixa.
Ganha o jogo quem conseguir mais fichas.
Para aumentar o desafio vocês podem determinar um tempo para os jogadores revelarem a palavra.
Atenção! Este é um jogo de consciência fonológica. Portanto, a correspondência é fonológica e não necessariamente gráfica. Sendo assim, desconsiderem, por exemplo, acentuação.
Concluímos este texto com o desejo que as informações aqui escritas tenham sido úteis.
Um forte abraço e até o próximo post.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ADAMS, Marilyn Jager; et al. Consciência fonológica: em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006.
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O jogo que trouxemos como sugestão hoje tem por objetivo estimular leitura, escrita, criatividade, coordenação motora fina, oralidade, tolerância à frustração. Porém, queremos ir além destas e outras habilidades cognitivas que o jogo possa desenvolver. Desejamos que ele promova sorrisos, laços afetivos entre crianças e entre adultos e crianças.
Sim, laços afetivos! Sabemos que estamos vivendo um momento de pandemia. Porém, além de olharmos para o futuro, refletimos sobre o que podemos hoje, na medida do possível, fazer! Se você que está lendo este texto for um profissional que está trabalhando somente on-line pode, por exemplo, sugerir este jogo para as famílias. Ele é gratuito! A família pode junto com a criança acessar nosso site, baixar o jogo, imprimir e utilizar. É uma alternativa maravilhosa para tirar as crianças da tela do computador, celular. E, conforme falamos no início do texto, tem diversos objetivos de estímulos cognitivos. Agora, os laços afetivos, estes são essenciais para o desenvolvimento de qualquer ser humano. Nenhuma máquina é capaz de sentir e transmitir afeto. Precisamos de um Outro humano para nos conectarmos. Um humano presente! Ou seja, não podemos deixar nossas crianças a mercê de máquinas.
[…] Há casos em que as crianças estão referidas a esses aparelhos, em que esse é o Outro da criança, e isso não é sem consequências para a constituição psíquica. (JERUSALINSKY, 2017, p. 44)
Sendo assim, deixamos nossa contribuição e esperamos poder contar com vocês para espalhar nossas sementes de afeto para o planeta. Bora?!
Agora vamos à explicação do jogo.
Sugestões de Uso:
Distribuir tabuleiros e canetinhas para os jogadores (individual).
Sugestão 1:
Cada jogador, na sua vez, lança o dado. Procura no seu tabuleiro um quadro com a cor sorteada, lê e risca as palavras.
Ganha o jogo quem completar primeiro uma linha inteira.
Obs.: Se for sorteada uma cor que não tenha mais disponível no tabuleiro, passa a vez para outro jogador.
Sugestão 2:
Cada jogador, na sua vez, lança o dado. Procura no seu tabuleiro um quadro com a cor sorteada, lê as palavras, forma uma frase oralmente com elas e risca.
Ganha o jogo quem completar primeiro uma linha inteira.
Obs.: Se for possível, grave as frases que os jogadores forem falando. Após o jogo, cada jogador, poderá escolher e escrever a sua frase que mais gostou.
Sugestão 3:
Cada jogador, na sua vez, lança o dado. Procura no seu tabuleiro um quadro com a cor sorteada, lê e constrói oralmente ou por escrito uma história com as palavras. Risca o quadro.
Os jogadores guardam o tabuleiro riscado para continuar o jogo outro dia/aula/sessão.
Um outro dia repetem o jogo. Ou seja, cada um constrói uma nova história com outras palavras sorteadas. Assim sucessivamente até um dos jogadores riscar primeiro uma linha inteira de palavras. Este será o ganhador.
Perceberam que nossas sugestões irão incentivar bastante a oralidade? Isso também é importante para a criança conseguir produzir um texto com começo, meio e fim. Algumas vezes as crianças e até mesmo adolescentes apresentam dificuldade em escrever porque ainda não construíram na oralidade este processo.
Encerramos deixando o nosso abraço cheio de afeto.
Até o próximo post! <3
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
JERUSALINSKY, Julieta. et all. Intoxicações eletrônicas: o sujeito na era das relações virtuais. Salvador: Ágalma, 2017.
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Lembram do jogo Risca Sílabas que compartilhamos com vocês? O recurso que trouxemos hoje é parecido, porém, traz algumas diferenças. O “Risca Sílabas” tem uma variedade de sílabas maior. No entanto, o “Risque e Forme uma Palavra” traz possibilidade de construção de várias palavras. Cada quadro é possível formar no mínimo duas palavras. Maravilha isso, não é mesmo?
Bom, a semelhança que há entre o Risca Sílabas e o jogo de hoje é que os dois têm sílabas, pretendem estimular o processo de construção da escrita e também podem servir para uma avaliação. Muitas vezes buscamos uma ferramenta que nos ajude a verificar o nível de conhecimento da criança quando ela já está ali na nossa frente. Sim, um jogo pode ser muito útil para conseguirmos identificar aspectos cognitivos da criança, o que ela já sabe, o que precisa aprender e , especialmente, o seu modelo de aprendizagem.
Por ser o jogo inerente ao homem, e por revelar sua personalidade integral de forma espontânea, é que se pode obter dados específicos e diferenciados em relação ao Modelo de Aprendizagem do paciente. […] (WEISS, 2007, p. 79)
Sendo assim, vocês podem utilizar este jogo como uma forma lúdica de estimular a alfabetização, maaaas também é possível aproveitá-lo para observar as escolhas que a criança faz, a maneira que lida com a frustração, se faz tentativas, a coordenação motora fina no lançar do dado e segurar o lápis, o olhar, a posição do corpo, se permanece concentrada durante o jogo, além de identificar algumas sílabas que ela já conhece. Enfim, aproveitem o momento do jogo para conhecer mais sobre a criança. Certamente, isso irá contribuir muito na escolha da mediação e recursos mais assertivos. OK? #partiujogar
Sugestão de Uso:
Distribuir um tabuleiro para cada jogador e canetinhas ou lápis. Cada jogador, na sua vez, joga o dado, procura em seu tabuleiro um quadro que tenha a mesma cor que foi sorteada. Forma uma palavra com as sílabas disponíveis no quadro. Pode ser objeto, animal ou fruta. Em seguida, risca o quadro. Ganha o jogo quem riscar primeiro uma linha inteira.
Encerramos com o desejo que este jogo contribua muuuuito. Amamos receber feedback de vocês.
Um forte abraço, fiquem bem!
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
WEISS, Maria Lúcia L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 12. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007.
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O processo de construção da escrita é único para cada criança, ou seja, tem um ritmo e tempo individual. Obviamente, que isto não significa que elas aprendem sozinhas. Além da socialização com outras crianças para promover discussões, descobertas e, assim, agilizar esse processo, os mediadores precisam estar atentos para intervir porque, se existe algo que precisa de ensino para que ocorra a aprendizagem, certamente, é a leitura e a escrita.
[…] autores afirmam de forma categórica que a criança não aprende a ler naturalmente, e concluem, fundamentando-se em dados de pesquisas sobre as dificuldades enfrentadas por alfabetizados, que ‘as crianças quase nunca aprendem a ler sem instrução […]´. (GOUGH e HILLINGER , 1980, apud SOARES, 2016, p. 46, grifo do autor).
Sendo assim, o nosso olhar e escuta precisam estar apurados para identificar a intervenção mais adequada para cada fase que a criança esteja passando. O jogo que compartilhamos hoje é indicado para que a criança volte a atenção aos sons iniciais das palavras e identifique a sílaba correspondente.
Sugestão de Uso:
Entregue para a criança uma página com sílabas e as fichas com imagens.
Ela deverá colocar as fichas sobre as três sílabas que correspondem ao início dos nomes das três figuras.
Variação: Entregar as fichas com imagens recortadas individualmente para que a criança cole sobre as sílabas que correspondem ao início dos nomes das figuras.
Encerramos este texto com o desejo que as informações disponibilizadas tenham contribuindo.
Um forte abraço e até o próximo post. <3
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.
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Temos em nosso site várias sugestões para estimular o desenvolvimento da consciência fonológica. Dentre elas: rima, aliteração, sílaba inicial, medial, final. Todos estes jogos são ferramentas essenciais em um ambiente alfabetizador. O jogo que estamos compartilhando hoje também tem como objetivo instigar que as crianças prestem a atenção aos sons da nossa língua. A novidade é que neste recurso elas irão verificar que algumas palavras podem começar com o mesmo som que termina outra 😉
Ops! Na verdade, há algum tempo eu compartilhei este jogo Destrave com vocês, mas ele não estava em formato de jogo com cartas. Eu usava apenas uma lousa e giz.
Também achamos pertinente ressaltar que sons de sílabas é, geralmente, mais fácil de perceber do que fonemas isolados. A explicação está na citação a seguir.
[…] os sons de fonemas não são fisicamente separáveis da cadeia da fala, estão inteiramente fundidos uns com os outros no interior da sílaba. Portanto, seja para transformar a fala em escrita ou traduzir a escrita em fala, é com a sílaba que se deve começar. […] (ADAMS, 1990, p. 302 apud SOARES, 2016, p. 193-194)
Sendo assim, é necessário que este conhecimento chegue a todo aquele que pretende ser um profissional que trabalhe com alfabetização.
Sugestão se uso:
Distribuir igualmente as cartas entre dois jogadores. Quem tiver a carta com a imagem de uma /LUVA/ começa o jogo. O próximo jogador deverá colocar uma carta cujo nome da figura começa com a mesma sílaba que termina /luVA/ . Exemplo: luVA – VAca . Ganha o jogo quem ficar sem nenhuma carta primeiro. Atenção! Se uma carta for trocada de lugar o jogo irá travar e cartas vão sobrar. Se isto acontecer, juntos devem pensar o que precisam fazer para o jogo destravar!
Por hoje é isso! Até o próximo post <3
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.
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Já abordamos em várias publicações a importância da consciência fonológica para a alfabetização. Neste post estamos trazendo uma sugestão para instigar a aliteração que é a habilidade de identificar sons iniciais iguais (sílabas ou fonemas).
A ideia essencial é a de que a análise explícita das palavras em unidades fonológicas é indispensável para compreender o código alfabético e, através disso, aprender a ler. (ALEGRIA, LEYBAERT e MOUSTY , 1997 apud CAPOVILLA e CAPOVILLA, 2007, p. 25).
Oferecer jogos e brincadeiras que instiguem essa habilidade são excelentes. Especialmente, se a criança estiver apresentando dificuldade de aprendizagem. Sendo assim, vamos a proposta que trouxemos para vocês hoje. <3
Sugestão de Uso:
Distribuir igualmente as peças do dominó entre dois jogadores.
O jogador que ficar com a peça que tem a imagem de uma /BALANÇA/ dá início ao jogo.
Os jogadores deverão unir peças do dominó com sons/sílabas iniciais iguais.
Exemplo: BAlança com BAteria.
Ganha o jogo quem ficar sem nenhuma peça primeiro.
Por hoje é isso! Até o próximo post <3
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
CAPOVILLA, Alessandra Gotuzo Seabra; CAPOVILLA, Fernando César. Problemas de leitura e escrita: como identificar, prevenir e remediar numa abordagem fônica. 5. ed. São Paulo: Memnon, 2007.
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Oie!!! Gente, uma excelente maneira de estimular o desenvolvimento da construção da escrita das nossas crianças é utilizarmos jogos e brincadeiras que façam elas prestarem atenção aos sons da nossa fala, instigá-las na percepção auditiva. Inclusive, para muitas crianças que estejam apresentando dificuldade de aprendizagem pode representar uma mudança significativa no processo de alfabetização delas.
A capacidade auditiva da criança, sua capacidade de ouvir e discriminar os sons diferentes constitui fator indispensável à aprendizagem da leitura e da escrita […]. (ANTUNES, 2003, 46)
O jogo que trouxemos como sugestão tem justamente esse objetivo, ou seja, estimular a percepção auditiva. Além disso, também trabalha tolerância a frustração, coordenação motora fina, entre outras habilidades. Pode ser realizado oralmente ou por escrito. É importante vocês avaliarem o que é mais adequado para cada criança. 😉
Sugestão de Uso:
Coloquem o tabuleiro sobre uma superfície plana e entreguem para cada jogador um pião.
As cartas devem ser colocadas dentro de uma sacola ou caixa.
Cada jogador, na sua vez, retira uma carta da caixa, tenta identificar a palavra escondida que há no nome da figura e escreve.
Exemplo: Na palavra “CEBOLA” a palavra escondida é “BOLA”
Se o jogador conseguir descobrir, anda no tabuleiro com o seu pião o número de casas que há na lupa da carta. Depois devolve a carta para a caixa.
Se não conseguir, devolve a carta para a caixa.
Se parar em uma casa que tem uma escada, o jogador deve ir para a casa que está no topo dela.
Se parar em uma casa que tem a figura de um robô, o jogador deve voltar à casa do início do jogo.
Ganha o jogo quem chegar ao final da trilha primeiro.
Finalizamos este post deixando votos de que vocês possam aproveitar muuuito este jogo.
Um forte abraço e até o próximo post <3
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